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Representação de uma típica cidade medieval da Inglaterra Barcos regionais representam o sustento de inúmeras famílias de ribeirinhos dos rios da Amazônia História – A Era Vargas (1930–1945) pg. 02 História – A Idade Média pg. 04 Geografia – A Amazônia Legal pg. 06 Geografia – Os domínios fitogeográficos pg. 08 Português – Regência verbal 4 pg. 10

Apostila Aprovar Ano04 Fascículo11 Hist Geo

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Histria A Era Vargas (19301945)

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Barcos regionais representam sustento de inmeras famli o ribeirinhos dos rios da Ama as de znia

Histria A Idade Mdia

Geografia A Amaznia Legal Geografia Os domnios fitogeogrficos

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Portugus Regncia verbal 4

tpica de uma nglaterra ntao I Represe medieval da cid ade

Educampo chega marca de 2.077 alunos alfabetizadosA coordenao do Programa Educampo, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com o Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria (Incra) e Programa Nacional de Educao e Reforma Agrria (Pronera), encerrou mais uma etapa do projeto, chegando marca de 2.077 alunos alfabetizados. Participaram desta etapa 97 monitores, 15 bolsistas e 15 coordenadores locais de 10 municpios. Em 2006, durante 10 meses, jovens e adultos de assentamentos localizados nos municpios de Alvares, Tef, Canutama, Fonte Boa, Humait, Lbrea, Manicor, Juta e Parintins participaram de aulas de alfabetizao. Para se adequar realidade dos assentamentos, a equipe desenvolveu uma metodologia de aprendizagem diferenciada. O alfabetizador, tambm chamado de monitor, por exemplo, selecionado entre os assentados. As aulas foram ministradas semanalmente, sob orientao de acadmicos do curso Normal Superior, de Letras e de Cincia Poltica da UEA. Alm disso, cada assentamento conta com um coordenador local, responsvel por supervisionar as atividades do Programa, alm de um supervisor que acompanha mensalmente as aes de alfabetizao. Histria A origem do Programa Nacional de Educao na Reforma Agrria (Pronera) deu-se no contexto do I Encontro Nacional de Educadoras e Educadores da Reforma Agrria (ENERA), realizado em Braslia, no ano de 1997, promovido pelo MST em parceria com a UnB, a Unesco, o Unicef e a CNBB. No ano seguinte, o MST e seus parceiros concretizam, na cidade de Luzinia (GO), a I Conferncia Nacional: por uma educao bsica do campo. Essa mobilizao dos trabalhadores resultou na implementao do Pronera enquanto poltica pblica do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio. Expresso de uma parceria estratgica entre o Governo Federal, as instituies de ensino superior e os movimentos sociais do campo, o Pronera representa um instrumento contra o alto ndice de analfabetismo e a baixa escolaridade dos assentados, realidade apresentada pelo I Censo da Reforma Agrria do Brasil de 1996. A realizao e a certificao do Ensino Fundamental desenvolvido pelo Pronera esto garantidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educao (LDB 9394/96). A Educao de Jovens e Adultos EJA objeto especfico do artigo 37, 1. da LDB: Os Sistemas de ensino asseguraro gratuitamente aos jovens e adultos que no puderam efetuar os estudos na idade regular oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as caractersticas do alunado, seus interesses, condies de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.

HistriaProfessor DILTON Lima

7. GRUPOS POLTICOS a) Ao Integralista Brasileira (A.I.B.) Lder: Plnio Salgado. Inspirao: nazi-fascismo (direita). Ponto defendido: Estado ditatorial e nacionalista, governado pelas elites. Visavam defender as riquezas nacionais, a propriedade privada e visava combater o comunismo. Conhecidos como camisas verdes. Saudao: anau. b) Aliana Nacional Libertadora (A.N.L.) Lder: Lus Carlos Prestes, conhecido como Cavaleiro da Esperana. Inspirao: socialismo-comunismo, nas idias marxistas (esquerda). Pontos defendidos: governo popular, rompimento com o capital estrangeiro, nopagamento das dvidas externas, reforma agrria, nacionalizao das empresas estrangeiras, etc. 8. Intentona Comunista (1935) Movimento armado tambm conhecido como Revolta Vermelha, visava derrubar o governo Vargas e implantar o comunismo no Brasil, levando a A.N.L. ao poder. O governo sufocou a revolta e prendeu os lderes, incluindo Lus Carlos Prestes. 9. Plano Cohen (1937) Forjado por militares integralistas liderados pelo capito Olmpio Mouro Filho. O plano ficou assim conhecido porque fora assinado por um fictcio comunista de nome Cohen. O plano era falso, mas criou as condies para o golpe que foi desfechado no dia 10 de novembro de 1937. Serviu de pretexto para Getlio Vargas implantar o Estado Novo. 10.DITADURA VARGAS ESTADO NOVO (19371945) Constituio de 1937 Elaborada por Francisco Campos, um dos idealizadores do Estado Novo. Possua caractersticas fascistas. Ficou conhecida como Polaca, porque seu contedo mesclava elementos fascistas e poloneses. Garantia a Getlio Vargas o poder de dissolver qualquer casa legislativa. Os governadores-interventores seriam nomeados pelo Governo Federal. Dava ao presidente o controle das Foras Armadas. Garantia ao governo o direito de invadir domiclios e violar o sigilo de correspondncia. Pregava a extino dos partidos polticos, inclusive da Ao Integralista Brasileira (AIB), faco de extrema direita. Suspendia as eleies em todo o territrio nacional. rgos repressores (1938) Departamento Administrativo do Servio Pblico (DASP) rgo a que ficavam submetidos todos os servios pblicos do Brasil. Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) rgo responsvel pela censura, pela propaganda do governo, pelo culto ptria e pela personificao do presidente Vargas. Foi criado o programa de rdio Hora do Brasil para funcionar como instrumento de propaganda do governo Vargas. Industrializao Apoiado na sua poltica nacionalista, o governo explorou as riquezas brasileiras, amparado em grupos nacionais, contrariando os grupos

A Era Vargas (19301945)1. REVOLUO DE 1930 Golpe de estado que aniquilou o grupo oligrquico dominado pela elite cafeeira paulista, trazendo para o poder uma junta militar, que passa o governo a Getlio Vargas. 2. FASES DO GOVERNO VARGAS Provisria (1930-1934). Constitucional (1934-1937). Ditatorial (1937-1945). Tambm chamado de Estado Novo. 3. PRIMEIRAS MEDIDAS DE GETLIO VARGAS Nomeao de interventores para governar os Estados. Este cargo poltico foi cedido aos tenentes, grupo da jovem oficialidade que havia participado da Revoluo de 1930 e, portanto, desejava participar do bolo do poder. Criao do Ministrio da Educao e Sade. Criao do Ministrio do Trabalho, da Indstria e do Comrcio. 4. POLTICA DE VALORIZAO O Governo Federal adota uma nova poltica de valorizao do caf, diferente do Convnio de Taubat, assinado em 1906, no governo Rodrigues Alves. A partir dos anos de 1930, o governo Vargas passa a intervir diretamente na produo. O Estado comprava toda a produo excedente de caf e destrua-a. Cerca de 80 milhes de sacas de caf foram queimadas ou jogadas ao mar. 5. REVOLUO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 Ocorreu em So Paulo. Tinha por objetivo a elaborao de uma nova constituio para o Pas. Foi uma tentativa da velha oligarquia paulista para voltar ao poder. Movimento MMDC Conflito envolvendo rebeldes e foras do governo. Nesse confronto, morreram quatro estudantes de cujos sobrenomes (Martins, Miragaia, Drusio e Camargo) proveio essa sigla. 6. CONSTITUIO DE 1934 Elaborada por uma Assemblia Constituinte. Inspirada na Constituio de Weimar (Alemanha). Eleies diretas: voto direto e secreto para ambos os sexos (maiores de 18 anos alfabetizados). Extino do cargo de vice-presidente da Repblica. Mandato presidencial de 4 anos, vedado o direito reeleio. Mandato classista. Leis trabalhistas: jornada de trabalho de oito horas, descanso semanal obrigatrio e remunerado, frias remuneradas, proteo ao trabalho da mulher e do menor, indenizao por dispensa sem justa causa, assistncia e licena remunerada a gestantes. Nacionalizao das riquezas minerais. Eleio indireta do primeiro presidente da Repblica.

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estrangeiros. Destaca-se, neste perodo, a extrao mineral, a exportao de minrios e a siderurgia. Realizaes do governo Vargas nesse perodo: Criao do Conselho Nacional de Petrleo, em 1938. No ano seguinte, foi aberto o primeiro poo de petrleo em Lobato, na Bahia. Construo da Companhia Siderrgica Nacional (CSN), em 1941, empresa instalada em Volta Redonda, Rio de Janeiro, para produo de ao. Criao da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), em 1942, com a meta de cuidar da extrao das riquezas minerais. Criao da Companhia Nacional de lcalis, em 1943. Criao da Fbrica Nacional de Motores, em 1943. Criao da Companhia Hidroeltrica do So Francisco, em 1945. Poltica trabalhista A relao capital e trabalho ficou bem acentuada nesse perodo governista. Nesse sentido, as principais medidas do governo ditatorial foram: 1. Controle dos sindicatos Os sindicatos, que deveriam defender os trabalhadores, no cumpriam sua funo histrica, comportandose como mecanismo a favor do governo. Estava oficializado o peleguismo, ou seja, a poltica de amaciamento das massas trabalhadoras pelos burocratas sindicais (conhecidos como pelegos) a servio do governo e dos empresrios. 2. Criao do salrio mnimo (1940) O salrio mnimo foi criado a partir de pesquisas para averiguar o mnimo que a famlia de um operrio deveria ganhar para atender s suas necessidades elementares (alimentao, transporte, habitao e vesturio), garantindo a sobrevivncia de 4 pessoas. Na prtica, a medida governamental s atendeu ao trabalhador urbano (operrio), no beneficiando o trabalhador rural. 3. Criao da Consolidao das Leis Trabalhistas CLT (1943) Consistia na regulamentao das relaes entre patres e empregados. BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1942) Para os Estados Unidos, a participao do Brasil na guerra ao lado dos aliados era fundamental, devido ao seu vasto litoral e, especialmente, pela importncia estratgica do Nordeste, Regio apropriada para a instalao de bases areas e navais. Em troca de vultosos emprstimos, o Brasil declarou guerra ao Eixo (Alemanha, Itlia e Japo), prova de que o Pas no podia viver sem os Estados Unidos. Em junho de 1944, o Brasil passou a participar efetivamente da guerra, enviando a Fora Expedicionria Brasileira (FEB), cujo lema era A cobra vai fumar, e da Fora Area Brasileira (FAB), cujo lema era Senta a pua. Sob o comando do general Zenbio da Costa, as tropas brasileiras enfrentaram sucessivas derrotas. Sob o comando do general Mascarenhas de Morais, em meados de novembro de 1944, os pracinhas venceram vrias batalhas; a mais clebre foi a de Monte Castelo, na Itlia. MEDIDAS DEMOCRTICAS Os acontecimentos obrigaram o presidente Getlio Vargas a tomar uma srie de medidas tidas como democrticas: 1. Eleies presidenciais para governadores de Estado, para o Congresso Nacional e para as Assemblias Legislativas Estaduais (todas marcadas para 2 de dezembro de 1945).

