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Construção do Congresso Nacional, em Brasília, principal obra de Juscelino Kubistchek Centro de Artes Chaminé, ant iga estação de tratamento de esgoto da capital História – República Populista (1946–1964) pg. 02 História – A Idade Moderna pg. 04 Geografia – Comércio e investimento no Mercosul pg. 06 Geografia – As coordenadas geográficas pg. 08 Literatura – Romantismo III – Prosa 1 pg. 10

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo12 Hist Geo

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Text of Apostila Aprovar Ano04 Fascículo12 Hist Geo

Histria Repblica Populista (19461964) Histria A Idade Moderna

pg. 02 pg. 04

Centro de Artes Chamin, de tratamento de esgoto da antiga estao capital

Geografia Comrcio e investimento no Mercosul

pg. 06

Geografia As coordenadas geogrficas

pg. 08 pg. 10

Literatura Romantismo III Prosa 1

al, em Nacion ino sso uscel Congre o do al obra de J tru ncip Cons , pri a Brasli hek Kubistc

UEA recebe novos alunos ingressos pelo SaesA Universidade do Estado do Amazonas recebe, neste primeiro semestre, mais 241 novos alunos, que ingressaram na UEA via Saes, Sistema de Avaliao para Acesso ao Ensino Superior. Trata-se de uma outra forma de ingresso na UEA que, ao contrrio do vestibular destinado a alunos finalistas comea no 1. ano do Ensino Mdio. Pelo critrio de seleo, o candidato submetido ao final do 1., 2. e 3. anos a provas de acompanhamento. No fim deste ltimo ano, conforme pontuao obtida, o aluno classificado para o curso pretendido. Se voc estiver interessado, prepare-se para enfrentar uma concorrncia acirrada. Em 2006, por exemplo, o curso de Processamento de Dados na capital registrou a maior taxa de concorrncia entre os candidatos da Terceira Srie. Segundo a Comisso Permanente de Concursos (Copec), foram 207 candidatos para 18 vagas, uma taxa de 11,50 alunos por vaga. J o curso de Engenharia recebeu o maior nmero de inscries, 609 para a capital e 246 para o interior, porm a taxa de concorrncia foi a segunda maior: 4,95 na capital e 4,73 no interior. Todos os anos, a UEA abre inscries para a primeira etapa do concurso e renovaes de inscries para a segunda e a terceira etapa. Anualmente, so destinados 50% do total de vagas dos cursos oferecidos pela Escola Superior de Tecnologia da UEA para o SAES, das quais 35% so reservados a candidatos residentes em Manaus e 15% a candidatos residentes nos municpios do interior. No ltimo ano, foram disponibilizadas vagas para alunos finalistas do Ensino Mdio nos cursos de Engenharia, Tecnologia em Processamento de Dados, Tecnologia em Manuteno Mecnica e Tecnologia em Eletrnica. Provas As provas de acompanhamento I, II e III foram realizadas em dezembro, com 60 questes de mltipla escolha de oito disciplinas (Biologia, Fsica, Geografia, Histria, Lngua Estrangeira, Lngua Portuguesa, Matemtica e Qumica). De acordo com a Comisso Permanente de Concursos (Copec), responsvel pela realizao do concurso, as notas das provas da 1.a e 2.a sries sero divulgadas at maro de 2007. Vale lembrar que a participao na terceira etapa do Saes no inviabiliza a inscrio no vestibular. Ao contrrio: a preparao para as provas do Saes desde o 1. ano capacita ainda mais o candidato para o vestibular. Basta ficar ligado nos prazos de inscrio. Mais informaes na Escola Superior de Tecnologia da UEA, (92) 3236-5573, ou na Comisso Permanente de Concursos (Copec), (92) 3633-4126.

HistriaProfessor DILTON Lima

Repblica Populista (19461964)1. POPULISMO Fenmeno poltico que marcou vrios pases latino-americanos no ps-Segunda Guerra Mundial. Est ligado ao controle das massas trabalhadoras, buscando acalento s aspiraes sociais. 2. PRINCIPAIS PARTIDOS Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) Partido Social Democrata (PSD) Unio Democrtica Nacional (UDN) 3. SUCESSO PRESIDENCIAL DE 1945 Apoiado por Getlio Vargas, o candidato da coligao PTB-PSD, o general Eurico Gaspar Dutra, derrotou os outros candidatos: o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e Yedo Fiza (PCB). Gaspar Dutra foi eleito com cerca de 55% dos votos. 4. CONSTITUIO DE 1946 Redemocratizadora Manteve a Repblica e o presidencialismo. Estabelecia 5 anos de mandato para o presidente da Repblica e seu vice. Conservava a autonomia e a independncia dos Poderes. Instituiu o voto direto e secreto para ambos os sexos maiores de 18 anos, exceto os analfabetos, soldados e cabos. Deu autonomia poltica e administrativa aos estados e municpios. Garantia a liberdade de pensamento e de opinio. Assegurava o direito de greve e livre associao sindical. 5. GOVERNOS POPULISTAS Eurico Gaspar Dutra (19461951) Foi eleito pela coligao PTB-PSD. Coincidiu com o incio de uma guerra ideolgica denominada Guerra Fria, envolvendo de um lado os Estados Unidos (defensor do Capitalismo) contra a Unio Sovitica (defensora do Socialismo). No Brasil, a Guerra Fria, assinala os seguintes acontecimentos: Apoio do governo brasileiro ao governo norte-americano. Cassao de relaes diplomticas com pases socialistas. Extino do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1947. Cassao de mandatos dos deputados que pertenciam ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Gastos do Tesouro Nacional na compra de importados suprfluos ou sem nenhuma necessidade para o Pas. Cerca de 800 milhes de dlares deixados por Getlio Vargas eram torrados pelo governo Dutra. Elaborao do Plano SALTE. Realizar investimentos na rea da sade, alimentao, transporte e energia. Getlio Vargas (19511954) Eleio Foi eleito pela coligao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) / PSP (Partido Social Progressista). Vargas mais uma vez derrotava seus opositores polticos com facilidade.

Nacionalismo econmico O presidente Vargas iria permitir o capital estrangeiro no Brasil, mas no admitia a desnacionalizao da economia. BNDE Criao do Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico em 1952. Era o programa de investimentos do governo. Campanha O Petrleo Nosso Slogan defendido pelo governo que no admitia empresas estrangeiras explorando o petrleo brasileiro. O resultado foi favorvel aos nacionalistas. Estava criada a Petrobras, empresa estatal responsvel pela extrao e pelo refino do petrleo brasileiro. Petrobras Depois de muito atrito entre o governo e as foras conservadoras apoiadas pelo capital estrangeiro, a empresa foi criada com capital misto, mas o Estado possua a maioria das aes, sendo scio majoritrio. Projeto de remessa de lucros Visava proibir as excessivas remessas de lucros das empresas estrangeiras instaladas aqui no Brasil para sua matriz no exterior. Este projeto foi vetado pelo Congresso Nacional, pois a presso dos grupos internacionais foi forte. Poltica trabalhista Vargas autoriza um aumento de 100% no salrio mnimo. Era a proposta do ministro do Trabalho Joo Goulart, que, futuramente (1961), ocuparia o cargo de vice-presidente. Aumentar o salrio mnimo causou uma enorme revolta entre os empresrios: eles se posicionaram contrrios a essa medida do governo. Crime da Rua Toneleros No dia 5 de agosto de 1954, houve a tentativa de assassinato ao poltico e jornalista Carlos Lacerda, que culminou com a morte do major da Aeronutica Rubens Florentino Vaz. A Aeronutica instala inqurito, e o resultado no agradou ao governo. A Aeronutica pressiona, exigindo a renncia de Getlio Vargas. O Presidente responde que no deixa o governo: Se vm para me depor, encontraro meu cadver. Suicdio de Vargas No dia 24 de agosto de 1954, Getlio desfechou um tiro no corao. Cumpria a promessa de s deixar o palcio morto. Morria um dos mais controvertidos personagens da Histria do Brasil. Deixou uma carta-testamento acusando as foras conservadoras (a UDN e o capital estrangeiro) de serem os grandes responsveis por essa atitude. As aves de rapina (assim Getlio se referia aos sanguessugas que s pensavam em fazer o jogo do capital estrangeiro). ...Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na Histria. Sucesso presidencial Aps a morte de Getlio Vargas, quem assumiu o governo foi o vice-presidente Caf Filho. Juscelino Kubitscheck (19561961) Eleio Foi eleito pela coligao PSD-PTB. Joo Goulart, que fora ministro do Trabalho no governo Getlio Vargas e grande lder populista, apresentava-se pelo PTB para ser o vice-presidente. Nacional desenvolvimentista Seus 5 anos de governo aliceravam-se no nacional desenvolvimentista, embora nunca tenha ocorrido tal desenvolvimento, pois apesar do grande crescimento, no houve melhorias na qualidade de vida da populao brasileira. Crescimento econmico No qinqnio JK, houve grande crescimento econmico. Para alcan-lo, foi permitida uma enorme entrada de capital estrangeiro a fim de continuar a alavanca, que Getlio Vargas iniciou nos anos de 1930, do desenvolvimento industrial brasileiro. O crescimento industrial ocorreu na produo de bens durveis e de consumo.

