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PRÉ-PROJETO DETERMINACAO EM LEITE ARNOWDHY

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHO - UEMACENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS - CESCDEPARTAMENTO DE QUMICA E BIOLOGIA - QUIBIOCURSO DE LICENCIATURA EM QUMICA

DETERMINAO DE PERXIDO DE HIDROGNIO EM LEITE IN NATURA EMPREGANDO DETECO QUIMIOLUMINESCENTE ATRAVSDE SISTEMA DE ANLISE POR INJEO EM FLUXO (FIA).

CAXIAS-MA2013ARNOWDHY HUDSON SARAIVA SILVA

DETERMINAO DE PERXIDO DE HIDROGNIO EM LEITE IN NATURA EMPREGANDO DETECO QUIMIOLUMINESCENTE ATRAVSDE SISTEMA DE ANLISE POR INJEO EM FLUXO (FIA).

Projeto de pesquisa apresentado Direo do Curso de Qumica Licenciatura, Departamento de Qumica e Biologia, do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC-UEMA) como pr-requisito parcial para a realizao do TCC.Orientador (a): Prof. Ms. Pricles Mendes Nunes

CAXIAS-MA2013IDENTIFICAO DO PROJETO 1.1- Ttulo:Determinao de perxido de hidrognio em leite in natura empregando deteco quimioluminescente atravs de sistema de anlise por injeo em fluxo (FIA). 1.2- OrientadorProf. Ms. Pricles Mendes Nunes

1.3- AcadmicoArnowdhy Hudson Saraiva Silva

1.4- Unidade de execuoUniversidade Estadual do Maranho - UEMACentro de Estudos Superiores de Caxias - CESCDepartamento de Qumica e Biologia - QUIBIO

1.5- Perodo de execuoMaro de 2013 a Junho de 2013.

SUMRIO

1. INTRODUO042. JUSTIFICATIVA....093. OBJETIVOS..103.1 Objetivo Geral103.2 Objetivos Especficos104. PARTE EXPERIMENTAL114.1 Localizao da rea de estudo.............................................................................................114.2 Coleta das amostras............................................................................................................11 4.3 Reagentes utilizados............................................................................................................114.4 Montagem do sistema.........................................................................................................12 4.5 Tratamentos estatsticos.....................................................................................................13 5. CRONOGRAMA................................................................................................................146. ORAMENTO....156.1. Material permanente..........................................................................................................156.2. Reagente Qumicos............................................................................................................157. REFERNCIAS....16

