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Apostila Aprovar Ano05 Fascículo27 Hist Bio

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Guia de ProfissesTecnologia em alimentos

A

produo de alimentos, sua conservao e distribuio, mantendo da melhor maneira possvel suas condies naturais, tem sido uma preocupao constante dos pesquisadores. A aplicao de novas tecnologias no processo alimentcio indispensvel s indstrias que objetivam o aumento de sua produtividade, a melhoria de qualidade, a reduo do tempo de lanamento de novos produtos e, conseqentemente, a melhoria da sua competitividade. Neste contexto, foi criado o curso superior de Tecnologia em Alimentos. A histria da profisso de tecnlogo de alimentos no Brasil teve origem na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (UNICAMP/FEA), que foi a primeira unidade de ensino no gnero da Amrica Latina.

ndiceHISTRIAPopulismo na Amrica .............. Pg.(aula 157)

O concluinte deste curso estar apto para desenvolver novos produtos; supervisionar as vrias fases dos processos de industrializao de alimentos; acompanhar a manuteno de equipamentos; e coordenar programas e trabalhos na rea de conservao. A rea de formao deste curso apresenta grande interdisciplinaridade. Assim, o profissional poder conduzir as mudanas no setor agroindustrial devido necessidade da melhor utilizao dos recursos, maior eficincia produtiva e maior ateno s demandas do mercado. Em toda a sua extenso, o curso abrange disciplinas tcnicas relativas a processos de industrializao de produtos de origem vegetal e animal. Engloba tambm disciplinas de gesto, abrangendo questes administrativas e humanas, orientando o aluno no sentido de desenvolver possibilidades, resultando em competncia e em demanda de mercado. O mercado de trabalho do tecnlogo em alimentos bem amplo. O curso no muito antigo. Se for analisado em termos de Brasil, tanto a engenharia e a tecnologia de alimentos so cursos novos, em franca expanso, com um mercado excelente de trabalho. A rea de atuao do tecnlogo abrange indstrias alimentcias, empresas de armazenamento e distribuio de alimentos e indstrias de aproveitamento de resduos. E, ainda, instituies de pesquisas cientficas e tecnolgicas, laboratrios de anlises fsico-qumicas, sensoriais, microbiolgicas e de determinao analtica da constituio qumica dos alimentos e suas propriedades alimentares.

O curso na UEA O segmento agroindustrial no Estado do Amazonas apresenta enorme potencial de crescimento. Nesse contexto, est inserida a implementao do curso superior de Tecnologia em Alimentos nos municpios de Juta, Anori, Tapau, Apu e Beruri. Esses municpios caracterizam-se como plo de produo de matrias-primas, com necessidade de maior ocupao da capacidade instalada, maior elaborao e desenvolvimento de novos produtos, incluindo tambm a modernizao tecnolgica. O curso superior de Tecnologia em Alimentos um dos cursos novos ofertados no Vestibular 2008 da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Ele faz parte do Programa de formao cientfico-tecnolgica das populaes dos municpios das reas protegidas do Estado do Amazonas, criado especificamente para atender demanda das vocaes regionais. Ele visa formar profissionais para desenvolver processos de ampliao, modernizao e diversificao do setor de alimentos, prioritariamente nos municpios de reas protegidas do Estado. A modificao do quadro socioeconmico da regio em aspectos como a incluso tecnolgica na produo de alimentos; a gerao de empregos na indstria agroalimentar; o aumento da utilizao dos recursos naturais e potencialidades regionais; a apropriao de tecnologia pelo produtor rural; a preservao dos recursos ambientais; e a distribuio de renda so reas prioritrias do curso.

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BIOLOGIABiologia vegetal ........................ Pg.(aula 158)

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MATEMTICAFunes trigonomtricas .......... Pg.(aula 159)

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QUMICAFunes orgnicas II compostos oxigenados, hidrogenados e halogenados ................................................... Pg. 09(aula 160)

LITERATURAModernismo II ........................... Pg.(aula 161)

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HISTRIARepblica populista (19461964) ................................................. Pg.(aula 162)

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Referncias bibliogrficas ...... Pg.

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HistriaProfessor Francisco MELO de Souza Aula 157