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Plano de metas A meta era crescer 50 anos em 5. Para realizar tal crescimento econmico, o governo executou seu programa de governo, conhecido como Plano de Metas consistia em implementar medidas em 5 setores: transporte, energia, indstria, alimentao e educao. Alianas com os setores das Foras Armadas As Foras Armadas passaram a ocupar lugar de destaque nas decises do Estado. Comprou-se para a Marinha um porta-avies que pertencia Inglaterra. Confrontos O governo debelou as revoltas de Jacareacanga e Aragaras no Par. O jeito mineiro de governar evitava confrontos diretos com os grupos de direita. Concedeu anistia aos envolvidos nos confrontos com o governo. Construo de Braslia Inaugurada no dia 21 de abril de 1960, a terceira capital do Brasil foi obra do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lcio Costa. Os trabalhadores responsveis pela construo de Braslia eram majoritariamente nordestinos, chamados de candangos. Depois da cidade inaugurada, esses trabalhadores ficaram em zonas perifricas, vivendo em condies miserveis. Grupos de trabalho: Grupo Executivo da Indstria Automobilstica (GEIA). Grupo Executivo da Indstria de Construo Naval (GEICON). Criao da Superintendncia do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) Tinha por meta tratar dos problemas da Regio Nordeste para solucion-los. Na prtica, os resultados no foram satisfatrios. Jnio Quadros (1961) Corpo Estranho Eleio Foi eleito pelo Partido Democrata Cristo (PDC), sem nenhuma expresso poltica nacional. Jnio recebeu apoio da UDN, que via nele o caminho para chegar ao poder. A vitria de Jnio Quadros significava a vitria de um candidato fora do esquema dominante. Tinha como smbolo uma vassoura: pretendia varrer toda a corrupo do Pas. Derrota do PTB-PSD Jnio Quadros derrotara o canditado Henrique Lott, pela coligao PTB-PSD, nas eleies de 1960. Pela primeira vez, desde 1946, esta coligao perdia uma eleio presidencial. Mas no foi uma derrota total, j que o vice-presidente era do PTB. Vice-presidncia O vice-presidente mais uma vez era Joo Goulart, pelo PTB. A Lei Eleitoral dessa poca permitia que se votasse em candidatos a presidente e a vice-presidente em chapas diferentes. Poltica externa Apoiado em grupos nacionalistas desenvolvimentistas, Jnio Quadros adotou uma poltica externa independente. Relaes diplomticas O contexto internacional reatou relaes diplomticas com os pases socialistas, especialmente com a Unio Sovitica, a China e a nascente Cuba socialista. Considerando que o momento era de Guerra Fria, a aproximao com esses pases socialistas era uma agresso aos Estados Unidos. A UDN rompeu com o governo Jnio Quadros, passando a defender o combate esquerda (socialismo/comunismo). Condecorao O guerrilheiro que lutou na Revoluo Cubana, Ernesto Che Guevara, foi agraciado pelo presidente Jnio Quadros com a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul. Atitudes dbeis Proibio briga de galos e ao uso de biqunis nas praias. Golpe frustrado Na tentativa de dar um golpe, Jnio Quadros renuncia em agosto de 1961. A inteno era que seus ministros militares e o Congresso Nacional no

aceitassem a renncia, a fim de que ele pudesse instituir um governo forte (ditatorial). A renncia foi aceita pelos ministros militares e pelo Congresso Nacional, frustrando, assim, o plano de golpe do presidente. Renncia O presidente Jnio Quadros renuncia no dia 25 de agosto de 1961, alegando que certas foras ocultas e terrveis tinham-se levantado contra seu governo. Na verdade, ele nunca explicou que foras seriam essas. Alguns trechos de sua cartarenncia: ...sinto-me, porm, esmagado. Foras terrveis levantaram-se contra mim e me intrigam ou difamam, at com a desculpa de colaborao... Observao Com a renncia de Jnio Quadros, as Foras Armadas, os grupos conservadores e a UDN tentaram impedir a posse do vice-presidente Joo Goulart, que se encontrava em misso oficial na Repblica Popular da China. A Rede da Legalidade, comandada por Leonel Brizola, incentivava a resistncia popular e irradiava inflamados discursos a favor da posse de Joo Goulart (Jango). A soluo para o impasse foi a adoo do Parlamentarismo no Brasil. Joo Goulart (1961-1964) Posse: Joo Goulart tomou posse no dia 7 de setembro de 1961. Logo que assumiu, Goulart no tinha o poder das decises, pois essa funo cabia ao Primeiro-Ministro Tancredo Neves, Chefe de Governo). Jango era Chefe de Estado. Pela primeira vez na Repblica, o Brasil conheceu esse sistema de governo. Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima foram respectivamente os chefes de governo neste perodo, que comeou em 1961 e terminou dois anos mais tarde, em 1963. Plebiscito: a emenda que criava o sistema parlamentarista previa uma consulta popular (plebiscito) para referendar o parlamentarismo. A habilidade poltica de Joo Goulart realizou este plebiscito. No dia 6 de janeiro de 1963, cerca de 10 milhes de votos disseram NO ao parlamentarismo. Estava de volta o Presidencialismo, sistema em que o presidente da Repblica passava a ser Chefe de Estado e Chefe de Governo, o principal responsvel pelas decises polticas do pas. Programa de governo: para os trs anos que ainda faltavam para findar seu governo, o ministro do Planejamento, Celso Furtado, apresentou o Plano Trienal de Desenvolvimento Econmico e Social, um programa que visava: distribuir melhor as riquezas nacionais; atacar os latifndios improdutivos; garantir o crescimento da economia e combater inflao. Executar um programa de reformas que ficou conhecido como Reformas de Base. O governo pretendia fazer mudanas na estrutura agrria (reforma agrria), tributria, fiscal, educacional e na remessa de lucros. Observao J em meados de 1963, a UDN defendia uma interveno norte-americana e das Foras Armadas brasileiras para impedir o que eles chamavam de avano comunista de Jango. No incio de 1964, os governadores Ademar de Barros (So Paulo), Carlos Lacerda (Guanabara) e Magalhes Pinto (Minas Gerais) conspiravam com a ala antijanguista. O golpe estava preparado. No dia 31 de maro, os generais Lus Carlos Guedes e Olmpio Mouro Filho, com o apoio do governador Magalhes Pinto, sublevaram Minas Gerais e logo contaram com o apoio militar de outros estados. O presidente Joo Goulart abandonou Braslia e foi para o Rio Grande do Sul, de onde partiu, exilando-se no Uruguai.

Desafio Histrico01. (UFPE) A renncia de Jnio Quadros causou transtornos polticos que abalaram o Congresso Nacional. A soluo encontrada, para a posse de Joo Goulart na Presidncia, em 1961:a) conseguiu harmonizar os interesses e afastar as dificuldades polticas, com Tancredo Neves, poltico da UDN, como primeiro-ministro; b) no teve a participao de militares; mas, apenas, do partido poltico mais forte, a UDN, sob a liderana de Tancredo Neves; c) no conseguiu desfazer as tenses polticas por inteiro, sobretudo a insatisfao de grupos da burguesia e de militares que temiam as propostas defendidas por Jango; d) no teve a participao das foras de esquerda, em razo das relaes que o novo presidente tinha com o varguismo; e) teve amplo apoio dos militares mais expressivos politicamente e dos partidos polticos de ideologia liberal, como a UDN e o PSD.

02. (FGV) O sucesso da poltica econmica de Kubitschek foi o resultado direto de seu sucesso no sentido de manter a estabilidade poltica. (...) O segredo residia na marcante habilidade de Kubitschek em encontrar alguma coisa para cada um, enquanto evitava qualquer conflito direto com seus inimigos. Este estilo poltico no envolvia mudanas fundamentais. Pelo contrrio, Kubitschek utilizava-se do prprio sistema a fim de ganhar apoio.(Thomas Skidmore Brasil: de Getlio a Castelo. p. 207).

A poltica econmica referida no texto :a) o Plano Cruzado, que tinha por objetivo combater a inflao; b) o Plano SALTE, cujas propriedades eram sade, alimentao, transporte e energia; c) o Plano de Reformas de Base, que tinha por prioridade a redistribuio de renda; d) o Plano de Metas, que consagrava a poltica nacional-desenvolvimentista; e) o Plano Trienal, que previa reformas econmicas estruturais.

03. (PUCRS) O Plano SALTE (Sade, Alimentao, Transporte e Energia) foi uma tentativa de planificao estatal da economia no governo Dutra. Pode-se afirmar que um dos fatores que condicionaram o relativo fracasso do plano foi a poltica econmica inicialmente adotada por aquele governo, a qual determinoua) a elevao drstica das taxas inflacionrias, devido aos aumentos reais concedidos ao salrio mnimo; b) uma forte recesso, devido aos termos ortodoxos do acordo ento firmado com o FMI; c) graves dificuldades no setor exportador, devido elevao de taxas protecionistas condenadas formalmente pelo GATT; d) falhas no abastecimento interno de insumos industriais, devido ao cancelamento unilateral de acordos comerciais com os Estados Unidos; e) o esgotamento das divisas internacionais do Pas, devido abertura ento praticada no setor das importaes.

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Desafio Histrico01. (Unesp) O incio da poca Moderna est ligado a um processo geral de transformaes humanstica, artstica, cultural e poltica. A concentrao do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da poca, que procuraram fundamentar o Absolutismo:a) a funo do Estado agir de acordo com a vontade da maioria; b) a Histria se explica pelo valor da raa de um povo; c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separao dos trs poderes; d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra; e) a soberania mxima reside no prprio povo.

