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Apostila Aprovar Ano05 Fascículo23 Fis Geo

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Tecnlogo em Construo NavalTecnlogo em Construo Naval o profissional apto a atuar na rea de construo de embarcaes, desenvolvendo tcnicas de execuo que possibilitam a montagem, a manuteno e a gerncia de navios e/ou barcos, dos equipamentos e das instalaes projetadas. A atividade consiste, fundamentalmente, no conceito da operao dos sistemas que se destinam explorao das guas, nas suas vertentes de via de transporte martimo, fonte de recursos vivos (navios de pesca e aquacultura ocenica) e minerais (plataformas ocenicas, submersveis, entre outros) e, ainda, como local de desporto. Portanto ele o profissional responsvel por projetos e pela construo de mquinas martimas para embarcaes, com competncia abrangente para trabalhar em diferentes aspectos, no s na construo de embarcaes, mas tambm em estruturas de suporte, aparelhos e equipamentos, pesquisando novas tcnicas de manuseio de cargas de navios e guindastes, e tcnicas de proteo e de fortificao dos cascos dos navios contra colises em sua estrutura. Destacam-se como habilidades do profissional o planejamento, a organizao e o controle de servios em estaleiros, com viso estratgica e empreendedora, bem como a relao das propenses do mercado aos conceitos e aos princpios de segurana e qualidade em transportes embarcados. E, ainda, o estudo cientfico e o uso de tecnologia, visando ao aumento da produtividade, reduo de custos, melhoria da qualidade, tendo como ponto fundamental a gesto. O mercado de trabalho bastante abrangente para o profissional das guas, que engloba desde a atuao em estaleiros navais a empresas de certificao, qualidade e segurana, empresas armadoras, empresas de servios e consultoria em engenharia, organismos do estado, empresas tcnico-comerciais, a investigao e a docncia, sendo as indstrias mais relacionadas as de construo e as de reparao naval, pescas e transportes martimos. Em a Histria da Engenharia Naval, o engenheiro Pedro Carlos da Silva Telles, do Instituto Histrico e Geogrfico Brasileiro da Academia Nacional de Engenharia, conta que os portugueses, que, na poca da Descoberta, eram grandes construtores navais, logo perceberam as vantagens de construir navios aqui, aproveitando a abundncia e a excelncia das madeiras e a mo-de-obra indgena. As primeiras embarcaes de tipo europeu construdas foram dois bergantins feitos no Rio de Janeiro, em 1531. Em artigo intitulado Amaznia, modernidade e atraso ou o Brasil e seus paradoxos regionais, o escritor amazonense Mrcio Souza lembra que, no auge do perodo da borracha, havia um segmento importantssimo na economia da regio que era a indstria naval, a construo de barcos, que, em alguns momentos do sculo XVIII, chegou a ter uma participao significativa na prpria economia do reino. Uma parte substancial da frota portuguesa era construda no Gro-Par e no Rio Negro. Era indito que uma colnia se baseasse na indstria. Todas as colnias portuguesas eram baseadas na produo agrcola de exportao, e a Amaznia teve essa experincia no campo da manufatura do ltex e na produo naval. O curso na UEA O Curso Superior de Tecnologia em Construo Naval um dos seis novos cursos oferecidos por meio do Programa de formao cientfico-tecnolgica das populaes dos municpios das reas protegidas do Estado do Amazonas, com vistas ao desenvolvimento sustentvel da cadeia produtiva regional. O curso foi oferecido no Vestibular 2008 da UEA para o municpio de Novo Airo (localizado margem direita do Rio Negro), atingindo tambm os municpios de Iranduba e Manacapuru, que tm como principal atividade a pesca comercial. O diferencial do curso a sua localizao, inserido num plo industrial naval, o que vai permitir ao aluno uma interao direta com o mercado de trabalho. Para a execuo do projeto, levou-se em considerao as potencialidades socioeconmicas, as formas histricas de sobrevivncia e a demanda liberada pelo Ensino Mdio dos municpios. Esses fundamentos nortearam os aspectos tericometodolgicos com o foco para formao do cidado com vistas sustentabilidade, ao aproveitamento, ao uso da defesa dos recursos naturais, melhor qualidade de vida e gerao de emprego e renda para os municpios do Estado do Amazonas.

O

Guia de Profisses

ndiceFSICAEletromagnetismo I ................... Pg.(aula 133)

03

GEOGRAFIA(aula 134)

Planejamento e meio ambiente no Brasil ................................................... Pg.

05

BIOLOGIA(aula 135)

Protozorios .......................... Pg.

07 09 11

LITERATURA(aula 136)

Concordncia Verbal II ............. Pg.

QUMICA(aula 137)

Equilbrio qumico II .................... Pg.

GEOGRAFIA(aula 138)

Fuso-horrio ............................. Pg. Referncias bibliogrficas ...... Pg.

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FsicaProfessor Carlos Jennings Aula 133

ms

Eletromagnetismo I

So corpos que atraem o ferro, o nquel, o cobalto e alguns outros materiais. Existem ms naturais, que so pedras de um minrio de xido de ferro (magnetita), e ms artificiais, que so fabricados a partir de algumas ligas metlicas. Uma liga importante o alnico (alumnio, nquel e cobalto). A atrao que um m exerce em outros corpos mais intensa em duas regies, denominadas plos magnticos. No caso de um m em forma de barra reta, os plos localizam-se nas extremidades.

Aps remover a pelcula de esmalte (isolante) das extremidades do fio de cobre, liga-se uma pilha entre elas. Com isso, uma corrente eltrica estabelecida no enrolamento. Agora, um m prximo do enrolamento interage com ele: se um determinado plo do m atrair uma das faces do enrolamento, esse mesmo plo repelir a outra face. Isso prova que o enrolamento adquiriu plos magnticos, em razo de estar sendo atravessado por uma corrente eltrica.

01. (UECE) Cargas eltricas em movimento no interior de um campo magntico podem sofrer ao de foras magnticas. Uma hlice de alumnio gira em torno de seu eixo com velocidade angular constante no sentido horrio, num local onde o campo magntico da Terra como o indicado na figura.

Portanto o campo magntico gerado por corrente eltrica. Em quase todos os tipos de materiais, os campos magnticos gerados pelos eltrons em cada tomo se anulam. Porm, nos materiais ferromagnticos, isso no ocorre. Nesses materiais, cada tomo cria o seu prprio campo magntico, formando aglomerados microscpicos denominados domnios magnticos que se comportam como pequenos ms. Num objeto ferromagntico no-imantado, como um prego, por exemplo, os domnios magnticos esto num estado de desorganizao, tal que seus campos acabam anulando-se. Materiais ferromagnticos

Na regio central do m, no h imantao. Essa regio denominada zona neutra. A partir do comportamento de uma bssola, cuja agulha um m, os plos magnticos receberam a denominao de plo norte magntico e plo sul magntico. Em condies normais, a agulha imantada da bssola alinha-se, aproximadamente, na direo norte-sul geogrfica. Atrao e repulso Verifica-se experimentalmente que: Plos magnticos de mesmo nome se repelem. Plos magnticos de nomes diferentes se atraem. Assim, se o plo norte magntico da agulha da bssola atrado pela regio do norte geogrfico da Terra, conclumos que, nessa regio, existe um plo sul magntico. Do mesmo modo, na regio do plo sul geogrfico, existe um plo norte magntico. Os plos norte geogrfico e sul magntico e os plos sul geogrfico e norte magntico da Terra no esto exatamente no mesmo lugar, embora estejam relativamente prximos (separados por cerca de 2000km).

A regio do centro da hlice e da extremidade das ps tendem a adquirir cargas eltricas, respectivamente:a) b) c) d) negativa e positiva positiva e negativa nula e positiva nula e negativa

Quando o objeto ferromagntico submetido ao campo magntico de um m, por exemplo, seus domnios se deformam e buscam um estado de organizao: o objeto fica imantado, passando a ter plos magnticos definidos, induzidos pelo m. A esse fenmeno, d-se o nome de induo magntica.

02. (U. E. Maring PR) Uma partcula (massa 6,4.1027 kg e carga q= 3,2 1019 C) penetra numa regio do espao onde existe um campo magntico uniforme, de mdulo B=5,0T, com velocidade de mdulo v=5,0. 107m/s, perpendicular direo do campo, descrevendo uma trajetria circular, de raio R. Nessas condies, assinale o que for correto

Campo magntico

Um m cria, no espao, uma regio de influncia denominada campo magntico, que lhe possibilita trocar foras de campo magntico com objetos de ferro, de nquel etc. ou com outros ms. A origem de um campo magntico pode ser entendida a partir de uma experincia simples. Com fio de cobre esmaltado, faz-se um enrolamento que colocado em presena de um m. Nenhuma interao observada.

Inseparabilidade dos plos

Observe que o m atrai o prego porque o plo N do m est mais prximo do plo S induzido no prego. Se o m for afastado, a imantao do prego de ferro praticamente desaparecer, porque seus domnios voltaro ao estado de desorganizao. Entretanto, se o objeto fosse feito de ao ou de alnico, ele permaneceria imantado aps o afastamento do m, em razo de que, nesses materiais, considervel a manuteno do estado de organizao dos domnios magnticos. A essa capacidade de reter imantao, que , por exemplo, muito maior no alnico do que no ao, dse o nome de histerese magntica.

Num m permanente, os domnios magnticos, que so microscpicos e em nmero muito grande, esto todos organizados. Quando um m quebrado, cada pedao continua com uma grande quantidade de domnios organizados. Por isso, cada pedao continua apresentando seus

01) Em qualquer ponto da trajetria, a fora magntica ser perpendicular velocidade 02) Em qualquer ponto da trajetria, a velocidade v da partcula permanece constante 04) A energia cintica da partcula no alterada, enquanto esta estiver sob a ao do campo magntico 08) O trabalho realizado pela fora magntica, para deslocar a partcula entre dois pontos quaisquer da trajetria, nulo 16) Para a partcula a , o raio da trajetria R=20 cm 32) Substituindo a partcula por um eltron (carga negativa) e, ao mesmo tempo, invertendo o sentido de B , o sentido da trajetria tambm ser invertido D como resposta a soma dos nmeros correspondentes s afirmativas corretas

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prprios plos magnticos norte e sul. Assim, no possvel separar os plos magnticos de um m.

A figura mostra dois ms idnticos P e Q ponto O.

