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__________________________________________________________________________________________ UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL Luiz Eduardo Cassol Daga UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS RESULTANTES DO PROCESSO EM BRITADORES DA REGIÃO DE CHAPECÓ NA CONFECÇÃO DA ARGAMASSA DE REVESTIMENTO Chapecó 2015

(Monografia I) Luiz Eduardo Cassol Daga

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Text of (Monografia I) Luiz Eduardo Cassol Daga

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    Carin Maria Schmitt. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2004

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    UNIVERSIDADE COMUNITRIA DA REGIO DE CHAPEC

    REA DE CINCIAS EXATAS E AMBIENTAIS

    CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

    Luiz Eduardo Cassol Daga

    UTILIZAO DE RESDUOS RESULTANTES DO PROCESSO EM BRITADORES

    DA REGIO DE CHAPEC NA CONFECO DA ARGAMASSA DE

    REVESTIMENTO

    Chapec

    2015

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga

    UTILIZAO DE RESDUOS RESULTANTES DO PROCESSO EM BRITADORES

    DA REGIO DE CHAPEC NA CONFECO DA ARGAMASSA DE

    REVESTIMENTO

    Monografia apresentada ao Curso de Engenharia

    Civil da Universidade Comunitria da Regio de

    Chapec, como parte dos requisitos para obteno

    do ttulo de Bacharel em Engenharia Civil.

    Orientador: M.a Andrea Giovana Foltran Menegotto

    Chapec

    2015

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

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    Dedico este trabalho principalmente a Deus e

    meus familiares que me agregam ensinamentos que

    consolidam um caminhamento adequado e seguro

    na elaborao do trabalho...

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    AGRADECIMENTOS

    Agradeo aos representantes do britador Bilhar pela ateno e dedicao para auxiliar na

    fundamentao, juntamente com a disponibilidade dos resduos gerados para o

    desenvolvimento das anlises.

    Agradeo a Instituio UNOCHAPEC pela disponibilidade cedida do laboratrio para

    ensaios e anlises necessrias, em paralelo os representantes e responsveis pelo mesmo que

    auxiliam nas atividades.

    Agradeo a Prof Andrea Giovana Foltran Menegotto, orientadora deste trabalho, pela

    disponibilidade e ateno cedida sempre que requisitada, pelo carter dedicado em auxiliar na

    consolidao dos fundamentos e ideologias que me guiaro na elaborao da atividade.

    Conhecimento que agregam valores para uma carreira profissional, levarei a gratido por seu

    conhecimento cedido para toda ao profissional.

    Em especial agradeo aos meus familiares e minha namorada por todo o apoio emocional que

    me consolidaram, uma segurana necessria para enfrentar as dificuldades e vencer mais uma

    etapa na vida.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

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    Sbio o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho a sua alma para reconhecer seus erros e

    fracassos e utiliza-los para plantar as mais belas

    sementes no terreno de sua inteligncia. Augusto Cury

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    RESUMO

    DAGA, Luiz Eduardo. UTILIZAO DOS RESIDUOS DO PROCESSO DE

    BRITADORES DA REGIO DE CHAPEC NA CONFECO DA ARGAMASSA

    DE REVESTIMENTO. Trabalho de Concluso (Graduao em Engenharia Civil)

    Curso de Engenharia Civil, UNOCHAPEC, Chapec, 2015.

    O senrio do desenvolvimento social demanda da construo civil uma produo elevada de

    matrias e instrumentos que consolidam as aes humana. Em contrapartida ao atendimento

    de toda a necessidade ocupacional, e infraestrutura urbana os processos na construo esto

    focados no abatimento das procuras de operao, deixando lacunas de carncia na referncia

    de qualidade e sustentabilidade dos processos produtivos. Nessa ideologia empregada

    construo civil destaque no consume do potencial ambiental, sincronicamente transforma o

    mesmo potencial ambiental em resduos que impactam o mesmo fator gerador do potencial.

    Dentro desse contexto, destacam-se as atividades que visam usar os mesmos resduos

    geradores de impacto ambiental como possvel material de produo para a demanda das

    necessidades sociais. No trabalho, ser estudada a substituio parcial de agregado mido em

    argamassas de revestimento por resduos gerados em processos de britadores em porcentagens

    de (10%, 20%, 30% e 50%), onde os mesmos sero analisados sobre atributos de uma

    argamassa referncia com padres comercias da cidade Chapec.

    Palavras-chave: Sustentabilidade. Impacto ambiental. Resduos.

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    LISTA DE FIGURAS

    Figura 01: Coeficiente de absoro em relao ao substrato....................................................20

    Figura 02: Ao do Teor de Aditivo na Reteno de gua.....................................................21

    Figura 03: Classificao quanto consistncia......................................................................23

    Figura 04: Absoro de gua em blocos cermico e de concreto ao longo do tempo..........25

    Figura 05: Relao Aglomerante e Agregada em massa na perda de gua..........................26

    Figura 06: Perda de gua em relao espessura do substrato.............................................26

    Figura 07: Retrao em relao a quantidade de adio de cal.............................................27

    Figura 08: Esboo do ensaio de aderncia por trao...........................................................37

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    LISTA DE TABELAS

    Tabela 01: Limites de distribuio granulomtricos do agregado mido.................................16

    Tabela 02: Limites de resistncia trao de emboo e camada..............................................23

    Tabela 03: Porcentagem de resduos formada no processo construtivo...................................28

    Tabela 04: Abertura de malhas para ensaios de peneiramento.................................................32

    Tabela 05: Quantidade mnima por amostra.............................................................................33

    Tabela 06: Cronograma da atividade........................................................................................39

    Tabela 07: Oramento...............................................................................................................40

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    LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    ABNT - Associao Brasileira de Normas Tcnicas

    NBR Norma Brasileira

    MPa Mega Pascal

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    SUMRIO

    1. INTRODUO ................................................................................................................ 10

    1.1 DELIMITAO DO PROBLEMA ................................................................................... 11

    1.2 OBJETIVOS ....................................................................................................................... 11

    1.2.1 Objetivo geral ................................................................................................................. 11

    1.2.1 Objetivos Especficos ..................................................................................................... 11

    1.3 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................... 12

    2 REVISO BIBLIOGRFICA ........................................................................................... 14

    2.1 ARGAMASSAS PARA REVESTIMENTO ..................................................................... 14

    2.1.1 Histrico ......................................................................................................................... 14

    2.1.2 Materiais Constituintes da Argamassa ........................................................................ 14

    2.1.2.1 Cimento ....................................................................................................................... 14

    2.1.2.2 Agregado Mido ......................................................................................................... 15

    2.1.2.3 Aditivos ........................................................................................................................ 17

    2.1.3 Propriedades da Argamassa ......................................................................................... 18

    2.1.3.1 Trabalhabilidade ........................................................................................................ 18

    2.1.3.2 Reteno de gua ....................................................................................................... 19

    2.1.3.3 Plasticidade e Consistncia ........................................................................................ 21

    2.1.3.4 Aderncia Inicial ......................................................................................................... 22