Populismo na AmricaO termo populismo utilizado para designar um conjunto de movimentos polticos que se propuseram a colocar, no centro de toda ao poltica, o povo enquanto massa em oposio aos (ou ao lado dos) mecanismos de representao prprios da democracia representativa. Exemplos tpicos so o populismo do final do sculo XIX, que visava transferir o poder poltico s comunas camponesas por meio de uma reforma agrria radical ("partilha negra"), e o populismo americano dos EUA da mesma poca, que propunha o incentivo pequena agricultura pela prtica de uma poltica monetria que favorecesse a expanso da base monetria e o crdito (bicameral). Historicamente, no entanto, o termo populismo acabou por ser mais identificado com certos fenmenos polticos tpicos da Amrica Latina, principalmente a partir dos anos 1930, estando associado industrializao, urbanizao e dissoluo das estruturas polticas oligrquicas, que concentravam firmemente o poder poltico na mo de aristocracias rurais. Da a gnese do populismo, no Brasil, estar ligada Revoluo de 1930, que derrubou a Repblica Velha oligrquica, colocando no poder Getlio Vargas, que viria a ser a figura central da poltica brasileira at seu suicdio em 1954. Os pases da Amrica Latina mantinham um certo lao de dependncia econmica com as grandes potncias capitalistas mundiais. As foras reformistas e nacionalistas e as foras de extrema esquerda se enfrentaram e disputaram o controle poltico dos pases latino-americanos. Por isso, o anseio das naes latinoamericanas pela democratizao e autonomia tem gerado presses no sentido de reformular as estruturas vigentes. E foi nesse sentido que emergiram as ditaduras militares, os governos pr-libertao, movimentos reformistas, revolucionrios e guerrilheiros que tm caracterizado o conturbado quadro poltico da Amrica da Amrica Latina durante os anos iniciais do sculo XX. Mxico Em 1917, foi promulgada a nova constituio do pas, e Carranza foi eleito presidente. As foras populares revolucionrias, que lutavam anteriormente com Emiliano Zapata e Pancho Villa por reforma agrria, continuavam insatisfeitas com o novo governo. No perodo dos anos 30, a to sonhada reforma agrria ainda no havia sido feita. Mais de 80% das terras mexicanas estavam nas mos de pouco menos de dez mexicanos. As manifestaes nacionalistas e as reivindicaes sociais estavam sendo canalizadas em torno de Lzaro Crdenas (1934-1940), um nacionalista tpico populista, que expropriou terras e companhias estrangeiras, nacionalizou o petrleo e estimulou a formao de sindicatos camponeses e operrios. As reformas de Crdenas, nesse sentido, convencionou chamar o partido do governo de Partido da Revoluo Mexicana, transformando, em 1948, no Partido Revolucionrio Institucional (PRI), que controlou o pas at 1990. CHILE Salvador Allende, que assume em 3 de novembro, tenta construir uma nova sociedade baseada no socialismo atravs da democracia, uma experincia, at ento, nica no mundo. Entre suas primeiras medidas, continua o processo de reforma agrria e inicia-se um processo de estatizao de empresas consideradas chave para a economia chilena. A partir de certos resqucios legais, baseados em um decreto-lei de 1932, se uma empresa detivesse certo mercado, sua produo poderia sofrer interveno do Estado, o que faz o governo da Unidade Popular incitar aos trabalhadores que detenham suas atividades e assim estatizar as empresas.

Essas medidas foram rechaadas pela direita, o que no sucedeu com o projeto-chave do Governo e que foi apoiado por todos os setores polticos do pas: a nacionalizao do cobre. Em 15 de QUANDO? de 1917, foi aprovado esse projeto por votao unnime nas duas Cmaras. O Estado (atravs da Codelco Chile) se tornaria proprietrio de todas as empresas extratoras de cobre sendo que estas receberiam indenizao, restando-lhes as "utilidades excessivas" que haviam tido nos ltimos anos, produto dos baixos ou nulos impostos que pagavam. Assim, Anaconda e Kennecott, uma das principais empresas mineradoras, no receberam indenizaes pelas minas de Chuquimata e El Tenente, respectivamente, o que d incio a um boicote ao governo de Allende liderado por Henry Kissinger (negando emprstimos internacionais) e apoiado por algumas empresas multinacionais como a ITT, a Ford, a Pepsicola e outras. Por outra parte, o aumento drstico dos salrios dos trabalhadores e o congelamento dos preos funciona, e alcana-se um crescimento de 8% no PNB com baixa inflao. Nesse ambiente, a Unidade Popular chega ao seu auge, com 49,73% das preferncias nas eleies municipais desse ano e com um de seus referentes, Pablo Neruda, recebendo o Prmio Nobel de literatura. Mas, a partir do segundo ano, as reformas de Allende comeam a ser paralisadas devido violncia que comea a surgir, ao boicote econmico e sabotagens orientados pela administrao Nixon (EUA) e crise mundial do petrleo, cujos efeitos, nessa poca, tornaram-se notrios . A tomada de terrenos, aproveitando os resqucios da reforma agrria, termina com alguns agricultores mortos ao tentar defender seus terrenos. A sociedade comea a se polarizar, e os enfrentamentos entre partidrios e opositores de Allende tornam-se mais freqentes, nascendo os panelaos. Com tal clima, a visita de Fidel Castro incita os membros da esquerda a iniciar uma revoluo popular com base na luta de classes, algo oposto ao que o presidente se propunha. Economicamente, a magia do primeiro ano comea a se desfazer, surgindo os primeiros sintomas do desabastecimento. O assassinato de Edmundo Prez Zujovic por um obscuro grupsculo terrorista sem vnculo com a Unidade Popular o estopim para a Democracia Crist, que decide associar-se ao Partido Nacional para se opor ao governo. Uma acusao constitucional consegue derrubar o ministro do Interior, Jos Toh; porm Allende consegue provocar a oposio ao coloc-lo como ministro da Defesa. Em 19 de fevereiro de 1972, a oposio tenta aprovar, no Congresso Pleno, uma reforma constitucional que buscava regularizar os planos estatizadores da Unio Popular, iniciativa dos senador Juan Hamilton e Renan Fuentealba. Em 21 de fevereiro, Allende anuncia formulrias observaes, atravs de vetos supressivos ou substitutivos, que finalmente chegaram por ofcio em 6 de abril. Nos partidos do governo mais ligados ultraesquerda, aumenta o desejo de radicalizar as reformas, principalmente pelo lder do Partido Socialista, Carlos Altamirano; o Movimento de Esquerda Revolucionria intensifica seus ataques, respondendo ou sendo respondido pelos atentados do movimento de ultra-direita Ptria e Liberdade, criado pelos setores golpistas para contribuir com a desestabilizao do governo Allende. No mbito econmico, o pas entra em recesso, e o crescimento cai. O PNB cai em torno de 25%, e a dvida externa se eleva a 253 milhes de dlares. O desabastecimento, fortalecido por sabotagens (ocultamento de mercadorias) e greves de transportes financiadas pela CIA, permite a configurao do mercado negro, e o governo instala as Juntas de Abastecimento e Preos (coordenadas nacionalmente pelo general Bachelet) para administrar o repasse de bens para a populao. Os meios de comunicao entram em enfrentamentos verbais segundo sua tendncia poltica. Conforme arquivos desclassificados posteriormente pelo governo estadunidense, a CIA houvera entregue apoio, mediante a contratao de publicidade, a dirios opositores, como El Mercurio e aos promotores de uma greve de caminhes durante outubro de 1972, o que acaba com o ingresso de militares aos principais ministrios do pas, forman-