Aplicao

colocados sobre uma mesa de madeira, vista de Vetor induo magntica ou vetor campo magntico

cima. Esses ms esto igualmente afastados do

01. (PUCMG) Uma pequena partcula leve, portadora de uma carga eltrica positiva, foi lanada com uma certa velocidade em uma regio em que existia um campo eltrico uniforme e constante ou um campo magntico uniforme e constante. Durante um curto intervalo de tempo, em que os efeitos gravitacionais puderam ser considerados desprezveis, a trajetria seguida pela partcula foi um arco de circunferncia. Com essas informaes, correto afirmar que, na referida regio, havia:a) um campo eltrico paralelo atividade da partcula b) um campo eltrico perpendicular atividade da partcula c) um campo magntico paralelo atividade da partcula d) um campo magntico perpendicular atividade da partcula

O campo magntico, assim como o campo gravitacional e o campo eltrico, tambm represen tado por um vetor. Esse vetor B o vetor induo magntica. O vetor induo magntica B, num ponto P qualquer de um campo magntico, tem as seguintes caractersticas: Direo: da reta com a qual uma pequena agulha imantada (agulha de prova) procura alinhar-se. Sentido: indicado para onde aponta o plo norte magntico da agulha de prova. Mdulo: medido, no SI, em tesla (T).

Sendo B a intensidade do vetor induo tre em relao aos campos dos ms:

magntica que um dos ms gera em O e supondo desprezvel o campo magntico terresa) Determine o vetor induo magntica em O. agulha de uma bssola centrada em O. b) Mostre a posio de equilbrio estvel da c) Repita o item b supondo o campo magntico intensidade tambm igual a B.Utilize os pontos cardeais e suponha os plos geogrficos Soluo: terrestre no-desprezvel, horizontal e com coincidentes com os plos magnticos da Terra.

Linhas de induo de um campo magntico

02. (UFES) Uma partcula de massa m e carga q lanada da origem de coordenadas do plano xy. Sua velocidade inicial no sentido positivo do eixo x e tem mdulo v. Na faixa do plano xy definida por a x b,.existe um campo eltrico uniforme E , perpendicular ao plano xy, no sentido z>0. No semiplano x>b, existe um campo magntico uniforme B perpendicular ao plano xy, no sentido z b; b) o tempo de permanncia da partcula na regio do semiplano x > b.

Na regio externa ao m, as linhas de induo orientam-se de N para S. Dentro do m, essas linhas orientam-se de S para N. Ao contrrio das linhas de fora do campo eltrico, que so abertas, as linhas de induo so fechadas. A intensidade de B tanto maior quanto mais concentradas as linhas de induo. Na figura anterior, temos: BA > BB. O campo magntico uma propriedade de cada ponto do espao, independentemente de colocarmos ou no um elemento de prova. As linhas de induo no se podem cruzar, pois, se isso ocorresse, haveria mais de uma direo possvel para o vetor B no cruzamento delas, o que no possvel. Diz-se do campo magntico em que B tem mesmo mdulo, mesma direo e mesmo sentido em todos os pontos. Suas linhas de induo so representadas por segmentos de reta paralelos entre si, igualmente espaados e orientados. Isso ocorre, aproximadamente, na regio entre os plos de um m em forma de U.

afastados de O, BP e BQ tm o mesmo mdulo de

B. Ento o campo resultante Bo aponta para sudeste e tem mdulo dado por:2 2 2 Bo = BP+ BQ= B2 + B2 = 2B2 Bo= B

b) No equilbrio estvel, a agulha est alinhada magntico aponta no sentido de Bo: com o campo resultante Bo , e seu norte

c) O campo magntico terrestre BT aponta do norte magntico da Terra (plo sul geogrfico) fico): para o plo sul magntico (plo norte geogr-

Campo magntico uniforme (CMU)

, e o norte magntico da agulha passa apontarpara leste.

Como BT = B, o campo resultante passa a ser BP

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GeografiaProfessor Paulo BRITO Aula 134

O Nordeste, como espao regional singular, um produto da integrao nacional, sob o comando do Centro-Sul. O complexo cafeeiro e, em seguida, a industrializao transferiram, definitivamente, o topo geogrfico da acumulao de riquezas. A marginalizao econmica das oligarquias nordestinas acompanhou a formao de um mercado interno unificado e subordinado aos capitais urbanos e industriais sediados no Sudeste. Mas as oligarquias conservaram o seu controle sobre a terra e as mquinas polticas estaduais. Essa herana histrica permitiu que sobrevivessem como elite perifrica, por meio da captura de rendas geradas pelas polticas de planejamento regional do poder central. A Superintendncia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) nasceu em 1960, como instrumento para a subordinao econmica e a poltica das oligarquias nordestinas. A indstria, no a agropecuria, era proclamada como caminho para a redeno da regio perifrica. Os investimentos de empresas sediadas no Sudeste, no os latifndios do Nordeste, tomavam-se beneficirios dos incentivos e subsdios federais. Nos primeiros anos da Sudene, a sua poca herica, a espada da reforma agrria chegou a lanar uma sombra ameaadora sobre a grande propriedade fundiria da faixa aucareira. Com a Sudene, os nordestes dissolveram-se no Nordeste. A lei que criou o novo rgo definiu, como sua rea de atuao, a totalidade dos nove estados nordestinos e o extremo norte de Minas Gerais. Em 1998, toda a poro mineira do Vale do Jequitinhonha e o norte do Esprito Santo foram includos na rea da Sudene. O diagnstico tradicional, que vinculava a pobreza regional ao fenmeno das secas, deu lugar ao ponto de vista desenvolvimentista, cuja prioridade consistia na implantao de plos industriais na Regio. Coerentemente com essa orientao, estabeleceu-se, em 1974, o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). O Finor financiou, ao longo da sua histria, a implantao ou a expanso da maior parte dos grandes grupos industriais com fbricas no Nordeste. Os recursos do fundo possibilitaram a criao do Plo Petroqumico de Camaari, na Bahia. Atualmente, cerca de 30% do ICMS arrecadado pelos estados nordestinos provm de empreendimentos financiados pelo Finor. Sob a Sudene, o Nordeste emergiu como Regio industrial perifrica, conectada aos capitais sediados no Sudeste. Os laos de dependncia manifestam-se com especial nitidez no caso da indstria de bens intermedirios produtos qumicos, petroqumicos e metalurgia que funcionam como insumos para as empresas do Centro-Sul. A industrializao incentivada modificou o panorama econmico nordestino, ampliando a sua participao no PIB nacional e transferindo para as cidades o foco de acumulao regional de riquezas. A liderana dos investimentos incentivados ficou com as indstrias qumicas, metalrgicas, de minerais no-metlicos, de material eltrico e de comunicaes. As tradicionais indstrias nordestinas txteis, de vesturio e calados e de alimentos receberam menos de 30% dos

A poltica regional da Sudene

Planejamento e meio ambiente no Brasil

investimentos incentivados pelo Finor. A ao da Sudene tambm contribuiu para a concentrao regional da indstria nas principais aglomeraes urbanas da Zona da Mata. Um dos seus resultados consistiu na acelerao do crescimento demogrfico das metrpoles regionais, que se firmaram como plos de atrao para os migrantes oriundos do meio rural. O DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL NA AMAZNIA Ainda h tempo para que a Amaznia no repita a histria da Mata Atlntica. Existem, felizmente, alternativas. O ponto de partida mudar os pressupostos e as orientaes das polticas pblicas e o comportamento e os valores de cada um de ns. O desenvolvimento pode, sim, ser feito com a manuteno das florestas. Entretanto isso no dever ser resultado do altrusmo dos indgenas, extrativistas, colonos, fazendeiros e empresrios. Necessitamos de polticas pblicas capazes de mudar a lgica econmica da fronteira do desmatamento. A equao simples. A manuteno das florestas deve ser economicamente mais rentvel do que os benefcios do garimpo florestal e da agropecuria. Para isso, o produtor rural tem de obter maiores rendimentos dos produtos florestais madeireiros e no-madeireiros e dos servios ambientais prestados por suas florestas (conservao dos rios, da biodiversidade, do clima etc). O Estado do Amazonas est determinado a implementar uma poltica de desenvolvimento sustentvel voltada para a conservao das florestas e para a melhoria da qualidade de vida das populaes rurais, com especial ateno para os segmentos extremamente empobrecidos. inadmissvel que indgenas, ribeirinhos e colonos, moradores de ecossistemas riqussimos, sejam miserveis e dependam de polticas assistencialistas. tambm inadmissvel que essas populaes sejam foradas a desmatar, na busca de melhorar o seu bem-estar. Para enfrentar esse desafio, estamos fazendo simplesmente o bvio. Infelizmente, demoramos mais de 500 anos para nos dar conta disso. Mo-de-obra qualificada para o interior Eis as principais providncias para se implantar mo-de-obra qualificada praticamente inexistente em todo o Brasil com vistas ao desenvolvimento sustentvel: 1. Implementar florestas pblicas de produo. 2. Criar linhas de crdito para pequenos e mdios empreendedores florestais. 3. Estender os benefcios fiscais e tributrios da indstria convencional para os empresrios florestais.

01. A Regio Nordeste compreende, em seu interior, reas diferenciadas por fatores naturais e socioeconmicos: o Meio Norte, o Serto, o Agreste e a Zona da Mata. Sobre as caractersticas mais recentes da economia dessas reas, assinale V ou F.

02. Com relao s alteraes ambientais provocadas pela construo de uma represa, avalie as afirmativas a seguir:

1. ( ) O avano da soja no Meio-Norte, com a ocupao dos cerrados no Maranho, Piau e oeste baiano. 2. ( ) O crescimento da indstria nas reas metropolitanas, em especial o de Salvador e de Fortaleza, como resultado da desconcentrao industrial no Sudeste. 3. ( ) A expanso do extrativismo vegetal, do babau e da carnaba, como atividade principal dos pequenos agricultores do Agreste. 4. ( ) A substituio da lavoura da ana-deaar na Zona da Mata pelas lavouras de subsistncia (feijo, arroz, mandioca), atravs de projetos de assentamentos. 5. ( ) O desenvolvimento da fruticultura no vale mdio do So Francisco, em pleno Serto, atravs de projetos de irrigao.

4. Gerar energia eltrica limpa, a partir de resduos florestais. 5. Utilizar as frutas da floresta (aa, castanha, camu-cam, etc) na merenda escolar. 6. Utilizar as plantas medicinais nos programas de sade pblica. 7. Apoiar a agricultura familiar com sistemas agroflorestais.