2. Anistia poltica a centenas de presos polticos, entre eles Lus Carlos Prestes. 3. Livre organizao partidria ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que vivia clandestinamente desde 1927. 4. Organizao de novos partidos polticos. Destaques para a Unio Democrtica Nacional (UDN), Partido Social Democrtico (PSD) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). 11. QUEREMISMO Movimento realizado por grupos que desejavam a continuao de Vargas no poder. Os simpatizantes ao movimento saam s ruas gritando queremos Getlio!. O velho ditador, deposto em outubro de 1945, voltaria ao poder mximo da Repblica nas eleies presidenciais de 1950, para tristeza da UDN e do capital estrangeiro.

Desafio Histrico01. (APROVAR) A orientao de acordo com os ensinamentos dos regimes opressivos o nazismo e o fascismo , que se multiplicavam na Europa nesse perodo, as autoridades federais procurariam tirar o mximo proveito das tcnicas de propaganda e dos meios de comunicao social, muito especialmente do rdio. O texto refere-se a que perodo da Histria do Brasil?a) Estado Novo b) Governo Provisrio de Vargas c) Governo populista varguista ( 195154) d) Intentona Integralista e) Revoluo de 1930

Exerccios01. (PUCRS) Considere o contexto de polarizao das foras polticas do Entre-Guerras no Brasil, relacionando as agremiaes polticas mencionadas na coluna I com as caractersticas arroladas na coluna II. COLUNA I (1) Aliana Nacional Libertadora (2) Ao Integralista Brasileira COLUNA II ( ) Tinha como base poltica setores conservadores da intelectualidade, da classe mdia urbana, do exrcito e das elites. ( ) Defendia um Estado autoritrio, nacionalista, corporativista, antiliberal e anticomunista, dirigido pelas elites esclarecidas. ( ) Tinha caractersticas de uma frente popular antifascista, composta por ex-tenentes, democratas, sindicalistas, socialistas e comunistas. ( ) Defendia a constituio de um governo popular nacional. ( ) Defendia o no-pagamento da dvida externa e a luta contra o imperialismo. A correta numerao da segunda coluna, de cima para baixo, a) 1 - 1 - 2 - 2 - 2 b) 1 - 2 - 2 - 1 - 2 c) 1 - 2 - 1 - 1 - 1 d) 2 - 2 - 1 - 1 - 1 e) 2 - 1 - 2 - 2 - 1

02. (UFRS) Considere as seguintes afirmaes sobre o Estado Novo no Brasil: I. Foi produto da Aliana Nacional Libertadora (ANL), que estabeleceu um governo popular e cancelou a dvida externa. II. Extinguiu os partidos polticos e objetivava um Estado Nacional centralizado. III. Sua base de sustentao foi a legislao trabalhista, incorporando burocraticamente a classe operria. Quais esto corretas?a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) Apenas II e III.

02. (FATEC) O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado em 1930 por Getlio Vargas,a) era um rgo que garantia a liberdade artstica, jornalstica e dos demais meios de comunicao do Brasil na era Vargas; b) promovia manifestaes cvicas, nas quais os sindicatos de esquerda tinham um papel importante de conscientizao das massas; c) estimulava a produo de filmes nacionais e concursos de msica e defendia o direito de os sindicatos realizarem seus comcios e suas greves; d) aproveitou-se do programa Hora do Brasil, que, alm de transmitir notcias polticas e informaes, servia como porta de entrada para as idias liberais de Vargas; e) era responsvel por controlar os meios de comunicao e promover a propaganda do Estado Novo.

03. (FAAP) Todos os fatos enunciados a seguir assinalaram o governo de Getlio Vargas, exceto:a) desenvolvimento econmico, caracterizado pela penetrao intensa do capital estrangeiro; b) incorporao do proletariado urbano ao Estado, atravs dos sindicatos controlados pelo Ministrio do Trabalho; c) crescimento da participao do Estado nos setores fundamentais da economia nacional; d) modernizao da mquina burocrtica estatal (DASP planejamentos econmicos, , tecnocratas); e) estabelecimentos de censura imprensa e de um amplo servio de propaganda.

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Desafio Histrico01. (Faap) "Ordena-se pela autoridade do Parlamento, que ningum leve, ou faa levar, para fora deste Reino ou qualquer parte do mesmo, qualquer forma de dinheiro da moeda deste Reino, ou de dinheiro e moedas de outros reinos, terras ou senhorias, nem bandejas, vasilhas, barras ou jias de ouro guarnecidas ou no, ou de prata, sem a licena do Rei." A medida do governo ingls s pode estar fazendo a defesa do sistema:a) medieval; b) mercantilista; c) socialista; d) comunista; e) anarquista.

HistriaProfessor Francisco MELO de Souza

Reino Anglo-Saxo Os saxes venceram os bretes e estabeleceram-se na Bretanha. 3. O Reino Francnio Ocupou a regio da Glia. A primeira dinastia, a merovngia, foi fundada por Clvis Meroveu. Em 496, Clvis foi convertido ao cristianismo e, com a ajuda do Papa, conquistou a Glia. No seu governo, ocorreu a expanso territorial do reino. Aps a sua morte, o reino estendiase da Glia Setentrional at a Central. Os reis que sucederam Clvis eram fracos e indolentes. O poder poltico passou a ser exercido por funcionrio do governo: o prefeito do pao. O principal foi Carlos Martel (714741), que venceu os rabes na batalha de Poitiers, em 732. Com a morte de Carlos Martel, o filho dele, Pepino, O Breve, assumiu o poder e, com o apoio do papa Zacarias, deu um golpe de Estado, depondo o rei Childerico III, coroando-se Rei e iniciando a dinastia Carolngia. Conquistou os Lombardos e doou as terras deles Igreja, consolidando a aliana. Seu sucessor foi Carlos Magno, que teve o amplo apoio da Igreja em seu governo. Carlos Magno estendeu os domnios do imprio nos estados atuais da Frana, Blgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha parte da pennsula Ibrica, ustria, Iugoslvia, Sua e Itlia. No reino de Carlos Magno, o imprio foi dividido em: Condados: no interior do imprio; governados por condes. Ducados: nas fronteiras; governados por duques. Marcas: vulnerveis a ataques, eram governados por marqueses. As leis institudas em seu governo foram as capitulares. Alm das leis, elaborou outras reformas: educacionais, culturais e cientficas, que ficaram conhecidas como o renascimento carolngio. 4. A Fragmentao do Imprio Com a morte de Carlos Magno, em 814, o reino foi sucedido por Lus, O Piedoso. Depois de Lus, o reino foi fragmentado, aps uma sucessiva guerra civil entre os herdeiros. Com o Tratado de Verdum, em 843, o reino foi divido entre: Carlos, O Calvo: ficou com a Frana Ocidental. Lus, O Germnico: ficou com a Frana Oriental, atual Alemanha. Lotrio: ficou com a Itlia. O FEUDALISMO Em seu processo de formao, o Feudalismo foi afetado por fatores internos, recebendo influncias tanto da civilizao romana como dos povos germnicos. A civilizao romana contribuiu para a formao do Feudalismo com as seguintes instituies: Vilae: grandes propriedades rurais que deram origem aos feudos. Colonato: regime que vinculava o campons terra que cultivava. Cristianismo: forneceu as bases da cultura medieval. Os povos germnicos contriburam principalmente com: Comitatus: juramento de mtua fidelidade entre guerreiros e seu comandante. Suserania e vassalagem. Direito consuetudinrio, leis baseadas nos costumes e nas tradies. O feudo, unidade bsica de produo do feudalismo, era uma grande propriedade rural.

A Idade MdiaOS BRBAROS Os brbaros eram povos assim denominados pelos romanos por no falarem a lngua latina. Imigraram e conquistaram as terras do Imprio. Os grupos de brbaros que se destacaram: 1. Germanos Origem indo-europia, habitavam a Europa Ocidental. As principais naes eram: visigodos, ostrogodos, vndalos, bretes, saxes francos, etc. 2. Eslavos Provenientes da Europa Oriental e da sia, compreendiam russos, tchecos, poloneses, srvios, etc. 3. Trtaros-Mongis Origem asitica. Faziam parte desse grupo as tribos dos hunos, turcos, blgaros, entre outros. 1. Germanos Organizao poltica simples Os germanos foram os mais importantes para a formao da Europa Feudal. Sua organizao poltica era bastante simples. Eram governados por uma Assemblia de Guerreiros, no perodo de paz, que tinha funes legislativas, vinculadas ao direito consuetudinrio. Em poca de guerra, escolhiam um rei, chefe guerreiro, que recebia um juramento de fidelidade dos demais guerreiros, o comitatus. Base econmica A base da economia germnica era a agricultura, a caa e a pesca. Viviam em constante migrao em busca de terras frteis. A propriedade da terra era coletiva, e o trabalho, quase todo, era executado por mulheres. Casamento A sociedade era patriarcal, e o casamento monogmico, sendo o adultrio considerado crime e severamente punido aquele que o cometia. Em algumas tribos, era proibido o casamento das vivas. Religio A religio era politesta: adoravam a fora da natureza. Os seus deuses eram: Odin, protetor dos guerreiros; Tor, deus do trovo; e Fria, a deusa do amor. As Valqurias eram as mensageiras de Odin, visitavam os campos de batalha, levando os mortos. 2. Os Reinos Os principais reinos que se formaram na Europa foram: Reino dos Visigodos Situado na Pennsula Ibrica, era o mais antigo e extenso. Ocupava, estrategicamente, a ligao do Mediterrneo com o Atlntico que lhes garantia a supremacia comercial entre o Continente europeu e a Europa Insular. Reino Ostrogodo Estava localizado na Pennsula Itlica. Restauraram vrios monumentos, no sentido de garantir viva a memria do Imprio Romano. Reino dos Vndalos Estava fixado no norte da frica. Conhecidos pelas pilhagens e destruies (vandalismo) que realizam em suas incurses, dominam o Mediterrneo. Em 455, invadem Roma e roubam-lhe os tesouros. Em 534, o reino vndalo da frica destrudo pelo general bizantino Belisrio. Reino Suevo Localizado a oeste da Pennsula Ibrica. Viviam da pesca e da agricultura. Esse reino foi absorvido pelos visigodos. Reino Burgndio Estava localizado na Escandinvia. No sculo VI, eles foram dominados pelos francos.

