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O recém - inaugurado Palácio da Just iça, fotografado a part ir do Teatro Amazonas, em foto do início do século XX Uma ´´voadeira`` corta um igapó na região do rio Negro ; pequenos barcos levam e trazem vida às comunidades ribeirinhas História – Era Pombalina e a crise no sistema colonial pg. 02 História – Amazônia imperial pg. 04 Geografia – Êxodo rural e urbanização pg. 06 Geografia – Relevo terrestre e sua dinâmica pg. 08 Potuguês – Regência verbal 2 pg. 10

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo07 Hist Geo

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Text of Apostila Aprovar Ano04 Fascículo07 Hist Geo

Histria Era Pombalina e a crise no sistema colonial

pg. 02 pg. 04

Histria Amaznia imperial Geografia xodo rural e urbanizao

pg. 06

Geografia Relevo terrestre e sua dinmica

Uma voadeira`` cort um a regio do rio Negro pequenigap na levam e trazem vida; s comos barcos unidades ribeirinhas

pg. 08 pg. 10

Potugus Regncia verbal 2

Justia, cio da mazonas, l ado Pa oA inaugur tir do Teatr X m - par O rec ado a culo X ograf o incio do s fot od em fot

Um marco para a sade no AmazonasUm marco histrico, a maior empreitada na rea de sade no Amazonas. Dessa forma, o reitor da Universidade do Amazonas (UEA), Loureno Braga, classificou a ampliao do Plo de Telemedicina da UEA. Pelo menos mais 10 plos avanados em telessade sero implantados at julho de 2007 no interior do Amazonas. A proposta ampliar esse nmero para 40 nos prximos dois anos. O anncio aconteceu durante a inaugurao oficial do Plo, no fim de outubro. A expanso do projeto, resultado de uma parceria da UEA com a Universidade de So Paulo, Ministrio das Comunicaes, Ministrio da Defesa, alm de garantir a capacitao de recursos humanos do Programa Sade da Famlia, fornece suporte virtual em teleducao e segunda opinio especializada para profissionais que atuam no interior do Estado. O Plo de Telemedicina dispe de quatro salas, localizadas no 4. andar da Escola de Sade e dois auditrios com 48 lugares cada. Todos os recursos tecnolgicos foram adquiridos por meio do convnio Aliana Acadmica, com a empresa Microsoft e por meio do Projeto Institutos do Milnio, que financiado pelo Ministrio de Cincia e Tecnologia. Os servidores foram doados pelas empresas Intel e Cisco. Na solenidade de abertura, o professor Gyorgy Bohn, titular da disciplina de Telemedicina da USP recebeu uma , homenagem pelo incentivo dado UEA para a implantao do Plo. A UEA j desenvolve aes em telemedicina desde 2005. J foram executados cursos de videoconferncia e webconferncia para municpios do interior do Estado, como Parintins e Maus, e para outros estados, como Pernambuco e Rondnia. Em julho deste ano, a UEA realizou a primeira teleconsulta em tempo real do Amazonas para a Ong Ncleo, situada em Rondnia, que d apoio populao ribeirinha da Amaznia. O processo de teleconsulta em tempo real tambm ser aplicado durante o estgio em sade coletiva, obrigatrio para acadmicos de Medicina, Enfermagem e Odontologia da UEA. No estgio, conhecido como Internato Rural, alunos finalistas dos cursos da Escola de Sade deslocam-se para o interior do Estado, onde executam atividades de assistncia bsica em postos de sade.

HistriaProfessor DILTON Lima

Era Pombalina e crise do sistema colonialERA POMBALINA (1750-1777) Primeiro-Ministro No reinado de D. Jos I, foi nomeado Sebastio Jos de carvalho e Melo, o Marqus de Pombal, para o cargo de primeiro-ministro do governo portugus. Por mais de 25 anos, Pombal dirigiu o destino do Reino e da Colnia. Despotismo esclarecido Durante o governo de Pombal, instaurou-se o Despotismo Esclarecido e ocorreu uma serie de eventos que se relacionaram a um s esforo: a nacionalizao da economia brasileira. Pombal organizou uma poltica de interveno do Estado nos diferentes setores da vida colonial, visando obter maior racionalizao administrativa e conseguir maior eficincia na explorao colonial. Medidas Pombalinas

Nessa data, o governo portugus proibiu terminantemente a escravizao de ndios. Em 1682, o governo portugus criou a Companhia de Comercio do Estado do Maranho, que no cumpriu os compromissos assumidos: os escravos africanos no foram trazidos para o Maranho em numero suficiente, e os gneros alimentcios negociados pela companhia, alm de muito caros, no eram de boa qualidade. Revoltaram-se contra essa situao elementos do clero, da classe mais elevada e do povo, chefiados por Manuel Beckman, fazendeiro muito rico e respeitado na regio. Os revoltosos expulsaram os jesutas, declararam deposto o governador e extinta a Companhia de Comrcio. Beckman governou o Maranho durante um ano, at a chegada de uma frota portuguesa sob o comando de Gomes Freire de Andrada. Manuel Beckman foi, ento, preso e enforcado. b) Guerra dos Emboabas (1709) Inmeros portugueses, da metrpole ou da prpria colnia, to logo souberam da descoberta de ouro, em Minas gerais, dirigiram-se para o local das jazidas com inteno de apoderar-se delas. Inconformados com a ambio lusa, os paulistas declararam guerra aos portugueses (emboabas). Em 1709, ocorreu uma sangrenta matana de diversos paulistas, no chamado Capo da Traio. O fim da guerra dos Emboabas fez que os paulistas se lanassem procura de novas jazidas de ouro em outras regies do Brasil. Como conseqncia, houve a descoberta do ouro na regio centro-oeste (em Gois e em mato Grosso). c) Guerra dos Mascates (1710) A Guerra dos Mascates foi um movimento de carter regionalista desencadeado pelos seguintes fatores: 1) decadncia da atividade agroindustrial aucareira em virtude da concorrncia internacional; 2) desenvolvimento comercial e urbano em Pernambuco; 3) elevao do povoado de Recife categoria de vila. Com a decadncia do acar, a situao dos poderosos senhores de engenho de Pernambuco sofreu grandes modificaes. Empobrecidos, os fazendeiros de Olinda eram obrigados a endividar-se com os comerciantes portugueses do Recife. Os olindenses chamavam os recifenses de mascates. Os recifenses por sua vez, designavam os habitantes de Olinda pelo apelido de ps-rapados. Em 1709, o rei D. Joo V elevou o povoado de Recife categoria de vila, desagradando os habitantes de Olinda, a vila mais antiga da capitania. A Coroa portuguesa confirmou Recife como vila e capital da Capitania de Pernambuco. d) Revolta de Filipe dos Santos (1720) A Revolta de Filipe dos Santos, ou de Vila Rica, ocorreu como conseqncia dos crescentes impostos aplicados por Portugal em Minas Gerais. A rebelio comeou quando o governo portugus proibiu a circulao de ouro em p, exigindo que todo o ouro fosse entregue as Casas de Fundio, onde seria quintado, transformado em barras e selado. Mais de 2.000 mineradores, liderados pelo portugus Filipe dos Santos, dirigiram-se ao governador, o Conde de Assumar. Este, como no dispunha de fora militar que fizesse frente aos manifestantes, prometeu-lhes atender s exigncias; entre elas, a de no-instalao das Casas de Fundio. Quando o governador conseguiu reunir tropas suficientes, acabou com a manifestao fora. Filipe dos Santos foi enforcado.

Incentivos estatais para a instalao de manufaturas. 1755: criao da Capitania de So Jos do Rio Negro, hoje Estado do Amazonas. 1755: criao da Companhia de Comrcio do Estado do gro-Par e Maranho, estimulando as culturas do algodo, do arroz, do cacau, etc., e tentando resolver o problema da mode-obra escrava para a regio. 1755: criao do Diretrio, rgo composto por homens de confiana do governo portugus, cuja funo era gerir os antigos aldeamentos. Pombal proibiu a utilizao de lnguas gerais (uma mistura das lnguas nativas com o portugus), tornando obrigatrio o uso do idioma portugus em toda a Colnia. 1759: criao da Companhia de Comrcio de Pernambuco e Paraba, com o objetivo de estimular o cultivo da cana-de-acar e do tabaco. 1759: extino do sistema de capitanias. 1759: expulso dos jesutas (inacianos) da metrpole e da colnia, confiscando-lhes os bens. 1762: criao da Derrama com a finalidade de obrigar os mineradores a pagar os impostos atrasados. 1763: transferncia da capital da colnia de Salvador para o Rio de janeiro.

Queda de Pombal Em 1777, com a morte de D. Jos I, subiu ao trono Dona Maria I, que afastou pombal do governo. A queda do ministro foi comemorada por todos os opositores que, finalmente, podiam voltar ao poder. O governo da metrpole suspendeu o monoplio das companhias de comrcio e baixou um alvar proibindo a produo manufatureira da colnia (com exceo do fabrico de tecidos grosseiros para uso dos escravos). CRISE DO SISTEMA COLONIAL (sc. XVII XVIII) MOVIMENTOS NATIVISTAS Foram rebelies coloniais com tendncias localizadas. No contestavam o sistema colonial e nem pretendiam a independncia do Brasil. As principais revoltas desse perodo foram: a) Revolta de Beckman (1684) Em 1661, os religiosos da Companhia de Jesus foram expulsos do Maranho.

