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Em 31 de março de 64, o golpe que marcou a história do Brasil Os últimos períodos de seca têm sido extremos, alterando a rotina dos ribeirinhos História – Ditadura Militar – “Anos de chumbo” (1964–1985) pg. 02 História – A revolução industrial pg. 04 Geografia – Planejamento regional no Brasil pg. 06 Geografia – Os fusos horários pg. 08 Português – Crase pg. 10

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo13 Hist Geo

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Histria Ditadura Militar Anos de chumbo (19641985)

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Histria A revoluo industrial Geografia Planejamento regional no Brasil

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Geografia Os fusos horrios Portugus Crase

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Uma conquista para a educao no AmazonasDados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatstica (IBGE), vinculados nos meios de comunicao regionais, mostram mais uma conquista do Amazonas. O Estado j atingiu o patamar das regies mais desenvolvidas do Brasil no que diz respeito aos ndices de analfabetismo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios (PNAD), no Amazonas, o ndice de analfabetismo entre pessoas acima dos 15 anos de 6,7%, pouco acima da mdia de toda a regio Sudeste (6,5%) e bem prximo dos ndices da regio Sul (5,9%). A contribuio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para esta conquista o Reescrevendo o Futuro. Concebido para reverter uma dvida histrica do Estado com as populaes do interior, o programa recebe pessoas com faixa etrias das mais diversas. Gente como a dona-de-casa Maria Alves da Silva, de Apu, que aprendeu suas primeiras letras aos 100 anos. At abril deste ano, o programa deve atingir cerca de 73 mil alunos alfabetizados, com 107 mil vagas oferecidas desde 2003. Em sete municpios Mara, Presidente Fiqueiredo, Silves, Barcelos, Ipixuna, Tapau, e Apu o atendimento foi considerado concludo pela coordenao geral do Programa. Do mesmo modo, tambm foram encerradas as atividades do Programa nas zonas urbanas dos municpios de Alvares, Apu, Anori, Barcelos, Caapiranga, Careiro da Vrzea, Guajar, Humait, Ipixuna, Japur, Manicor, Mara, Presidente Figueiredo, So Gabriel da Cachoeira, So Paulo de Olivena, So Sebastio do Uatum, Silves, Tapau e Tonantins. Em 13 municpios, a demanda atendida foi superior ao nmero de iletrados levantados pelo Censo de 2000, como em Boa Vista do Ramos, onde os dados do IBGE apontaram uma demanda de 622 alunos analfabetos, e o programa conseguiu atender 1.532 alunos em trs anos.: 910 a mais do que o indicado, o que mostra o grande fluxo migratrio. Totalmente presencial, com aulas aos sbados, o programa baseado nos pressupostos metodolgicos de Helosa Vilas Boas, juntamente com as idias filosficas e epistemolgicas de Paulo Freire e Emlia Ferreiro, oferecendo ao alfabetizando a possibilidade de se identificar como sujeito do processo de transformao pessoal e coletiva. O Reescrevendo o Futuro faz parte das aes do Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH), presidido pela primeiradama Sandra Braga, que tambm est promovendo a integrao de diversos rgos do Estado a partir de projetos nas reas social, econmica e educacional que contribuam para combate misria e fome. Alm das sedes municipais, o Reescrevendo o Futuro atende moradores de 633 localidades rurais do interior do Estado, alm de comunidades indgenas.

HistriaProfessor DILTON Lima

Juscelino Kubitschek. 4. Principais governos militares Emlio Garrastazu Mdici (19691974) rgos repressores O governo Mdici jogou duro contra a oposio. Dentre os mecanismos criados para aniquilar a esquerda, destacaram-se: Destacamento de Operaes Internas e Comando Operacional da Defesa Interna (DOI-CODI). Operao Bandeirante (OBAN). Comando de Caa aos Comunistas (CCC). Programa de Governo Execuo do I Plano Nacional de Desenvolvimento (1. PND), que tinha por objetivo promover o crescimento econmico do Pas. Milagre Brasileiro A proposta do ministro do Planejamento, Delfim Neto, consistia em concentrar a renda, formando um bolo econmico, a ser posteriormente dividido. O bolo cresceu, porm a massa trabalhadora no participou de sua diviso. A desigual e injusta distribuio de renda gerada pelo milagre fez que os ricos ficassem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Crescimento econmico Houve alto ndice de crescimento econmico no Brasil durante o governo Mdici (19691972), implementado pelo Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND). O crescimento econmico, com mdia de 11%, colocou o Brasil entre as grandes potncias em expanso capitalista, mas custou caro s camadas populares. Conseqncias: arrocho salarial, desemprego e recesso. Exlio poltico Os direitos fundamentais do cidado estavam suspensos. Qualquer um podia ser preso e exilado se fosse desejo do governo. Nas escolas, nas fbricas, na imprensa, nas artes, a sociedade brasileira sentia a mo de ferro da ditadura. Propaganda O governo gastava milhes com propagandas destinadas melhoria da prpria imagem junto ao povo. Um dos slogans dessa propaganda dizia: Brasil: ame-o ou deixe-o. Censura Os meios de comunicao e as atividades culturais eram vigiados pela polcia. Tudo o que desagradava ao governo era severamente censurado. A ditadura no admitia criticas, nem mesmo oposio pacifica. Resposta dos grupos esquerdistas Os grupos de esquerda (ANL, POC, AP Avante!, , Molipo, PCB, PC do B, MR-8, VPR) decidiram-se pela luta armada, em aes isoladas, como nica forma de derrotar o regime. Passaram a atuar na clandestinidade, fazendo: Assaltos a bancos para financiar as aes de resistncia. Seqestros de diplomatas. Luta armada (focos urbanos e a famosa guerrilha do Araguaia). Outras criaes do governo Mdici Programa de Integrao Nacional (PIN), criando obras faranicas, como a Transamaznica. Programa de Integrao Social (PIS), dando participao aos trabalhadores nos lucros das empresas. Criou tambm o Programa de Formao do Patrimnio do Servidor Pblico (PASEP). Governo Ernesto Geisel (19741979) Lei Falco (1976) Sancionada pelo presidente Geisel em primeiro de julho, a lei (conhecida como Lei Falco) alterou o Cdigo Eleitoral. A partir das eleies seguintes, os candidatos s poderiam fazer campanha no horrio de TV, mostrando exclusivamente suas fotos, seus currculos e suas plataformas. A lei, cuja finalidade era diminuir a possibilidade de derrota da Arena em futuras eleies, foi aprovada no Congresso, no dia 25 de junho. Pacote de Abril (1977) Medidas destinadas a garantir a vitria da Arena nas eleies parlamen2

Ditadura Militar Anos de chumbo (19641985)1. Golpe Militar de 1964 Realizado pelas oligarquias em conluio com as Foras Armadas, com total apoio dos Estados Unidos. Operao Brother Sam: uma aparatosa ajuda militar dos norte-americanos para consolidao do Golpe de 1964. Combate ao comunismo e recuperao da credibilidade internacional. 2. Represso: Medidas legais Atos Institucionais (A. I.) Foram institudos diversos atos institucionais, entre os quais se destacam: Ato Institucional de 9 de abril de 1964 (n. 1) Eleies indiretas para presidente da Repblica. Cassao de mandato: suspenso dos direitos polticos por 10 anos. Aprovao de projetos de lei por decurso de prazo. Ato Institucional n. 2 (1965) Estabelecia, entre outras medidas: Extino dos partidos polticos. Por meio do ato complementar n. 4, de 24 de novembro de 1965, cria-se o bipartidarismo: Situao: Aliana Renovadora Nacional (ARENA) Oposio: Movimento Democrtico Brasileiro (MDB) Ato Institucional n. 3 (1966) Eleies indiretas pra governadores dos estados. Indicao pelos governadores dos prefeitos. Ato Institucional n. 4 (1967) Convocao do dbil Congresso Nacional para ratificar a Constituio de 1967. Ato Institucional n. 5, decretado no dia 13 de dezembro de 1968 Estabelecia: Suspenso dos direitos polticos (cassao de parlamentares). Recesso em qualquer das Casas Legislativas. Confisco dos bens advindos de enriquecimento ilcito. Estado de stio com prorrogao, fixando-se o respectivo prazo. Interveno federal nos Estados e Municpios. Suspenso da garantia de habeas-corpus nos casos de crimes polticos contra a segurana nacional. Recesso parlamentar, ficando a cargo do Executivo a autoridade para legislar em todas as matrias. 3. Frente Ampla Movimento poltico de oposio ao regime militar, composto por polticos cassados, entre os quais Carlos Lacerda. Propostas defendidas pelo movimento: Retomada do poder pelos civis. Reformas econmicas e sociais. Anistia geral. Restabelecimento das eleies diretas em todos os nveis. Reforma agrria ampla. Alm de Carlos Lacerda, o comando da Frente Ampla contava ainda com Joo Goulart e