I. Reduz a velocidade normal de escoamento das guas do rio. II. Aumenta a deposio do material trazido em suspenso pelo rio. III. Retm matria orgnica cuja decomposio libera dixido de carbono e metano. IV. Diminui a umidade relativa do ar, regularizando os nveis de chuvas. Assinale:

8. Manejar os recursos pesqueiros e promover a piscicultura. 9. Treinar e profissionalizar os trabalhadores florestais. 10. Desenvolver a base cientfica e tecnolgica para a modernizao de atividades florestais seculares. Esse desafio s ser possvel se houver uma ampla parceria de toda a sociedade brasileira. Precisamos aumentar o consumo de produtos florestais madeireiros e no-madeireiros da Amaznia, valorizando especialmente os que

03. A implantao, na Amaznia, das grandes estradas de rodagem intensificou os fluxos migratrios em direo a essa Regio. Esses fluxos migratrios NO provocaram:a) b) c) d) e) a disseminao de doenas tropicais; a reduo da especulao fundiria; o colapso da infra-estrutura urbana; a atuao predatria no preparo da terra; o aumento dos fluxos de contrabando.

a) se somente as alternativas I e II estiverem corretas. b) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

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possuem selo verde ou orgnico. Isso pode ser feito individualmente, por consumidores, ou por meio da poltica de compra das empresas, das prefeituras, dos estados e da Unio. Precisamos desenvolver mecanismos para o pagamento pelos servios ambientais das florestas ao produtor rural. Menores impostos, crdito mais barato, reconhecimento da propriedade intelectual dos povos indgenas e das populaes tradicionais. Isso deve ser feito com polticas internacionais, nacionais, estaduais e municipais coerentes com o desenvolvimento sustentvel.

01. Com o agravamento do desemprego e da fome, acentuou-se o problema dos desequilbrios regionais no Brasil. Tais desequilbrios tiveram sua origem no processo que estabeleceu o papel de cada regio na diviso territorial do trabalho, ao longo do desenvolvimento industrial brasileiro. Considere o desenvolvimento desigual ocorrido no Brasil e numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda, associando cada regio ao papel econmico que lhe coube na diviso territorial do trabalho. Papel econmico 1. Fornecimento de mo-de-obra por meio de migraes internas. 2. Abastecimento alimentcio dos principais centros industriais. 3. Oferta de espaos amplos para as frentes de expanso agrcola. 4. Polarizao e organizao nacional do processo produtivo. ( ) Centro Oeste ( ) Nordeste ( ) Sudeste ( ) Sul

Necessitamos de um engajamento vibrante das nossas universidades e das instituies de pesquisa; sobre isso, devem-se debruar nossos melhores crebros. Precisamos atrair os mais competentes empresrios e investidores privados para os negcios sustentveis.

5. Oportunidades de mercado As empresas que adotam um bom manejo so fortes candidatas a obter um selo verde. Como a certificao uma exigncia cada vez maior dos compradores de madeira, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, as empresas que tiverem um selo verde, provando a autenticidade da origem manejada de sua madeira, podero ter maiores facilidades de comercializao no mercado internacional. 6. Conservao florestal O manejo da floresta garante a cobertura florestal da rea, retm a maior parte da diversidade vegetal original e pode ter impactos pequenos sobre a fauna, se comparados explorao no manejada.

fiscalizatria tenha sido pouco efetiva at o momento, certo que essa situao vai mudar. Recentemente, tm aumentado as presses da sociedade para que as leis ambientais e florestais sejam cumpridas.

Necessitamos de novas e mais amplas alianas, inclusive com governos, consumidores e empresas de pases seriamente comprometidos com a sustentabilidade. Especialmente, necessitamos do apoio das ONGs para mobilizar comunidades e consumidores em torno desses desafios. Precisamos de uma ao coordenada e estratgica com nossos pases vizinhos afinal, temos mais de 1/3 das florestas tropicais do planeta. Conservar a Amaznia uma tarefa urgente. melhor que faamos ns mesmos antes que nos julguem incapazes e questionem nossa soberania.Fonte: Virglio M. Viana / Relato sobre a Amaznia Verde e o desenvolvimento sustentvel.

7. Servios ambientais As florestas manejadas prestam servios para o equilbrio do clima regional e global, especialmente pela manuteno do ciclo hidroltico e pela reteno de carbono. Projetos de manejo A utilizao dos recursos florestais brasileiros, em uma histrica perspectiva, precisa de anlise para um programa de manejo florestal sustentado. Esses recursos fazem uma contribuio vital para: 1. Proteo de mananciais, da vida silvestre e da diversidade biolgica. Desafios: 2. Gerao de empregos, recursos e receitas por meio da explorao florestal. 1. Desacelerar e, se possvel, reverter o xodo rural do interior para Manaus. 2. Revitalizar a produo florestal de madeira e de produtos florestais no-madeireiros por extrativistas, pescadores e indgenas.

MANEJO FLORESTAL

O que o manejo florestal?

Assinale a opo que apresenta a numerao na ordem carreta:a) 1, 2, 4, 3 c) 2, 3, 1, 4 e) 4, 3, 2, 1 b) 2, 1, 3, 4 d) 3, 1, 4, 2

02. A Regio Nordeste a parte do territrio nacional que mais desafios tem colocado compreenso [...] E o territrio mais consolidado em termos de ocupao populacional e o que apresenta maior durabilidade de sua estrutura produtiva. (CASTRO, In E. de. Seca versus seca. In: Brasil: questes atuais da reorganizao do territrio. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1996.) Qual das alternativas no se relaciona com o texto acima?

O cdigo florestal brasileiro de 1965 (Artigo 15) definiu que as florestas da Amaznia s poderiam ser utilizadas por meio de planos de manejo. Em 1989, a Ordem de Servio 00189/IBAMA/ DIREN definiu um extensivo protocolo de plano de manejo, incluindo especificao de tcnicas de extrao para diminuir os danos floresta, estimativas do volume a ser explorado, tratamentos silviculturais e mtodos de monitoramento do desenvolvimento da floresta aps a explorao. O ciclo de corte mnimo foi fixado, na poca, em 30 anos. Em resumo, o Manejo Florestal um conjunto de tcnicas empregadas para colher, cuidadosamente, parte das rvores grandes, de tal maneira que as menores, a serem colhidas futuramente, sejam protegidas. Com a adoo do manejo, a produo de madeira pode ser contnua ao longo dos anos. Por que manejar as florestas? As principais razes para manejar a floresta so:

3. Aumentar a produo do pescado e de frutas tropicais.

4. Implementar uma agenda de trabalho para os segmentos mais excludos da sociedade, com especial nfase para os bolses de pobreza de Manaus e das populaes extrativistas mais isoladas (pescadores e indgenas).

a) A Zona do Mata nordestina se mantm como importante rea aucareira. b) A pecuria continua sendo o elemento-chave da estrutura produtiva do serto nordestino. c) Os setores produtivos tradicionais mantmse, mesmo com os avanos da industrializao e da urbanizao, propiciados pelos incentivos fiscais articulados pela Sudene. d) A Regio Nordeste oferece possibilidades para investimentos devido, entre outros aspectos, sua disponibilidade de recursos naturais e proximidade dos mercados. e) A manuteno de estruturas produtivas tradicionais demonstra a resistncia das elites nordestinas s mudanas.

1. Continuidade da produo A adoo do manejo garante a produo de madeira na rea indefinidamente e requer a metade do tempo necessrio na explorao nomanejada. 2. Rentabilidade Os benefcios econmicos do manejo superam os custos. Tais benefcios decorrem do aumento da produtividade do trabalho e da reduo dos desperdcios de madeira.

5. Aumentar os investimentos na Zona Franca de Manaus. A poltica de concentrao econmica da Zona Franca de Manaus contribui para a gerao de impostos alavanca fundamental para o desenvolvimento sustentvel. Contribui, ainda, para inibir o avano demogrfico no interior e, portanto, para reduzir a taxa de desmatamento. Quebra de paradigmas Alguns paradigmas precisam ser rompidos. O primeiro a valorizao do saber e das opinies daqueles que vivem das florestas, dos rios, dos lagos e dos igaraps. Esse segmento social precisa ser consultado no processo de tomada de decises.

3. Segurana de trabalho As tcnicas de manejo diminuem drasticamente os riscos de acidentes de trabalho. No Projeto Piloto de Manejo Florestal (Imazon/WWF), os riscos de acidentes, durante o corte na operao manejada, foram 17 vezes menores se comparados s situaes de perigo na explorao predatria. 4. Respeito lei Manejo florestal obrigatrio por lei. As empresas que no fazem manejo esto sujeitas a diversas penas. Embora a ao

No-assistencialismo necessrio deixar o assistencialismo na forma de doaes de implementos e de veculos e implantar poltica de gesto de unidades de produo e de beneficiamento de produtos agrcolas, pesqueiros e extrativistas sob a administrao estadual ou municipal. Necessita-se de instrumentos de poltica pblica capazes de transformar, dinamizar e assegurar a sustentabilidade econmica das cadeias produtivas sustentveis.

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BiologiaProfessor JONAS Zaranza Aula 135

lugar, a pessoa permite a entrada do T. Cruzi (pelo ferimento, e ele alcana o sangue. No corpo humano, os protozorios podem parasitar o corao, o intestino grosso e o esfago. Como conseqncia, esses rgos tornam-se dilatados. No caso do corao, a pessoa pode morrer repentinamente.

Pertencem ao reino protista e ao filo protozoa; so seres unicelulares, eucariontes e hetertrofos, apresentando espcies parasitas, comensais e mutualsticas. Classificao

Protozorios

01. No sculo XXI, observa-se um crescimento da malria na regio amaznica como um todo, com concentrao dos casos na Amaznia ocidental. O exemplo mais alardante o do Estado do Acre, com aumento de 153%, de 2003 para 2004, e de 63%, de 2004 para 2005. (Scientific American Brasil, maro de 2006)Representao do ciclo da doena de Chagas

Classe dos Flagelados ou mastigforos Leishmania brasiliensis A leishmaniose, lcera de Bauru ou leishmaniose tegumentar sul-americana, uma doena causada pelo flagelado Leishmania brasiliensis. A transmisso feita pela picada da fmea do mosquitopalha ou mosquito birigui, infectada com a L. Brasiliensis. No sangue, o protozorio instala-se na pele e nas mucosas do nariz, da orelha ou da boca e causa lceras. A preveno feita pelo combate ao transmissor.

Leishmania dunovani causa a leishmaniose visceral ou calazar transmitida tambm pela picada da fmea do mosquito palha ou Flebotomus.

Giardia lamblia O flagelado Girdia lamblia instala-se no intestino delgado do ser humano, provocando fortes clicas, diarria e vmitos, doena conhecida como giardase. A transmisso ocorre por meio das fezes com cistos de G. Lamblia. Ao serem liberadas no ambiente, podem contaminar alimentos e guas, transmitindo a doena a outras pessoas.