01. (Fuvest 95) Os governos de Getlio Vargas (193045/195154), no Brasil, de Juan Domingo Pern (194655), na Argentina, de Victor Paz Estensoro (195256/1960-64), na Bolvia, e de Lzaro Crdenas (193440), no Mxico, foram alguns dos mais significativos exemplos do populismo latino-americano, que se caracterizou notadamente:a) pela aliana com as oligarquias rurais na luta contra os movimentos de carter socialista. b) pelo predomnio poltico do setor agrrioexportador em detrimento do setor industrial. c) pelo nacionalismo e interveno do Estado na economia, priorizando o setor industrial. d) por propostas radicais de mudanas nas estruturas socioeconmicas, em oposio ao capitalismo internacional. e) por ter concedido s multinacionais papel estratgico nos setores agrrio e industrial.

02. (Cesgranrio 90) O "peronismo", fenmeno poltico que surge na Argentina na dcada de 1940, pode ser identificado como:a) a variante argentina do fascismo europeu, tendo nas classes mdias sua principal base social; b) mais um dos regimes ditatoriais da tradio caudilhista latino-americana e identificado com as populaes rurais; c) uma tendncia demaggica e oportunista, voltada para o desenvolvimento do operariado em bases nacionalistas; d) uma forma de "populismo", apoiada nos setores mais novos do proletariado urbano e nas camadas inferiores das classes mdias; e) uma ditadura popular de novo tipo, uma vez que contava com o apoio do campesinato e dos operrios pobres.

03. (Cesgranrio 91) A eleio de Salvador Allende no Chile, em 1970, constitui-se num acontecimento especfico atpico no panorama geral da Amrica Latina. Sua poltica de governo se caracterizava por ser:a) nacionalista, com excluso dos membros da Guarda Nacional - bastio de poder no governo anterior. b) liberal, com livre importao de produtos manufaturados. c) isolacionista no contexto continental, com presses militares e econmicas por parte dos Estados Unidos. d) democrtica, com amplo respaldo popular e de grupos esquerdistas cristos. e) reformista, com privatizao dos bancos estatais e manuteno da reforma agrria iniciada anteriormente.

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01. (FGV 96) Fragmento sobre a Amrica Latina: ...o novo regime j no oligrquico, no obstante as oligarquias no tenham sido fundamentalmente afetadas em suas funes de hegemonia social e poltica aos nveis local e regional e se encontrem, de algum modo, representadas no Estado (...) Trata-se de um Estado de Compromisso que , ao mesmo tempo, um Estado de Massas, expresso da prolongada crise agrria, da dependncia social dos grupos de classe mdia, da dependncia social e econmica da burguesia industrial e da crescente presso popular. O fragmento trata do surgimento, na regio, dos regimes:a) Populistas. b) Comunistas. c) Neoliberais. d) Autonomistas. e) Socialistas.

02. (UFMG 95) Todas as alternativas contm elementos relacionados situao da Amrica Latina no sculo XIX, EXCETO:a) Afirmao do populismo. b) Dependncia econmica. c) Desorganizao econmica. d) Fragmentao poltica. e) Presena do caudilhismo.

03. (UFRS 96) O primeiro projeto de implantao global do neoliberalismo na Amrica Latina teve incioa) na Venezuela, aps o "impeachment" do Presidente Carlos Andrs Peres. b) no Chile, a partir da ditadura de Pinochet. c) no Brasil, com a formulao do Plano Trienal do Governo Joo Goulart. d) em Cuba, com a ascenso ao poder de Fidel Castro. e) no Peru, aps o golpe de Estado que concentrou poderes nas mos de Fujimori.