tares de 1978, no Congresso Nacional, determinaram que: Estava includa a Lei Falco. Um tero dos senadores no seria mais eleito, mas indicado pelo Governo Federal. Esses senadores passariam a ser chamados de Senadores Binicos. O mandato presidencial passava de 4 para 6 anos. Criao da Nuclebrs A assinatura do Acordo Nuclear BrasilAlemanha ocorreu quando o Pas, precisando reorientar sua economia para escapar da vulnerabilidade energtica e da dependncia tecnolgica norte-americana, procurou a Repblica Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) para atuar em parceria em um projeto de transferncia completa de tecnologia nuclear. Surgia o pragmatismo responsvel: poltica externa voltada para o desenvolvimento econmico, responsvel pelo momento de maior afastamento entre o Brasil e os Estados Unidos. Protocolo de Braslia Quando tomou posse, em maro de 1974, o presidente Geisel logo aprovou a construo de uma segunda usina nuclear em Angra dos Reis, apressando entendimentos com o governo alemo para transferncia de tecnologia e concesso do financiamento necessrio. Em outubro, os dois pases firmaram o documento conhecido como Protocolo de Braslia, que serviu de base para o Acordo de Cooperao nos Usos Pacficos da Energia Nuclear, celebrado em Bonn, em 27 de junho do ano seguinte. Abertura poltica lenta e gradual Em termos polticos, a escolha do general Ernesto Geisel significava mais uma vitria dos grupos moderados, que pensavam em devolver o poder aos civis gradualmente. claro que os efeitos da crise econmica e as novas presses dos vrios setores da sociedade tambm contribuam para o processo de abertura poltica. Os trabalhadores, em 1978, desencadearam inmeras greves, severa e violentamente reprimidas pela policia. No entanto os prprios empresrios perceberam que era melhor conversar com os lderes sindicais do que com os representantes do governo. Na regio do ABC, em So Paulo, onde se concentram as indstrias automobilsticas, o movimento grevista dos metalrgicos, liderados por Lus Incio da Silva, o Lula, deu incio reorganizao dos trabalhadores. O caminho, porm, seria mais difcil. Os militares da linha dura no concordavam com a poltica de abertura. Aes repressivas, que culminaram com os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do operrio Manoel Filho, colocaram em questo a autoridade do presidente e provocaram a indignao social. Em 1978, o governo Geisel decretou o fim do Ato Institucional n. 5. Outras criaes do governo Geisel Polamaznia, visando a investimentos nos setores agropecurios e minerais na Amaznia. Incio da construo da hidreltrica de Itaipu, em cooperao com o Paraguai. Governo Joo Baptista de Oliveira Figueiredo (19791985) Abertura poltica Medidas democrticas iniciadas pelo governo Geisel: Anistia geral concedida em 1979 aos condenados por crime poltico. Reforma partidria, em 1979, que extinguiu o bipartidarismo e trouxe o retorno do pluripartidarismo. Restabelecimento das eleies diretas para governadores dos Estados, em 1980. Terrorismo de direita Marcado por atitudes dos grupos conservadores que no aceitavam as medidas redemocratizantes de Figueiredo. Eles

incendiavam bancas de jornais, realizavam atentados a bombas e praticavam seqestros. O episdio mais notvel foi o atentado ao Riocentro, local onde cerca de 20 mil pessoas assistiam a um show musical comemorativo ao dia 1. maio, promovido por uma entidade de esquerda. Campanha pelas Diretas-j (198384) Gigantescos comcios realizados por todo o Pas, divulgando que as eleies presidenciais de 1985 seriam realizadas de forma direta. Neste processo poltico, participaram Ulysses Guimares, Tancredo Neves, Franco Montoro, Teotnio Vilela, Leonel Brizola, Lula e outros. Emenda Dante de Oliveira (1984) O deputado mato-grossense Dante de Oliveira apresentou ao Congresso Nacional a emenda que concluiria a abertura democrtica, restabelecendo as eleies diretas para presidente da Repblica. Esta emenda foi vetada pelo Congresso Nacional, no alcanando os dois teros exigidos por lei. A eleio presidencial de 1985 ser de forma indireta, o presidente da Repblica ser eleito por um colgio eleitoral. Sucesso Presidencial Realizou-se de forma indireta, com duas chapas: Situao: Paulo Maluf (PDS, antiga ARENA) apresentava-se como candidato do governo. Oposio: Comandada pelo PMDB, formou a Aliana Democrtica, apresentando seus candidatos: Presidente da Repblica: Tancredo Neves; vice-presidente: Jos Sarney. Em 15 de janeiro, os membros do Colgio Eleitoral deram 480 votos a Tancredo Neves e apenas 180 a Paulo Maluf, tendo sido registradas 17 abstenes e 9 ausncias. Os cinco Estados que mais contriburam para a vitria da Aliana Democrtica foram Minas Gerais (57 votos), So Paulo (50), Rio de Janeiro (42), Paran (37) e Bahia (35).

Desafio Histrico01. (UFPR) Sobre a conjuntura do golpe militar no Brasil, nos anos sessenta, assinale a alternativa INCORRETA.a) Predominava internacionalmente a tenso ideolgica da Guerra Fria e um surto de modernizao e expanso forada da economia capitalista. b) Apesar da diversidade econmica e poltica, setorial e regional, predominava no pas um forte apoio s polticas de reforma de base do governo Goulart, em especial a reforma agrria. c) O golpe militar de 1964 foi motivado pela instabilidade do governo Joo Goulart, caracterizada pelo esgotamento do modelo nacional-popular de desenvolvimento e de conciliao social e poltica. d) A estrutura representativa e democrtica, em especial a partidria, apresentava-se fragilizada. e) Havia presso dos setores trabalhistas organizados, no campo (ligas camponesas) e na cidade.

02. (UFES) A poltica energtica brasileira adotada no sculo XX constitui uma ntida expresso histrica do papel do Estado como agente econmico. Das afirmativas a seguir, a que confirma essa proposio :

Exerccios01. (ESPM) H 30 anos, em outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog foi morto nas celas do II Exrcito. Em janeiro do ano seguinte, foi a vez do operrio Manuel Fiel Filho, que apareceu morto no mesmo local. O comando do II Exrcito distribuiu nota dizendo que os prisioneiros haviam-se suicidado, mas a sociedade repudiou os assassinatos.(Antonio Pedro, Histria do Brasil).

O texto remete o leitor ao fato de que:a) As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho produziram protestos da populao e levaram a ditadura militar a decretar o A.I. 5. b) As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho ocorreram onde funcionava o DOI-CODI e causaram mobilizao indita da sociedade contra a tortura e a ditadura. c) As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho ocorreram sob o governo do presidente Mdici, no auge da ditadura militar. d) As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho ocorreram sob o governo do presidente Joo Figueiredo, que tinha como seu ministro do Exrcito o general Silvio Frota, um dos lderes da chamada linha dura do regime. e) As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho ocorreram sob o governo do marechal Costa e Silva e fizeram parte de uma escalada da represso promovida pela linha dura do regime contra o Partido Comunista.

a) Sob o governo Geisel, foram institudos acordos entre o Brasil e a Alemanha Ocidental para a construo de oito usinas nucleares em solo brasileiro a fim de gerar e comercializar energia eltrica e permitir o controle sobre o ciclo do combustvel nuclear. b) A separao entre solo e subsolo, instituda na Constituio de 1934 sob o Governo Vargas, foi o mais importante resultado da campanha O petrleo nosso. c) Diante do aumento do preo do petrleo sob o monoplio dos pases rabes em incio dos anos 70, o Estado brasileiro instituiu os Projetos Jari e Carajs como estratgia de autodefesa do pas contra a dependncia externa do petrleo. d) O Programa Nacional do lcool (Prolcool) foi criado em 1979, no governo Figueiredo, para conter os gastos com a importao de petrleo. e) Durante a Guerra Fria, Juscelino Kubitschek criou, por meio de acordo assinado com a Alemanha Ocidental, o Conselho Nacional de Energia Nuclear com vistas a atenuar a dependncia brasileira do petrleo.