No h vacinas ou remdios eficazes contra essa doena. A preveno feita com a erradicao do barbeiro, caiao de chiqueiros, pais, estbulos, melhoria das condies habitacionais, proteo de janelas e portas com telas e com o uso de mosquiteiros sobre as camas. Tricomonas vaginalis O parasito tem como habitat a vagina, bem como a uretra e a prstata do homem. O Trichomonas vaginalis no possui a forma cstica; apenas a trofozotica, e transmitido durante o ato sexual e atravs de fmites, j que o protozorio pode sobreviver durante horas em uma gota de secreo vaginal ou na gua. O trofozoto alimenta-se de acares em anaerobiose e produz cidos que irritam a mucosa vaginal. Os sintomas aparecem entre trs e nove dias aps o contato com o parasita. A tricomonase costuma atingir mulheres entre 16 e 35 anos de idade e se manifesta, no sexo feminino, por corrimento esbranquiado espumoso, edema, prurido, queimao, escoriaes, ulceraes e sangramento aps relaes sexuais. J nos homens, a parasitase geralmente assintomtica ou subclnica, o que justifica o fato da parasitase ser mais diagnosticada em mulheres. A infeco por Trichomonas pode acarretar diversas doenas graves nas vias geniturinrias. As caractersticas clnicas do doente podem ser sugestivas da tricomonase, sendo que, na mulher, essa parasitase deve ser diferenciada das vaginoses bacteriana e fngica. O diagnstico laboratorial feito pela visualizao direta de trofozotos em amostra de secreo vaginal, uretral e prosttica. Entretanto o isolamento e o cultivo do protozorio o mtodo mais sensvel para o diagnstico da tricomonase. O uso de preservativos, o cuidado com os fmites (instrumentos ginecolgicos, toalhas, roupas ntimas) e o tratamento do doente e de todos os seus parceiros so as formas de preveno da tricomonase. S o tratamento medicamentoso adequado no garante a eliminao da doena, visto que, mesmo aps ter obtido a cura, o paciente deve tomar os mesmos cuidados de quem nunca foi infectado, porque os medicamentos no impedem a reinfeco.

A malria uma doena tpica de regies tropicais e pode ser evitada com diversas providncias. Entre elas, correto citar:b) aplicao de telas nas portas e janelas; telhas de barro plsticas;

a) construo de casas de alvenaria e telhado de

c) construo de rede de esgoto ou fossa sptica; d) fornecimento de gua tratada populao; e) combate ao inseto barbeiro transmissor.

02. (FGV) Devido ao surgimento, em vrios estados brasileiros, de surtos de doenas relacionadas ao acmulo de gua em pneus abandonados, depsitos de ferro velho e quintais, tem sido utilizada a televiso e vrios outros meios de comunicao para alertar a populao sobre os riscos dos objetos, vasos e plantas que possam servir de depsito de gua, considerando ser essa condio propcia ao aparecimento de vrias doenas. Indique a alternativa correta:a) Pneumonia, dengue, esquistossomose. b) Febre amarela, dengue e malria. c) Dengue, amebase e esquistossomose.

d) Febre amarela, giardase e doena de Chagas.

03. Um determinado parasita causador de doenas na espcie humana aloja-se na glndula salivar do hospedeiro transmissor. A seguir, no ciclo de transmisso da doena para o homem, o parasita invade a corrente sangnea, depois o fgado, onde se multiplica, atingindo novamente a corrente sangnea. O parasita, o hospedeiro transmissor e a doena so, respectivamente:a) Plasmodium vivax / Anopheles / Malria Doena de Chagas Filariose b) Trypanosoma cruzi / Triatoma infestans / c) Wuchereria bancrofti / Culex fatigans / d) Trypanosoma gambiensis / Glossina palpalis e) Leishmania brasiliensis / Phlebotomus / / Doena do sono Leishmaniose

e) Febre amarela, giardase e cryptosporidiose.

Trypanosoma cruzi A tripanosomase ou doena de Chagas causada pelo flagelado Trypanosoma cruzi. O T. Cruzi est presente em animais como tatus, morcegos, gambs e raposas, chamados reservatrios naturais. O barbeiro (Triatoma infestans), inseto que vive em frestas de casas de pau-a-pique, paiis, chiqueiros, ao picar um desses animais, aloja o T. Cruzi no intestino. Ao picar uma pessoa enquanto dorme, o barbeiro elimina o protozorio com as fezes. Ao coar o

Tricomonas vaginalis

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01. (Fuvest) Que doenas poderiam ser evitadas com a eliminao de reservatrios de gua parada onde se reproduzem insetos vetores?a) b) c) d) e) Clera, dengue e esquistossomose. Clera, dengue e malria. Clera, esquistossomose e febre amarela. Dengue, febre amarela e malria. Esquistossomose, febre amarela a malria.

Classe sarcondea ou rizpodes Entamoeba histolytica A Entamoeba histolytica um tipo de ameba parasita e causa a amebase ou disenteria amebiana. A doena ocorre pela ingesto de gua ou alimentos contaminados com cistos da Entamoeba histolytica. No intestino, os cistos se rompem e liberam o protozorio, que se multiplica e passa a parasitar as clulas e os vasos intestinais, englobando hemcias, causando clicas e diarria sanguinolenta. A perda de sangue provoca anemia e fraqueza. A preveno feita lavando bem os alimentos e as mos antes das refeies, ingerindo gua tratada ou fervida e defecando em locais prprios.

Classe dos Ciliados

02. Compare um protozorio, por exemplo, um paramcio, com uma clula epidrmica de metazorio (animal multicelular) quanto complexidade, ao nmero de organelas e especializao, ou seja, o quanto capaz de desempenhar uma funo especfica. A relao correta que a clula doa) protozorio menos complexa, possui menos b) protozorio mais complexa, possui mais que a do metazorio. metazorio. do metazorio. organelas e menos especializada do que a organelas, porm menos especializada do organelas e mais especializada do que a do

c) protozorio mais complexa, possui menos d) metazorio mais complexa, porm possui e) metazorio mais complexa, possui mais organelas, porm menos especializada do que a do protozorio. que a do protozorio.

menos organelas e menos especializada do

Classe dos Esporozorios A malria ou maleita provocada por esporozorios do gnero Plasmodium e transmitida pela fmea do mosquito do gnero Anopheles, conhecido como mosquito prego. Ao sugar o sangue de uma pessoa, o mosquito injeta a saliva e, com ela, os protozorios, na forma de esporozotos. No fgado, os esporozotos adquirem uma uma forma arredondada, os trofozotos. Da migram, novamente, para o sangue e penetram nas hemcias, onde se reproduzem por diviso mltipla, dando origem aos merozotos. As hemcias rompem-se, liberando os merozotos e as substncias txicas. O rompimento das hemcias acompanhado de mal-estar e febre alta. No interior das hemcias, alguns merozotos formam gametcitos masculinos ou femininos. Ao picar uma pessoa doente, o mosquito ingere esses gametcitos, que, no estmago, transformam-se em gametas masculinos e femininos. A unio deles formar o zigoto, que se desenvolve na parede do estmago do mosquito e origina o oocisto. Dentro do oocisto, por diviso mltipla, formam-se esporozotos, que migram para as glndulas salivares do inseto.

So um dos mais importantes grupos de protozorios, com cerca de 7000 espcies conhecidas e representantes em praticamente todos os ecossistemas aquticos, marinhos e de gua doce e no solo. Vrias so parasitas ou comensais de vrios invertebrados e outras ainda vivem no tubo digestivo dos mamferos herbvoros, em que ajudam a estabilizar as enormes populaes de bactrias simbiticas que digerem a celulose de que eles se alimentam, podendo considerar-se igualmente seus simbiontes. Conhece-se apenas uma espcie que parasita do homem, o Balantidium coli, o agente da balantidase ou disenteria balantdica. A maioria dos ciliados alimenta-se por fagocitose, embora haja alguns que se alimentam por absoro de nutrientes atravs da membrana celular. Os que realizam a fagocitose possuem normalmente um poro na sua membrana por onde entram as partculas de alimento o citostoma ou boca celular com a ajuda de clios modificados. Em algumas formas, como a paramcia, a boca encontra-se no fundo de um sulco oral. As partculas de alimento passam da boca para vacolos digestivos que migram dentro da clula, digerindo e passando o alimento para o citoplasma, at que descarregam a parte no absorvida num outro poro da clula chamado de citoprocto ou nus celular. A reproduo ocorre quer por fisso binria, quer por conjugao, mas tambm so responsveis pela formao e regenerao do macroncleo.

03. (Fuvest) Qual a caracterstica comum aos organismos: plasmdio, tripanossomo e solitria?a) b) c) d) e) So hematfagos. So endoparasitas. So decompositores. Vivem no intestino humano. So unicelulares.

04. (Fuvest) Uma pessoa pretende processar um hospital com o argumento de que a doena de Chagas, da qual portadora, foi ali adquirida em uma transfuso de sangue. A acusaoa) no procede, pois a doena de Chagas causada por um verme platelminto que se adquire em lagoas. b) no procede, pois a doena de Chagas causada por um protozorio transmitido pela picada de mosquitos. c) no procede, pois a doena de Chagas resulta de uma m-formao cardaca congnita. d) procede, pois a doena de Chagas causada por um protozorio que vive no sangue. e) procede, pois a doena de Chagas causada por um vrus transmitido por contato sexual ou por transfuso sangnea. O intervalo entre as febres identifica a espcie do protozorio. Existem trs tipos: Plasmodium vivax: malria ter benigna, com febre a cada dois dias. Plasmodium malariae: malria quart benigna, com febre a cada trs dias. Plasmodium falciparum: malria ter maligna, com febre a cada um ou dois dias. O tratamento base de quinino, que destri os protozorios que esto no sangue, mas no aqueles que esto no fgado. Desse modo, a pessoa pode voltar a ter a doena. A preveno em reas atingidas feita com o uso de quinino; combate ao mosquito, destruio de criadouros como lagoas e poas dgua; proteo das casas com telas e uso de mosquiteiros sobre as camas.

01. (UEA)Laudo do Instituto Evandro Chagas do Par confirma que 29 pessoas se contaminaram com a doena de Chagas no Amap depois de comerem aa. A transmisso tradicional pela picada do inseto barbeiro, mas, a exemplo do que ocorreu em Santa Catarina onde seis pessoas morreram da doena aps tomarem caldo de cana contaminado tambm no Amap se deu pela ingesto de alimento. Desde 2004, houve um aumento no nmero de casos no Amap de 1450%. Em 2004, apenas dois casos foram confirmados no Estado. (O Globo, 31 de maro de 2005) A doena de Chagas causada pelo protozorio Trypanosoma cruzi. Sobre a transmisso tradicional referida na notcia acima, correto afirmar que:

Exerccio

a) o barbeiro injeta os tripanossomos na corrente sangnea durante a picada; b) os tripanossomos presentes nas fezes do barbeiro penetram ativamente pelo ferimento causado pela picada; c) a saliva dos barbeiros, rica em tripanossomos, espalha-se sobre a pele, por onde os parasitas penetram; d) os tripanossomos injetados na corrente sangnea durante a picada alojam-se no corao; e) alm dos barbeiros, outros mosquitos podem transmitir tripanossomos.