    2.1.3.5 Retrao ....................................................................................................................... 24

    2.2 IMPACTOS AMBIENTAIS DA MINERAO .............................................................. 26

    2.3 TRABALHOS CORRELADOS ........................................................................................ 29

    2.4 ENSAIOS LABORATORIAIS .......................................................................................... 32

    2.4.1 Anlise Granulomtrica ................................................................................................ 32

    2.4.2 Absoro de gua por imerso .................................................................................... 33

    2.4.3 ndice de Vazios ............................................................................................................. 34

    2.4.4 Determinao da resistncia compresso do corpo de prova de argamassa ......... 34

    2.4.5 Determinao da resistncia trao por compresso diametral de corpos prova 34

    2.4.6 Determinao da resistncia aderncia por trao. ................................................ 35

    3. PROCEDIMENTOS METODOLGICOS .................................................................... 37

    4. CRONOGRAMA ................................................................................................................ 39

    5. ORAMENTO ................................................................................................................... 40

    REFERNCIAS..................................................................................................................... 41

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    1. INTRODUO

    Dcadas atrs a natureza era um elemento apenas explorado pela ao humana para suprir as

    necessidades vivenciadas, em paralelo ao aumento das necessidades social, as operaes de

    consumo do potencial ambiental vm aumentando, em contrapartida esse aumento vem sendo

    sentida pela natureza que est sendo degradada em aes que no complementa com seu ciclo

    de renovao.

    Em resultado desses fatores, surgiram indicadores de reao da natureza com a ao sofrida,

    fatores climticos e ambientais passaram a ser imprevisveis, sinistros passaram a se tornarem

    mais constante, controle e disposio da estrutura de consumo humano passou a se tornar

    preocupante nas demandas atuais e imprevisveis para geraes futuras. No contexto atual, a

    natureza deixou de ser tratada somente pelo aspecto predatrio humano e comeou a discutir a

    relao do homem com o meio.

    As abordagens dos impactos sociais aumentam conforme os mesmos resultam em problemas

    aos geradores. Solues ou aes amenizadoras j esto sendo adotadas, ou administradas

    para garantir uma convergncia do avano social sem resultar efeitos no ambiente.

    Nessa compreenso das necessidades de atuao humana, a engenharia se torna fator

    dominante de mudana de carter. Salvo sua ao na economia mundial, o mesmo

    responsvel por geral maior impacto, tanto em processos extrativos, execuo e

    principalmente na gerao de resduos.

    J existem muitos trabalhos que demostram caminhos a seguir para uma finalidade mais

    sustentvel dentre os processos de construo, que pode ao mesmo tempo atender com

    propriedades satisfatrias, amenizando os impactos.

    Uma maior atuao das leis e normas reguladoras ao ponto de que levem a concepo da

    preservao ambiental, social e cultural pode auxiliar no processo de transformao cultural

    empregada na atividade de construes.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

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    O fundamento do trabalho indicar a possibilidade de reutilizar resduos gerados pelo

    processo em britadores como possibilidade de substituir o agregado mido, que vem sendo

    muito explorado em ritmo agressivo nos ltimos anos.

    A aceitao do mesmo feito em forma de determinar caractersticas como resistncia a

    compresso e aderncia, para analisar a prudncia de aceitao da mesma como material. A

    receptividade no mercado vai depender da capacidade de atender a demanda do mercado, em

    pensamentos consumistas.

    O Planeta indica e pede iniciativas sustentveis, o homem como instrumento de ao deve

    gerir um novo processo para alimentar a necessidade social, respeitando as nossas riquezas

    naturais.

    1.1 DELIMITAES DO PROBLEMA

    A substituio com resduos gerados no processo em britadores na confeco da argamassa de

    revestimento vai alterar alguma caracterstica da mesma possibilitando desencadear uma nova

    composio com melhor qualidade ou viabilidade econmica?

    1.2 OBJETIVOS

    1.2.1 Objetivo geral

    Verificar a influncia que a variao do trao volumtrico com a substituio parcial crescente

    de resduos gerados no processo de britagem apresenta sobre as principais caractersticas da

    argamassa de revestimento, a fim de buscar melhorar sua qualidade de aplicao.

    1.2.1 Objetivos Especficos

    - Caracterizar granulometricamente os resduos gerados no processo de um dos britadores da

    regio de Chapec.

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    - Confeccionar diferentes traos em porcentagem volumtrica e granulomtrica, analisando os

    resultados mecnicos e fsicos gerados em ensaios sobre os mesmos.

    - Comparar os resultados dos ensaios de trabalhabilidade, compresso e trao (arrancamento)

    e aderncia com padres estabelecidos em normas regulamentadoras NBR 7200 (ABNT,

    1998) e NBR 13281(ABNT, 2001) e com resultados de argamassas convencionais

    encontradas em disponibilidade na regio de Chapec.

    - Analisar nos dados fornecidos nos ensaios uma possvel reduo financeira resultante da

    produo com adio dos resduos de britadores.

    - Pesquisar em usinas produtoras na regio de Chapec a utilizao de resduos de britadores

    na confeco da argamassa e a quantidade e caracterizao volumtrica do mesmo.

    1.3 JUSTIFICATIVA

    Juntamente com o avano e o desenvolvimento da sociedade, cada vez mais estamos

    explorando o potencial ambiental, recursos naturais vem se tornando escassos ou

    preocupantes para geraes futuras. Todos esses consumos de recursos em um processo de

    desenvolvimento geram resduos e elementos que afetam a prpria estrutura e o ciclo

    ambiental.

    A construo civil nesse aquecimento do desenvolvimento, por sua estrutura artesanal pouca

    desenvolvida de atuao, torna-se protagonista do consumo de recursos e criao de resduos

    de impacto ambiental e social.

    O concreto e argamassa so elementos caractersticos de todo esse processo, como

    componentes principais desses elementos os agregados (areia, brita, aditivos) esto cada vez

    mais sofrendo e gerando impactos ambientais. Estudos afirmam que toneladas de agregados

    so consumidas para produo de concreto e ao mesmo expoente de consumo vo sendo

    gerados elementos inservveis que impactam a sociedade.

    Cabe nova formao profissional tomar iniciativas viveis ao desenvolvimento. Nesta

    mentalidade vem surgindo mtodos de produo onde so reutilizados resduos provenientes

    de processos de transformaes de matrias primas ou propriamente elementos inservveis

    como substitutos parciais para a elaborao de concretos e argamassas na construo civil,

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

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    com finalidades de diminuir o impacto do consumo de recursos e aumentar o consumo de

    resduos antes descartveis.

    Nessa linha de pensamento destacam-se os trabalhos de Andrioli (2007), Secco (2013) e

    Oliveira (2013) que elaboraram artigos com possibilidades fundamentadas e aprovadas

    tecnicamente na reutilizao de materiais inservveis ou pouco utilizados na confeco de

    elementos na construo civil, ademais destacam nos trabalhos a ao da minimizar a ao da

    falta de destinos dos materiais utilizados.