02. (FGV) A batalha de Poitiers (732) um dos momentos cruciais da evoluo poltica da Europa, pois

a) terminou com a influncia que o Imprio de Bizncio exercia sobre a cultura da Frana; b) deteve a expanso das foras muulmanas, graas enrgica ao de Carlos Martel; c) representou a derrota naval dos turcos que ameaavam a primazia militar de Roma; d) significou o fim da influncia dos governantes merovngios, com a implantao do feudalismo; e) unificou a Glia Cisalpina, que passou a ser governada pelos Carolngios impostos pela Igreja.

03. (FGV) As principais caractersticas do feudalismo eram:a) Sociedade de ordens, economia levemente industrial, unificao poltica e mentalidade impregnada pela religiosidade. b) Sociedade estamental, economia tipicamente artesanal, organizao poltica descentralizada e mentalidade marcada pela ausncia do cristianismo. c) Sociedade de ordens, economia terciria e competitiva, centralizao poltica e mentalidade hedonista. d) Sociedade de ordens, economia agrria e auto-suficiente, fragmentao poltica e mentalidade fortemente influenciada pela religiosidade. e) Sociedade estamental, economia voltada para o mercado externo, fragmentao poltica e ausncia de mentalidade religiosa.

04. (Unesp) "Na sociedade feudal, o vnculo humano caracterstico foi o elo entre subordinado e o chefe mais prximo. De escalo em escalo, os ns assim formados uniam, tal como se tratasse de cadeias infinitamente ramificadas, os mais pequenos aos maiores. A prpria terra s parecia ser uma riqueza to preciosa por permitir obter 'homens' remunerando-os."(Marc Bloch, "A SOCIEDADE FEUDAL")

O texto descreve a:a) hierarquia eclesistica da Igreja Catlica; b) relao de tipo comunitrio dos camponeses; c) relao de suserania e vassalagem; d) hierarquia nas Corporaes de Ofcio; e) organizao poltica das cidades medievais.

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Cada feudo possua geralmente um castelo fortificado ou burgo (residncias do senhor feudal) e uma vila ou aldeia onde se realizavam as trocas semanais. As terras do feudo eram formadas com a seguinte diviso: 1 Manso senhorial Era a terra mais frtil e pertencente ao senhor feudal. 2. Manso servil Onde estavam as glebas cultivadas pelos servos. 3. Terras comuns Correspondiam ao bosque, floresta e ao pntano. Escambo Na economia feudal, no existia o comrcio como atividade permanente e organizada; os produtos eram trocados diretamente, por meio do escambo, sem a utilizao de dinheiro. A relao de trabalho baseava-se na servido, ou relao servil de produo, que consistia nos seguintes impostos: 1. Corvia Consistia nos dias de trabalho gratuito que o servo realizava no manso senhorial. 2. Talha Consistia na entrega obrigatria ao senhor feudal de metade da produo obtida em sua gleba. 3. Banalidades Impostos suplementares, pagos em espcies, pela utilizao de instrumentos pertencentes ao senhor feudal. A Desagregao do Feudalismo O sistema feudal comeou a desmoronar a partir do sculo XI, dando origem ao capitalismo ou sistema capitalista de produo. A desagregao do feudalismo e as origens do capitalismo decorreram de um conjunto de fatores, tais como: 1. crescimento populacional europeu; 2. desenvolvimento das tcnicas agrcolas de produo; 3. renascimento comercial. Isso ocorreu de forma lenta e contnua, pois nenhum sistema substitudo por outro repentinamente. O crescimento do mercado consumidor exigiu o aumento da produtividade da terra e, para isso, foi necessrio aumentar as reas de produo e desenvolver as tcnicas agrcolas. Com o tempo, a comercializao do excedente produzido nos feudos provocou profundas mudanas nas relaes entre servos e senhores feudais. Muitos senhores, interessados nos lucros provenientes da comercializao do excedente produzido no feudo, aumentaram a explorao dos servos, provocando a fuga em massa desses para as cidades, em busca de liberdade e de melhoria de vida. Como conseqncias dos fatos acima citados, ocorreram violentas revoltas camponesas, que pressionaram os senhores feudais a mudar o seu comportamento com relao aos servos. Dessa maneira, o servo foi o principal agente de transformao das relaes de produo servil. Todo esse processo de mudanas acentuou-se com o renascimento comercial que, por sua vez, acelerou-se com as cruzadas. As cruzadas tiveram um papel importante na crise do feudalismo e nas origens do capitalismo, na medida em que foram responsveis pela reabertura do Mar Mediterrneo ao comrcio internacional e pelo conseqente restabelecimento das relaes mercantis da Europa com a frica e a sia. A partir do sculo XI, o povo turco passou a controlar o governo de Bagd, avanou na direo dos domnios bizantinos e do Egito e, em 1071, conquistou Jerusalm. Foi diante dessa expanso que o imperador Aleixo I pediu ajuda Igreja Catlica. Atendendo aos insistentes apelos do imperador bizantino e interessado em unificar as igrejas Catlica e Ortodoxa, o Papa Urbano II, no

Conclio de Clermont, na Frana, convocou a Primeira Cruzada para libertar a Terra Santa. Com o desenvolvimento das relaes mercantis, o comrcio do sul da Europa passou a ser monopolizado pelas cidades italianas, principalmente Gnova e Veneza, as mais importantes distribuidoras das especiarias orientais. Para maior intercmbio entre os principais centros de comrcio, foram criadas rotas comerciais, como as seguintes: 1 Rota do Mediterrneo Ligava as cidades italianas a Constantinopla e a outros pontos do litoral oriental do Mediterrneo. 2. Rota de Champagne Ligava a Itlia a Flandres, passando por Champagne, na Frana. 3. Rota do Mediterrneo-Atlntico Norte Ligava o Mediterrneo a centros comerciais do Atlntico Norte, como Inglaterra, Frana e outros. O renascimento comercial foi acompanhado pelo desenvolvimento urbano. Como conseqncia disso, surgiu, na Europa medieval, uma nova classe social, a burguesia. Os burgueses ligados s atividades comerciais criaram as guildas, associaes de mercadores, para defender seus interesses mercantis e estender seu comrcio a outras regies. A Guerra dos Cem Anos O longo perodo de luta entre a Frana e a Inglaterra, que foi de 1337 a 1453, conhecido como a Guerra dos Cem Anos. Os principais fatores que desencadearam essa guerra foram: 1 A disputa pela posse de Flandres (atuais Blgica e Pases Baixos), rica regio produtora de tecidos. 2. As pretenses de Eduardo III, rei da Inglaterra, ao trono francs. At 1380, os ingleses conseguiram uma srie de vitrias, conquistando uma parte do territrio francs. Mas o rumo da guerra mudou com o aparecimento da jovem Joana DArc, cuja coragem despertou o patrimnio francs. O exrcito francs reanimou-se, libertou Orleans e conquistou muitas vitrias at que, em 1453, os ingleses foram definitivamente expulsos da Frana.

Desafio Histrico01. (FuvestGV) O sistema feudal caracterizava-se:a) pela inexistncia do regime de propriedade da terra, predomnio da economia de comrcio e organizao da propriedade pblica; b) pelo cultivo da terra por escravos com produo intensiva e grandes benefcios para os vassalos; c) pela aplicao do sistema assalariado e trabalho forado dos viles nas pequenas propriedades senhoriais; d) pela diviso da terra em pequenas propriedades e utilizao de tcnicas avanadas de cultivo; e) pela propriedade senhorial da terra, regime de trabalho servil e bases essencialmente agrrias.

02. (Puccamp) Valendo-se de sua crescente influncia religiosa, a Igreja passou a exercer importante papel em diversos setores da vida medieval,a) como por exemplo nas Universidades, onde disseminaram o cultivo das lnguas nacionais; b) inclusive estimulando o avano da cincia, sobretudo da medicina. c) impedindo a divulgao de conhecimentos cientficos atravs do estabelecimento do Index; d) pois, enriquecida com as grandes doaes de terras feitas pela burguesia, passou a se omitir, no se preocupando mais com a construo de Igrejas e Mosteiros; e) servindo como instrumento de homogeneizao cultural diante da fragmentao poltica da sociedade feudal.

Exerccios01. (Faap) Durante a Idade Mdia, na Europa Ocidental, predominava o sistema feudal, cujos fundamentos eram:a) o trabalho servil, a famlia patriarcal e o Estado Nacional. b) o trabalho servil, a famlia patriarcal e a posse da terra pela nobreza. c) o trabalho servil, a famlia igualitria e a posse da terra pela burguesia. d) o trabalho livre, a famlia patriarcal e a posse da terra pelos nobres. e) o trabalho escravo, a famlia patriarcal e a posse da terra pelos camponeses.

03. (Puccamp) A Igreja integrou-se ao Sistema Feudal atravs dos mosteiros, cujas caractersticas se assemelhavam s dos domnios dos senhores feudais. Como tinhaa) o controle do destino espiritual, procurou combater a usura entre os integrantes do clero e entre os judeus, no que foi rigorosamente obedecida. b) o monoplio da cultura, tinha tambm o monoplio da interpretao da realidade social; c) grande influncia na formao da mentalidade, insistia no ideal do preo justo, permitindo que na venda dos produtos se cobrasse a mais apenas o custo do transporte; d) o controle da realidade social, exigia que os cristos distribussem os excedentes entre seus parentes mais prximos para auferir lucros; e) a fiscalizao sobre a distribuio dos excedentes em pocas de calamidade, inibia a atuao dos comerciantes inescrupulosos, ameaando-os com multas ou com a perda de suas propriedades.

02. (Faap) "O tempo no pertence a ningum para que possa ser vendido; o tempo pertence a Deus e ningum tem o direito de vend-lo." Pensamento medieval contra o (a):a) moeda b) comrcio c) usura d) guerra e) paganismo

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Desafio Geogrfico01. (UFPA) A definio das fronteiras internas no Brasil esteve associada expanso do povoamento, ao controle da terra e/ou do acesso de recursos ou ainda a estratgias geopolticas de ocupao e organizao territorial. Na Amaznia, em particular, a definio dos limites poltico-administrativos estaduais teve certamente vrias motivaes. A criao dos territrios federais do Amap, Roraima e Rondnia em 1944: a) foi motivada por preceitos geopolticos de ocupao e controle territorial das reas de fronteiras da Regio Norte do Brasil; b) foi motivada por movimentos separatistas que tiveram como base a estruturao e organizao da(s) sociedade(s) local(is); c) foi motivada por conflitos entre diferentes grupos sociais, pelo controle da terra e pelo acesso aos recursos naturais e florestais existentes nesses territrios; d) foi motivada por conflitos entre os governos estaduais do Amazonas e do Par e governo federal pela apropriao do excedente econmico gerado pela explorao extrativista da borracha; e) foi motivada por conflitos fronteirios entre o Brasil e os pases vizinhos, Guiana Francesa (Amap), Venezuela (Roraima) e Bolvia (Rondnia).