04. (Unesp 96) Um conjunto de normas mais ou menos semelhantes se imps na Argentina aps 1976, no Uruguai e no Chile, depois de 1973, na Bolvia, quase ininterruptamente, no Peru, de 1968 at 1979, no Equador, de 1971 a 1978".(Clvis Rossi)

Assinale a alternativa que melhor expressa o conjunto de normas de exceo que marcaram a trajetria poltico-institucional dos pases latino-americanos, indicados no texto.a) Dissoluo de partidos e sindicatos, com o objetivo de estabelecer uma nova ordem democrtica e popular. b) Domnio poltico das organizaes guerrilheiras. c) Extino dos partidos polticos, interveno nos sindicatos e suspenso das eleies diretas. d) Poltica externa alinhada automaticamente Unio das Repblicas Socialistas Soviticas e ao bloco do Leste. e) Formao de uma frente parlamentar, para reviso constitucional.

do-se um gabinete "cvico-militar", em que o general Carlos Prats, comandante e chefe do exrcito, assume como ministro do Interior. Em 1973, as eleies parlamentares do Unidade Popular 43% dos votos e Confederao pela Democracia (CODE), 55%. Allende no consegue a maioria para aprovar suas reformas nem a Confederao pela Democracia consegue os dois teros do Congresso para poder destituir o Presidente. Ainda que Allendre tratasse de conseguir um entendimento com Patrcio Aylwin, presidente da Democracia Crist, o Partido Socialista mostra-se completamente intransigente, e os acordos no progridem. A violncia aumenta, especialmente entre os estudantes, devido ao projeto da Escola Nacional Unificada. A FEUC demonstra seu repdio, e a Federao de Estudantes Secundrios (FESES) se divide. O projeto parado graas interveno do Cardeal Ral Silva Henrquez, que surge como mediador da crise. Os opositores de Allende comeam a ver as Foras Armadas como a nica salvao para a crise que vive o pas. Porm as idias de Ren Cheneider (enquanto houver regime legal, as Foras Armadas no so uma alternativa de poder) e as do general Carlos Prats (enquanto subexistir o Estado de Direito, a fora pblica deve respeitar a Constituio) estavam contra um pronunciamento militar para deter grande parte das tropas que se levantaram. Ainda que o Partido Comunista, respaldando ao presidente Allende, insistisse em manter a paz e evitar a guerra civil, Altamirano afirma que o golpe no se combate com dilogos; faz-se com a fora do povo. As observaes de Allende reforma Hamilton-Fuenzalida foram rechaadas, em parte, pelas cmaras, sem votar se insistiriam ou no no texto antes aprovado, gerando-se uma controvrsia entre o Presidente e o Congresso, quanto tramitao do projeto de reforma. Allende planteou a questo ao Tribunal Constitucional, que finalmente se declarou incompetente, acolhendo a exceo formulada pela Cmara dos Depurtados e o Senado. Diante dessa situao e vencido o prazo para recorrer a um plebiscito que elucidaria a questo, Allende dita um decreto promulgatrio da reforma, contendo apenas os pontos no vetados. Esse decreto no aceito pela Controladoria Geral da Repblica, e a oposio considera tal fato como absolutamente ilegtimo. Em 22 de agosto, a cmara aprova o "Acordo da Cmara de Deputados sobre o grave quebramento da ordem constitucional e legal da Repblica", causada pela negativa do exrcito em promulgar integralmente a reforma constitucional das trs reas da economia, aprovada pelo Congresso. Em 27 de junho, Carlos Prats insultado nas ruas e, temeroso de um ataque como o de Schneider, dispara contra o agressor, atingindo uma mulher inocente. Prats apresenta sua renncia, que rechaada por Allende. No dia 29, Prats teve que enfrentar um dos momentos mais tensos, quando o coronel Roberto Souper levanta o Regimento Blindado n. 2 e se dirige ao Palcio de La Moneda. Pratz, dirigindo as guarnies de Santiago, consegue deter essa tentativa de golpe conhecida como Tanquezao, enquanto os instigadores se refugiam e pedem asilo na embaixada do Equador, deixando um saldo de vinte mortos, principalmente civis. Allende reconhece a crise em seu governo e decide convocar um plebiscito para evitar um golpe de estado. As faces mais radicais do governo da Unidade Popular repudiam a sua deciso. O MIR deixa de o chamar de "companheiro" e o chama de "senhor"; Allende apenas conta com o apoio do Movimento de Ao Popular Unitria, do Partido Radical e do Partido Comunista, que compartilham a "via pacfica". Diante dessa situao, Allende convocou seu ministro da Defesa, Orlando Letelier, para que convena ao Partido Socialista, o que consegue na noite de 10 de dezembro de 1973. ARGENTINA No comeo do sculo 20, a Argentina era o pas que mais reproduzia os valores europeus. Aps os vinte trs anos de represso da ditadura de Juan Manuel Rosas, o pas se transformara em um Estado Liberal. O poder estava concentrado,