    A reutilizao desses resduos como componentes em argamassas de revestimento pode surgir

    como uma nova estrutura para a construo civil, limitando o consumo principalmente de

    agregados midos e fornecendo um reuso a um resduo antes inservvel as aes humanas.

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    2 REVISO BIBLIOGRFICA

    2.1 Argamassas para Revestimento

    2.1.1 Histrico

    Segundo Alvarez (2005), em suas contribuies no primeiro Congresso Nacional de

    Argamassa em Portugal constam, que a necessidade do homem de sobrevivncia fez com que

    nos primrdios utilizasse aglomerados de terra umedecida com folhas para proteo em

    dormitrios temporrios, com o descobrimentos de ao de elementos o sistema foi evoluindo

    ate ser criado uma mistura com potencial argamassas.

    H testemunhos VIII a.C em Yftahel, Galileia, hoje estado de Israel. As indicativas veem de

    simples misturas de cal ou gesso como ligante de matrias ou na prpria modelao de

    detalhes em estatuas e monumentos. Segundo o mesmo a produo era familiar e se dissipava

    de hora em diante para vrios povos, cada um com segmentos particulares de cultura para

    suas utilizaes.

    De acordo com Carasek (2007) o sistema se concedeu um meio construtivo posterior ao

    dos romanos, quando os homens tiveram a ideia de misturar materiais aglomerantes, a

    pozolana (cinzas vulcnicas) de modo a criar um material utilizado principalmente em

    revestimento de suas estruturas de moradias. leos, gorduras animais e at mesmo sangue

    eram utilizados para melhorar propriedades.

    No Brasil, a argamassa passou a ser utilizada no primeiro sculo para assentamento de

    alvenaria de pedra. A cal utilizada na argamassa era obtida atravs da queima de conchas e

    mariscos. O leo de baleia era tambm muito utilizado como aglomerante nas argamassas

    empregadas (Westphal, 2004).

    2.1.2 Materiais Constituintes da Argamassa

    2.1.2.1 Cimento

    Segundo Varela, Vieira (200?) os romanos foram os primeiros a usar misturas de cal, areia e

    pedra lascada com gua como materiais de construo. A fragilidade de estruturas fez com

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    revestimento.

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    que os mesmo experimentassem outras composies para composio dos elementos

    estruturais, foi ento onde descobriram que determinadas rochas vulcnicas podem adquirir

    uma maior resistncia com adio de cal na reao com a gua. As propriedades hidrulicas

    obtidas pelas mistura dos romanos foi explicada por Louis Vicat em 1817, onde elaborou uma

    teoria da hidraulicidade detalhando proporcionalmente as quantidades necessrias de calcrio

    e slica para um melhor aglutinante hidrulico.

    Ainda segundo o autor no ano de 1846 surge a primeira indstria cimento graas s novas

    tecnologias que possibilitaram a criao em massa para atender o mercado, tornando o setor

    elementos comercial.

    De acordo com Tutikian, Helene (2011) no Brasil os estudos do cimento iniciou com as

    instalaes mais avanadas na Escola Politcnica da Universidade de So Paulo (EPUSP) em

    1899. A partir de 1920 com as novas projees tecnolgicas e desenvolvimento social, o

    concreto armado passou a ser presente em grande escala, totalizando praticamente uma

    soberania de mercado no desenvolvimento urbano, entrando em consequncia a necessidades

    de indstrias de cimento no Brasil.

    O cimento tem caractersticas de aumentar o comportamento mecnico, mas em teores autos

    o mesmo acaba se tornando nocivos por aumentar retraco aumentada. (NASCIMENTO et

    al. 200?)

    2.1.2.2 Agregado Mido

    Nos relatos histricos por Zanette (200?), os mais antigos dados relacionados ao uso da areia

    na construo civil, aparecem no sitio arqueolgico de Tell Mureybet (atual Sria) onde foram

    encontradas casas construdas com areia comprimida.

    Segundo o mesmo, os romanos aperfeioaram a argamassa, consolidando o uso da areia como

    agregado e do cimento pozolmico como aglomerante, formando uma massa de alta

    plasticidade, fcil de moldar e que aps endurecimento ganha resistncia e durabilidade,

    alavancando a construo civil.

    Para NBR 7211 (ABNT, 2005, p. 3), agregados midos so cujos gros passam pela peneira

    com abertura de malha de 4,75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150

    m, em ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR NM 248, como mostra a tabela 1 da

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    NBR 7211 (ABNT, 2005) que indica limites de distribuio granulomtrica do agregado

    mido.

    Tabela 01: Limites de distribuio granulomtricos do agregado mido.

    Peneira com

    abertura de malha

    Porcentagem, em massa, retida acumulada.

    Limite Inferior Limite Superior

    Zona

    utilizvel

    Zona

    tima

    Zona

    tima

    Zona

    Utilizvel

    9,5mm 0 0 0 0

    6,3mm 0 0 0 7

    4,75mm 0 0 5 10

    2,36mm 0 10 20 25

    1,18mm 5 20 30 50

    600 um 15 35 55 70

    300um 50 65 85 95

    150 um 85 90 95 100

    NOTA 1: Mdulo de finura na zona tima varia de 2,20 a 2,90

    NOTA 2: Mdulo de finura a zona utilizvel inferios varia de 1,55 a 2,20

    NOTA 3:Mdulo de finura a zona utilizvel superior varia de 2,9 a 3,5

    Fonte: adaptado da NBR 7211 (ABNT, 2005)

    Para Cincontto, John, Carneiro (1997) uma argamassa constituda com areia de granulometria

    uniforme vai interferir na trabalhabilidade. A alta uniformidade vai resultar em um

    enrijecimento, dificultando o deslizamento dos gros, sendo determinante o estudo de uma

    uniformidade tima para a confeco das argamassas.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

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    Para Pandolfo, Masuero, Tiecheros (2005) os finos da areia aumentam muito a demanda de

    gua para obter a trabalhabilidade adequada, com isso elevam a reteno de gua e absoro

    capilar. Segundo o mesmo, nveis de granulometria prevalentemente de finos no resulta em

    maiores resistncia, a resistncia estaria ligada a mxima compacidade, e que era conseguida

    com uma granulometria descontnua (gros finos e grossos).

    Em contraposto Guacelli (2013) afirma que as argamassas produzidas com areia britada de

    rocha calcria com 6,0% de finos apresentaram menor teor de ar aprisionado, menor

    densidade de massa aparente, melhorando o empacotamento da mistura gerando maiores

    resistncias compresso e trao na flexo que argamassas de areia britada com 0,7% de

    finos, tendo o aumento de finos uma melhora nas propriedades.

    2.1.2.3 Aditivos

    Segundo a NBR 13529 (ABNT, 1995), adies so materiais inorgnicos naturais ou

    industriais finamente divididos, adicionados s argamassas para modificar as suas

    propriedades e cuja quantidade levada em considerao no proporcionalmente.

    Para Monte, Uemoto, Selmo (2003), as argamassas industrializadas da construo civil cada

    vez mais fazem uso de aditivos e adies em sua composio, objetivando economia e

    obteno de propriedades especiais. Particularmente, os aditivos incorporadores de ar IAR

    so muito empregados nas argamassas industrializadas de mltiplo uso, e estas por sua vez

    so bastante usadas em revestimentos.

