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Aprovar Ano05 Livro32 High

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Guia de ProfissesAdministraoesponsvel por garantir o bom funcionamento das organizaes, o administrador pode atuar em reas distintas como finanas, recursos humanos, logstica, qualidade de processos e gesto de produo. Planejar, organizar, coordenar e controlar: essas so as quatro funes principais da administrao, as quais sempre andam lado a lado. O curso superior em Administrao forma profissionais aptos a identificar os principais enfoques necessrios para a gesto das organizaes.

R

pelo planejamento de estratgias e pelo gerenciamento do dia-a-dia da companhia e gere recursos financeiros, materiais e humanos. Conduz as relaes entre a empresa e os funcionrios, cuida dos processos de admisso, de treinamento e de demisso. Organiza planos de carreira e programas de benefcios. Outra possibilidade atuar no controle dos estoques de matria-prima e de insumos, gerenciando os processos de compra. No setor financeiro, opera nas reas de custos, de oramentos e de fluxo de caixa. Pode envolver-se, ainda, com a publicidade e com o marketing. O administrador trabalha em diversos setores - de hospitais, fbricas e escolas a organizaes no-governamentais, empresas pblicas e aquelas dedicadas ao comrcio eletrnico. Se apresentar perfil empreendedor, pode gerir seus prprios negcios ou atuar como consultor especializado em assuntos relacionados administrao organizacional. O administrador atual, multiqualificado, polivalente, generalista, deve exercer funes muito mais abstratas e intelectuais, implicando cada vez menos trabalho manual. Exigese deste Administrador capacidade de diagnstico, de soluo de problemas, de intervir no processo de trabalho, de trabalhar em equipe, de auto-organizar-se e de enfrentar situaes de constantes mudanas. Durante o curso, os alunos conhecem os principais mtodos e instrumentos que possibilitem os melhores resultados na gesto financeira, de mercado, de pessoas e de clientes, entre outros. Uma resoluo do Ministrio da Educao - MEC, datada de 2005 e que passou a vigorar em 2007, estabeleceu que as linhas de formao especficas nas diversas reas da Administrao no podem constituir uma extenso ao nome do curso. Isso significa que as vrias nfases ou habilitaes de Administrao, como Administrao Financeira ou de Recursos Humanos, devem constar apenas no projeto pedaggico do curso. Em geral, os dois primeiros anos so ocupados com disciplinas bsicas, como Matemtica, Estatstica, Direito, Sociologia, Contabilidade e Informtica. No terceiro, comeam as matrias especficas, como Logstica, Finanas, Marketing e Recursos Humanos. O curso dura, em mdia, quatro anos, e o dia-a-dia no se limita s aulas expositivas. O aluno cria e analisa casos fictcios e apresenta seminrios. Algumas escolas exigem uma monografia de concluso de curso, alm do estgio supervisionado. O campo de trabalho promissor: cerca de metade dos cargos de uma empresa voltada para funes administrativas. Como a atuao do administrador bastante

O administrador precisa ter mais que vontade; precisa de um conjunto de habilidades e de um perfil compatvel com a profisso: liderana, facilidade em lidar e em gerenciar vrias atividades ao mesmo tempo, boa capacidade de anlise, raciocnio abstrato, organizao, criatividade, facilidade com nmeros e clculos. Ele precisa ter pensamento sistmico, apresentar senso crtico, ser observador e detalhista, pois o profissional trabalha em praticamente todos os departamentos de uma organizao. responsvel

ampla, esse profissional se faz necessrio em todo tipo de empresa (fabril, comercial, servios, agronegcio etc.) e em praticamente todas as reas, desde a comercial, passando por logstica, financeira e compras, at recursos humanos. O CURSO NA UEA O curso de Administrao da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) visa formar profissionais para atuar no servio pblico municipal, estadual ou federal e, ainda, em organizaes pblicas no-estatais. Com sede na Escola Superior de Cincias Sociais, na avenida Castelo Branco, 504, Cachoeirinha, o curso oferecido em Manaus com 45 vagas para o turno vespertino e com 45 vagas para o noturno. A estrutura curricular de Administrao Pblica contempla disciplinas de formao bsica e instrumental (conjunto de conhecimentos necessrios aos conceitos de Administrao); disciplinas de formao profissional (conhecimentos que do identidade profisso) e disciplinas eletivas e complementares. Viabiliza a capacitao do profissional, que dever atuar como um instrumento de modernizao e de valorizao das atividades administrativas. O regime acadmico do curso composto por oito perodos, em sistema de crditos, com carga total de trs mil horas. O perodo de realizao de, no mnimo, quatro e de, no mximo, sete anos letivos. Disciplinas como Planejamento Governamental, Cincia Poltica, Administrao Municipal, Polticas Pblicas, Comunicao Integrada, Economia do Setor Pblico e tica nas Organizaes compem a grade curricular do curso. O administrador formado pela UEA ter conhecimentos necessrios adequada fiscalizao e ao acompanhamento das atividades administrativas pblicas governamentais e no-governamentais bem como conduo de tais atividades, submetendo sua ao ao amplo controle da sociedade civil. Com esses profissionais capacitados para enfrentar as novas demandas geradas pelo desenvolvimento social, econmico, poltico e tecnolgico, o Estado poder oferecer melhores servios sociedade.

ndiceHISTRIAGrandes projetos para a Amaznia ................................................... Pg.(aula 187)

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BIOLOGIABioenergtica ............................ Pg.(aula 188)

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MATEMTICAGeometria analtica .................. Pg.(aula 189)

07

QUMICAReaes orgnicas II ................ Pg.(aula 190)

09

PORTUGUSDificuldades da lngua .............. Pg.(aula 191)

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HISTRIAOs anos 1990 e sua relao com o Brasil ................................................. Pg.(aula 192)

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Referncias bibliogrficas ...... Pg.

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HistriaProfessor Francisco MELO de Souza Aula 187

Grandes projetos para a AmazniaEm 1953, Getlio Vargas criou a Superintendncia do Plano de Valorizao Econmica da Amaznia (SPVEA), a fim de promover o desenvolvimento da produo agrcola e pecuria, alm de promover a integrao da regio economia nacional. Em 1957, visando atender idia de desenvolver a regio amaznica, foi criada a Zona Franca de Manaus, uma rea de livre comrcio com iseno fiscal. Em 1966, no governo Castelo Branco, a SPVEA foi substituda pela Superintendncia de Desenvolvimento da Amaznia (SUDAM), rgo responsvel para dinamizar a economia amaznica. A SUDAM seria o rgo responsvel em coordenar, supervisionar, elaborar e executar projetos de outros rgos federais. Para isso, tinha poderes de criar incentivos fiscais e financeiros especiais para atrair investidores privados nacionais e estrangeiros. Foi a partir da SUDAM que os setores agrcolas, pecurios, indstrias de bens e de minerao passaram a ganhar maior dinamismo. Nesse mesmo ano, o Banco de Crdito da Amaznia foi transformado em Banco da Amaznia S.A. (BASA). Zona Franca de Manaus e SUFRAMA Em 1957, no governo de Juscelino Kubtschek, foi criada a Zona Franca de Manaus no contesto da Guerra Fria como parte do Projeto de conteno do avano do comunismo. Em 1967, no governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, foi criada a Superintendncia da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), no contexto da expanso do capitalismo pela Amaznia. Nesse perodo, com uma srie de incentivos fiscais especiais para integrar a Amaznia ao restante do Pas, diminuindo as desigualdades regionais e o vazio econmico e demogrfico que a rea ento apresentava, a Zona Franca de Manaus teve como objetivos: 1. Instalar no interior da Amaznia Ocidental um programa de desenvolvimento Industrial, Comercial e Agropecurio; 2. Gerar emprego e renda na Amaznia Ocidental, propiciando um efeito multiplicador na economia regional. 3. Buscar a ocupao econmica da Amaznia Ocidental e suas regies fronteirias; e, 4. Atenuar as desigualdades existentes entre as duas amaznias e as demais regies do Brasil. Setor Comercial O setor comercial foi o primeiro a fortalecer-se com a reformulao do projeto Zona Franca de Manaus, estabelecida pelo Decreto-Lei n 288/67: nos primeiros anos, logo aps sua reformulao, a Zona Franca funcionou como um grande Shopping Center para todos os brasileiros. O Governo Federal, poca, no permitia importaes nem a sada de brasileiros para o exterior. A Zona Franca funcionou como uma vlvula de escape para as pessoas de melhor poder aquisitivo, que encontravam em Manaus as novidades importadas de todo o mundo. Por conta dessa corrida s compras, a cidade ampliou seus servios, ganhou hotis de 4 e de 5 estrelas, um aeroporto internacional e atraiu investidores das mais diversas procedncias.

Nessa poca, as importaes no tinham limites, com apenas 5 restries, estabelecidas no Decreto-Lei 288/67 (que permanecem at hoje): armas e munies, fumo, bebidas alcolicas, automveis de passeio e artigos de perfumaria, cuja importao s poderia ser feita mediante o pagamento de todos os impostos. Do leite em p holands ao cristal da Bohemia ou gravata italiana, tudo era vendido livremente no comrcio da cidade, com permisso de serem levadas, como bagagem acompanhada de passageiro sado de Manaus, seis unidades de cada produto importado de uso pessoal, o que tornava a viagem um grande atrativo. Segundo dados da Junta Comercial do Amazonas, s em 1967, foram registradas 1.339 novas empresas, oferecendo, pelo menos, o dobro desse nmero em novas oportunidades de trabalho aos amazonenses. Essa fase inicial durou at 1975, quando o Governo Federal baixou o Decreto-Lei N1.435, modificando o artigo 7. do Decreto-Lei N 288/67, alterando a alquota do Imposto sobre Importao no internamento de mercadorias para o territrio nacional. As importaes foram limitadas em US$ 300 milhes, divididos entre o comrcio e a indstria, que, a partir de ento, teria de praticar ndices mnimos de nacionalizao em seus produtos. Com novas presses da indstria nacional, o comrcio da ZFM importa apenas os produtos que ainda no so fabricados no Brasil, como medida de proteo indstria instalada em outras regies do Pas, com reflexos na emergente indstria da ZFM, que tambm tem de cumprir ndices de nacionalizao em seus produtos. No final dos anos 70, vm a liberao das viagens ao exterior e a permisso para entrada no Pas de bagagem procedente do exterior at 100 dlares. Comeam as dificuldades do setor comercial da Zona Franca de Manaus, que, a partir de ento, s recebe consumidores em determinadas pocas do ano, com grandes promoes. Durante toda a dcada de 80, o setor comercial promove pacotes tursticos para atrair visitantes, e a SUFRAMA organiza Feiras e Exposies de Produtos da Zona Franca de Manaus em vrias capitais brasileiras como forma de divulgar o produto local e captar novos investimentos. O nmero de empregos gerados, nessa poca, atingiu a casa dos 80 mil. Nos anos 90, veio a abertura do mercado brasileiro ao produto estrangeiro. O Pas inteiro passa a importar de tudo um pouco, com alquotas do imposto de importao bastante reduzidas. Para adequar o regime fiscal e de importaes da Zona Franca de Manaus nova poltica industrial e de comrcio exterior do Brasil, o Governo Federal deu nova redao ao 1 do art. 3 e aos art. 7 e 9 do Decreto-Lei N 288/67, com a sano da Lei N8.387, de 30 de dezembro de 1991. Os efeitos nas atividades comerciais e no turismo domstico foram devastadores, com muitos hotis e estabelecimentos comerciais tradicionais fechando as portas e demitindo funcionrios, o que reduziu o nmero de empregos para 30 mil. O novo sculo iniciou com esse quadro pouco alterado, com pequenos perodos de aquecimento e outros de retrao. Setor Industrial Os primeiros projetos industriais da ZFM comearam a se implantar em 1969, embora o marco do setor industrial seja o ano de 1972, com a inaugurao do Distrito Industrial. O comeo no foi diferente de outros lugares: importava-se o produto acabado, em partes e com peas desagregadas para montagem do produto final

01. (UEA-2006) O milagre brasileiro tinha pontos positivos e negativos, como a desproporo entre o avano econmico e o retardamento ou mesmo o abandono dos programas sociais pelo Estado. A respeito dos projetos do milagre brasileiro, assinale a afirmativa incorreta.a) obedecendo aos princpios da Doutrina de Segurana Nacional, o governo procurou ocupar os espaos vazios, promovendo as agrovilas para assentamento de trabalhadores, especialmente nordestinos. b) A regulamentao da SUFRAMA Superintendncia da Zona Franca de Manaus visava a criar um centro industrial, comercial e agropecurio para capitalizar a Regio Amaznica e gerar empregos. c) Os governos militares aceleraram o desenvolvimento econmico por meio de um modelo concentrador de renda, cujo impacto foi atenuado pela expresso do emprego. d) A Zona Franca de Manaus foi criada para ser um complemento das industriais eletrnicas acessrias da indstria automobilstica. e) A Transamaznica um exemplo malsucedido de aplicao do PIN Plano de Integrao Nacional, porque no foi concluda, e o que restou dela foi retomada pela selva.