HistriaProfessor Francisco MELO de Souza

Giovanni Boccaccio O Decameron, uma crtica severa aos membros da Igreja. Nos sculos XV, XVI e no incio do XVII, surgiram os grandes gnios da literatura renascentista, dentre os quais podemos citar: Maquiavel Autor, entre outras, de O Prncipe, no qual defende e justifica os governos absolutos. Shakespeare Dentre sua vasta obra, citamos: Hamlet, Macbeth, Otelo e Romeu e Julieta. Erasmo de Rotterdam Sua expresso maior foi o Elogio da Loucura. Tomas Morus Sua Utopia critica a expulso dos camponeses de suas terras pelo Estado ingls. Miguel de Cervantes Dom Quixote, um romance em prosa satrica. Lus de Cames Os Lusadas, grande poema pico para exaltar o povo portugus. Renascimento nas artes plsticas Burgueses, prncipes e papas, isto , os grandes mecenas, buscavam ampliar seu prestgio por meio da grandiosidade das artes, e o desejo de se eternizarem numa pintura ou escultura provocou uma verdadeira corrida para contratar artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Ticiano e Rafael Sanzio, citando apenas artistas italianos. Renascimento e Cincia O perodo do Renascimento foi um momento histrico particularmente importante pelas descobertas cientficas, notadamente nos campos da Astronomia, Fsica, Medicina, Matemtica, Geografia e das cincias da navegao. 3. A REFORMA E A CONTRA-REFORMA Reforma Protestante Foi um movimento religioso, econmico e poltico de contestao Igreja Catlica, que resultou na fragmentao da unidade crist e na origem do protestantismo. Motivao alem No incio do sculo XVI, a Alemanha era a regio europia mais propensa a um rompimento definitivo com a Igreja. Entre os alemes, as motivaes econmicas, sociais e polticas que os afastavam da Igreja Catlica eram mais fortes do que em qualquer outro povo da Europa. Avidez material da Igreja Expressa-se na venda de indulgncias, na explorao servil dos trabalhadores em suas terras e na cobrana de impostos. As imoralidades e a corrupo do clero afetavam o esprito religioso do povo, que, preocupado com a salvao da alma, no podia acreditar que uma Igreja desmoralizada fosse capaz de salvar os fiis do inferno. Coragem de Lutero Martim Lutero, alemo, monge agostiniano e professor na Universidade de Wittenberg, iniciou sua luta reformista em 1517, quando fixou, na porta da catedral daquela cidade, as suas 95 teses, nas quais denunciava os abusos do clero e condenava a venda de indulgncias. Por esse motivo, Lutero foi excomungado e convocado a comparecer a uma Assemblia de prncipes para ser julgado por heresia. Absolvio Lutero rasgou publicamente a carta de excomungao e foi absolvido pelos prncipes, que apoiavam suas idias, notadamente as que defendiam a tomada das terras da Igreja pela nobreza. O monge foi responsvel pela primeira traduo da Bblia para o alemo. Lutas armadas No processo de propagao das idias luteranas, na Alemanha, ocorreram algumas lutas armadas significativas, como a

A Idade Moderna1. AS GRANDES NAVEGAES Renascer da atividade comercial No fim da Idade Mdia, houve um renascer da atividade comercial na Europa, provocando inmeras transformaes, tais como o surgimento da burguesia, o crescimento das cidades, o estabelecimento de novas rotas comerciais, etc. A atividade econmica expandiu ainda mais com a conquista do monoplio do mar Mediterrneo pelas cidades italianas, o comrcio dessas cidades com a Liga Hansetica (norte da Europa), a acumulao de capitais, o apoio dado pelos monarcas s atividades comerciais e a procura de metais e de produtos orientais. Caminho para as ndias Contudo o maior impulso ao comrcio foi a procura do caminho para as ndias, regio produtora dos produtos de luxo e das especiarias, resultando no movimento chamado Grandes Navegaes que, por sua vez, provocou tambm as conquistas de terras at ento desconhecidas pelos europeus e a formao de imprios coloniais. 2. O RENASCIMENTO O termo renascena, empregado em sentido profano pela primeira vez no sculo XVI, tinha o significado de renascimento da cultura grecolatina. Perodo de trevas A Idade Mdia, para os renascentistas, havia sido um perodo de trevas em que a cincia e a arte desapareceram, mas que finalmente renascia num novo momento de grandes realizaes. Razes As razes do Renascimento encontramse na Baixa Idade Mdia, momento histrico em que o mundo medieval desagregou-se, dando origem ao mundo moderno capitalista. Renascimento na Itlia A Itlia foi o bero do Renascimento, devido ao florescimento de cidades como Veneza, Gnova, Florena, Roma e outras que enriqueceram com o desenvolvimento do comrcio no Mediterrneo. O crescimento econmico das cidades italianas deu origem a uma rica burguesia mercantil que, em seu processo de afirmao social, procurava ser o centro da nova sociedade e transformavase em mecena, protetora da arte. Caractersticas: Como caractersticas principais do renascimento italiano, podemos destacar: Racionalismo A razo o nico caminho para se chegar ao conhecimento. Experimentalismo Todo o conhecimento dever ser demonstrado racionalmente. Antropocentrismo Colocava o homem como a suprema criao de Deus e como o centro do universo. Humanismo Glorificao do homem e da natureza humana, em contraposio ao divino e ao sobrenatural. Autores e obras: Os principais autores e as principais obras literrias do sculo XIV foram: Francesco Petrarca O Cancioneiro, livro de poesias lricas. Dante Alighieri A divina Comdia, exalta a idia do livre arbtrio.

02. (Unitau) Dentre os itens constantes desta questo, um deles no faz parte dos acontecimentos importantes que assinalam a chegada da Idade Moderna. O item :a) o Humanismo e o Renascimento; b) os grandes descobrimentos e a expanso geogrfica; c) formao do Estado nacional; d) a Reforma e a Contra-Reforma; e) a Revoluo Francesa.

03. (Fuvest) Com relao s artes e s letras de seu tempo, os humanistas dos sculos XV e XVI afirmavam:a) que a literatura e as artes plsticas passavam por um perodo de florescimento, dando continuidade ao perodo medieval; b) que a literatura e as artes plsticas, em profunda decadncia no perodo anterior, renasciam com o esplendor da Antiguidade; c) que as letras continuavam as tradies medievais, enquanto a arquitetura, a pintura e a escultura rompiam com os velhos estilos; d) que as artes plsticas continuavam as tradies medievais, enquanto a literatura criava novos estilos; e) que o alto nvel das artes e das letras do perodo nada tinha a ver com a Antiguidade nem com o perodo medieval.

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Revolta da Pequena Nobreza (15221523) e a Revolta dos Camponeses (15241525). A Contra-Reforma: Era necessrio combater a propagao do protestantismo e reafirmar os dogmas catlicos, negados pelos protestantes. Por isso, tornou-se urgente a reformulao moral, poltica e econmica da Igreja Catlica. Para o sucesso da Contra-Reforma, muito contriburam as aes de alguns papas reformistas, como Paulo III; o apoio dado Igreja por algumas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofcio. O papa Paulo III foi o organizador do Conclio de Trento, onde foi reafirmada a doutrina catlica. Dentre as principais medidas, podemos destacar: a proibio da venda de indulgncias, a organizao do ndex dos Livros Proibidos, etc. 4. O ABSOLUTISMO O Absolutismo o regime poltico que se caracteriza pela suprema autoridade do Estado e pela excessiva concentrao de poderes nas mos do rei. Esse regime predominou na maioria dos pases europeus entre os sculos XVI e XVIII. As aes do rei no sofrem nenhum controle e, na prtica, a autoridade real ilimitada. O rei o juiz supremo e tem direito de impor sua vontade a toda a populao do reino. Foi de fundamental importncia para a concentrao do poder real a aliana entre o rei e a burguesia, que j vinha ocorrendo desde a Baixa Idade Mdia. Essa aliana foi fundamental para a centralizao poltica na medida em que, apoiados no capital da burguesia, os reis puderam formar exrcitos mercenrios para combater os exrcitos particulares da nobreza, fortalecendo, assim, seu poder pessoal. No Estado absolutista, a sociedade estava organizada em trs ordens sociais ou estados: Primeiro Estado Composto pelo clero. Segundo Estado Composto pela nobreza. Terceiro Estado Composto pela burguesia e pelo povo em geral. Os reis controlavam a nobreza e a burguesia com a finalidade de manter definitivamente assegurada a concentrao de poderes em suas mos, mantendo o equilbrio de foras entre as duas ordens sociais. Por sua vez, os reis reservavam para a nobreza as funes administrativas, os comandos militares, as penses, etc., garantindo-lhes uma vida faustosa sob a proteo real. Alm disso, na sua constante luta contra a burguesia, a nobreza precisava do apoio e dos favores reais para manter seu status. Os tericos do Absolutismo No plano terico, o Absolutismo foi defendido e justificado por alguns pensadores e polticos, entre os quais destacamos: Jean Bodin Defendia a idia de que a autoridade do rei vem de Deus, e que a obrigao do povo obedecer a ela passivamente. Jacques Bossuet Foi um dos defensores da teoria do direito divino dos reis. Afirmava que no podia haver pblico sem a vontade de Deus; todo governo, seja qual for sua origem, justo ou injusto, pacfico ou violento, legtimo; revoltar-se contra o governo cometer um sacrilgio. Hugo Grotius No se interessava com a forma como Estado nasceu, se por imposio ou pela vontade do povo. O importante era que, depois de criado o governo, todos os

indivduos, sem exceo, tinham de obedecerlhe cegamente. Maquiavel Em O Prncipe, defendia a centralizao poltica e o absolutismo para consolidao do Estado moderno. Thomas Hobbes Defendia a tese de que o Estado nasce de um contrato, por meio do qual o povo abre mo dos seus direitos naturais e cede plenos poderes a um soberano. O absolutismo na Frana Na segunda metade do sculo XVI, na Frana, houve conflitos religiosos entre catlicos e calvinistas. Desses conflitos religiosos, emergiu vitoriosa a famlia dos Bourbon, que assumiu o poder em 1589, tendo Henrique IV como rei, e o duque de Sully foi posto no cargo de ministro das finanas. Aps a morte de Henrique IV, seu filho Lus XIII assumiu o poder. No seu reinado, Luis XIII nomeou o Cardeal Richelieu como ministro das finanas, o qual procurou consolidar o poder do monarca e transformar a Frana na potncia hegemnica da Europa. O maior de todos os reis absolutistas na Europa foi Luis XIV. Encarnando a suprema autoridade do reino, Lus XIV submeteu completamente a nobreza, transformando-a em instrumento de bajulao do rei e sua servial. Colbert foi o ministro das finanas que estimulou o desenvolvimento das manufaturas francesas. O absolutismo na Inglaterra Os iniciadores do absolutismo ingls foram os Tudor, que assumiram o trono com o fim da Guerra das Duas Rosas. Henrique VIII aumentou o poder do Estado, principalmente devido Reforma anglicana. Com Elizabeth I, o absolutismo ingls atingiu sua mxima expresso. Houve tambm um grande crescimento econmico em funo do desenvolvimento do comrcio martimo, da indstria de minerao e do comrcio de l.