03. (PUCMG) Temperatura sufocante. O ar est irrespirvel. O pas est sendo varrido por fortes ventos. Mxima: 38, em Braslia: Mnima: 5 nas Laranjeiras. Jornal do Brasil, 14/12/1968. Previso do tempo.

O trecho uma aluso clara turbulncia provocada pela:a) vitria da oposio, que, capitaneada pelo MDB, mobiliza o Pas em prol da redemocratizao; b) denncia sociedade sobre os atos de crueldade que ocorrem nos pores da ditadura; c) edio do novo Ato Institucional e ao rgido controle por ele exercido sobre o Pas; d) disputa pela sigla PTB, que faz da antiga liderana do partido uma ameaa ordem estabelecida.

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Desafio Histrico01. (Faap) A crise do antigo sistema colonial ocorrida na segunda metade do sculo XVIII foi provocada por fatores endgenos, particularmente as contradies do prprio sistema. Afinal, embora o objetivo da colonizao fosse a explorao econmica da colnia em benefcio da metrpole, era impossvel explorar sem desenvolver. O texto trata da desintegrao do antigo colonialismo que se operou numa conjuntura de crises mais global, marcada por vrias revolues, como:a) a revoluo russa; b) a revoluo industrial; c) a revoluo praieira; d) a guerra de secesso; e) a revoluo puritana.

HistriaProfessor Francisco MELO de Souza

A revoluo industrialConsistiu num conjunto de transformaes tcnico-cientficas que revolucionaram a produo de mercadorias, transformando a humanidade a partir do sculo XVIII e prolongando-se pelo sculo XIX. Transformaes no setor da produo A produo para o mercado transformou o processo produtivo no decorrer da Idade Moderna. As mudanas econmicas que, at hoje, geram novas transformaes, durante o Antigo Regime passaram por vrias etapas, tais como: 1. Produo artesanal Processo produtivo mais antigo, sem diviso social do trabalho, sendo o produtor dono das ferramentas e do resultado da produo, a mercadoria. Nessa poca, o mercado era restrito, e a produo era feita na casa do arteso. 2. Produo manufatureira Com o renascimento comercial e urbano, que possibilitou a expanso do comrcio em escala internacional, fez-se necessrio aumentar a produo. Dessa forma, ocorreu a diviso social do trabalho, ou seja, a concentrao de trabalhadores num mesmo local sob a direo de um mestre. A produo era feita por etapas, obrigando especializao do trabalhador por setor. O resultado foi o aumento da produo. 3. Produo maquinofatureira Considerado o apogeu do Capitalismo, esse perodo marca a mecanizao da produo. A oficina foi substituda pela fbrica, e as mquinas, a matria-prima, o combustvel e os produtos passaram a pertencer ao proprietrio dos meios de produo. Na fbrica, concentravamse centenas de trabalhadores assalariados sob uma rgida diviso social do trabalho. Revoluo Industrial na Inglaterra Principais fatores: 1. Acumulao primitiva de capitais Lucros provenientes do comrcio colonial com os pases ibricos. 2. Supremacia martima A partir dos Atos de Navegao, a Inglaterra dominou o comrcio martimo e expandiu sua dominao colonial, conquistando novas fontes de matriasprimas e novos mercados consumidores que estimularam a produo industrial. 3. Reservas minerais Presena abundante de jazidas minerais de carvo e ferro. 4. Enclousures Cercamentos dos campos e definio da propriedade privada dos meios de produo, a terra. Era a expanso do capitalismo na produo agropastoril voltada para o mercado. Foi dessa forma que a populao camponesa foi expulsa do campo, tornando-se mo-de-obra barata nas cidades. 5. Sistema de crdito A criao do Banco da Inglaterra, no sculo XVII, ampliou o sistema de crditos para investimentos no setor industrial e na produo tcnico-cientfica. 6. O crescimento demogrfico O crescimento populacional foi fruto de uma srie de fatores, entre eles o controle de epidemias e o aumento da produo agrcola. 7. Revoluo Gloriosa Revoluo burguesa que transformou o parlamento ingls num rgo dirigente do Estado. Dessa forma, o Parlamento passou a utilizar o liberalismo como mote para o desenvolvimento econmico. Ligado a essas transformaes, o desenvolvimento tcnico-cientfico foi decisivo para a industrializao inglesa. As primeiras transformaes foram: a) Inveno da mquina a vapor, em 1712, por Newcomem, que servia para bombear gua

das minas de carvo. b) Produo de ferro com carvo coque, em 1735. c) Desenvolvimento da mquina de fiar, a Spinng Jenny, por James Hargreaves, em 1767. d) Aperfeioamento da mquina a vapor por James Watt. A utilizao dessa nova energia nas mquinas de fiar e tecer, por Richard Arkwiright, em 1769. e) Tear mecnico, por Richard Arkwiright, em 1785. Conseqncias O trabalho nas fbricas era realizado em pssimas condies, e os trabalhadores no possuam instrumentos de reivindicaes (sindicatos) e nem leis trabalhistas. Os trabalhadores respiravam poeira, o barulho era intenso, e a jornada de trabalho era de 14 a 16 horas dirias. No havia descanso semanal remunerado e nem frias. Havia explorao do trabalho infantil e do da mulher. Indepedncia dos Estados Unidos A Independncia dos Estados Unidos tornou-se um marco no processo que levou ao fim do Antigo Regime. Nas colnias do norte e do centro, desenvolveuse um modelo de colonizao de povoamento: os colonos exerciam um trabalho livre, num sistema de produo que estava baseado na pequena propriedade. No sul, onde prevaleceram as colnias de explorao, desenvolveu-se um sistema de produo baseada na grande propriedade monocultora e no trabalho escravo negro. Em meados do sculo XVIII, quando se iniciou a Revoluo Industrial, a Inglaterra comeou a mudar seu comportamento em relao a suas colnias americanas, intensificando a poltica econmica mercantilista e restabelecendo o pacto colonial, para acabar com a concorrncia das colnias. Guerra de Independncia Causas maiores A Guerra de Independncia dos Estados Unidos teve como causas mais profundas as restries mercantilistas impostas pela Inglaterra a suas colnias americanas e a influncia das idias liberais dos filsofos iluministas, divulgadas na Amrica do Norte. Causas menores Como causas menores e mais imediatas, podemos citar a Guerra dos Sete Anos, o Massacre de Boston e os Atos Intolerveis. No mesmo ano (1774), todas as colnias, com exceo da Gergia, enviaram representantes para o Primeiro Congresso Continental de Filadlfia. Nesse congresso, os colonos, ainda no dispostos separao, resolveram enviar ao governo ingls um pedido para que fossem retirados os Atos Intolerveis. A Inglaterra no atendeu s reivindicaes e acirrou a represso, causando a morte de alguns americanos. Os colonos reuniram-se no Segundo Congresso Continental de Filadlfia, em 1775. As principais medidas adotadas no Congresso foram: a) Declarao de Independncia dos Estados Unidos. b) Declarao de Guerra Inglaterra. A Declarao de Independncia, que continha a Declarao dos Direitos do Homem, foi aprovada em 4 de julho de 1776, afirmando que as Colnias esto isentas de toda e qualquer obedincia Coroa Britnica. Na Declarao de Independncia, os colonos norte-americanos defendiam a tese de que o homem tem o direito natural liberdade e felicidade, bem como afirmavam que o poder se origina do povo e que o cidado tem o direito de substituir o governo que no respeitar seus direitos naturais. Os Estados Unidos foram o primeiro pas a se tornar independente e tambm o primeiro a proclamar uma repblica federativa. Revoluo Francesa Fatores determinantes 1. Fatores econmicos e sociais A Frana,

02. (Puccamp) Dentre as conseqncias sociais forjadas pela Revoluo Industrial pode-se mencionar:a) o desenvolvimento de uma camada social de trabalhadores, que destitudos dos meios de produo, passaram a sobreviver apenas da venda de sua fora de trabalho; b) a melhoria das condies de habitao e sobrevivncia para o operariado, proporcionada pelo surto de desenvolvimento econmico; c) a ascenso social dos artesos que reuniram seus capitais e suas ferramentas em oficinas ou domiclios rurais dispersos, aumentando os ncleos domsticos de produo; d) a criao do Banco da Inglaterra, com o objetivo de financiar a monarquia e ser tambm uma instituio geradora de empregos; e) o desenvolvimento de indstrias petroqumicas favorecendo a organizao do mercado de trabalho, de maneira a assegurar emprego a todos os assalariados.