Geografia do BrasilProfessor Paulo BRITO

A Amaznia legalO ecossistema da floresta equatorial associado aos climas quentes e midos e assentado, na sua maior parte, no interior da bacia fluvial amaznica permite delimitar uma regio natural. Essa regio a Amaznia Internacional, que abrange cerca de 6,5 milhes de quilmetros quadrados em terras de nove pases. Do ponto de vista do Estado contemporneo, o exerccio da soberania exige a apropriao nacional do territrio. As reas pouco povoadas e caracterizadas pelo predomnio de paisagens naturais, especialmente quando adjacentes s fronteiras polticas, so consideradas espaos de soberania formal, mas no efetiva. A consolidao do poder de Estado sobre tais espaos solicita a sua conquista: povoamento, crescimento econmico, desenvolvimento de uma rede urbana, implantao de redes de transportes e comunicaes. O empreendimento de conquista envolve, portanto, um conjunto de polticas territoriais. No Brasil, o estabelecimento de polticas territoriais coerentes associou-se centralizao poltica iniciada com a Revoluo de 1930 e desenvolveu-se no quadro da industrializao acelerada do ps-guerra. O planejamento regional na Amaznia foi deflagrado em 1953, com a criao da Superintendncia do Plano de Valorizao Econmica da Amaznia (SPVEA). Com o SPVEA, surgiu a Amaznia Brasileira, que correspondia, grosso modo, poro da Amaznia Internacional localizada em territrio brasileiro. No era, contudo, uma regio natural, mas uma regio de planejamento, pois a sua delimitao decorria de um ato de vontade poltica do Estado. As regies naturais so limitadas por fronteiras zonais, ou seja, por faixas de transio entre ecossistemas contguos. As regies de planejamento, ao contrrio, so delimitadas por fronteiras lineares, que definem rigorosamente a rea de exerccio das competncias administrativas. O planejamento regional para a Amaznia ganhou novo impulso aps a transferncia da capital federal e a construo da Rodovia Belm-Braslia. Em 1966, o SPVEA era extinto e, no seu lugar, criava-se a Superintendncia para o Desenvolvimento da Amaznia. (Sudam). A lei que criou a Sudam redefiniu a Amaznia Brasileira, que passava a se denominar Amaznia Legal. A regio de planejamento perfaz superfcie de 5,2 milhes de quilmetros quadrados, ou cerca de 61% do territrio nacional. A conquista da Amaznia As polticas territoriais para a Amaznia, sob o regime militar, concebiam a regio como espao de fronteira, num triplo sentido. Na condio de fronteira poltica, o Grande Norte abrangia largas faixas pouco povoadas adjacentes aos limites do Brasil com sete pases vizinhos. Essas faixas configuravam fronteiras mortas, ou seja, reas de soberania formal, mas no efetiva do Estado brasileiro. O empreendimento da conquista da Amaznia tinha a finalidade de construir as bases para o exerccio do poder nacional nas faixas de fronteiras. Na condio de fronteira demogrfica, o Grande Norte deveria ser povoado por excedentes populacionais gerados no Nordeste e no Centro-Sul. As rodovias de integrao a BelmBraslia, a Transamaznica, a BrasliaAcre e a CuiabSantarm destinavam-se a orientar os fluxos

02. (FuvestSP) Entre as ltimas alteraes da diviso regional oficial do Brasil, podem-se destacar:a) a extino dos territrios federais e a criao do Distrito Federal; b) a criao de Fernando de Noronha e a do territrio federal de Roraima; c) a extino do Distrito Federal e a criao do territrio federal de Tocantins; d) a extino do territrio de Roraima e a criao do territrio de Rondnia; e) a extino dos territrios e a criao do Estado de Tocantins.

03. (FuvestSP) Considerando o desenvolvimento econmico da Amaznia, nos ltimos trinta anos, assinale a afirmao correta:a) A integrao da Amaznia economia nacional baseou-se nas atividades agrcolas e minerais que promoveram o desenvolvimento sustentvel da Regio. b) O desenvolvimento das atividades mineradoras esteve relacionado s empresas estrangeiras com alta capacidade de investimentos. c) As atividades econmicas desenvolveram-se sem exigncia de vultosos investimentos. d) A abundncia de gua no foi aproveitada, como recurso energtico, devido s baixas altitudes regionais. e) A inexistncia de institutos de pesquisa na regio comprometeu a explorao de seus recursos minerais.

migratrios para a terra sem homens. Instalaes do Exrcito brasileiro foram implantadas em lauaret (AM), na faixa de fronteira com a Colmbia, 1991. Nas fronteiras mortas, as bases militares funcionam como signos essenciais da soberania nacional. Na condio de fronteira do capital, o Grande Norte deveria atrair volumosos investimentos transnacionais e nacionais voltados para a agropecuria, a minerao e a indstria. Sob a coordenao da Sudam, a Amaznia Legal transformou-se em vasto cenrio de investimentos incentivados por recursos pblicos. Os projetos privados viabilizavam-se por meio de mecanismos de renncia tributria e concesso de emprstimos subsidiados. Os projetos minerais e industriais concentraramse em Belm e seus arredores e na Zona Franca de Manaus (ZFM). Os projetos florestais e agropecurios, mais numerosos, concentraram se no Mato Grosso e sobre o eixo da BelmBraslia, abrangendo o Tocantins, o sul do Par e o oeste do Maranho. Os incentivos totalizavam, em geral, metade dos recursos necessrios para os projetos agropecurios. O desmatamento e a formao de pastagens extensivas era classificado como benfeitoria, assegurando o direito aos incentivos. Em meados da dcada de 1970, a Sudarn passou a aprovar somente megaprojetos, em glebas gigantes. Sob essa poltica de incentivos, multiplicaram-se os latifndios com reas superiores a 300 mil hectares. At 1985, mais de 900 projetos foram aprovados pela Sudam. A legislao vigente nesse perodo determinava que a devoluo dos recursos pblicos recebidos por projetos cancelados no envolveria juros ou correo monetria. Desse modo, em ambiente econmico inflacionrio, abandonar projetos incentivados tomou-se negcio altamente lucrativo! As polticas que orientaram a conquista da Amaznia geraram um conflito entre dois tipos de ocupao do espao geogrfico. O povoamento tradicional, gerado pelo extrativismo, consistia numa ocupao linear e ribeirinha, assentada na circulao fluvial e na rede natural de rios e igaraps. O novo povoamento consistia numa ocupao areolar, polarizada plos ncleos urbanos em formao e plos projetos florestais, agropecurios e minerais. Esse conflito expressou-se, de um lado, como tenso social envolvendo ndios, posseiros e grileiros. Desde a dcada de 1970, as disputas pela terra configuraram um arco de violncia nas franjas orientais e meridionais da Amaznia. De outro lado, o conflito expressou-se pela degradao progressiva dos ecossistemas naturais. Um arco da devastao, que apresenta notveis sobreposies com o arco de violncia, assinala os vetores da ocupao recente do Grande Norte. Nos estados de Tocantins, do Par e do Maranho, a devastao antrpica atinge formaes de cerrados, da Floresta Amaznica e da Mata dos Cocais. No Mato Grosso e em Rondnia, manifesta-se com intensidade nos cerrados, na Floresta Amaznica e nas largas faixas de transio entre esses domnios, onde se descortinam manchas de florestas com babau. O planejamento em ao Carajs e Manaus A Amaznia Oriental constituda plos estados do Par, Amap, Mato Grosso, Tocantins e pelo oeste do Maranho. Ela abrange as mais extensas reas de modificao antrpica das paisagens naturais. Essas reas concentram-se principalmente no Estado de Mato Grosso e em torno do eixo de transportes formado pela Belm-Braslia e pela E.F. Carajs. No fim da dcada de 1950, a transnacional norte americana U.S. Steei, por intermdio da sua subsidiria Companhia Meridional de Minerao, deflagrou um ambicioso plano de pesquisas na Amaznia, com a finalidade de

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descobrir reservas de mangans. A transnacional atuava numa moldura mais ampla, formada plos acordos de cooperao tcnica entre os Estados Unidos e o Brasil, cuja raiz era o interesse de Washington de controlar fontes de suprimentos de matrias-primas industriais escassas. A descoberta dos minrios da Serra dos Carajs deve-se a Breno Augusto dos Santos, um dos gelogos brasileiros contratados pela Companhia Meridional de Minerao. Em 1967, em meio a pesquisas de campo no Par, o helicptero que conduzia o gelogo pousou numa clareira da Serra Arqueada, que parte da formao de Carajs. Ali, ele descobriu uma extensa camada superficial de hematita, que indicava o incomensurvel potencial mineral da rea. Nos dois meses seguintes, o reconhecimento de diversas clareiras sinalizou a presena da maior reserva de minrio de ferro do mundo. Ento, o Estado brasileiro desencadeou uma operao destinada a implantar um vasto programa de desenvolvimento regional baseado nos fantsticos recursos naturais daquela provncia mineral. Em 1970, foi formado um consrcio entre a CVRD e a U.S. Steei para a explorao dos minrios de Carajs. Sete anos depois, divergncias entre os scios e um certo desinteresse da transnacional pelas jazidas de ferro provocaram a dissoluo do consrcio. Sob controle da ento estatal CVRD, era lanado o Programa Grande Carajs (PGC). O PGC assinalou uma inflexo na economia e na organizao do espao geogrfico do leste do Par e no oeste do Maranho. As grandes obras de infra-estrutura construdas em poucos anos a E.F. Carajs, atravs de 890 quilmetros, o Porto de Itaqui, capaz de receber graneleiros de at 280 mil toneladas, em So Lus, e a Hidreltrica de Tucuru, no Rio Tocantins atraram significativos fluxos migratrios e geraram o surgimento de diversos novos ncleos urbanos. No corao do PGC esto as instalaes de extrao dos minrios, o terminal ferrovirio de carga e os ncleos urbanos da Serra dos Carajs. A Vila de Carajs, no topo da serra, foi projetada para abrigar os funcionrios da CVRD. Paraupebas, no sop da serra, foi projetada para servir de residncia mo-de-obra temporria: os trabalhadores braais que construram os dois ncleos e as estradas de acesso. Ao lado do ncleo de Paraupebas, planejado para 5 mil habitantes, os fluxos migratrios impulsionaram o crescimento espontneo do povoado de Rio Verde, que j abriga mais de 20 mil habitantes. O Projeto Ferro Carajs a ponta de lana do PGC. Gerenciado pela CVRD, ele produz cerca de 35 milhes de toneladas anuais de minrio, exportadas principalmente para o Japo. Ao longo da ferrovia, foram aprovados diversos projetos de instalao de indstrias siderrgicas primrias, de ferro-gusa e ferro-liga. Assim, embrionariamente, aparecem ncleos industriais nas are as de Marab (PA), nas proximidades das reservas de matrias-primas, e nas reas da Baixada Maranhense, nas proximidades do Porto de Itaqui. Esses projetos beneficiam-se dos vastos excedentes regionais de mo-de-obra, inicialmente atrados pelas grandes obras de infra-estrutura e que hoje demandam empregos. Contudo, na falta de adequado planejamento dos impactos ambientais, tendem a gerar inmeros focos de poluio do ar e dos rios. Alm disso, em funo da opo pelo uso de carvo vegetal para queima nos fornos siderrgicos, a implantao dos ncleos industriais previstos deve acarretar acelerao do desflorestamento. A metrpole da Amaznia Ocidental A Amaznia ocidental constituda pelos estados do Amazonas, Acre, de Rondnia e Roraima. Na sua maior parte, exibe paisagens naturais pouco modificadas pela interveno antrpica. A