Desafio Histrico01. (Unitau) Durante o Renascimento, houve um notvel desenvolvimento da produo literria, alm das artes plsticas. Indique a alternativa em que obra e autor esto corretos:a) O Prncipe Shakespeare b) Dom Quixote Miguel de Cervantes c) Os Lusadas Erasmo de Rotterdan d) Hamlet Dante Alighieri e) Utopia Franois Rabelais

02. (Puccamp) O Calvinismo foi:a) a doutrina que sintetizou as idias dos reformadores que a antecederam, formulando o campo protestante em torno dos princpios do cesaropapismo e culto dos santos; b) apenas um prolongamento das idias preconizadas por Lutero, que admitia que o Prncipe, alm de exercer poder civil absoluto, devia vigiar e governar, por direito divino, a Igreja crist; c) um movimento originrio na Sua, como resultado de convulses sociais locais, que revelavam uma manifestao de rebeldia contra as taxas cobradas pela Igreja e sobre a liberao da prtica do divrcio; d) o resultado das preocupaes pessoais de Ulriko Zwinglio e dos problemas relacionados com o celibato clerical; e) a mais extremada seita protestante em relao ao Catolicismo e a mais prxima das questes levantadas, em termos ticos, pelo rpido desenvolvimento do capital comercial e financeiro.

Exercicos01. (Faap) Principalmente a partir do sculo XVI, vrios autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. So os legistas que, atravs de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles Maquiavel: afirma que a obrigao suprema do governante manter o poder e a segurana do pas que governa. Para isso, deve usar de todos os meios disponveis, pois que os fins justificam os meios. Professou suas idias na famosa obra: a) Leviat b) Do Direito da Paz e da Guerra c) Repblica d) O Prncipe e) Poltica Segundo as Sagradas Escrituras

03. (Unirio) Dentre os fatores que contriburam para a ecloso do movimento reformista protestante, no incio do sculo XVI, destacamos o(s):a) declnio do nacionalismo no processo de formao dos estados modernos; b) embate entre o progresso do capitalismo comercial e as teorias religiosas catlicas; c) fim do comrcio de indulgncias patrocinado pela Igreja Catlica; d) encerramento da liberdade de crtica provocado pelo Renascimento Cultural; e) abusos cometidos pela Companhia de Jesus e pela ao poltica do Conclio de Trento.

02. (Fuvest) Com relao arte medieval, o Renascimento destaca-se pelas seguintes caractersticas:a) A perspectiva geomtrica e a pintura a leo. b) As vidas de santos e o afresco. c) A representao do nu e as iluminuras. d) As alegorias mitolgicas e o mosaico. e) O retrato e o estilo romntico na arquitetura.

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Desafio Geogrfico01. (UFMS) Na fase atual da regionalizao do espao mundial, um dos fatores fundamentais o processo de globalizao econmica, sobre o qual correto afirmar que:a) Tem havido uma reduo das relaes comerciais com o aumento das restries tarifrias entre os pases de um mesmo bloco econmico. b) Ocorre a crescente adoo de contratos temporrios de trabalho, o aumento da prtica de terceirizao da produo e a expanso do setor de servios. c) H maior preocupao com o desenvolvimento de novas tecnologias. d) Os investimentos produtivos localizam-se em funo da reduo de custos e da possibilidade do aumento da produtividade. e) Intensificam-se as trocas comerciais e a organizao dos pases em blocos econmicos.

Geografia do BrasilProfessor Paulo BRITO

Comrcio e investimentos no MercosulO Mercosul nasceu da conjugao de circunstncias polticas e econmicas que conduziram aproximao geopoltica entre o Brasil e a Argentina. Essa aproximao representou uma ruptura com a tradio de rivalidade que caracterizou quase toda a histria das relaes entre os vizinhos da Bacia Platina. A condio prvia para a cooperao diplomtica entre o Brasil e a Argentina foi a redemocratizao dos dois pases, que ocorreu durante a dcada de 1980. Depois do fim dos regimes militares nos dois pases, o encontro dos presidentes Jos Sarney e Raul Alfonsn em novembro de 1985, em Foz do Iguau, deflagrou uma dinmica de aproximao e cooperao. A Ata de Iguau, uma declarao conjunta emanada do evento, assinalou os novos rumos da poltica externa dos antigos rivais. Mas o projeto do Mercosul foi tambm uma resposta encruzilhada econmica dos dois pases. Na dcada de 1980, o esgotamento dos modelos de desenvolvimento baseados na substituio de importaes manifestou-se atravs de crises associadas s dvidas externas. No plano internacional, a lgica da globalizao pressionava no sentido da reduo do protecionismo alfandegrio. Os investimentos externos escasseavam, ameaando a modernizao tecnolgica tanto no Brasil quanto na Argentina. O Mercosul representou a faceta externa das reformas internas de liberalizao e abertura das economias dos dois pases. O bloco estava destinado a funcionar como instrumento de adaptao de ambas as economias ao ambiente de acirramento da concorrncia internacional. Simultaneamente, destinava-se a atrair investimentos externos produtivos e financeiros. A adeso do Uruguai e do Paraguai ampliou para a escala da Bacia Platina o quadro de cooperao bilateral estabelecido entre Braslia e Buenos Aires. O Tratado de Assuno, firmado em maro de 1991, constituiu formal e juridicamente o Mercosul. O bloco do Cone Sul O Tratado de Assuno estabeleceu duas metas sucessivas para o processo de integrao. A primeira consiste na configurao de uma zona de livre comrcio pela eliminao de barreiras circulao de mercadorias no interior do bloco. A segunda, na formao de uma unio alfandegria, atravs da adoo de uma tarifa externa comum (TEC) pelos pases-membros. Apesar da denominao do bloco, o Tratado de Assuno no definiu rigorosamente a meta de criao de um mercado comum, que implica a livre circulao de servios, capitais e pessoas. Contudo apontou nessa direo, ao estabelecer a meta da coordenao de polticas macroeconmicas entre os integrantes. A estrutura institucional do Mercosul foi definida pelo Protocolo de Ouro Preto, firmado em 1994. Essa estrutura baseia-se em rgos decisrios de natureza intergovernamental, constitudos por representantes dos Estados que agem apenas por consenso. O rgo superior o Conselho do Mercado Comum (CMC), integrado pelos ministros das pastas de Relaes Exteriores e

02. (UEPA) Uma caracterstica presente no espao econmico globalizado a existncia de uma outra face que a regionalizao, da qual podemos afirmar que:a) est presente no processo de reordenao econmica, em que megablocos econmicos, como o Mercosul, destacam-se pela plena unificao dos pases latino-americanos; b) se manifesta atravs da formao de blocos econmicos, como, por exemplo, o Nafta, que engloba pases da Amrica Saxnica e Latina como o Mxico, o Chile e a Venezuela; c) se materializa com o aumento dos fluxos de capitais que ultrapassam as fronteiras polticas dos Estados, pois com a globalizao no existem mais barreiras protecionistas nacionais; d) tem nas alianas comerciais bilaterais seu mais evidente agente estimulador, uma vez que a unio aduaneira, atravs de blocos econmicos, no obteve sucesso, devido acirrada competio econmica dos pases que os compem; e) busca a retirada das barreiras que dificultam os fluxos de mercadorias, capitais, informaes e indivduos, estabelecendo acordos que resultam em mercados comuns, unies aduaneiras ou simplesmente zonas de livre comrcio.

Economia de cada um dos Estados. Existe ainda uma Comisso Parlamentar Conjunta (CPC), integrada por igual nmero de parlamentares de cada Estado e destinada a acelerar a transformao dos acordos do bloco em leis nacionais. Todo o desenho institucional do Mercosul atesta a prioridade da integrao econmica. Ao contrrio da Unio Europia, cujos tratados apontam para a direo de uma crescente cooperao poltica, militar e cultural, o bloco do Cone Sul sustenta-se no intercmbio comercial. Contudo uma clusula democrtica foi introduzida no Tratado de Assuno. Essa clusula estabelece a obrigao dos Estados de respeitar os valores e as regras da democracia representativa, que se consubstanciam nas liberdades polticas, na separao dos poderes e na vigncia plena dos direitos humanos. O Mercosul assenta-se sobre a cooperao bilateral entre o Brasil e a Argentina. No contexto do processo de integrao, a participao do Uruguai e do Paraguai tem reduzida importncia econmica, mas elevado valor geopoltico. De um lado, elimina fontes de rivalidade e atrito entre os dois parceiros maiores, que desde as independncias disputaram influncia sobre os vizinhos menores. De outro, sinaliza o compromisso do bloco com a noo de regionalismo aberto, que prev a expanso horizontal do Mercosul por meio da adeso de novos membros. Um primeiro passo na direo da expanso horizontal foram os acordos de associao firmados em 1996 com o Chile e a Bolvia. Os acordos prevem a formao de zonas de livre comrcio entre o Mercosul e os pases associados. Por meio deles, o Mercosul comea a realizar a sua vocao de integrar o conjunto das economias do Cone Sul. O eixo platino A consolidao do Mercosul derivou, antes de tudo, da ampliao do comrcio no interior do bloco. O crescimento do intercmbio acompanhou a estabilizao interna das economias do Brasil e da Argentina e o aumento geral da exposio de ambas ao comrcio internacional, proporcionado pelas polticas de reduo de tarifas de importao. Mas as redues tarifrias especiais negociadas no mbito do Mercosul contriburam bastante para o resultado. No bloco do Cone Sul, o fator decisivo a economia brasileira, que representa cerca de 70% do PIB conjunto do Mercosul. Por isso, a evoluo positiva do comrcio intrabloco significou, essencialmente, crescimento acelerado do intercmbio entre o Brasil e os outros pases do Mercosul. Entre 1992 e 1998, a soma das exportaes e importaes do Brasil com os parceiros quase triplicou . Esse processo transformou o Mercosul num eixo prioritrio do comrcio exterior brasileiro. O bloco responde por cerca de 17% do intercmbio internacional do Pas, e a Argentina , isoladamente, o segundo maior parceiro comercial. O Mercosul ainda mais importante para o intercmbio externo da Argentina. Assim como o Brasil, a Argentina um global trader, exibindo significativos fluxos comerciais com a Unio Europia e com o Nafta. Contudo o Mercosul o destino de mais de 30% das exportaes e a origem de mais de 25% das importaes argentinas. O Brasil, isoladamente, o principal parceiro comercial da Argentina e responde por cerca de 23% do seu intercmbio internacional. O Uruguai e o Paraguai, pases com populao e economia diminutas, exibem forte dependncia