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PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes

1. Sujeito composto de pessoas diferentes

Concordncia Verbal II

Aula 136

Observao Se o sujeito vier posposto, a concordncia com o ncleo mais prximo ser sempre legtima. Veja construes certas e erradas:

O sujeito composto de pessoas diferentes faz o verbo flexionar-se no plural, na pessoa que tiver predominncia: a primeira pessoa (eu/ ns) predomina sobre a segunda (tu/vs) e a terceira (ele/eles); a segunda (tu/vs), sobre a terceira (ele/eles).

Excluso Se houver idia de excluso, isto , se o fato s puder ser atribudo a um dos elementos do sujeito, impe-se a concordncia no singular. 1. Nem Pedro nem Maria podero ocupar a Presidncia do clube. (errado) 2. Nem Pedro nem Maria poder ocupar a Presidncia do clube. (certo)

2. Nem o pai, nem a me tinham percebido a fuga da criana. (certo) 3. No tinha percebido a fuga da criana nem o pai, nem a me. (certo) 4. Nem Teodoro, nem Cabeo tinha notado a presena da polcia. (errado) 5. Nem Teodoro, nem Cabeo tinham notado a presena da polcia. (certo) 6. No notou a presena da polcia nem Teodoro, nem Cabeo. (certo) 7. Nem eu nem ela faremos a viagem (certo).

01. (FGV) Assinale a alternativa em que os trechos do texto, reescritos, apresentam emprego de pronomes bem como concordncia (nominal e verbal) de acordo com a norma culta.a) Atividade bom para os homens, que com ela se distrai da prpria vida e desvia-se da viso assustadora de si mesmo. b) Lancem-se os homens no trabalho, para que no fiquem ociosos, pois bastam-lhes a ociosidade que lhes ensinam muitas coisas perniciosas. c) Certamente deve existir vises que colidem frontalmente com um dos esteios da sociedade; assim se fortaleceu obsesses laborais. d) Voltaire foi um dos grandes pensadores iluministas, que escreveu contra o governo e o clero franceses, o que acabaram por lev-Io Bastilha. e) Houve muitos que defenderam o trabalho; no os acompanhou Paul Lafargue, em cuja obra encontram-se crticas explorao humana.

4. Sujeito coletivo

2. Ncleos do sujeito unidos por ou

1. Chamar a polcia: o que deveramos fazer tu e eu. (certo) 2. Chamar a polcia: o que deverias fazer tu e eu. (certo) 3. Chamar a polcia: o que deveria fazer eu e tu. (certo) 4. Eu, tu e Maria iremos a Presidente Figueiredo. (certo) 5. Tu e Maria iro a Presidente Figueiredo. (errado) 6. Tu e Maria ireis a Presidente Figueiredo. (certo)

Quando o sujeito um substantivo coletivo, h trs situaes a considerar: b) Coletivo acompanhado de uma expresso no plural O verbo poder ficar no singular ou concordar com o plural indiferentemente. a) Coletivo sozinho, no singular O verbo ficar, obrigatoriamente, no singular.

A conjuno ou pode indicar excluso/retificao ou, por meio do verbo, expressar uma idia abrangente, de no-excluso. Em verdade, a idia reside mais no verbo que na conjuno ou . a) Excluso ou retificao Se a conjuno ou (aliada idia verbal) indicar excluso ou retificao, o verbo concordar com o ncleo do sujeito mais prximo. As idias de casar, ser presidente, ser eleito para algum cargo sugerem excluso. b) Idia abrangente Se a idia expressa pelo verbo referir-se a todos os ncleos do sujeito, o verbo ir para o plural ou concordar com o ncleo mais prximo.

Veja construes certas e erradas:

c) A maior parte de, parte de, a maioria de, grande nmero de Se vierem acompanhadas de expresso no plural, o verbo pode ficar no singular ou concordar com o plural indiferentemente. 1. A multido vociferava ameaas. (certo) 2. A multido vociferavam ameaas. (errado) 3. A multido de eleitores vociferava ameaas. (certo) 4. A multido de eleitores vociferavam ameaas. (certo) 5. Uma boa parte dos meninos de rua no quer voltar para os pais. (certo) 6. Uma boa parte dos meninos de rua no querem voltar para os pais. (certo) 7. A maioria da populao votam sem a devida conscincia poltica. (errado) 8. A maioria dos eleitores votam sem a devida conscincia poltica. (certo) 9. Grande nmero de ribeirinhos sobrevive apenas da pesca. (certo)

02. FGV) A concordncia verbal est correta em:a) Precisam-se de muitos tcnicos. b) Os Estados Unidos contrrio a essas medidas. c) Neste ms, deve haver muitos feriados. d) Tratavam-se de profissionais competentes. e) Obedecem-se rigidamente s normas impostas construo civil.

03. FGV) Assinale a alternativa que completa corretamente a frase:..................................... os documentos que encaminharemos Prefeitura. a) b) c) d) e) Ter de serem formalizados. Tero de ser formalizado. Ter de ser formalizado. Tero de serem formalizados. Tero de ser formalizados.

Veja construes certas e erradas:

3. Ncleos do sujeito unidos por nem

1. Paulo ou Antnio sero presidente do clube. (errado) 2. Paulo ou Antnio ser presidente do clube. (certo) 3. O ndio ou os ndios j estiveram aqui. (certo) 4. O homem ou o seu filho, no me lembro bem, arrebentaram a porta. (certo) 5. O homem ou o seu filho, no me lembro bem, arrebentou a porta. (certo) 6. Eu ou ele seremos eleitos para o cargo. (errado) 7. Ele ou eu serei eleito para o cargo. (certo)

5. Um ou outro

O sujeito composto um ou outro, por expressar excluso, obriga o verbo a ficar no singular. Veja construes certas e erradas: 1. Um ou outro assumiro a diretoria da empresa. (errado) 2. Um ou outro assumir a diretoria da empresa. (certo)

6. Que, quem (pronomes relativos)

Se os ncleos do sujeito estiverem unidos pela conjuno nem, com frase na ordem direta, o plural ser obrigatrio. Na ordem inversa (sujeito posposto), a concordncia pode ser feita com o ncleo mais prximo. Veja construes certas e erradas: 1. Nem o pai, nem a me tinha percebido a fuga da criana. (errado)

Quando os pronomes relativos que, quem esto na funo sinttica de sujeito, h duas situaes a considerar: a) Com o pronome relativo que, o verbo concorda, obrigatoriamente, com o pronome ou com o substantivo que o antecede.

Passando-se a frase Disso advm o aspecto miditico-popular para o plural, teremos:a) Disso advm os aspectos miditicos-populares. b) Disso advm os aspectos miditico-populares. c) Disso advm os aspectos miditico-populares. e) Disso advm os aspectos miditicos-popular.

Arapuca

b) Com o pronome relativo quem, o verbo fica, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular. Contrariando a norma culta da lngua, muitos autores admitem, nesse caso, a concordncia com o pronome ou com o substantivo antecedente.

d) Disso advm os aspectos miditicos-populares.

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Veja construes certas e erradas: 1. 2. 3. 4.

01. (Desafio da TV) Nos perodos seguintes, classifique o sujeito dos verbos em destaque:1. Ningum desconfia que estamos aqui. 2. Algum nos denunciou. 3. Andam dizendo que ele viciado.

7. Qual de ns, quais de ns... qual de vs, quais de vs...

Fui eu que fiz este relatrio. (certo) Fui eu quem fiz este relatrio. (errado) Fui eu quem fez este relatrio. (certo) Fomos ns que fizemos todos os relatrios. (certo) 5. Fomos ns quem fizemos todos os relatrios. (errado) 6. Fomos ns quem fez todos os relatrios. (certo)

02. (Desafio do Rdio) Nos perodos seguintes, classifique o sujeito dos verbos em destaque:

a) Indeterminado, indeterminado e indeterminado. b) Simples, simples e oculto. c) Indeterminado, indeterminado e oculto. d) Simples, simples e indeterminado. e) Simples, simples e simples.

Quando o sujeito vem representado pelas expresses interrogativas iniciadas por qual, quais, quantos ou por um dos indefinidos algum, alguns, nenhum, muitos, poucos, acompanhados dos pronomes ns, vs, vocs, h duas situaes a observar: a) Pronomes interrogativos ou indefinidos no singular O verbo tambm ficar no singular. b) Pronomes interrogativos ou indefinidos no plural O verbo tambm ir para o plural, concordando com os pronomes ns, vs ou vocs.

10. Um milho, um bilho, um trilho

Terra. (certo) 5. Serei eu um dos que votar contra o projeto. (errado) 6. Serei eu um dos que votaro contra o projeto. (certo) 7. Voc representa um dos que venceu na vida. (errado) 8. Voc representa um dos que venceram na vida. (certo) 9. Um dos que se comprometeram em apoiar o projeto voltou atrs. (certo)

Esses substantivos numerais admitem as seguintes construes:

a) O verbo fica no singular quando no existe conjuno e ligando um milho, um bilho, um trilho a outra expresso numrica.

Veja construes certas e erradas:

b) O verbo ir para o plural quando existe conjuno e ligando um milho, um bilho, um trilho a outra expresso numrica inteira no plural.

Veja construes certas e erradas:

1. Aqui, faz-se, com bastante discrio, trabalho de macumba. 2. Fazem trabalho de macumba aqui. 3. Faz muito frio aqui no inverno. a) b) c) d) e) Indeterminado, indeterminado e inexistente. Indeterminado, inexistente e indeterminado. Simples, indeterminado e inexistente. Simples, oculto e inexistente. Indeterminado, oculto e indeterminado.

03. Nos perodos seguintes, classifique o sujeito dos verbos em destaque:1. Fizeram muitas perguntas a voc? 2. Eles fizeram muitas perguntas a voc? 3. Algum fez perguntas a voc?

8. Nmeros fracionrios

1. Qual de ns seremos aprovados no concurso? (errado) 2. Qual de ns ser aprovados no concurso? (certo) 3. Quais de ns seremos aprovados no concurso? (certo) 4. Qual de ns ser escolhido para visitar Parintins? (certo) 5. Quantos dentre ns conhecemos o Encontro dos guas? (certo) 6. Quais de vs podereis participar da experincia? (certo) 7. Alguns de ns j estivemos em tribos indgenas. (certo)

1. Um milho de reais foram destinados construo de uma ponte que no existe. (errado) 2. Um milho de reais foi destinado construo de uma ponte que no existe. (certo) 3. Um milho e duzentos mil reais foram destinados construo de uma ponte que no existe. (certo) 4. Um milho de dlares foram gastos na construo da nova fbrica. (errado) 5. Um milho de dlares foi gasto na construo da nova fbrica. (certo)

04. Nas construes seguintes, classifique o sujeito dos verbos em destaque:1. Come-se muito bem nesta casa. 2. Come-se pouco feijo nesta casa. 3. Comem muito bem nesta casa. a) b) c) d) e)

a) Indeterminado, indeterminado e indeterminado. b) Indeterminado, simples e indeterminado. c) Oculto, simples e indeterminado. d) Oculto, simples e simples. e) Indeterminado, simples e simples.