principalmente, na mo dos senhores de estncias e membros dos setores comerciais e financeiros (ligados ao mercado internacional). A maioria da populao mestia de ndios e brancos (os gachos) era marginalizada e sem acesso poltica nacional. O desejo de formar uma nao de brancos, tipicamente europia, o que estimula a imigrao no pas, sendo que grande parte desse contingente era formado por italianos. A indstria de bens de consumo se desenvolve na dcada de 1910 com o auxlio do capital interno e norte-americano. A exemplo de outros pases da Amrica Latina, a ecloso da Primeira Guerra Mundial possibilitou um grande surto industrial na Argentina e, com isso, o crescimento do operariado urbano. O Partido Nacional, que, at ento, controlava todo o cenrio poltico do pas, passava por sucessivas crises. Nesse contexto, criada a Unio Cvica Radical, partido composto pelos setores sociais at ento marginalizados: os setores mdios e urbanos e o operariado. Juan Domingo Pern surgiu, pela primeira vez, na poltica Argentina com o fim da Concordncia em 1937, como Secretrio do Trabalho e Presidncia do ento eleito Roberto Ortiz. Pern realiza medidas que atraram o operariado tutela do Estado, como a criao de novos sindicatos, melhores condies de trabalho, aumento dos salrios e uma nova legislao trabalhista e previdenciria. Nas eleies de 1946, Pern eleito com a maioria dos votos (52%). At 1951, o peronismo passa a ser o elemento fundamental da poltica Argentina: o Estado passa a intervir na economia e a nacionalizar ferrovias, comunicao, gs e transportes urbanos. O peronismo tem como principais caractersticas a poltica de culto personalidade, paternalismo e de autoritarismo. A partir de 1951 o cenrio da economia Argentina modifica-se: a prosperidade d lugar crise. Com o aumento da concorrncia internacional, do capital norte-americano, impossibilitou-se o crescimento interno e o baixo investimento em industrializao; o desemprego e a inflao se alastram pelo pas. Nesse contexto, o governo perde o apoio da Igreja e enfraquece os laos com as foras armadas. Em setembro de 1955, um golpe militar afasta Pern da presidncia, o qual passa a viver no exlio. O peronismo foi um fenmeno tpico do que se chama de populismo latino-americano, na definio do cientista poltico argentino Torcuatto di Tella, uma aliana de parte da elite, incluindo industriais e militares nacionalistas e trabalhadores, para enfrentar outro segmento da elite, o mais conservador. Antes de se casar com Pern, Evita era uma simples cantora e atriz de radioteatro. Eles se formaram em um casal diferente de todo o cenrio poltico latino-americano. Famosa por sua elegncia e carisma, Evita era considerada por muitos a me dos pobres, a protetora dos descamisados (trabalhadores rurais), a chefe espiritual da nao. Como Secretria do Trabalho, a primeira dama realiza medidas que vo de acordo com o regime populista, procurando agradar o proletariado.Para mim, os trabalhadores so por isso, antes de mais nada descamisados. Todos estiveram na Praa de Maio, naquela noite memorvel. Muitos, materialmente, todos de esprito.(...) E no esquecerei jamais o que devo a cada descamisado, em particular a vida de Pern. (PERON, Eva). As principais mudanas sociais no pas ocorreram graas atuao de Evita: o maior investimento em segurana social, reformas, cuidados mdicos estatais, penses e, sobretudo, o voto para as mulheres. Deve-se, tambm a ela, a expulso de multinacionais do pas e as nacionalizaes. Aos 33 anos, Evita morre vtima de um cncer. De amada a odiada, a ex-primeira dama transformouse em um mito no imaginrio poltico do pas. Pern volta do exlio Argentina em 1973, com o fim do governo militar. Ele reeleito presidente com 60% dos votos, tendo como vice a sua terceira mulher Isabelita.

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BiologiaProfessor GUALTER Beltro Aula 158

Reproduo e ciclo de vida das brifilas Reproduo assexuada Muitas brifilas reproduzem-se assexuadamente por fragmentao, processo em que pedaos de um indivduo ou de uma colnia geram novos gametfitos. Por exemplo, gametfitos de hepticas e de antceros crescem por expanso das bordas de seu corpo taloso, que eventualmente pode partir-se, originando novos indivduos. Hepticas do gnero Marchantia produzem estruturas especializadas para a reproduo assexuada, denominadas propgulos, que se formam no interior de conceptculos, estruturas em forma de taa, na face superior do talo. Os propgulos desprendem-se da planta-me e so transportados por respingos de gua, desenvolvendo-se e originando assexuadamente novos indivduos. Reproduo sexuada A maioria das brifitas diica (do grego, di, duas, e oikos, casa), ou unissexual: h plantas com estruturas reprodutoras masculinas (anterdios) e plantas com estruturas reprodutoras femininas (arquegnios). Algumas espcies so monicas (do monos, uma, e oikos, casa), ou bissexuais, isto , a mesma planta tem estruturas reprodutoras masculinas e estruturas reprodutoras femininas. A estrutura reprodutora masculina, o anterdio (do grego anthos, flor, desenvolve-se a partir de um grupo de clulas que se dividem intensamente, produzindo uma estrutura em forma de saco, com uma camada externa de clulas estreis (no originam gametas) que contm um conjunto de clulas frteis; estas originaro os gametas masculinos, chamados de anterozides (do grego, anthos, flor, e zide, clula sexual masculina). Os anterozides das brifitas so dotados de dois flagelos, cujo batimento lhes permite nadar e atingir os gametas femininos, fecundando-os. Essas plantas dependem, portanto, de gua em estado lquido para reproduzir-se sexualmente. A estrutura reprodutiva feminina, o arquegnio (do grego, archeos, primeiro, e gons, rgos genital), um conjunto de clulas que se diferencia em uma estrutura em forma de vaso, de pescoo fino e longo. Ao atingir a oosfera, o anterozide funde-se a ela pelo processo de fecundao, originando um zigoto diplide. Este se divide por mitoses sucessivas, originando um aglomerado macio de clulas diplides, o embrio. O embrio recebe substncias nutritivas (acares, aminocidos etc.) da planta-me, processo conhecido como matrotrofia (do grego matros, materno, e trophos, alimentao). Durante o desenvolvimento do embrio, o arquegnio cresce e passa a ser chamado de caliptra (do grego, kalyptra, cobertura para a cabea). Aps algum tempo, o jovem esporfito emerge do arquegnio, mas sua base continua no interior do rgo reprodutor feminino, recebendo alimento atravs da placenta. Na maioria das brifilas, o esporfito maduro formado por trs partes: o p, a poro mergulhada no arquegnio; a seta ou pednculo, a haste fina e longa que emerge da caliptra; a cpsula, que contm o esporngio (do grego, spora, semente, e angeion, vaso), fica localizada na extremidade livre do pednculo. Os bilogos consideram o aparecimento da placenta e da matrotrofia novidades importantes no processo da evoluo biolgica, que conferiram grande vantagem para a sobrevivncia dos ancestrais das plantas. Ao abrigar e nutrir o esporfito diplide no incio do desenvolvimento, o gametfito aumenta a chance de que ele sobreviva. A diversidade gentica decorrente da meiose confere maior chance de adaptao prole. Garantir o