    Nos estudos de patologia em revestimentos por Carasek (200?), um dos aditivos mais

    empregados para argamassas, seja de revestimento seja de assentamento, o incorporador de

    ar. Trata-se de um produto que, adicionado em pequena quantidade argamassa, capaz de

    formar microbolhas de ar, homogeneamente distribudas na argamassa, conferindo-lhe

    principalmente melhor trabalhabilidade e reduo do consumo de gua de amassamento, o

    que pode ajudar a reduzir o risco de fissurao.

    No entanto, para o mesmo, estes aditivos devem ser empregados com cautela, pois, se o ar for

    incorporado em teores muito elevados, isto pode prejudicar a aderncia da argamassa com o

    substrato, Geralmente, argamassas com teores de ar acima de 20%-25% podem representar

    problemas para os revestimentos. Outro problema relacionado aos aditivos, no entanto, bem

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    menos frequente, so os pigmentos de baixa qualidade, os quais podem reagir cal dos

    aglomerantes, produzindo sais solveis, que ocasionam manchas ou descolorao nos

    revestimentos.

    Na anlise da influncia dos aditivos na argamassa por Alves (2002) constam, que o teor de ar

    incorporado vai influenciar diminuindo a consistncia e resistncia das argamassas, mas por

    melhorar a trabalhabilidade possvel diminuir a relao gua/cimento equilibrando a

    resistncia pela menor quantidade de gua.

    2.1.3 Propriedades da Argamassa

    2.1.3.1 Trabalhabilidade

    Considera uma argamassa trabalhvel, quando no segrega ao ser transportado, no endurece

    rapidamente, distribui-se pela superfcie, facilitando preencher as reentrncias do substrato, e

    facilmente manuseada pelo profissional, e permanece plstica por tempo suficiente para que

    seja aplicada no substrato. Os principais fatores que aumentam o grau de trabalhabilidade a

    adio de bolhas de ar e cal (SILVA et al. BARROS, PILEGGI, JOHN, 2005).

    Elucidado por Krger, Souza, Konofal (2013), uma propriedade muito ligada

    trabalhabilidade a coeso. A falta de coeso da mistura pode acarretar a desagregao dos

    materiais, ideal que se apresenta coeso e trabalhabilidade adequadas. Coeso aquele que se

    apresenta homogneo e sem separao de materiais da mistura em todas as fases de sua

    utilizao. A coeso depende muito da proporo de partculas finas na mistura. A grande

    quantidade de finos presentes nos agregados envolvem as partculas de cimento com prejuzo

    s propriedades, o excesso desses materiais pulverulentos exige a adio de uma quantidade

    maior de gua para manter a trabalhabilidade.

    No estudo da influencia das propriedades da cal na argamassa Coelho, Torgal, Jalali (2009)

    determinam que referente trabalhabilidade a cal com teores de 0,15% influencia para uma

    trabalhabilidade estvel, para adies acima de 0,2% o slump j comea a ser indeterminvel

    por tal efeito da adio. O efeito da cal atribudo em propores menores que outros aditivos

    como incorporador de ar que proporciona melhoras de trabalhabilidade em propores acima

    de 0,15%.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    19

    Afirmado por Silva, Barros, Pileggi, John (2005), a facilidade com que a argamassa

    espalhada est fundamentalmente relacionada com os fenmenos de movimentao e de

    lubrificao existentes entre suas partculas internas. Para argamassa industrializada a

    lubrificao realizada pela presena de bolhas de ar (ao adicionar incorporador de ar), para

    argamassa tradicional principalmente pela presena de partculas de gua, sendo melhorada

    pela adio da mesma.

    Ambas (bolhas de ar e partculas de gua) possuem um atrito superficial baixo e elasticidade

    elevada favorecendo a mobilidade da argamassa quando uma tenso de deformao for

    aplicada. A quantidade de partculas de gua est relacionada com a quantidade de rea

    superficial requerida para ser molhada.

    2.1.3.2 Reteno de gua

    Determinado por Bauer (2007), a reteno de gua corresponde propriedade que confere

    argamassa a capacidade de no alterar sua trabalhabilidade, mantendo-se aplicvel por um

    perodo adequado de tempo quando sujeita a solicitaes que provoquem perda de gua, seja

    ela por evaporao, suco do substrato ou reaes de hidratao entre os componentes em

    mistura.

    No estudo da influencia da preparao do substrato na reteno de gua por Carasek,

    Antoneli, Cascudo, Teixeira, Linhares, Juc e Scartezini (2002) foi determinado que

    superfcies influenciem na absoro de gua dos revestimentos, revestimentos em substratos

    sem preparao ou com simples composies como de cal ou chapisco pobre vo resultar em

    maior absoro que em revestimento com superfcies preparadas com chapiscos mais ricos

    com polmeros (PVA e SBR) devido ao menor numero de poros gerado pela ocupao dos

    polmeros.

    Outra informao importante citada a diferena de absoro em blocos e juntas de

    assentamentos, em todos os substratos de blocos obtero menor reteno de gua que as

    juntas, e a influencia dos polmeros ocasiona menor nos blocos em relao s juntas, a

    diferena de reteno de gua nos blocos e juntas pode ocasionar manchas de umidade,

    marcando as juntas nos revestimentos. A relao de absoro no substrato fornecida na

    figura 01 referente aos ensaios realizados pelos autores.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    20

    Figura 01: Coeficiente de absoro em relao ao substrato

    Fonte: por Carasek, Antoneli, Cascudo, Teixeira, Linhares, Juc e Scartezini (2002)

    Para Bauer (2007) o aumento da reteno de gua da argamassa pode ser conseguido de vrias

    maneiras. Uma delas aumentar o teor de materiais constituintes com elevada rea especifica.

    Em tratando de aumentar a rea especifica dos materiais, apresenta-se como proposio mais

    usual a utilizao de saibro e cal na argamassa. Esses materiais possuem partculas finas,

    proporcionando elevada rea especifica, consequentemente, a rea a ser molhada maior,

    aparecendo tenses que tende a manter a gua nas partculas.

    Para o autor a outra forma de aumentar de aumentar capacidade de reteno de gua da

    argamassa utilizar aditivo cujas caractersticas impedem a perda da mesma, os aditivos so

    polmeros na forma de solues e ps que solveis em gua aumentam sua reteno. Os

    principais aditivos so os teres de celulose que em materiais a base de cimento por sua

    natureza (cadeia qumica) fica as molculas de gua em suas molculas, aumentando a

    reteno e a viscosidade. A figura 02 mostra a ao do teor de aditivo na reteno de gua, a

    figura representa um grfico com analise feito pelos autores.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    21

    Figura 02: Ao do Teor de Aditivo na Reteno de gua

    Fonte: Bauer (2007)

    2.1.3.3 Plasticidade e Consistncia

    A trabalhabilidade uma propriedade difcil de determinar um padro adequado para

    aplicaes, a trabalhabilidade depende e explicada por duas propriedades importantes e que

    podem ser determinadas em ensaios de plasticidade e consistncia. A plasticidade a

    propriedade a qual a argamassa tende a manter-se deformada aps a retirada das tenses. A

    consistncia a maior ou menor facilidade da argamassa deformar-se sob a ao de cargas

    (BAUER, 2008).