02. A respeito da luta ideolgica e dos conflitos sobre terra e trabalho nas ltimas dcadas na Amaznia, correto afirmar que:a) A igreja Catlica interveio nas questes ambientais e na luta poltica e territorial no Norte somente aps o sucesso dos empates que pretendiam proteger a floresta, para no se comprometer com fracassos. b) A Igreja admitiu as comunidades eclesiais de base e as Comisses Pastorais da Terra, solidria militncia, embora alguns padres adotassem posies mais emocionais e menos pastorais como a recusa de batismos e de missas em terras de certos fazendeiros. c) A Igreja, apesar da associao com o Estado e de sua secular aliana com o latifndio, no conseguiu impedir a formao de rgos sindicais no seu interior, como as comunidades de base e as pastorais da terra. d) A fragilidade dos seringueiros e ambientalistas amaznicos deve-se sua obstinao em recusar apoios e participaes de pessoas e de instituies de cunho poltico e sindical. e) Os seringueiros e os ambientalistas distinguiram-se por seu nacionalismo e pela recusa aos apoios poltico-ideolgicos.

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01. A criao de indstrias na Regio Norte, sobretudo em Manaus, est ligada (s):a) Presena de matrias-primas minerais e vegetais. b) Oferta de abundante mo-de-obra especializada. c) Necessidade do mercado consumidor local em expanso. d) Obras de infra-estrutura bsica, como estradas de ferro e usinas hidroeltricas. e) Poltica de incentivos fiscais estabelecidos pelo Governo Federal.

02. Quanto poltica para o setor industrial adotada pelo governo do Brasil a partir dos anos 1990, pode-se afirmar que levou (ao):a) diminuio dos gastos pblicos. b) abertura da economia para o mercado mundial, reduzindo as restries s importaes. c) criao de uma poltica favorvel aos investimentos externos no Pas. d) privatizao das empresas estatais. e) crescimento econmico da regio e distribuio de renda atravs da gerao de empregos.

03. Todas as alternativas relacionadas Amaznia so verdadeiras, exceto:a) A Amaznia constitui um espao econmico, social e poltico pouco estruturado e potencialmente gerador de novas oportunidades. b) A diversidade biolgica mpar da regio lhe confere, atualmente, grande valor tendo em vista o desenvolvimento das biotecnologias. c) A regio apresenta focos de modernidade, exemplificados pela presena de uma zona franca e de grandes projetos de minerao. d) A disputa pela posse da terra envolvendo posseiros, fazendeiros, extrativistas, garimpeiros, ndios, mineradoras e madeireiras continua intensas. e) As taxas de investimento, de ocupao e de produo regionais so elevadas, mas o valor da terra se mantm baixo.

por operrios amazonenses para atender ao mercado nacional. O Amazonas precisava criar empregos para evitar que os amazonenses migrassem para outras regies, e a Zona Franca era, justamente, o projeto de desenvolvimento concebido pelo Governo Federal para ocupao racional da regio, por brasileiros. Para adequar-se nova ordem, a indstria local ainda nascente teve que substituir alguns componentes e insumos importados por similares produzidos no Brasil. A Zona Franca de Manaus, sob o pretexto de harmonizao com o parque industrial brasileiro, s podia produzir bens que no fossem produzidos em outras regies. Os ndices mnimos de nacionalizao eram progressivos, o que possibilitou o surgimento de uma indstria nacional de componentes e de insumos em vrias regies, sobretudo no Estado de So Paulo, de forma que, no final da dcada de 80, para cada dlar gasto com importaes, a ZFM comprava o equivalente a quatro dlares no mercado nacional. Alguns produtos, como televisores em cores, alcanaram ndices de 93% de nacionalizao; outros 100%, como as motocicletas de 125cc. Na dcada de 80, a economia brasileira sofreu as conseqncias de fenmenos externos como a desvalorizao do dlar americano, a valorizao da moeda japonesa e o excesso de protecionismo nas economias industrializadas. Tudo isso restringiu as perspectivas de exportaes, provocando o desequilbrio do balano de pagamento, que, associado a fatores internos como a queda do poder aquisitivo do povo brasileiro e a inflao, resistiu a todos os planos econmicos implementados nos diversos Governos no perodo e fez com que o Brasil entrasse nos anos 90 em grave processo de recesso. Implantao do DI O lanamento da pedra fundamental do Distrito Industrial, no dia 30 de setembro de 1968, reunindo, no ato, o Superintendente Floriano Pacheco e o Governador do Estado Danilo Duarte de Mattos Areosa, marcou tambm a aprovao do primeiro projeto industrial para instalar-se na ZFM: o da indstria Beta S/A, fabricante de jias e de relgios, que funcionou at meados da dcada de 90. Os trabalhos de infra-estrutura comearam no final de 1969, com a instalao das redes de energia eltrica, gua e esgotos, alm da abertura da malha viria. Todas as obras foram feitas com recursos prprios. Em 1972, o Distrito recebe a primeira indstria, a CIA Companhia Industrial Amazonense, ocupando uma rea de 45.416 m, para produo de estanho, e, logo em seguida, a Springer, para produo de aparelhos de ar condicionado. O Distrito possui estao de captao e de tratamento de gua, rede de esgotos sanitrios e de telecomunicaes e sistema virio com 48 km de ruas asfaltadas e com manuteno prpria. A rea dispe de hospital, creche, centro de treinamento do Senai, entidades das classes empresariais e trabalhadoras, escolas de tecnologia, centros de pesquisa, hotis de 4 estrelas, pistas apropriadas para caminhadas, para cooper, para ciclismo, quadras de esportes e reas de lazer, bares, restaurantes e shopping center. Os lotes so vendidos s empresas a preo simblico, com prazo de 10 anos para pagamento. Em 1980, a SUFRAMA adquiriu uma rea de 5.700 ha, contgua do Distrito j ocupado, para expanso. Nessa rea, j esto instaladas algumas empresas, nos 1000 ha que receberam toda a infra-estrutura necessria ocupao, havendo, inclusive, reas destinadas construo de conjuntos habitacionais para os trabalhadores. Da mesma forma que o Distrito menor, essa rea foi

planejada preservando-se reas verdes em proporo s reas construdas, para que o equilbrio ecolgico seja mantido. Planos de Integrao Em junho de 1970, o governo federal adotou o Plano de Integrao Nacional (PIN); em julho do mesmo ano, o Instituto de Nacional de Colonizao e Reforma Agrria (INCRA). Em 1971, criou-se o Programa de redistribuio de Terras e Estmulo Agroindstria do Norte e Nordeste (PROTERRA). E, entre 197178, construram-se as vrias rodovias importantes: Transamaznica, Perimetral Norte, Cuiab-Santarm e Manaus-Caracarai (BR174). Em 1974, foi criado o Programa de Plos Agropecurios e Agrominerais da Amaznia (POLAMAZNIA). Em 1994, foi criado o Plano Estratgico do Desenvolvimento do Amazonas (PLANAMAZNIA), o qual projetava suas atividades at o ano 2000, estimando investimento na ordem de US$ 3,14 bi, os quais seriam cinco prioridades: 1) Meio Ambiente; 2) Infra-estrutura; 3) Distrito Industrial e ZFM; 4) Formao de recursos humanos; 5) Desenvolvimento de Pesquisas Cientficas. Terceiro Ciclo Consistiu num programa, desenvolvido no governo Amazonino Mendes, de reestruturao da economia do Amazonas. Esse Programa econmico pretendia dar prioridades para o setor primrio (agricultura). A Greve dos Metalrgicos de 1985 A conjuntura poltica brasileira dos anos oitenta foi marcada por movimentos contestatrios contra a ditadura militar e organizaes sindicais, que faziam grandes mobilizaes pelo Brasil inteiro, a exemplo do ABC paulista, em que aparecem vrios lderes sindicais e polticos, tais como Luiz Incio Lula da Silva. Foi nesse perodo que vrias correntes polticas, ideolgicas, trabalhistas e setores da Igreja, como a Pastoral Operria, criaram o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central nica dos Trabalhadores (CUT). Em fevereiro de 1984, ocorreu a eleio para a diretoria do Sindicato dos Metalrgicos. Nessas eleies, a chapa PUXIRUM, tendo como diretores Ricardo Morais presidente, Simo Pessoa vice, Chico Fera tesoureiro, Alberto Gordo segundo tesoureiro, Ana Maria secretria, lson Melo secretrio, Jos Magno secretrio. Aps a eleio, a primeira grande batalha sindical ocorreu na campanha salarial, e a nova diretoria provocou a primeira conveno coletiva. Mas, depois de uma srie de discusso com representantes das empresas, que duraram 13 dias, no houve acordo entre as partes, e o resultado foi a deflagrao da greve no dia 1 de agosto de 1985. Os representantes das empresas ameaaram entrar na justia e pedir a ilegalidade da greve e demitir os operrios por justa causa, caso no houvesse o retorno das atividades. As condies conjunturais foram analisadas por vrios setores que estavam envolvidos no movimento e resolveram convocar uma Assemblia Geral para 7 de agosto de 1985. Nessa Assemblia, decidiu-se pelo retorno das atividades. Apesar das reivindicaes no serem alcanadas, naquele momento, os ganhos polticos para a classe trabalhadora manauense foram enormes, pois, a partir desse momento, outras categorias profissionais passaram a se mobilizar contra a estrutura econmica que achatava o salrio e promovia demisses em massas.

04. A Amaznia atravessa uma nova fase de reorganizao espacial. Isso ocorre porque:a) As atividades econmicas regionais se estabilizam em torno da populao para a industrializao. b) O crescimento dos centros urbanos diminuiu pelo aumento da produtividade no campo. c) Os impactos dos investimentos pblicos e privados transformaram a regio, modificando intensamente a organizao espacial nos ltimos trinta anos. d) A presena dos grandes projetos proporciou a valorizao da mo-de-obra regional e o aumento da qualidade de vida no campo. e) As atividades econmicas desenvolvidas na regio nos ltimos dez anos garantiram boa competitividade dos produtos amaznicos no exterior, com a criao, em todos os estados, das Zonas de Processamento de Exportao.

