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Arcadismo e Neoclassicismo

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Contexto histórico e a literatura do período do Renascimento.

Text of Arcadismo e Neoclassicismo

  • 1. O ARCADISMO

2. O ARCADISMO BARROCO Plano poltico: Igreja Catlica + Estado absolutista. 3. O ARCADISMO BARROCO Plano poltico: Igreja + Estado absolutista. Plano esttico: luxo decorativo, rebuscamento. ARCADISMO Plano poltico: Burguesia + Iluminismo. Plano esttico: simplicidade, vida buclica. 4. O ARCADISMO Arcdia est situada na parte central da pennsula do Peloponeso. No plano simblico, a Arcdia o lugar onde se pode viver em comunho com a natureza. uma espcie de Paraso, de Idade do Ouro. 5. O ARCADISMO - INFLUNCIAS Montesquieu: no seu livro, O esprito das leis, prope a diviso do governo em trs poderes executivo, legislativo e judicirio; 6. O ARCADISMO - INFLUNCIAS Rousseau: autor de Discurso sobre a origem da desigualdade dos homens e O contrato social, defende a teoria do bom selvagem, segundo a qual o homem nasce bom e a sociedade o corrompe, portanto, s a volta natureza pura garantia de felicidade essa teoria ser a base da literatura indianista brasileira; 7. O ARCADISMO - INFLUNCIAS Voltaire: um dos idelogos do despotismo esclarecido; 8. O ARCADISMO ARCADISMO: movimento potico voltado recuperao literria do modo de vida dos pastores da Arcdia. NEOCLASSICISMO: perodo correspondente segunda metade do sculo XVIII em que h uma nova retomada dos princpios clssicos. 9. O ARCADISMO Que havemos de esperar, Marlia bela? Que vo passando os florescentes dias? As glrias, que vm tarde, j vem frias; E pode enfim mudar-se a nossa estrela. Ah! no, minha Marlia, Aproveite-se o tempo, antes que faa O estrago de roubar ao corpo as foras E ao semblante a graa. Toms Antnio Gonzaga 10. O ARCADISMO FUGERE URBEM (Fugir da cidade): Influenciados pela teoria do bom selvagem, de Rousseau, os rcades voltaram-se para a natureza, vista como lugar de perfeio, lugar no qual poderiam levar uma vida simples, buclica, pastoril; 11. O ARCADISMO LOCUS AMENUS (Lugar ameno): Busca de um lugar ameno, de um refgio dos grandes centros urbanos; 12. O ARCADISMO CARPE DIEM (Aproveite o dia): Postura comum no Arcadismo, que consiste em aproveitar ao mximo o momento presente; 13. O ARCADISMO AUREA MEDIOCRITAS (Mediocridade dourada): Exaltao da simplicidade, do equilbrio conseguido em contato com a natureza; 14. O ARCADISMO INUTILIA TRUNCAT (Corte das inutilidades): Ideal criado com o intuito de combater os exageros, o rebuscamento e a extravagncia barrocos. 15. O ARCADISMO Ardor em firme corao nascido; Pranto por belos olhos derramado; Incndio em mares dgua disfarado; Rio de neve em fogo convertido; Gregrio de Matos 16. O ARCADISMO Irs a divertir-te na floresta, Sustentada, Marlia, no meu brao; Ali descansarei a quente sesta, Dormindo um leve sono em teu regao: Toms Antnio Gonzaga 17. O ARCADISMO NO BRASIL 18. O ARCADISMO NO BRASIL Marco inicial: 1768 Fundao da Arcdia Ultramarina, em Vila Rica; 19. O ARCADISMO NO BRASIL Marco inicial: 1768 Fundao da Arcdia Ultramarina, em Vila Rica; Caractersticas fundamentais: Conveno + Engajamento. 20. CONVENO NO ARCADISMO BRASILEIRO Obras poticas (1768) Cludio Manuel da Costa (1729-1789) Pseudnimo pastoral: Glauceste Satrnio. Nasceu em Mariana-MG. Estudou no Brasil com os jesutas e posteriormente na Universidade de Coimbra. Em 1768 publicou Obras poticas. Membro da Inconfidncia Mineira, esteve preso na Casa dos Contos, em Ouro Preto, onde foi encontrado morto. 21. Casa de Cludio Manuel da Costa em Ouro Preto 22. Casa dos Contos em Ouro Preto 23. Texto para as questes 12 e 13 - Enem 2008 Soneto de Cludio Manuel da Costa Torno a ver-vos, montes; o destino Aqui me torna a pr nestes outeiros, Onde um tempo os gabes deixei grosseiros Pelo traje da Corte, rico e fino. Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiis, meus doces companheiros, Vendo correr os mseros vaqueiros Atrs de seu cansado desatino. outeiros: terrenos gabes: trajes, capotes Almendro e Corino: pastores da Arcdia Grega desatino: errncia 24. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega a ter mais preo, e mais valia Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, Aqui descanse a louca fantasia, E o que at agora se tornava em pranto Se converta em afetos de alegria. Cludio Manuel da Costa. In: Domcio Proena Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9. 