03. (UECE) Considerando a estrutura industrial brasileira no que se refere origem do capital, correto afirmar que:a) desde a origem da industrializao brasileira, a indstria de capital privado nacional sempre foi, numericamente, superior s demais; b) na atualidade, as indstrias de capital privado nacional so um setor forte e predominante no sistema econmico; c) somente aps 1964, as empresas estatais passaram a uma fase de enfraquecimento; d) as multinacionais, com sede no exterior, comearam a penetrar mais intensamente no Brasil aps a Segunda Guerra Mundial.

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comercial em relao ao bloco do Cone Sul. Os vizinhos maiores so os principais parceiros comerciais desses dois pases. A economia brasileira funciona como um im, orientando os fluxos de intercmbio externo de ambos. Desde o incio, o bloco do Cone Sul foi projetado como plo de atrao de capitais internacionais. A zona de livre comrcio proporcionou o embrio de um mercado consumidor unificado no interior do bloco, contribuindo para atrair investimentos de empresas transnacionais na indstria e nos servios. O crescimento acelerado dos investimentos internacionais no Brasil e na Argentina, ao longo da dcada de 1990, no foi fruto, primordialmente, da criao do Mercosul, mas da estabilizao interna e da abertura externa das duas economias. Contudo a formao do bloco desempenhou funo suplementar nesse processo, especialmente no caso da indstria automobilstica e de autopeas. A implantao de diversas novas fbricas no Brasil e, em escala menor, na Argentina orientou-se pela lgica da globalizao, de forma que se criaram cadeias produtivas integradas por unidades instaladas nos dois pases e estabeleceu-se uma diviso do trabalho na produo de veculos e componentes. O ncleo geoeconmico do Mercosul a regio platina. No interior da Bacia do Prata, encontram-se o Centro-Sul do Brasil, o Pampa argentino, o Uruguai e o leste do Paraguai. Nessa macrorea, localiza-se o principal eixo econmico de todo o Hemisfrio Sul, assentado sobre o tringulo industrial So Paulo-Rio de Janeiro-Belo Horizonte, de um lado, e o vetor Buenos Aires-Rosrio-Crdoba, de outro. Entre essas concentraes industriais, estendem-se as reas de agropecuria moderna do CentroSul brasileiro, do oriente paraguaio e do Pampa argentino e uruguaio. Os portos de Santos, Paranagu e do Rio Grande funcionam como terminais dos corredores de comercio exterior do Centro-Sul brasileiro, do Paraguai e do norte do Uruguai. Os portos de Buenos Aires e Montevidu, no esturio platino, tendem a revitalizar-se com a concluso das hidrovias Tiet-Paran e Paraguai. A usina hidreltrica binacional de Itaipu fornece parte significativa da energia consumida no Centro-Sul brasileiro e constitui importante fonte de renda para a economia paraguaia. A integrao sul-americana A trajetria do Mercosul oscilou ao sabor dos avanos e recuos do projeto dos Estados Unidos de construo de uma zona hemisfrica de livre comrcio, abrangendo todo o continente americano. A Iniciativa para as Amricas, anunciada em 1990, precedeu o prprio Tratado de Assuno. O tratado do Nafta representou a pedra fundamental do edifcio projetado em Washington. A sua gradual expanso, por meio da incorporao seletiva de novos membros, ameaava condenar o Mercosul a uma existncia breve e irrelevante. Mas o Nafta estancou. Em 1994. ano em que comeou a vigorar oficialmente, o Mxico mergulhou em crise poltica e institucional. Meses depois, foi sacudido por uma crise cambial seguida de inadimplncia externa e depresso econmica. Enquanto o Mxico definhava, o protecionismo ganhava fora no Congresso norte-americano e cortava no nascedouro as negociaes para a incorporao do Chile ao Nafta. Assim, surgiu a oportunidade para a assinatura dos tratados de associao do Chile e da Bolvia ao Mercosul.

Nas novas circunstncias, o presidente norteamericano Bill Clinton definiu uma estratgia alternativa, lanando o projeto da rea de Livre Comrcio das Amricas (Alca). No lugar da ampliao do Nafta, a estratgia norteamericana prev sucessivas rodadas de negociaes multilaterais, com redues setoriais de tarifas alfandegrias, at a plena instalao da zona comercial hemisfrica. Nesse contexto, o Brasil desenhou todo o seu planejamento em torno das metas de consolidao do bloco do Cone Sul e criao de uma zona de livre comrcio sul-americano. A configurao desse bloco subcontinental destina-se a estabelecer um balano de foras mais equilibrado nas negociaes da Ala. Na condio de lder do bloco sul-americano, o Brasil espera impor limites reduo de tarifas nos setores de alta tecnologia e servios e bombardear o protecionismo americano em setores industriais tradicionais, como a siderurgia, os txteis e os calados. A meta da integrao sul-americana foi estabelecida na Conferncia de Braslia, que reuniu, no ano 2000, os doze chefes de Estado do subcontinente. O documento emanado desse encontro definiu duas dimenses complementares do esforo: o livre comrcio e a integrao fsica. O Mercosul e a Comunidade Andina A formao de uma zona de livre comrcio de mbito sul-americano depende, basicamente, de um acordo entre o Mercosul e a Comunidade Andina (CAN), cujo esboo foi formulado em 1998, e da plena adeso do Chile ao bloco do Cone Sul. A reduo e eventual eliminao de tarifas alfandegrias indispensvel para incrementar o intercmbio dos pases andinos com o Brasil. Ao contrrio dos parceiros do Mercosul, o comrcio brasileiro com os integrantes da CAN pouco significativo. Mesmo a Venezuela, pas da Opep e um dos maiores exportadores mundiais de petrleo, realiza menos de 5% do seu intercmbio externo com o Brasil. Essa situao constitui um paradoxo em virtude da situao geogrfica de vizinhana, mas reflete a distncia histrica entre o Brasil e a Amrica Andina. A exceo a Bolvia, que realiza com o Brasil mais de um tero das suas importaes. O principal parceiro comercial dos pases da CAN so os Estados Unidos. Outros parceiros significativos so o Japo e a Gr-Bretanha. O intercmbio no interior do bloco andino cresceu nos ltimos anos, mas continua relativamente modesto. O Chile, que no faz parte da CAN, apresenta a economia mais moderna e industrializada de toda a vertente pacfica da Amrica do Sul, apesar de seu pequeno peso demogrfico menos de 15 milhes de habitantes. O Brasil representa apenas pouco mais de 5% do comrcio exterior chileno. O intercmbio do Chile estrutura-se sobre os eixos do Nafta, Unio Europia e Bacia do Pacfico. Contudo h ntida complementaridade econmica entre o Brasil e os pases andinos. O gs natural boliviano a base do novo programa de usinas termeltricas brasileiras. A Venezuela, o Equador e o Peru so exportadores de petrleo. O Chile destaca-se pelas exportaes de papel e polpa. Na direo oposta, os pases andinos so importadores de bens de capital, bens intermedirios e automveis, representando mercados potenciais para a indstria brasileira.

Desafio Geogrfico01. (CesgranrioRJ) A diviso do Brasil em trs grandes complexos regionais, Amaznia, Nordeste e Centro-Sul, determinada a partir de:a) sua estrutura populacional; b) caractersticas geoeconmicas; c) influncias militares; d) elementos naturais; e) limites territoriais dos estados.

02. (PUCRS) O Mercosul um bloco de escala sub-regional, com caractersticas muito peculiares. Por isso no correio afirmar que:a) o Mercosul surgiu no contexto da globalizao e regionalizao, tendncia que tambm levou formao de megablocos centrais; b) o mercado platino no promissor para certos produtos gachos, j que muitos produtos de exportao do Rio Grande do Sul so os mesmos do Uruguai e da Argentina; c) empresrios gachos tm investido no Uruguai e Argentina, aumentando o fluxo de capitais; d) comercialmente, os grandes beneficiados com o Mercosul devem ser os estados brasileiros que exportam produtos tropicais e bens industrializados; e) os pases que compem o Mercosul apresentam o mesmo patamar de desenvolvimento industrial, pois todos so capitalistas, com a presena marcante de transnacionais.