03. (UFMG) Todas as alternativas apresentam mudanas que caracterizam a Revoluo Industrial na Inglaterra do sculo XIX, EXCETO:a) A aplicao sistemtica e generalizada do moderno conhecimento cientfico ao processo de produo para o mercado. b) A consolidao de novas classes sociais e ocupacionais, determinada pela propriedade de novos fatores de produo. c) A especializao da atividade econmica, dirigida para a produo e para o consumo paroquial e familiar. d) A expanso e despersonalizao da unidade tpica de produo, at ento baseada principalmente nas corporaes de ofcio. e) O redirecionamento da fora de trabalho das atividades relacionadas produo de bens primrios para a de bens manufaturados e servios.

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em fins do sculo XVIII, era ainda uma nao essencialmente agrria, com uma produo agrcola estruturada no modelo feudal, enquanto a Inglaterra, sua grande rival, desenvolvia o processo de Revoluo Industrial, transformando-se na maior nao capitalista. A sociedade francesa estava dividida em trs Estados: Primeiro Estado Formado pelo alto e baixo clero. Os membros do alto clero (bispos e abades) pertenciam nobreza; os do baixo clero (padres e monges) tinham origem no 3. estado. Segundo Estado Constitudo pela nobreza, que detinha, juntamente com o rei, o poder poltico do pas. Estava dividida em alta e baixa nobreza. Parte dela vivia na corte (nobreza cortes), gozando dos privilgios concedidos pelo rei e aproveitando-se do dinheiro pblico; outra parte vivia explorando os camponeses no campo. Terceiro Estado Tinha composio bem heterognea: abrangia os camponeses, a massa pobre da cidade, a pequena, mdia e alta burguesia. 2. Fatores polticos A Revoluo Francesa foi conseqncia imediata do absolutismo de Lus XVI. No seu governo, a economia francesa passava por uma crise aguda, que, em parte, aumentou em funo da participao da Frana na Guerra de Independncia dos Estados Unidos. A situao econmica exigia reformas urgentes e gerava uma aguda crise poltica. Foram vrios os ministros das Finanas francesas, tais como Turgot, Necker e Calonne, que pretenderam forar a nobreza e o clero a pagarem impostos, mas o rei demitiu-os, porque tambm sofria presso do Primeiro e do Segundo Estados. A burguesia, na reunio dos Estados Gerais, fez duas grandes exigncias: primeira, que o Terceiro Estado tivesse um nmero de deputados igual ao dos dois outros Estados; segundo, que o voto, na Assemblia, fosse individual. A primeira exigncia foi atendida, mas a segunda foi obstaculizada pelos outros dois Estados. O rei anunciou, na abertura dos trabalhos, em maio de 1789, que a finalidade daquele encontro poltico era resolver somente problemas financeiros, e o processo de votao dos projetos seria por Estado. O Terceiro Estado, com apoio de membros do baixo clero e da nobreza de toga (nobreza que comprou o seu ttulo), declarou-se Assemblia Nacional Constituinte. O rei reagiu mandando fechar o Congresso Nacional e prender os deputados. Primeira jornada revolucionria O rei mobilizou tropas militares para reprimir as manifestaes burguesas e populares. Mas a burguesia organizou milcias populares para enfrentar as tropas reais. No dia 14 de julho de 1789, a populao parisiense tomou a Bastilha (priso poltica, smbolo do autoritarismo e das arbitrariedades do rei). A Tomada da Bastilha foi um marco da exploso popular. Depois dela, a agitao revolucionria espalhou-se por toda a Frana. O medo de a revoluo camponesa espalhar-se e atingir tambm as propriedades burguesas levou extino dos direitos feudais, em agosto de 1789. No dia 26 de agosto de 1789, a Assemblia Nacional proclamou a clebre Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. Em 1790, a Assemblia Constituinte confiscou vrias propriedades da Igreja e subordinou o clero autoridade do Estado (chamada de Constituio Civil do Clero). Os religiosos e a nobreza descontentes fugiram da Frana e, no exterior, organizaram exrcitos para reagir Revoluo Francesa. Monarquia Constitucional Em 1791, aps a elaborao da Carta Constitucional, a Frana tornou-se uma Monarquia Constitucional, dominada pela burguesia, cujos pontos

principais so: 1. Igualdade jurdica de todos os cidados franceses (mas permanecia a escravido nas colnias). 2. Completa liberdade de produo e de comrcio, com proibio das greves dos trabalhadores. 3. Liberdade de crena religiosa e separao entre Estado e religio. 4. Estado dividido em trs poderes: legislativo, executivo e judicirio. Nas eleies, foi institudo o voto censitrio. Frana foi invadida O rei Lus XVI no aceitou a perda do poder e conspirou contra a revoluo. Fez contato com os reis da ustria e da Prssia com o objetivo de formar um exrcito e invadir a Frana para restabelecer o Absolutismo. Em julho de 1791, o rei tentou fugir da Frana, mas foi preso sob a acusao de traio. No mesmo ms, o exrcito austro-prussiano invadiu a Frana, contando com o apoio secreto da famlia real, que fornecia segredos militares s tropas invasoras. O pas foi defendido pelo exrcito composto pelos sans-cullottes (pequenos negociantes, artesos e operrios) sob a liderana de Danton e Marat. Em 20 de setembro, o exrcito estrangeiro foi expulso da Frana. Conveno A partir desse momento, foi proclamada a Repblica Francesa, que passou a ser governada pela Assemblia Nacional, chamada de Conveno. Nesse perodo, as mais importantes foras polticas do pas eram as seguintes: Partido Feuillants: composto por representantes da burguesia financeira; defensores da monarquia constitucional. Partido Girondino: composto por representantes da burguesia comercial e industrial; defensores da Repblica. Partido Jacobino: composto pela pequena burguesia; defendia a execuo do rei e a instaurao da Repblica. Cordeliers: composto por representantes das camadas populares; defendia a execuo do rei e a instaurao da Repblica. Partido da Plancie: uma parte representava a burguesia financeira; a outra, a burguesia industrial. O rei foi julgado na Conveno, acusado por Robbespierre e condenado como traidor execuo por guilhotina. Foi executado em 21 de janeiro de 1793. Repblica dos Jacobinos A execuo do rei provocou revoltas internas e uma reorganizao das foras absolutistas estrangeiras. Para enfrentar a ameaa, os jacobinos criaram uma srie de rgos encarregados da defesa da revoluo. Entre esses rgos, destacam-se: 1. Comit de Salvao Pblica. 2. Tribunal Revolucionrio. Nessa poca, instalou-se uma verdadeira ditadura dos jacobinos, sob a liderana de Robbespierre, o qual, para governar, procurava equilibrar-se entre as diversas tendncias polticas, umas mais identificadas com a alta burguesia e outras mais prximas das aspiraes das camadas populares. Robbespierre, tentando sustentar-se no poder, eliminando as oposies dentro do governo, condenou morte alguns membros da prpria Conveno, dentre os quais Danton, que discordavam de suas prticas radicais. Os Girondinos e a Plancie uniram foras contra o governo de Robbespierre, que por sua vez perdeu o apoio popular. O resultado foi a priso e a execuo por guilhotina de Robbespierre. Golpe do Nove Termidor Aps a morte de Robbespierre, a Conveno passou a ser controlada pelos representantes da alta burguesia, que elaboraram uma nova Constituio.

Desafio Histrico01. (Unitau) O capitalismo, com base na transformao tcnica, atinge seu processo especfico de produo, caracterizado pela produo em larga escala, onde h uma radical separao entre o trabalho e o capital. Esta afirmativa est tratando:a) da separao entre capitalismo e socialismo; b) da Revoluo Industrial; c) do advento do Mercantilismo; d) da Revoluo comunista na Rssia; e) do plano Marshall aps a Segunda Guerra Mundial.