25. Questo 12 - Considerando o soneto de Cludio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opo correta acerca da relao entre o poema e o momento histrico de sua produo. a) Os montes e outeiros, mencionados na primeira estrofe, so imagens relacionadas Metrpole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje rico e fino. 26. b) A oposio entre a Colnia e a Metrpole, como ncleo do poema, revela uma contradio vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrpole e a rusticidade da terra da Colnia. c) O bucolismo presente nas imagens do poema elemento esttico do Arcadismo que evidencia a preocupao do poeta rcade em realizar uma representao literria realista da vida nacional. 27. d) A relao de vantagem da choupana sobre a Cidade, na terceira estrofe, formulao literria que reproduz a condio histrica paradoxalmente vantajosa da Colnia sobre a Metrpole. e) A realidade de atraso social, poltico e econmico do Brasil Colnia est representada esteticamente no poema pela referncia, na ltima estrofe, transformao do pranto em alegria. 28. Questo 13 Assinale a opo que apresenta um verso do soneto de Cludio Manuel da Costa em que o poeta se dirige ao seu interlocutor. 29. a) Torno a ver-vos, montes; o destino (v.1) b) Aqui estou entre Almendro, entre Corino, (v.5) c) Os meus fiis, meus doces companheiros, (v.6) d) Vendo correr os mseros vaqueiros (v.7) e) Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, (v.11) 30. CONVENO NO ARCADISMO BRASILEIRO Marlia de Dirceu (1792) Toms Antnio Gonzaga (Porto, 1744 --- Moambique 1810?) 31. CONVENO NO ARCADISMO BRASILEIRO Passou a infncia na Bahia, onde estudou com os jesutas. Formou-se em Cnones em Coimbra. Escreveu o livro Tratado de Direito Natural em homenagem ao Marqus de Pombal. Em 1782 passa a viver em Vila Rica, onde conhece Maria Joaquina Dorotia de Seixas. Com a Inconfidncia Mineira preso e aps 3 anos degredado para Moambique. 32. Casa de Toms Antnio Gonzaga em Ouro Preto 33. Marlia de Dirceu obra publicada em duas partes: em 1792 e em 1799 Eu, Marlia, no sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, de expresses grosseiro, Dos frios gelos e dos sis queimado. Tenho prprio casal e nele assisto; D-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite E mais as finas ls, de que me visto. Graas, Marlia bela, Graas minha estrela! casal: stio, pequena propriedade rural MarliadeDirceu-LiraI 34. Os seus compridos cabelos, Que sobre as costas ondeiam, So que os de Apolo mais belos, Mas de loura cor no so. Tm a cor da negra noite; E com o branco do rosto Fazem, Marlia, um composto Da mais formosa unio. MarliadeDirceu-LiraII 35. Os teus olhos espalham luz divina, A quem a luz do Sol em vo se atreve; Papoula ou rosa delicada e fina Te cobre as faces, que so cor da neve. Os teus cabelos so uns fios douro; Teu lindo corpo blsamos vapora. MarliadeDirceu-LiraI 36. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO As cartas chilenas (1787-1788?) 37. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO A Poesia pica rcade, apesar dos aspectos convencionais, marca o incio de uma atitude de valorizao de aspectos locais em oposio aos valores culturais portugueses. 38. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO Baslio da Gama (1741 1795) Autor de O Uraguai, poema pico que trata do governador do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade heri do poema , que destruiu as misses jesuticas espanholas do rio Uruguai, rebeladas contra o Tratado de Madri. 39. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO Santa Rita Duro (1722 1784) Autor de O Caramuru, poema pico sobre a colonizao da Bahia no sculo XVI j vem anunciado no subttulo poema pico sobre o descobrimento da Bahia. 40. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO A ao central a lenda que envolve a personagem histrica Diogo lvares Correia: aps um naufrgio, ele teria escapado morte e amedrontado os ndios com um tiro de espingarda. Da lhe teria vindo o apelido de Caramuru o Filho do Trovo. 