Quando o sujeito da orao um nmero fracionrio, a concordncia dever ser feita com o numerador. Veja construes certas e erradas: 1. Um tero dos alunos ficaram reprovados. (errado) 2. Um tero dos alunos ficou reprovado. (certo) 3. Um quinto dos bens couberam amante. (errado) 4. Um quinto dos bens coube amante. (certo) 5. Dois quintos dos bens couberam amante. (certo) 6. Dois teros dos parentes apoiaram a deciso de Genivaldo. (certo)

11. Nmeros percentuais

6. Um milho e trezentos mil dlares foram gastos na construo da nova fbrica. (certo)

O verbo deve concordar com o nmero expresso na porcentagem. Veja construes certas e erradas: 1. S um por cento dos alunos ficaram reprovados. (errado) 2. S um por cento dos alunos ficou reprovado. (certo) 3. Cerca de dez por cento dos eleitores no compareceram s urnas. (certo) 4. Hoje, mais de cinqenta e dois por cento das mulhers trabalham fora. (certo)

12. Nomes que s existem no plural

05. H uma construo errada. Identifique-a.a) b) c) d) e) Plantou-se muito neste inverno. Plantou-se muitas rvores neste inverno. Planta-se grama. Aqui, assistiu-se a vrias tragdias. Faz-se, sob encomenda, roupa infantil.

Simples, simples e oculto. Indeterminado, simples e indeterminado. Indeterminado, simples e oculto. Simples, indeterminado e indeterminado. Indeterminado, indeterminado e indeterminado.

9. Expresso um dos que

A expresso um dos que exige o verbo sempre no plural. Nesse caso, a concordncia feita com dos (= de + aqueles).

Com a presena do artigo, o verbo vai para o plural. Sem o artigo, o verbo fica no singular. Isso vale para nome de pases (Os Estados Unidos), estados (Minas Gerais), obras literrias (Os Sertes, Os Lusadas) etc. Veja construes certas e erradas: 1. Estados Unidos vencem mais uma crise poltica (errado). 2. Estados Unidos vence mais uma crise poltica (certo). 3. Os Estados Unidos vencem mais uma crise poltica (certo). 4. Os Sertes retrata a Guerra de Canudos. (errado) 5. Os Sertes retratam a Guerra de Canudos. (certo) 6. Minas Gerais possuram grandes jazidas de ouro. (errado)

H casos, entretanto, que obrigam o verbo a ficar no singular. quando o verbo se refere a um s ser, e no a mais do que um. Veja construes certas e erradas: 1. O Tiet um dos rios paulistas que atravessam o Estado de So Paulo. (errado) 2. O Tiet um dos rios paulistas que atravessa o Estado de So Paulo. (certo) 3. O Sol um dos astros que do luz e calor Terra. (errado) 4. O Sol um dos astros que d luz e calor

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QumicaProfessor Pedro CAMPELO Aula 137

1. CONSTANTE DE IONIZAO

Equilbrio qumico II

Constante de ionizao a constante de equilbrio de reaes que envolvem ons. A constante de equilbrio da reao genrica: A + B C + D dada pela frmula: [C] [D] K = [A] [B] Onde A, B, C, e D so as espcies qumicas envolvidas, , , , so seus respectivos coeficientes estequiomtricos e [A], [B], [C] e [D] so as suas respectivas concentraes no equilbrio (em mol/L). Quando se trata de equilbrio inico, os produtos ou os reagentes so ons. Por exemplo, na reao de autoionizao da gua: H2O + H2O OH + H3O+ O lado direito da reao (os produtos) so ons. Temos um tipo de equilbrio inico cuja constante dada pela expresso: [OH] [H3O+] K = 1 O H2O considerado o solvente, portanto sua concentrao na expresso de equilbrio igual unidade. 2. pH O pH refere-se a uma medida que indica se uma soluo lquida cida (pH7). Uma soluo neutra s tem o valor de pH=7 25 C, o que implica variaes do valor medido conforme a temperatura. pH o smbolo para a grandeza fsico-qumica potencial hidrogeninico. Essa grandeza indica a acidez, a neutralidade ou a alcalinidade de uma soluo lquida. O termo pH foi introduzido, em 1909, pelo bioqumico dinamarqus Sren Peter Lauritz Srensen (18681939) com o objetivo de facilitar seus trabalhos no controle de qualidade de cervejas (na poca, trabalhava no Laboratrio Carlsberg, da cervejaria homnima). O p vem do alemo potenz, que significa poder de concentrao, e o H para o on de hidrognio (H+). s vezes, referido do latim pondus hydrogenii. Matematicamente, o p equivale ao simtrico do logaritmo (cologaritmo) de base 10 da atividade dos ons a que se refere. Para ons H+: pH = log10 [aH+] Sendo que aH+ representa a atividade em mol dm3. Em solues diludas (abaixo de 0,1 mol dm3), os valores da atividade se aproximam dos valores da concentrao, permitindo que a equao anterior seja escrito como abaixo: pH = log10 [H+] 4. MEDIDA DE pH O pH pode ser determinado usando um medidor de pH (tambm conhecido como pHmetro), que consiste em um eltrodo acoplado a um potencimetro. O medidor de pH um milivoltmetro com uma escala que converte o valor de potencial do eltrodo em unidades de pH. Esse tipo de el3. DEFINIO DE pH

trodo conhecido como eltrodo de vidro, que, na verdade, um eltrodo do tipo on seletivo. O pH pode ser determinado indiretamente pela adio de um indicador de pH na soluo em anlise. A cor do indicador varia conforme o pH da soluo. Indicadores comuns so a fenolftalena, o alaranjado de metila e o azul de bromofenol. Outro indicador de pH muito usado em laboratrios o chamado papel de tornassol (papel de filtro impregnado com tornassol). Esse indicador apresenta uma ampla faixa de viragem, servindo para indicar se uma soluo nitidamente cida (quando ele fica vermelho) ou nitidamente bsica (quando ele fica azul). Obs.: Embora o valor do pH compreenda uma faixa de 0 a 14 unidades, estes no so os limites para o pH. possvel valores de pH acima e abaixo dessa faixa, como exemplo, uma soluo que fornece pH=1,00 apresenta, matematicamentev log [H+]=1,00, ou seja, [H+]=10mol L1. Este um valor de concentrao facilmente obtido em um soluo concentrada de um cido forte, como o HCl. Do mesmo modo, pode-se definir o pOH em relao concentrao de ons OH. A partir da constante de dissociao da gua que tem o valor de 1014 temperatura de 298K (25C), pode-se determinar a relao entre pOH e pH. Assim, pela definio de Kw (produto inico da gua), tem-se a relao entre as duas atividades: Kw = [H+] [OH] Ao aplicar logaritmos, obtm-se a relao entre pH e pOH: pKw = pH + pOH = 14 O valor de pH de uma soluo pode ser estimado se for conhecida a concentrao em ons H+. Apresentam-se, em seguida, vrios exemplos: Soluo aquosa de cido clordrico (HCl) 0,1 mol L1 Esta uma soluo de um cido forte, por isso o HCl presente estar completamente ionizado. Como a concentrao de apenas 0,1 mol L1, ele est suficientemente diludo para que os valores de sua atividade sejam prximos ao de sua concentrao. Sendo assim, pode-se obter o pH pela expresso abaixo: [H+] = 0,1 mol L1 Ento: pH = log[0,1] = 1. 6. CLCULO DE pH EM ALGUMAS SOLUES AQUOSAS 5. pOH

01. Considere a tabela de constantes de ionizao Ka representada a seguir e responda:

Das solues aquosas de concentrao 0,1mol/L dos seguintes cidos I fluordrico; II benzico; III actico; IV propinico; V ciandrico, a que apresenta MENOR pH : 02. Constatou-se que uma amostra de suco de laranja possui pH=4. As concentraes de H+ e OH no suco so, respectivamente: 03. Um cido fraco em soluo 0,1N apresenta um grau de ionizao igual a 0,001. A concentrao de on H+ e o pH da soluo so, respectivamente:a) 101 on g/l e 1,0 c) 103 on g/l e 3,0 e) 105 on g/l e 5,0 b) 102 on g/l e 2,0 d) 104 on g/l e 4,0 a) 102 e 1012 d) 107 e 107 b) 104 e 1010 e) 108 e 106 c) 106 e 108 a) I d) IV b) II e) V c) III

04. (Cesgranrio 94) Entre os anticidos caseiros, destacam-se o leite de magnsia e o bicarbonato de sdio. Quantas vezes o leite de magnsia (pH~11) mais bsico do que uma soluo de bicarbonato de sdio (pH~8)? 05. A acidez do suco de laranja devida ao cido ctrico nele presente e cuja estrutura assim representada:a) 3 d) 100 b) 19 e) 1000 c) 88

06. Juntando 1,0 litro de uma soluo aquosa de HCl com pH=1,0 a 10,0 litros de uma soluo aquosa de HCl com pH=6,0, qual das opes a seguir contm o valor de pH que mais se aproxima do pH de 11,0 litros da mistura obtida?Soluo aquosa de hidrxido de sdio (NaOH) a) pH 0,6. d) pH 3,5. b) pH 1,0. e) pH 6,0. c) pH 2,0.

a) 1,0 x 104 d) 4,0 x 101

Medidas experimentais indicam que o pH do suco de laranja 4. Sendo assim, correto afirmar que, no suco de laranja, a concentrao de ons H+, em mol/L, :b) 3,0 x 104 e) 1,2 x 103 c) 1,0 x 104

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01. A chuva cida ocorre em regies de alta concentrao de poluentes provenientes da queima de combustveis fsseis. Numa chuva normal, o pH est em torno de 5,0 e, em Los Angeles, j ocorreu chuva com pH em torno de 2,0. A concentrao de ons H+ dessa chuva ocorrida em Los Angeles em relao chuva normal :a) 1000 vezes maior c) 3 vezes maior e) 100 vezes maior b) 1000 vezes menor d) 3 vezes menor