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MOVIMENTOS DE LIBERTAAO COLONIAL Rebelies ocorridas na segunda metade do sculo XVIII para romper os laos com a Metrpole, quebrar o pacto colonial e proclamar a independncia poltica do Brasil. Essas revoltas foram influenciadas pelas idias liberais dos iluministas, da independncia dos Estados Unidos (1776) e da Revoluo Francesa (178999). As principais revoltas desse perodo foram: a) Inconfidncia Mineira (Minas Gerais 1789) Na segunda metade do sculo XVIII, Minas Gerais entrou em fase de decadncia econmica (jazidas de ouro esgotadas, mineiros empobrecidos, altos impostos sobre os mineradores). Em 1788, a Coroa Portuguesa nomeou o Visconde de Barbacena. Objetivo: aplicar a Derrama (cobrana dos impostos atrasados). Em meio ao clima geral de revolta, um grupo de influentes membros da sociedade de Minas Gerais organizou-se com o objetivo de acabar com a explorao portuguesa. Esse grupo era bastante influenciado pelos ideais iluministas, que pregavam o fim da tirania dos governantes e liberdade. Esses ideais estiveram presentes na Independncia dos Estados Unidos, em 1776, que era visto como um exemplo a ser seguido pelos que desejavam a separao dos laos coloniais entre Brasil e Portugal. Importantes membros da elite colonial e econmica de Minas Gerais comearam a se reunir e a planejar a ao contra as autoridades portuguesas. Participavam desse grupo, entre outras pessoas, os poetas Cludio Manuel da Costa e Toms Antonio Gonzaga; os coronis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antnio de Oliveira Lopes; o padre Rolim; o minerador Incio Jos de Alvarenga Peixoto e o alferes Joaquim Jos da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes. Os planos dos inconfidentes eram: Libertar o Brasil de Portugal, criando uma repblica com capital em So Joo Del Rei. Adotar uma nova bandeira que teria um tringulo no centro com a frase latina: Libertas quae sera tamen (liberdade ainda que tardia). Desenvolver indstrias no Pas. Criar uma universidade em Vila Rica. Sem tropas, sem armas, sem a participao do povo, sem inteno de libertar os negros, sem o mnimo de organizao, bastou que o coronel Joaquim Silvrio dos Reis denunciasse os planos dos inconfidentes ao Governador de Minas Gerais para que o movimento fracassasse. Todos os participantes foram presos, julgados e condenados. S Tiradentes (o mais pobre, o mais entusiasmado) teve sua pena de morte mantida: na manh de 21 de abril de 1792, numa cerimnia pblica no Rio de Janeiro, foi executado. Em seguida, teve a cabea cortada e o corpo esquartejado. b) Conjurao Baiana ou Revolta dos Alfaiates ( Bahia 1798) Depois dos acontecimentos de Minas Gerais, nascia um novo movimento revolucionrio. Era diferente da Inconfidncia Mineira por um motivo bastante simples: em Minas Gerais, o movimento foi organizado por intelectuais, ricos proprietrios, mineradores, gente de elevada posio social. Na Bahia, a rebelio foi promovida por gente muito simples. Eram soldados, artesos, escravos, homens livres, alfaiates. Era um movimento de origem popular, com objetivos populares. Os rebeldes baianos desejavam no apenas a separao poltica de Portugal, mas tambm modificar, de forma profunda, as condies sociais brasileiras, acabando com a escravido negra. Constavam do plano dos inconfidentes baianos medidas tais como: Libertar o Brasil de Portugal e proclamar uma

Repblica democrtica. Extinguir a escravido negra no Brasil. Aumentar os soldos dos soldados. Melhorar as condies de vida do povo brasileiro. Abrir os portos s naes amigas. Os inconfidentes baianos inspiraram-se nos ideais que marcaram a Revoluo Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. O espelho inspirador mesmo quando os jacobinos, que representam as camadas mdias e baixas na Frana revolucionaria, tomam o poder das mos da grande burguesia. Inmeros cartazes foram escritos, fazendo a propaganda da revolta e conclamando o povo a participar. Os panfletos eram encontrados nas portas das igrejas, nos muros da cidade e em diversos outros lugares pblicos. Diziam o seguinte: Est para chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que todos seremos irmos, o tempo em que seremos iguais. Preocupado com o que estava acontecendo, o governador da Bahia, D. Fernando Jos de Portugal e Castro, procurou descobrir os autores dos cartazes. Os lderes foram presos, processados e condenados. Os alfaiates Joo de Deus e Manuel Faustino dos Santos, que tinham apenas 17 anos, e os soldados Lus Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas foram enforcados, pois o governo mostrava sua represso de forma desumana e cruel com todos aqueles que ousassem contestar a autoridade lusa. Observao: A Inconfidncia Mineira e a Conjurao Baiana no alcanaram seus objetivos, mas transformaram-se em smbolos de luta pela emancipao do Brasil.

Desafio Histrico01. (FGV) A respeito da Revolta dos Alfaiates de 1798, podemos afirmar:a) Trata-se de uma revoluo burguesa que tinha por objetivo eliminar o sistema colonial e estimular a entrada de imigrantes no Brasil. b) Os rebeldes foram influenciados pelas idias do comunismo francs, que pregava a igualdade social e a distribuio de terras entre os mais pobres. c) Influenciados pelas doutrinas sociais da Igreja francesa, os lderes da revolta pretendiam garantir o ingresso no clero de homens de todas as raas. d) O discurso rebelde era marcado pelo anticlericalismo e defendia uma reforma na ordem vigente, de modo a eliminar as diferenas sociais. e) O movimento foi liderado pela elite baiana, descontente com a falta de incentivos do governo metropolitano com relao s necessidades da produo aucareira.

02. Associe as afirmaes apresentadas na coluna superior com as contestaes setecentistas referidas na coluna inferior.1. Revolta de Vila Rica (1720) 2. Conjurao Mineira (1789) 3. Revolta de Beckman (1684) 4. Conjurao Baiana (1798) ( ) Foi um movimento inspirado nas idias revolucionrias francesas, com expressiva participao popular, principalmente de soldados e alfaiates. ( ) O principal motivo de sua ecloso foi o anncio da criao das Casas de Fundio na regio mineradora, visando coibir o contrabando do ouro. ( ) Foi um movimento localizado de conflito entre colonos e jesutas pelo controle da mo-de-obra na regio.

Exerccios01. A liderana do governo portugus pelo Marqus de Pombal repercutiu em vrios aspectos da poltica colonial no Brasil, como o(a):a) recuo das aes portuguesas de expanso territorial no sul e centrooeste; b) apoio ao missionaria da Igreja como forma de consolidar a conquista do territrio; c) subsdio lavoura cafeeira, reforando o carter monocultor da economia colonial; d) incentivo ao ensino e sua liberalizao sob a direo dos jesutas; e) poltica de rigoroso fiscalismo sobre a economia mineradora.

A seqncia correta de preenchimento dos parnteses de cima para baixo a) 1 2 4. b) 4 1 3. c) 4 2 3. d) 4 1 2. e) 2 1 4.

03. Sobre o Marqus de Pombal, marque a alternativa INCORRETA:a) Ministro do rei D. Jos, realizou algumas mudanas na sociedade portuguesa dentro do ideal da ilusttrao. b) Mandou transferir a capital da colnia do Sul para o Nordeste visando melhor administrar a regio mineira. c) A fim de melhor cuidar das riquezas minerais, criou a derrama, que consistia na cobrana dos impostos atrasados. Medida fiscal dura aplicada quando a regio no atingia a quota de 100 arrobas anuais. d) Mandou expulsar os jesutas de Portugal e de suas colnias. Fato alegado por ele que os missionrios estavam querendo formar um imprio prprio. e) Estimulou a criao de manufaturas.

02. A Revolta de Beckman, em 1684, no Maranho, tinha por finalidade:a) expulsar os colonos portugueses da regio; b) abolir o Pacto Colonial, favorecendo o comrcio direto da regio com pases industrializados, como a Inglaterra; c) fomentar a produo de algodo, produto na poca altamente procurado pelos industriais ingleses; d) expulsar os missionrios da Companhia de Jesus; e) extingiuir as casas de fundio.

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Desafio Histrico01. (UFAM) A abolio da escravido negra na Provncia do Amazonas ocorreu em 24 de maio de 1884. Nessa ocasio, o Presidente da Provncia, ao entregar em praa pblica as ltimas cartas de alforria, afirmou que, a partir daquele momento, Manaus tornava-se uma cidade sagrada. A precocidade desta deciso, em relao Lei urea (1888), leva-nos a considerar que:a) A propaganda abolicionista encontrou terreno frtil para espalhar-se nas provncias do Norte do Imprio, arregimentou grande nmero de pessoas em defesa da abolio, o que contribuiu para que a liberdade chegasse mais cedo ao Norte. b) No sculo XIX, o emprego da mo-deobra negra era pouco significativo para a manuteno e a reproduo da riqueza das elites da regio, j que o trabalho compulsrio dos ndios continuava a suprir essas necessidades. c) As restries quanto aquisio de novos escravos no mercado internacional, a partir de 1850, provocaram uma reduo da populao escrava do Amazonas, que envelheceu e perdeu valor, levando os senhores a facilitar o processo de libertao de seus escravos. d) As presses britnicas na Amaznia, incentivando o uso do trabalho assalariado com o objetivo de facilitar a circulao de suas mercadorias, foram decisivas para o fim da escravido na regio. e) Tanto a intensidade da propaganda abolicionista quanto as restries para reposio dos escravos envelhecidos so fatores que contribuem para explicar a precocidade da abolio na Provncia do Amazonas.