02. (FGV) A Constituio da Frana de 1791, a partir dos princpios preconizados por Montesquieu, consagrou, como fundamento do novo regime,a) a subordinao do Judicirio ao Legislativo, que passou a exercer um poder fiscalizador sobre os tribunais; b) a identificao da figura do monarca com a do Estado, que a partir desse momento se tornou inviolvel; c) a supremacia do Poder Legislativo, deixando de ser o rei investido de poder moderador; d) o poder de veto monrquico, que se restringiu a assuntos fiscais, limitando, assim, a soberania popular; e) a separao dos poderes at ento concentrados, teoricamente, na pessoa do soberano.

03. (Fuvest) Do ponto de vista social, podese afirmar, sobre a Revoluo Francesa, que:a) teve resultados efmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma s classe social, a burguesia, nica beneficiria da nova ordem; b) fracassou, pois, apesar do terror e da violncia, no conseguiu impedir o retorno das foras sociopolticas do Antigo Regime; c) nela coexistiram trs revolues sociais distintas: uma revoluo burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados sans-culottes; d) foi um fracasso, apesar do sucesso poltico, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou, em mais de um sculo, o progresso econmico da Frana; e) abortou, pois a nobreza, sendo uma classe coesa, tanto do ponto de vista da riqueza, quanto do ponto de vista poltico, impediu que a burguesia a conclusse.

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Desafio Geogrfico01. A Regio Nordeste compreende, em seu interior, reas diferenciadas por fatores naturais e socioeconmicos: o Meio Norte, o Serto, o Agreste e a Zona da Mata. Sobre as caractersticas mais recentes da economia dessas reas, assinale V ou F. 1. ( ) O avano da soja no Meio-Norte, com a ocupao dos cerrados no Maranho, Piau e oeste baiano. 2. ( ) O crescimento da indstria nas reas metropolitanas, em especial o de Salvador e Fortaleza, como resultado da desconcentrao industrial no Sudeste. 3. ( ) A expanso do extrativismo vegetal, do babau e da carnaba, como atividade principal dos pequenos agricultores do Agreste. 4. ( ) A substituio da lavoura da ana-de-aar na Zona da Mata plos lavouras de subsistncia (feijo, arroz, mandioca), atravs de projetos de assentamentos. 5. ( ) O desenvolvimento da fruticultura no vale mdio do So Francisco, em pleno Serto, atravs de projetos de irrigao. 02. Com relao s alteraes ambientais provocadas pela construo de uma represa, avalie as afirmativas a seguir: I. Reduz a velocidade normal de escoamento das guas do rio. II. Aumenta a deposio do material trazido em suspenso pelo rio. III. Retm matria orgnica cuja decomposio libera dixido de carbono e metano. IV. Diminui a umidade relativa do ar, regularizando os nveis de chuvas. Assinale:a) se somente as alternativas I e II estiverem corretas. b) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Geografia do BrasilProfessor Paulo BRITO

Planejamento regional no BrasilA poltica regional da Sudene O Nordeste, como espao regional singular, um produto da integrao nacional, sob o comando do Centro-Sul. O complexo cafeeiro e, em seguida, a industrializao transferiram, definitivamente, o topo geogrfico da acumulao de riquezas. A marginalizao econmica das oligarquias nordestinas acompanhou a formao de um mercado interno unificado e subordinado aos capitais urbanos e industriais sediados no Sudeste. Mas as oligarquias conservaram o seu controle sobre a terra e as mquinas polticas estaduais. Essa herana histrica permitiu que sobrevivessem como elite perifrica, por meio da captura de rendas geradas pelas polticas de planejamento regional do poder central. A Superintendncia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) nasceu em 1960, como instrumento para a subordinao econmica e poltica das oligarquias nordestinas. A indstria, no a agropecuria, era proclamada como caminho para a redeno da regio perifrica. Os investimentos de empresas sediadas no Sudeste, no os latifndios do Nordeste, tomavam-se beneficirios dos incentivos e subsdios federais. Nos primeiros anos da Sudene, a sua poca herica, a espada da reforma agrria chegou a lanar uma sombra ameaadora sobre a grande propriedade fundiria da faixa aucareira. Com a Sudene, os nordestes dissolveram-se no Nordeste. A lei que criou o novo rgo definiu como sua rea de atuao a totalidade dos nove estados nordestinos e o extremo norte de Minas Gerais. Em 1998, toda a poro mineira do Vale do Jequitinhonha e o norte do Esprito Santo foram includos na rea da Sudene. O diagnstico tradicional, que vinculava a pobreza regional ao fenmeno das secas, deu lugar ao ponto de vista desenvolvimentista, cuja prioridade consistia na implantao de plos industriais na Regio. Coerentemente com essa orientao, estabeleceu-se, em 1974, o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). O Finor financiou, ao longo da sua histria, a implantao ou expanso da maior parte dos grandes grupos industriais com fbricas no Nordeste. Os recursos do fundo possibilitaram a criao do Plo Petroqumico de Camaari, na Bahia. Atualmente, cerca de 30% do ICMS arrecadado pelos estados nordestinos provm de empreendimentos financiados pelo Finor. Sob a Sudene, o Nordeste emergiu como Regio industrial perifrica, conectada aos capitais sediados no Sudeste. Os laos de dependncia manifestam-se com especial nitidez no caso da indstria de bens intermedirios produtos qumicos, petroqumicos e metalurgia que funcionam como insumos para as empresas do Centro-Sul. A industrializao incentivada modificou o panorama econmico nordestino, ampliando a sua participao no PIB nacional e transferindo para as cidades o foco de acumulao regional de riquezas. A liderana dos investimentos incentivados Ficou com as indstrias qumicas, metalrgicas, de minerais no-metlicos, de material eltrico e de comunicaes. As tradicionais indstrias nordestinas txteis, de vesturio e calados e de alimentos receberam menos de 30% dos

investimentos incentivados pelo Finor. A ao da Sudene tambm contribuiu para a concentrao regional da industria nas principais aglomeraes urbanas da Zona da Mata. Um dos seus resultados consistiu na acelerao do crescimento demogrfico das metrpoles regionais. que se firmaram como plos de atrao para os migrantes oriundos do meio rural. O DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL NA AMAZNIA Ainda h tempo para que a Amaznia no repita a histria da Mata Atlntica. Existem, felizmente, alternativas. O ponto de partida mudar os pressupostos e as orientaes das polticas pblicas e o comportamento e os valores de cada um de ns. O desenvolvimento pode, sim, ser feito com a manuteno das florestas. Entretanto isso no dever ser resultado do altrusmo dos indgenas, extrativistas, colonos, fazendeiros e empresrios. Necessitamos de polticas pblicas capazes de mudar a lgica econmica da fronteira do desmatamento. A equao simples. A manuteno das florestas deve ser economicamente mais rentvel do que os benefcios do garimpo florestal e da agropecuria. Para isso, o produtor rural tem de obter maiores rendimentos dos produtos florestais madeireiros e no-madeireiros e dos servios ambientais prestados por suas florestas (conservao dos rios, da biodiversidade, do clima, etc). O Estado do Amazonas est determinado a implementar uma poltica de desenvolvimento sustentvel voltada para a conservao das florestas e para a melhoria da qualidade de vida das populaes rurais, com especial ateno para os segmentos extremamente empobrecidos. inadmissvel que indgenas, ribeirinhos e colonos, moradores de ecossistemas riqussimos, sejam miserveis e dependam de polticas assistencialistas. tambm inadmissvel que essas populaes sejam foradas a desmatar, na busca de melhorar o seu bem-estar. Para enfrentar esse desafio, estamos fazendo simplesmente o bvio. Infelizmente, demoramos mais de 500 anos para nos dar conta disso. Mo-de-obra qualificada para o interior Eis as principais providncias para se implantar mo-de-obra qualificada praticamente inexistente em todo o Brasil com vistas ao desenvolvimento sustentvel: 1. Implementar florestas pblicas de produo. 2. Criar linhas de crdito para pequenos e mdios empreendedores florestais. 3. Estender os benefcios fiscais e tributrios da indstria convencional para os empresrios florestais. 4. Gerar energia eltrica limpa, a partir de resduos florestais. 5. Utilizar as frutas da floresta (aa, castanha, camu-camu, etc) na merenda escolar. 6. Utilizar as plantas medicinais nos programas de sade pblica. 7. Apoiar a agricultura familiar com sistemas agroflorestais. 8. Manejar os recursos pesqueiros e promover a piscicultura. 9. Treinar e profissionalizar os trabalhadores florestais. 10. Desenvolver a base cientfica e tecnolgica para a modernizao de atividades florestais seculares. Esse desafio s ser possvel se houver uma ampla parceria de toda a sociedade brasileira. Precisamos aumentar o consumo de produtos florestais madeireiros e no-madeireiros da Amaznia, valorizando especialmente os que

03. A implantao, na Amaznia, das grandes estradas de rodagem intensificou os fluxos migratrios em direo a essa Regio. Esses fluxos migratrios NO provocaram:a) b) c) d) e) a disseminao de doenas tropicais; a reduo da especulao fundiria; o colapso da infra-estrutura urbana; a atuao predatria no preparo da terra; o aumento dos fluxos de contrabando.