    Para Carasek (2007) as argamassas podem ser classificadas conforme a sua consistncia, que

    tem referencia na relao da mistura de agregado mido com aglomerante, indicado conforme

    a figura 03.

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    22

    Figura 03: Classificao quanto consistncia.

    Fonte: Carasek (2007)

    Na analise por Silva, Barros, Pileggi, John (2005) avaliando argamassas industrializadas com

    bolhas de ar incorporadas e argamassas tradicionais lubrificadas somente com gua, foi

    notvel a diferena de consistncia nas mesmas, as argamassas industriais necessitavam uma

    fora para deformao bem menor, no mtodo de ensaio squeeze o valor da fora para

    deformao chegou a 100 vezes maior para argamassas tradicionais.

    2.1.3.4 Aderncia Inicial

    Designado por Siqueira (2014), aderncia a capacidade do revestimento de se aderir ao

    substrato. uma combinao entre a resistncia de aderncia trao e ao cisalhamento, tanto

    na interface argamassa e substrato, quanto no corpo da argamassa.

    Para Bauer (2007), as propriedades mecnicas do substrato, particularmente dos elementos

    que compem a alvenaria e a estrutura, so fundamentais uma vez que influem nas

    caractersticas de suporte e ancoragem para o sistema de revestimento. A porosidade do

    substrato influencia na aderncia inicial por permitir maior suco da gua da argamassa, a

    pesquisa mostra que para substrato de concreto em 30 minutos 50% da gua da argamassa

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    23

    pode ser perdida. evidenciado tambm que a textura do substrato importante na aderncia,

    por aumentar a superfcie de contato entre as argamassas e os meios de ancoragem.

    Analisado por Pvoas, John, Cincotto (2002), a ao externa do ambiente tem influencia

    sobre a aderncia de modo em que o substrato perde gua por evaporao, Esse comprovante

    foi determinado em ensaios onde pequenas dosagens de argamassa especificada em massa de

    gua foram expostas sobre laminas de vidro que no retm gua por suco, sendo analisada a

    massa de gua a cada 5 minutos por durante 25 minutos, no final do perodo observou uma

    perda de 1,11% que influencio na aderncia em testes com as mesmas dosagens.

    Segundo Bauer (2007) o chapisco um meio usual de aumentar a aderncia do revestimento

    com o substrato, pelo aumento da superfcie de contato e por delimitar a perda de gua das

    argamassas para o meio de aderncia. necessrio fazer a aderncia do chapisco ao substrato

    antes de fazer os processos de ancoragem do revestimento, muito comum usar polmero

    adesivo (latez acrlico ou estireno-butadieno) para melhorar a aderncia entre chapisco e

    substrato, em contraposto esse processo pode gerar problemas.

    O alerta segundo o autor se promove por ao mesmo tempo em que aumenta a aderncia entre

    chapisco e substrato os polmeros em quantidades elevadas podem formar filmes que

    obstruem a comunicao entre chapisco e revestimento, contendo um chapisco com alta

    aderncia com o substrato, mas o revestimento com falhas de ancoragem no chapisco.

    A NBR 13479 (ABNT, 1996) determina limites de resistncia trao de emboo e camadas

    nicas aplicadas sobre a parede, e os dados so indicados na tabela 02.

    Tabela 02: Limites de resistncia trao de emboo e camada nica.

    Fonte: NBR 13479 (ABNT, 1996).

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    24

    2.1.3.5 Retrao

    Pelas atribuies de Silva (2006), a retrao o fenmeno de perda de volume da argamassa,

    que se da principalmente por perda de gua, de maior parcela para o substrato, mas sofre

    tambm pela ao natural de evaporao e pela reao qumica de hidratao dos

    componentes, cimento e cal.

    Na analise por Bauer (2007) o substrato fator determinante na modelao das propriedades

    da argamassa de revestimento, o fator da perda de gua para o mesmo vai interferir em nveis

    de retrao. Considerado pelo autor tambm a tipologia de substrato vai interferir na absoro

    de gua pela diferentes propriedades dos poros contidos (distribuio, dimetro, estrutura).

    Comprovao foi feita pelo autor no comparativo de perda de gua em blocos de concreto e

    blocos cermicos como ilustrado na figura 04.

    Figura 04: Absoro de gua em blocos cermico e de concreto ao longo do tempo

    Fonte: Bauer (2007)

    Destacado por Bastos (2001), a composio da argamassa influencia em sua retrao nas

    consideraes referente a partculas finas. Considerado pelo autor a presena de finos aumenta

    a reteno de gua por proporcionar maior rea de contato de partculas solidas com a gua e

    por ocupar melhor os espaos diminuindo os poros que permitem perdas. Sendo essas

    consideraes, apresentada a figura 5 do autor um grfico de perda de gua na relao

    aglomerante e agregado e uma pasta pura em massa na perda de gua.

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    revestimento.

    25

    Figura 05: Relao Aglomerante e Agregada em massa na perda de gua

    Fonte: Bastos (2001)

    Seguindo as consideraes do mesmo outro fator importante de perda de gua a evaporao,

    em relao a esse fenmeno destacado que a espessura de revestimento tem influencia de

    modo que em espessura menores acontecem secagens mximas por evaporao, em

    espessuras maiores a evaporao tem maiores efeitos em camadas superficiais, esse fator

    evidenciado na figura 6.

    Figura 06: Perda de gua em relao espessura do substrato.

    Fonte: Bastos (2001)

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    Na analise da relao da cal com a argamassa por Bastos, Cincotto (2001), relata que a cal

    apesar do seu poder de reter gua no foi capaz de impedir que outras propriedades tivessem

    maiores influencia sobre a retrao, ensaios com diferentes quantidades de adio de cal e

    mantendo a relao gua/aglomerante, observaram-se relaes determinada na figura 07.

    Figura 07: Retrao em relao a quantidade de adio de cal

    Fonte: Bastos, Cincotto (2001)

    Ainda segundo o estudo do autor a retrao tem influencia no seu estado fresco pela umidade

    contida nos substratos, em ensaios com substratos de blocos cermicos com umidade 100%,

    50% e substrato seco, foi determinado que o substrato seco por suco absorve maior volume

    de gua, consequentemente resultando em maior retrao.

    2.2 Impactos Ambientais da Minerao

    Elucidado por Lelles, Silva, Griffith, Martins (2005) as atividades de extrao mineral so

    importantes para o desenvolvimento social, principalmente pelas adoes dos mtodos

    construtivos atuais. No perodo pelo levantamento cerca de 2000 empresas se dedicam a

    extrao de areia no Brasil, na sua grande maioria (60%) so pequenas empresas familiares

    com produes menores de 10.000t/ms.

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    revestimento.