02. Com ou sem acar, o cafezinho consumido por milhes de brasileiros. Sabendose que, no cafezinho, a concentrao molar de ons H+ 1,0.105mol/L, o seu pOH a 25C e o carter do meio so, respectivamente: 03. Ao tomar dois copos de gua, uma pessoa diluiu seu suco gstrico (soluo contendo cido clordrico) de pH = 1, de 50 para 500 ml. Qual ser o pH da soluo resultante logo aps a ingesto da gua? 04. VALOR NUMRICO DA CONSTANTE DE DISSOCIAO DO CIDO ACTICO = 1,8105 Dada a amostra de vinagre foi diluda com gua at se obter uma soluo de pH=3. Nesta soluo, as concentraes, em mol/L, de CH3COO de CH3COOH so, respectivamente, da ordem de:a) 3101 e 51010. c) 1103 e 2105. e) 1103 e 5102. b) 3101 e 5102. d) 1103 e 51012. a) 0 d) 6 b) 2 e) 8 c) 4 a) 7 ; neutro d) 5 ; bsico b) 5 ; cido e) 9 ; cido c) 9 ; bsico

0,1 mol L1 Esta uma soluo de uma base forte. Sendo assim, o NaOH presente est completamente dissociado. Como sua concentrao de apenas 0,1 mol L1, ele est suficientemente diludo para que seu valor de atividade seja prximo ao da concentrao. Sendo assim: [OH]=0,1 mol L1 Ento: pOH=log[0,1]= 1. Pela relao entre pH e pOH, tem-se: pH + pOH = 14 pH = 141 = 13 Soluo aquosa de cido frmico (HCOOH) 0,1 mol L1: Esta uma soluo de um cido fraco, que, por sua vez, no est completamente ionizado. Por isso, deve-se determinar primeiro a concentrao de H+. Para cidos fracos, deve-se ter em conta a constante de dissociao do cido (Ka): Ka = [H+][COO] / [HCOOH] A constante de dissociao do cido frmico tem o valor de Ka=1,6 104. Assim, considerando que [A] igual a x, [HA] h de ser a parte que no se dissociou, ou seja 0,1x. Se desprezarmos a ionizao da gua, conclumos que a nica fonte de H+ o cido, assim [H+]=[A]. Substituindo as variveis, obtm-se: X2 1.6 x 104 = 0.1 x A soluo : [H+] = x = 3,9 103. Atravs da definio de pH, obtm-se: pH = log[3,9 103] = 2,4 7. ERROS NA MEDIDA DO pH H vrios tipos de erros que podem ocorrer nas medidas do pH ocasionados por diversos fatores, entre os quais se destacam: Erros dos padres de calibrao: Uma medida de pH no pode apresentar uma preciso maior que aquela dos padres de referncia disponveis, apresentando erros da ordem de 0,01 unidades de pH; Erro do potencial de juno: H um potencial de juno na membrana que separa o meio interno do externo do eltrodo. Se a composio inica entre esses diferentes meios (interno e externo do eletrodo) apresenta-se muito distante da composio da soluo tampo padro utilizada na calibrao do eltrodo, o potencial de juno modificado, ocasionando variaes nas medidas de pH em torno de 0,01 unidades; Erro do deslocamento do potencial de juno: A maioria dos eltrodos combinados possuem um eltrodo de referncia de prata-cloreto de prata que contm, em seu interior, uma soluo saturada de KCl. Tendo em vista a alta concentrao de ons cloreto no interior do eltrodo, esta possibilita, em contato com o eltrodo de prata, a formao de AgCl43 e AgCl32. Na membrana porosa de vidro do eltrodo, que separa as solues interna e externa, a concentrao de ons cloreto menor (KCl est diludo), o que favorece a precipitao do AgCl. Se a soluo do analito a ser medido contiver um agente redutor, pode ocorrer ainda a precipitao de Ag(s) na prpria membrana. Esses efeitos modificam o potencial de juno, provocando um deslocamento lento do valor de pH no visor do instrumento durante um perodo grande de tempo.

Tais erros podem ser corrigidos pela calibra Erro do sdio (erro alcalino): Quando a cono do eltrodo a cada 2 h. centrao de ons H+ baixa e a concentrao de Na+ alta, o eltrodo responde ao Na+ Erro cido: Em cidos fortes, o valor do pH se menor que o pH verdadeiro. como se este fosse o H+, e o pH medido torna-

medido torna-se maior que o pH verdadeiro,

devido saturao de ons H+ na superfcie da membrana de vidro do eltrodo. Isso ocorre devido saturao dos stios ativos da mem Erro no tempo para atingir o equilbrio: As medidas de pH geralmente so obtidas aps algum tempo de contato do eltrodo com a soluo de interesse. Em uma soluo bem tamponada, sob agitao adequada, esse dos. Em uma soluo mal tamponada (por exemplo, prxima ao ponto de equivalncia de Erro de hidratao do vidro: Um eltrodo para atingir o equilbrio. tempo de espera fica em torno de 30 segunuma titulao), necessita de um tempo maior hidratado apresenta uma resposta adequada antes de ser realizada uma medida. brana de vidro do eltrodo.

s variaes de pH, enquanto que um eltrodo seco necessita ser hidratado por vrias horas Erro de temperatura: As medies de pH calibrao.

necessariamente devem ser realizadas na

mesma temperatura em que ocorreu sua 8. INDICADOR DE pH

Um indicador de pH, tambm chamado indicador

cido-base, um composto qumico que

adicionado em pequenas quantidades a uma adio do indicador de pH, a cor da soluo varia, dependendo do seu pH.

soluo e que permite saber se essa soluo

cida ou alcalina. Normalmente, em razo da Os indicadores de pH so freqentemente cidos ou bases fracas. Quando adicionados a uma soluo, os indicadores de pH ligam-se aos ons alterao cor. da configurao eletrnica dos H+ ou OH. A ligao a estes ons provoca uma indicadores e, conseqentemente, altera-lhes a Dada a subjectividade em determinar a mudana de cor, os indicadores de pH no so aconselhveis para determinaes precisas de pH. Um determinao do pH da soluo. medidor de pH freqentemente usado em aplicaes em que necessria uma rigorosa podem funcionar como indicadores de pH, ou Os sucos de alguns vegetais e outras plantas seja, de quo cida ou bsica uma substncia. at ficar macia, se adicionado o suco liberado a Por exemplo, ao cozinhar uma couve vermelha um cido, tal como o vinagre, ele se tornar vegetais como a beterraba podem realizar o mesmo processo. vermelho. J em uma base, como a amnia, o

05. temperatura ambiente, o pH de um certo refrigerante, saturado com gs carbnico, quando em garrafa fechada, vale 4. Ao abrir-se a garrafa, ocorre escape de gs carbnico. Qual deve ser o valor do pH do refrigerante depois de a ser garrafa aberta?a) pH = 4 c) 4 < pH < 7 e) 7 < pH < 14 b) 0 < pH < 4 d) pH = 7

06. A anlise feita durante um ano da chuva da cidade de So Paulo forneceu um valor mdio de pH igual a 5. Comparando-se esse valor com o do pH da gua pura, percebe-se que a [H+] na gua da chuva , em mdia:a) 2 vezes menor. b) 5 vezes maior. c) 100 vezes maior. d) 2 vezes maior. e) 100 vezes menor.

suco tende a tornar-se azul ou verde. Outros Os indicadores de pH so freqentemente usaAnaltica ou de Bioqumica para determinar a extenso de uma reao Qumica.

dos em titulaes em experincia de Qumica

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GeografiaProfessor HABDEL Jafar Aula 138

H a necessidade de transformar essa distncia encontrada que est em graus de longitude para o equivalente em horas. Sabemos que cada fuso equivale a 15 de longitude. Assim, temos: Tabela 01

Noes:

Fuso-horrio01. (Puccamp)

Cada fuso horrio equivale a 15 de longitude. Essa a distncia percorrida pela Terra no perodo de uma hora enquanto executa o movimento de rotao. Como nosso planeta esfrico, podemos dividir a sua circunferncia pelo tempo de durao do movimento de rotao. Assim, teremos 360 divididos por 24 horas, equivalentes a 15 de longitude por hora. Pode-se tambm subdividir os fusos em intervalos de um em um grau. Ou seja, para cada grau de longitude, teremos o equivalente a 4 minutos. Um dado que no pode ser desprezado o fato de o movimento de rotao nos dar a noo de sucesso das horas. Como ele se realiza sempre de oeste para leste, o hemisfrio leste do nosso planeta apresenta horas adiantadas em relao ao hemisfrio oeste. Figura 01

No se esquea de que, para cada grau de longitude, temos 4 minutos. Nesse sentido, podemos construir outra tabela graduada em intervalos de 4 em 4 minutos: Tabela 02

(Trabalhando com mapas. v. 1. So Paulo: tica, 1998. p.21) Os fusos horrios so fundamentais para se determinar as horas em vrios pontos do planeta. Considerando que so 13 horas em Londres, os horrios em Hong Kong e Nova Iorque so, respectivamente,

H sempre dois lugares envolvidos no clculo dos fusos horrios. Um que ser o referencial e o outro por meio do qual se procura definir a hora equivalente. O que estiver a leste sempre ter hora mais adiantada (desde que no se tome como referncia a LID). Quando queremos estabelecer a distncia, em graus de longitude, entre esses dois lugares, devemos proceder de acordo com as seguintes condies: Primeiro caso: Se os dois lugares estiverem no mesmo hemisfrio, devemos subtrair a longitude menor da longitude maior, por exemplo: Figura 02 Mesmo hemisfrio

Existem tambm outras formas de converter grau de longitude para hora. Atente para a seguinte frase: multiplique-se a distncia (em graus) encontrada e divida-se o resultado por sessenta. O processo consiste, basicamente, em transformar grau para minuto, multiplicando-se por 4, e em converter os minutos em hora, quando se divide por 60.

02. (PUCMG) Ao dividir os 360 graus da esfera terrestre pelas 24 horas de durao do movimento de __________, o resultado 15 graus. A cada 15 graus que a Terra gira, passa-se uma hora. Assim, cada uma das 24 divises da Terra corresponde a um _________. Para que o texto fique ADEQUADAMENTE preenchido, as lacunas devem ser completadas, respectivamente, por:a) translao e meridiano b) translao e paralelo c) rotao e crculo d) rotao e fuso horrio

a) 5 horas e 18 horas. b) 7 horas e 19 horas. c) 20 horas e 7 horas. d) 21 horas e 8 horas. e) 23 horas e 10 horas.

