IRACEMA - Valor Econômico · A Iracema Transmissora de Energia S.A. (“Iracema” ou “Companhia”) apresenta o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras,

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CNPJ/MF n 09.250.729/0001-90

IRACEMATRANSMISSORA DE ENERGIA S.A.

Prezados Acionistas,A Iracema Transmissora de Energia S.A. (Iracema ou Companhia)apresenta o Relatrio da Administrao e as Demonstraes Financeiras, com osRelatrios dos Auditores Independentes referente ao exerccio de 2015.1) A COMPANHIAA Iracema uma Companhia privada de capital fechado, que foi constituda em14 de novembro de 2007. Sua sede est localizada Av. Presidente Vargas,n 955, Centro, Rio de Janeiro, RJ e possui duas filias localizadas no Municpio deBrejo Sanro (CE) e no Municpio de Paulistana (PI).A Companhia controlada pela State Grid Brazil Holding S.A. (SGBH ou GrupoSGBH) desde 14 de dezembro de 2012 quando foi adquirida j em faseoperacional da CYMI Holding S.A., CYMI do Brasil Proj. Serv. Ltda e Lintran doBrasil S.A. A SGBH Subsidiria da State Grid Corporate of China (SGCC),localizada em Pequim, na Repblica Popular da China.2) SETOR ELTRICO - SEGMENTO DE TRANSMISSOA receita do setor de transmisso no Brasil tem origem nos leiles de transmissopromovidos pelo Ministrio de Minas e Energia, atravs da Agncia Reguladora(ANEEL) e tem um marco regulatrio completo e consistente, o que garante queas transmissoras tenham mecanismos de revises e reajustes tarifrios peridicos,operacionalizados pela prpria ANEEL (anualmente e nas revises peridicas dasreceitas aprovadas).Nesse contexto, mesmo com incertezas no segmento de energia no mercadobrasileiro, a Companhia espera manter a gerao de caixa e margem positiva desuas operaes. O segmento de transmisso de energia deve permanecer comoo de menor risco do setor, pois o recebimento de sua receita baseado nadisponibilidade de ativos.

Dados da concesso:Extenso de linhas em km: 400Tenso em kV: 500

3) DESEMPENHO FINANCEIRO3.1) Receita:O valor anual da receita, fixado e reajustado pela ANEEL atravs de resoluesnormativas foi de R$19.138.849, para o perodo de julho de 2015 a junho de2016 e de R$ 17.643.892, para o perodo julho de 2014 a junho de 2015.3.2) Desempenho econmico-financeiro.Os principais indicadores econmico-financeiros ao final do exerccio de 2015 e2014 so:

2015 2014 Liquidez geral 1,80 1,55 Liquidez corrente 3,58 3,07 Relao patrimnio lquido/ativo 44,30% 35,39% Relao passivo no circulante/ativo 51,90% 61,04% Rentabilidade do patrimnio lquido 26,35% 0,12% Relao lucro operacional/Patr. lquido 22,79% 18,47%Ativos totais - R$: 228.413.378 210.595.289

4) GOVERNANA CORPORATIVAA cada ano a Companhia busca ser mais inclusiva. A Companhia vemaperfeioando seu sistema de gesto, buscando as melhores prticas degovernana corporativa, atuando com tica e respeito para com seus acionistase demais partes interessadas.

Iniciativas como a Semana da Sade e do Bem-Estar foram levadas paratodas as regionais da empresa alm de sua sede no Rio de Janeiro.O Programa de Liderana, contando com a participao de todos os seusexecutivos, diretores e gerentes tambm vem sendo incentivado e aprimorado.Nosso objetivo buscar cada vez mais transparncia nas informaes e oalinhamento de todas as equipes de forma a garantir total sintonia com ospropsitos do Grupo.5) RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E SOCIALA Companhia vem operando em conformidade com a legislao brasileira,atendendo a todos os requisitos de meio ambiente e exigncias de sade,higiene, segurana e medicina do trabalho. Na fase de operao de seuempreendimento, so desenvolvidos Programas Ambientais visando mitigar ecompensar os impactos ao meio ambiente. A Companhia tambm participa deaes sociais junto a Sociedade.6) AGRADECIMENTOSRegistramos nossos agradecimentos aos membros da Diretoria e Conselho deAdministrao pelo apoio prestado no debate e encaminhamento das questesde maior interesse da sociedade. Nossos especiais reconhecimentos dedicaoe empenho do quadro funcional. Tambm queremos deixar consignados nossosagradecimentos aos prestadores de servios, usurios, entidades financeiras,seguradoras, demais agentes do Setor Eltrico e a todos que direta ouindiretamente, colaboraram para o xito das atividades da Companhia e para ocumprimento da nossa misso de concessionria.

Rio de Janeiro, 16 de maro de 2016A Administrao

RELATRIO DA ADMINISTRAO

BALANOS PATRIMONIAIS - Em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES FINANCEIRAS - Em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

