11 aula quase afogamento correta

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1. 10/06/15 1 Acidente por Imerso Acidente por Imerso 2. 10/06/15 2 Quase Afogamento ? ATENDIMENTO PR-HOSPITALAR 3. 10/06/15 3 ATENDIMENTO PR-HOSPITALAR Classificao de quase afogamento: Primrio e secundrio e tambm ao meio de afogamento (gua salgada ou doce) ambos causam edema no pulmo, enchem de gua Primrio: Afogado azul normalmente por estar ciantico e espuma bastante pela boca e pelo nariz. Secundrio : sobrevivem a parada cardaca e a seguir a asfixia. Afogado branco, no espuma pela boca.A diferena que primeiro ela para e depois se asfixia com gua. 4. 10/06/15 4 ATENDIMENTO PR-HOSPITALAR Seqncia de evento no afogamento 0min - emerso total, sente pnico 1min luta contra a asfixia 2min espasmo da glote (fechamento) 3min - deglutinao da gua 4min vomito 5min perca de conscincia 6min aspira lquido para o pulmo 7min distrbios hidrosalneos (diminuio do sal) 8min convulses 9min parada cardiorespiratria Morte cerebral 5. 10/06/15 5 Vrios autores demonstraram sua preocupao quanto a esta definio imprecisa em uso, mostrando que ela esta em desacordo com os parmetros prognsticos internacionais definidos em Utstein- style. Em Agosto de 2000, com a edio dos novos Guidelines da American Heart Association aprovados pelo ILCOR , e com a realizao do Congresso Mundial de Afogamento em 2002 realizado na Holanda, o termo quase- afogamento caiu definitivamente em desuso. Apresentamos abaixo a nova definio de afogamento. Esta informao ajuda no diagnstico e na terapia corretos. Afogamento (Drowning): aspirao de lquido no corporal por submerso ou imerso. Resgate: Pessoa resgatada da gua sem sinais de aspirao lquida. J Cadver: morte por afogamento sem chances de iniciar ressuscitao, comprovada por tempo de submerso maior que 1 hora ou sinais evidentes de morte a mais de 1 hora : rigidez cadavrica, livores, ou decomposio corporal. 6. 10/06/15 6 Epidemiologia ATENDIMENTO PR-HOSPITALAR 500.000 mortes por ano no mundo Brasil 7.500 brasileiros 2 causa de morte entre 5 e 14 anos 600 vtimas no so encontradas 1.300.000 so salvos em nossas guas 260.000 so hospitalizados O afogamento considerado como Trauma e contribui com uma parcela significativa na mortalidade Brasileira hoje em dia 7. 10/06/15 7 1. Indivduo que no sabe nadar 2. O nadador que cansa ou tem cibras 3. O indivduo cardiopata que tem infarto 4. O uso de lcool antes de entrar na gua 5. Epiltico que tem crise convulsiva na gua 6. O mergulho em gua rasa Causas do acidente de submerso 8. 10/06/15 8 Biblia Sculo 18 e 20 - urtiga" O ndio norte-americano. 1744. Um cirurgio Escocs, William Tossach, utilizou a manobra para reanimar com sucesso uma vtima asfixiada por inalao por fumo 1767, na cidade de Amsterd, com a criao da primeira sociedade de ressuscitao Maatschappij tot Redding van Drenkelingen (Sociedade para Recuperar vtimas de afogamento - existente at os dias de hoje). HISTRIA DO AFOGAMENTO 9. 10/06/15 9 Quatro anos depois de iniciado o trabalho da Sociedade em Amsterd, 150 vtimas de afogamento haviam sido salvas seguindo s recomendaes (guidelines) da poca: Aquecer a vtima (recomendado at hoje) Remover roupas molhadas (recomendado at hoje) Drenar gua dos pulmes posicionando-se a vtima com a cabea mais baixa que os ps (parou-se de recomendar em 1993). Estimular a vtima com tcnicas tais como instilao de fumaa de tabaco via retal ou oral (parou-se de recomendar em 1890). Utilizar o mtodo de respirao boca-a-boca (recomendado at hoje) Sangrias (parou-se de recomendar h mais de 60 anos). 10. 10/06/15 10 Em 1817, um mdico Ingls, professor de medicina, Marshall Hall (1790 a 1857) publica seu livro, intitulado Handbook of National Science of Medicine for Theologist, no qual a compresso cardaca e a respirao boca-a-boca eram preconizadas como mtodos de reanimao. Pouco tempo depois, Henry Silvester sugeriu elevar os braos da vtima sobre sua cabea, de forma a expandir desta maneira a caixa torcica facilitando a entrada de ar aos pulmes, e em seguida o socorrista colocava as mos da vtima e as suas por sobre o peito do afogado de forma a comprimir o trax e exalar o ar. Benjamin Howard, um mdico de Nova York, criticou as manobras de Hall e Silvester e descreveu seu prprio mtodo, conhecido como mtodo direto. Colocava-se a vtima sobre uma elevao e enquanto um ajudante segurava a lngua, o ressuscitador realizava presso, iniciando no abdome superior at o trax em uma freqncia de 15 vezes por minuto. 11. 10/06/15 11 Em 1884, Braatz sustenta a recomendao da compresso cardaca e respirao artificial como mtodo de tratamento da parada cardaca. Em 1890, a Royal Lifesaving United Kingdom (Sociedade de Salvamento aqutico do Reino Unido existente at hoje e responsvel pelo salvamento aqutico na Inglaterra) formou um comit para avaliar as tcnicas existentes. O presidente do comit, Edward Schafer, considerou todas as manobras ineficientes e criou uma nova manobra tcnica chamada de Prono-presso. Cruz Vermelha Americana comeou a ensina-la em 1910 (20 anos aps). O mtodo de Schafer tornou-se muito popular devido a sua simplicidade de aplicao, requerendo apenas uma pessoa. Consistia em realizar a expirao ativa e a inspirao passiva e ficou conhecido como mtodo indireto de ventilao artificial. 