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BiologiaProfessor GUALTER Beltro Aula 188

BioenergticaRESPIRAO CELULAR AERBIA Mitocndria uma organela formada por uma dupla membrana. A membrana externa lisa, e a membrana interna apresenta pregas que se aprofundam para o interior, formando as cristas mitocondriais. Sobre as cristas, h pequenas estruturas denominadas corpsculos elementares. O espao interno da mitocndria preenchido por uma substncia fluida, a matriz mitocondrial. Alm dessas estruturas, no interior da mitocndria, encontram-se ribossomos livres, cidos nuclicos, DNA e RNA, grande nmero de enzimas e grnulos. A presena de cidos nuclicos e de ribossomos no seu interior permite a autoduplicao. Comparada s demais organelas, a mitocndria grande, o que permite ser observada ao microscpio ptico. O conjunto de mitocndrias recebe o nome de condrioma.

com a enzima coenzima A e passa a ser denominado acetil-coenzima A (acetil-CoA). Esse composto ingressa no ciclo de Krebs propriamente dito. Inicialmente, o acetil-CoA une-se ao cido oxalactico, formando o cido ctrico e a coenzima A, que permanece inalterada e, dessa maneira, est pronta para se unir a outro acetil. A partir da, uma seqncia de reaes qumicas ocorre, com liberao de duas molculas de gs carbni. co e produo de 3NADH2, 1FADH2 e 1ATP Tal como NAD, o FAD flavina-adeninadinucleotdeo um transportador de hidrognios muito importante no processo.

01. (Puccamp 2004) Durante a digesto dos animais ruminantes, ocorre a formao do gs metano (constitudo pelos elementos carbono e hidrognio), que eliminado pelo arroto do animal. Os ruminantes possuem o estmago dividido em quatro compartimentos, dois dos quais possuem as bactrias cujo metabolismo libera o gs metano. O capim ingerido por um boi primeiramente sofre atuao a) das bactrias, que so, em seguida, digeridasdurante as mastigaes. b) do suco gstrico, que deixa o capim adequado para as bactrias. c) de amilases pancreticas e, depois, das secrees do duodeno. d) do suco gstrico, que posteriormente regurgitado para a atuao das bactrias. e) das bactrias, que, posteriormente, so digeridas com a ao do suco gstrico.

O mecanismo da respirao aerbia A respirao aerbia o processo pelo qual a energia armazenada em molculas orgnicas (glicose) liberada com a participao do oxignio. O processo de respirao aerbia compreende trs etapas bsicas: gliclise, ciclo de Krebs e cadeia respiratria. a) Gliclise Consiste na transformao da glicose (acar de seis carbonos) em duas molculas de cido pirvico (piruvato), com trs carbonos. Essa quebra da molcula ocorre no hialoplasma e necessria para que o composto possa penetrar na mitocndria e dar continuidade ao processo. A glicose precisa da ajuda de um hormnio chamado insulina, que assiste o transporte pela membrana plasmtica. Para que ocorra a gliclise, so consumidos dois ATPs utilizados para a ativao da molcula. O processo, contudo, libera energia suficiente para que sejam produzidas quatro molculas de ATP . Assim, no fim da etapa, h um saldo positivo de dois ATPs. Aps a quebra da glicose, h liberao de hidrognios, que sero captados por uma substncia chamada de NAD (nicotinamida adenina dinucleotdio), transformando-se em NADH2. b) Ciclo de Krebs ou ciclo do cido ctrico Antes de entrar no ciclo de Krebs, os piruvatos provenientes da gliclise sofrem perdas de hidrognios e de carbonos; os hidrognios so capturados pelo NAD e transformados em NADH2 e em gs carbnico (CO2). Um outro composto resultante possui apenas dois carbonos e recebe o nome de cido actico ou acetil. Em seguida, o acetil reage

c) Cadeia respiratria Atravs da cadeia respiratria, que ocorre nas cristas mitocondriais, h transferncia de hidrognios transportados pelo NAD e pelo FAD para o oxignio, formando gua. Quando transportado pelo NAD, o hidrognio, inicialmente, doado ao FAD, havendo liberao de energia. Nessas transferncias de hidrognios, h liberao de eltrons excitados, que, a partir do FAD, vo sendo captados por aceptores intermedirios, denominados citocromos. Durante essas transferncias, os eltrons perdem gradativamente energia, que ser utilizada, em parte, para a formao de ATP Se a energia fosse . liberada de uma s vez, a clula no poderia aproveit-la, e o calor produzido poderia destruir a clula, por isso a produo de energia feita em trs etapas.

02. (Puccamp 2005) Diversos organismos eucariotos produzem lcool no processo pelo qual obtm energia. As reaes qumicas que levam formao dessa substncia ocorrema) no ncleo. b) na mitocndria. c) no citoplasma. d) no lisossomo. e) no retculo endoplasmtico.

03. (Puccamp 2005) O biodiesel resulta da reao qumica desencadeada por uma mistura de leo vegetal (soja, milho, mamona, babau e outros) com lcool de cana. O ideal empregar uma mistura do biodiesel com diesel de petrleo, cuja proporo ideal ainda ser definida. Quantidades exageradas de biodiesel fazem decair o desempenho do combustvel. A utilizao de combustveis libera grandes quantidades de CO2 na atmosfera. Processos biolgicos que tambm liberam esse gs so, por exemplo,a) b) c) d) e) a respirao celular e a fermentao alcolica. o ciclo de Krebs e a fixao de carbono. a fotossntese e a fermentao. a respirao celular e a glicogenlise. o metabolismo aerbico e a fotossntese.

Na cadeia respiratria, cada NADH2 tem energia suficiente para formar 3 ATP e cada , FADH2, para formar 2 ATP .

04. (Uerj 2004) Os compartimentos e as membranas das mitocndrias contm componentes que participam do metabolismo energtico dessa organela, cujo objetivo primordial o de gerar ATP para uso das clulas. No esquema a seguir, os compartimentos e as membranas mitocondriais esto codificados pelos nmeros 1, 2, 3 e 4.

Considere os seguintes componentes do metabolismo energtico: citocromos, ATP sintase e enzimas do ciclo de Krebs. Esses componentes esto situados nas estruturas mitocondriais codificadas, respectivamente, pelos nmeros:a) 1, 2 e 4 d) 4, 4 e 1 b) 3, 3 e 2 c) 4, 2 e 1

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Considerando que uma molcula de glicose origina duas de cido pirvico, as etapas referentes ativao do piruvato e ao ciclo de Krebs tm seu rendimento energtico duplicado. Rendimento energtico total obtido pela oxidao de uma molcula de glicose no processo de respirao aerbia: Total: 38 ATP RESPIRAO CELULAR ANAERBIA

envolvidas trs substncias orgnicas cido pirvico, gliceraldedo e glicose identificveis nas estruturas X, Y e Z, a seguir.

01. (Puccamp 2005) Nas principais concentraes urbanas do Pas, trabalhadores de baixa renda percorrem grandes distncias a p. Outros pedalam muitos quilmetros para usar uma conduo a menos, deixando a bicicleta em estacionamentos prprios. Para a contrao muscular, necessria a formao de ATP num processo que produz , CO2. Na clula muscular, parte do CO2 produzidoa) b) c) d) e) no citoplasma, durante a fermentao actica. no citoplasma, durante a sntese de glicognio. na mitocndria, durante o ciclo de Krebs. na mitocndria, durante a fosforilao oxidativa. no cloroplasto, durante a fase escura da fotossntese.

O processo de respirao anaerbia ao qual ser dedicada maior ateno a fermentao. Consideravelmente mais simples que a respirao aerbia, ela consiste basicamente na etapa de gliclise da respirao aerbia j estudada. Sendo assim, a fermentao um processo no qual a molcula de glicose degradada, com a formao de duas molculas de cido pirvico e a produo lquida de duas molculas de ATP De . acordo com o tipo de transformao que sofrem as molculas de cido pirvico, podem-se distinguir, basicamente, dois tipos de fermentao. a) Fermentao alcolica Pode ser observada na produo de pes e de bebidas alcolicas. O fermento utilizado para fazer pes fungo unicelular que realiza fermentao alcolica. O CO2 produzido acumula-se na massa e faz que ela cresa. b) Fermentao lctica o processo explorado na produo de iogurtes, queijos e coalhadas. O acar contido no leite consumido no processo com a produo de cido lctico, o que provoca o azedamento do leite. Reao: C6H12O6

Na etapa metablica considerada, tais substncias se apresentam na seguinte seqncia:a) X Y Z d) Z X Y b) Z Y X c) X Z Y

03. (Puccamp 2005) Em provas de corrida de longa distncia, que exigem resistncia muscular, a musculatura pode ficar dolorida devido ao acmulo dea) cido lctico devido a processos anaerbios. b) cido lctico devido a processos aerbios. c) glicognio nas clulas devido falta de oxignio. d) glicognio no sangue devido transpirao intensa. e) sais e falta de glicose devido ao esforo.

02. (PUCRS 2003) Responder questo com base nas afirmativas a seguir, sobre a adenosina trifosfato (ATP). I. O ATP um composto de armazenamento que opera como fonte de energia. II. Todas as clulas vivas precisam de ATP para captao, transferncia e armazenagem da energia livre utilizada para seu trabalho qumico. III. O ATP gerado pela hidrlise de adenosina monofosfato (AMP+Pi+energia livre). IV. O ATP sintetizado a partir da molcula de glicose, por meio da gliclise e da respirao celular. Pela anlise das afirmativas, conclui-se quea) b) c) d) e) somente I e II esto corretas. somente II e III esto corretas. somente III e IV esto corretas. somente I, II e IV esto corretas. I, II, III e IV esto corretas.

cido pirvico + 2ATP

Aplicao(Mackenzie) A equao simplificada a seguir representa o processo de fermentao realizado por microorganismos como o 'Saccharomyces cerevisiae' (levedura).A B+C A, B e C so, respectivamente: a) glicose, gua e gs carbnico; b) glicose, lcool e gs carbnico; c) lcool, gua e gs carbnico; d) lcool, glicose e gs oxignio; e) sacarose, gs carbnico e gua. Soluo: Letra B. A quebra da glicose feita pelos fungos resulta na produo de lcool e gs carbnico.

03. (UFMG 97) Uma receita de po caseiro utilizada farinha, leite, manteiga, ovos, sal, acar e fermento. Esses ingredientes so misturados e sovados e formam a massa, que colocada para "descansar". A seguir, uma bolinha dessa massa colocada num copo com gua e vai ao fundo. Depois de algum tempo, a bolinha sobe superfcie do copo, indicando que a massa est pronta para ser levada ao forno. Com relao receita, correto afirmar quea) a farinha constituda de polissacardeos, utilizados diretamente na fermentao. b) a manteiga e os ovos so os principais alimentos para os microrganismos do fermento. c) a subida da bolinha superfcie do copo se deve respirao anaerbica. d) os microrganismos do fermento so protozorios aerbicos.

04. (UFF 2001) Dois microorganismos, X e Y, mantidos em meio de cultura sob condies adequadas, receberam a mesma quantidade de glicose como nico substrato energtico. Aps terem consumido toda a glicose recebida, verificou-se que o microorganismo X produziu trs vezes mais CO2 do que o Y. Considerando-se essas informaes, conclui-se ter ocorrido:a) fermentao alcolica no microorganismo X b) fermentao ltica no microorganismo X c) respirao aerbica no microorganismo Y d) fermentao alcolica no microorganismo Y e) fermentao ltica no microorganismo Y

Exerccios01. (PUCRJ 2006) O leite talhado resultado da ao de microrganismos que:a) alcalinizam o meio, precipitando a lactose do leite. b) acidificam o meio, precipitando as protenas do leite. c) reduzem a lactose do leite, transformando-a em gordura. d) oxidam as protenas do leite ao aumentar a concentrao de O no meio. e) acidificam o meio, precipitando a gordura do leite ao torn-la solvel em gua.

04. (Fatec 98) As clulas de nossos msculos executam, em condies normais, a respirao aerbica. Porm, durante um esforo muscular intenso, se o organismo no consegue fornecer gs oxignio suficiente para a respirao celular, as clulas musculares trabalham anaerobicamente. Esse processo anaerbico provoca dor e sensao de queimao nos msculos devido ao acmulo de:a) cido ltico. b) cido ascrbico. c) cido pirvico. d) cido actico. e) acetil-CoA.