1. INFORMAES GERAIS

A Iracema Transmissora de Energia S.A. (Iracema ou Companhia) umasociedade annima de capital fechado, constituda em 14 de novembro de2007. Sua sede est localizada Av. Presidente Vargas, n 955, 14 andar, sala1401 (parte), Centro, Rio de Janeiro, RJ. Possui duas filiais localizadas noMunicpio de Brejo Sanro e no Municpio de Paulistana. A Companhia controlada pela State Grid Brazil Holding S.A. (SGBH ou Grupo SGBH) desde 14de dezembro de 2012 quando foi adquirida j em fase operacional da CYMIHolding S.A., CYMI do Brasil Proj. Serv. Ltda e Lintran do Brasil S.A. A SGBH Subsidiria da State Grid Corporate of China (SGCC), localizada em Pequim, naRepblica Popular da China. A Companhia tem como propsito especfico enico de explorar concesses de servios pblicos de transmisso, prestadosmediante a implantao, construo, operao e manuteno de instalaes detransmisso, incluindo os servios de apoio e administrativos, proviso deequipamentos e materiais de reserva, programaes, medies e demais servioscomplementares necessrios transmisso de energia eltrica, sendo taisatividades regulamentadas pela Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL),vinculada ao Ministrio de Minas e Energia (MME). 1.1. Da concesso:A Companhia detm a concesso para construo, operao e manuteno dalinha de transmisso com capacidade de 500 kV, circuito simples, com extensoaproximada de 400 km, com origem na subestao So Joo do Piau, localizadano estado do Piau, e trmino na subestao Milagres, no estado do Cear. Assuas atividades esto reguladas pelo Contrato de Concesso de Transmisso deEnergia Eltrica n 002/2008, firmado com a ANEEL, com um prazo de 30 anos,contados a partir de 17 de maro de 2008. A Companhia entrou em operaono dia 7 de dezembro de 2010 e teve o termo de liberao provisrio emitidopelo Operador Nacional do Sistema Eltrico (ONS) em 1 de maro de 2011.1.2. Receita anual permitida (RAP): O valor anual definido para a ReceitaAnual Permitida (RAP) de R$13.757.000 (histrico) e ser corrigido anualmenteno ms de julho pela variao do ndice de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA),nos termos da clusula sexta do contrato de concesso. Alm disso, a ANEELproceder reviso da RAP, durante o perodo de concesso, em intervalosperidicos de cinco anos, contados do primeiro ms de julho subsequente datada assinatura do contrato de concesso. Em 16 de junho de 2014, de acordocom a Resoluo Homologatria n 1.756/2014, estabeleceu a RAP daCompanhia em R$ 17.643.892 para o perodo de 1 de julho de 2014 a 30 dejunho de 2015. Em 23 de junho de 2015, a ANEEL, de acordo com a ResoluoHomologatria n1. 918/2015 estabeleceu a RAP em R$19.138.849 para operodo de 1 de julho de 2015 a 30 de junho de 2016. A receita faturada aosusurios do sistema eltrico (distribuidoras e grandes consumidores) estgarantida por um esquema de contas reservas e de garantias, cujos termos soestabelecidos ao se firmar o Contrato de Usos do Sistema de Transmisso (CUST)entre o usurio e o ONS.2. BASE DE PREPARAO E APRESENTAO

As demonstraes financeiras foram elaboradas de acordo com as prticascontbeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposies da Lei dasSociedades por Aes e normas e procedimentos contbeis emitidos peloComit de Pronunciamentos Contbeis - CPC. As demonstraes financeirasforam preparadas utilizando o custo histrico como base de valor e apresentamarredondamentos em algumas apresentaes. A liquidao das transaesenvolvendo essas estimativas poder resultar em valores divergentes dosapresentados nas demonstraes financeiras devido ao tratamento probabilsticoinerente ao processo de estimativa. No exerccio de 2015 a ANEEL promoveu areviso das normas e procedimentos contidos no Plano de Contas do ServioPblico de Energia Eltrica, instituindo o Manual de Contabilidade do SetorEltrico 2015, contendo o plano de contas, instrues contbeis e roteiro paradivulgao de informaes econmicas, financeiras e socioambientais resultandoem importantes alteraes nas prticas contbeis e de divulgao, at entoaplicveis, s empresas do setor. As normas contidas no referido Manual so deaplicao compulsria a partir de 1 de janeiro de 2015. Com base nessasalteraes houve a reclassificao do saldo da Taxa de Fiscalizao do ServioPblico de Energia Eltrica (TFSEE), que em 2014 foi apresentada no grupo decusto da operao (nota explicativa 14) e em 2015 foi classificada como deduoda receita operacional (nota explicativa 13). O montante reclassificado foi deR$ 97.724 em 2014. No foram efetuadas outras reclassificaes materiais nasdemonstraes financeiras. As demonstraes financeiras apresentaminformaes comparativas em relao ao perodo anterior e foram autorizadaspela Administrao em 16 de maro de 2016. 2.1. Estimativas e premissas: Asdemonstraes financeiras foram elaboradas de acordo com diversas bases deavaliao utilizadas em estimativas contbeis. As estimativas contbeis envolvidasna preparao das demonstraes financeiras foram baseadas no julgamento daAdministrao para determinao do valor adequado a ser registrado nasdemonstraes financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas epremissas incluem a avaliao dos ativos financeiros pelo mtodo de ajuste avalor presente, anlise do risco de crdito para determinao da proviso paradevedores duvidosos, assim como da anlise dos demais riscos para determinaode outras provises, inclusive para contingncias. A Companhia revisa suasestimativas pelo menos anualmente. 2.2. Converso de saldos em moedaestrangeira: A moeda funcional da Companhia o Real, mesma moeda depreparao e apresentao das demonstraes financeiras. Os ativos e passivosmonetrios denominados em moeda estrangeira, so convertidos para a moedafuncional usando-se a taxa de cmbio vigente na data dos respectivos balanospatrimoniais. Os ganhos e perdas resultantes da atualizao desses ativos epassivos verificados entre a taxa de cmbio vigente na data da transao e osencerramentos dos exerccios so reconhecidos como receitas ou despesasfinanceiras no resultado. 2.3. Classificao circulante versus no circulante:Os ativos e passivos so apresentados no balano patrimonial com base naclassificao circulante e no circulante. Um ativo classificado no circulantequando: se espera realiz-lo ou se pretende vend-lo ou consumi-lo no ciclooperacional normal, for mantido principalmente para negociao, se esperarealiz-lo dentro de 12 meses aps o perodo de divulgao ou se for caixa ouequivalentes de caixa. Um passivo classificado no circulante quando se espera

liquid-lo no ciclo operacional normal, for mantido principalmente paranegociao, se espera realiz-lo dentro de 12 meses aps o perodo de divulgaoou no h direito incondicional para diferir a liquidao do passivo por pelomenos 12 meses. Os demais ativos e passivos so classificados no no circulante.3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRTICAS CONTBEIS