metrpole regional de Manaus, na confluncia dos rios Negro e Solimes, desempenha importantes funes industriais e comerciais. No contexto das polticas territoriais definidas pelo regime militar, Manaus tomou-se um enclave industrial localizado em pleno centro da Amaznia ocidental. O empreendimento, iniciado no fim da dcada de 1960 com a Zona Franca, teve forte impacto sobre a organizao do espao amazonense. Os empregos diretos e indiretos gerados pelas indstrias e pelo comrcio do enclave provocaram intenso xodo rural e um crescimento urbano explosivo da capital. Manaus agregou sua funo tradicional de porto fluvial as funes de plo industrial e comercial. O esvaziamento demogrfico das vrzeas e a decadncia da pequena agricultura ribeirinha tradicional tiveram como contrapartida o inchao da periferia de Manaus, com a expanso acelerada dos bairros de palafitas, casas flutuantes e ocupaes. A dcada de 1970 tambm assinalou o avano da fronteira agrcola atravs do Mato Grosso e, sob o influxo de projetos oficiais de colonizao, a ocupao tumultuosa das terras que margeiam a BR-364, em Rondnia. O crescimento urbano acelerado de Porto Velho foi explicado, em grau menor, nos ncleos instalados junto rodovia, como Vilhena, Caoa, Ji Paran e Ariquemes. Com o tempo, a concentrao fundiria expulsou os pequenos agricultores das melhores terras, nos projetos de colonizao originais situados nas proximidades da via de circulao. Os camponeses, familiares e suas roas de milho e arroz foram empurrados para terras de difcil acesso, nos limites das reservas indgenas. Uma trama de conflitos fundirios passou a envolver fazendeiros, posseiros e ndios. Durante a fase derradeira da ocupao de Rondnia, a descoberta de ouro aluvional provocou um intenso, mas efmero, fluxo migratrio para Roraima. Na dcada de 1980, a sua populao cresceu taxa mdia anual assombrosa de 9,6%. A febre do garimpo foi cortada abruptamente em 1991, quando o governo federal sancionou a demarcao definitiva da reserva dos ianommis, onde se localizam os grandes veios aurferos. A corrida do ouro para Roraima foi facilitada pela pavimentao da BR-174. que conecta Manaus a Boa Vista e atravessa a fronteira setentrional do Pas, interligando-se s rodovias da Venezuela. Ao longo do seu eixo, na poro central de Roraima e nas proximidades de Manaus, surgiram, em poucos anos, largas faixas de devastao. A construo dessa estrada e a concomitante implantao do imenso reservatrio da Hidreltrica de Balbina desfiguraram a reserva indgena Waimiri Atroari. A BR-174 foi a primeira rodovia pavimentada a alcanar Manaus, que at ento s podia ser atingida por via fluvial ou area. O novo eixo destina-se a projetar a influncia da Zona Franca para os pases vizinhos. A produo industrial do enclave amazonense pode encontrar mercados na Venezuela e na regio do Caribe, ativando os fluxos de comrcio do Brasil com as economias dessa rea. Mas o isolamento fsico do enclave de Manaus est sendo rompido em outra direo. O projeto de pavimentao da BR-319 (Porto Velho/Manaus) e a Hidrovia do Madeira preparam a conexo entre a metrpole da Amaznia Ocidental e o vetor de ocupao estabelecido em Rondnia. Essas obras de infra-estrutura viria tm a finalidade de criar um longo corredor de exportao para os produtos agrcolas de Rondnia e Mato Grosso, atravs do Rio Amazonas. Com esse corredor de exportao, a soja cultivada em Mato Grosso chega ao mercado europeu a custos bastante inferiores queles proporcionados pelos portos de Santos ou Paranagu. O eixo em implantao tem inegvel significado econmico, mas pode acarretar novos desastres ambientais.

Desafio Geogrfico01. (FGVSP) O Projeto (l) consiste na instalao de bases militares, na poro (II) dos vales dos rios (III) com o objetivo de controlar militarmente a regio, defender fronteiras, combater o contrabando de ouro e exercer aes nos conflitos entre garimpeiros, indgenas, empresrios e fazendeiros. Algumas bases j foram instaladas. No entanto o Projeto prev uma rea de 6.500km de extenso por 160 km de largura, ao longo das fronteiras com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela e Colmbia. Os termos que melhor preenchem a seqncia carreta das lacunas l, II e III do texto acima so:a) Calha Norte / Meridional / Solimes e Madeira. b) Jari / Oriental / Jari e Amazonas. c) Calha Norte / Setentrional / Solimes e Amazonas. d) Marab / Oriental / Xingu e Tocantins. e) Jari / Meridional / Jari e Tocantins.

02. (PuccampSP) Sobre a Floresta Amaznica, assinale a alternativa que apresenta informaes corretas sobre a rea.a) A floresta tem muito a oferecer para o extrativismo. Mas, freqentemente, desconsidera-se a capacidade dos ecossistemas. b) O mais grave problema dessa rea conseqncia do desmatamento, devido Amaznia ser o pulmo do mundo. c) O desmatamento no interfere na evapotranspiraao, portanto, as queimadas no tm a importncia que lhes atribuda. d) O horizonte orgnico dos solos da floresta bastante profundo devido aos nutrientes orgnicos advindos das espcies florestais. e) A decantada biodiversidade desta floresta mais um dos mitos sobre essa Regio.

06. (UFFRJ) Com o agravamento do desemprego e da fome, acentuou-se o problema dos desequilbrios regionais no Brasil. Tais desequilbrios tiveram sua origem no processo que estabeleceu o papel de cada regio na diviso territorial do trabalho, ao longo do desenvolvimento industrial brasileiro. Considere o desenvolvimento desigual ocorrido no Brasil e numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda, associando cada regio ao papel econmico que lhe coube na diviso territorial do trabalho.

a) 1, 2, 4, 3 b) 2, 1, 3, 4 c) 2, 3, 1, 4 d) 3, 1, 4, 2 e) 4, 3, 2, 1

Assinale a opo que apresenta a numerao na ordem carreta:

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Desafio Geogrfico01. (Cesgranrio) Que tipo de clima/vegetao ocorre entre os paralelos 55 e 70 Lat. Norte, com veres curtos e frios, alm de precipitaes escassas (de 300 a 600mm), quase sempre em forma de neve?a) Clima polar/tundra. b) Clima temperado continental/pradaria. c) Clima temperado ocenico/florestas de faias e carvalhos. d) Clima subpolar/taiga. e) Clima temperado continental/estepe.

Geografia GeralProfessor HABDEL

Os domnios fitogeogrficosQuase metade das floresta tropicais do mundo j foi destruda. Conhecendo sua incalculvel diversidade, seus enormes benefcios potenciais e as conseqncias de seu desaparecimento para o clima mundial, uma loucura deixar que essa destruio continue. Ma uma rea de florestas tropicais do tamanho de seis campos de futebol ainda destruda por minuto a cada dia. Em poucas dcadas, mais de trs quartos das florestas originais podem ter desaparecido para sempre. (Porrit, Jonathon. Salve a Terra. So Paulo, Globo/Crculo do Livro). A diversidade climtica da Terra traduz-se em uma ampla gama de tipos de solos e de paisagens vegetais. Essas paisagens, ou domnios fitogeogrficos, assinalam as reas de abrangncia dos biomas. Os domnios fitogeogrficos so produtos de condies climticas razoavelmente homogneas e apresentam aspecto geral contnuo. Por isso, facilitam a identificao dos biomas. Evidentemente, as fronteiras entre os domnios no so, jamais, rigidamente delimitadas. Na verdade, devem ser encaradas como fronteiras zonais, ou seja, faixas de transio mais ou menos vastas nas quais se desenvolvem espcies tpicas de ambos os biomas limtrofes e, ainda, espcies exclusivas dessa zona. As temperaturas mdias e a amplitude trmica, a pluviosidade mdia e a distribuio das chuvas definem limites naturais expanso das espcies e, portanto, so elementos fundamentais compreenso dos grandes domnios fitogeogrficos do Planeta. Os ecossistemas terrestres refletem, com grande clareza, as condies climticas. Assim, climas semelhantes esto associados a biomas semelhantes. Contudo a semelhana de biomas no significa que eles apresentem as mesmas espcies. Texto adaptado de: MAGNOLI, D. e ARAJO, Regina. Projeto de ensino de geografia: Natureza, tecnologias e sociedade. Moderna, So Paulo, 20000. Existem alguns fatores que podem ser observados e concorrem para a caracterizao das formaes vegetais. O clima do lugar exerce uma influncia vital, pois em cada poro da atmosfera do globo existem condies especficas. Isso decorre da interao da atmosfera com a posio geogrfica do lugar (latitude), da estao do ano, da presena ou no de volumosos cursos dgua, do tipo de solo, do perfil topogrfico, entre outros. No que concerne radiao solar, alm de interferir em outros elementos da natureza, tem marcada influncia sobre as funes e estruturas das plantas. Ela tambm varia no curso do prprio dia. Do amanhecer ao meio-dia, ela aumenta. A partir deste para o fim da tarde a radiao diminui. A latitude, a estao do ano, a altitude somadas s condies meteorolgicas do lugar interferem na quantidade de energia recebida por unidade de tempo e de rea. Isso, por si s, comea a interferir nas condies ambientais de cada lugar, tornando-os singulares. H locais no Planeta que apresentam uma elevada incidncia da radiao solar durante o ano. Exemplo disso so as reas de baixa latitude. Nelas aparecem formaes vegetais exuberantes, como a floresta equatorial e a floresta tropical. Nas proximidades dos Plos, onde a radiao mais oblqua e varia muito ao longo do ano, a vegetao quando no homognea e espaada (pinheiros) rasteira e sazonal (tundra). A temperatura interfere na organizao do corpo vegetal e um fator bsico de distribuio das floras. Cada espcie vegetal est adaptada a suportar um valor mnimo de temperatura, abaixo do qual ela paralisa o seu crescimento. Acima do valor mximo, a planta suspende suas atividades vitais. exatamente no intervalo entre a mnima e a mxima temperatura suportvel que se d a

02. (Fuvest) A diversidade de vegetao que acontece em cada um dos sistemas indicados no mapa se d principalmente em relao s diferenas de

Fonte: Adapt. HUDSON, 1999

a) continentalidade; b) longitude; c) maritimidade; d) idade geolgica; e) altitude.