HistriaProfessor Francisco MELO de Souza

e ao retornar de Autazes foi atacado por sete canoas dos cabanos, grande parte compostas por ndios muras, onde foi morto. O ltimo foco do movimento foi a cidade de Maus; nesse perodo, destacou-se o comandante Miranda Leo, que ps fim ao movimento no Amazonas. A RVORE QUE CHORA A industrializao do ltex ocorreu aps a viagem de Charles Marie de la Condamine, em 1743, que desceu o Amazonas, comissionado pela Academia de Cincias de Paris para a medio do arco do meridiano, no Equador, e levou amostra para a Academia de Cincias Naturais de Pas. Mas, o interesse comercial e industrial pelo ltex s aumentou significativamente a partir da Segunda metade do sculo XIX, aps a descoberta do processo de industrializao. Com a vulcanizao da borracha, em 1839, por Charles Goodyear e Hancock, em 1842, que tornou mais resistente e quase insensvel s variaes de temperatura, assegurando sua elasticidade e impermeabilidade, o uso do produto estendeuse pela Europa e pelos Estados Unidos. a partir da que o surto da borracha inicia-se, pois aumenta a procura dessa matria-prima no mercado mundial. A princpio, o trabalho utilizado na produo era o do indgena e caboclo, com o tempo essa mo-de-obra tornouse insuficiente. Os governos locais passaram a importar mo-de-obra nordestina por meio de propagandas enganosas. A Mo-de-obra A princpio, os nordestinos passaram a se instalar ao longo dos rios, tanto os do Amazonas quanto os do Par, mas logo se lanaram empresa da floresta. Nesse perodo, comeou a penetrao nos rios Purus, Juru, Bolvia (Acre) e Peru. Mas, esse povoamento no se processou de forma planejada, pois teria vindo cerca de meio milho de nordestinos para a Regio Amaznica. O arrocho era a tcnica utilizada pelos nordestinos; tratava-se de fazer cortes profundos nas rvores e depois amarr-las com cip a fim de esprem-la tcnica predatria. O Seringal No incio da explorao do produto, no se formou a propriedade fundiria. Os extratores atiravam-se s atividades predatrias, uma vez que a explorao era passageira. Com o rush da borracha, a situao modificouse. O abandono do sistema predatrio de aniquilamento das rvores e o incio da concorrncia entre os que viviam da empresa tornaram-se necessrios ocupao permanente da terra. A posse da terra no ocorria de forma tranqila, geralmente havia conflitos entre os seringalistas e seringueiros contra os ndios, ou ainda entre os prprios seringalistas. Na margem, erguiam-se o barraco central e os menores (esses barraces serviam como armazm de borracha defumada). O barraco central, construdo de madeira ou paxeba, com cobertura de zinco e levantado sobre barrotes de madeira para a proteo contra as enchentes, era a residncia do seringalista, o depsito de produtos de abastecimento dos seringais e o escritrio. Com o desenvolvimento das atividades e os grandes lucros as residncias ganharam a feio de chals europeus. Os barraces eram feitos de paxiba e cobertos de palha; neles moravam os empregados do seringal. O centro era o interior do seringal, onde se instalavam e trabalhavam os seringueiros.

Amaznia imperialNo perodo em que ocorreu a independncia do Brasil, em 1822, a Amaznia pertencia Coroa portuguesa, como uma unidade polticoadministrativa, ou seja, como uma colnia, dividida em duas capitanias: Par e Rio Negro, subordinadas Provncia do Gro-Par. A elevao do Estado do Brasil categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815, no modificou a estrutura poltica anterior. O Gro-Par s foi incorporado ao Brasil em 11 de agosto de 1823, quando as tropas do almirante ingls john Pascoe Greenfel assassinou vrios paraenses, que por sua vez, encontrava-se num conflito com os portugueses. As principais ocorrncias desse perodo:

A primeira viagem do navio a vapor Guapiau, que saiu de Belm em 1843, com destino a Manaus. A criao das diretorias de ndios pelas quais as aldeias passavam a ser dirigidas por diretores pagos com honras e graduaes instituda em 1845. A elevao da vila de Manaus para cidade de Nossa Senhora da Conceio da Barra de So Jos do Rio Negro, em 1848.

A Navegao a Vapor Antes da utilizao do navio a vapor, as trocas comerciais entre Belm e Manaus eram feitas por 30 a 40 escunas de 15 toneladas e por cerca de duas mil canoas, num transporte que durava at dois meses. A navegao a vapor no rio Amazonas iniciou-se a partir de presses internacionais. A lei n.. 3749, de 7 de dezembro de 1866, autorizou a navegao internacional no rio Amazonas, Tocantins, Tapajs e o So Francisco. A empresa de navegao de maior expresso era a de Mau, mas havia pequenas empresas locais. Alexandre Amorim criara a Companhia Fluvial do Alto Amazonas, obtendo o monoplio do Purus, do Madeira e rio Negro por vinte anos. Foi a partir da que empresas inglesas e norte-americanas passaram a se instalar no Amazonas. A CABANAGEM A guerra civil que ocorreu no Par e Amazonas, a Cabanagem, foi um movimento revolucionrio com caractersticas populares. A participao de tapuios, caboclos e negros, a parte mais pobre da populao que habitavam as cabanas, deu origem ao nome do movimento. Essa populao era explorada violentamente pelos fazendeiros e pelas autoridades polticas, militares e religiosas locais. A revolta foi uma tentativa de modificar sua situao miservel e de injustia social. Tomaram parte na revolta Alberto Patronni, o Cnego Batista Campos, Flix Clemente Malcher, os irmos Vinagre, Lavor Papagaio, Eduardo Angelim e outros. A guerra tomou impetuosamente o territrio paraense e depois o amazonense. O lder no Amazonas foi Bernardo de Sena. O general Soares Andrea foi responsvel por reprimir o movimento no Par. No amazonas, os cabanos tomaram a vila de Manaus, posteriormente Maus, Parintins, Silves e Borba. O repressor do movimento no Amazonas foi Ambrsio Aires, o Bararo. Ambrsio Aires formou um exrcito de voluntrios

02. Sobre as constantes epidemias ocorridas no perodod do rush da Amaznia, correto afimar.a) A culpa da desenvolvimento do beribri, malria e da varola da prpria populao da prpria populao nordestina, pois vivia de forma rude sem nenhum tipo de higiene pessoal. b) Tais epidemias eram uma consequncia imediata do processo de conquista sanitria da Amaznia. Mas, principalmente, pelo abandono e pela falta de investimento em infraestrutura, por parte dos seringalistas. c) Os alimentos recebidos pelos seringueiros eram frescos e de boa qualidade. O contingente de vitaminas, constantes do cardpio daqueles nordestinos era suficiente para deu regime de nutrio. d) O curanderismo a que se aviam habituado, tanto caboclo como nordestino, valendo-se do conhecimento farmacutico dos pajs havia desaparecido. e) O curandelismo, conhecimento da farmacopia amaznica dos pajs fora utilizado com bons xitos na cura de doenas epidmicas, pelos mdicos locais.

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Prximo a ela situava-se outra barraca onde se fazia a defumao do ltex. As Tcnicas de Produo A primeira tarefa, que levava dias, era a abertura de estradas (caminhos) para a coleta do ltex. Em cada estrada, havia em mdia cem ou duzentas rvores, e cada seringueiro tinha a seu cargo trs estradas, trabalhando uma a cada dia. A tarefa de coleta era feita no vero. Em geral, iniciava-se em maio e estendia-se at novembro. O seringueiro saa de madrugada para a estrada, levando uma lanterna na testa, a poronga, um rifle a tiracolo e um terado na cintura. Dessa forma, os seringueiros faziam pequenas incises nas rvores e, depois, colocavam uma tigelinha para coletar o ltex. Seu regresso ocorria entre duas e trs horas da tarde, quando fazia uma rpida refeio e depois passava defumao do ltex. A borracha produzida no era homognea. Era classificada conforme seu acabamento, apresentao, resistncia e impermeabilidade: borracha fina, entrefina, e sernambi. As Casas Aviadoras Eram estabelecimentos comerciais que abasteciam o seringal, dele recebendo a borracha. Realizavam, tambm, as operaes de venda no exterior. Toda a despesa necessria instalao do seringal era financiada pela casa aviadora que, pela transao, cobrava juros e comisses. O abastecimento do seringal era feito na poca da coleta do ltex. Os produtos aviados consistiam em utenslios para a extrao, vesturios, alimentao, remdios, etc., que eram vendidos a crditos ao seringalista e transportados ao seringal pelos navios-gaiola pertencentes s casas aviadoras. O fruto do aviamento era, tambm, debitado na conta do seringalista. Os Tipos Sociais O regato marcou a paisagem social da Amaznia desde o incio do sculo XVIII, foi obscurecido pela presena das casas aviadoras. Eram aventureiros que iam vender quinquilharias ao homem amaznico. A princpio, eram os portugueses ou caboclos que exerciam essas atividades; depois, foram substitudos por judeus, srios, libaneses. Essa atividade era considerada ilegal pelos seringalistas, que por sua vez possuam o monoplio sobre o fornecimento de mercadorias ao seringal. O Apogeu do Rush A borracha apareceu, pela primeira vez, nos registros de exportao brasileira em 1827, com uma modesta exportao de trinta e uma toneladas. Durante muitos anos, nem toda a exportao do Amazonas era feita diretamente para o exterior; grande parte descia ao Par e seguia rumo Europa. De 1850 em diante, a goma elstica passou a ser o principal produto de exportao do vale do Amazonas, desaparecendo as produes de caf, tabaco, algodo, salsa, cravo e diminuindo a de cacau. At 1845, o Par possua, alm da indstria extrativa, a manufatureira, produzindo sapatos, mochilas impermeabilizadas, etc., exportando a borracha manufaturada. Em 1850, foram exportados 138 873 pares de sapatos. Dessa data em diante, comeou a ser mandada para o exterior apenas a borracha bruta e pouco manufaturada. At o incio do sculo XIX, no existiam no pas fbricas de artefatos de borracha. Na medida em que o mercado internacional solicitou a utilizao da borracha como matria prima industrial, o Brasil aumentou sua produo. A partir de 1852, a exportao cresceu sempre:

1852: 1632 toneladas; 1875: 7 729 987 toneladas; 1900: 24 301 456 toneladas. A ltima dcada do sculo XIX e os primeiros anos do sculo XX constituram a poca urea da borracha. Os preos altos ento alcanaram o apogeu. A Decadncia do Ciclo Em 1876, o botnico ingls Sir Henry Wikhan embarcou 70.000 sementes de seringueira para a Inglaterra clandestinamente. Dentre elas vingaram 7.000 mudas, as quais foram levadas para o Ceilo e, posteriormente para a Malsia, Samatra, Bornu e outras colnias britnicas e holandesas, nas quais se produziu uma goma de qualidade superior nativa amaznica. A partir da a produo amaznica despencou vertiginosamente, principalmente com a queda do preo do produto no mercado internacional. A produo asitica suplantou a nativa. A LIBERTAO DOS ESCRAVOS NO AMAZONAS Os negros tiveram pouca participao na produo de riquezas na Amaznia devido grande quantidade de mo-de-obra indgena, com preos mais baixos. Alm do mais, foi criada, em 1873, a Sociedade Emancipadora Amazonense, cuja finalidade era arrecadar fundos para libertar os escravos. A libertao dos escravos negros ocorreu no governo de Theodoreto Souto. Jos Paranagu foi um dos defensores da libertao, tendo sido o presidente da Sociedade Libertadora, fundada em 24 de novembro de 1882. Outras entidades surgiram, tais como: Comisso Central Abolicionista Amazonense, Primeiro de Janeiro, Libertadora Vinte e Cinco de maro, Cruzada Libertadora, Clube Juvenil Emancipador, Cinco de Setembro, Clube abolicionista Manacapuruense, Libertadora Codajaense e Amazonense Libertadora. (DOS SANTOS: 2003, p.173) No dia 24 de maio de 1884, foram libertados os escravos de Manaus. E em 10 de julho do mesmo ano, foi a vez da libertao dos escravos da provncia. ANEXAO DO ACRE Com o ciclo da borracha, milhares de nordestinos em busca de novas seringueiras ultrapassaram os limites do territrio brasileiro e chegaram ao Acre, em territrio boliviano. Em 1898, a Bolvia instalou uma alfndega no rio Aquiri, em Puerto Alonso, iniciando a cobrana de pedgios aos brasileiros, que se recusavam a faz-lo, originando represses e revides. Em 1898, inmeros seringalistas expulsaram os bolivianos. Estava iniciado o conflito. Nessa poca, a Bolvia iniciou entendimentos com empresrios internacionais para organizar uma companhia destinada a explorar o Acre. A empresa teria apoio militar dos Estados Unidos. O Estado do Amazonas financiou a segunda rebelio (1899), com a finalidade de incorporar o territrio ao Amazonas. Em 1900, ocorreu a terceira rebelio. Os bolivianos temerosos aceleraram as negociaes com os grupos estrangeiros da Blgica e dos Estados Unidos. Era uma tentativa de alijar a Inglaterra do mercado da borracha. Em 1902, ocorreu a quarta revolta, comandada por Plcido de Castro. O conflito teve incio em Xapuri que foi proclamado Estado Independente do acre. A luta prosseguiu pela bacia do Purus. Em janeiro de 1903, Puerto Alonso foi tomada, passando a se chamar Porto do Acre. No dia 17 de novembro de 1903 foi assinado o Tratado de Petrpolis entre Brasil e Bolvia. Pelo acordo a Bolvia vendia o acre por dois milhes de libras e o Brasil terminaria a construo da

Desafio Histrico01. O exemplo de participao do povo na adeso Proclamao da Repblica, no Amazonas, fica patente:a) Na criao do Partido Republicano Amazonense. b) No Clube Republicano do Amazonas. c) No Clube da Repblica Federalista Amazonense. d) Na formao da Aliana Republicana. e) Na liga tenentista.

02. Com a Repblica, sobe ao poder no Estado do Amazonas o engenheiro Augusto Ximenes, que tomou medidas:a) liberais, dando ampla autonomia para os seguimentos polticos do Amazonas; b) liberais, mas procurando conciliar-se com as foras polticas constitudas. c) conservadoras, centralizando o poder totalmente em suas mos. d) autonomistas, procurando nomear pela capacidade, pessoas para ajuda-lo na sua administrao. e) nem liberais, nem conservadores, pois seguiu fielmente as ordens e as indicaes vindas do Rio de Janeiro.

Caiu no vestibular03. (UEA2006) A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta.a) A cabanagem foi o desdobramento das rebelies indgenas lideradas pelo Cnego Batista Campos e teve carter mais ingnuo e religioso do que poltico. b) Iniciada como conflito entre oligarquias, a Cabanagem, pela participao dos lderes exaltados e das massas dos cabanos que seguiam sua liderana, converteu-se em rebelio de cunho social. c) A rebelio dos cabanos, muito violenta pela intensa participao popular, manifestou-se contra a deposio de D. Pedro I, a quem os mais simples se devotavam. d) A interveno estrangeira no Par visou a controlar a desordem generalizada evidente de confuso ideolgica dos cabanos, e no mera represso da contestao poltica, j to tolerada pelo Imprio. e) A Cabanagem comeou como um conflito entre os oligarcas Clemente Malcher e Lobo de Souza, mas converteu-se em conflito social pelo radicalismo antiescravista. Comentrio: A Cabanagem foi um movimento de cunho social caracterizado como o conflito mais violento do perodo regencial, o nico em que as massas populares chegaram de fato ao poder. Aternativa correta letra b.

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Desafio Geogrfico01. (PUCRJ) Com relao ao processo de urbanizao brasileiro, podemos afirmar que: 1. A partir da dcada de 60, a integrao do territrio pelas redes de transportes e comunicaes e pelo mercado permitiu que a urbanizao brasileira se tornasse, espacialmente, um fenmeno generalizado. 2. Entre as dcadas de 60 e 80, a urbanizao alcanou o estgio de metropolizao, com o aumento do nmero de cidades com mais de 1 milho de habitantes. 3. Durante as dcadas de 60 e 70, a acelerao do ritmo de urbanizao demonstrou que os setores industrial e financeiro subordinaram e transformaram a agricultura, integrando-a s necessidades do mercado urbano. 4. A partir da dcada de 80, o ritmo de expanso populacional das metrpoles nacionais diminuiu, devido tendncia de relocalizao das empresas, o que estimulou o crescimento das cidades mdias. Esto corretas as alternativas:a) l e 3 b) 2 e 4 c) 1, 2 e 3 d) 2, 3 e 4. e) 1, 2, 3, e 4

Geografia do BrasilProfessor Paulo BRITO

xodo rural e urbanizaoNo Brasil, o processo acelerado de urbanizao correspondeu ao perodo de intensa industrializao do ps-guerra. A constituio de uma economia de mercado de mbito nacional, polarizada pelas indstrias implantadas no Sudeste, foi o pano de fundo do movimento urbanizador. A formao de um mercado interno integrado est na base desse movimento, que se manifesta em todo o Pas. De acordo com as estatsticas oficiais produzidas Pelo IBGE, cerca de 81% da populao brasileira viviam em cidades no ano 2000, o que equivale a um nvel de urbanizao prximo aos dos pases de antiga urbanizao da Europa e Amrica do Norte. Entretanto os critrios que definem a populao urbana no so universais. Nos pases que pertencem OCDE, por exemplo, a densidade demogrfica superior a 150 hab./km2 adotada como parmetro para que uma localidade seja considerada, da urbana. Se o Brasil adotasse esse mesmo parmetro, apenas 411 entre os 5.507 municpios existentes em 2000 seriam considerados urbanos. Nesse caso, a populao urbana corresponderia a aproximadamente 60% da populao total. O processo de urbanizao brasileiro apoiou-se essencialmente no xodo rural, ou seja, na transferncia de populaes do meio rural para as cidades. O xodo rural envolve dois condicionantes interligados: a repulso da fora de trabalho do campo e a atrao da fora de trabalho para as cidades. A migrao rural-urbana tem como condio prvia a formao de uma superpopulao relativa no campo. Essa superpopulao relativa a fora de trabalho excedente, que perdeu os meios de sobrevivncia no setor agropecurio, em conseqncia, principalmente, da modernizao tcnica do trabalho rural com a substituio do homem pela mquina. Esse fenmeno ocorreu e continua a ocorrer, diferenciadamente, em todo o Pas. Outra causa da formao dessa superpopulao relativa a persistncia de uma estrutura fundiria concentradora: o monoplio das terras por uma elite resulta na carncia de terras para a maioria dos trabalhadores rurais. Essa carncia que econmica e social, mas no fsica manifesta-se pela extrema subdiviso e parcelamento das propriedades em determinadas reas, em funo do crescimento das famlias camponesas. A continuidade do crescimento populacional gera uma presso demogrfica sobre a terra, cuja vlvula de escape o movimento migratrio. Uma urbanizao desigual O processo de urbanizao geral, mas no regionalmente uniforme. Do ponto de vista regional, registram-se fortes diferenas no ritmo da transferncia da populao do meio rural, para o meio urbano. As desigualdades no ritmo da urbanizao refletem as disparidades econmicas regionais e a prpria insero diferenciada de cada regio na economia nacional. No Sudeste, a populao urbana ultrapassou a rural na dcada de 1950. A fase de urbanizao acelerada encerrou-se h duas dcadas. A elevada participao da populao urbana no conjunto da populao regional expressa um

02. (UFSMRS) A car do Brasil feita com todas as cores; riqussima fotografia tnica vem sendo revelada no decorrer do processo histrico que formou nosso povo. Quanto composio tnica da populao brasileira, pode-se afirmar: I. Em nmeros absolutos, houve uma diminuio da populao indgena, desde o descobrimento at hoje, provocada pela morte em conflitos e pelas epidemias. II. Os brancos que compem a populao brasileira possuem, em sua maioria, origem europia; nesse conjunto, italianos e alemes formam os grupos mais numerosos na formao tnica do Brasil. III. A populao brasileira passa por um processo de embranquecimento motivado pelos cruzamentos com brancos e outras etnias, diminuindo progressivamente o numero de negros e mestios. Est(o) correta(s):a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) apenas I e III.