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possuem selo verde ou orgnico. Isso pode ser feito individualmente, por consumidores, ou por meio da poltica de compra das empresas, das prefeituras, dos estados e da Unio. Precisamos desenvolver mecanismos para o pagamento pelos servios ambientais das florestas ao produtor rural. Menores impostos, crdito mais barato, reconhecimento da propriedade intelectual dos povos indgenas e das populaes tradicionais. Isso deve ser feito com polticas internacionais, nacionais, estaduais e municipais coerentes com o desenvolvimento sustentvel. Necessitamos de um engajamento vibrante das nossas universidades e das instituies de pesquisa; sobre isso devem-se debruar nossos melhores crebros. Precisamos atrair os mais competentes empresrios e investidores privados para os negcios sustentveis. Necessitamos de novas e mais amplas alianas, inclusive com governos, consumidores e empresas de pases seriamente comprometidos com a sustentabilidade. Especialmente, necessitamos do apoio das ONGs para mobilizar comunidades e consumidores em torno desses desafios. Precisamos de uma ao coordenada e estratgica com nossos pases vizinhos afinal, temos mais de 1/3 das florestas tropicais do Planeta. Conservar a Amaznia uma tarefa urgente. melhor que faamos ns mesmos antes que nos julguem incapazes e questionem nossa soberania.Fonte: Virglio M. Viana / Relato sobre a Amaznia Verde e o desenvolvimento sustentvel.

esto sujeitas a diversas penas. Embora a ao fiscalizatria tenha sido pouca efetiva at o momento, certo que essa situao vai mudar. Recentemente, tem aumentado as presses da sociedade para que as leis ambientais e florestais sejam cumpridas. 5. Oportunidades de mercado As empresas que adotam um bom manejo so fortes candidatas a obter um selo verde. Como a certificao uma exigncia cada vez maior dos compradores de madeira, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, as empresas que tiverem um selo verde, provando a autenticidade da origem manejada de sua madeira, podero ter maiores facilidades de comercializao no mercado internacional. 6. Conservao florestal O manejo da floresta garante a cobertura florestal da rea, retm a maior parte da diversidade vegetal original e pode ter impactos pequenos sobre a fauna, se comparados explorao no manejada. 7. Servios ambientais As florestas manejadas prestam servios para o equilbrio do clima regional e global, especialmente pela manuteno do ciclo hidroltico e reteno de carbono. Projetos de manejo A utilizao dos recursos florestais brasileiros, em uma histrica perspectiva, precisa de anlise para um programa de manejo florestal sustentado. Esses recursos fazem uma contribuio vital para: 1. Proteo de mananciais, da vida silvestre e da diversidade biolgica. 2. Gerao de empregos, recursos e receitas por meio da explorao florestal. Desafios: 1. Desacelerar e se, possvel, reverter o xodo rural do interior para Manaus. 2. Revitalizar a produo florestal de madeira e de produtos florestais no-madeireiros por extrativistas, pescadores e indgenas. 3. Aumentar a produo do pescado e de frutas tropicais. 4. Implementar uma agenda de trabalho para os segmentos mais excludos da sociedade, com especial nfase para os bolses de pobreza de Manaus e das populaes extrativistas mais isoladas (pescadores e indgenas). 5. Aumentar os investimentos na Zona Franca de Manaus. A poltica de concentrao econmica da Zona Franca de Manaus contribui para a gerao de impostos alavanca fundamental para o desenvolvimento sustentvel. Contribui, ainda, para inibir o avano demogrfico no interior e, portanto, reduzir a taxa de desmatamento. Quebra de paradigmas Alguns paradigmas precisam ser rompidos. Primeiro a valorizao do saber e das opinies daqueles que vivem das florestas, dos rios, dos lagos e dos igaraps. Esse segmento social precisa ser consultado no processo de tomada de decises. No-assistencialismo necessrio deixar o assistencialismo na forma de doaes de implementos e veculos e implantar poltica de gesto de unidades de produo e de beneficiamento de produtos agrcolas, pesqueiros e extrativistas sob a administrao estadual ou municipal. Necessita-se de instrumentos de poltica pblica capazes de transformar, dinamizar e assegurar a sustentabilidade econmica das cadeias produtivas sustentveis.

Desafio Geogrfico01. Com o agravamento do desemprego e da fome, acentuou-se o problema dos desequilbrios regionais no Brasil. Tais desequilbrios tiveram sua origem no processo que estabeleceu o papel de cada regio na diviso territorial do trabalho, ao longo do desenvolvimento industrial brasileiro. Considere o desenvolvimento desigual ocorrido no Brasil e numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda, associando cada regio ao papel econmico que lhe coube na diviso territorial do trabalho. Papel econmico 1. Fornecimento de mo-de-obra por meio de migraes internas. 2. Abastecimento alimentcio dos principais centros industriais. 3. Oferta de espaos amplos para as frentes de expanso agrcola. 4. Polarizao e organizao nacional do processo produtivo. ( ) Centro Oeste ( ) Nordeste ( ) Sudeste ( ) Sul Assinale a opo que apresenta a numerao na ordem carreta:a) 1, 2, 4, 3 c) 2, 3, 1, 4 e) 4, 3, 2, 1 b) 2, 1, 3, 4 d) 3, 1, 4, 2

MANEJO FLORESTAL O que o manejo florestal? O cdigo florestal brasileiro de 1965 (artigo 15) definiu que as florestas da Amaznia s poderiam ser utilizadas por meio de planos de manejo. Em 1989, a Ordem de Servio 00189/IBAMA/ DIREN definiu um extensivo protocolo de plano de manejo, incluindo especificao de tcnicas de extrao para diminuir os danos floresta, estimativas do volume a ser explorado, tratamentos silviculturais e mtodos de monitoramento do desenvolvimento da floresta aps a explorao. O ciclo de corte mnimo foi fixado, na poca, em 30 anos. Em resumo, o Manejo Florestal um conjunto de tcnicas empregadas para colher, cuidadosamente, parte das rvores grandes, de tal maneira que as menores, a serem colhidas futuramente, sejam protegidas. Com a adoo do manejo, a produo de madeira pode ser contnua ao longo dos anos. Por que manejar as florestas? As principais razes para manejar a floresta so: 1. Continuidade da produo A adoo do manejo garante a produo de madeira na rea indefinidamente, e requer a metade do tempo necessrio na explorao nomanejada. 2. Rentabilidade Os benefcios econmicos do manejo superam os custos. Tais benefcios decorrem do aumento da produtividade do trabalho e da reduo dos desperdcios de madeira. 3. Segurana de trabalho As tcnicas de manejo diminuem drasticamente os riscos de acidentes de trabalho. No Projeto Piloto de Manejo Florestal (Imazon/WWF), os riscos de acidentes durante o corte na operao manejada foram 17 vezes menores se comparados s situaes de perigo na explorao predatria. 4. Respeito lei Manejo florestal obrigatrio por lei. As empresas que no fazem manejo

02. A Regio Nordeste a parte do territrio nacional que mais desafios tem colocado compreenso [...] E o territrio mais consolidado em termos de ocupao populacional e o que apresenta maior durabilidade de sua estrutura produtiva. (CASTRO, In E. de. Seca versus seca. In: Brasil: questes atuais da reorganizao do territrio. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1996.) Qual das alternativas no se relaciona com o texto acima?a) A Zona do Mata nordestina se mantm como importante rea aucareiro. b) A pecuria continua sendo o elementochave da estrutura produtiva do serto nordestino. c) Os setores produtivos tradicionais mantm-se mesmo com os avanos da industrializao e da urbanizao propiciados pelos incentivos fiscais articulados pela Sudene. d) A Regio Nordeste oferece possibilidades para investimentos devido, entre outros aspectos, sua disponibilidade de recursos naturais e proximidade dos mercados. e) A manuteno de estruturas produtivas tradicionais demonstra a resistncia das elites nordestinas s mudanas.