    27

    Seguindo a analise dos autores a demanda pela crescente das cidades torna o conflito entre

    produo e impactos sociais cada vez mais importantes na extrao da areia, atravs de um

    check list o autor levantou impactos gerados pelo processo em todas as fases, desde os

    estudos inicias de adoo de projeto e potencial da rea at nas aes de recuperao do

    ambiente. Aproximadamente 73% dos impactos foram considerados negativos pelas aes ao

    ambiente, e 27% positivos por retratar poderes socioeconmicos como gerao de renda e

    trabalho.

    No trabalho de Rufino, Farias (2008) contam, que a degradao provocada pela minerao da

    areia no curso do rio Paraba se da principalmente de forma manual por pratica de aes

    familiares. Todo o processo feito de forma ilegal sem registros para a extrao, processado

    assim, sem nenhum estudo de instalao, aquisies, infraestrutura, estudo de impactos

    ambientais, e praticas de recuperao do ambiente. O processo resulta em impactos nas

    alteraes no lenol fretico, no sistema de drenagem, na fauna e flora, modificao da

    paisagem e problemas socioeconmicos por no ser licenciada, e no possuir uma

    qualificao no processo para resultar em qualidade do produto.

    Ainda sobre o mesmo curso de extrao analisando impactos hdricos por Thomas, Gomes

    (200?), no processo de retirada da areia dos leitos a composio de transporte 40% areia e

    60% gua, com o processo de bombeamento vai ocorrer o rebaixamento do leito do rio,

    resultado do bombeamento a porcentagem de areia fica retida nos mecanismos, j a gua volta

    ao curso juntamente com os finos, sem seguir procedimentos necessrios.

    Como procedimentos citados pelos autores a Resoluo n 42 da Secretaria de Estado do

    Meio Ambiente de So Paulo, onde especifica as exigncias para que na devoluo ao corpo

    hdrico o efluente dever ser encaminhado a uma bacia de decantao, visando a

    sedimentao dos resduos slidos e a clarificao da gua e a adoo de procedimentos

    operacionais que objetivem mitigar os impactos provocados pela atividade.

    Nos estudos de Oliveira (2007), a ao da extrao de areia na bacia do rio So Joo (RJ)

    proporciona nveis elevados de transporte e deposio de partculas no seguimento do fluxo

    do rio, oque est alterando a configurao do leito do rio, onde o aumento da extrao esta

    ocasionando a retificaes do fluxo.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    28

    Estudos de Gomes, Palma, Silva (2001) relatam que as atividades de minerao no mar

    podem causar diversos tipos de impactos ambientais aos ecossistemas marinhos,

    principalmente devido destruio de habitats, que um dos principais fatores que causam o

    declnio do nmero de espcies em todo o globo. A principal extrao de areia e calcrio

    que alm de interferir diretamente no fundo submarino, as atividades de minerao podem

    causar um aumento da turbidez da gua, introduzir e promover a liberao de nutrientes e de

    substncias txicas, que quando incorporadas no ambiente, alteram o crescimento, a taxa de

    reproduo e a sobrevivncia das espcies animais e vegetais.

    Fator que evidencia o preocupante consumo da areia citado por John (2000) que exemplifica

    o esgotamento da reserva prxima aos grandes polos como so Paulo pelo aumento das

    distancia para adquirir o material que passam de 100 km aumentando consumos de energia e

    poluio.

    No levantamento de Pinto (2000), em uma pesquisa em 12 estados sobre formao de

    resduos no processo construtivo foi verificado que as maiores propores so de areia e cal,

    destacando ainda que nos processos de cimento e blocos e concreto as perdas tambm

    evidenciam o impacto gerado pela minerao para produo do mesmo que tem maior nvel

    de desperdcios oriundos dos altos resduos. As porcentagens de resduos na pesquisa do

    autor so indicadas na tabela 03.

    Tabela 03: Porcentagem de resduos formada no processo construtivo.

    Materiais Pinto (1)

    Concreto usinado 1,5%

    Ao 26%

    Blocos e tijolos 13%

    Cimento 33%

    Cal 102%

    Areia 39%

    Fonte: Adaptado de Pinto (2000)

    Uma possvel soluo para o impacto ambiental pela natureza da construo demonstrada

    por Chaves et al. ngulo, Almeida, Lima, John (2006) onde afirmam que os materiais

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    29

    constituintes do RCD (resduos de construo e demolio) principais so concretos,

    argamassas, rochas, cermicas vermelhas e cermicas brancas. O RCD apenas classificado

    visualmente, britado e peneirado produz agregados reciclados mistos com propriedades fsicas

    variveis, resultando num agregado de qualidade varivel que tipicamente s pode ser

    empregado em atividades de pavimentao e em concretos de baixa resistncia mecnica.

    Entretanto, os autores determinam que se corretamente aplicadas medidas de Tratamento de

    Minerais como (utilizar britadores de impacto, peneiramento mido, separao por densidade

    ou magntica para separar rochas de qualidade menor), podem produzir agregados reciclados

    de qualidade semelhante aos agregados naturais, proporcionando reutilidades na construo

    civil.

    Para Pereira, Jalali, Aguiar (200?), no estudo de uma central de tratamento de resduos de

    construo na zona norte de Portugal, alm de observar as vantagens ambientais de

    diminuio das zonas de descartes verificou a viabilidade econmica no processo de triagem e

    reutilizao dos resduos. O mesmo ainda especificou que fatores de localizao e fluxo e

    separao inicial so fatores que aumentam a viabilidade do negocio.

    2.3 Trabalhos Correlatos

    Segundo Secco (2013) na anlise e quantificaes de finos produzidos pelos britadores da

    regio de Chapec foram realizados estudos com os quais foi possvel criar estratgias para

    reduzir os impactos ambientais gerados pela extrao de recursos naturais. A autora coletou

    amostras de ps de pedra em britadores de Chapec e para os caracterizar por meio de ensaios

    fsicos, sendo escolhido um com propriedades semelhantes a da areia natural, foi

    confeccionada a argamassa de assentamento com trs traos, sendo o primeiro com 100% de

    areia natural, o segundo com 15% da substituio da areia natural por p de pedra com a

    granulometria compatvel e o terceiro com 15% da substituio da areia natural por p de

    pedra com a granulometria totalmente diferente da areia natural.

    Os resultados mais significativos foram demostrados na primeira mistura que atingiram uma

    resistncia aos 28 dias de 4,28 MPa e se comparada aos 3,8 MPa do trao original, houve um

    ganho de 12,63%. J outro trao considervel com adio de 15% com caractersticas

    semelhantes obteve uma resistncia 4,14 MPa o qual houve um ganho de 8,9% em relao ao

    trao origina.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    30

    Nas analises referente ao uso de resduo cermico como agregado mido na composio da

    argamassa de revestimento por Bortolinni (2012) relatam, que o crescimento da explorao

    dos recursos naturais, acarreta um cenrio em que se aspiram alternativas de crescimento

    ambientalmente responsvel, no qual o setor da construo civil entra em foco, devido ao

    impacto que causa tanto na explorao de recursos quanto na gerao de resduos.