3.1. Caixa e equivalentes de caixa: Os caixas equivalentes de caixa somantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo,e no para investimento ou outros fins. So considerados equivalentes de caixaas aplicaes financeiras de conversibilidade imediata em um montanteconhecido de caixa e estando sujeita a um insignificante risco de mudana devalor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica comoequivalente de caixa quando tem vencimento em trs meses ou menos, a contarda data de contratao. 3.2. Concessionrias e permissionrias: Destinam-se contabilizao de crditos referentes ao suprimento de energia eltricafaturado ao revendedor, do ajuste do fator de potncia e de crditos provenientesda aplicao do acrscimo moratrio, e engloba os valores a receber referentesao servio de transmisso de energia, registrados pelo regime de competncia.O faturamento dos valores a receber registrado conforme determinaes doONS por meio dos avisos de crditos (AVCs) mensais e faturas avulsas.Proviso para crdito de liquidao duvidosa (PCLD) avaliada pela Administraoe constituda em montante considerado suficiente para cobrir possveis perdasna realizao dos recebveis. 3.3. Estoques: Os estoques so avaliados ao custoou valor lquido realizvel, dos dois o menor. As provises para estoques de baixarotatividade ou obsoletos so constitudas quando consideradas necessriaspela Administrao. 3.4. Ativo financeiro amortizvel: De acordo como ICPC 01 (R1) Contratos de concesso, as infraestruturas desenvolvidas nombito dos contratos de concesso no so reconhecidas como ativos fixostangveis ou como uma locao financeira, uma vez que o concessionrio nopossui a propriedade, tampouco controla a utilizao dessa infraestrutura,passando a ser reconhecidas de acordo com o tipo de compromisso deremunerao a ser recebida pelo concessionrio. No caso dos contratos deconcesso de transmisso de energia, entende-se que o concessionrio tem odireito incondicional de receber determinadas quantias monetriasindependentemente do nvel de utilizao das infraestruturas abrangidas pelaconcesso na utilizao do modelo de ativo financeiro, classificado comorecebveis e registrado ao valor justo. Os ativos financeiros amortizveisincluem os valores a receber decorrentes dos servios de desenvolvimento deinfraestrutura, da receita financeira e dos servios de operao e manuteno.Na aplicao do ICPC 01 (R1) - Contratos de Concesso, que define as regras demensurao e contabilizao do ativo financeiro necessrio que os CPC 17 -Contratos de Construes, CPC 30 - Reconhecimento das receitas e CPC 38 -Instrumentos financeiros - reconhecimento e mensurao sejam aplicados emconjunto. 3.5. Ativo imobilizado: Os itens que compem o ativo imobilizadoso relacionados rea administrativa e referentes a ativos no vinculados aocontrato de concesso (estes que tem seu resultado registrados na nota deoutras receitas e despesas operacionais) e apresentados ao custo de aquisio oude construo, lquido de depreciao acumulada e/ou perdas acumuladas porreduo ao valor recupervel, se for o caso. Quando partes significativas do ativoimobilizado so substitudas, a Companhia reconhece essas partes como ativoindividual com vida til e depreciao especfica. Todos os demais custos dereparos e manuteno so reconhecidos no resultado, quando incorridos.O valor residual e a vida til estimada dos bens so revisados e ajustados, senecessrio, na data de encerramento do exerccio. A depreciao calculada deforma linear ao longo da vida til do ativo, a taxas que levam em consideraoa vida til estimada dos bens. Um item de imobilizado baixado quando vendidoou quando nenhum benefcio econmico futuro for esperado do seu uso ouvenda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado comosendo a diferena entre o valor lquido da venda e o valor contbil do ativo) soincludos na demonstrao do resultado no perodo em que o ativo for baixado.O valor residual e vida til dos ativos e os mtodos de depreciao so revistosno encerramento de cada exerccio, e ajustados de forma prospectiva, quandofor o caso. 3.6. Ativo intangvel: Ativos intangveis adquiridos separadamenteso mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento inicial. O custode ativos intangveis adquiridos em uma combinao de negcios correspondeao valor justo na data da aquisio. Aps o reconhecimento inicial, os ativosintangveis so apresentados ao custo, menos amortizao acumulada e perdasacumuladas de valor recupervel. 3.7. Proviso para reduo ao valorrecupervel (impairment): A Administrao revisa anualmente o valorcontbil lquido dos ativos no financeiros e financeiros com o objetivo de avaliareventos ou mudanas nas circunstncias econmicas ou operacionais outecnolgicas, que possam indicar deteriorao ou perda de seu valor recupervel.Quando tais evidncias so identificadas, e o valor contbil lquido excede ovalor recupervel, constituda proviso para perda ajustando o valor contbillquido ao valor recupervel e as respectivas provises so apresentadas nasnotas explicativas. O valor recupervel de um ativo ou de determinada unidadegeradora de caixa definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valorlquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixafuturos estimados so descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxade desconto antes dos impostos, que reflita o custo mdio ponderado de capitalpara a indstria em que opera a unidade geradora de caixa. 3.8. Impostos:Impostos sobre servios prestados: As receitas esto sujeitas ao Programa deIntegrao Social (PIS) com alquota de 1,65% e Contribuio para Financiamentoda Seguridade Social (COFINS) com alquota de 7,6%. Esses tributos sodeduzidos das receitas de vendas, as quais esto apresentadas na demonstraode resultado pelo seu valor lquido. Imposto de renda e contribuio social -correntes: A tributao sobre o lucro compreende o imposto de renda e acontribuio social. O imposto de renda computado sobre o lucro tributvel naalquota de 15%, acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederemR$240.000 no perodo de 12 meses, enquanto que contribuio social calculada alquota de 9% sobre o lucro tributvel reconhecido pelo regime decompetncia, portanto as incluses ao lucro contbil de despesas,temporariamente no dedutveis, ou excluses de receitas, temporariamenteno tributveis, consideradas para apurao do lucro tributvel corrente geram