estgio avanado de modernizao econmica, com profunda transformao da economia rural e subordinao da agropecuria indstria. Expressa tambm o peso decisivo da economia urbana na produo da riqueza. O Centro-Oeste e o Sul percorreram trajetrias diferentes, que conduziram ao mesmo resultado: uma elevada concentrao populacional no meio urbano. A urbanizao ao Centro-Oeste foi impulsionada pela fundao de Braslia, em 1960, e pelas rodovias de integrao nacional que interligaram a nova capital com o Sudeste, de um lado, e com a Amaznia, de outro. A ocupao do espao rural por grandes propriedades voltadas para a pecuria e as culturas de soja e cereais acentuou a tendncia urbanizao. Desde o fim da dcada de 1960, o Centro-Oeste tornou-se a segunda regio mais urbanizada do Pas. A Regio Sul, pelo contrrio, conheceu uma urbanizao lenta e limitada at o incio da dcada de 1970. A estrutura agrria baseada na propriedade familiar e policultora, ancorada no parcelamento da terra nas reas de planaltos subtropicais, restringia a transferncia da populao para o meio urbano. Depois, a mecanizao acelerada da agricultura e a concentrao da propriedade fundiria impulsionaram o xodo rural. No Nordeste, a trajetria da urbanizao permaneceu relativamente lenta ao longo de todo o intervalo. A estrutura agrria assentada sobre minifndios familiares, na faixa do Agreste, contribuiu para reter a fora de trabalho no campo e controlar o ritmo do xodo rural. As baixas capitalizao e produtividade do setor agrcola limitaram a repulso da populao rural, enquanto o insuficiente desenvolvimento do mercado regional reduziu a atrao exercida pelas cidades. Contudo ocorreu no Nordeste intenso xodo rural, que no transparece nas estatsticas regionais. Durante dcadas, o movimento migratrio para o Sudeste transferiu populaes do campo nordestino para as cidades de So Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nesse caso, xodo rural e migrao inter-regional configuraram um fenmeno integrado, atrs do qual se encontra o processo de modernizao urbano-industrial da economia brasileira. A Regio Norte foi a segunda mais urbanizada do pas algumas dcadas, tendo-se transformado na menos urbanizada na dcada de 1980. Na realidade, a elevada participao da populao urbana, at o fim da dcada de 1960, refletia unicamente a reduzida populao total da Regio, bastante concentrada nas cidades de Belm e Manaus. O fluxo de migrantes e as frentes pioneiras agrcolas abertas na Amaznia restringiram, nas ltimas dcadas, o crescimento relativo da populao urbana regional. Os nveis de urbanizao, revelam mais precisamente as desigualdades do processo de urbanizao. A mancha de maiores nveis de urbanizao estende-se de So Paulo e Rio de Janeiro e para os estados de Minas Gerais, Gois, Mato Grosso do Sul, Paran e Rio Grande do Sul, abrangendo quase todo o Centro-Sul. Nessas unidades da federao, a transferncia da populao para o meio urbano encontra-se na sua etapa final. Os menores nveis de urbanizao aparecem em estados nordestinos e da Amaznia. Na maior parte deles, o ritmo do xodo rural tende a intensificar-se nas prximas dcadas. Alguns como o Par, o Maranho e a Bahia exibem ritmo lento de urbanizao, devido continuidade da abertura de frentes pioneiras agrcolas

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que atraem migrantes, de outros estados do Pas. Os lugares centrais De acordo com o IBGE, o Brasil tem suas metrpoles globais: So Paulo e Rio de Janeiro. De fato, essas cidades concentram as sedes de empresas transnacionais e conglomerados financeiros instalados no Pas, e funcionam como ndulos dos sistemas de fluxos mais dinmicos da era da revoluo tcnico-cientfica e da economia da informao. Alm disso, a influncia de ambas manifesta-se em todo o territrio nacional. H, contudo, um desnvel crescente na capacidade de polarizao das duas metrpoles. A influncia de So Paulo, que j era hegemnica, ganhou novo impulso com a acelerao dos fluxos associados globalizao e difunde-se intensamente por todas as regies do Pas. Assim, possvel encontrar argumentos que justificam a classificao de So Paulo como metrpole global. O conceito de metrpole global, porm, no parece adequado para o Rio de Janeiro; a influncia da cidade experimenta retrao histrica, atingida negativamente, pela privatizao de empresas estatais que mantinham as suas sedes na antiga capital. H poucas dcadas, a influncia das cidades difundia-se, principalmente, por meio de arcos de transmisso formados pelas vias de transporte. Na economia industrial, a rede urbana estava firmemente condicionada pela rede fsica de rodovias de ferro e hidrovias. Por isso, era mais ou menos fcil definir espaos geogrficos contnuos sob a polarizao predominante de cada centro urbano. A revoluo da informao tornou mais complexas a hierarquia e a polarizao. Atualmente, por meio das telecomunicaes e da Internet, mesmo as cidades que ocupam os nveis mais baixos da hierarquia urbana relacionam-se intensa e diretamente com as principais metrpoles, utilizando os servios e os bens distribudos por instituies e empresas instaladas nos lugares centrais. A influncia dos centros regionais e sub-regionais no desaparece, mas combina-se e subordina-se das metrpoles, manifestando-se com mais fora nos sistemas de fluxos tradicionais. O papel cada vez mais decisivo dos fluxos informacionais, ou simblicos, reduziu a importncia da rede de transportes na polarizao urbana, Ao mesmo tempo, intensificou-se a importncia da rede de comunicaes. Um produto dessas mudanas consiste no carter descontnuo do espao geogrfico polarizado por cada centro urbano. Outro consiste na superposio espacial da influncia de vrias cidades. A anlise dos espaos polarizados pelas metrpoles nacionais ilumina essas novas caractersticas da rede urbana. No Sudeste, destaca-se como metrpole nacional a cidade de Belo Horizonte. No passado, a influncia da capital administrativa mineira, criada para afirmar o poder econmico e poltico do estado, foi bastante restringida pelo poder de polarizao de So Paulo e Rio de Janeiro. Mais recentemente, Belo Horizonte consolidou a sua polarizao sobre Minas Gerais e passou a concorrer com o Rio de Janeiro pela influncia sobre o Esprito Santo. Alm disso, tornou-se um plo significativo para certas reas da Bahia e da Amaznia. A Regio Sul est bipartida pelas influncias de Porto Alegre e Curitiba. Santa Catarina, que no possui metrpole nacional ou regional, est sob a dupla polarizao das metrpoles gacha e paranaense. Porto Alegre continua a ser o plo

dominante no sul catarinense, mas a influncia de Curitiba, que j predominava no norte, tende a disseminar-se por todo o Estado. Os fluxos de migrantes do Brasil meridional para o Centro-Oeste, a Amaznia e algumas reas do interior da Bahia contribuem para alastrar a influncia das metrpoles meridionais. Os investimentos dos agricultores paranaenses, gachos e catarinenses, bem como os laos familiares e culturais com a regio de origem definem circuitos de relaes especialmente significativos para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondnia e sul do Par.

Desafio Geogrfico01. (Uerj) Um pesquisador da Unesco no Brasil acaba de criar o ndice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), resultante do cruzamento de sete indicadores, que abrangem reas de educao, sade, renda e ocupao. Como, no clculo do IDJ, no basta saber quantos jovens esto na escola, os pesquisadores criaram um novo ndice o de escolarizao adequada e descobriram um dado desalentador. De cada 100 jovens brasileiros, apenas 48 esto na escola e, desses, 29 encontram-se numa srie compatvel com sua idade. (Adaptado de GASPAR, Malu. Veja 17/mar./2004.) O ndice de escolarizao adequada da populao jovem est relacionado precria situao do sistema educacional brasileiro. A baixa escolaridade verificada influencia diretamente a dinmica social, provocando a seguinte manifestao:a) b) c) d) rejeio a valores religiosos. oposio aos conflitos socioculturais. negao da identidade coletiva nacional. alienao frente ao sistema polticorepresentativo.

Exerccios01. (UFGGO) No Brasil, os movimentos sociais urbanos, ao reivindicarem melhores condies de vida para a populao, estabelecem prioridades que, para serem atendidas, implicam a reorganizao espacial das cidades. Essa reorganizao impulsionada pela:a) atuao sindical das vrias categorias de trabalhadores urbanos na tentativa de modificar as relaes de trabalho. b) atuao das associaes de moradores de bairro que pressionam a administrao pblica por equipamentos e servios. c) atuao de partidos polticos com o objetivo de atender s reivindicaes sociais da populao. d) atuao das associaes comerciais na regulamentao das atividades dos estabelecimentos comerciais. e) implementao de polticas pblicas na defesa dos direitos da criana e do adolescente, da mulher e do idoso.

02. (UECE) Tratando-se do movimento migratrio no Brasil, a imigrao de europeus representou um forte incremento demogrfico:a) com a chegada da famlia real portuguesa no incio do sculo XIX; b) no decorrer da atual dcada, com o forte desemprego na Europa; c) entre as duas grandes guerras; d) entre 1888 e o fim da primeira guerra mundial.

02. (UFFRJ) As terras indgenas, que em 1500 correspondiam totalidade do atual territrio brasileiro, hoje no passam de 12% da superfcie do Brasil. Sua populao, que correspondia a cerca de 5 milhes de nativos, encontra-se reduzida a 362.890 indivduos, ou 0,23% da populao total do Pas. Com base na anlise do mapa: I. poucas so as terras reservadas, concentrando-se sua maior parte fora da Amaznia; II. a concentrao das terras indgenas inversamente proporcional densidade de ocupao econmica do pas; III. a maior concentrao de reservas indgenas situa-se em reas de expanso da fronteira agrcola; IV. os conflitos em terras indgenas tm ocorrncia, ainda, em todas as regies brasileiras. Dentre as afirmativas acima, somente esto corretas:a) I, II e III; b) I, II e IV; c) I, III e IV; d) II e III; e) II, III e IV.

03. (SMRS) Sobre o contingente a populao indgena brasileira a partir do sculo XX pode-se afirmar que: I. se verifica uma tendncia de aumento desse contingente, principalmente em funo da delimitao de reservas indgenas; II. essa populao, hoje muito reduzida (menos de 0,25%), est concentrada., principalmente, nas regies Norte Centro Oeste; III. a superfcie total das terras indgena equivale a um percentual pouco significativo da rea do Brasil; IV. ocorre um etnocdio no mundo de vida, hbitos crenas lngua, tecnologia e costumes. Esto corretas:a) apenas I e lI; b) apenas lI e III; c) apenas I e IV; d) apenas III e IV; e) I, lI, III e IV.

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Desafio Geogrfico01. (Fuvest 2006) Intemperismo o nome que se d ao conjunto de processos que modificam as rochas, fragmentando-as (intemperismo fsico) ou alterando-as (intemperismo qumico). O predomnio de um tipo em relao a outro, nas diversas regies da Terra, vai depender das temperaturas, combinadas ao volume das precipitaes e do estado fsico da gua.