05. (UFRN 2000) Ana comprou uma lata de salsicha cuja tampa se encontrava "estufada". Em casa, recomendaram que ela voltasse ao supermercado e pedisse a substituio do produto, pois a salsicha poderia estar contaminada com a bactria que causa o botulismo. Caso a salsicha estivesse contaminada, o "estufamento" da tampa teria sido causado pora) O2, resultante da respirao aerbia das bactrias. b) CO, resultante da fermentao bacteriana. c) H2O, resultante da fermentao bacteriana. d) CO2, resultante da respirao anaerbia das bactrias.

02. (UERJ 2002) Em uma determinada etapa metablica importante para gerao de ATP no msculo, durante a realizao de exerccios fsicos, esto

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MatemticaProfessor CLCIO Freire Aula 189

1 passo: agrupamos os termos em x e os termos em y e isolamos o termo independente x2 6x + _ + y2 + 2y + _ = 6 2 passo: determinamos os termos que completam os quadrados perfeitos nas variveis x e y, somando a ambos os membros as parcelas correspondentes

Geometria AnalticaCircunferncia e Cnicas Equao reduzida da circunferncia Circunferncia o conjunto de todos os pontos de um plano eqidistantes de um ponto fixo, desse mesmo plano, denominado centro da circunferncia: 3 passo: fatoramos os trinmios quadrados perfeitos (x 3)2 + (y + 1)2 = 16 4 passo: obtida a equao reduzida, determinamos o centro e o raio

01. (USP) Os lugar geomtrico dos pontos de coordenadas (x; y), tais que y2+ (x1)2 = 0 :a) a origem b) duas retas concorrentes

Estudo das Cnicas Assim, sendo C(a, b) o centro e P(x, y) um ponto qualquer da circunferncia, a distncia de C a P(dCP) o raio dessa circunferncia. Ento: Parbola Considere, no plano cartesiano xOy, uma reta d (diretriz) e um ponto fixo F (foco) pertencente ao eixo das abcissas (eixo dos x), conforme figura abaixo: Denominaremos PARBOLA a curva plana formada pelos pontos P(x,y) do plano cartesiano, tais que PF = Pd, em que: PF= distncia entre os pontos P e F PP= distncia entre o ponto P e a reta d (diretriz).

c) um ponto que no a origem d) conjunto vazio e) uma reta.

02. (USP) A equao da reta perpendicular ao eixo das abscissas que passa pelo ponto mdio do segmento AB, onde A(2, 3) e B o centro da circunferncia de equao x2+y2 8x 6y + 24 = 0, :a) y = 3 b) y = 4 c) x = 4 d) x = 3 e) 3x + 4y = 0

Portanto (x a)2 + (y b)2 =r2 a equao reduzida da circunferncia e permite determinar os elementos essenciais para a construo da circunferncia: as coordenadas do centro e o raio. Observao: Quando o centro da circunferncia estiver na origem ( C(0,0)), a equao da circunferncia ser x2 + y2 = r2 . Equao geral Desenvolvendo a equao reduzida, obtemos a equao geral da circunferncia: (xa)2+(yb)2=r2 x2 2ax+ a2+y22by+b2= r2 x2 + y2 2ax 2by +a2 + b2 r2 =0 Como exemplo, vamos determinar a equao geral da circunferncia de centro C(2, 3) e raio r = 4. A equao reduzida da circunferncia : (x 2)2 +(y + 3)2 = 16 Desenvolvendo os quadrados dos binmios, temos: x24x+4 +y2+6y+9 16= 0 x2+y2 4x+6y 3 =0 Determinao do centro e do raio da circunferncia, dada a equao geral Dada a equao geral de uma circunferncia, utilizamos o processo de fatorao de trinmio quadrado perfeito para transform-la na equao reduzida e, assim, determinamos o centro e o raio da circunferncia. Para tanto, a equao geral deve obedecer a duas condies: os coeficientes dos termos x2 e y2 devem ser iguais a 1; no deve existir o termo xy. Ento, vamos determinar o centro e o raio da circunferncia cuja equao geral x2 + y2 6x + 2y 6 = 0. Observando a equao, vemos que ela obedece s duas condies. Assim:

03. (USP) Se M o ponto mdio do segmenImportante: Temos, portanto, a seguinte relao notvel: VF = p/2 Equao reduzida da parbola de eixo horizontal e vrtice na origem Observando a figura acima, consideremos os pontos: F(p/2, 0) foco da parbola, e P(x,y) um ponto qualquer da parbola. Considerandose a definio acima, deveremos ter: PF = PP Da, vem, usando a frmula da distncia entre pontos do plano cartesiano:

to AB, e P o ponto mdio do segmento OM, determinar a equao da circunferncia de centro P e raio OP .

Desenvolvendo convenientemente e simplificando a expresso acima, chegaremos equao reduzida da parbola de eixo horizontal e vrtice na origem, a saber: y2 = 2px, em que p a medida do parmetro da parbola. Parbola de eixo horizontal e vrtice no ponto (x0, y0) Se o vrtice da parbola no estiver na origem e, sim, num ponto (x0, y0), a equao acima fica: (y y0)2 = 2p(xx0) Parbola de eixo vertical e vrtice na origem No difcil provar que, se a parbola tiver vrtice na origem e eixo vertical, a sua equao reduzida ser: x2 = 2py Parbola de eixo vertical e vrtice no ponto (x0, y0) Analogamente, se o vrtice da parbola no estiver na origem e, sim, num ponto (x0, y0), a equao acima fica: (x x0)2 = 2p(y y0) Hiprbole Sejam dados dois nmeros reais estritamente positivos a e c, tais que c>a.

04. Determinar a equao da tangente circunferncia x2 + y2 2x 4y + 1 = 0 pelo ponto P(1; 2). 05. Determinar as equaes das retas (t) tangentes circunferncia x2 + y2 + 2x 3 = 0 e que passam pelo ponto P(5, 2). 06. Qual a equao da parbola de foco no ponto F(4,0) e vrtice no ponto V(2,0)? 07. Qual a equao da parbola de foco no ponto F(6,3) e vrtice no ponto V(2,3)? 08. Qual a equao da parbola de foco no ponto F(0,4) e vrtice no ponto V(0,1)? 09. Determine a equao da parbola cuja diretriz a reta y = 0 e cujo foco o ponto F(2,2).

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01. (UEMT) Dada a circunferncia C da equao (x1)2 + y2 = 1 e considerando o ponto P(2, 1), ento as retas tangentes a C passando por P:a) b) c) d) Tm equaes y = 1 e x = 2. no existem, pois P interno a C. so ambas paralelas reta y =1 Tm equaes y = 1 (e s uma porque P est em C). c) Tm equaes x = 1 e y = 2.

02. A equao da circunferncia que passa pelo ponto (2,0) e que tem centro no ponto (2, 3) dada por:a) x2 + y2 4x 6y + 4 = 0 b) x2 + y2 4x 9y 4 = 0 c) x2 + y2 2x 3y + 4 = 0 d) 3x2 + 2y2 2x 3y 4 = 0 e) (x 2)2 + y2 = 9

Consideremos dois pontos F1 e F2, tais que d(F1,F2)=2c e seja um plano passando por F1 e F2, com um sistema de eixos cartesianos Oxy, tal que F1 e F2 estejam no eixo x e a origem do sistema seja o ponto mdio do segmento F1F2. Dessa forma, F1=(c,0) e F2=(c,0). Vamos examinar o lugar geomtrico dos pontos P=(x,y) do plano , tais que: |d(P F1) d(P F2)|=2a < 2c , , Nas condies dadas, possvel deduzir a equao mais simples que descreve o lugar geomtrico, obtendo: x2 y2 = 1, 2 a b2 em que b2=c2a2. Assim, podemos escrever a definio do lugar geomtrico determinado pela equao que foi deduzida. Definio: Nas condies descritas acima, o lugar geomtrico dos pontos P tais que |d(P F1) , , d(P F2)|=2a uma curva denominada , hiprbole de focos F1 e F2, com distncia focal 2c e distncia entre os vrtices 2a. x2 y2 O grfico da equao = 1 2 a b2 Observe que, neste caso, x no pode ser zero. o seguinte:

poderemos escrever: Observe que x (-c) = x + c. Quadrando a expresso acima, vem: Com bastante pacincia , desenvolvendo a expresso acima e fazendo a2 c2 = b2 , a expresso acima, depois de desenvolvida e simplificada, chegar a: b2.x2 + a2.y2 = a2.b2 Dividindo, agora, ambos os membros por a2b2 vem finalmente: x2 y2 + = 1 a2 b2 , que a equao da elipse de eixo maior horizontal e centro na origem (0,0). Notas: 1) como a2c2= b2, vlido que: a2b2 = c2, em que c a abcissa de um dos focos da elipse. 2) como a excentricidade e da elipse dada por e = c/a , no caso extremo de termos b = a, a curva no ser uma elipse, e sim uma circunferncia de excentricidade nula, uma vez que, sendo b = a, resulta c = 0 e, portanto, e = c/a = 0/a = 0. 3) o ponto (0,0) o centro da elipse. 4) se o eixo maior da elipse estiver no eixo dos y e o eixo menor estiver no eixo dos x, a equao da elipse de centro na origem (0,0) passa a ser: x2 y2 + = 1 a2 b2

03. A equao da circunferncia que passa pelo ponto A = (0; 2) e tangente na origem da reta r: y + 2x = 0, :a) x2 + y2 2x y = 0 b) x2 + y2 + 4x 2y = 0 c) x2 + y2 4x 2y = 0 d) x2 + y2 + 4x + 2y = 0 e) x2 + y2 + 4x + 2y = 0

b b As retas r: y= x e s: y = x so chamadas a a assntotas hiprbole. Elipse Dados dois pontos fixos F1 e F2 de um plano, tais que a distncia entre esses pontos seja igual a 2c > 0, denomina-se elipse, curva plana cuja soma das distncias de cada um de seus pontos P a estes pontos fixos F1 e F2 igual a um valor constante 2a , em que a > c. Assim, que temos por definio: PF1 + PF2 = 2 a Os pontos F1 e F2 so denominados focos, e a distncia F1F2 conhecida como distncia focal da elipse. O quociente c/a conhecido como excentricidade da elipse. Como, por definio, a>c, podemos afirmar que a excentricidade de uma elipse um nmero positivo menor que a unidade. 2 Equao reduzida da elipse de eixo maior horizontal e centro na origem (0,0). Seja P(x, y) um ponto qualquer de uma elipse e sejam F1(c,0) e F2(c,0) os seus focos. Sendo 2a o valor constante com c < a, como vimos acima, podemos escrever: PF1 + PF2 = 2.a

Aplicaes01. Determine a excentricidade da elipse de equao 16x2 + 25y2 400 = 0. Soluo: Temos: 16x2 + 25y2 = 400. Observe que a equao da elipse no est na forma reduzida. Vamos dividir ambos os membro por 400. Fica ento: x2 y2 + = 1 25 16 Portanto a2=25 e b2=16. Da, vem: a=5 e b=4. Como a2 = b2 + c2, vem substituindo e efetuando que c=3 Portanto a excentricidade e ser igual a: e=c/a=3/5= 0,60 02. Determine as coordenadas dos focos da elipse de equao 9x2+25y2=225. Soluo: dividindo ambos os membros por 225, vem: x2 y2 + = 1 25 9 Da, vem que: a2=25 e b2=9, de onde deduzimos: a = 5 e b = 3. Portanto, como a2 = b2 + c2, vem que c = 4. Portanto as coordenadas dos focos so: F1(4,0) e F2(4,0). 03. Determine a distncia focal da elipse 9x2 +25y2 225 =0. Soluo: a elipse a do problema anterior. Portanto a distncia focal, ou seja, a distncia entre os focos da elipse ser: D= 4 (4) = 8 u.c (u.c.=unidades de comprimento). 04. Calcular a distncia focal e a excentricidade da elipse 25x2 + 169y2 = 4225.