Biologia VegetalCiclos reprodutivos, brifitas e pteridfitas Caractersticas gerais das plantas O Reino Plantae O Reino Plantae rene organismos popularmente conhecidos por plantas ou vegetais. Entre as plantas mais conhecidas, podemos citar os musgos, samambaias, rvores de diversos tipos, capins, arbustos etc. As plantas so seres pluricelulares, auttrofos (fotossntese) e eucariontes (ncleo organizado). Alternncia de geraes haplides e diplides Uma caracterstica comum a todas as plantas a alternncia de geraes haplides e diplides, que tambm ocorre em certas espcies de alga. Os indivduos haplides, chamados de gametfitos (do grego, gamein, casar, e phytos, planta), formam gametas que se unem pela fecundao, originando zigotos diplides. O zigoto desenvolve-se, originando-se um indivduo diplide, chamado de esporfito (do grego, spora, semente, e phytos, planta). Ao atingir fase adulta, clulas do esporfito dividem-se por meiose, originando clulas haplides denominadas esporos (do grego, espora, semente). Cada esporo d origem a um gametfito haplide, fechando o ciclo.

01. (Fatec 2000) Analise a descrio abaixo: Grupo de plantas de pequeno porte, encontradas em locais midos e sombreados, que crescem no solo ou sobre os troncos das rvores. H poucas espcies dulccolas e nenhuma marinha. Este grupo de plantas apresenta rizides e no possui vasos condutores. Aps a anlise do texto, assinale a alternativa que apresenta o nome do grupo das plantas com as caractersticas apresentadas.a) Brifitas. e) Pteridfitas. b) Angiospermas. c) Gimnospermas. d) Dicotiledneas.

02. Em brifitas como os musgos e nas hepticas, a fase verde e duradoura o(a)a) esporfito; c) arquegnio; b) gametfito; d) anterdio; e) caliptra.

03. Ao falarmos em gametfitos, estamo-nos referindo a:a) uma bela samambaia de metro; b) uma plantinha de musgo; c) um cogumelo comestvel; d) um grupo de liquens que cobrem rvores; e) uma alga microscpica.

04. Nos musgos, originar:a) anterozides; d) vulos;

uma

diviso

meitica

Plantas avasculares: brifitas No sistema de classificao que adotamos, as plantas avasculares, conhecidas popularmente como brifitas, so distribudas em trs filos: Bryophyta (musgos), Hepatophyta (hepticas) e Anthocerophyta (antceros). importante ressaltar que algumas espcies de musgos apresentam tecidos condutores de seiva, apesar de diferentes dos das plantas vasculares. Tabela 1 Nmero de espcies de brifitas no Brasil e no mundo

b) esporos; c) oosferas; e) zigotos.

05. No ciclo vital das brifitas como os musgos e as hepticas, so consideradas as seguintes etapas: I. produo de esporos; II. fecundao; III. produo de gametas; IV. esporfito; V. protonema. A seqncia correta em que essas etapas ocorrem a) II, V, IV, I e III. c) III, II, IV, I e V. e) III, IV, I, II e V. b) II, III, I, IV e V. d) V, III, IV, I e II.

Fonte: Shepherd, 2003

Caractersticas gerais das brifitas Avasculares Pequeno porte Vivem em ambientes muito midos Apresentam Rizide, Caulide e Filide Absorvem nutrientes por difuso Fase duradoura Gametfito (n) Fase transitria Esporfito (2n) Ciclo reprodutivo Haplodiplobionte Alternncia de gerao

06. (Puc-rio) O porte geralmente reduzido das algas e das brifitas pode ser atribudo:a) falta de um sistema condutor verdadeiro; b) reproduo sexuada de seus gametas; c) ao fato de o esporfito no realizar a respirao; d) predominncia do ambiente aqutico onde vivem; e) presena de estmatos nos talos.