Geografia GeralProfessor HABDEL

O relevo terrestre e sua dinmicaOs processos exgenos so movidos pelo calor solar, que atua na superfcie da crosta continental atravs da atmosfera. Esses processos agem sobre o arranjo escultural das rochas e so os responsveis pela esculturao do relevo. As formas do relevo terrestre podem ser vistas como uma vasta pea de escultura, cujo escultor a atmosfera com seus diversos tipos climticos, e o subsolo a matria-prima. (Ross, Jurandir. Os fundamentos da Geografia da natureza. In Geografia do Brasil. So Paulo, Edusp). A composio do Planeta: O Planeta formado por basicamente trs camadas: crosta, manto e ncleo. Sua parte externa slida, sendo a parte do nosso Planeta que mais se conhece. J a interior foi muito menos devassada pelo homem. Mesmo assim, sabe-se muito sobre ela. O estudo da propagao das ondas ssmicas geradas pelos terremotos nos d idia do que h no interior do Planeta. At onde sabemos, ele formado por camadas concntricas de material superaquecido. Cada uma delas apresenta nveis diferentes de temperaturas, presses e densidades que aumentam progressivamente at o ncleo. A crosta terrestre ou litosfera a camada rgida do nosso Planeta. Apresenta espessura que varia entre 50 a 60km. Podemos dividi-la em duas camadas. A exterior chamada de crosta continental ou sial (silcio e alumnio) e menos densa. Apresenta rochas como granitos, migmatitos, basaltos, rochas sedimentares entre outras. A outra camada conhecida como crosta ocenica ou sima (silcio e magnsio) sendo mais densa. Entretanto ela a menos larga, exibindo profundidades de at 6km. Ela separa-se do manto pela descontinuidade de Mohorovicic (rea onde a densidade e a composio do material diferente).

Fonte: adaptado de Popp, Geologia Geral, p12.

As rochas As rochas so agregados naturais de minerais de um s tipo ou de diversos tipos. Podemos encontrar na natureza trs tipos de rochas. As magmticas foram formadas a partir da consolidao do magma pastoso. Apresentam diferenas provocadas pela forma como se resfriaram e solidificaram. Subdividem-se em intrusivas e extrusivas. As intrusivas ou plutnicas so aquelas que sofreram lento resfriamento do magma. Em razo disso apresentam cristais macroscpicos. Como exemplo dessas rocha podemos citar: granito, sienito, diorito, etc. As rochas extrusivas ou vulcnicas foram formadas pelo rpido resfriamento do magma no exterior da crosta. Elas apresentam cristais microscpicos sendo percebidos apenas com uso de lentes especiais. Podemos citar entre as extrusivas o basalto, o diabsio, o andesito, etc. As metamrficas decorrem das transformaes sofridas por rochas pr-existentes, submetidas a alteraes em suas estruturas por ao da presso ou de elevadas temperaturas ou em razo dos movimentos das placas tectnicas. Como exemplos podemos citar: ardsia, filitos, xistos, gnaisses, quartzitos, mrmores, etc. As sedimentares foram formadas por sedimentos clsticos ou detrticos e por precipitados qumicos e orgnicos. Restos de animais e vegetais tambm deram origem a essas rochas. Todo e qualquer material desagregado, transportado e depositado nas partes mais baixas onde se originaram tendem a se consolidar com o tempo, dando origem a essas rochas. Podem ser detrticas como o arenito, tilitos e outras. As qumicas podem ser: estalactite, estalagmites, dolomitos, etc. J as orgnicas tm no carvo mineral o seu melhor exemplo. A estrutura geolgica da Terra Por estrutura geolgica entendemos a forma como esto dispostas as rochas na litosfera. Essa disposio se d em conseqncia das foras internas. No Planeta, encontramos trs domnios estruturais ou macroformas estruturais do relevo terrestre. So os crtons ou plataformas, as bacias sedimentares e as cadeias orognicas ou cintures orognicos. Os crtons ou plataformas correspondem a um ncleo da crosta continental estvel, total ou amplamente formado por rochas pr-cambrianas com estruturas complexas, normalmente gnissicas ou xistosas e injetadas por batlitos granticos (Hlio M. Penha, Processos endogenticos na formao do relevo, IN: Antnio T. Guerra e Sandra B. Cunha (orgs.), Geomorfologia uma atualizao de bases e conceitos. Rio de Janeiro, Bertrand, 1994, p.65.). Essas estruturas sofreram intenso processo erosivo o que resultou em formas desgastadas e rebaixadas, exceto o planalto das Guianas que conserva considervel altitude. Quando esto aflorados recebem o nome de escudos. Como exemplo, podemos citar o Fino-Escandinavo, o Guineano, o Australiano, o Chins, o Siberiano ou de Angara, o Canadense, o Brasileiro e o das

Observando o mapa (fig. 1), correto afirmar que nas regies A, B e C, h predomnio, respectivamente, do intemperismo:a) b) c) d) e) Qumico, fsico, qumico. Fsico, qumico, qumico. Qumico, qumico, fsico. Fsico, fsico, qumico. Qumico, fsico, fsico.

02. (Mackenzie) Os processos exgenos so responsveis pelo modelado do relevo terrestre e sua atuao varia de acordo com o clima. Portanto correto afirmar que:a) muito comum, em reas de clima tropical, a presena de solos profundos, em virtude da intensa ao de intemperismo qumico; b) em reas desrticas, a grande amplitude trmica entre o dia e a noite dificulta a meteorizao fsica; c) em rea de clima equatorial, o processo de intemperismo qumico mais lento, por no existirem grandes oscilaes trmicas dirias; d) a m infiltrao e m drenagem da gua em reas de clima de altas montanhas favorecem tanto o intemperismo qumico como a eroso; e) em reas de clima polar, a ao do intemperismo qumico se faz mais presente em virtude do congelamento da gua que se expande em seu volume.

03. (PUCMG) Os movimentos da placa nipnica em reas de coliso explicam a formao geolgica do territrio japons. Assinale a opo que NO se relaciona a essa estrutura geolgica.a) O territrio japons est sujeito a intensas aes endgenas, como vulcanismo e tectonismo. b) As caractersticas geolgicas geram dificuldades para o Japo suprir suas necessidades de recursos minerais prprios. c) O territrio descontnuo do arquiplago dominado por um conjunto de terras altas. d) As formas de relevo desfavorecem o potencial hidrulico para produo de energia.

O manto ou astenosfera constitudo por minerais em estado pastoso ou magmtico em decorrncia das altas temperaturas a verificadas ( 2.000 C). O material que o forma move-se segundo clulas de conveco. Todas as perturbaes geolgicas que chegam at ns (terremotos e vulcanismo) so resultantes da presso exercida pelo magma que forma esta camada. Tem aproximadamente 4.600km de extenso. O Ncleo, tambm chamado de nife (nquel e ferro) a parte central da Terra. O ncleo est separado do manto por uma descontinuidade chamada de Wiechert-Guntemberg, localizada a cerca de 2900km de profundidade. Admite-se que tenha cerca de 1.700km de espessura com temperaturas que podem chegar at 6.000 C.

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Guianas. Quando estas estruturas esto recobertas por rochas sedimentares recebem o nome de plataforma coberta ou embasamento cristalino. As bacias sedimentares constituem outra estrutura de grande representatividade territorial ao longo dos continentes. [...] so formadas por espessos pacotes de rochas sedimentares que chegam a ultrapassar 5.000 metros. Bacias sedimentares como a do Colorado e do MississipiMissouri (EUA), do Tchad, Congo e Zambeze, na frica, a do Centro-Norte da Europa, a do Centro-sul da Austrlia, a Amaznica, a do Parnaba e a do Panam, na Amrica do Sul, so exemplos de bacias cujas origens e idades so posteriores ao Pr-Cambriano. So chamadas de bacias fanerozicas, ou seja, que se formaram ao longo do Paleozico, do Mesozico e do Cenozico, atravs de diferentes fases de deposio marinha, glacial ou continental. (Ross, Jurandyr L.S. Geografia do Brasil. So Paulo, Edusp, 2000.). As cadeias orognicas ou cintures orognicos so os terrenos de grande instabilidade tectnica. Apresentam altimetria elevada e so resultantes de dobramentos das estruturas rochosas. Intruses, vulcanismo, abalos ssmicos e falhamentos so caractersticas comuns nessas estruturas. Situam-se, principalmente, nas bordas de placas tectnicas. Entre as principais cadeias orognicas da Terra destacam-se: na Amrica do Sul, a Cordilheira dos Andes; na Amrica do Norte, Montanhas Rochosas e Serra Nevada; na Europa, os Pireneus e os Alpes; na sia, temos o Cucaso, os Crpatos e o Himalaia; na frica, a cadeia do Atlas. Essas cadeias de montanhas representam os mais recentes terrenos produzidos pelas foras internas do Planeta. Suas idades esto situadas entre o fim do Mesozico e o Cenozico. Os movimentos tectnicos so a gnese destas estruturas e esto relacionados tectnica de placas. Os agentes do relevo [...] As foras que determinam a atuao dos processos geradores das formas do relevo, ou seja, a morfodinmica, so de duas origens, e W. Penck denominou-as de endgenas e exgenas. Desse modo o relevo produto do antagonismo de foras que atuam de fora para dentro, atravs da atmosfera e de dentro para fora, atravs da litosfera e da energia do interior da Terra. Assim, a energia endgena representada pelas litologias, pelo arranjo estrutural destas, e pelas presses magmticas criam formas estruturais nos relevos da superfcie terrestre. J a energia exgena, comandada pelo Sol atravs da camada gasosa que envolve a Terra, produz o desgaste erosivo das formas estruturais e gera a esculturao produzindo as formas esculturais. (Ross, Jurandyr L.S. Geomorfologia- ambiente e planejamento. Contexto, So Paulo, 2001). Agentes da dinmica interna: O tectonismo, tambm chamado de distrofismo (distoro), resulta de aes como as altas presses e temperaturas originadas na parte interna do Planeta ou da deriva continental e dos choques entre as placas tectnicas. Pode ser epirogentico ou orogentico. A epirognese corresponde a movimentos lentos e generalizados da crosta continental e podem provocar rebaixamento e soerguimento. J a orognese corresponde a movimentos que se caracterizam por deformar as estruturas rochosas (POOP Jos H. Geologia Geral. Livros , Tcnicos e Cientficos, Rio de Janeiro, 1998.). Na epirognese, as foras so exercidas verticalmente sobre as camadas de rochas rgidas podendo provocar levantamentos ou rebaixamentos que se constituem em falhas. Quando as foras so exercidas horizontalmente

em camadas de rochas elsticas, provocam dobramentos que podem dar origem a montanhas ou cordilheiras.