04. A equao da circunferncia que tangencia as retas x + y = 0 e x + y = 8 e que passa pelo ponto (0; 0) :a) 2 . x2 + 2y2 - 4x - 4y = 0 b) x2 + y2 - 2x - 6y = 0 c) x2 + y2 - 4x - 4y = 0 d) x2 + y2 + 4x + 4y = 0 e) n.d.a.

05. A equao da reta tangente circunferncia (x 4)2 + (y 5)2 = 20 e que a tangencia no ponto de abscissa 2 :a) b) c) d) e) x 2y 4 = 0 x + 2y 4 = 0 e x 2y + 16 = 0 x + y 2 = 0 e x y + 16 = 0 x + 2y 4 = 0 e x 2y + 4 = 0 n.d.a.

06. Determine a excentricidade da hiprbole de equao 25x216y2 400 = 0. 07. Determine a distncia focal da hiprbole de equao 25x29y2 = 225. 08. Determine as equaes das assntotas da hiprbole do exerccio 1. 09. Qual a equao da parbola de foco no ponto F(2,0) e vrtice na origem?

em que o eixo A1A2 de medida 2a denominado eixo maior da elipse, e o eixo B1B2 de medida 2b denominado eixo menor da elipse. Usando a frmula da distncia entre dois pontos,

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QumicaProfessor Pedro CAMPELO Aula 190

Reaes orgnicas II1. ESTERIFICAO Esterificao uma reao qumica reversvel na qual um cido carboxlico reage com um lcool produzindo ster e gua. Essa reao, em temperatura ambiente, lenta, no entanto os reagentes podem ser aquecidos na presena de um cido mineral para acelerar o processo. Esse cido catalisa tanto a reao direta (esterificao) como a reao inversa (hidrlise do ster). Abaixo, um exemplo de reao de esterificao em que uma molcula de cido propanico reage com metanol formando propanoato de metila e gua. O H3C CH2 C + H3C OH OH O H3C CH2 C + H2O O CH3 2. SAPONIFICAO Saponificao basicamente a interao (ou reao qumica) que ocorre entre um cido graxo existente em leos ou gorduras com uma base forte com aquecimento. O sabo um sal de cido carboxlico e, por possuir uma longa cadeia carbnica em sua estrutura molecular, ele capaz de se solubilizar tanto em meios polares quanto em meios apolares. Alm disso, o sabo um tensoativo, ou seja, reduz a tenso superficial da gua fazendo com que ela "molhe melhor" as superfcies. A reao bsica de saponificao pode ser representada pela seguinte equao: ster de cido graxo + Base forte lcool + Sal de cido graxo (sabo) No exemplo abaixo, a reao ocorre com a soda custica, sendo um processo muito usado industrialmente e em nvel domstico. Os radicais R1, R2 e R3 representam cadeias carbnicas longas, caractersticas de cidos graxos.

chamados de duros, e os produzidos com potassa, moles. Embora a maior parte dos detergentes seja destinada limpeza com gua, existem alguns produzidos para limpeza com outros solventes, como no caso dos leos para motores, onde a gua no pode ser usada. Nesse caso, o sdio e o potssio so substitudos por metais, como o chumbo ou o clcio. Os sabes e os detergentes possuem as mais diversas aplicaes, que vo desde a limpeza domstica at a industrial. Sua tecnologia, pouco desenvolvida at 1934, evolui bastante a partir dessa poca, tornando sua produo altamente industrializada.

01. (Puccamp 93) Para completar corretamente a afirmao a seguir, deve-se substituir X e Y, respectivamente, por: A essncia artificial de abacaxi,

um...X...derivado do ...Y...Fig. 1 - esquerda: leo quente e lcalis concentrados so misturados. Aquecida com vapor, a mistura sofre um processo qumico chamado de saponificao. Centro: Salmoura fresca adicionada mistura, a fim de separar da soluo o sabo formado. No fundo do recipiente, acumula-se uma mistura de salmoura e glicerina, chamada de Barrela. direita: o sabo grosso submetido fervura para que todo o sal seja removido. Menos dura que os resduos, sobrenada uma camada de sabo puro.

a) b) c) d) e)

ter e etanal aldedo e etanol lcool e 1-butanol anidrido de cido e cido butanico ster e cido butanico

Fig. 2 - A molcula do sabo consiste em uma longa cadeia de tomos de carbono e de hidrognio (branco e preto) com tomos de sdio e de oxignio (azul e vermelho) em uma de suas pontas. Essa estrutura molecular responsvel pela diminuio da tenso superficial da gua.

02. (Unesp 95) Sobre o aromatizante de frmula estrutural a seguir (fig.1), so feitas as seguintes afirmaes: I) a substncia tem o grupo funcional ter, II) a substncia um ster do cido etanico. III) a substncia pode ser obtida pela reao entre o cido etanico e o lcool de frmula estrutural (fig.2)

Os sabes e os detergentes so compostos de molculas que contm grandes grupos hidrocarbnicos, os grupos hidrofbicos (que no tm afinidade com a gua) e um ou mais grupos polares, os grupos hidroflicos (que tm afinidade pela gua). As partes no-polares de tais molculas dissolvem-se em gorduras e em leos, e as pores polares so solveis em gua. A capacidade de limpeza dos sabes e dos detergentes depende da sua capacidade de formar emulses com materiais solveis nas gorduras. Na emulso, as molculas de sabo ou de detergente envolvem a "sujeira", de modo a coloc-la em um envelope solvel em gua, a micela (Fig. 3). Partculas slidas de sujeira dispersam na emulso.

Esto corretas as afirmaes:a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III.

03. (Fei 94) A oxidao energtica do metil-2buteno produz:a) b) c) d) e) propanona e etanal etanal e etanico metil 2,3 butanodiol propanona e etanico butanona, gua e gs carbnico

Se for utilizada uma base composta por Sdio (Na), o sabo formado ser chamado de sabo duro. Se no lugar de sdio tiver Potssio(K), o sabo passar a ser chamado de sabo mole. Ao contrrio do que se pensa, o sabo por si s no limpa coisa alguma. Essa aparente contradio pode ser entendida quando se sabe que os detergentes entre os quais a forma mais simples e conhecida o sabo so agentes umectantes que diminuem a tenso superficial observada nos solventes, permitindo maior contato dos corpos com os lquidos que realmente limpam. O sabo obtido fazendo-se reagir cidos graxos com leos, numa reao chamada saponificao. Os cidos graxos normalmente usados so o olico, o esterico e o palmtico, encontrados sob a forma de steres de glicerina (oleatos, estearatos e palmitatos) nas substncias gordurosas. A saponificao feita quente. Nela a soda ou a potassa atacam os referidos steres, deslocando a glicerina e formando, com os radicais cidos assim liberados, sais sdicos ou potssicos. Esses sais so os sabes, que, passando por um processo de purificao e de adio de outros ingredientes, transformam-se nos produtos comerciais. Os sabes produzidos com soda so

04. (Fei 95) Um alcino por oxidao energtica d origem a uma molcula de cido etanico e uma molcula de anidrido carbnico. Qual o nome desse alcino?Fig. 3 Interface da micela com um meio polar. Emulsificao de leo em gua por sabes. As cadeias hidrocarbnicas no-polares dissolvem-se em leo, e os grupos inicos polares, em gua. As gotculas carregadas negativamente repelem-se mutuamente.

a) b) c) d) e)

2-butino ou butino-2 etino ou acetileno 1-propino ou propino-1 1-pentino ou pentino-1 1-butino ou butino-1

Os sabes, mistura dos sais de sdio dos cidos graxos em C12 e superiores, so ineficientes em gua dura (gua contendo sais de metais mais pesados, especialmente ferro e clcio). Os sabes so precipitados da gua dura na forma de sais insolveis de clcio ou ferro (note, por exemplo, o anel amarelado das banheiras). Por outro lado, os sais de clcio e de ferro de hidrogeno-sulfatos de alquila so solveis em gua, e os sais de sdio destes materiais, por exemplo, CH3(CH2)10CH2OSO3Na+(Lauril-sulfato de sdio), conhecidos como detergentes, so eficientes

05. (Fei 95) O etileno sofre uma hidratao em meio cido e posterior oxidao energtica total. As frmulas moleculares dos produtos formados so, respectivamente:a) b) c) d) e) CO2 e CH2O2 C2H6O e CH2O2 CH2O e CH2O2 C2H4O e C2H4O2 C2H6O e C2H4O2

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01. (UFMG 95) Considere as substncias com as seguintes frmulas estruturais. Com relao a essas substncias, a afirmativa FALSA

mesmo em gua dura. Esses detergentes contm cadeias alqudicas lineares como as gorduras naturais. Como so metabolizados por bactrias nas estaes de tratamento de esgotos, chamam-se detergentes biodegradveis. Os sabes so feitos pela saponificao de gorduras e de leos. Qualquer reao de um ster com uma base para produzir um lcool e o sal de cido chamada reao de saponificao. Um subproduto da manufatura de sabes a glicerina, da qual se pode obter a nitroglicerina, um poderoso explosivo. Durante a I e II Guerras Mundiais, as donas de casa guardavam o excesso de leo e de gorduras de cozinha e o devolviam para a recuperao da glicerina.

3.2. Oxidao de lcoois secundrios Os lcoois secundrios, diferentemente dos primrios, so oxidados de apenas uma forma gerando sempre como produto uma cetona. Veja este exemplo:

3.3. Oxidao de lcoois tercirios No ocorre a oxidao de lcoois tercirios. 4. OXIDAO DE ALCENOS Os alcenos tambm sofrem reaes de oxidao que acontecem de trs formas: oxidao branda, oxidao energtica e ozonlise. 4.1. Oxidao Branda A oxidao branda (tambm conhecida como hidroxilao do alceno) uma reao feita com agente oxidante que causa uma quebra na dupla ligao do alceno e a entrada de duas hidroxilas (OH) formando, assim, um dilcool. Um agente oxidante muito usado, nesse caso, o permanganato de potssio (KMnO4). Veja o exemplo abaixo

a) b) c) d)

I e II so ismeros de posio. II apresenta grupo metoxila. III mais cida de todas. IV reage com NaOH(aq) produzindo um sal e metanol. e) todas apresentam a ligao C=O.

02. (Fuvest 90) Na reao de saponificao CH3COOCH2CH2CH3+NaOH X+Y, os produtos X e Y so:a) b) c) d) e) lcool etlico e proprionato de sdio. cido actico e propxido de sdio. acetato de sdio e lcool proplico. etxido de sdio e cido propanico. cido actico e lcool proplico.

03. (Fuvest 91) Em determinadas condies, CH3COONa reage com NaOH produzindo Na2CO3 e CH4. Em reao do mesmo tipo, a substituio do reagente orgnico por C3H7COONa ir produzir o mesmo sal e:a) metano. d) butano. b) etano. e) pentano. c) propano.

Os detergentes e o problema da poluio: Nos EUA, ilegal a comercializao de detergentes no-biodegradveis. No comeo da dcada de 60, enormes quantidades de detergentes que continham cadeias alqudicas ramificadas estavam sendo usadas. Esses detergentes no eram degradados pelas bactrias e apareciam na descarga dos esgotos nos rios, fazendo que, mesmo os grandes rios como o Mississipi, se tornassem imensas bacias de espumas. Vrios detergentes muito eficientes no espumam em gua. Embora os trabalhos de laboratrio tenham mostrado que o grau de formao de espuma tem muito pouco a ver com a eficincia do detergente, as donas-de-casas geralmente associam a espuma com a eficincia. Por isso, os fabricantes freqentemente adicionam agentes espumantes aos seus produtos. 3. OXIDAO DE LCOOIS 3.1. Oxidao de lcoois primrios Em contato com agentes oxidantes, os lcoois primrios reagem (oxidam) formando primeiro um aldedo e, ento, com o aldedo sendo oxidado, um cido carboxlico. Quando o produto da oxidao de um lcool primrio um aldedo, ela chamada normalmente de oxidao branda; por sua vez, quando o produto um cido carboxlico, chamada normalmente de oxidao enrgica, porm esses nomes podem variar. A oxidao de um lcool a aldedo ou cetona tambm chamada de desidrogenao (ou seja, perda de hidrognio). Observe o exemplo abaixo:

4.2. Oxidao Enrgica Na oxidao engica, o agente oxidante "quebra" a molcula na dupla ligao e, caso se forme um aldedo, ele oxidado a cido carboxlico. Os agentes oxidantes mais comuns, nesse caso, so o dicromato de potssio (K2Cr2O7) e o permanganato de potssio (KMnO4). Veja o exemplo abaixo:

04. (Fuvest 92) Deseja-se obter, a partir do geraniol (estrutura A), o aromatizante que tem o odor de rosas (estrutura B).