03. (Faap) Tipo de vegetao predominantemente rasteira, com ocorrncia de arbustos esparsos, caracterstica de regies semi-ridas.a) Licuri. b) Conferas. c) Oiticica. d) Estepe. e) Tundra.

04. (Fatec) Considere as caractersticas seguintes: I. As florestas abrigam enorme biodiversidade, e incalculvel seu valor para as futuras geraes. II. O desmatamento agrava o processo erosivo, com conseqente empobrecimento do solo. III. O desmatamento aumenta os ndices pluviomtricos, em conseqncia do fim da evapotranspirao. IV. H elevao das temperaturas locais e regionais, como conseqncia da maior irradiao de calor para a atmosfera a partir do solo exposto. Referem-se, corretamente, s florestas tropicais as caractersticas contidas somente ema) I e II. b) I e III. c) I, II e IV. d) II e III. e) II, III e IV.

melhor condio de desenvolvimento das plantas. Nesse sentido, se olharmos para a Terra, podemos perceber que a temperatura varia conforme a latitude e a altitude. Por extenso, podemos concluir que cada espcie estar tambm melhor adaptada ao ambiente que lhe for mais favorvel. por isso que podemos organizar as formaes vegetais segundo a tolerncia e a exigncia trmica. As formaes megatrmicas so aquelas adaptadas ao ambiente onde h o predomnio das altas temperaturas. As microtrmicas, por sua vez, habitam faixas zonais onde as temperaturas so muito baixas o ano todo. Como exemplo disso, temos as reas prximas dos Plos e as altas montanhas. quelas formaes vegetais que esto adaptadas ao ambiente onde temos valores medianos de temperaturas chamamos de mesotrmicas. A gua outro fator fundamental na caracterizao das formaes vegetais. Na natureza, ela est sempre em movimento. Do mar para a atmosfera, ela transferida em funo do aumento da temperatura que provoca a evaporao. Na atmosfera, a gua levada na direo do vento para os mais variados lugares do Planeta. Ao pecipitar-se sobre o continente, ela acaba determinando a presena ou no da vegetao. Uma formao vegetal tanto mais densa e diversificada quanto maior for a oferta de gua. H locais na superfcie da Terra onde o volume de gua superficial e pluvial bastante significativo. Estas reas esto em baixas latitudes, nas proximidades do Equador, ou nas costas orientais dos continentes onde a presena de correntes marinhas quentes favorece a ocorrncia de chuvas no litoral. Assim, podemos perceber que nessas reas aparecem formaes como a floresta Amaznica, a floresta do Congo, a mata Atlntica e outras formaes tropicais. Onde a oferta de gua, pouco significativa, nota-se que a vegetao menos densa. Em alguns lugares, o baixo ndice pluviomtrico quem vai caracterizar fortemente o arranjo vegetal. Onde h falta de gua a vegetao tende a apresentar um perfil mais baixo. Resultam em formaes que podes ser rasteiras, arbustivas e/ou caduciflias. Uma gama enorme de espcies xerfitas marcam presena nesses locais ridos e semi-ridos. Exemplo disso a Caatinga nordestina, a Estepe africana e os Maquis e Garrigues to presentes na orla mediterrnea. A umidade atmosfrica fundamental para a vida das plantas. Ela serve como mecanismo que ajuda a regular a perda de gua pelo organismo vegetal para o ambiente. O vento tem um efeito menos significativo do que a gua, os nutrientes e a luminosidade. Mesmo assim, a sua fora abrasiva pode determinar o retardamento do crescimento de algumas plantas. Nos extremos de latitude, prximo dos crculos polares, as plantas abrigadas da ao do vento crescem mais do que aquelas que esto expostas. O vento tambm importante dispersor de disporos, o que facilita a migrao, e polens de muitas plantas. Tambm exerce influncia sobre a temperatura e a evaporao, interferindo dessa forma no contedo hdrico do solo e na transpirao do vegetal. (RIZZINI, Carlos Toledo. Tratado de fitogeografia do Brasil. 2 ed. Ambiente Cultural Edies Ltda. So Paulo. 2000. p. 33). Podemos classificar as formaes vegetais a partir de certos aspectos que elas apresentam. Quanto ao tamanho das espcies que compem as formaes vegetais, podemos distinguir as arbreas, que so as formaes que apresentam espcies de alta estatura, ou seja, rvores altas; as arbustivas, so aquelas que sustentam as espcies de mdia estatura, com troncos curtos e tortuosos e copa esgalhada; e as herbceas, que compem o cenrio de uma formao rasteira como os campos e a tundra. Na paisagem, podemos ter ainda valores de umidade e de oferta de gua que traduzem condies de adaptabilidade das formaes vegetais. Sabemos que a umidade e a pluviosidade variam em funo da latitude e da altitude. Locais de menor latitude e os de menor altitude tendem a ser mais generosos na oferta de gua e umidade. Elas tambm so significativas nas regies circunvizinhas dos Crculos Polares. Mas so rarefeitas na altura dos trpicos e nos Plos. Nesse sentido, existem

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formaes plenamente adaptadas e dependentes de boa condio de umidade. Essas formaes so classificadas como higrfilas. A Mata Atlntica, a Floresta Amaznica e a do Congo so destaques desse tipo de formao. Existem tambm aquelas que se adaptam s variaes no teor de umidade ao longo do ano. Esto associadas aos climas que apresentam estaes do ano bem marcadas, com um perodo seco bem marcado. Essas formaes so as tropfilas. H ainda aquelas que emolduram os ambientes ridos e os semi-ridos. So as xerfilas que apresentam mecanismos que as possibilitam enfrentar o longo perodo de estiagem. Elas podem acumular gua nos seus reservatrios internos ou perder as folhas com a chegada da estao seca. Folhas O tamanho das folhas outro aspecto visvel na vegetao. H formaes que exibem folhas grandes ou largas (latifoliadas), pois, onde habitam h oferta de luz e gua suficientes. Podemos encontrar espcies latifoliadas em lugares menos providos de gua. Mas essas folhas no so perenes (pereniflias ou sempre verde). Elas desabam ao menor sinal de que a oferta de gua diminuiu (caduciflias). possvel encontrar folhas finas (aciculifoliadas) em ambientes extremamente midos. Desta feita, no so as condies climticas o elemento determinante. A resposta pode estar no solo. O desenvolvimento de uma capa ferruginosa (canga ou laterita) no solo, lenis de gua subterrneos muito rentes superfcie ou quando esto muito profundos so fatores limitantes ao crescimento das grandes rvores nos ambientes de muita umidade. Nesse local, asparrama-se sobre o solo uma formao rasteira, o campo. Suas folhas finas espelham no s as caractersticas genticas como tambm so resultantes das adaptaes que tiveram que desenvolver para sobreviver nesses lugares. Formao Vegetal Uma formao vegetal pode ter varivel quantidade de plantas por unidade de rea. A Floresta Amaznica, a Mata Atlntica e a Floresta do Congo apresentam uma densidade vegetal enorme. Por isso, so chamadas de formaes fechadas ou densas. Elas protegem o solo das intensas e freqentes chuvas. Regulam o fluxo das guas pluviais para as bacias hidrogrficas. Ao dificultar o escoamento superficial da gua, permitem que parte dela seja evaporada e reincorporada ao processo de conveco da gua (chuvas convectivas). Maior densidade vegetal significa maior aporte de gua que retorna atmosfera atravs da transpirao dos vegetais. Mas, algumas formaes exibem menor densidade. O Cerrado, a Caatinga, no Brasil; a Taiga siberiana, os Lhanos venezuelanos e a Savana africana, assim como a vegetao desrtica podem servir como exemplo da menor concentrao de plantas por unidade de rea. As razes para esse fato podem estar na menor disponibilidade de gua presente na regio onde essas formaes ocorrem. Podem ainda ser resultantes da falta de nutrientes ou luminosidade. Nas regies prximas ao Crculo Polar rtico, a radiao solar incide sobre a superfcie terrestre de forma mais oblqua. Isso obriga um maior espaamento entre as plantas para que todas possam melhor aproveitar a luminosidade. A copa dos pinheiros adquire forma cnica (conferas) para uma otimizao no aproveitamento da luz do Sol. Outro aspecto que deve ser destacado o fato de que algumas formaes vegetais apresentamse extremamente diversificadas (heterogneas). Isso ocorre em razo de que plantas diferentes absorvem quantidades diferentes de nutrientes, guas e luminosidade. A estabilidade da formao depende dessa multiplicidade. J em outras formaes, ocorre o contrrio. H o predomnio de uma espcie (formaes homogneas). Isso pode acontecer em funo de fatores limitantes. O predomnio de pinheiros na Taiga siberiana decorre do fato desse vegetal suportar os rigores climticos daquela regio. Temperaturas baixssimas ao longo da maioria dos meses do ano, luminosidade varivel a cada estao e a gua que na maioria das vezes est na forma de neve ou gelo podem muito bem ser toleradas pelos pinheiros, mas resultam em srias limitaes s outras espcies. Principais formaes vegetais do Planeta Savana: vegetao complexa que surge sob influncia do clima tropical, alternadamente