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Desafio Geogrfico01. (UEG) Um avio decolou do aeroporto da cidade A (45W) s 7 horas com destino cidade B (120W). O vo tem durao de oito horas. Que horas sero na cidade B quando o avio pousar?a) 11h d) 8h b) 10h e) 2h c)9h

Geografia GeralProfessor HABDEL

encontrada que est em graus de longitude para o equivalente em horas. Sabemos que cada fuso equivale a 15 de longitude, assim temos: Tabela 01

Os fusos horriosNoes bsicas: Cada fuso horrio equivale a 15 de longitude. Essa a distncia percorrida pela Terra no perodo de uma hora enquanto executa o movimento de rotao. Como nosso Planeta esfrico, podemos dividir a sua circunferncia pelo tempo de durao do movimento de rotao. Assim, teremos 360 divididos por 24 horas equivalentes a 15 de longitude por hora. Pode-se tambm subdividir os fusos em intervalos de um em um grau. Ou seja, para cada grau de longitude teremos o equivalente a 4 minutos. Um dado que no pode ser desprezado o fato de o movimento de rotao nos dar a noo de sucesso das horas. Como ele realiza-se sempre de oeste para leste, o hemisfrio leste do nosso Planeta apresenta horas adiantadas em relao ao hemisfrio oeste. Figura 01

02. (UEL) Considere que um avio supersnico sai da cidade de Tquio 1h da manh de um domingo com direo cidade de Manaus AM. A durao do vo de nove horas e a diferena de fuso horrio de uma cidade a outra de onze horas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a hora e o dia da semana da chegada desse avio cidade de Manaus.a) 22h do sbado. b) 23h do sbado. c) 01h do domingo. d) 10h do domingo. e) 12h do domingo.

No se esquea de que para cada grau de longitude temos 4 minutos. Neste sentido, podemos construir outra tabela graduada em intervalos de 4 em 4 minutos: Tabela 02

03. (Unirio) Marque, no quadro a seguir, a opo que indica corretamente o nmero de fusos horrios que o territrio brasileiro compreende e sua situao em relao ao horrio do fuso de Londres (GMT), respectivamente:Nmeros de fusos horrios a) 2, b) 3, c) 4, d) 4, e) 5, Situao dos horrios em relao ao GMT adiantados atrasados adiantados atrasados adiantados

04. (UFRN) Um grupo de pesquisadores partiu de Braslia s 08 horas, rumo cidade de So Francisco, nos Estados Unidos. Sabendo-se que a diferena entre as duas cidades de 05 fusos horrios e que o vo durou 08 horas, os pesquisadores chegaram a So Francisco sa) 23 horas. d) 11 horas. b) 16 horas. c) 13 horas.

H sempre dois lugares envolvidos no clculo dos fusos horrios. Um que ser o referencial e o outro por meio do qual se procura definir a hora equivalente. O que estiver a leste sempre ter hora mais adiantada (desde que no se tome como referncia a LID). Quando queremos estabelecer a distncia, em graus de longitude, entre esses dois lugares, devemos proceder de acordo com as seguintes condies: Primeiro caso: Se os dois lugares estiverem no mesmo hemisfrio, devemos subtrair a longitude menor da longitude maior, por exemplo: Figura 02 Mesmo hemisfrio

Existem tambm outras formas de converter grau de longitude para hora. Atente para a seguinte frase: multiplique-se a distncia (em graus) encontrada e divida-se o resultado por sessenta. O processo consiste, basicamente, em transformar grau para minuto, multiplicandose por 4, e converter os minutos em hora, quando se divide por 60. Aplicao 01 (hora inteira): Em Manaus (60W), os relgios marcavam 10 horas do dia 12 de outubro. Que horas sero, nesse mesmo instante, num determinado local (A) que esteja a 15E de Greenwich? Clculo 1 da aplicao 01

Clculo 1 da figura 02 Clculo 2 da aplicao 01 45 a distncia entre A de B. Essa distncia dever ser convertida para horas: 45 3 horas. Segundo caso: Se os dois lugares estiverem em hemisfrios diferentes, devemos somar as longitudes. Assim, teremos: Figura 03 Soluo da aplicao 01

05. (UFES) Por volta das 9 horas do dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu atnito aos ataques terroristas s torres gmeas do World Trade Center, na cidade de Nova lorque, localizada a 74 de longitude oeste de Greenwich. Temse apontado como o autor intelectual dos ataques o saudita Osama Bin Laden, que se encontra escondido no Afeganisto. A diferena horria entre a cidade de Cabul, no Afeganisto, e a cidade de Nova lorque, nos EUA, de +9h30min. Com base nas informaes acima, a longitude da capital afeg a) b) c) d) e) 14230 longitude oeste de Greenwich. 13500 longitude oeste de Nova lorque. 21630 longitude leste de Nova lorque. 8330 longitude leste de Greenwich. 6830 longitude leste de Greenwich.

Clculo 1 da figura 03

30 a distncia entre X e Y. Essa distncia dever ser convertida para horas: 60 4 horas. H a necessidade de transformar essa distncia

Outra forma bem simples de converter grau para hora separar os graus suficientes para ter horas inteiras e converter o resto em minutos. No devemos esquecer que, se 15 equivalem a uma hora, 1 equivale a 4 minutos. Aplicao 02 (horas e minutos): Dois lugares separados por 54 de longitude

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Desafio Geogrficotero diferena horria de? Clculo da aplicao 02 HC = 4h + 10h = 14h a hora da chegada em Porto Velho. No Planeta, h dois lugares estratgicos onde temos a mudana das datas no planeta: A Linha Internacional da Data (LID). No fuso onde for meia-noite. De modo geral, h sempre duas datas no globo terrestre. Porm h somente um caso em que todos os fusos esto na mesma data: quando em Greenwich for meio-dia. A LID (Linha Internacional da Data) no coincide com o meridiano de 180, pois ela sofre desvios para que no corte qualquer rea habitada. Cruzando-se a LID do Hemisfrio Oriental para o Hemisfrio Ocidental, podemos retroceder uma data no calendrio. Como a LID divide o fuso de 180 em duas metades, dois lugares situados na rea de abrangncia desse fuso podem apresentar hora igual, mas datas diferentes. H, no planeta Terra, 24 fusos horrios, sendo 11 fusos inteiros e dois semifusos para cada lado. O fuso de Greenwich e o de 180 apresentam uma metade para cada hemisfrio. importante lembrar que existem os fusos tericos e os prticos. Os primeiros seguem exatamente o traado dos meridianos. No entanto uma srie de convenincias locais levam a alguma adaptao dos fusos, fazendo com que estes no coincidam com os meridianos e se apresentem, em certos casos, bastante distorcidos. So os fusos prticos (Duarte, Paulo Arajo. Fundamentos de Cartografia. UFSC. p. 74. 1994.). FUSOS HORRIOS BRASILEIROS Pela posio geogrfica do Brasil, totalmente na parte ocidental do Planeta, e por sua grande dimenso no sentido Oeste-Leste, nosso Pas apresenta 4 fusos horrios, estando todos atrasados em relao ao meridiano de Greenwich.

Soluo da aplicao 02 54 equivalem a 3 horas e 36 minutos. O tempo de durao do dia no planeta Terra de 24 horas. 24 so tambm o nmero de fusos horrios. Estes, por sua vez, esto divididos pelos dois hemisfrios (Leste e Oeste). Cada lado apresenta 12 fusos horrios. A organizao das horas feita no Meridiano de Greenwich, e a organizao das datas ocorre no meridiano oposto ao meridiano inicial. na LID (Linha Internacional da Data) que comea e termina um dia. Outras noes importantes: Podemos tambm calcular a hora da chegada (HC). O processo bastante simples. Basta encontrar a hora simultnea e soma-la ao o tempo da viagem. Isso pode ser resolvido utilizando-se da expresso: HC = HS + TV. Onde temos: HC: hora da chegada ( o que se procura determinar). HS: hora simultnea (diferena entre o local de partida e o de destino). TV: tempo de viagem. Aplicao 03 (tempo de viagem): Um avio parte de Roma (15E) com destino a Porto Velho (60W). Sabendo-se que a hora da partida foi s 8 horas e que a viagem levar 10 horas, qual a hora da chegada da aeronave na capital rondoniense? Clculo da aplicao 03

Soluo da aplicao 03 HC = HS + TV

Momento da Crase

Aplicao 2Assinale a frase em que a expres-so com crase no seja objeto indireto.