Desafio Geogrfico01. (Pucpr) Em outubro de 2005, a regio assinalada no mapa a seguir foi sacudida por um dos maiores terremotos deste incio de sculo, provocando a morte de dezenas de milhares de pessoas e incontveis danos materiais.

Os abalos ssmicos, tambm chamados de terremotos (quando ocorrem no continente) esto relacionados aos movimentos das placas tectnicas e s manifestaes vulcnicas. So movimentos naturais da crosta terrestre que se propagam por meio de vibraes. O vulcanismo consiste na efuso de material magmtico fluido atravs de orifcios e fendas na parte externa do Planeta. Tem suas causas ligadas tectnica de placas sendo mais intensa sua ocorrncia ao longo das dorsais mesocenicas e nas cadeias orognicas. Agentes da dinmica externa: So os processos transformadores ou escultores do modelado. As alteraes que provocam acontecem atravs de processos qumicos e fsicos. O intemperismo fsico provocam a fragmentao progressiva das rochas que esto mais expostas superfcie e ao dos agentes atmosfricos. J o intemperismo qumico processa-se em razo das reaes qumicas da gua. A ao das guas pode acontecer atravs da eroso provocada pelos rios (eroso fluvial), das chuvas (eroso pluvial), pela abraso marinha e pela ao das geleiras (eroso glacial). A ao dos ventos provoca o desgaste das estruturas, o transporte dos materiais erodidos e a sua deposio (elica) que vo formas as dunas das praias e dos desertos.

a) o deserto de Gbi, atingindo a Monglia e o norte da China; b) a Caxemira, atingindo o nordeste do Paquisto e o norte da ndia pases que h dcadas disputam essa rea cuja populao majoritariamente muulmana; c) a Cisjordnia, atingindo Israel, Palestina, Jordnia e Sria; d) o altiplano tibetano e a poro setentrional dos contrafortes do Himalaia, atingindo especialmente a China (que ocupa o Tibete desde que o invadiu em 1950) e o Nepal; e) a Sibria, atingindo exclusivamente territrios do norte da Rssia.

A regio em questo e os pases mais atingidos so, respectivamente:

Exerccios01. (Unifesp) Na ltima dcada, vrias pesquisas na frica e na Amrica do Sul confirmaram a hiptese de que elas formavam um continente no passado. Assinale a alternativa que identifica corretamente a era geolgica em que a separao ocorreu e o nome do novo continente que ela gerou.a) Cenozica; Pangea. b) Mesozica; Gondwana. c) Pr-Cambriano; Gondwana. d) Paleozica; Pangea. e) Quaternrio; Gondwana.

02. (Pucrs) Os desertos, paisagens distribudas em todo o globo, ocorrem por razes que diferem conforme o local em que se encontram. O Deserto do Saara, situado na frica, e o Deserto do Colorado, situado nos Estados Unidos da Amrica do Norte, tm como causa principal, respectivamente,

a) altas altitudes e continentalidade; b) proximidade com o Oceano Pacfico e baixas presses; c) correntes marinhas frias e elevadas altitudes; d) alta presso atmosfrica e encostas de sotavento; e) baixas latitudes e correntes marinhas frias.

02. (Ufc) Alguns processos naturais ocorrem durante longos perodos no tempo geolgico, ou seja, so processos dinmicos contnuos. Outros ocorrem de modo brusco e descontnuo e podem tornar-se eventos catastrficos. Indique a alternativa verdadeira que destaca dois processos dinmicos descontnuos e que podem ocasionar catstrofes.a) Terremotos e impactos de meteoritos. b) Eroso de um rio mendrico e falhamentos. c) Epirognese e compactao de sedimentos. d) Fluxo trmico do interior da Terra e vulcanismo. e) Crescimento de recifes e inundaes torrenciais.

03. (Unesp) A figura representa o processo de evoluo de uma forma de relevo associada gua.

Assinale a alternativa que contm o tipo de paisagem, o processo geomorfolgico atuante e o resultado final.a) Paisagem lacustre; sedimentao; desaparecimento do lago. b) Paisagem marinha; assoreamento; falsia. c) Paisagem fluvial; abraso; terrao. d) Paisagem pluvial; desmatamento; revegetao. e) Paisagem desrtica; pedimentao; dunas.

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Desafio gramaticalCaiu no vestibular01. (FGV) Escolha a alternativa que preencha corretamente as lacunas das frases abaixo..1. Por acaso, no este o livro ............. o professor se refere? 2. As Olimpadas ............. abertura assistimos foram as de Tquio. 3. Herdei de meus pais os princpios morais ............. tanto luto. 4. bom que voc conhea antes as pessoas ............. vai trabalhar. 5. A prefeita construir uma estrada do centro ao morro ............. ser construda a igreja. 6. Ainda no foi localizada a arca ............. os piratas guardavam seus tesouros. a) de que, cuja, para que, com os quais, sobre que, em que. b) que, de cuja, com que, para quem, no qual, que. c) em que, cuja, de que, para os quais, onde, na qual. d) a que, a cuja, em que, com que, que, em que. e) a que, a cuja, por que, com quem, sobre o qual, onde.

PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes

Obedecemos-lhes. (errado) Obedecemos a elas. (certo) 3. Obedeo sempre aos meus superiores. Obedeo-lhes sempre (certo) Obedeo sempre a eles. (certo) 4. Confio muito em Rosilda. Confio-lhe muito. (errado) Confio muito nela. (certo)

TextoWaveLetra: Tom Jobim Intrprete: Lenine Vou te contar Os olhos j no podem ver Coisas que s o corao pode entender Fundamental mesmo o amor impossvel ser feliz sozinho O resto mar tudo que eu nem sei contar So coisas lindas que eu tenho pra te dar Vem de mansinho a brisa e me diz impossvel ser feliz sozinho Da primeira vez era a cidade Da segunda o cais e a eternidade Agora eu j sei Da onda que se ergueu no mar E das estrelas que esquecemos de contar O amor se deixa surpreender Enquanto a noite vem nos envolver

b) a ele(s), a ela(s), a isso Pronomes que podem representar pessoas ou coisas indiferentemente. Veja construes analisadas: 1. Referimo-nos s estrelas. Referimo-nos a elas. (certo) 2. Obedecemos lgica do mercado. Obedecemos a isso. (certo) c) me, te, se, nos, vos Pronomes que s podem representar pessoas. Veja construes analisadas: 1. Coisas boas aconteceram a mim. Coisas boas aconteceram-me. (certo) 2. Cabe a ti a deciso de mudar de vida. Cabe-te a deciso de mudar de vida. (certo)

Arapuca(FGV) Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicao. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, procura de um defeito. / Francisco virou a cabea para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rpido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim no me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prdio, como me cabia fazer. d) No assiste ao prefeito o direito de julgar essa questo. / No assisti ao filme que voc mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades porturias visaram o passaporte.

Regncia Verbal 2VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS 1. DEFINIOTransitivo indireto o verbo que exige complemento com preposio. O complemento chama-se objeto indireto.

02. (FGV) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase:Eu ....... encontrei ontem, mas no ....... reconheci porque ....... anos que no ....... via. a) b) c) d) e) lhe, lhe, h, lhe. o, o, haviam, o. lhe, o, havia, lhe. o, lhe, haviam, o. o, o, havia, o.

2. PREPOSIO OBRIGATRIAQuando o complemento do verbo transitivo indireto vem representado por um substantivo (ou por pronome que no seja tono), a preposio obrigatria. A construo de frases sem ela constitui agresso norma culta da lngua escrita. Veja construes certas e erradas: 1. Este o homem que o Brasil precisa. (errado) 2. Este o homem de quem o Brasil precisa. (certo) 3. O filme que assisti impressionou-me. (errado) 4. O filme a que assisti impressionou-me. (certo)

4. PRONOMES COM DUPLA FUNOOs pronomes tonos me, te, se, nos e vos podem fazer o papel tanto de objeto direto quanto de objeto indireto. A diferena est na regncia do verbo a que se filiam. 1. Eu tenho coisas lindas para te dar. Funo do te: objeto indireto. 2. Eu nasci para te amar. Funo do te: objeto direto. 3. A noite vem-nos envolver. Funo do nos: objeto direto. 4. Nada nos falta aqui. Funo do nos: objeto indireto. 5. Ele deu-se o luxo de viajar. Funo do se: objeto indireto.

03. (FGV) Caetano Veloso gravou uma cano, do filme Lisbela e o Prisioneiro. Trata-se de Voc no me ensinou a te esquecer. A propsito do ttulo da cano, pode-se dizer que:a) A regra da uniformidade do tratamento respeitada, e o estilo da frase revela a linguagem regional do autor. b) O desrespeito norma sempre revela falta de conhecimento do idioma; nesse caso no diferente. c) O correto seria dizer Voc no me ensinou a lhe esquecer. d) No deveria ocorrer a preposio a nessa frase, j que o verbo ensinar transitivo direto. e) Desrespeita-se a regra da uniformidade de tratamento. Com isso, o estilo da frase acaba por aproximar-se do da fala.

3. COMPLEMENTO DOS VERBOSTRANSITIVOS INDIRETOS Alm dos substantivos, os verbos transitivos indiretos admitem como complemento: a) lhe(s) Pronome que s pode representar pessoas ou seres vivos; deve ser usado com verbos que combinem com as preposies a ou para. Veja construes analisadas: 1. Assistimos ao filme proibido. Assistimos-lhe. (errado) Assistimos a ele. (certo) 2. Obedecemos s leis de trnsito.