41. ARCADISMO PORTUGUS Manuel Maria Barbosa du Bocage (17651805) 42. ARCADISMO PORTUGUS Maior cone do Arcadismo lusitano Poesia de transio entre o Arcadismo e o Romantismo Teve breve estada no Rio e trabalhou no oriente. Forte aspecto satrico na composio de sua obra. 43. ARCADISMO PORTUGUS Magro, de olhos azuis, caro moreno, Bem servido de ps, meo na altura, Triste de facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e no pequeno; Incapaz de assistir num s terreno, Mais propenso ao furor do que ternura; Bebendo em nveas mos, por taa escura, De zelos infernais letal veneno; Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moas mil) num s momento, E somente no altar amando os frades, Eis Bocage, em quem luz algum talento; Saram dele mesmo estas verdades, Num dia em que se achou mais pachorrento. Pachorrento: calmo, montono, rotineiro. 44. Manuel Maria Barbosa du Bocage A Rosa Tu, flor de Vnus, Corada Rosa, Leda, fragrante, Pura, mimosa, Tu, que envergonhas As outras flores, Tens menos graa Que os meus amores. Tanto ao diurno Sol coruscante Cede a nocturna Lua inconstante, (...) Tu tens agudos Cruis espinhos, Ela suaves Brandos carinhos; (...) A me das flores, A Primavera, Fica vaidosa Quando te gera; Amor que diga Qual mais bela, Qual mais pura, Se tu, ou ela; Que diga Vnus... Ela a vem... Ai! Enganei-me, Que o meu bem. Coruscante: radiante, brilhante. 45. Manuel Maria Barbosa du Bocage I - "O momento ideolgico, na literatura do Setecentos, traduz a crtica da burguesia culta, ilustrada, aos abusos da nobreza e do clero." II - "O momento potico, na literatura do Setecentos, nasce de um encontro, embora ainda amaneirado, com a natureza e os afetos comuns do homem". III - "Faamos, sim, faamos doce amada / Os nossos breves dias mais ditosos." Estes versos desenvolvem o tema do carpe diem. a) s a proposio I correta; b) s a proposio II correta; c) s a proposio III correta; d) so corretas somente as proposies I e II; e) todas as proposies so corretas. 46. Manuel Maria Barbosa du Bocage Sobre Bocage, assinale a informao incorreta: a) Alm de produzir poesia culta, foi poeta popular e exmio improvisador. b) Sob a linguagem grosseira, mas sempre divertida, com que representa situaes escabrosas, revela-se, muitas vezes, um moralismo bastante convencional, machista e preconceituoso. c) A capacidade de representar o trao caricatural e ridculo de situaes e pessoas, aliada versificao fluente e precisa, linguagem prxima da oralidade, fazem-nos rir, at nas passagens vulgares, mesmo quando discordamos da viso distorcida e encobertamente moralista. d) Os alvos privilegiados de sua stira foram os mulatos e os mestios das colnias orientais. contra eles que mostra a presuno de superioridade do branco europeu, o racismo e o preconceito. e) A stira bocagiana superior sua produo lrica, alm de ser muito mais popular, autntica e original. 47. Manuel Maria Barbosa du Bocage Sobre Bocage, incorreto afirmar que: a) como poeta satrico, ironizou contemporneos seus, o clero, a nobreza decadente; b) houve, notada inclusive por ele mesmo em um famoso soneto, uma srie de semelhanas entre sua vida e a de Cames; c) em sua obra lrica, o Arcadismo interessou como postura, aparncia, pois, no fundo, o poeta foi um pr-romntico; d) como abriu mo totalmente dos valores neoclssicos, desprezou o apuro formal, o bucolismo e a postura pastoril; e) o subjetivismo, a confidncia de sua vida interior, a confisso foram elementos frequentes em sua obra lrica. 48. Manuel Maria Barbosa du Bocage Leia os versos do poeta portugus Bocage. Vem, oh Marlia, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas rvores o abrigo. Deixa louvar da corte a v grandeza; Quanto me agrada mais estar contigo, Notando as perfeies da Natureza! Nestes versos, a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. b) a linguagem, altamente subjetiva, denuncia caractersticas pr-romnticas do autor. c) a emoo predomina sobre a razo, numa nsia de se aproveitar o tempo presente. d) o amor e a mulher so idealizados pelo poeta, portanto, inacessveis a ele. e) o poeta prope, em linguagem clara, que se aproveite o presente de forma simples junto natureza. 49. Pato Fu - Simplicidade Vai diminuindo a cidade Vai aumentando a simpatia Quanto menor a casinha Mais sincero o bom dia Mais mole a cama em que durmo Mais duro o cho que eu piso Tem gua limpa na pia Tem dente a mais no sorriso Busquei felicidade Encontrei foi Maria Ela, pinga e farinha E eu sentindo alegria Caf t quente no fogo Barriga no t vazia Quanto mais simplicidade Melhor o nascer do dia