mido e seco. Apresenta estrato arbreo, arbustivo e herbceo. Ocorre na frica CentroOriental, no Brasil central e, em menores extenses, na ndia. Na frica, essa vegetao tem grande importncia, por abrigar animais de grande porte, como os lees, os elefantes, as girafas, as zebras, etc. Floresta tropical: formao higrfila e latifoliada, extremamente heterognea, tpica de clima quentes e midos. Surge, portanto, em baixas latitudes na Amrica, na frica e na sia, onde predominam climas tropicais e equatoriais. a formao mais rica em espcies do Planeta, possuindo um enorme e ainda desconhecido banco gentico ou biodiversidade. Nela ocorrem rvores de grande e mdio porte, como o mogno, o jacarand, a castanheira, o cedro, a imbuia, a peroba, entre outras, alm de palmceas, arbustos, brifitas, bromlias, etc. Estepe: uma vegetao herbcea, como as pradarias, porm mais esparsas e ressecadas. Surge em climas semi-ridos, portanto na faixa de transio de climas midos (temperados ou tropicais) para os desertos. Floresta temperada: uma formao tpica da zona climtica temperada, surge, diferentemente das conferas, em latitudes mais baixas e sob maior influncia da maritimidade. Dominava extensas pores da Europa Centro-Ocidental, mas ainda ocorre na sia, na Amrica do Norte e em pequenas extenses da Amrica do Sul e da Austrlia. Na Europa, restam apenas pequenos bosques, como a Floresta Negra (Alemanha) e a floresta de Sherwood (Inglaterra). O que restou dessa floresta caduciflia uma formao secundria conhecida como landes, na qual aparecem espcies como abetos, faias, carvalhos, etc. Floresta de confera: trata-se de uma formao vegetal tpica da zona temperada. Ocorre em altas latitudes, em climas temperados continentais. Abrange principalmente parte do territrio do Canad, Noruega, Sucia, Finlndia e Rssia. Nesse ltimo pas, cobre mais da metade do territrio e conhecida como taiga. Formao bastante homognea, na qual predominam pinheiros, importante para a economia desses pases como fonte de matriaprima para a indstria madeireira e de papel e celulose. Pradaria: formao herbcea, composta basicamente de capim, que aparece em regies de clima temperado continental. Surge na Europa central e no oeste da Rssia, nas Grandes Plancies americanas, nos Pampas argentinos e na Grande Bacia Australiana. Embora tenha sido muito usada como pastagem, essa vegetao muito importante pelo solo rico em matria orgnica que acondiciona. Um dos solos mais frteis do mundo, denominado tchernozion, surge sob as pradarias da Rssia e da Ucrnia. Tundra: vegetao rasteira, de ciclo vegetativo extremamente curto. Por encontrar-se nas regies polares, desenvolve-se apenas durante aproximadamente trs meses, quando ocorre o degelo de vero. As espcies tpicas so os musgos, nas baixadas midas, e os liquens, nas pores mais altas do terreno, onde o solo mais seco. Formaes desrticas: esto adaptadas escassez de gua, situao tpica dos climas ridos e semi-ridos, tanto em regies frias quanto quentes. Por isso, as espcies so xerfilas, destacando-se entre elas as cactceas. Aparecem nos desertos da Amrica, frica, sia e Oceania. V-se, assim, que ocorrem em todos os continentes, com exceo da Europa. Vegetao mediterrnea: desenvolve-se em regies de climas mediterrneos, que apresenta veres muito quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. Surge no sudoeste dos EUA, na regio central do Chile, no sudoeste da frica do Sul e no sudoeste da Austrlia. Mas as maiores ocorrncias esto no sul da Europa e no norte da frica. Trata-se de uma vegetao esparsa, que possui trs estratos: um arbreo, um arbustivo e outro herbceo. Apresenta caractersticas xerfilas, e as duas formaes dominantes so os garrigues e os maquis.

Desafio Geogrfico01. (Mackenzie) So vastas regies dominadas por gramneas que, em latitudes subtropicais e temperadas, apresentamse naturalmente frteis, transformandose em campos de cultivo. Trata-se das:a) savanas; b) tundras; c) taigas; d) pradarias; e) landes.

02. (Mackenzie) A presena de um estrato abreo-arbustivo e outro herbceo, as folhas coriceas e peludas e em algumas espcies semidecduas e os troncos tortuosos caracterizam:a) as florestas latifoliadas; b) as pradarias; c) a tundra; d) as florestas de conferas; e) as savanas.

03. (Mackenzie) O extremo norte do Canad, da Escandinvia e da Rssia ocupado:a) b) c) d) e) por cadeias montanhosas recentes, por florestas de conferas, por planaltos sedimentares recentes, pela tundra, pelas pradarias.

04. (Mackenzie) Observe o mapa da Europa e assinale a associao correta.

a) I. Estepes b) II. Floresta Boreal c) III. Floresta Caducifoliada d) IV. Floresta Temperada e) V. Tundra

05. (PucMG) Leia com ateno o texto a seguir. formao vegetal caracterstica das reas em torno do paralelo 40, ocorrendo em reas de clima com quatro estaes bem definidas. As espcies apresentam alto porte e so de folhas decduas. O texto se refere a:a) conferas; b) florestas temperadas; c) tundra; d) florestas pluviais; e) taiga.

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Desafio gramatical01. (FGV) Assinale a alternativa que no abonada pela norma culta, quanto regncia.a) Tratou-o com fidalguia, como a um padre. b) No lhe perguntou nada, apenas concordou com o que ele dizia. c) claro que Jesus a ama! d) Jos agradeceu o homem que lhe trouxera o presente e retirou-se. e) O chefe no lhe permitiu atender o cliente.

PortugusProfessor Joo BATISTA Gomes

1. Admite qualquer construo. Pode ser transitivo direto ou indireto indiferentemente. 2. Vem acompanhado de predicativo do objeto (com ou sem preposio). 3. Tem predicado verbo-nominal. b) Chamar = convidar, convocar, fazer vir. 1. transitivo direto: exige complemento sem preposio. 2. O complemento pode vir representado pelos pronomes tonos o, a, os, as, me, te, nos, vos. 3. No aceita o pronome lhe(s) para complemento. 4. Tem predicado verbal. Veja construes certas e erradas: 1. No bairro, chamavam-no de corrupto. (certo) 2. No bairro, chamavam-lhe de corrupto. (certo) 3. No bairro, chamavam-lhe corrupto. (certo) 4. No bairro, chamavam-no corrupto. (certo) 5. Ele chamou-lhe para jantar. (errado) 6. Ele chamou-a para jantar. (certo)

Regncia Verbal 4VERBOS ESPECIAIS II 1. ASPIRARa) Aspirar = desejar ardentemente; pretender 1. verbo transitivo indireto; o complemento vem regido pela preposio a. 2. No admite construo com o pronome lhe(s). No lugar dele, emprega-se a ele, a ela, a eles, a elas, a isso. 3. No admite voz passiva. b) Aspirar = sorver, inalar, inspirar. 1. verbo transitivo direto; pede complemento sem preposio. 2. No admite construo com o pronome lhe(s). 3. Admite voz passiva. 4. Aceita para complemento os pronomes o, a, os, as e as variaes lo, la, los, las; no, na, nos, nas.

02. (FGV) Assinale a alternativa em que a ausncia da preposio, antes do pronome relativo que, est de acordo com a norma culta.a) uma quantia vultosa, que o Estado no dispe: falta-lhe numerrio. b) Vi claramente o bolso que voc ps o dinheiro nele. c) No interessava perguntar qual a agncia que o remetente enviou a carta. d) A garota que eu gosto no est namorando mais. Chegou a minha oportu-nidade. e) Essa era a declarao que o alcaide insistia em fazer.

Aplicao 2Escolha a alternativa em que a norma culta da lngua NO foi respeitada. a) Chamei-lhe de covarde, mas ele no reagiu. b) Chamei-o de covarde, mas ele no reagiu. c) Avisei-lhe de que a tragdia era iminente, mas ele no me ouviu. d) No interior, todos lhe chamavam de sbio. e) Criei coragem e chamei-lhe para sair comigo.

Aplicao 1Julgue as construes seguintes com o verbo aspirar. a. ( ) Os polticos, no af de se tornarem famosos, aspiram cargos pblicos cada vez mais altos. b. ( ) Ser eleito governador do estado: era essa a maior dignidade que aspirava. c. ( ) As mulheres brasileiras aspiram cargos polticos compatveis com o painel internacional. d. ( ) O povo do interior amaznico aspira a uma vida melhor e. ( ) esse o ar poludo que os operrios aspiram diariamente.

03. (FGV) Em cada uma das alternativas abaixo, est sublinhado um termo iniciado por preposio. Assinale a alternativa em que esse termo no objeto indireto.a) O rapaz aludiu s histrias passadas, quando nossa bela Eugnia ainda era praticamente uma criana. b) Quando voltei da Romnia, o Brasil todo assistia novela da Globo, todos os dias. c) Quem disse a Joaquina que as batatas deveriam cozer-se devagar? d) Com a aterrissagem, o aviador logo transmitiu ao pblico a melhor das impresses. e) Foi fiel lei durante todos os anos que passou nos Aores.

4. CHEGAR, IR, VOLTAR, RETORNARa) So todos intransitivos (sem complemento) quando associados idia de lugar. b) O adjunto adverbial de lugar vem regido pela preposio a, nunca pela preposio em. c) Para representar a idia de lugar, usa-se aonde (nunca onde). Veja construes certas e erradas: 1. Na hora do almoo, ele nuncam vem em casa. (errado) 2. Na hora do almoo, ele nuncam vem a casa. (certo) 3. Ela sempre chega em casa depois da meia-noite. (errado) 4. Ela sempre chega a casa depois da meia-noite. (certo) 5. A casa em que chegamos parecia malassombrada. (errado) 6. A casa a que chegamos parecia malassombrada. (certo) 7. Quero saber onde voc vai todas as noites (errado) 8. Quero saber aonde voc vai todas as noites (certo)

2. AVISAR, CERTIFICAR, INFORMAR, NOTIFICAR, PROIBIRSo todos verbos transitivos diretos e indiretos; pedem dois complementos: um com preposio (objeto indireto), outro sem (objeto direto). Um pessoa, outro coisa. No h vinculao obrigatria com pessoa ou coisa. Por isso, h sempre duas maneiras corretas para a construo de frases. Veja construes certas e erradas: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Avisei-lhe do ocorrido. (errado) Avisei-lhe o ocorrido. (certo) Avisei-o o ocorrido. (errado) Avisei-o do ocorrido. (certo) Probo-lhe de falar sobre isso. (errado) Probo-o de falar sobre isso. (certo) Probo-lhe falar sobre isso. (certo)

04. (FGV) Assinale a alternativa em que, pelo menos, um verbo esteja sendo usado como transitivo direto.a) Dependeu o coveiro de algum que rezasse. b) Oremos, irmos! c) Chega o primeiro raio da manh. d) Loureiro escolheu-nos como padrinhos. e) Contava com o auxlio de Marina para cuidar do evento.