Observao: Sempre que um composto que tem a dupla ligao na ponta da cadeia sofre oxidao enrgica, um dos produtos que se formam o cido carbnico (H2CO3), que, por ser um cido instvel, transforma-se em gs carbnico (CO2) e em gua (H2O). 4.3. Ozonlise A ozonlise a quebra de um alceno causada pelo oznio O3, gerando como produtos uma cetona e um aldedo. Essa reao deve ser realizada na presena de gua e de p de zinco. A molcula do alceno quebrada na dupla ligao, e dois tomos de oxignio (O) se adicionam. Veja o exemplo abaixo:

Para isso, faz-se reagir o geraniol com:a) lcool metlico (metanol). b) aldedo frmico (metanal). c) cido frmico (cido metanico). d) formiato de metila (metanoato de metila). e) dixido de carbono.

05. (Ita 96) Aquecendo, juntos, cido benzico e etanol, podemos esperar a formao de:a) Sal e gua. b) ter e gua. c) ster e gua. d) Aldedo e gua. e) Cetona e gua.

06. (Puccamp 93) Qual dos seguintes combustveis NO liberar, pela combusto, substncias nocivas sade do homem?a) Gasolina d) Hidrognio b) Gs natural c) Querosene e) Etanol

O smbolo [O] significa oxidao. A flecha apontando para baixo com o H2O na ponta indica a gua, que foi produto da reao, ou seja, a reao tambm gerou gua, que foi retirada. No esquema, os hidrognios reagiram com o oxignio do agente oxidante formando a gua que foi retirada. Portanto diz-se que a oxidao um processo de retirada de hidrognio. Chamamos o processo inverso da oxidao de reduo e representado por [H]. Sendo assim, a reduo de um cido carboxlico gerar um aldedo, e a reduo deste gerar um lcool primrio. (Veja o esquema geral logo abaixo.) Resumindo, temos que a oxidao branda de um lcool primrio gerar um aldedo, e a oxidao enrgica do mesmo gerar um cido carboxlico. Esquema Geral

O perxido de hidrognio (H2O2) destrudo pelo p de zinco para que no reaja com o aldedo. 5. COMBUSTO Combusto ou queima uma reao qumica exotrmica entre uma substncia (o combustvel) e um gs (o comburente), geralmente o oxignio, para liberar calor. Em uma combusto completa, um combustvel reage com um comburente, e como resultado se obtm compostos resultantes da unio de ambos, alm de energia, sendo que alguns desses compostos so os principais agentes causadores do efeito estufa. De uma forma geral: CxHy + (x+y/4)O2 xCO2 + (y/2)H2O Exemplos: CH4 + 2 O2 CO2 + 2 H2O + calor CH2S + 6 F2 CF4 + 2 HF + SF6 + calor

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PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes Aula 191

a. b. c. d. e.

( ( ( ( (

) ) ) ) )

capaz que vai chover. provvel que vai chover. Voc capaz de muitas coisas. capaz que ela me perdoe. provvel que ela no volte mais.

4. Atravs e por meio

Dificuldades da lngua1. A domiclio, em domiclioa) A domiclio S pode ser usada com verbos que tenham o adjunto adverbial de lugar associado preposio a: chegar, ir, voltar, retornar. Funo sinttica da expresso a domiclio: adjunto adverbial de lugar. b) Em domiclio S pode ser usada com verbos que tenham o adjunto adverbial de lugar associado preposio em: entregar, fazer (entregas, macumba, unhas), dar (aulas, palestras). Funo sinttica da expresso em domiclio: adjunto adverbial de lugar. APLICAO 1 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. b. c. d. e. ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) Ele retornou a domiclio. Ele retornou em domiclio. Fazem-se entregas a domiclio. Fazem-se entregas em domiclio. Depois de um ano, ele voltou a domiclio.

O uso de atravs em lugar de por meio, por intermdio condenado pela norma culta da lngua escrita. Veja a diferena de significados: a) Atravs De lado a lado; atravessadamente; transversalmente. Atravs de De um para outro lado. b) Por meio de Por intermdio de; pelo emprego de; mediante. APLICAO 5 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Ele fugiu atravs do mato. b. ( ) Ela chegou a este cargo atravs de mim. c. ( ) Ela chegou a este cargo por meio de mim. d. ( ) Atravs da vidraa, ela olha a rua. e. ( ) Entrei aqui atravs de ajuda.

01. (PUC) Assinale a alternativa em que se encontram preocupaes estticas da primeira gerao modernista.a) No entram no verso culto o calo e o solecismo, a sintaxe truncada, o metro cambaio, a indigncia das imagens e do vocabulrio, a vulgaridade do pensar e do dizer. b) Vestir a idia de uma forma sensvel que, entretanto, no ter seu fim em si mesma, mas que, servindo para exprimir a Idia, dela se tornaria submissa. c) Minhas reivindicaes? Liberdade. Uso dela: no abuso. E no quero discpulos. Em arte: escola = imbecilidade de muitos para vaidade dum s. d) Na exausto causada pelo sentimentalismo, a alma ainda trmula e ressoante da febre do sangue, a alma que ama e canta porque sua vida amor e canto, o que pode seno fazer o poema dos amores da vida real? e) O poeta deve ter duas qualidades: engenho e juzo; aquele, subordinado imaginao; este, seu guia, muito mais importante, decorrente da reflexo. Da no haver beleza sem obedincia razo, que aponta o objetivo da arte: a verdade.

5. Sbita e subidaa) Sbita Que ocorre ou surge sem ser previsto; repentino, inesperado. Exemplos: Ele foi acometido de um mal sbito. Naquela ano, uma paixo sbita tomou conta de mim. b) Subida Em sentido figurado, significa que excede os outros; elevado, celso, excelso. Subida honra Elevada, grande honra. Exemplo: Tive a subida honra de cumprimentar o papa.

APLICAO 2 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Faz-se macumba em domiclio. b. ( ) Ele chegou a domiclio. c. ( ) Entregam-se flores a domiclio. d. ( ) Do-se aulas particulares em domiclio. e. ( ) Depois de morar dez anos em Braslia, retornou ao domiclio.

02. (UFES) Das obras abaixo, a nica no escrita por Ceclia Meireles:a) b) c) d) e) Mar Absoluto. Retrato Natural. Vaga Msica. Lio de Coisas. Poemas Escritos na ndia.

2. Fazer com que ou fazer que?O verbo fazer transitivo direto; por isso, no aceita preposio. A construo fazer com que, embora comum em textos jornalsticos e at literrios, condenada pela norma culta da lngua. APLICAO 3 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Isso fez com que os soldados recuassem. b. ( ) Isso fez que os soldados recuassem. c. ( ) O protecionismo faz com que o mercado fique menos competitivo. d. ( ) O protecionismo faz que o mercado fique menos competitivo. e. ( ) Isso fez com que eu voltasse para o interior do Amazonas.

6. Maltrato e maus-tratosa) Maltrato Forma do verbo maltratar (tratar com violncia, com palavras rudes; tratar mal; receber mal. Exemplo: Por mais que esteja com raiva, no maltrato crianas nem animais. b) Maus-tratos S existe no plural. Imposio de trabalho excessivo ou imprprio ou abuso de meios corretivos ou disciplinares a quem se acha sob autoridade de algum. Exemplo: Na cadeia, ela foi vtima de maus-tratos.

03. (MACK) Romanceiro da Inconfidncia um longo poema que rev nossa poca rcade. Seu autor :a) b) c) d) e) Mrio de Andrade. Oswald de Andrade. Carlos Drummond de Andrade. Ceclia Meireles. Vincius de Moraes.

7. Em dias ou em dia?A expresso correta em dia (invarivel), no sentido de sem atraso; pontualmente; bem informado; atualizado. Exemplos: Quem est em dias com a prestao da casa prpria? (errado) Quem est em dia com a prestao da casa prpria? (certo)

03. (MACK) Assinale a alternativa que no se aplica obra de Carlos Drummond de Andrade.a) Participante da Semana de Arte Moderna, sua poesia tpica representante da primeira gerao modernista brasileira. b) Em muitos poemas, apresenta seu desencanto em relao vida. c) Morte do leiteiro um poema baseado na problemtica do dia-a-dia. d) Extrai do mundo interiorano de Itabira o tema para alguns de seus poemas. e) A Procura da Poesia um poema em que o autor se preocupa com a prpria confeco da poesia.

3. Capaz e provvelO vocbulo capaz no sinnimo de provvel, possvel. Veja a diferena: a) Capaz Que tem capacidade; que tem competncia ou aptido; competente. b) Provvel Que apresenta probabilidades de acontecer; que tem aparncias de verdadeiro. APLICAO 4 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical.

8. Sem fundo e sem fundos?a) Sem fundo Sem suporte para sustentao; sem fundamento. Exemplo: No suspenda a caixa, pois ela est sem fundo.

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b) Sem fundos Sem proviso em dinheiro. Exemplo: Pagou a conta no restaurante com um cheque sem fundos.

c) A persistirem os sintomas, procure um mdico. (certo) Note que a preposio a (mas no a contrao ao) pode indicar condio. Note, ainda, que o substantivo sintomas o sujeito do verbo persistir, impondo plural obrigatrio. Veja construes em que, alm de procurar um mdico, convm procurar um professor de Lngua Portuguesa: a) Ao persistir os sintomas, procure um mdico. (errado) b) Ao persistirem os sintoms, procure um mdico. (errado)

9. A prazo e a vistaA crase com as expresses a vista (com pagamento imediato, a dinheiro) e a prazo (com pagamento futuro, a crdito) no existe. uma questo de raciocnio lgico quanto ao emprego do artigo. Raciocinemos. Na expresso a prazo, no existe artigo. Ningum diz ao prazo, e isso sabedoria popular. Conseqentemente, no se pode empregar artigo na expresso correlativa a vista. vista de J a expresso vista de (na presena de; diante) aceita crase com naturalidade. APLICAO 6 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. b. c. d. e. ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) Aqui, s vendemos mveis vista. Aqui, s vendemos mveis a vista. Compre tudo a prazo. capaz que ela no volte mais. Num dos comcios das Diretas J, tive a sbita honra de abraar Tancredo Neves.

01. (UFAMPSM2008) Assinale a opo em que a forma verbal corresponde seguinte estrutura: radical + vogal temtica + desinncia modo-temporal + desinncia nmero-pessoal:a) conquistsseis b) convencestes c) entregava d) reciclemos e) confabulou

12. Cachorro-quente e cachorro quentea) Cachorro-quente Sanduche feito com po e salsicha quente Formao: de cachorro + quente (composio por justaposio). Plural: cachorros-quentes. b) Cachorro quente Cachorro cuja temperatura, por alguma razo, est elevada. Cachorro voluptuoso, ardente. Exemplos: 1. Cachorro quente esse seu. No pode farejar alguma cadela que fica querendo rebentar a coleira. 2. Cachorro quente aqui, na clnica, toma logo um banho de gua fria; depois, medicado. APLICAO 9 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Boa parte dos jovens de hoje alimenta-se de cachorro quente. b. ( ) Boa parte dos jovens de hoje alimenta-se de cachorro-quente. c. ( ) Ela ganha dinheiro explorando uma banca de cachorro quente. d. ( ) Ela ganha dinheiro explorando uma banca de cachorro-quente.

