1 / 9 ANALTICO AFOGAMENTO PROCEDIMENTO pop. - POP Afogamento-1.pdf  Nova defini§£o de afogamento

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    ATENDIMENTO PR-HOSPITALAR

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    1 Modelo

    ANALTICO

    Assunto: AFOGAMENTO PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRO

    Elaborado por:

    GRUPAMENTO DE SOCORRO DE EMERGNCIA (CAP BM EDGARD) E TC BM RR SZPILMAN

    Emisso: 01/03/2018

    Reviso:

    / /

    Aprovao:

    Ch EMG

    SECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA CIVIL

    CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    ESTADO MAIOR GERAL

    Afo

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    1. FINALIDADE

    Este Procedimento Operacional Padro tem a finalidade de padronizar as operaes de Atendimento Pr-hospitalar de Urgncia e Emergncia (APHUE) para afogamentos.

    Tem como objetivo central servir como um roteiro operacional padronizado e ostensivo, principalmente com foco na atuao protocolar dos profissionais de sade, podendo servir de apoio s demais gestes organizacionais envolvidas no evento.

    2. DEFINIES BSICAS

    Nova definio de afogamento e terminologia foi estabelecida por consenso em 2002, em uso pela Organizao Mundial de Sade.

    Afogamento a aspirao de lquido no corporal por submerso (abaixo da superfcie do lquido) ou imerso (gua na face).

    Pessoas resgatadas da gua com evidncia de aspirao de lquido: tosse ou espuma na boca ou nariz.

    Resgate a retirada de vtima viva da gua sem tosse ou espuma na boca ou nariz. Quando consciente, pode ser liberada no local pelo socorrista, sem necessidade de atendimento mdico. Todos os casos podem apresentar hipotermia, nuseas, vmitos, distenso abdominal, tremores, cefaleia, cansao, dores musculares e outros sintomas inespecficos.

    J cadver por afogamento, trata-se da morte por afogamento sem chances de iniciar reanimao. Identificada por tempo de submerso maior que uma hora ou sinais evidentes de morte, como rigidez cadavrica, livor, ou decomposio corporal.

    O afogamento, quanto ao desfecho, pode ser fatal ou no fatal. Como

    visto, qualquer incidente de submerso ou imerso sem evidncia de aspirao deve ser considerado um resgate da gua, no um afogamento. Termos como "quase afogamento" (neardrowning), "afogamento seco ou molhado", "afogamento ativo e passivo" e "afogamento secundrio (re-afogamento horas aps o evento)" ou apenas submerso so obsoletos e devem ser evitados. 3. CLASSIFICAO

    3.1 -Quanto ao tipo de gua (importante para campanhas de preveno);

    3.2 -Quanto Causa (identifica a doena relacionada ao afogamento): 3.2.1 - Afogamento primrio: quando no existem indcios de uma causa base.

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    3.2.2 Afogamento secundrio: quando existe alguma causa que

    impediu a vtima de se manter na superfcie da gua, precipitando o afogamento.

    3.3 - Quanto Gravidade (ver figura 2)

    Figura 1. Cadeia de sobrevivncia no afogamento.

    4. PREVENO

    Apesar da nfase no resgate e no tratamento, a preveno permanece a mais poderosa interveno e a de menor custo, podendo evitar mais de 85% dos casos de afogamento. Campanhas de educao na preveno podem ser visualizadas em www.sobrasa.org. 4.1- Reconhea o afogamento e pea para ligarem 193

    Qualquer atitude de ajuda deve ser precedida pelo reconhecimento de

    que algum est se afogando. Ao contrrio da crena popular, o banhista em apuros no acena com a mo e tampouco chama por ajuda. Encontra-se tipicamente em posio vertical, com os braos estendidos lateralmente, batendo com os mesmos na gua. Indivduos prximos da vtima podem achar que ele est apenas brincando na gua. A vtima pode submergir e emergir sua cabea diversas vezes, enquanto est lutando para se manter acima da superfcie. Como a respirao instintivamente tem prioridade, a vtima geralmente incapaz de gritar por socorro. Ao reconhecer que uma vtima est se afogando, a prioridade inicial dar o alarme. Pea que algum ligue 193 (Corpo de Bombeiros) ou 192 (SAMU) e avise o que e onde est acontecendo, assim como o que pretende fazer. S ento o socorrista dever partir para realizar o resgate, caso seja capaz.