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desenvolvimento do esporfito diplide, que produz esporos variados do ponto de vista gentico, parece ter sido um passo importante para o sucesso evolutivo das plantas. Ciclo de vida de um musgo Diversos musgos tm sexos separados. Um gnero conhecido Polytrichum, comum em barrancos e rochas, e cujos gametfitos tm cerca de 5 cm de altura. Ao atingir a maturidade, os gametfitos formam uma taa folhosa no pice, no qual se diferenciam as estruturas reprodutivas: anterdios nas plantas masculinas e arquegnios nas plantas femininas.

terra firme tambm causadora de problemas ambientais Pteridium aquilinum, uma espcie cosmopolita (isto , vive em diversas partes do mundo), que ocupa agressivamente terrenos desmatados, principalmente aps queimadas, sendo uma planta invasora das mais difceis de erradicar. Caractersticas gerais das pteridfitas Vasculares. Vivem em ambientes midos. Apresentam raiz, caule e folhas. Apresentam tecidos condutores (Xilema e Floema). Fase duradoura Esporfito (2n). Fase transitria Gametfito (n). Ciclo reprodutivo Haplodiplobionte. Alternncia de gerao. As pteridfitas caracterizam-se por no formar sementes e pela presena de dois tipos de tecido condutor bem diferenciados: o xilema (do grego xylon, madeira), que transporta gua e sais minerais das razes at as folhas, e o floema (do grego phloos, casca), que transporta uma solu-

01. (Fuvest 90) Qual o produto meitico no ciclo de vida de uma samambaia?a) Anterozides. b) Oosferas. c) Anterozides e oosferas. d) Esporos. e) Zigotos.

02. (Fuvest) Em que fase do ciclo de vida das pteridfitas h maior quantidade de DNA por ncleo celular?a) gametfitos. c) gametas. e) esporfitos. b) gametngios. d) esporos.

03. Considere as seguintes caractersticas: I. ntida alternncia de geraes; II. presena de tecidos de conduo; III. ocorrncia de meiose esprica. Um musgo (brifita) e uma samambaia (pteridfita) apresentam em comum:a) I e II. d) I, II e III. b) II e III. c) I e III. e) Nenhum dos itens.Fonte: Amabis & Martho, 2004. Figura 2 Ciclo de vida de uma espcie de musgo do gnero Polytrichum

o de acares e outros compostos orgnicos das folhas, onde produzida, para as demais partes da planta. A soluo de gua e sais transportada pelo xilema constitui a seiva bruta; a soluo de substncias orgnicas transportada pelo floema constitui a seiva elaborada. Organizao corporal das pteridfitas

04. Vegetais terrestres de mdio porte, vasculares, que no produzem flores ou sementes e vivem na dependncia de sombra e umidade podem sera) grama; d) samambaias; b) musgos; c) hepticas; e) cianofceas.

O esporfito maduro apresenta, em sua extremidade livre, uma cpsula contendo o esporngio, no interior do qual as clulas se dividem por meiose, produzindo esporos haplides. Estes se libertam do esporngio e so carregados pelo vento, espalhando-se pelo ambiente. Em condies adequadas, cada esporo germina e origina um novo gametfito. Este, ao atingir a maturidade, formar anterdios ou arquegnios, fechando o ciclo. Plantas vasculares sem sementes: pteridfitas De acordo com o sistema de classificao que utilizamos, as plantas vasculares sem sementes esto distribudas em quatro filos: Psilotophyta, Sphenophyta (cavalinha), Lycophyta (licopdios e selaginelas) e Pterophyta (samambaias e avencas).

05. As samambaias que enfeitam nossas casas so:a) b) c) d) e) gametfitos de brifitas; gametfitos de pteridfitas; esporfitos de brifitas; esporfitos de pteridfitas; esporfitos de gimnospermas.

06. (UECE) O aparecimento dos tecidos condutores foi um marco evolutivo que permitiu s plantas se expandirem e conquistarem a terra. O primeiro grupo a apresentar essas estruturas anatmicas constitudo pelas:a) algas; b) brifitas; c) gimnospermas; d) pteridfitas. Nmero de espcies de pteridfitas no Brasil e no mundo

A fase mais desenvolvida e predominante do ciclo de vida das plantas vasculares representada pelo esporfito diplide. O gametfito de pteridfitas pouco desenvolvido, nutrindo o esporfito apenas nas fases iniciais do desenvolvimento deste. Esporfitos de pteridfitas costumam apresentar trs partes, raiz, caule e folhas, embora essa organizao nem sempre seja facilmente perceptvel.Fonte: George J. Shepherd, 2003.

07. (Unesp) Filicnea uma classe de vegetais que contm cerca de 10.000 espcies descritas entre samambaias e avencas. No ciclo de vida das filicneas isosporadas, ocorre reduo no nmero de cromossomos durante:a) b) c) d) e) a formao dos gametas; a formao dos esporos; o desenvolvimento do protalo; o desenvolvimento do esporfito; o desenvolvimento do arquegnio. A maioria das pteridfitas atuais tem pequeno porte, apesar de existirem espcies arborescentes com 4m ou mais de altura. Os representantes mais conhecidos do grupo so as samambaias e as avenas, muito utilizadas como plantas ornamentais. Diversas pteridfitas so epfitas, isto , vivem sobre outras plantas sem parasit-las. H poucas espcies de gua doce, como a Salvinia molesta, provavelmente originria do Brasil e que tem infestado enormes reas de lagos e rios na frica, onde foi introduzida. Uma pteridfita de

08. (Mackenzie) Uma pteridfita pode ser distinguida de uma gimnosperma pela ausncia, na primeira, e presena, na segunda, de:a) tecido condutor; d) fruto; b) flor; c) folha; e) gametas.

Ciclo de vida de uma samambaia, uma pteridfita isosporada.