03. (CesgranrioRJ) O sonho de unio da Amrica Latina muito antigo. Bolvar foi o primeiro que formulou o ideal de integrao americana. Vrios propostas surgiram posteriormente at chegarmos ao Mercosul. Assinale a opo que contm um dos objetivos de Bolvar.a) Emancipar a Amrica Latina como uma associao comercial unitria, que posteriormente daria origem Alalc. b) Criar uma Confederao de Estados Americanos face possvel contraofensiva da Europa apoiada pela Santa Aliana. c) Desenvolver a solidariedade continental em torno da hegemonia do Canad, estabelecendo um intercmbio direto deste com todos os pases latinoamericanos. d) Desenvolver a industrializao no continente sob a hegemonia norteamericana para fazer frente forte economia inglesa. e) Estabelecer uma poltica separatista respeitando as diferenas culturais e at lingsticas entre os pases latinoamericanos.

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Desafio Geogrfico01. (UFPR) Em relao s causas fsicas que explicam o estabelecimento das linhas imaginrias do Equador, trpicos de Cncer e de Capricrnio e crculos polares rtico e Antrtico, correto afirmar:a) O estabelecimento dos trpicos de Cncer e de Capricrnio est relacionado ao movimento dirio do Sol em torno da Terra. b) O movimento de rotao interfere no estabelecimento das linhas imaginrias do Equador, Trpico de Cncer e Trpico de Capricrnio, bem como dos crculos polares. c) Todas essas linhas imaginrias que correspondem latitude e longitude tm o mesmo valor relativo em graus porque foram estabelecidas segundo o mesmo princpio fsico. d) Os crculos Polar rtico e Polar Antrtico tm sua delimitao estabelecida pelos perodos de luz e sombra, que ocorrem devido conjuno do eixo de inclinao terrestre e do movimento de translao da Terra em torno do Sol. e) Cada uma dessas linhas divide a Terra em duas partes iguais.

Geografia GeralProfessor HABDEL

As coordenadas geogrficasA palavra cartografia tem origem na lngua portuguesa, tendo sido registrada pela primeira vez em 1839, numa correspondncia, indicando a idia de um traado de mapas e cartas. Hoje entendemos cartografia como a representao geomtrica plana, simplificada e convencional, de todo ou de parte da superfcie terrestre, apresentada atravs de mapas, cartas ou plantas. [...] Todo produto cartogrfico sempre til e vlido para uma determinada aplicao, num determinado instante do tempo. (IBGE. Atlas geogrfico escolar. p. 12. Rio de Janeiro, 2002). A cartografia como arte e tcnica da representao da superfcie terrestre vem estruturando-se desde os primrdios da humanidade. Desde a pr-histria, o homem sempre buscou registrar cenas do quotidiano, de lutas, de animais e de rituais religiosos. Estas gravuras inscritas nas rochas, nas paredes de cavernas ou gravadas em tbuas de pedra registravam cenas do quotidiano e acumulavam conhecimentos para as futuras geraes. Por mais primitivo que seja, um mapa sempre revela uma compreenso do mundo para determinada sociedade. Em cada momento da evoluo da humanidade, vrios povos contriburam de forma eficaz no desenvolvimento dos conhecimentos cartogrficos. Mas foi a partir do incio da Modernidade que esta cincia tornou-se uma ferramenta primordial para aqueles que queriam dominar o alm-mar. Tcnicas cada vez mais sofisticadas foram agregadas aos conhecimentos da cartografia. Isso possibilitou no s o conhecimento das novas terras como o domnio e a explorao das colnias europias. Hoje, dispomos dos mais precisos e sofisticados meios de representao dos eventos que se manifestam sobre a superfcie da Terra. Computadores, satlites, radares e GPS representam o que temos de melhor quando o assunto a representao cartogrfica ou a localizao de um ponto qualquer na superfcie terrestre. Entretanto, para compreendermos melhor essa cincia, necessrio dominar alguns conceitos fundamentais. As coordenadas geogrficas so um sistema de linhas imaginrias que se cruzam objetivando a localizao de qualquer ponto na superfcie da Terra. As linhas imaginrias so chamadas de paralelos e meridianos. Elas so necessrias, pois produzem uma trama de linhas que serviro de referenciais para o registro dos eventos que se quer cartografar. Os paralelos so linhas imaginrias que circulam a Terra no sentido leste-oeste (IBGE. Atlas geogrfico escolar. p. 17.Rio de Janeiro, 2002). Em determinadas projees, os paralelos aparecem como linhas retas e horizontais (projeo cilndrica), como arcos (projeo cnica) ou como circunferncias concntricas que diminuem de dimetro medida que nos aproximamos dos plos (projeo plana polar).

Figura 01. Latitude.

02. (UFSM) Considerando noes espaciais, como os meios de orientao, os movimentos da Terra e a cartografia, pode-se afirmar quea) o meridiano de Greenwich divide a Terra em hemisfrios setentrional e boreal; b) os meridianos servem de referncia para o estabelecimento dos 24 fusos horrios da Terra; c) os paralelos definem os graus de longitude a partir do Equador, variando de 0 a 90 para o norte e para o sul; d) os mapas que representam reas mais altas e mais baixas do relevo terrestre so chamados de geolgicos. e) a inclinao do eixo terrestre e o movimento de translao estabelecem a zonalidade climtica nos dois hemisfrios e a sucesso de dias e noites.

Alguns destes paralelos recebem nomes especiais. Eles servem para delimitar as zonas climticas da Terra. So eles: o Crculo Polar rtico e o Trpico de Cncer no Hemisfrio Norte. O Circulo Polar Antrtico e o Trpico de Capricrnio no Hemisfrio Sul. O Equador geogrfico a linha que divide o planeta Terra em duas partes exatamente iguais. O critrio para a determinao desses paralelos est relacionado com o movimento de rotao da Terra, com a inclinao do eixo do Planeta e ainda com o movimento de translao, o qual determina o plano da eclptica. O movimento de rotao determina o surgimento do eixo, cujas extremidades so os plos geogrficos. Por sua vez a inclinao do eixo em relao ao plano da eclptica tem relao com um dos movimentos da Terra que faz variar esta inclinao em 40 mil anos, determinando a posio dos paralelos especiais. (Duarte, Paulo A. Fundamentos de Cartografia, UFSC. p. 50. 1994). A diferena de inclinao entre o eixo da rbita e o eixo da Terra de 23 27. a mesma diferena entre o plano da rbita e o plano equatorial. Assim, o eixo da rbita (eclptica) ao tocar a superfcie determina a posio dos crculos polares. O plano da rbita (eclptica) ao atravessar nosso Planeta determina a posio dos trpicos.

03. Com base no mapa, podemos afirmar que:

Figura 02. Sistemas de coordenadas terrestres.

Os paralelos nos indicam a latitude, que a distncia, em graus, de uma paralelo linha do Equador. Os valores de latitude variam de 0 (linha do Equador) a 90 (plos), devendo ser indicada a posio no hemisfrio sul (S) ou no hemisfrio norte (N). (op. cit. P17).

a) A maior parte do territrio australiano encontra-se na parte setentrional da zona intertropical do Planeta. b) A cidade de Darwin encontra-se em uma latitude superior a 15 sul. c) A cidade de Melbourne localiza-se ao norte da cidade de Sidney. d) A cidade de Alice Springs est a oeste do meridiano 135E. e) A cidade de Sidney est a oeste do meridiano 150E, e Camberra encontra-se a leste deste mesmo meridiano.

Figura 03: Localizao de Braslia.

Os meridianos so linhas imaginrias que cortam a Terra no sentido norte-sul, ligando um plo ao outro (op.cit. p. 16). Ao contrrio dos

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paralelos, todos os meridianos tm o mesmo comprimento. O paralelo inicial foi mais fcil identificar, pois ele (o Equador) o nico que divide a Terra em dois hemisfrios exatamente iguais. J o meridiano zero grau teve de ser convencionado, j que qualquer um divide a Terra em dois hemisfrios exatamente iguais. Escolheu-se, ento, para incio da contagem, o meridiano que passa pela torre do observatrio astronmico de Greenwich, que uma localidade da rea metropolitana de Londres, capital da Inglaterra. (MOREIRA, Igor. O espao geogrfico: Geografia geral e do Brasil. tica. P 436. So Paulo, 2002). Portanto a longitude a distncia, em graus, entre um meridiano qualquer e o meridiano de Greenwich. Essa distncia varia de 0 at 180 para leste e para oeste.Figura 05.O anti-meridiano: a Linha Internacional de Data.

Desafio GeogrficoExerccios01. (UFPRmodificada) No quadro a seguir, esto indicadas as coordenadas geogrficas de diferentes localidades. 01. (UFPI) O meridiano de Greenwich essencial para a determinao de uma das coordenadas geogrficas. Sobre ele, correto afirmar que:a) divide a superfcie da Terra em hemisfrios setentrional e boreal; b) representa o paralelo inicial; c) orienta o grau de translao da Terra; d) estabelece a zonalidade climtica; e) Divide o planeta Terra em leste e oeste.

Analise as afirmativas a seguir: I. Todas as localidades esto situadas entre o trpico de Cncer e a linha do Equador. II. As localidades B e C esto situadas na Austrlia. III. As localidades A e E esto situadas na zona intertropical, no hemisfrio sul. IV. As localidades mais prximas da linha do Equador so F e A. V. A localidade D est a noroeste da localidade F. Com base nestes dados, correto afirmar:a) b) c) d) e) Apenas a I est correta. Todas esto corretas. Todas esto erradas. A I e a III esto corretas. Apenas a IV e a V esto corretas.

02. (UFSM) Considerando noes espaciais, como os meios de orientao, os movimentos da Terra e a cartografia, pode-se afirmar quea) o meridiano de Greenwich indica a latitude inicial; b) os meridianos servem de referncia para o estabelecimento dos graus de longitude; c) os paralelos definem os graus de longitude a partir do Equador, variando de 0 a 90 para o leste e para o oeste; d) os meridianos demarcam as zonas climticas da Terra; e) Os trpicos de Capricrnio e de Cncer so delimitados por dois meridianos.