5. VTI: SEM VOZ PASSIVAOs verbos transitivos indiretos no aceitam, em rigor, voz passiva. Alguns verbos, porm, por fora do uso, so apassivados. o caso de obedecer, pagar, perdoar, responder. Mas em provas de concursos, em que a lngua culta padro preservada, tais construes so condenadas, com exceo daquelas com o verbo obedecer. Veja construes certas e erradas:

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1. O jogo foi assistido por toda a famlia. Construo errada porque o verbo assistir (transitivo indireto) no aceita voz passiva. 2. Toda a famlia assistiu ao jogo. Frase na voz ativa; construo certa. 3. As leis de trnsito nunca so obedecidas. Construo certa; o verbo obedecer (transitivo indireto) admite voz passiva. 4. No se obedece nunca s leis de trnsito. Construo certa.

pode ocorrer a combinao dos pronomes tonos, incomum na lngua coloquial brasileira, mas muito empregada pelos autores da literatura. Vejamos algumas frases: a) Diziam-me coisas absurdas. = Diziam-mas (me + as). b) Ofertaram-lhe flores midas. = Ofertaram-lhas (lhe + as). c) Elas nos deram flores. = Elas no-las deram (nos + as). d) Todos te mandaram lembranas. = Todos tas mandaram (te + as). e) Eu lhes peo desculpas. = Eu lhas peo. (lhes + as). 3. ME, TE, NOS, VOS, LHE = POSSESSIVOS Em construes do tipo Roubaram-lhe o carro, o verbo no transitivo direto e indireto: apenas transitivo direto, com o lhe (ou me, te, nos, vos) na funo de adjunto adnominal. Nesse caso, os pronomes me, te, nos, vos e lhe tm valor de possessivos: correspondem a meu, teu, nosso, vosso e seu.

Desafio gramaticalLISTA DE VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOSEis a relao de verbos transitivos indiretos mais empregados no dia-a-dia. Ao lado deles, servindo-lhes de complemento, no se podem usar os pronomes o, a, os, as. 1. Abster-se A muito custo, absteve-se do lcool. 2. Acenar Finalmente, o governo acenou com a possibilidade de renncia. 3. Acontecer Aconteceu-nos, outrora, muito contratempo. 4. Aderir Chegou a hora de aderirmos proposta da oposio. 5. Admirar-se Admiramo-nos de sua coragem. 6. Aludir No discurso, ela aludiu ao nosso passado. 7. Ansiar Sempre ansiei por dias melhores. 8. Antipatizar Antipatizamos com os ndios to logo os vimos. 9. Aprazer Apraz-me muito a tua presena. 10. Argumentar Temos motivos para argumentar contra suas atitudes. 11. Bastar Pouca coisa basta ao homem sbrio. 12. Bater No se deve bater em crianas. 13. Caber Cabe ao povo o direito de controlar as aes do governo. 14. Cair A escolha para dar-lhe a notcia caiu em mim. 15. Carecer Esse seu argumento carece de fundamentos. 16. Ceder Fiz tudo para no ceder tentao. 17. Custar Custou-lhe acreditar na derrota. 18. Confiar Eu estava certo; no podamos confiar neles. 19. Contentar-se Eu me contento com pouca coisa. 20. Esquecer-se Jamais me esquecerei de voc. 21. Faltar Nada me falta aqui... 22. Gostar Estes so os filmes de que gosto. 23. Lembrar-se Lembrei-me de minha infncia e chorei. 24. Obedecer importante que, na empresa, todos obedeam s determinaes superiores.

6. VTI + SE = SUJEITO INDETERMINADOOs verbos transitivos indiretos, acompanhados do pronome se, no admitem plural. que, nesse caso, o se indica sujeito indeterminado, obrigando o verbo a ficar na terceira pessoa do singular. Veja construes analisadas: 1. Precisam-se de pedreiros. (errado) 2. Precisa-se de pedreiros. (certo) Regncia de precisar: VTI. Funo do se: PIS (pronome que indetermina o sujeito). Sujeito: indeterminado. 3. Aqui, obedecem-se s leis. (errado) 4. Aqui, obedece-se s leis. (certo) Regncia de obedecer: VTI. Funo do se: PIS (pronome que indetermina o sujeito). Sujeito: indeterminado. 5. Tratam-se de acordos sociopolticos. (errado) 6. Trata-se de acordos sociopolticos. (certo) Regncia de tratar: VTI. Funo do se: PIS (pronome que indetermina o sujeito). Sujeito: indeterminado.

Dificuldades da lnguaESTAR EM ou DE FRIAS? 1. Fria (sinnimos): a) b) c) d) e) Dia semanal. Jornal ou salrio de trabalhadores. Soma dos salrios da semana. Folga, descanso. Em casa comercial, o dinheiro das vendas realizadas no dia, na semana. f) No calendrio litrgico, dia em que no se comemora uma festa. 2. Frias (sinnimos): a) Significa dias em que se suspendem os trabalhos oficiais (datas patriticas e dias santificados); feriado. b) Certo nmero de dias consecutivos destinados ao descanso de funcionrios, empregados, estudantes, etc., aps um perodo anual ou semestral de atividades. 3. Entrar em ou de frias? No sentido de comear a fruir, a gozar, a construo correta entrar de frias, entrar de licena. a) Semana que vem, ela entrar de frias. (certo) b) Semana que vem, ela entrar em frias. (errado) c) Quando voc entrar de frias? (certo) d) Quando voc entrar em frias? (errado) 4. Sair em ou de frias? No sentido de afastar-se, retirar-se, a construo correta sair em frias. a) Semana que vem, saio de frias. (errado) b) Semana que vem, saio em frias. (certo) 5. Estar de ou em frias? Dissociadas de verbos ou associadas ao verbo estar, as expresses de frias e em frias so corretas. 1. Mesmo em frias, continuou trabalhando. (certo) 2. Mesmo de frias, continuou trabalhando. (certo) 3. Vamos aproveitar: estamos de frias. (certo) 4. Vamos aproveitar: estamos em frias. (certo)

7. OBJETO INDIRETO ORACIONALO complemento do verbo transitivo indireto, o objeto indireto, pode ser uma orao inteira: a orao subordinada substantiva objetiva indireta. Veja construes analisadas: 1. Lembro-me de que tudo entre ns eram flores... antes do casamento. Regncia de lembrar-se: VTI. Funo do me: pronome que integra o verbo. Objeto indireto: de que tudo entre ns eram flores... antes do casamento. 2. Esqueci-me de que voc vegetariana. Regncia de esquecer-se: VTI. Funo do me: pronome que integra o verbo. Objeto indireto: de que voc vegetariana.

Verbos transitivos diretos e indiretos1. DOIS COMPLEMENTOS H verbos que possuem dupla predicao, exigindo dois complementos: um sem preposio (objeto direto), outro com preposio (objeto indireto). So chamados de transitivos diretos e indiretos ou bitransitivos. Outros nomes: biobjetivos e transitivos-relativos 2. COMBINAO DE PRONOMES Com verbos transitivos diretos e indiretos,

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins ACUA, Cristbal de. Informes de jesutas em el amazonas: 1660-1684. Iquitos - Peru, 1986. ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionrio brasileiro da lngua portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996. ARRUDA, Jos Jobson de A. et ali. Toda a Histria: Histria geral e Histria do Brasil, 8. ed. So Paulo: Editora tica, 2000. BECHARA, Evanildo. Gramtica portuguesa. 31. ed. So Paulo: Nacional, 1987 CARVAJAL, Gaspar de. Descobrimento do rio de Orellana. So Paulo: Nacional, 1941. COELHO, Marcos A. ; TERRA, Lygia. Geografia Geral. O espao natural e socioeconmico. Moderna, 2001. COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil - 5. ed. So Paulo: Moderna, 2003. HOORNAERT, Eduardo (Coord.). Comisso de Estudos da Igreja na Amrica Latina. Histria da Igreja na Amaznia. Petrpolis-RJ: Vozes, 1992. MAGNOLI, Demtrio; ARAJO, Regina. Sociedade e Espao: Geografia geral e do Brasil. So Paulo: tica, 2000. MOREIRA, Igor. Construindo o espao brasileiro. 2. Ed: tica. 2004. MOREIRA, Igor. O espao geogrfico: Geografia geral e do Brasil. tica, 2002. MOTA, Myryam Becho e BRAICK, Patrcia Ramos. Histria das Cavernas ao Terceiro Milnio. 2. ed. So Paulo: Moderna, 2002. SHMIDT, Mario. Nova Histria Crtica do Brasil: 500 anos de Histria malcontada. So Paulo: Nova Gerao, 2003. SILVA, Francisco de Assis. Histria do Brasil. So Paulo: Moderna, 2000. VESENTINI, Jos William - 1950. Geografia Crtica: A Sociedade Brasileira. So Paulo: tica 2004.

DESAFIO HISTRICO (p. 3) 01. D; 02. C; 03. E; DESAFIO HISTRICO (p. 4) 01. D; 02. B; EXERCCIOS (p. 5) 01. C; 02. A; DESAFIO HISTRICO (p. 5) 01. D; 02. E; 03. A; DESAFIO GEOGRFICO (p. 6) 01. V, V, V e F; 02. A; 03. B; EXERCCIO (p.7) 01. V, V, V e F. A; 02. E; DESAFIO GEOGRFICO (p. 7) 01. A 02. V, V, V e V 03. A DESAFIO GEOGRFICO (p. 8) 01. B 02. C 03. A EXERCCIOS (p.9) 01. E 02. A DESAFIO GEOGRFICO (p. 9) 01. B 02. A 03. C DESAFIO LITERRIO (p. 10) 01. E 02. E 03. A PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 10) 01. D 02. E 03. B 04. E

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30 e 23h40 s 00h15) Amazon Sat (15h10 s 15h40) RBN (13h s 13h30) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (7h s 8h e 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (22h00 s 22h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h15 s 12h45) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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