Aplicao 01 (hora inteira): Em Manaus (60W), os relgios marcavam 10 horas do dia 12 de outubro. Que horas eram, nesse mesmo instante, num determinado local (A) que esteja a 15E de Greenwich? Clculo 1 da aplicao 01

Clculo 1 da figura 02

Clculo 2 da aplicao 01

45 a distncia entre A de B. Essa distncia dever ser convertida para horas: 45 3 horas. Segundo caso: Se os dois lugares estiverem em hemisfrios diferentes, devemos somar as longitudes. Assim, teremos: Figura 03

03. (PUCRS) Um navio que, navegando pelo Atlntico, cruza o Trpico de Cncer e segue do norte para o sul, de tal forma que, observando-se no mapa, a trajetria percorrida representada como uma reta. Esse percurso descrito no enunciado revela que o navio... I. Seguir passando por latitudes cada vez maiores at cruzar a linha equatorial. II. Estar modificando constantemente a latitude, porm permanece na mesma longitude. III. Estar aproximando-se, cada vez mais, do meridiano de origem. IV. Estar navegando pelas guas do hemisfrio austral. V. Estar distanciando-se, cada vez mais, do crculo polar rtico. Esto corretas as afirmaes: 04. (PUCRS) Que hora solar verdadeira e hora legal so correspondentes, respectivamente, em uma cidade localizada a 48 de longitude Oeste e 30 de latitude Sul, sabendo que, no centro do fuso horrio onde se localiza a cidade, os relgios marcam 12h?a) 12h e 12min 11h c) 12h 12h e 12min e) 12h 12h b) 10h e 48min 11h d) 11h e 48min 12h a) I, II e IV. d) II e V. b) I, III e V. e) III, IV e V. c) II e III.

Soluo da aplicao 01

Clculo 1 da figura 03

30 a distncia entre X e Y. Essa distncia dever ser convertida para horas: 60 4 horas.

Outra forma bem simples de converter grau para hora separar os graus suficientes para ter horas inteiras e converter o resto em minutos. No devemos esquecer que, se 15 equivalem a uma hora, 1 equivale a 4 minutos.

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01. (PUCRS) O nascer do Sol no Equincio ocorre s 6 horas local, no meridiano de 58 Oeste. Em que meridianos, nesse mesmo momento, ser meio-dia e meia-noite, respectivamente?a) 35 Leste e 180 b) 32 Leste e 148 Oeste c) 180 e 0 d) 0 e 32 Leste e) 148 Leste e 32 Oeste

02. (PUCRS) Se os relgios dos habitantes de uma cidade localizada a 26 Oeste de Greenwich estiverem marcando 13 horas, que hora solar ou verdadeira ser?a) 13 horas. b) 13 horas e 16 minutos. c) 12 horas. d) 12 horas e 4 minutos. e) 12 horas e 44 minutos.

Aplicao 02 (horas e minutos): Dois lugares separados por 54 de longitude tero diferena horria de? Clculo da aplicao 02

Soluo da aplicao 02 54 equivalem a 3 horas e 36 minutos.

03. (PUCRS) Duas cidades, A e B, possuem uma diferena horria de uma hora entre elas. Considerando que, pela cidade A, passa o Meridiano de Greenwich, correto supor que as cidades A e B so, respectivamente,a) Los Angeles e Nova York. b) Londres e Paris. c) Roma e Istambul. d) Dakar e Nairobi. e) San Diego e Tegucigalpa.

O tempo de durao do dia no planeta Terra de 24 horas. 24 tambm o nmero de fusos horrios. Estes, por sua vez, esto divididos pelos dois hemisfrios (Leste e Oeste). Cada lado apresenta 12 fusos horrios. A organizao das horas feita no Meridiano de Greenwich, e a organizao das datas ocorre no meridiano oposto ao meridiano inicial. na LID (Linha Internacional da Data) que comea e termina um dia. Outras noes importantes: Podemos tambm calcular a hora da chegada (HC). O processo bastante simples. Basta encontrar a hora simultnea e som-la ao tempo da viagem. Isso pode ser resolvido utilizando-se da expresso: HC = HS + TV. Onde temos: HC: hora da chegada ( o que se procura determinar). HS: hora simultnea (diferena entre o local de partida e o de destino). TV: tempo de viagem. Aplicao 03 (tempo de viagem): Um avio parte de Roma (15E) com destino a Porto Velho (60W). Sabendo-se que a hora da partida foi s 8 horas e que a viagem levar 10 horas, qual a hora da chegada da aeronave na capital rondoniense? Clculo da aplicao 03

04. (PUCRS) Se os relgios de moradores de uma cidade localizada a 56 Norte e 13 Leste esto marcando 16 horas, que hora solar verdadeira ser nessa cidade?a) 17 horas. c) 16 horas. e) 15 horas. b) 16 horas e 8 minutos. d) 15 horas e 52 minutos.

05. (UEG) Um avio decolou do aeroporto da cidade A (45W) s 7 horas com destino cidade B (120W). O vo tem durao de oito horas. Que horas sero na cidade B quando o avio pousar? 06. (UFSM) Observe o mapa a seguir e responda questo adiante. PLANISFRIOa) 11h d) 8 h b) 10 h e) 2 h c) 9 h

No planeta, h dois lugares estratgicos onde temos a mudana das datas na Terra: A Linha Internacional da Data (LID). No fuso onde for meia-noite. De modo geral, h sempre duas datas no globo terrestre. Porm h somente um caso em que todos os fusos esto na mesma data: quando em Greenwich for meio-dia. A LID (Linha Internacional da Data) no coincide com o meridiano de 180, pois ela sofre desvios para que no corte qualquer rea habitada. Cruzando-se a LID do Hemisfrio Oriental para o Hemisfrio Ocidental, podemos retroceder uma data no calendrio. Como a LID divide o fuso de 180 em duas metades, dois lugares situados na rea de abrangncia desse fuso podem apresentar hora igual, mas datas diferentes. H, no planeta Terra, 24 fusos horrios, sendo 11 fusos inteiros e dois semifusos para cada lado. O fuso de Greenwich e o de 180 apresentam uma metade para cada hemisfrio. importante lembrar que existem os fusos tericos e os prticos. Os primeiros seguem exatamente o traado dos meridianos. No entanto uma srie de convenincias locais levam a alguma adaptao dos fusos, fazendo com que estes no coincidam com os meridianos e se apresentem, em certos casos, bastante distorcidos. So os fusos prticos (Duarte, Paulo Arajo. Fundamentos de Cartografia. UFSC. p. 74. 1994.). FUSOS HORRIOS BRASILEIROS Pela posio geogrfica do Brasil, totalmente na parte ocidental do planeta, e por sua grande dimenso no sentido Oeste-Leste, nosso Pas apresenta 4 fusos horrios, estando todos atrasados em relao ao meridiano de Greenwich.

HC = HS + TV HC = 4h + 10h = 14h a hora da chegada em Porto Velho.

Soluo da aplicao 03

GARCIA, H. C. & GARAVELLO, T. M. Lies de Geografia: Iniciao aos estudos geogrficos. So Paulo: Scipione, 1998. p. 26.

Desconsiderando horrios de vero locais, as coordenadas geogrficas do mapa permitem, tambm, deduzir que uma competio esportiva que ocorra em Sydney, s 16 horas, vista atravs da TV, ao vivo, em Nova York, (s)a) 7 horas. d) 1 hora. b) 8 horas. e) meia-noite c) 2 horas.

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Gabarito do nmero anteriorAprovar n. 22

Calendrio 2008Aulas 168 a 198

DESAFIO HISTRICO (p. 3) 01. B; 02. B; 03. C; 04. B;

DESAFIO HISTRICO (p. 4) 01. E; 02. E; 03. C;

Duas almas

Alceu Wamosy

DESAFIO BIOLGICO (p. 5) 01. C; 02. A; 03. E; 04. C;

tu que vens de longe, tu, que vens cansada, Entra, e, sob este teto encontrars carinho: Eu nunca fui amado, e vivo to sozinho, Vives sozinha sempre, e nunca foste amada... A neve anda a branquear, lividamente, a estrada, E a minha alcova tem a tepidez de um ninho, Entra, ao menos at que as curvas do caminho Se banhem no esplendor nascente da alvorada. E amanh, quando a luz do sol dourar, radiosa, Essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua, Podes partir de novo, nmade formosa! J no serei to s, nem irs to sozinha. H de ficar comigo uma saudade tua... Hs de levar contigo uma saudade minha...

DESAFIO BIOLGICO (p. 6) 01. C; 02. A; 03. C;

EXERCCIOS (p. 6) 01. D; 02. B; 03. E; 04. B; 05. D; 06. C; 07. B;

DESAFIO MATEMTICO (p. 7) 01. a) 3/4, b) No existe limite, c) No existe limite, d) 1/10, e) 6, f) 3/4, g) 27, h) , i) 0, j) 2, k) 11/4, l) 108/7, m) 1/48, n) 1/6, o) 27, p) 4/3, q) 5/3, r) 4 , s) , t) +, u) No existe limite, v) 2; 02. a) 3, b) 5, c) 4/3, d) 1, e) 4, f) e, g) 1; DESAFIO QUMICO (p. 9) 01. C; 02. A; 03. C; 04. D;

Acrobata da dorCruz e Sousa

Gargalha, ri, num riso de tormenta, como um palhao, que desengonado, nervoso, ri, num riso absurdo, inflado de uma ironia e de uma dor violenta. Da gargalhada atroz, sanguinolenta, agita os guizos, e convulsionado salta, gavroche, salta clown, varado pelo estertor dessa agonia lenta ... Pedem-se bis e um bis no se despreza! Vamos! retesa os msculos, retesa nessas macabras piruetas d'ao... E embora caias sobre o cho, fremente, afogado em teu sangue estuoso e quente, ri! Corao, tristssimo palhao.

DESAFIO QUMICO (p. 10) 01. C; 02. B; 03. B; 04. C; 05. D;

DESAFIO LITERRIO (p. 11) 01. A; 02. E; 03. E; 04. B;

DESAFIO HISTRICO (p. 13) 01. C; 02. B;

DESAFIO HISTRICO (p. 14) 01. E; 02. D; EXERCCIOS (p. 14) 01. C; 02. D;

Violes que choram...Cruz e Sousa Ah! plangentes violes dormentes, mornos, Soluos ao luar, choros ao vento Tristes perfis, os mais vagos contornos, Bocas murmurejantes de lamento. Noites de alm, remotas, que eu recordo, Noites da solido, noites remotas Que nos azuis da Fantasia bordo, Vou constelando de vises ignotas. Sutis palpitaes a luz da lua, Anseio dos momentos mais saudosos, Quando l choram na deserta rua As cordas vivas dos violes chorosos. (...) Vozes veladas, veludosas vozes, Volpias dos violes, vozes veladas, Vagam nos velhos vrtices velozes Dos ventos, vivas, vs, vulcanizadas.

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LNGUA PORTUGUESA

ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996.

REIS, Martha. Completamente Qumica: fsico-qumica. So Paulo: FTD, 2001. BIOLOGIA

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