Figura 03. Longitude.

Para localizarmos uma cidade ou um local qualquer na superfcie da Terra, precisamos lanar mo de uma rede geogrfica. A rede geogrfica um sistema de linhas cruzadas (paralelos e meridianos) traadas imaginariamente na superfcie terrestre. Ela serve como base tanto para a localizao de um lugar qualquer quanto permite a representao dos eventos geogrficos que ocorrem sobre esta superfcie.

03. (PucRS) Responder questo com base no grfico, que representa parte das coordenadas geogrficas.

Figura 03. Coordenadas geogrficas.

Dois meridianos so destacados: o de Greenwich, que divide o planeta Terra em dois hemisfrios, o leste e o oeste; e o antimeridiano de Greenwich (180), que tambm divide o Planeta em dois hemisfrios, um a leste e o outro a oeste. No sistema de fusos horrios, o meridiano de Greenwich organiza as horas na Terra. J o meridiano de 180, que d origem Linha Internacional da Data, serve como referncia para as datas.

02. (UFPE) analise as proposies a seguir: I. Os paralelos so importantes porque permitem avaliar a latitude, que a distncia em graus a partir do Equador. II. Os paralelos tm dimetros iguais e, logicamente comprimentos ou permetros tambm iguais. III. Os meridianos so crculos perpendiculares aos paralelos e passam pelos plos onde eles se cruzam. IV. A longitude inicial de 0 e a mxima de 180, podendo ser norte ou sul. V. As coordenadas geogrficas so valores que determinam a localizao de um lugar na superfcie do globo. Esto corretas:a) b) c) d) e) I, IV e V; II, III e IV; I, III e V; II, III e V; II e IV.

As coordenadas geogrficas dos pontos A e C so, respectivamente,a) 2 de latitude Sul e 4 de longitude Leste 4 e 30 de latitude Sul e 2 de longitude Leste. b) 4 de latitude Leste e 2 de longitude Sul 2 de latitude Leste e 3 e 30 de longitude Norte. c) 2 de latitude Sul e 4 de longitude Leste 3 e 30 de latitude Sul e 2 de longitude Leste. d) 2 de longitude Leste e 4 de latitude Norte 3 e 30 de longitude Leste e 2 de latitude Norte. e) 4 de longitude Oeste e 2 de latitude Norte 2 de longitude Oeste e 4 e 30 de latitude Norte.

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Desafio literrio01. Relacione corretamente.a. Gonalves de Magalhes b. Teixeira e Sousa c. Joaquim Manuel de Macedo d. Bernardo Guimares e. Jos de Alencar 1. ( ) Inaugurou o Romantismo no Brasil (1836). 2. ( ) Inaugurou o romance no Brasil (1843). 3. ( ) Inaugurou o romance no Brasil (1844). 4. ( ) Inaugurou o romance regionalista brasileiro (1869). 5. ( ) Autor de A Confederao dos Tamoios, poema pico que provocou uma briga com Jos de Alencar.

LiteraturaProfessor Joo BATISTA Gomes

Romantismo III Prosa I1. INCIO.O Romantismo inicia-se no Brasil por meio da poesia (Suspiros Poticos e Saudades, 1836, Gonalves de Magalhes). A prosa, entendida aqui como romance, novela, conto e teatro, vem depois, em duas datas importantes: a) 1843 publicao do romance O Filho do Pescador, de Teixeira e Sousa. b) 1844 publicao do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

rico, de preferncia remoto ou lendrio, de modo a permitir a idealizao. O compromisso do romancista com a Histria limita-se reconstituio do clima da poca, fidelidade aos hbitos e aos costumes. No Brasil, s Jos de Alencar explora essa temtica.

Romancistas e suas obras1. TEIXEIRA E SOUSANascimento e morte Nasce em Cabo Frio, Rio de Janeiro, em 28 de maro de 1812. Falece, vitimado pela tuberculose, em 1.o de dezembro de 1861. Poeta e romancista Em 1840, trabalha na livraria de Paula Brito, ponto de reunio dos intelectuais do Rio de Janeiro, onde conhece grandes nomes da literatura brasileira, inclusive Machado de Assis. Nas publicaes de Paula Brito, inicia atividade de poeta e romancista. Primeiro romancista lembrado, hoje, na literatura brasileira, por ter inaugurado o romance romntico, com O Filho do Pescador (1843).

2. CARACTERSTICAS DO ROMANCE ROMNTICOa) Detalhes de costumes e de cor local, ou seja, certa fidelidade na descrio de lugares, cenas, fatos, usos e costumes da poca em que a histria narrada. b) Comunho entre a natureza e os sentimentos das personagens. c) Triunfo do bem sobre o mal. Nas histrias romnticas, os viles so castigados, ora com a morte, ora com a priso, sempre com inteno moralizante. d) Linearidade das personagens, isto , sem profundidade psicolgica, sobressaindo-se a preocupao com os caracteres exteriores: estatura, cor dos olhos, cor dos cabelos, trejeitos, detalhes das roupas, etc.

2. JOAQUIM MANUEL DE MACEDONascimento e morte Nasce em So Joo do Itabora, Rio de Janeiro, em 24 de junho de 1820. Falece em 11 de abril e 1882. Medicina Forma-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1844. Neste mesmo ano, publica o romance A Moreninha que lhe traz logo prestgio, apontando-lhe o rumo a seguir: pouco vocacionado para a atividade mdica, entrega-se ao jornalismo e poltica. Poltica Aproveita a popularidade que lhe trouxe a novela A moreninha e faz-se deputado por vrias legislaturas. Ingressa no magistrio (professor de Histria e Geografia no Colgio Pedro II). Admirao dos leitores Macedo uma figura popular, admirado por todos os leitores do Rio de Janeiro de sua poca. Tudo isso graas ao esquema novelesco, sentimental ou cmico que descobre para os seus livros: o namoro difcil ou impossvel, o mistrio sobre a identidade de uma figura importante na intriga, o conflito entre o dever e a paixo, as galhofas de estudantes. Sucesso Produz dezoito romances, mas apenas dois so lidos e admirados: A Moreninha e O Moo Loiro. OBRAS PRINCIPAIS 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. A Moreninha (romance, 1844) O Moo Loiro (romance, 1845) Os Dois Amores (romance, 1848) Vicentina (romance, 1853) A Luneta Mgica (romance, 1869) A Namoradeira (romance, 1870) Mulheres de Mantilha (romance, 1871)

Caiu no vestibular02. (FGV) Os temas fundamentais do Romantismo criam um mundo maravilhoso e ideal. Assinale a caracterstica que NO marca essa peculiaridade:a) b) c) d) e) Subjetividade. Sentimentalismo. Evaso no tempo e no espao. Evaso pela morte. Anlise dos fenmenos da sociedade brasileira.

3. MODALIDADESa) ROMANCE URBANO Tambm chamado de citadino ou de costumes. O autor explora situaes, conflitos e convenes sociais tpicos da cidade. O Rio de Janeiro, por ser o centro cultural do Brasil na poca, a cidade mais retratada nos romances romnticos. Os trs autores que merecem destaque nessa modalidade de romance so: Joaquim M. de Macedo, Jos de Alencar e Manuel Antnio de Almeida. b) ROMANCE INDIANISTA Narrativa preocupada com usos, costumes e tradies do ndio brasileiro, com o intuito de transform-lo em heri. Os romances visam criao de heris nacionais, mticos, lendrios, tomados como smbolos de elementos formadores da nacionalidade. S um romancista explora esta modalidade: Jos de Alencar. c) ROMANCE REGIONALISTA Tambm chamado de sertanejo ou rural. Comea em 1869, com o romance O Ermito de Muqum, de Bernardo Guimares. Explora as paisagens e os costumes das ilhas culturais brasileiras: o Nordeste, o Pampa Gacho, o Pantanal Mato-grossense, o Serto de Minas e o de Gois. Nesta modalidade de romance, merecem destaque: Bernardo Guimares, Jos de Alencar, Visconde de Taunay e Franklin Tvora. d) ROMANCE HISTRICO O assunto fornecido pelo passado hist-

03. (FGV) Em relao ao Romantismo brasileiro, todas as caractersticas a seguir so verdadeiras, EXCETO:a) expresso do nacionalismo atravs da descrio de costumes e regies do Brasil; b) anlise crtica e cientfica dos fenmenos da sociedade brasileira; c) desenvolvimento do teatro nacional; d) expresso potica de temas confessionais, indianistas e humanistas; e) caracterizao do romance como forma de entretenimento e moralizao.

04. Um dos files de Alencar, o regionalismo, foi explorado por outros roman-cistas que, embora inferiores ao cea-rense em termos de arte literria, de-ram, em conjunto, a medida do que foi o gnero entre ns. Foram eles:a) Bernardo Guimares, Visconde de Taunay e Franklin Tvora b) Bernardo Guimares, Visconde de Taunay e Manuel A. de Almeida c) Bernardo Guimares, Joaquim Manuel de Macedo e Franklin Tvora d) Joaquim Manuel de Macedo, Teixeira e Sousa e Visconde de Taunay e) Joaquim Manuel de Macedo, Visconde de Taunay e Franklin Tvora

A MORENINHA Modelo de romance Macedo no tem gnio inventivo ou evolutivo, mas A Moreninha cria um modelo de romance seguido por todos os prosadores do Romantismo e s superado pelo Realismo. Fidelidade ao amor de infncia A histria de Augusto e Carolina, ressaltando a fideli-

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dade ao amor de infncia, acompanhada avidamente pelos leitores cariocas da poca. Dados tcnicos da obra: a) poca: metade do sculo XIX. b) Cenrio: cidade do Rio de Janeiro/Ilha de Paquet. c) Narrativa: primeira pessoa. d) Personagens: 1. Augusto heri; estudante de Medicina; casa-se com Carolina. 2. Carolina herona; a prpria Moreninha. 3. Filipe estudante de Medicina; irmo de Carolina. 4. Dona Ana av de Carolina e de Filipe. 5. Fabrcio estudante de Medicina; amigo de Augusto e de Filipe.