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MatemticaProfessor CLCIO Freire Aula 159

1 Os arcos de 4200 e 3480 so cngruos 2 Os arcos de 420 e 300 so cngruos. 3 O arco de 10.002 pertence ao segundo quadrante. 4 O arco de 200 pertence ao segundo quadrante. Gabarito: 1 V; 2 V; 3 F; 4 V Funo Seno f(x) = sen x y= senx Domnio = x x um arco Imagem = y sen x {y IR/1 y 1} | 1 senx 1 A funo mpar: sen(x) = senx Crescente no 1 e 4 quadrante Decrescente no 2 e 3 quadrante. Sinais da funo: 1Q: seno positivo 2Q: seno positivo 3Q: seno negativo 4Q: seno negativo Reduo ao primeiro quadrante 01. Qual o valor mximo da funo y =10+5 cos 20x? Soluo: O valor mximo da funo ocorre quando o fator cos20x mximo, isto , quando cos 20x=1. Logo o valor mximo da funo ser y=10+5.1= 15. 02. Qual o valor mnimo da funo y = 3 + 5 sen 2x? Soluo: O valor mnimo da funo ocorre quando o fator sen2x mnimo, isto , quando sen2x=1. Logo o valor mnimo da funo ser y=3+5(1) =2 . 03. Qual o valor mximo da funo 10 y= ? 6 2cos 20x Soluo: A funo ter valor mximo, quando o denominador tiver valor mnimo. Para que o denominador seja mnimo, deveremos ter cos 20x = 1/y = 10/(6 2.1) = 10/4 = 5/2. Portanto o valor mximo da funo 5/2. 04. Para que valores de m a equao sen 30x = m 1 tem soluo? Soluo: Ora, o seno de qualquer arco sempre um nmero real pertencente ao intervalo fechado [1,1]. Logo deveremos ter: 1 m1 1 \ 0 m 2. 05. Seja a equao elementar sen x = 0,5. Soluo: Como 0,5 = sen 30 = sen /6, vem, utilizando o resultado geral obtido acima: sen x = sen p/6, de onde se conclui: x = (2k + 1). /6 ou x = 2k + /6, com k inteiro, que representa a soluo genrica da equao dada. Fazendo k variar no conjunto dos nmeros inteiros, obteremos as solues particulares da equao. Assim, por exemplo, fazendo k = 0, obteremos por mera substituio na soluo genrica encontrada acima, x = /6 ou x = /6; fazendo k = 1, obteremos x = 17/6 ou x = 13/6, e assim sucessivamente. Observe que a equao dada possui um nmero infinito de solues em R conjunto dos nmeros reais. Poderemos escrever o conjunto soluo da equao dada na forma geral: S = {x| xR; x=(2k + 1) /6 ou x = 2k+ /6, kZ} Poderemos tambm listar os elementos do conjunto soluo: S = { ..., /6, /6, 17/6, 13/6, ... } 06. Resolver a equao 3.senx .cosx = 0 Soluo: Teremos: 3.senx = .cosx Dividindo ambos os membros por cosx 0, fica: 3.senx/cosx = .cosx/cosx = . 3.tgx = tgx = = tg30 = tg(/6) Vamos, ento, resolver a equao elementar tgx = tg(/6) Do exposto no item 1.3 acima, vem imediatamente que: x = k + /6. Domnio: R

Funes trigonomtricasChama-se Crculo Trigonomtrico ao crculo orientado de raio unitrio, cujo centro a origem do sistema de coordenadas cartesianas, conforme figura a seguir.

O crculo trigonomtrico orientado positivamente no sentido ABABA. O sentido ABABA considerado negativo. Assim, o arco AB (ngulo reto) mede 90, e o arco AB mede 90 . O arco ABA (ngulo raso) mede 180 (ou radianos) e o arco ABA mede (180) . O arco de uma volta completa (ABABA) mede 360; O arco ABABA mede (360), ou seja, um arco negativo. J sabemos que 360 = 2 radianos. Podemos na Trigonometria, considerar arcos de mais de uma volta. Sabendo que uma volta equivale a 360, podemos facilmente reduzir qualquer arco primeira volta. Por exemplo, o arco de 12350, para reduzi-lo primeira volta, basta dividi-lo por 360 (para eliminar as voltas completas) e considerar o resto da diviso. Assim que 12350 dividido por 360 resulta no quociente 34 e no resto 110. Este valor 110 ento trigonometricamente equivalente ao arco de 12350 e denominado sua menor determinao positiva . Dois arcos trigonomtricos so ditos cngruos, quando a diferena entre eles um nmero mltiplo de 360 . Assim que, sendo x e y dois arcos trigonomtricos, eles sero cngruos se, e somente, x y = k . 360 , onde k um nmero inteiro. Portanto, para descobrir se dois arcos so cngruos, basta verificar se a diferena entre eles um mltiplo de 360.(ou 2 radianos, pois 2 rad = 360). Os arcos 2780 e 1700, por exemplo so cngruos , pois 27801700=1080 e 1080 divisvel por 360 (1080/360=3 , com resto nulo). Percebeu? Exerccio resolvido: Quantos so os valores de m compreendidos entre 30 e 40 que tornam cngruos os arcos de (4m+10).180 e (3m2).180? Soluo: Pela definio de arcos cngruos dada acima, deveremos ter: (4m+10).180(3m2).180=k.360, onde k um nmero inteiro. 720m+1800 [540m360]= k .360 720m+1800540m+360 = k .360 180m+2160= k .360 180m= k .3602160 m = 2k12 Mas, pelo enunciado, temos 30