12. 10/06/15 12 No Brasil - Cidade do Rio de Janeiro Todos os mtodos de ventilao indireta (Schafer, Holger-Nielsen, Marshall Hall, Howard, Silvester, e outros) foram idealizados com dois propsitos principais: a ventilao artificial e a retirada de gua do pulmo nos casos de afogamento. James Elam foi o primeiro investigador contemporneo que demonstrou que o ar expirado atravs do boca-a-boca era suficiente para manter uma adequada oxigenao. O mdico Dr Peter Safar dedicou sua vida a investigao da ressuscitao, realizou experincias em voluntrios anestesiados que lhe permitiram chegar em 1957 a trs concluses principais sobre a respirao boca-a-boca: Simplesmente inclinando a cabea da vtima para trs se pode abrir as vias areas. A respirao boca-a-boca fornece uma excelente respirao artificial. Qualquer pessoa pode aplica-la facilmente e de forma efetiva. 13. 10/06/15 13 Mecanismo da Leso Ocorre a aspirao de pequena quantidade de gua que, em contato com a laringe, por reflexo parassimptico, promove constrio das vias areas superiores e, em 10 a 15% dos casos, produz laringoespasmo to severo, que impede a entrada de ar e gua na rvore respiratria, at que a vtima seja resgatada ou perca a conscincia e morra. GUA - PRENDE VOLUNTARIAMENTE A RESPIRAO 14. 10/06/15 14 5. Mecanismo da Leso Se no ocorrer o salvamento at essa fase, a vtima que prender a respirao atingir seu limite e far movimentos respiratrios involuntrios, aspirando grande quantidade de gua. Essa entrada de grande quantidade de gua nos pulmes piora a constrio das vias areas e haver perda do surfactante (que mantm os alvolos abertos) e alterao na permeabilidade dos capilares pulmonares, com extravasamento de lquidos para os alvolos e espao intersticial (edema pulmonar). Esses fatos levam diminuio da capacidade de expanso pulmonar, alm de impedir a troca gasosa normal. Aps essas fases iniciais, enquanto a quantidade de gua aspirada no seja muito grande, na fase de descompensao, 15. 10/06/15 15 os movimentos diafragmticos involuntrios aumentam a aspirao de lquidos e os movimentos de deglutio, com vmitos na seqncia. Ocorre inundao total dos pulmes com perda de conscincia, apnia e conseqente morte. As complicaes tardias dos indivduos que sobrevivem ao episdio de submerso so aquelas decorrentes da aspirao de gua (edema pulmonar, infeces graves), que levam a vtima morte. Nos acidentes em gua doce ou salgada, as alteraes pulmonares nos indivduos que sobrevivem so praticamente iguais, ou seja, a presena da gua doce ou salgada nos pulmes leva a alteraes que causam a hipxia. 16. 10/06/15 16 Algumas alteraes decorrem na gua em temperatura normal, naqueles indivduos que ficam imersos com a cabea para fora por longo perodo de tempo (acidentes com embarcaes em que as pessoas aguardam resgate na gua, por exemplo). Pode haver hipotermia, com : Vasoconstrio perifrica; Colapso circulatrio; Parada cardaca. 17. 10/06/15 17 Causas de Afogamento Afogamento Primrio o tipo mais comum, no patolgico. 18. 10/06/15 18 Os trs diferentes tipos de acidentes na gua e as fases do afogamento. A Sndrome de imerso(Immersion syndrome) ou vulgarmente chamado de choque trmico uma sncope (provocada por uma arritmia do tipo bradi ou taquiarritmia) desencadeada pela sbita exposio a gua com uma temperatura 5 C abaixo da corporal. Pode ocorrer portanto em temperaturas da gua to quentes quanto 31 C freqentemente presente no litoral tropical ou em piscinas. Quanto maior a diferena de temperatura, maior a possibilidade de sua ocorrncia. A sncope promove a perda da conscincia e o afogamento secundrio. Nenhuma explicao tal como estmulo vagal levando a sbita assitolia, fibrilao ventricular por grande descarga adrenrgica pelo frio ou exerccio, ou outras razes menos provveis foram comprovadas cientificamente como causa ou como sndrome comprovada. Estudos mostram que a ocorrncia deste acidente pode ser reduzida se antes de entrarmos na gua, molharmos a face e a cabea. Tipos de Acidentes na gua e Fases do Afogamento 19. 10/06/15 19 Existem variaes fisiopatolgicas entre os afogamentos em gua do mar e gua Doce. As observaes feitas por MODELL e cols., demonstraram que as mais significativas alteraes fisiopatolgicas decorrem de hipoxemia e acidose metablica. O rgo alvo de maior comprometimento o pulmo. A aspirao de gua promove insuficincia respiratria e conseqente alterao na troca gasosa alvolo-capilar, e distrbios no equilbrio cido-bsico. Fisiopatologia do Afogamento 20. 10/06/15 20 As alteraes fisiopatolgicas que ocorrem dependem da composio e da quantidade de lquido aspirado. O mecanismo de alterao na ventilao aps aspirao de gua doce diferente daquele em gua do mar. Estudos demonstraram que os afogamentos em gua do mar no alteram a qual