crditos ou dbitos tributrios diferidos. Impostos diferidos: Imposto diferido gerado por diferenas temporrias na data do balano entre as basesfiscais de ativos e passivos e seus valores contbeis. Impostos diferidospassivos so reconhecidos para todas as diferenas tributrias temporrias.3.9. Provises para contingncias: A Companhia reconhece proviso paracausas tributrias, cveis e trabalhistas. A avaliao da probabilidade de perdainclui a avaliao das evidncias disponveis, a hierarquia das leis, asjurisprudncias disponveis, as decises mais recentes nos tribunais e suarelevncia no ordenamento jurdico, bem como a avaliao dos advogadosexternos. As provises so revisadas e ajustadas para levar em conta alteraesnas circunstncias, tais como prazo de prescrio aplicvel, concluses deinspees fiscais ou exposies adicionais identificadas com base em novosassuntos ou decises de tribunais. 3.10. Ajuste a valor presente de ativos epassivos: Os ativos e passivos monetrios no circulantes so atualizadosmonetariamente e, portanto, esto ajustados pelo seu valor presente. O ajuste avalor presente de ativos e passivos monetrios circulantes calculado, e somenteregistrado, se considerado relevante em relao s demonstraes contbeistomadas em conjunto. Para fins de registro e determinao de relevncia, oajuste a valor presente calculado levando em considerao os fluxos de caixacontratuais e a taxa de juros explcita, e em certos casos implcita dos respectivosativos e passivos. Com base nas anlises efetuadas e na melhor estimativa daAdministrao, concluiu-se que o ajuste a valor presente de ativos e passivosmonetrios circulantes irrelevante em relao s demonstraes financeirastomadas em conjunto e, dessa forma, nenhum ajuste foi realizado. 3.11. Outrosativos e passivos: Um ativo reconhecido no balano quando for provvel queseus benefcios econmicos futuros sero gerados e seu custo ou valor puder sermensurado com segurana. Um passivo reconhecido no balano quando aCompanhia possui uma obrigao legal ou constituda como resultado de umevento passado, sendo provvel que um recurso econmico seja requeridopara liquid-lo. As provises so registradas tendo como base as melhoresestimativas do risco envolvido. Os ativos e passivos so classificados comocirculantes quando sua realizao ou liquidao provvel que ocorra nosprximos doze meses, itens com liquidao superior so demonstrados comono circulantes. 3.12. Apurao do resultado: O resultado das operaes apurado em conformidade com o regime contbil de competncia.3.13. Receita operacional: A receita reconhecida na extenso em que forprovvel que benefcios econmicos sero gerados e quando possa sermensurada de forma confivel. A receita lquida mensurada com base no valorjusto da contraprestao recebida ou a receber, excluindo descontos, abatimentose encargos sobre vendas. Receita de operao e manuteno: A receita deoperao e manuteno reconhecida pelo montante destinado pelo poderconcedente para fazer face aos custos de operao e manuteno dos ativos detransmisso. Receita de construo: A Companhia contabiliza receitas e custosrelativos a servios de construo ou melhoria da infraestrutura utilizada naprestao dos servios de transmisso de energia eltrica. A margem deconstruo adotada estabelecida como sendo igual a zero, considerando que:(i) a atividade fim da Companhia a transmisso de energia eltrica; (ii) todareceita de construo est relacionada com a construo de infraestrutura parao alcance da sua atividade fim, e (iii) a Companhia terceiriza a construo dainfraestrutura com partes no relacionadas. Mensalmente, a totalidade dasadies efetuadas ao ativo intangvel em curso transferida para o resultado,como custo de construo, aps deduo dos recursos provenientes do ingressode obrigaes especiais, se houver. Remunerao dos ativos financeiros:Corresponde a remunerao pela taxa de desconto, que compreende a taxainterna de retorno do projeto, do fluxo incondicional de recursos estabelecidopelo poder concedente atravs da RAP. 3.14. Instrumentos financeiros:Os instrumentos financeiros somente so reconhecidos a partir da data em quea Companhia se torna parte das disposies contratuais dos instrumentosfinanceiros. Quando reconhecidos, so inicialmente registrados ao seu valorjusto acrescido dos custos de transao que sejam diretamente atribuveis suaaquisio ou emisso. Sua mensurao subsequente ocorre a cada data debalano de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificao deativos e passivos financeiros. Ativos financeiros no derivativos: Os principais

DEMONSTRAES DOS FLUXOS DE CAIXAEm 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

DEMONSTRAES DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDOEm 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

DEMONSTRAES DOS RESULTADOSEm 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

Nota 2015 2014AtivoAtivo circulanteCaixa e equivalentes de caixa 5 3.345.043 4.410.572Concessionrias e permissionrias 7 2.535.116 1.458.997Estoques 921.679 682.069Adiantamentos a fornecedores 366.060 233.209Impostos a recuperar 904.839 637.919Ativo financeiro amortizvel 8 18.633.069 15.586.991Outros ativos circulantes 4.267.956 9.139

30.973.762 23.018.896Ativo no circulanteTtulos e valores mobilirios 6 6.950.655 6.765.714Ativo financeiro amortizvel 8 189.812.535 180.462.577Outros ativos no circulantes 76.585 50.233Imobilizado 498.691 171.431Intangvel 101.150 126.438

197.439.616 187.576.393

Total do ativo 228.413.378 210.595.289

Nota 2015 2014PassivoPassivo circulanteFornecedores - terceiros 545.460 306.546Fornecedores - partes relacionadas 20 4.441 4.277Emprstimos - terceiros 10 6.912.240 6.287.500Impostos e contribuies sociais 238.964 146.821Taxas regulamentares 9 615.806 656.344Outros passivos circulantes 342.481 107.241

8.659.392 7.508.729Passivo no circulanteEmprstimos - terceiros 10 110.897.777 112.085.272Outras contas a pagar com parteselacionadas 146.380

Outras provises - compensaoambiental 1.478.731 1.140.528

Impostos diferidos 11 6.179.413 15.177.374118.555.921 128.549.554

Patrimnio lquidoCapital social 212.062.000 212.062.000Prejuzo acumulado (110.863.935) (137.524.994)

12 101.198.065 74.537.006Total do passivo e do patrimnio lquido 228.413.378 210.595.289

Nota 2015 2014Receita operacional lquida 13 29.328.838 23.136.640Custo da operao 14 (1.441.010) (8.706.054)Lucro bruto 27.887.828 14.430.586Despesas gerais e administrativas 15 (1.054.424) (661.405)Outras (despesas)/receitas operacionais 16 882.911

Lucro antes das receitas financeiras 27.716.315 13.769.181Resultado financeiro 17 (11.574.483) (10.458.007)Receita financeira 1.207.906 1.245.185Despesa financeira (12.782.389) (11.703.192)

Resultado antes dos impostos 16.141.832 3.311.174Imposto de renda e contribuio social 18 10.519.228 (3.222.638)Lucro lquido do exerccio 26.661.060 88.536

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras.

2015 2014Lucro lquido do exerccio 26.661.060 88.536Outros resultados abrangentes Total de resultados abrangentes 26.661.060 88.536

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras.

Capital social Prejuzos acumulados TotalSaldo em 31 de dezembro de 2013 212.062.000 (137.613.530) 74.448.470Lucro lquido do exerccio 88.536 88.536

Saldo em 31 de dezembro de 2014 212.062.000 (137.524.994) 74.537.006Lucro lquido do exerccio 26.661.060 26.661.060

Saldo em 31 de dezembro de 2015 212.062.000 (110.863.935) 101.198.065As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras.