1. INTRODUO

O leite o produto de secreo das glndulas mamrias das fmeas mamferas. Pode ser normal, fresco, integral, oriundo da ordenha de vacas sadias, com a finalidade de alimentao (FONSECA; SANTOS, 2000).Ele naturalmente um alimento lquido, contendo uma alta porcentagem de gua, embora seja um alimento concentrado, destinado a produzir um rpido desenvolvimento dos mamferos recm nascidos. Neste aspecto, contem mais matria slida que muitos outros alimentos (PRATA, 2001). Sob o ponto de vista fsico-qumico, o leite ao mesmo tempo uma soluo verdadeira, uma soluo coloidal, uma emulso e uma suspenso. considerado uma soluo por conter dissolvidos sais minerais, lactose, uria, cido lctico, creatinina, aminocidos e vitaminas hidrossolveis; j o fato de ser considerado uma soluo coloidal deve-se a sua alta concentrao de protenas (casena, albumina, globulina e enzimas), uma emulso pela presena de lipdeos e uma suspenso por apresentar certa quantidade de clulas epiteliais e leuccitos (BACILA, 2003).Vrios so os componentes qumicos do leite. Uma composio mdia para o leite bovino : 87% de gua; 3,7% de gordura; 4,9 de lactose; 3,5 de protenas e 0,7 de minerais. A quantidade do leite produzida e sua composio apresentam variaes ocasionadas por diversos fatores, tais como alimentao, doenas, perodo de lactao, ordenhas, fraudes e adulteraes (SILVA, 1997).No Brasil ainda comum o comrcio do leite in natura tambm chamado de leite informal. De acordo com Nero et al. (2003), o hbito de consumir leite cru, ou informal, por uma parcela considervel da populao, est diretamente relacionado com conceitos previamente formados de que este produto possui boa qualidade, alm de desconhecimento dos riscos que esse produto pode oferecer.O comrcio informal de leite uma grande ameaa sade pblica visto que, segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS), dezesseis doenas bacterianas e sete virticas so veiculadas pelo produto, dentre elas a tuberculose, a brucelose e gastroenterites, sendo esta uma grave consequncia da baixa qualidade do leite proveniente do mercado informal (BADINI et al., 1997).Alm da grande importncia da qualidade do leite na disseminao de doenas ao homem e tambm aos animais, fundamental avaliar as caractersticas fsico-qumicas do produto, para considerar a possibilidade da ocorrncia de fraudes econmicas, estabelecer base para pagamento e verificar o seu estado de conservao (AGNESE et al., 2002).A adio de substncias estranhas ao leite est relacionada a fraudes que podem ocorrer desde a fonte de produo at a fase de comercializao. Tais substncias so classificadas de vrias maneiras, de acordo com a finalidade de seu uso. Pode-se tratar de substncias conservadoras e/ou inibidoras, de substncias redutoras da acidez ou ainda de substncias reconstituintes da densidade (TRONCO, 2003.)Uma das substncias consideradas estranhas ao leite o perxido de hidrognio, tambm conhecido por gua oxigenada. Trata-se de uma soluo aquosa deperxido de hidrognio (H2O2); no comrcio encontrada geralmente em uma soluo a 3%. Quando pura, um lquido viscoso, de densidade 1,46 g/mL, incolor e de cheiro semelhante ao docido ntrico. Seuponto de fuso 2C, seu ponto de ebulio 85C. solvel em gua comum, em todas as propores (ATKINS, 2001). O perxido de hidrognio um dos oxidantes mais versteis que existe, superior ao cloro, dixido de cloro e permanganato de potssio; atravs de catlise, H2O2 pode ser convertido em radical hidroxila (OH) com reatividade inferior apenas ao flor. Apesar do poder de reao, perxido de hidrognio um metablito natural em muitos organismos o qual, quando decomposto, resulta em oxignio molecular e gua. formado pela ao da luz solar na gua em presena de substncias hmicas. reconhecidamente citado como o oxidante mais eficiente na converso de SO2 em SO42-, um dos maiores responsveis pela acidez das guas de chuva (EVERSE, 1991)Em adio ao controle da poluio, muitas vezes com nfase ao monitoramento ambiental, o perxido de hidrognio empregado nos processos de branqueamento nas indstrias txtil, de papel e celulose. Tambm a determinao de perxido de hidrognio tem grande importncia na rea mdica, pois sua presena deve ser monitorada para se evitar que as clulas sofram estresse. O perxido de hidrognio tambm importante nas reas envolvidas com alimentos, medicamentos, monitoramento de processos, dentre outras. Est presente em inmeras reaes biolgicas como principal produto de vrias oxidases, e um parmetro importante na quantificao destes bio-processos (EVERSE, 1991).O perxido de hidrognio no leite cru, aps ao da peroxidase, promove a oxidao do tiocianato em hipotiocianato que tem efeito antibacteriano, principalmente em bactrias Gram+, prolongando a vida til do leite (AUNE & THOMAS, 1978). Esta substncia um agente antibacteriano para o leite. Logo, a adio de H2O2 no leite largamente realizada, porm permitida somente em alguns pases. No Brasil, esta adulterao proibida pela ANVISA (PING, 2010).Quando adicionado perxido de hidrognio em larga escala na composio qumica do leite, este pode trazer complicaes sade humana, como por exemplo, sensao de formigamento na boca, o aparecimento de sintomas da gastrite e tambm diarria. Por isso a importncia do desenvolvimento de equipamentos que proporcionem a identificao e monitoramento de possveis adulteraes ao leite.A partir dos anos 70, a crescente demanda por mtodos rpidos e com baixo risco de contaminao para anlises clnicas, agroindustriais e farmacuticas propiciou a investigao e desenvolvimento de vrios tipos de equipamentos automatizados. Estes apresentam como vantagens o aumento da preciso e exatido, alm da diminuio do custo operacional. Muitos equipamentos foram produzidos e propostos, visando anlise de um grande nmero de solues de amostras (SILVA, 2004). Em 1975, foi proposto um novo conceito de anlise em fluxo, o qual foi denominado Flow Injection Analysis (FIA), sendo o termo traduzido para o portugus como Anlise por Injeo em Fluxo (RUZICKA & HANSEN,1975).A anlise por injeo em fluxo baseada na injeo de uma amostra lquida em um fluxo carregador contnuo, que constitudo por um lquido adequado a cada sistema. A amostra injetada forma uma zona, a qual passar por uma clula em fluxo onde um detector medir continuamente o parmetro fsico desejado (ARRUDA, 2005).Sistemas de anlise em fluxo, particularmente os sistemas de anlise por injeo em fluxo (FIA), tm sido utilizados principalmente para a mecanizao/automao de anlises qumicas. Empregando esses sistemas possvel a implementao de praticamente todas as etapas envolvidas no processo de anlise qumica (amostragem, separaes, diluies, pr-concentraes, adio de reagentes). Entretanto, embora pouco explorados nesse sentido, os sistemas tambm apresentam grande potencialidade para a determinao de parmetros fsico-qumicos, tais como coeficientes de difuso, viscosidade, capacidade complexante de ligantes, parmetros cintico e estequiometria de reaes (RUZICKA & HANSEN,1975).No Brasil, um considervel nvel de conhecimento sobre a tcnica FIA vem aumentando ao longo tempo, pois atualmente em algumas universidades brasileiras desenvolvem-se pesquisas nesta rea, como por exemplo, a Universidade Estadual do Maranho e os Centros de Superiores de Caxias e de Imperatriz da Universidade Estadual do Maranho, dentre outras instituies. Suas aplicaes tm sido adotadas por muitas indstrias em seus laboratrios, que utilizam esse processo como ferramenta de trabalh

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