5. ESTAR, FICAR, MORAR, RESIDIR, SITUAR-SEa) So todos intransitivos (sem complemento) quando associados idia de lugar.

3. CHAMARa) Chamar = apelidar, xingar, dar nome.

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b) O adjunto adverbial de lugar vem regido pela preposio em, nunca pela preposio a. c) Para representar a idia de lugar, usa-se onde (nunca aonde). Veja construes certas e erradas: 1. Desde criana, sempre residi Rua Silva Ramos. (errado) 2. Desde criana, sempre residi na Rua Silva Ramos. (certo) 3. A casa que moro fica no subrbio. (errado) 4. A casa em que moro fica no subrbio. (certo) 5. A casa aonde moro fica no subrbio. (errado) 6. A casa onde moro fica no subrbio. (certo)

5. Esqueci-me do nome dele. (certo) 6. Esqueci o nome dele. (certo)

Caiu no vestibular(FGV) Assinale a alternativa em que a norma culta de regncia verbal admite a preposio de antes da palavra que, no contexto da frase. a) Trata-se de livros antigos maravilhosos, com fatos que no podem ser esquecidos. b) Eles ficariam chocados se soubessem que nossos alunos so impedidos de observar o mundo que os cerca. c) Os livros, se forem bons, confirmaro aquilo que voc j suspeitava. d) Hoje nossos alunos so proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula. e) Tudo isso so a carga de atitudes e vises incorretas que alguns nos ensinam.

Momento da dissertaoA CONSTRUO DO PARGRAFO1. DEFINIO Pargrafo uma unidade de composio constituda de um ou mais perodos em que se desenvolvem ou se explanam idias afins. 2. IMPORTNCIA DO PARGRAFO Identificao No texto, o pargrafo identificado por um ligeiro afastamento (cerca de dois centmetros) da primeira linha da margem esquerda. Sabe-se que um pargrafo terminou e outro foi iniciado pela mudana de linha e pelo retorno margem que se convencionou para o pargrafo. Papel isolador Uma das funes do pargrafo isolar as principais idias que iro compor o texto, ajustando-as adequadamente. Essa organizao permite ao leitor a compreenso de cada etapa da composio, e facilita ao escritor o desenvolvimento didtico do contedo. Papel de organizar idias Em dissertaes, a diviso em pargrafos recurso didtico que permite ao professor avaliar o grau de organizao das idias por parte do aluno. Havendo mistura incoerente de idias no mesmo pargrafo, conclui-se que o redator inexperiente. A seqncia de idias tambm pode ser avaliada pela seqncia de pargrafos. Quando o redator enumera, no primeiro pargrafo (introduo), trs fatores que geram, por exemplo, um problema social, espera-se que ele fale de cada um deles separadamente, na mesma ordem em que foram enumerados no pargrafointroduo. 3. EXTENSO DO PARGRAFO Sem tamanho definido O pargrafo no pode ter tamanho definido. A sua extenso depende da explanao da idia. H pargrafos de uma, duas linhas, como os h tambm de uma pgina inteira. Pargrafo de introduo Em textos dissertativos exigidos em concursos e vestibulares, o pargrafo de introduo no pode estender-se alm de 7 ou 8 linhas, levando-se em conta uma letra normal e uma folha-padro de papel. Pargrafo inicial com exagerada quantidade de linhas passa, aos olhos do avaliador, a no caracterizar a introduo do texto dissertativo. Impe-se esse limite porque o texto total contm, quase sempre, no mximo, 35 linhas. Pargrafo de concluso Ainda pensando em dissertao de vestibulares e concursos, aconselha-se que o ltimo pargrafo (concluso) tambm no ultrapasse 7 ou 8 linhas.

Aplicao 3Escolha a alternativa em que a norma culta da lngua foi respeitada. a) Finalmente, chegamos em Manaus. b) Finalmente, chegamos Manaus. c) Onde voc pretende chegar com essas insinuaes? d) At aonde voc quer chegar com tudo isso? e) Por muitos anos, moramos na Praa da Saudade.

ArapucaAssinale a alternativa em que a norma culta da lngua escrita foi respeitada. a) b) c) d) e) Maria custou dar valor discreo. Maria custou a dar valor discrio. Custou Maria dar valor discreo. Custou a Maria dar valor discrio. Custou Maria dar valor a discrio.

6. CUSTARa) Custar = ser difcil ou doloroso; demorar; penar. 1. verbo transitivo indireto: exige complemento regido pela preposio a. 2. O complemento (objeto indireto) pode vir representado pelos pronomes tonos me, te, nos, vos, lhe(s), a ele, a ela. 3. S pode ser usado na terceira pessoa do singular, tendo como sujeito uma orao reduzida de infinitivo. Veja construes certas e erradas: 1. Ns custamos a esquecer as boas aes. (errado) 2. Custa-nos esquecer as boas aes. (certo) 3. De madrugada, eu custei a pegar um txi. (errado) 4. De madrugada, custou-me pegar um txi. (certo)

Dificuldades da lnguaVIMOS e VIEMOSa) Vimos forma do verbo vir (presente do indicativo). Veja a conjugao: Eu venho Tu vens Ele vem Ns vimos Vs vindes Eles vm b) Viemos forma do verbo vir (pretrito perfeito). Veja a conjugao: Eu vim Tu vieste Ele veio Ns viemos Vs viestes Eles vieram Veja construes certas e erradas: 1. Ns viemos aqui hoje para participar das comemoraes. (errado) 2. Ns vimos aqui hoje para participar das comemoraes. (certo) 3. Ns viemos aqui para brincar ou para brigar? (errado) 4. Ns vimos aqui para brincar ou para brigar? (certo) 5. Quando vimos aqui, h dois anos, a situao era idntica. (errado) 6. Quando viemos aqui, h dois anos, a situao era idntica. (certo)

7. ESQUECER, LEMBRAR, RECORDAR, ADMIRARa) Quando esto acompanhados de pronome tono (me, te, se, nos, vos), so transitivos indiretos: exigem complemento com a preposio de. b) Quando esto sem pronome tono, so transitivos diretos: no aceitam preposio. Veja construes certas e erradas: 1. Nunca esqueci de minha primeira namorada. (errado) 2. Nunca me esqueci de minha primeira namorada. (certo) 3. Nunca esqueci minha primeira namorada. (certo) 4. Esqueci do nome dele. (errado)

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Encarte referente ao curso pr-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. No pode ser vendido.

Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Loureno dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonalves Pr-Reitor de Planejamento e Administrao Antnio Dias Couto Pr-Reitor de Extenso e Assuntos Comunitrios Ademar R. M. Teixeira Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Coordenador de Professores Joo Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicao Liliane Maia Coordenador de Logstica e Distribuio Raymundo Wanderley Lasmar Produo Aline Susana Canto Pantoja Renato Moraes Projeto Grfico Jobast Alberto Ribeiro Antnio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editorao Eletrnica Horcio Martins ACUA, Cristbal de. Informes de jesutas em el amazonas: 1660-1684. Iquitos - Peru, 1986. ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionrio brasileiro da lngua portuguesa. So Paulo: Melhoramentos, 1975. ALMEIDA, Napoleo Mendes de. Dicionrio de questes vernculas. 3. ed. So Paulo: tica, 1996. ARRUDA, Jos Jobson de A. et ali. Toda a Histria: Histria geral e Histria do Brasil, 8. ed. So Paulo: Editora tica, 2000. BECHARA, Evanildo. Gramtica portuguesa. 31. ed. So Paulo: Nacional, 1987 CARVAJAL, Gaspar de. Descobrimento do rio de Orellana. So Paulo: Nacional, 1941. COELHO, Marcos A. ; TERRA, Lygia. Geografia Geral. O espao natural e socioeconmico. Moderna, 2001. COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil - 5. ed. So Paulo: Moderna, 2003. HOORNAERT, Eduardo (Coord.). Comisso de Estudos da Igreja na Amrica Latina. Histria da Igreja na Amaznia. Petrpolis-RJ: Vozes, 1992. MAGNOLI, Demtrio; ARAJO, Regina. Sociedade e Espao: Geografia geral e do Brasil. So Paulo: tica, 2000. MOREIRA, Igor. Construindo o espao brasileiro. 2. Ed: tica. 2004. MOREIRA, Igor. O espao geogrfico: Geografia geral e do Brasil. tica, 2002. MOTA, Myryam Becho e BRAICK, Patrcia Ramos. Histria das Cavernas ao Terceiro Milnio. 2. ed. So Paulo: Moderna, 2002. SHMIDT, Mario. Nova Histria Crtica do Brasil: 500 anos de Histria malcontada. So Paulo: Nova Gerao, 2003. SILVA, Francisco de Assis. Histria do Brasil. So Paulo: Moderna, 2000. VESENTINI, Jos William - 1950. Geografia Crtica: A Sociedade Brasileira. So Paulo: tica 2004.

EXERCCIOS (p. 3) 01. A; 02. E; DESAFIO HISTRICO (p. 3) 01. C; 02. D; 03. B; DESAFIO HISTRICO (p. 4) 01. E 02. C 03. E 04. D DESAFIO HISTRICO (p. 5) 01. B; 02. D; 03. D; DESAFIO GEOGRFICO (p. 6) 01. B 02. A 03. C 04. A 05. A 06. C, F, C, F, C DESAFIO GEOGRFICO (p. 7) 01. C, A, D, E, B 02. D 03. C 04. C DESAFIO GEOGRFICO (p. 8) 01. B 02. B 03. D DESAFIO GEOGRFICO (p. 9) 01. 02+04+08=14 02. A 03. E DESAFIO LITERRIO (p. 10) 01. D 02. C

Este material didtico, que ser distribudo nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, base para as aulas transmitidas diariamente (horrio de Manaus), de segunda a sbado, nos seguintes meios de comunicao: TV Cultura (7h s 7h30); sbados: reprise s 23h Amazon Sat (15h10 s 15h40) RBN (13h s 13h30) - sbados: 5h30 e 7h (satlite) Rdio Rio Mar (19h s 19h30) Rdio Seis Irmos do So Raimundo (7h s 8h e 16h s 16h30) Rdio Panorama de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Difusora de Itacoatiara (23h s 23h30) Rdio Comunitria Pedra Pintada de Itacoatiara (22h00 s 22h30) Rdio Santo Antnio de Borba (18h30 s 19h) Rdio Estao Rural de Tef (19h s 19h30) horrio local Rdio Independncia de Maus (6h s 6h30) Rdio Cultura (6h s 6h30 e 12h s 12h30) Centros e Ncleos da UEA (12h15 s 12h45) Postos de distribuio: PAC So Jos Alameda Cosme Ferreira Shopping So Jos PAC Cidade Nova Rua Noel Nutles, 1350 Cidade Nova I PAC Compensa Av. Brasil, 1325 Compensa PAC Porto Rua Marqus de Santa Cruz, s/n. armazm 10 do Porto de Manaus Centro PAC Alvorada Rua desembargador Joo Machado, 4922 Planalto PAC Educandos Av. Beira Mar, s/n Educandos

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