2015 2014Atividades operacionais:Lucro lquido do exerccio antes dos impostos 16.141.832 3.311.174Ajustes para reconciliar o lucro lquido doexerccio com o caixa gerado pelasatividades operacionaisJuros e variaes cambiais sobre emprstimos 12.191.354 11.343.368Depreciao e amortizao 67.800 55.394Proviso para crditos de liquidao duvidosa (175.594) 427.709Proviso para contingncias (756)Outras provises - compensao ambiental 338.202 927.004

(Aumento) reduo nos ativos operacionais:Concessionrias e permissionrias (900.525) 400.566Ativo financeiro amortizvel (12.396.036) (7.725.760)Estoques (239.611) (636.184)Impostos a recuperar (266.920) (75.522)Adiantamentos a fornecedores (148.880) (129.103)Outros ativos (4.269.139) 932.297

Aumento (reduo) nos passivos operacionais:Fornecedores 92.698 145.756Tributos e contribuies sociais 6.248.149 1.299.156Impostos pagos (4.658.147) (1.185.642)Juros pagos (12.128.680) (11.332.153)Taxas regulamentares (40.538) (467.636)Outros passivos 258.649 (221.967)

Fluxo de caixa gerado pelas (aplicado nas)atividades operacionais 114.613 (3.687.833)Atividades de investimento:Aquisio de imobilizado e intangvel (369.772) (58.022)Ttulos e valores mobilirios (184.941)

Fluxo de caixa aplicado nas atividades deinvestimento (554.713) (58.022)Atividades de financiamento:Emprstimos pagos (625.429) (241.216)

Fluxo de caixa gerado pelas (aplicado nas)atividades de financiamento (625.429) (241.216)

Aumento (reduo) lquido do saldo de caixa eequivalentes de caixa (1.065.528) (3.987.073)

Caixa e equivalentes de caixa no inciodo exerccio 4.410.572 8.397.644

Caixa e equivalentes de caixa no fim doexerccio 3.345.043 4.410.572

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras.

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras.

DEMONSTRAES DOS RESULTADOS ABRANGENTESEm 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

CNPJ/MF n 09.250.729/0001-90

IRACEMATRANSMISSORA DE ENERGIA S.A.

NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES FINANCEIRAS - Em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em reais)

ativos financeiros reconhecidos pela Companhia so: caixa e equivalentes decaixa, concessionrias e permissionrias e ativo financeiro amortizvel. O saldode caixa e equivalente de caixa e concessionrias e permissionrias soclassificados como emprstimos e recebveis, pois representam ativos financeirosno derivativos com recebimentos fixos ou determinveis, porm no cotadosem mercado ativo. O saldo de ativo financeiro amortizvel classificadocomo ativos financeiros a valor justo por meio de resultado. Esses instrumentosfinanceiros ativos so mensurados pelo valor justo. Os juros, atualizaomonetria, variao cambial, menos perdas do valor recupervel, quandoaplicvel, so reconhecidos no resultado quando incorridos. Passivosfinanceiros no derivativos: Os principais passivos financeiros reconhecidosso: fornecedores - partes relacionadas e terceiros e emprstimos.Estes passivos financeiros no so usualmente negociados antes do vencimento.Aps reconhecimento inicial, os passivos financeiros so medidos pelo custoamortizado atravs do mtodo de juros efetivos. O saldo de emprstimos classificado como passivo financeiro no mensurado ao valor justo e reconhecidospelo seu custo amortizado, utilizando o mtodo da taxa de juros efetivos.O saldo de fornecedores de bens e servios necessrios s operaes daCompanhia, cujos valores so conhecidos ou calculveis, acrescidos, quandoaplicvel, dos correspondentes encargos, variaes monetrias e/ou cambiaisincorridos at a data dos balanos. Estes saldos tambm so classificados comopassivo financeiro reconhecido pelo custo amortizado. Desreconhecimento(baixa) dos ativos e passivos financeiros: Um ativo financeiro baixadoquando os direitos de receber fluxos de caixa do ativo expirarem e/ou quando aCompanhia transferiu os seus direitos de receber fluxos de caixa do ativo ouassumiu uma obrigao de pagar integralmente os fluxos de caixa recebidos,sem demora significativa, a um terceiro por fora de um acordo de repasse;e (a) a Companhia transferiu substancialmente todos os riscos e benefcios doativo, ou (b) a Companhia no transferiu nem reteve substancialmente todos osriscos e benefcios relativos ao ativo, mas transferiu o controle sobre o ativo. Umpassivo financeiro baixado quando a obrigao for revogada, cancelada ouexpirar. Quando um passivo financeiro existente for substitudo por outro domesmo mutuante com termos substancialmente diferentes, ou os termos de umpassivo existente forem significativamente alterados, essa substituio oualterao tratada como baixa do passivo original e reconhecimento de umnovo passivo, sendo a diferena nos correspondentes valores contbeisreconhecida na demonstrao do resultado. Ativos e passivos financeirosderivativos: A Companhia no mantm ativos ou passivos financeirosderivativos e no identificou contratos com caractersticas de derivativosembutidos separveis.

4. NOVOS PRONUNCIAMENTOS TCNICOS E INTERPRETAES

O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu as determinadasnormas que ainda no haviam entrado em vigor at a data da emisso dasdemonstraes financeiras. Enquanto aguarda a aprovao destas normasinternacionais pelo CPC, a Companhia est procedendo a sua anlisesobre os impactos desses novos pronunciamentos, caso haja, em suasdemonstraes financeiras.

5. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

2015 2014Caixa 579 579Bancos 1.215.454 215.651Aplicaes financeiras 2.129.010 4.194.342

3.345.043 4.410.572A Companhia estruturou as suas aplicaes financeiras por meio da participaoem CDBs e Fundos de Investimento que buscam alcanar seu objetivo por meio daaplicao de seus recursos preponderantemente em cotas de fundos deinvestimento e/ou fundos de investimento em cotas de fundos de investimento daclasse Referenciado. Tanto os CDBs como os fundos podem ter suas cotasresgatadas a qualquer tempo, com possibilidade de pronta converso semqualquer desgio para a Companhia em um montante conhecido de caixa, eoferecem uma remunerao atrelada taxa CDI.