    http://www.sobrasa.org/

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    4.2- Fornea dispositivo de flutuao

    Fornecer flutuao uma estratgia muito importante, mas pouco utilizada, apesar de ganhar tempo valioso at a chegada do servio de emergncia. A maioria das aes de resgate por leigos tende a se concentrarem retirar a vtima da gua, mesmo que para isto exista um alto risco de vida ao resgatista. fundamental que profissionais de sade tomem precaues para no se tornar uma segunda vtima na hora de ajudar. Portanto, a prioridade inicial nas aes de resgate oferecer flutuao, se possvel sem entrar na gua. Dispositivos de flutuao nem sempre esto disponveis na cena, mas pode-se improvisar com objetos tais como garrafas de plstico vazias, pranchas de surf, geladeira ou outros materiais em isopor e espumas diversas. 4.3- Remover da gua - s se for seguro

    Aps oferecer flutuao e interromper o processo de submerso, a prxima ao retirar a vtima da gua. Sempre que possvel, ajude a retira-la sem entrar totalmente na gua, apontando direes mais prximas e seguras para que a prpria vtima tente o auto salvamento. Se no for possvel, na sequncia, tente utilizar tcnicas de arremesso de cabo. Se essas medidas mais seguras falharem, considerar a entrada na gua, se e somente se, tiver treinamento e condicionamento para tanto. A fim de mitigar o risco de afogamento para o socorrista, deve-se trazer um objeto de flutuao para interpor entre o ele e a vtima.

    importante considerar na dependncia da experincia do socorrista, realizar ventilaes de resgate (boca-a-boca) para o afogado inconsciente (0.5% das ocorrncias), ainda dentro da gua, durante o salvamento. A ventilao ainda dentro da gua proporciona vtima uma probabilidade 4 vezes maior de sobrevivncia livre de dano neurolgico. Infelizmente, compresses torcicas no podem ser realizadas de maneira eficaz na gua.

    Ventilao dentro da gua no permite o uso de barreiras de proteo (mscara), por impossibilidade tcnica, sendo aconselhvel a realizao do boca-a-boca. A incidncia relatada na literatura de risco de contgio por HIV ou vrus das hepatites (B e C) muito baixa (centesimal a decimal). recomendvel ainda assim, que todos os profissionais de sade sejam vacinados para hepatite B. O risco um pouco mais elevado com a presena de vmito ou sangue visveis na cavidade oral, quando deve ser evitada a ventilao boca-a-boca.

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    4.4- Mtodos de ventilao dentro da gua

    Sem equipamento de flutuao s recomendvel com dois socorristas ou com um socorrista em gua rasa.

    Com equipamento de flutuao Pode ser realizado com apenas um socorrista, mas deve ter treinamento para tal procedimento. O material de flutuao deve ser utilizado no trax superior, promovendo uma espontnea hiperextenso do pescoo e a abertura das vias areas.

    Considerando a baixa incidncia de TRM nos salvamentos aquticos e a possibilidade de desperdcio de precioso tempo para iniciar a ventilao e oxigenao, a imobilizao de rotina da coluna cervical durante o resgate aqutico em vtimas de afogamento sem sinais de trauma no recomendada.

    5.SUPORTE BSICO E AVANADO

    O transporte da vtima para fora da gua deve ser realizado de acordo com o nvel de conscincia, mas preferencialmente na posio vertical para evitar vmitos e demais complicaes de vias areas. Em caso de vtima exausta, confusa ou inconsciente, transporte em posio mais prxima possvel da vertical, mantendo a cabea acima do nvel do corpo, sem, contudo, obstruir as vias areas.

    Ao chegar rea seca, o corpo da vtima deve ser orientado paralelo direo do espelho d'gua, o mais horizontal possvel, em decbito dorsal, distante o suficiente da gua a fim de evitar as ondas. Se estiver consciente, coloque o afogado em decbito dorsal com o tronco elevado a 30. Se estiver inconsciente, porm ventilando, coloque a vtima em posio lateral de segurana sobre o decbito lateral direito. As tentativas de drenagem da gua aspirada so extremamente nocivas e devem ser evitadas. A manobra de compresso abdominal (Heimlich) nunca deve ser realizada como meio para eliminar gua dos pulmes, pois ineficaz e gera riscos significativos de vmitos e bronco-aspirao. Durante a ressuscitao, colocar a cabea da vtima abaixo do nvel do corpo, na tentativa de drenar gua das vias areas, a