    A pesquisa pelo mesmo teve como objetivo principal a confeco de argamassa de

    revestimento com a adio de cermica vermelha como agregado mido, substituindo

    parcialmente o agregado mido natural, no intervalo de 10% 20 e 30 %.

    Notou-se pela pesquisa do autor um grande decrscimo na resistncia a aderncia por trao

    das argamassas, ficando para as argamassas com substituio parcial de 10%, 20% e 30%,

    respectivamente decrscimos de 22,8%, 47,34%, e 64,03% em relao ao trao de referncia.

    Conforme aumentava dosagem de resduos cermicos, houve um aumento de resistncia

    compresso, ficando a resistncia para argamassa com 10%, 20%, e 30% respectivamente

    acrscimos de 7,44%, 16,37 % e 45,23% em relao ao trao de referncia.

    Determinado por Menossi (2004), afirma que o p de pedra no possui valor comercial de

    mercado, sendo considerado um material que no possui uma destinao definida,

    permanecendo estocado nos ptios das pedreiras, formando enormes pilhas que provocam

    vrios impactos ambientais. A primeira etapa do trabalho consistiu em caracterizar os

    materiais que compuseram o concreto estudado.

    Aps essa fase, foram confeccionados corpos-de-prova de concreto, utilizando-se cinco traos

    diferentes, de modo que a areia natural foi gradualmente substituda pelo p de pedra, nas

    propores de 25%, 50%, 75%, e 100%. Para cada trao, foram quantificados o seu

    abatimento e a resistncia compresso axial, destacando o concreto com 100% de p de

    pedra que aos 7 dias obteve acrscimo de aproximadamente 31% na resistncia a compresso,

    aos 28 dia obteve aumento de 66% e aos 91 dias aumento de 70%.

    Para Pietrobelli (2010), no estudo da viabilidade do pet reciclado em concreto sobre aspectos

    de compresso abordado que sobre tratamento dos resduos urbanos, apesar de ser uma

    tarefa de difcil execuo, deve ser priorizado a cada dia pelas gestes municipais. No

    trabalho do mesmo foi avaliado o comportamento do concreto com adio do resduo de

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    31

    polietileno. Foram estudadas as propriedades com diferentes teores de adio do resduo de

    polietileno em diferentes traos.

    O estudo pelo autor foi proposto com objetivo de avaliar o comportamento dos materiais

    cimentados reforados com fibra, a confeco dos corpos de prova com diferentes fraes de

    polietileno com identificao do rompimento dos mesmos. Os traos variando o percentual de

    participao do agregado de PET na composio, nos percentuais de 15, 30 e 45% com

    resultados respectivamente de 17.95 MPA, 12.27 MPA e 10.41 MPA, abaixo do trao

    referencia que obteve 34.07 MPA. Apesar dos resultados ficarem abaixo foi significante para

    utilizao do mesmo como concretos leves.

    Kruger, Cabral, Ftima (201?), relatam a analise de reaproveitamento da areia utilizada no

    processo de fundio para confeco de argamassa. Foram necessrios ensaios de

    caracterizao do material para analise das propriedades. Em termos de consistncia a areia de

    fundio apresentou uma melhor trabalhabilidade e consistncia com uma menor quantidade

    de gua, indicando que a incorporao da areia de fundio no prejudica nessa propriedade.

    Entretanto os autores exemplificam que a argamassa feita com areia de fundio poderia

    sofrer de forma abrupta na retrao e na resistncia, h uma reduo de resistncia e um

    aumento de retrao conforme o aumento da porcentagem da areia de fundio, oque para os

    mesmo delimitava seu uso para processos onde h a necessidade de propriedades melhores,

    como exemplo resistncia elevada. Mas a analise do produto com mistura de areia de fundio

    atenderia bem as especificaes dos concretos leves.

    No trabalho de utilizao de p de serra como componente de contra pisos por Walker (2010),

    obtinha como estudo a reciclagem do p de serra, sendo que este material geralmente

    indesejvel para as empresas e, geralmente queimado e descartado. estudada a utilizao

    desses resduos para a fabricao de contra piso. Foi determinada a resistncia compresso,

    teor de unidade e absoro de gua.

    O ensaio mais aprimorado pelo autor foi com 50% de serragem, por analise a porcentagem

    mais adequada seria de 46% que resultaria em composio 20% mais leve e com 36% menos

    absoro de gua comparando com a argamassa convencional. Os resultados dos ensaios

    feitos mostram que o p de serra pode ter grande utilidade na construo civil.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    32

    2.4 Ensaios Laboratoriais

    2.4.1 Anlise Granulomtrica

    realizada para a caracterizao dos agregados, segundo as determinaes granulomtricas

    pela norma NBR NM 248 (ABNT, 2003).

    A granulometria mtodo de analise da amostra para determinar as dimenses das partculas

    que compe uma amostra de agregado mido. O processo consiste em uma serie normal e

    intermediria (conjunto de peneiras sucessivas) que atendam as normas NM-ISSO 3310-1,

    com aberturas estabelecidas na tabela 04.

    Tabela 04: Abertura de malhas para ensaios de peneiramento

    Fonte: NM 248: 2003

    A amostra deve ser coletada conforme a NBR NM 26. A quantidade mnima em kilograma de

    material para cada determinao da composio granulomtrica de um agregado encontra-se

    na tabela 05.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    33

    Tabela 05: Quantidade mnima por amostra

    Fonte: NM 248:2003

    2.4.2 Absoro de gua por imerso

    Definida pela equao 1, seguindo recomendaes da NBR 9778, (ABNT, 2005), sendo

    importante por poder expressar propriedades importantes para levantamento do trao. Onde a

    saturao feita em duas consideraes.

    a) Imerso em gua a temperatura de (23 2) C.

    b) Imerso em gua a temperatura de (23 2) C, seguida de permanncia em gua em

    ebulio por 5h.

    x 100 (1)

    Onde:

    Msat= massa do corpo-de-prova saturado.

    Ms= massa do corpo-de-prova seco em estufa.

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    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    34

    2.4.3 ndice de Vazios

    Defina pela NBR 9778 (ABNT, 2005), como relao entre os volumes de poros permeveis e

    o volume total, sendo calculada pela equao 2. Onde a saturao feita em duas

    consideraes.

    a) Imerso em gua a temperatura de (23 2) C.

    b) Imerso em gua a temperatura de (23 2) C, seguida de permanncia em gua em

    ebulio por 5h.

    x 100 (2)

    Mi= massa do corpo-de-prova saturado, imerso em gua.

    Msat= massa do corpo-de-prova saturado

    Ms= massa do corpo-de-prova seco em estufa

    2.4.4 Determinao da resistncia compresso do corpo de prova de argamassa

    De acordo com a NBR 7215 (ABNT,1997) estabelece o mtodo para determinao da

    resistncia a compresso de argamassa para assentamento de corpos de provas cilndricos de

    50 mm de dimetro e 100 mm de altura.