6. TTULOS E VALORES MOBILIRIOS

2015 2014Conta reserva - Debntures 6.950.655 6.765.714

6.950.655 6.765.714Saldos apresentados como no circulante para atender as exigncias referente asgarantias reais do contrato de emisso de debntures (nota explicativa 10).Durante todo o prazo do contrato, a Companhia deve manter em favor da CaixaEconmica Federal (CEF) uma conta reserva, com recursos vinculados, no valorcorrespondente a seis vezes o valor da ltima prestao mensal de amortizaovencida do servio da dvida, incluindo pagamentos de principal, juros edemais acessrios decorrentes da dvida, acrescido de trs vezes o valor do custode operao e manuteno. O custo utilizado histrico, atualizadoanualmente. A movimentao dessa conta s pode ser realizada com autorizaoformal da CEF.

7. CONCESSIONRIAS E PERMISSIONRIAS

2015 2014A vencer 2.202.171 1.417.523Vencidas at 30 dias 5.863 11.395Vencidas at 60 dias 2.286 5.716Vencidas at 90 dias 20.556 8.273Vencidas h mais de 90 dias 640.962 528.406

2.871.838 1.971.313() PCLD (336.722) (512.316)

2.535.116 1.458.997Em funo do giro das contas a receber em curtssimo prazo, a Administraono constitui ajuste a valor presente para o referido saldo. De acordo com asnormas do agente regulador, a PCLD deve ser avaliada para saldos vencidosacima de 180 dias. A Administrao, por sua vez avalia as faturas vencidas acimade 180 dias de forma individualizada, e constitui a PCLD julgada necessria.Segue movimentao da PCLD:

2015 2014Saldo em 1 de janeiro (512.316) (84.607)Reverso 175.594 Adies (427.709)Saldo em 31 de dezembro (336.722) (512.316)8. ATIVO FINANCEIRO AMORTIZVEL

2015 2014Circulante 18.633.069 15.586.991No circulante 189.812.535 180.462.577

208.445.604 196.049.568Conforme contrato de concesso da Companhia (notas explicativas 1.1 e 1.2) aCompanhia reconheceu um recebvel de concesso de servio conforme o valoratual dos pagamentos mnimos anuais garantidos a serem recebidos do poderconcedente. A taxa utilizada pela Companhia para remunerar o ativo financeiroreflete o custo de oportunidade de um investidor poca da tomada de decisode investir nos ativos de transmisso, e apurado comparando o retornoesperado com o valor do investimento. As concesses das linhas de transmissode energia da Companhia so remuneradas pela disponibilidade de suasinstalaes de transmisso, integrantes da Rede Bsica e das demais Instalaesde transmisso, no estando vinculada carga de energia eltrica transmitida,mas sim ao valor homologado pela ANEEL quando da outorga do contratode concesso.

9. TAXAS REGULAMENTARES

2015 2014Reserva Global de Reverso (RGR) (i) 12.632 154.963Taxa de fiscalizao (TFSEE) (ii) 163.063 180.619Pesquisa e desenvolvimento (P&D) (iii) 440.111 320.762

615.806 656.344(i) RGR: Taxa criada pelo Decreto n. 41.019 de 26 de fevereiro de 1957 que tema finalidade de prover recursos para melhoria do servio pblico de energiaeltrica, financiamento de fontes alternativas de energia eltrica, estudos deinventrio e viabilidade de aproveitamentos de potenciais hidrulicos e paradesenvolvimento e implantao de programas e projetos destinados ao combateao desperdcio e uso eficiente da energia eltrica. Conforme art. 20 da Lei12.431 a vigncia desta taxa ocorrer at 2035. O pagamento dessa taxa regulamentado pelo artigo 1 da Resoluo da ANEEL n 23, de 5 de fevereiro de

1999, onde determina que as concessionrias e permissionrias do serviopblico de energia eltrica devem pagar Eletrobrs mensalmente valores tendocomo base em 2,5% do investimento e mantm a proviso de 2,5% da receitaoperacional regulatria. Possveis diferenas entre pagamento e provisoso ajustadas anualmente atravs de Despachos emitidos pela ANEEL.A Administrao da Companhia acompanha a emisso desses Despachos a fimde ajustar os valores pagos e reconhecidos no balano. (ii) TFSEE: Instituda pelaLei 9.427 de 1996, e regulamentado pelo Decreto 2.410, de 1997 pela ANEELcom a finalidade de constituir sua receita, para a cobertura do custeio de suasatividades. O percentual da taxa foi atualizado pela Lei 12.783 de 2013, onde foifixada alquota de 0,4%, que incide sobre o saldo da receita operacional lquidaregulatria. (iii) P&D: Conforme as Resolues ANEEL 316 de 2008 e 504 de2012, as concessionrias e permissionrias de servio pblico devem destinar,anualmente, 1% de sua receita operacional lquida regulatria para destinao projetos de pesquisa e desenvolvimento. Os saldos no aplicados soatualizados mensalmente pela taxa Selic, a partir do 2 ms subsequente ao seureconhecimento at o momento de sua efetiva realizao.

10. DEBNTURES

a) Total da dvida

Descrio IncioVenci-mento

Garan-tidor Encargos 2015 2014

CEF 11/2010 11/2035 (i)TR + spread

9% a.a. 117.810.017 118.372.772117.810.017 118.372.772

Circulante 6.912.240 6.287.500Nocirculante 110.897.777 112.085.272

117.810.017 118.372.772(i) Garantias: Contrato de alienao fiduciria da totalidade das aesrepresentativas do capital social da Companhia pelos seus atuais acionistas. Contrato de cesso fiduciria dos direitos creditrios oriundos dos contratos deconstruo, de prestao de servios de transmisso, de operao e manuteno ede conexo. Contrato de cesso fiduciria dos direitos emergentes da concesso. Carta de fiana bancria contratada com o Banco Bradesco S.A..b) Fluxos de pagamentos futuros da dvida (principal e juros):

Amortizao2016 6.912.2402017 1.083.3072018 2.166.6142019 3.008.7042020 - 2035 104.639.152

117.810.017c) Covenants: De acordo com as clusulas contratuais, a Companhia deveatender ao fluxo de caixa para pagamento da dvida no perodo dividido pelomontante de pagamentos de juros e amortizaes de principal no perodosuperior ou igual a 1,20 vezes. Em 31 de dezembro de 2015 e 2014 a Companhiaatingiu os ndices propostos.