3. JOS DE ALENCARNascimento e morte Jos Martiniano de Alencar nasce em Mecejana, Cear, em 1.o de maio de 1829. Falece no Rio de Janeiro, vitimado pela tuberculose, em 1877. Direito Cursa Direito na Faculdade de So Paulo e de Olinda, formando-se em 1850. Literatura e jornalismo Depois de formado, comea a advogar no Rio, mas a literatura e o jornalismo absorvem-no por completo. Crtica a Gonalves de Magalhes A briga mais clebre do Romantismo acontece entre Alencar e Gonalves de Magalhes (autor de Suspiros Poticos e Saudades). O motivo da discrdia o poema pico A Confederao dos Tamoios (1856). Alencar critica o indianismo de Magalhes, a falta de talento e de nacionalismo do escritor para escrever sobre um tema to importante. Em defesa do poeta, sai o imperador D. Pedro II. Alencar tambm o critica. Estria no romance no Dirio do Rio de Janeiro que o autor publica, em folhetim, seus dois primeiros romances de ambientao carioca: Cinco Minutos (1856) e A Viuvinha (1857). Obra mxima Em 1857, Alencar publica, em folhetim, no jornal Dirio do Rio de Janeiro, sua obra mais admirada: o romance indianista O Guarani. Plano audacioso A inteno de Alencar, escrevendo obras sobre todos os aspectos de nossa nacionalidade (norte, sul, litoral, serto, campo, cidade, ndio, branco, passado, presente), compor uma suma romanesca do Brasil. Lngua nacional Alencar o primeiro escritor brasileiro a propor uma linguagem diferente dos padres portugueses. Faz uso imoderado de palavras do tupi-guarani e de expresses comuns do nosso cotidiano. ROMANCES INDIANISTAS 1. O Guarani (romance, 1857) 2. Iracema (romance, 1865) 3. Ubirajara (romance, 1874) ROMANCES SOCIAIS OU DE COSTUMES 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Cinco Minutos (romance, 1856) A Viuvinha (romance, 1857) Lucola (romance, 1862) Diva (romance, 1864) A Pata da Gazela (romance, 1870) Sonhos d'Ouro (romance, 1872) Senhora (romance, 1875) Encarnao (romance, 1877)

Leitura obrigatriaCano do ExlioMurilo Mendes Minha terra tem macieiras das Califrnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra so pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exrcito so monistas, [cubistas, os filsofos so polacos vendendo a [prestaes. A gente no pode dormir com os oradores [e os pernilongos. Os sururus em famlia tm por testemunha [a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores so mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil ris a dzia. Ai quem me dera chupar uma carambola [de verdade e ouvir um sabi com certido de idade!Do livro Poemas (1930)

3. BERNARDO GUIMARESNascimento e morte Bernardo Joaquim da Silva Guimares nasce em Ouro Preto, Minas, em 15 de agosto de 1825. Falece na mesma cidade, em 10 maro de 1884. Sociedade Epicuria Em 1847, vai para So Paulo e matricula-se na Faculdade de Direito. Nessa poca, convive com lvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais participa da Sociedade Epicuria, que pretende reeditar, em So Paulo, a bomia de Byron. Histrias do serto Depois de formado, vai para Catalo, interior de Gois, como juiz municipal. No exerccio da profisso, tem de embrenhar-se muitas vezes pelo serto, nascendo da a idia de contar histrias regionalistas. Primeiro regionalista apontado como iniciador do regionalismo na Literatura Brasileira, com o romance O Ermito de Muqum (1869), ambientado no serto goiano. Minas e Gois Nos seus romances, retrata usos e costumes de duas regies: Minas e Gois. Na obra mxima, A Escrava Isaura, retrata o interior do Rio de Janeiro: uma fazenda em Campos. Melhores romances Suas duas melhores obras so O Seminarista e A Escrava Isaura. OBRAS PRINCIPAIS 1. 2. 3. 4. O Ermito de Muqum (romance, 1869) O Garimpeiro (romance, 1872) O Seminarista (romance, 1872) A Escrava Isaura (romance, 1875)

1. SEXTILHAS E DSTICO As duas primeiras estrofes contm seis versos (sextilhas); a ltima, dois versos (dstico). 2. VERSOS PROSAICOS Note que os versos no tm um tamanho tradicional (entre 5 e 12 slabas), ou seja, ultrapassam as medidas convencionais praticadas antes do Modernismo. Quando o verso ultrapassa 12 slabas mtricas, merece a classificao de prosaico (tem aparncia de prosa). 3. ANFORA Na segunda estrofe, a repetio de nossas no incio de dois versos constitui anfora. 4. PARDIA Pela leitura, nota-se facilmente a inteno do autor: fazer uma imitao burlesca de uma composio literria do passado (a Cano do Exlio de Gonalves Dias). Compor pardias para criticar autores de perodos literrios anteriores ttica bastante adotada na Primeira Fase Modernista (1922-1930). 5. IRONIA O poeta insinua que os brasileiros esto cercados de elementos estrangeiros: plantas (macieiras da Califrnia), pssaros (gaturamos de Veneza), arte (Gioconda). E vem a ironia maior: at o sabi, smbolo de brasilidade desde a poca do Romantismo, est sob suspeita. O autor s acredita que ele realmente brasileiro se exibir a certido de idade.

A ESCRAVA ISAURA a) poca: sculo XIX, auge da escravido no Brasil. Apesar disso, a herona (Isaura) nada tem da escrava comum brasileira. b) Cenrio: uma fazenda em Campos, interior do Rio de Janeiro. O autor alterna cenas do campo com cenas da cidade. c) Personagens: 1. Isaura escrava branca, de beleza deslumbrante. 2. Lencio vilo da histria. 3. lvaro heri da histria. 4. Miguel pai de Isaura. 5. Malvina esposa de Lencio. 6. Belchior jardineiro. feio, aleijado, desgracioso.

ROMANCES REGIONALISTAS 1. O Gacho (1870) ambientado no Rio Grande do Sul. 2. O Tronco do Ip (1871) ambientado no interior do Rio de Janeiro. 3. Til (1872) ambientado no interior de So Paulo. 4. O Sertanejo (1875) ambientado no Cear (Fazenda Oiticica). OBRAS HISTRICAS 1. As Minas de Prata (romance,1865) 2. A Guerra dos Mascates (romance,1871) 3. Alfarrbios (crnicas, 1873)

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

EXERCCIOS (p. 3) 01. D; 02. E; DESAFIO HISTRICO (p. 3) 01. A 02. E 03. A DESAFIO HISTRICO (p. 4) 01. 02. 03. 04. B B D C

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins ACUA, Cristbal de. Informes de jesutas em el amazonas: 1660-1684. Iquitos - Peru, 1986. ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionrio brasileiro da lngua portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996. ARRUDA, Jos Jobson de A. et ali. Toda a Histria: Histria geral e Histria do Brasil, 8. ed. So Paulo: Editora tica, 2000. BECHARA, Evanildo. Gramtica portuguesa. 31. ed. So Paulo: Nacional, 1987 CARVAJAL, Gaspar de. Descobrimento do rio de Orellana. So Paulo: Nacional, 1941. COELHO, Marcos A. ; TERRA, Lygia. Geografia Geral. O espao natural e socioeconmico. Moderna, 2001. COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil - 5. ed. So Paulo: Moderna, 2003. HOORNAERT, Eduardo (Coord.). Comisso de Estudos da Igreja na Amrica Latina. Histria da Igreja na Amaznia. Petrpolis-RJ: Vozes, 1992. MAGNOLI, Demtrio; ARAJO, Regina. Sociedade e Espao: Geografia geral e do Brasil. So Paulo: tica, 2000. MOREIRA, Igor. Construindo o espao brasileiro. 2. Ed: tica. 2004. MOREIRA, Igor. O espao geogrfico: Geografia geral e do Brasil. tica, 2002. MOTA, Myryam Becho e BRAICK, Patrcia Ramos. Histria das Cavernas ao Terceiro Milnio. 2. ed. So Paulo: Moderna, 2002. SHMIDT, Mario. Nova Histria Crtica do Brasil: 500 anos de Histria malcontada. So Paulo: Nova Gerao, 2003. SILVA, Francisco de Assis. Histria do Brasil. So Paulo: Moderna, 2000. VESENTINI, Jos William - 1950. Geografia Crtica: A Sociedade Brasileira. So Paulo: tica 2004.

EXERCCIOS (p. 5) 01. B; 02. C; DESAFIO HISTRICO (p. 5) 01. E 02. E 03. B DESAFIO GEOGRFICO (p. 6) 01. A 02. E 03. B DESAFIO GEOGRFICO (p. 7) 01. C 02. A 03. D DESAFIO GEOGRFICO (p. 8) 01. 02. 03. 04. 01. 02. 03. 04. 05. 01. 02. 03. 04. D E D C D E D E B D C E D

DESAFIO GEOGRFICO (p. 9)

DESAFIO GRAMATICAL (p. 10)

CAIU NO VESTIBULAR (p. 11) 01. C

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30); sbados: reprise s 23h Amazon Sat (15h10 s 15h40) RBN (13h s 13h30) - sbados: 5h30 e 7h (satlite) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (7h s 8h e 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (22h00 s 22h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h15 s 12h45) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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