    Os corpos de provas so elaborados com argamassa composta de uma parte de cimento, trs

    de areia (ou agregado mido) em massa, e com relao gua cimento de aproximadamente

    0,48. A argamassa produzida e compactada em moldes, a normatizao no especifica

    nmeros mnimos de corpos de prova, mas estabelece tempo de cura, onde os mesmo tero

    que ser conservados em atmosfera mida para cura inicial por 24 horas, em seguida so

    desformados e submetidos cura em gua saturada de cal ate a data da ruptura.

    2.4.5 Determinao da resistncia trao por compresso diametral de corpos prova

    De acordo com a NBR 7222 (ABNT, 1994), deve-se colocar o corpo-de-prova, de modo que

    fique em repouso ao longo de uma geratriz, sobre o prato da mquina de compresso. Ajustar

    os pratos da mquina at que seja obtida uma compresso capaz de manter em posio o

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    35

    corpo-de-prova. A moldagem e preparo dos corpos de prova so realizados conforme a NBR

    5738 (ABNT, 2008).

    A resistncia trao por compresso diametral calculada pela equao 1:

    (1)

    Onde:

    Ftd= a resistncia trao por compresso diametral

    F= a fora mxima obtida no ensaio, expresso em newtons (N)

    d= o dimetro do corpo de prova, expresso em (mm)

    L= o comprimento do corpo de prova, expresso em milmetros (mm).

    2.4.6 Determinao da resistncia aderncia por trao.

    realizada para determinar a resistncia da aderncia trao de revestimentos de paredes e

    tetos por composies de argamassas inorgnicas, segundo as determinaes pela norma NBR

    13528 (ABNT, 2003)

    O processo feito em corpos de prova de seo circular com 50 mm de dimetro, que

    delimitado por corte do ensaio a trao, o que realizado por serras de copo com borda

    diamantada.

    O equipamento de trao pode ser mecnico ou hidrulico, possuindo equipamento de leitura,

    e tal leitura possuindo erro mximo de 2%. O equipamento de trao acoplado atravs de

    uma pastilha de seo circulas de 50 mm ou quadrada com lado 100 mm que possui

    dispositivos para a ligao. A pastilha metlica colada na argamassa aps a escovamento da

    mesma.

    A normatizao prev no mnimo 6 corpos de ensaios espaados em 50 cm, para melhor

    caracterizao da propriedade. A figura 08 representa o esboo do ensaio.

  • __________________________________________________________________________________________

    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    36

    Figura 08: Esboo do ensaio de aderncia por trao.

    Fonte: NBR 13528 (ABNT, 2003)

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    revestimento.

    37

    3 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS

    A atividade experimental dessa pesquisa ser a coleta de resduos do processo de britagem em

    um britador de Chapec, o mesmo ser armazenado e transportado at o laboratrio da

    instituio de ensino UNOCHAPEC para realizar os ensaios de caracterizao

    granulomtricos seguindo recomendaes da NBR NM 248 (ABNT, 2003).

    Com a caracterizao granulomtrica em laboratrio juntamente com o levantamento das

    propriedades dos resduos por ensaios (absoro de gua, ndice de vazios...) ser

    confeccionado no mesmo local, diferentes traos em porcentagens volumtricas de

    substituio por resduos, especificando a analise em porcentagens de 10%, 20%, 30% e 50%,

    sendo as mesmas porcentagens de substituio confeccionadas de maneira granulomtrica

    original encontrado no ambiente, e de maneira trabalhada para uma maior semelhana de

    caracterizas com agregado mido padro, possibilitando analise entre as diferenas das

    mesmas.

    Com as determinaes de porcentagens de substituio so confeccionados trs corpos de

    prova com cada equivalncia de resduo em traos especficos referenciado de (1:4 e 1:6),

    aps a cura adequada os corpos de prova so rompidos para a determinao da resistncia a

    compresso seguindo as determinaes da NBR 7215 (ABNT, 1997).

    Seguindo no laboratrio sero realizados os ensaios de aderncia a trao seguindo NBR

    13528 (ABNT, 2003) com os respectivos traos e porcentagens utilizados anteriormente,

    adicionando o fator espessura, com valores respectivamente de 2cm e 3cm para verificar a

    influencia de aderncia no substrato. Referente aos ensaios de compresso e aderncia

    confeccionado um trao sem substituio por resduo de britador para seguir como elemento

    de base para as concluses dos resultados finais.

    Os resultados sero analisados em uma comparao com o trao referencial e padres

    estabelecidos nas respectivas normas, outra possvel viabilidade dos resultados dos ensaios

    vai ser referente a analise em relao a dados obtidos de argamassas indstrias de

    fornecedores de grande porte em Chapec, na disponibilidade de mercado vai ser buscado

    argamassas em indstrias que j contem adio de resduo.

  • __________________________________________________________________________________________

    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    38

    Com base nas analises comparativas ser elaborado a quantificao do consumo de agregado

    mido original (areia) que ser aliviado no processo com melhor desempenho de resultados

    caractersticos. Com a quantificao em cima de uma pesquisa de valores no mercado e

    disponibilidade de resduos de britadores vai ser analisado o proveito econmico.

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    39

    4. CRONOGRAMA

    A pesquisa seguira um cronograma de atividades conforme a tabela 06 ilustra o cronograma.

    Tabela 06: Cronograma da atividade

    DESCRIO DA ATIVIDADE PLANEJADA COM BASE

    NOS OBJETIVOS ESPECFICOS PROPOSTO

    MESSES DE 2015

    06 07 08 09 10 11 12

    1.Coleta dos residuos

    1.1 Identificar britadores capacitados

    1.2 Verificar a concesso da atividade

    1.3 Proceder a coleta dos resduos de britadores

    2. Analise dos resduos

    2.1 Separaes da quantidade necessria de resduos

    2.2 Verificar disponibilidade de data no laboratrio

    3. Confeccionar argamassa padro e com adio

    3.1 Estudar normas Correspondentes

    3.2 Identificaes de trao referencial

    3.3 Preparaes dos corpos de prova

    4. Analisar a resistncia da argamassa padro e com resduos

    4.1 Verificar tempo de cura e respectivos rompimento

    5. Pesquisa de mercado

    5.1 Identificar Padres de argamassas comerciais em Chapec

    5.2 Identificar argamassas industriais com adio de resduos

    6. Elaborao da anlise e dos resultados

    7. Consideraes finais

    8.Reviso do trabalho

    9. Avaliao pela banca

    10. Correes finais e elaborao do artigo

    11. Entrega final para orientador

  • __________________________________________________________________________________________

    Luiz Eduardo Cassol Daga. Chapec: ACEA/UNOCHAPEC, 2015.

    40

    5. ORAMENTO

    A atividade necessita de alguns custos para sua elaborao, a tabela 07 indica os respetivo

    oramento.

    Tabela 07: Oramento

    ORAMENTO

    Tipo Unidade Quantidade

    Valor Unitrio

    (R$)

    Valor total

    (R$)

    Gasolina Litros 30 3,3 99

    Impresso Folha 80 0,15 12

    VALOR SOMADO DAS ATIVIDADES 111

  • Utilizao dos resduos do processo de britadores da regio de Chapec na confeco da argamassa de

    revestimento.

    41

    REFERNCIAS

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