Crase1. DEFINIOCrase no acento! O acento sobre o denomina-se grave. Crase , portanto, fuso. o fenmeno da contrao da preposio a com, por exemplo, o artigo a.

a) b) c) d) e)

Prefiro isto quilo. Obedecemos s leis. Ele mandava flores s vtimas. Refiro-me Catiane, prima da Raquel. Os ndios tm amor Amaznia.

4. CRASE PROIBIDANo ocorrer crase quando o a estiver: a) Antes de verbo. Fomos obrigados a aceitar. b) Antes de palavra masculina. Na fazenda, andvamos a cavalo. c) Antes de pronomes pessoais. No fiz referncia a ela. d) Entre palavras repetidas. As lgrimas caam gota a gota. e) Antes de pronomes de tratamento. Enviei o relatrio a Vossa Senhoria. Excees: dona, madama, senhora e senhorita. Enviei o relatrio dona Cludia. f) Antes de pronomes indefinidos. No devo nada a ningum. g) Antes de artigos indefinidos. Prestei socorro a uma mulher desconhecida. h) Antes dos demonstrativos esta(s), essa(s), isto, isso. Nunca tive respeito a essa pessoa. i) Antes dos pronomes relativos que, quem, cuja(s). O debate a que assisti terminou tarde. O debate a cuja parte final assisti terminou tarde.

2. TESTE DO ARTIGO OU REGRA DO AOEmprega-se o acento grave para indicar crase sempre que, substituindo-se a palavra feminina por uma masculina, aparecer a contrao ao. O vocbulo masculino no precisa ser sinnimo do feminino. Precisa, sim, fazer sentido para a frase em que se est fazendo a substituio.

Aplicao 1Complete as construes seguintes com a ou . Escolha, depois, a alternativa com a seqncia correta.1. 2. 3. 4. 5. a) b) c) d) e) Fomos .... fazenda. Ela era candidata .... vereadora. Obedecemos .... lei. Conhecemos .... lei. Retornei .... praia. a a a a a a a a a a a

3. PRINCPIOS SINTTICOS DA CRASEO fenmeno da crase est associado regncia (nominal e verbal) e, portanto, atrelado estrutura sinttica da frase. Dentro da orao, os termos que admitem crase so os que exigem preposio: a) objeto indireto; b) complemento nominal; c) adjunto adverbial. Com base no princpio sinttico, a crase passa a ser absurda com: a) sujeito; b) objeto direto. A seguir, veja construes certas e erradas: 1. Visitei praia. (errado) Crase absurda porque a expresso a praia tem funo de objeto direto do verbo visitar. 2. Voc mesma viu cena de terror. (errado) Crase absurda porque a expresso a cena tem funo de objeto direto do verbo ver. 3. Voc mesma assistiu cena de terror. (certo) Crase normal porque a expresso cena tem funo de objeto indireto do verbo assistir.

Aplicao 3Assinale a construo em que h erro quanto presena ou ausncia do acento grave.a) b) c) d) e) Ela estava disposta a colaborar. Desde cedo, fomos obrigados a trabalhar. Obrigaram-me a assinar esta confisso. Sua diverso cidade era andar a p. Logo depois da decepo amorosa, saiu a procura de outra mulher.

Arapuca(FGV) Em cada uma das alternativas abaixo, est sublinhado um termo iniciado por preposio. Assinale a alternativa em que esse termo no objeto indireto.a) O rapaz aludiu s histrias passadas, quando nossa bela Eugnia ainda era praticamente uma criana. b) Quando voltei da Romnia, o Brasil todo assistia novela da Globo, todos os dias. c) Quem disse a Joaquina que as batatas deveriam cozer-se devagar? d) Com a aterrissagem, o aviador logo transmitiu ao pblico a melhor das impresses e) Foi fiel lei durante todos os anos que passou nos Aores.

CASOS ESPECIAIS DE CRASE 1. CASAA fuso de a + a s ocorre antes da palavra casa se houver uma expresso que a determine. Observe que casa determinada casa que no sua, mas de algum, ou casa comercial. Veja exemplos comentados: a) Voltou apressado casa de Cristina. A crase acontece porque o verbo voltar (intransitivo) exige a preposio a, e a palavra casa, determinada, aceita o artigo a. Funo sinttica de casa de Cristina: adjunto adverbial de lugar. b) Voltou apressado a casa para trocar de roupa. A crase no acontece; o verbo voltar (intransitivo) exige a preposio a, mas a palavra casa, indeterminada, no aceita o artigo a. Funo sinttica de a casa: adjunto adverbial de lugar. c) J completara dezoito anos e no conhecia a casa paterna. A crase no acontece porque o verbo conhecer transitivo direto (no aceita preposio). Nesse caso, temos apenas o a artigo, exigido pela palavra casa que est determinada. Funo sinttica de a casa paterna: objeto direto de conhecer.

3. PALAVRA TERRANo acontecer o fenmeno da crase se a palavra terra estiver em oposio idia de bordo, ou seja, se tivermos a idia de que alguma coisa (ou algum) est na gua (barco, navio) ou em um avio ou nave espacial e vem terra firme. Fora disso, a palavra aceita artigo e, conseqentemente, crase.

Aplicao 6Assinale a opo em que h erro quanto presena ou ausncia do acento grave..a) Aps navegar por trs dias nas guas do Amazonas, dirigiram-se a terra. b) O corpo do pobre mendigo desceu terra. c) Ela voltar, em breve, terra natal. d) Os pescadores desceram a terra para reabastecer o navio-motor. e) Os astronautas, depois de muito suspense, conseguiram chegar sos e salvos Terra.

Desafio Gramatical

Caiu no vestibular(FGV) Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase foi empregado de acordo com a norma culta.a) Graas essa nova viso de ensino, o professor desenvolve atividades inovadoras. b) De aluno dedicado profissional reconhecido: eis a um homem de sucesso. c) Ele se dedica vrias espcies de pesquisa experimental. d) sempre partir da experincia que se aprende? e) O curso se destina queles que valorizam o saber que advm da experincia.

Aplicao 4Assinale a opo em que h erro quanto presena ou ausncia do acento grave.a) Meus avs moram no interior; poucas vezes, nos ltimos dez anos, visitei casa deles. b) Sempre tive muito apego casa em que nasci. c) Por uma questo de segurana, no convm chegar a casa muito tarde. d) Quando jovens, retornvamos a casa sempre depois da meia-noite. e) Realizamos um sonho: conhecemos a casa em que viveram nossos pais.

Dificuldades da LnguaA VISTA E A PRAZOA prazo Sem crase por ser locuo adverbial masculina. Note bem: a locuo a prazo (no ao prazo), sem artigo. Isso j bastante para concluir que a expresso a vista, no sentido de comprar, pagar ou vender, tambm no admite crase por falta de artigo. vista de Assim mesmo, com crase. uma locuo prepositiva. Significa tendo em vista. vista Locuo que, fora do sentido de comprar, pagar ou vender, aceita crase com normalidade. Veja construes certas e erradas: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Compramos uma geladeira vista. (errado) Compramos uma geladeira a vista. (certo) No vendemos prazo. (errado) No vendemos a prazo. (certo) Compramos carros vista. (errado) Compramos carros a vista. (certo) vista do que compramos, perguntaram se amos casar. (certo) 8. O nosso guia avisou: temos problemas vista. (certo)

2. DISTNCIAA palavra distncia s pode ser antecedida de a com acento grave quando est determinada. Considera-se a distncia determinada quando se conhece o tamanho, a medida da distncia. Se a determinao no clara, no h artigo, e o acento grave no deve ser usado.

Aplicao 5Assinale a opo em que h erro quanto presena ou ausncia do acento grave.a) Olhei de cima do barranco e enxerguei o barco a distncia. b) Avistei-o distncia de dez metros. c) Ponte quebrada quinhentos metros. d) Ponte quebrada distncia de quinhentos metros. e) Estava meio escuro, mas consegui avist-la a certa distncia, remando uma pequena canoa.

Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.