11. IMPOSTOS DIFERIDOS PASSIVOS

2015 2014Impostos diferidos passivos 6.179.413 15.177.374

6.179.413 15.177.374Os saldos so referentes a: (i) registros contbeis da movimentao do ICPC 01(R1) - Contratos de concesso que ser realizado na proporo das operaesconsiderando a receita e custos de operao realizados e depreciao do ativoimobilizado da concesso; (ii) PIS e COFINS sobre a receita de construo(registrada de acordo com o CPC 17 - Contratos de Construo). Ser realizadade acordo com o recebimento da receita da referida obras (ativo imobilizado daconcesso).

12. PATRIMNIO LQUIDO

a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2015 e 2014, o capital social subscritoe integralizado da Companhia era de R$212.062.000, dividido em 212.062.000aes ordinrias nominativas subscritas e integralizadas, no valor nominal deR$1,00 cada. A composio do capital social subscrito da Companhia como sesegue:

2015 e 2014State Grid Brazil Holding S.A. 99,99%International Grid Holding Limited 0,01%

100%b) Reserva legal: A reserva legal constituda com base em 5% do lucro lquido doexerccio, observando-se os limites previstos pela Lei das Sociedades Annimas.A Companhia no constituiu reserva legal, visto que o lucro do exerccio absorveuprejuzos acumulados. c) Dividendos: Aos acionistas garantido estatutariamenteum dividendo mnimo obrigatrio de 50% do lucro lquido aps a destinao parareserva legal, calculado nos termos do artigo 202 da Lei das Sociedades por aesn 6.404/76. A Companhia no props dividendos visto que o lucro do exerccioabsorveu prejuzos acumulados.

13. RECEITA OPERACIONAL LQUIDA

2015 2014Receita operacional bruta 33.579.217 25.426.663Receita de operao e manuteno 4.737.565 3.167.037Remunerao dos ativos da concesso 26.193.286 22.051.766Receita de construo 2.648.366 Outras 207.860

Dedues da receita operacional (4.250.379) (2.290.023)PIS (corrente e diferido) (620.893) (292.065)COFINS (corrente e diferido) (2.859.868) (1.345.269)RGR (533.324) (400.301)P&D (185.691) (154.664)TFSEE (50.603) (97.724)

29.328.838 23.136.64014. CUSTO DA OPERAO

2015 2014Pessoal (1.803.728) (937.659)Material (i) (221.496) 961.420Servios de terceiros (686.869) (1.350.034)Arrendamentos e aluguis (80.516) (7.854)Seguros (19.695) (18.546)Tributos (117.380) (204.100)Custo de construo (2.648.366) Custo de operao e manuteno 4.919.326 (6.297.863)Outros (782.286) (851.418)

(1.441.010) (8.706.054)(i) Em 2014 tivemos um registro de crdito no valor de R$ 1.059.823 referentea ajuste de inventrio.

15. DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

2015 2014Pessoal (401.508) (59.401)Servios de terceiros (506.714) (338.740)Arrendamentos e aluguis (52.968) (60.817)Proviso 175.594 328.581Depreciao (80.405) (131.570)Gastos diversos (38.471) (55.394)Outros (86.301) (344.065)

(1.054.424) (661.405)16. OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS

2015 2014Rendas da prestao de servios 1.089.352 Tributos Sobre a Receita (123.384) Material (28.460) Servios de terceiros (10.704) Arrendamento e Aluguis (10) Depreciao (10.364) Outras despesas (33.519)

882.911 Nesse grupo so registradas receitas e despesas provenientes atividades novinculadas a concesso: Contrato de Prestao de Servio de Operao eManuteno (CPSOM) e Centro de Operao do Sistema (COS).

17. RESULTADO FINANCEIRO

2015 2014Receita financeira 1.207.906 1.245.185Receitas de aplicaes financeiras 1.203.849 1.244.115Outras receitas financeiras 4.057 1.070

Despesa financeira (12.782.389) (11.703.192)Juros sobre emprstimos (12.193.490) (11.560.527)Outras despesas financeiras (588.899) (142.665)

(11.574.483) (10.458.007)

18. CONCILIAO DE IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIO SOCIAL (IR E CS)

2015 2014Lucro antes do imposto de renda e contribuio social 16.141.832 3.311.174Alquota nominal (5.488.223) (1.125.799)Adies e excluses no dedutveis 15.983.451 (270.115)Outros 24.000 (1.826.724)Imposto de renda e contribuio social alquota efetiva 10.519.228 (3.222.638)

19. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

A Companhia mantm operaes com instrumentos financeiros. A administraodesses instrumentos efetuada por meio de estratgias operacionais e controlesinternos, visando segurana, rentabilidade e liquidez. A poltica de controle daCompanhia previamente aprovada pela Diretoria. Em 2015 e 2014, aCompanhia no registrou investimentos mantidos at o vencimento ou ativosfinanceiros disponveis para a venda. O valor justo dos recebveis no difere dossaldos contbeis, pois tm correo monetria consistente com taxas de mercadoe/ou esto ajustados pela proviso para reduo ao valor recupervel, assim, noapresentamos quadro comparativo entre os valores contbeis e justo dosinstrumentos financeiros. Todos os instrumentos financeiros da Companhiaesto classificados hierarquicamente no nvel 2. Os instrumentos financeirosconstantes do balano patrimonial apresentam-se pelo valor contratual, que prximo ao valor de mercado. Para determinao do valor de mercado foramutilizadas as informaes disponveis e metodologias de avaliao apropriadaspara cada situao.19.1. Classificao dos instrumentos financeiros por categoria:Ativos mensurados pelo valor justo Nota 2015 2014Caixa e equivalentes de caixa 5 3.345.043 4.410.572Ttulos e valores mobilirios 6 6.950.655 6.765.714Ativo financeiro amortizvel 8 208.445.604 196.049.568Ativos mensurados pelo custo amortizado Nota 2015 2014Concessionrias e permissionrias 7 2.535.116 1.458.997Passivos mensurados pelo custo amortizado Nota 2015 2014Debntures - terceiros 10 117.810.017 118.372.772Fornecedores - terceiros 545.460 306.546Fornecedores - partes relacionadas 20 4.441 4.27719.2. Gesto de risco: As operaes financeiras da Companhia so realizadaspor intermdio da rea financeira de acordo com uma estratgia conservadora,visando segurana, rentabilidade e liquidez previamente aprovada pela Diretoriado Grupo. Os principais fatores de risco de mercado que poderiam afetar onegcio da Companhia so: a) Riscos de mercado: A utilizao de instrumentosfinanceiros pela Companhia tem como objetivo proteger seus ativos e passivos,minimizando a exposio a riscos de mercado, principalmente no que dizrespeito s oscilaes de taxas de juros, ndices de preos e moedas. A Companhiano tem pactuado contratos de derivativos para fazer hedge contra esses riscos,porm, estes so monitorados pela Administrao da Companhia, queperiodicamente avalia a exposio da Companhia e prope estratgiaoperacional, sistema de controle, limites de posio e limites de crditos com osdemais parceiros do mercado. A Companhia tambm no pratica aplicaes decarter especulativo ou quaisquer outros ativos de riscos. b) Riscos de taxa dejuros: Os riscos de taxa de juros relacionam-se com a possibilidade de variaesno valor justo de seus emprstimos indexados a taxas de juros pr-fixadas, nocaso de tais taxas no refletirem as condies correntes de mercado. Apesar dea Companhia efetuar o monitoramento constante desses ndices, at o momentono identificou a necessidade de contratar instrumentos financeiros de proteocontra o risco de taxa de juros. c) Riscos cambiais: Os resultados da Companhiano esto suscetveis de sofrer variaes materiais em funo da natureza dasatividades da Companhia. Adicionalmente, a Companhia faz acompanhamentoperidico sobre sua exposio cambial e at o presente momento no identificoua necessidade de contratar instrumentos financeiros de proteo.d) Risco de crdito: O risco de crdito est relacionado a instituies financeiras(contrapartes) com as quais a Companhia possui ativos, o no cumprimento comsuas obrigaes contratuais, ocasiona perdas financeiras. Para minimizar essesriscos, as contrapartes selecionadas so de primeira linha, o que reduz apossibilidade de no cumprimento de obrigaes. Os riscos de crditosrelacionados s contas a receber (concessionrias e permissionrias) sominimizados em virtude dos contratos assinados entre o ONS, as transmissoras eos agentes participantes da rede bsica apresentarem garantias. Devido a isso, aempresa apresenta baixo nvel de atrasos nos recebimentos. E em caso deinadimplncia, a Companhia pode solicitar ao ONS o acionamento da garantiados contratos. e) Risco de liquidez: A Companhia acompanha o risco deescassez de recursos por meio de uma ferramenta de planejamento de liquidezrecorrente. O objetivo da Companhia manter o saldo entre a continuidade dosrecursos e a flexibilidade atravs de contas garantidas e financiamentosbancrios. A poltica a de que as amortizaes sejam distribudas ao longo dotempo de forma balanceada. A previso de fluxo de caixa realizada de formacentralizada pela Administrao da Companhia atravs de revises mensais.O objetivo ter uma gerao de caixa suficiente para atender as necessidadesoperacionais, custeio e investimento da Companhia.

20. PARTES RELACIONADAS

Os principais saldos com partes relacionadas apresentados em 31 de dezembrode 2015 e 2014 na Companhia decorrem de transaes junto a Controladora eempresas do Grupo, os quais so efetuados em condies usuais de mercado,os quais:20.1. Passivo

2015 2014Fornecedores - partes relacionadas (i) 4.441 4.27720.2. Resultado

2015 2014Despesa de aluguel (i) 52.968 25.091(i) O saldo de despesa de aluguel e fornecedores refere-se a despesas de alugueljunto a SGBH.

21. GESTO DO CAPITAL

A Companhia utiliza capital prprio e de terceiros para o financiamento de suasatividades, sendo que a utilizao de capital de terceiros visa otimizar e monitorarsua estrutura de capital e a ajusta considerando as mudanas nas condieseconmicas. O objetivo principal da Administrao de capital assegurar acontinuidade dos negcios e maximizar o retorno ao acionista. No houvealteraes quanto aos objetivos, polticas ou processos durante os exercciosfindos em 31 de dezembro de 2015 e 2014.

22. COBERTURA DE SEGUROS

A Companhia adota a poltica de contratar cobertura de seguros para os benssujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuaissinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscosadotadas, dada a sua natureza, no fazem parte do escopo de uma auditoria dedemonstrao financeira, consequentemente no foram examinadas pelosnossos auditores independentes. A cobertura de seguros contra riscosoperacionais composta por danos materiais e para responsabilidade civil,conforme:Ativo Tipo de cobertura 2015 2014Responsabilidade civil Risco civil 155.030 136.337Seguro patrimonial Risco operacional 18.181.248 18.181.248Veculos Carros 31.658 21.830

18.367.936 18.339.415

DIRETORIA

RELATRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAES FINANCEIRASRamon Sade Haddad - Diretor Presidente Murilo Magalhes Nogueira - Diretor Aldrea Giorgia Werneck - Contadora - CRC RJ-110226/O-6

AosAcionistas e Diretores daIracema Transmissora de Energia S.A.Rio de Janeiro - RJExaminamos as demonstraes financeiras da Iracema Transmissora deEnergia S.A. (Companhia), que compreendem o balano patrimonial em31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstraes do resultado, doresultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa,para o exerccio findo naquela data, assim como o resumo das principais prticascontbeis e demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeirasA Administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequadaapresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticascontbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que eladeterminou como necessrios para permitir a elaborao dessas demonstraesfinanceiras livres de distoro relevante, independentemente se causada porfraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentesNossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraesfinanceiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normasbrasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimentode exigncias ticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executadacom o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeirasesto livres de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obtenode evidncia a respeito dos valores e divulgaes apresentados nas demonstraesfinanceiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento doauditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraesfinanceiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliaode riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboraoe adequada apresentao das demonstraes financeiras da companhia paraplanejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias,mas no para fins de expressar uma opinio sobre a eficcia desses controlesinternos da companhia. Uma auditoria inclui, tambm, a avaliao da adequaodas prticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis

feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao dasdemonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada parafundamentar nossa opinio.OpinioEm nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresentamadequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial efinanceira da Iracema de Transmissora de Energia S.A. em 31 de dezembro de2015, o desempenho de suas operaes e os seus respectivos fluxos de caixapara o exerccio findo naquela data, de acordo com as prticas contbeisadotadas no Brasil.

Rio de Janeiro, 16 de maro de 2016

ERNST & YOUNGAuditores Independentes S.S. Glucio Dutra da SilvaCRC - 2SP 015.199/F-6 Contador CRC - 1RJ 090.174/O-4

28-03 State Grid (Balanco) C_2928-03 State Grid (Balanco) C_30