02. (UFAMPSM2008) Assinale a opo em que ambos os vocbulos so compostos por justaposio:a) pernalta, vaivm b) aguardente, pernilongo c) fidalgo, girassol d) passatempo, cantocho e) planalto, boquiaberto

APLICAO 7 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Na cadeia pblica, poucos escapam aos maus-tratos. b. ( ) No passado, ele passou-nos um cheque sem fundo. c. ( ) Procuro sempre estar em dias com todas as minhas prestaes. d. ( ) vista do que compramos, muitos acharam que amos casar. e. ( ) Com ar grave, ele anunciou: Temos problemas vista.

03. (UFAMPSM2008) Assinale a opo em que ambos os vocbulos exemplificam a derivao parassinttica:a) emudecer, achatamento b) deslealdade, alistar c) envergonhar, esfarelar d) enegrecer, infelizmente e) desenvolvido, enfileirar

04. (UFAMPSM2008) Assinale a opo em que opronome que exerce a funo sinttica de objeto direto: a) Nosso amigo vendeu bem todos os quadros a leo que pintou. b) Amemos, jovens, a terra que nos viu nascer. c) Gostei de descobrir em ti a pessoa solidria que s. d) Inocente que era, como ficou claro, foi logo liberado. e) Somos o que somos, no aquilo que pensamos ser.

10. A nvel e em nvelA expresso a nvel (ou ao nvel) existe, mas s pode ser usada para designar algo (normalmente lquido) que esteja mesma altura. Para designar, figuradamente, altura relativa numa escala de valores ou ainda situao, estado, plano, s se pode usar a expresso em nvel. APLICAO 8 Julgue os perodos seguintes quanto correo gramatical. a. ( ) Agora, depois do escndalo pblico, o caso ser discutido a nvel nacional. b. ( ) Agora, depois do escndalo pblico, o caso ser discutido em nvel nacional. c. ( ) O problema ser discutido a nvel de diretoria. d. ( ) O problema ser discutido em nvel de diretoria. e. ( ) A cidade est ao nvel do mar.

13. Ao encontro de e de encontro aa) Ao encontro de Exprime conformidade, situao favorvel. Ela veio ao encontro dos meus anseios. (= Ele satisfez os meus anseios). b) De encontro a Exprime oposio, choque. Ela veio de encontro aos meus anseios. (= Ele contrariou os meus anseios).

14. Protocolar e protocolizara) Protocolar S pode ser usado como adjetivo; significa relativo ao protocolo, em conformidade com o protocolo, cerimonioso, formal, convencional. Exemplos: Ele um indivduo protocolar. Ela mantm, na empresa, um comportamento protocolar. b) Protocolizar S pode ser usado como verbo; significa registrar ou inscrever no protocolo. Exemplos: Devemos protocolar ainda hoje toda a documentao. (errado) Devemos protocolizar ainda hoje toda a documentao. (certo)

05. (UFAMPSM2008) Assinale a opo constante de perodo composto por coordenao e subordinao:a) Coelho Neto disse que o que sobe por favor deixa sempre um rasto de humilhao. b) Sou contrrio a que viajes neste tempo de apago areo. c) De uma coisa tenho certeza: que preciso sorte e raa para vencer na vida. d) Este rapaz no somente um dos nossos melhores lricos, mas tambm um dos nossos bons violinistas. e) Comeo declarando que meu nome Severino, sou macrrimo e j completei mais de meio sculo no ltimo perodo carnavalesco.

11. A persistirem os sintomas...H trs construes corretas de que se podem valer os mdicos, os farmacnticos e a mdia para fazer alerta quanto a sintomas (indcios) de que uma doena persiste, apesar da ingesto de algum remdio. a) Se persistirem os sintomas, procure um mdico. (certo) b) Caso persistam os sintomas, procure um mdico. (certo)

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HistriaProfessor DILTON Lima Aula 192

Os satlites militares em rbita poderiam detectar o disparo de msseis intercontinentais e acionar o sistema ainda durante a sua rota. Neoliberalismo Nos anos de 1980, pases como Estados Unidos e Inglaterra passam a adotar essa doutrina econmica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrio interveno estatal sobre a economia, s devendo esta ocorrer em setores imprescindveis e, ainda assim, num grau mnimo (minarquia). Caractersticas do Neoliberalismo (princpios bsicos): mnima participao estatal nos rumos da economia de um pas; pouca interveno do governo no mercado de trabalho; poltica de privatizao de empresas estatais; livre circulao de capitais internacionais e nfase na globalizao; abertura da economia para a entrada de multinacionais; adoo de medidas contra o protecionismo econmico; desburocratizao do estado: leis e regras econmicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econmicas; diminuio do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente; posio contrria aos impostos e tributos excessivos; aumento da produo, como objetivo bsico para atingir o desenvolvimento econmico; contra o controle de preos dos produtos e servios por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda suficiente para regular os preos; a base da economia deve ser formada por empresas privadas; defesa dos princpios econmicos do capitalismo. Crticas ao neoliberalismo A economia neoliberal s beneficia as grandes potncias econmicas e as empresas multinacionais. Os pases pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma poltica neoliberal. Nesses pases, so apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salrios, aumento das diferenas sociais e dependncia do capital internacional. Brasil: Anos de 1990 e incio do sculo XXI Governo Fernando Collor Fernando Collor de Melo pelo Partido da Reconstruo Nacional (PRN) derrotou Luiz Incio Lula da Silva, candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no 2. Turno das eleies de 1989. Contou com o apoio da TV Globo para vender seu marketing poltico. Graas a isso, Collor ficou conhecido como: Caador de Marajs. Defensor dos descamisados. Messias. Salvador da ptria. Amigo dos pobres. Um dia depois de assumir a Presidncia, Collor anunciou uma srie de medidas que visavam reorganizar a economia nacional. Elaborado pela equipe da ministra Zlia Cardoso de Mello, o Plano Brasil Novo, mais conhecido como Plano Collor, determinou: a extino do cruzado novo e a volta do cruzeiro como moeda nacional; o bloqueio, por dezoito meses, dos depsitos em contas correntes e cadernetas de poupana que ultrapassassem os 50.000 cruzados novos (50 cruzeiros); o congelamento parcial de preos e de salrios;

Os anos de 1990 e sua relao com o BrasilDerrocada do socialismo A ordem que se estabeleceu com o fim da Guerra Fria e com a dissoluo do socialismo real, inicialmente no Leste Europeu, com a desintegrao da URSS, e depois no restante do mundo, colocou em xeque a situao vigente a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, caracterizada pela bipolarizao do mundo, sob o ponto de vista poltico-ideolgico, que tinha como expoentes os Estados Unidos, frente do mundo capitalista, e a URSS, no comando do mundo socialista. A nova ordem multipolar. Nela, o mundo est dividido em reas de influncia econmica. As alianas militares perderam o sentido, pelo menos no que se refere oposio ao bloco poltico-ideolgico antagnico. Hoje, tem lugar a expanso das alianas econmicas: Unio Europia, Nafta, ALCA, Mercosul, APEC. No contexto da economia globalizada, os blocos econmicos so um grande impulso para a otimizao do crescimento econmico integrado. Se possvel identificar o incio dessas transformaes, sem dvida ele tem lugar em meados da dcada de 1980, quando Mikhail Gorbachev assumiu o poder na URSS. Ele entendeu serem necessrias mudanas no pas. Essas mudanas abrangeriam as esferas poltica e econmica. Era tambm necessrio acabar com a Guerra Fria e abrir a economia do pas aos investimentos externos, com os quais se poderia reorientar a tecnologia, sofisticada no setor militar, para o incipiente setor civil. Diante dessas necessidades, Gorbachev deu incio a um amplo processo de abertura poltica glasnost e de reestruturao da economia perestroika. O caos econmico, associado instabilidade poltica, efeitos colaterais do processo de modernizao do pas, levaram a URSS ao fim em 1991. E, diante da necessidade de manuteno da integrao econmica das ex-repblicas soviticas, visto que ainda no gozavam de autonomia nesse setor para se inserirem no mercado internacional, criou-se a CEI Comunidade dos Estados Independentes, que tinha tambm como atributo o monitoramento do arsenal da ex-URSS. A derrocada da Unio Sovitica trouxe transformaes no Leste europeu; pases como Polnia, Tchecoslovquia, Romnia, Alemanha Oriental e Iugoslvia buscaram novas medidas que resolvessem os tempos de crise que assolavam seus governos. Guerra nas Estrelas Programa de Iniciativa de Defesa Estratgica (IDE), do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, anunciado em 1983, que consistia em explodir, com um mssil teleguiado, outro projtil nuclear em pleno ar. Pela primeira vez desde que se iniciou a corrida espacial, conseguia-se interceptar um mssil na alta atmosfera. Tornava-se possvel explodir ogivas atmicas no espao, durante o curto intervalo em que elas se dirigem para o alvo. Era, afinal, a prova da viabilidade do projeto guerra nas estrelas, que prev o uso do espao csmico para a instalao de escudos defensveis antimsseis. Seu papel inicial: proteger o territrio e as instalaes militares americanas contra os msseis balsticos intercontinentais do arsenal sovitico.

01. (UFLA) Assinale a alternativa que caracteriza CORRETAMENTE aes do governo Itamar Franco.a) Criao de um plano de estabilizao econmica que estabeleceu uma paridade entre a moeda local e o dlar. b) Confisco da poupana e congelamento das contas bancrias acima de determinado valor. c) Quebra do monoplio do petrleo e das telecomunicaes e alterao estratgica do conceito de empresa estatal em prol do mercado externo. d) Lanamento de um conjunto de medidas, como o aumento dos juros, com o objetivo de reduzir o dficit pblico. e) Convocao de uma nova Assemblia Constituinte, caracterizada pela descentralizao administrativa e financeira do Estado.

02. (PUCRS) Os impasses em torno da reforma da Previdncia Social, proposta pelo atual Governo Federal do Presidente, Luiz Incio Lula da Silva, esto colocados desde os anos 1980, quando o modelo do Welfare State (Estado de Bem-Estar), defendido pelos .......... em vrios pases da Europa, passa a sofrer forte concorrncia do modelo .........., implementado na Inglaterra pelas administraes de Margareth Tatcher, visando reduo da participao do Estado nas polticas sociais e ao incremento das polticas econmicas de supervit primrio.a) b) c) d) e) sociais-democratas Neoliberal socialistas Keynesiano liberais Trabalhista verdes Republicano comunistas Monarquista

03. (UFLAVRAS) Na histria recente da Amrica Latina (dcadas de 80 e 90), a figura dos caras-pintadas surgiu no contexto poltico de dois pases em particular, com sentidos radicalmente diversos. Em um deles, predominou o carter militar-conservador, e, em outro, o carter estudantilcontestador. Os pases em que se deram, respectivamente, tais movimentos foram:a) Peru e Mxico. b) EUA e Chile. c) Argentina e Brasil. d) Bolvia e Colmbia. e) Paraguai e Guiana.

04. (MACKENZIE) O confisco das contas bancrias descontentou todos os setores da populao. A inflao no foi controlada, e o desemprego cresceu. O servio pblico desorganizou-se; a abertura para o capital estrangeiro e o fechamento de Estatais faziam parte do plano e do governo, respectivamente:a) b) c) d) Plano Collor - governo Collor de Mello. Plano Cruzado - governo Jos Sarney. Plano Bresser - governo Itamar Franco. Plano Real - governo Fernando Henrique Cardoso. e) Plano de Metas - governo Juscelino Kubitschek.

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01. (UNESP) Sobre a queda do muro de Berlim, no dia 10 de novembro de 1989, correto afirmar quea) o fato acirrou as tenses entre Oriente e Ocidente, manifestas na permanncia da diviso da Alemanha. b) resultou de uma longa disputa diplomtica, que culminou com a entrada da Alemanha no Pacto de Varsvia. c) expressou os esforos da ONU que, por meio de acordos bilaterais, colaborou para reunificar a cidade, dividida pelos aliados. d) constituiu-se num dos marcos do final da Guerra Fria, poltica que dominou as relaes internacionais aps a Segunda Guerra Mundial. e) marcou a vitria dos princpios liberais e democrticos contra o absolutismo prussiano e conservador.

o fim de subsdios e de incentivos fiscais; o lanamento do Programa Nacional de desestatizao; a extino de vrios rgos do governo. Os objetivos do plano eram: enxugar a mquina administrativa do Estado, acabar com a inflao e modernizar a economia. Sem dvida, as medidas causaram grande impacto e afetaram a vida da populao em geral, dos trabalhadores aos empresrios. Porm os resultados no foram satisfatrios. Em julho de 1990, foram implementadas redues nas tarifas alfandegrias, dando incio abertura internacional da economia brasileira. Em maro de 1991, o Tratado de Assuno criou o Mercosul. O tratado tem por objetivo integrar as relaes econmicas no Cone Sul. Fim da Era Collor A administrao federal teve, com ele, um estilo oligrquico e uma feio populista. Ironicamente, provocou uma modernizao poltica, que foi a causa principal de sua prpria desintegrao. Collor, assim como Jnio Quadros e Joo Goulart, apostou em um apoio popular que substituiria o apoio que ele no teve nos grandes partidos e no Congresso Nacional. Escudado nos milhes de votos que recebeu, seu poder desmoronou-se quando a opinio pblica, motivada pelo escndalo da CPI de Paulo Csar Farias, voltou-se contra o governo, e ele teve de confrontar-se com as fontes reais do poder no Brasil. No foram os desacertos polticos e socioeconmicos, que aconteceram durante os 930 dias da era Collor, os responsveis principais do colapso do governo. Pedro Collor, irmo do presidente, acusou a existncia de um trfico de influncias dentro do governo, intermediado pelo empresrio Paulo Csar Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Collor e seu amigo pessoal. A repercusso das acusaes pela imprensa resultou em uma indignao popular sem precedentes. Esta se acentuou na medida em que a Comisso Parlamentar de Inqurito (CPI), organizada para a averiguao dos fatos, acabou por descobrir ligaes entre o presidente e os envolvidos diretamente nas negociatas que implicaram o desvio de milhes de dlares dos cofres pblicos. Em 29 de setembro de 1992, a Cmara de Deputados votou favoravelmente ao impedimento. Collor conseguiu apenas 38 votos em seu favor. Manifestaram-se a favor do impeachment 441 deputados, mais de 100 alm do nmero mnimo previsto pela Constituio (Artigo 86) para suspender o presidente e permitir seu julgamento pelo Senado. Collor foi suspenso por 180 dias. Com a suspenso de Fernando Collor, assumiu a Presidncia o vice Itamar Augusto Franco. Impeachment (1992) Afastamento do presidente Fernando Collor da Presidncia da Repblica por estar envolvido em esquema de corrupo, roubo do dinheiro pblico e formao de quadrilha. O presidente da Repblica Fernando Collor teve seus direitos polticos suspensos por 8 anos (cassao de mandato). Deveria retornar vida poltica em 2000. Governo Itamar Franco A convocao do senador Fernando Henrique Cardoso para o Ministrio da Fazenda resultou na elaborao de um novo plano econmico. O Plano FHC (letras iniciais do nome de seu criador), rebatizado posteriormente como Plano Real, criou o URV (Unidade Real de Valor), um indexador provisrio da economia, que serviria como transio at que uma nova moeda o real entrasse em vigor. O real manteria paridade com o dlar e eliminaria a espiral inflacionria. O novo plano econmico no incluiu as solues conhecidas e j provadas insuficientes, como o congelamento dos preos e de salrios e de confiscos.

Os setores sindicais e alguns partidos polticos, entre eles o PT, opuseram-se parcialmente s determinaes do Plano FHC, por entenderem que o mesmo implicava um arrocho salarial. O plano no fixou nenhuma norma para a converso dos preos, mas os salrios dos trabalhadores foram convertidos em URV com base na mdia dos quatro meses anteriores. s vsperas de o novo plano entrar em vigor, verificou-se intensa especulao de preos, especialmente aqueles ligados aos setores oligopolizados da economia, o que aumentou ainda mais o processo inflacionrio. Eleies de 1994 Aps implantar o Plano Real, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, deixou o cargo para candidatar-se presidncia da Repblica. Fernando Henrique venceu as eleies no primeiro turno, com 54% dos votos vlidos, contra 27% dados a Luiz Incio Lula da Silva. O novo presidente assumiu em 1. de Janeiro de 1995, para cumprir um mandato de 4 anos. Governo de Fernando Henrique Cardoso (19951998) Para amparar bancos em dificuldade, em novembro de 1995, foi criado o Programa de Estimulo Reestruturao do Sistema Financeiro Nacional (PROER), que facilitou a fuso entre bancos em dificuldade. Por meio do PROER, o Banco Central assume a parte podre dos bancos quebrados, isto , os crditos de difcil recebimento e as obrigaes duvidosas. Os compradores ficam com a parte boa dos bancos, isto , clientes, agncias e bens. Alm da defesa do real, o governo Fernando Henrique busca equilibrar as finanas pblicas numa srie de reformas constitucionais essenciais para garantir estabilidade econmica. Segundo Governo (19882002) Fernando Henrique

02. ... a periferia no Leste europeu j se separou politicamente da Unio Sovitica, sem qualquer melhoria previsvel da situao econmica. A RDA foi liquidada e incorporada RFA. O processo de dissoluo progride em toda a regio... O principal acontecimento associado ao processo a que o texto se refere foi a:a) criao da ONU. b) extino da CEE. c) Primavera de Praga. d) diviso da Iugoslvia. e) queda do Muro de Berlim.

03. (Puccamp 93) Desde a sua origem, foi um Estado multinacional submetido hegemonia da Srvia. No seu interior, viviam croatas, eslovenos, montenegrinos e minorias macednias e albanesas. Esses povos enxergavam os srvios como um novo poder imperial. O texto anterior refere-se aa) Tchecoslovquia. b) Iugoslvia. c) China. d) Polnia. e) Albnia.

04. Mikhail Gorbatchev, aps assumir o poder em maro de 1985, tomando-se secretrio-geral do Partido Comunista da Unio Sovitica, desencadeou uma srie de mudanas para que a URSS ingressasse no novo milnio de maneira digna, prpria a uma grande e prspera potncia. Nesse processo, os termos perestroika e glasnost ganharam destaque, constituindo a pedra de toque dessas mudanas. Perestroika e glasnost significam, respectivamente:a) reestruturao e abertura. b) revoluo e anistia. c) imperialismo e abertura. d) reestruturao e monopartidarismo. e) privatizao e fechamento.

O governo FHC segue o chamado projeto neoliberal, cuja nfase a diminuio da interveno do Estado na economia. Neste 2. Governo, pretendem-se aplicar certas medidas para controlar a inflao e modernizar o Pas; as medidas so as seguintes: Ajuste fiscal: limitao dos gastos do Estado na Economia de acordo com a arrecadao. Esta medida visa combater o dficit pblico. Reduo do tamanho do Estado: limitao do Estado na Economia. Esta medida visava continuao da poltica neoliberal. Privatizao: venda de empresas estatais a grupos que no se relacionam atividade especfica do Estado. Esta medida visa entregar as empresas aos grupos estrangeiros. Abertura financeira: permisso para que as instituies financeiras internacionais possam atuar em igualdade de condies com as do Pas. Esta medida pe fim s restries entrada de capital estrangeiro no Pas. Luiz Incio LULA da Silva O eleito Oposio e guinada ao centro fazem o PT vencer a primeira eleio presidencial. Aps 22 anos de existncia do partido, trs derrotas e oito anos de oposio quase sistemtica a Fernando Henrique Cardoso (com crticas ao modelo econmico e ao legado na rea social), o ex-torneiro mecnico Luiz Incio Lula da Silva, (PT), chega Presidncia da Repblica. Lula venceu o economista Jos Serra, candidato oficial, duas vezes ministro de FHC e uma das principais lideranas do PSDB. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lula obteve cerca de 53 milhes de votos 61% dos votos vlidos.

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Gabarito do nmero anteriorAprovar n. 31

Calendrio 2008

Aulas 169 a 198DESAFIO LITERRIO (p. 3) 01. C; 02. D; 03. D; 04. A; DESAFIO QUMICO (p. 5) 01. D; 02. C; 03. B; 04. B; 05. D; DESAFIO QUMICO (p. 6) 01. C; 02. C; 03. B; 04. C; 05. B; 06. B; DESAFIO GEOGRFICO (p. 7) 01. C; 02. A; 03. C; 04. C; DESAFIO GEOGRFICO (p. 8) 01. D; 02. E; 03. D; 04. D; 05. B; 06. B; DESAFIO MATEMTICO (p. 9) 01. C; 02. D; 03. A; 04. B; 05. A; 06. B; 07. B; 08. A; 09. B; 10. D; 11. D; DESAFIO MATEMTICO (p. 10) 01. E; 02. C; 03. B; 04. B; 05. C; 06. A; 07. A; 08. B; 09. C; 10. B; DESAFIO FSICO (p. 11) 01. C ; 02. V, V, F e V; 03. C; 04. 3,3s; 05. A; DESAFIO FSICO (p. 12) 01. 6,6 x 1025; 1,2; 02. C; 03. A; 04. B; PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 13 e 14) 01. B; 02. A; 03. V, V, F, F e F; 04. V, F, V, V e V; 05. V, V, V, F e F; 06. V, V, V, F e F; 07. E; 08. D; 09. E; DESAFIO GRAMATICAL (p. 14) 01. B ; 02. D; 03. C; 04. E; 05. C; EXERCCIOS (p. 14) 01. F, V, F, F e V; 02. F, F, V, V e F; 01. V, V, F, V e V; 02. F, V, V, F e V; 01. F, F, V, F e F;

O ALIENISTAMachado de Assis Captulo X A RESTAURAO 1. Resumo Dentro de cinco dias, o alienista meteu na Casa Verde cerca de cinqenta aclamadores do novo governo. O povo indignou-se. Porfrio no sabia o que fazer. Joo Pina, outro barbeiro, dizia abertamente nas ruas que Porfrio estava vendido ao ouro de Simo Bacamarte. Porfrio, s pressas, expediu decretos extinguindo a Casa Verde e exilando Simo Bacamarte. Em vo. Duas horas depois, Joo Pina subiu ao poder. Entrou na vila uma fora mandada pelo vice-rei. A ordem foi restabelecida. Isso marcou o grau mximo de influncia de Simo Bacamarte. O alienista exigiu de imediato a captura do barbeiro Porfrio e mais de uns cinqenta e tantos indivduos que considerou mentecaptos. Tudo quanto quis deu-se-lhe. Os vereadores, restitudos, entregaram ao alienista o colega Sebastio Freitas e o prprio presidente. Crispim Soares, o melhor amigo de Bacamarte, tambm foi trancafiado na Casa Verde. Da em diante, foi uma coleta desenfreada. Onde que esse homem vai parar? diziam os principais da terra. Ah! se ns tivssemos apoiado os canjicas... A vila inteira ficou abalada com a notcia de que a prpria esposa do alienista, D. Evarista, fora metida na Casa Verde. Quando o padre Lopes, discretamente, interrogou Bacamarte sobre a esposa, ele explicou-lhe que o caso de D. Evarista era de mania suntuosa, no incurvel e em todo caso digno de estudo. Conto p-la boa dentro de seis semanas, concluiu ele. O fato tirou ao ilustre mdico qualquer suspeita de interesses pessoais na captura de doidos. Ningum mais tinha o direito de resistir-lhe menos ainda o de atribuir-lhe intuitos alheios cincia. Captulo XI O ASSOMBRO DE ITAGUA 1. Resumo E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila ao saber um