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Revisão de prova mensal 2º bimestre de geografia

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  • 1. REVISO DE PROVA MENSAL 2 BIMESTRE DE GEOGRAFIA 3 ANO

2. AGROPECURIA NO BRASIL 3. A atividade da agropecuria pertence ao setor primrio da economia. Apesar de no ser mais a atividade de maior importncia na economia brasileira continua se destacando pela significativa participao em nosso comrcio exterior, pelo emprego de aproximadamente 1/5 da PEA, pela produo de alimentos para uma populao numerosa (com uma parcela que, infelizmente, no possui renda suficiente para um bom padro alimentar) e pela produo de matrias-primas para vrios setores industriais e energticos. 4. O Brasil possui um extenso territrio com relativa variedade de climas, predominantemente quentes, que nos permite o cultivo de quase todos os produtos em larga escala. H dificuldades em se obter uma grande produo de gneros de climas de temperaturas moderadas com custos aceitveis. 5. Enfrentamos problemas de geadas no Sul e Sudeste durante o inverno, inundaes de vero em algumas pores do territrio nacional e secas prolongadas especialmente no Serto. Mas, de uma maneira geral, no temos grandes problemas climticos que nos impea a prtica agrcola. 6. Encontramos vrios tipos de solos no pas, alguns de grande fertilidade como a terra-roxa, o massap e o solo de vrzea ou aluvial. Mas, em muitas reas do territrio brasileiro, os solos possuem baixa fertilidade ou problemas como acidez elevada. Muitos solos do pas, para produzirem satisfatoriamente, necessitam da aplicao de adubos, corretivos qumicos e fertilizantes. Alguns problemas especficos tambm afetam os solos do Brasil: 7. *lixiviao constitui no empobrecimento dos solos em regies de climas muito midos com chuvas frequentes que atravs do escoamento superficial retiram o material frtil do solo; 8. *laterizao constitui na formao de uma crosta ferruginosa endurecida prxima superfcie do solo pela concentrao de xidos de ferro e alumnio. Ocorre em reas de clima tropical em que se alternam uma estao chuvosa (dissoluo desses xidos) e seca (quando esse material se acumula prximo superfcie e forma a crosta). 9. *eroso e esgotamento do solo provoca a destruio fsica do solo e a perda de sua qualidade. Quando desprotegido, pela retirada da vegetao, acentua-se esse processo, retirando-se as partculas que formam o solo, seus constituintes minerais e orgnicos. Quando em estgio avanado provoca a formao de sulcos profundos denominados voorocas. causado pela ao do clima, em reas com chuvas intensas. 10. Mas agravado pelo uso de tcnicas agropecurias incorretas, predatrias e prejudiciais ao solo: desmatamento (especialmente junto s margens dos rios), monocultura sem os cuidados necessrios (reposio do material frtil ao solo), cultivo seguindo a mesma linha do declive do terreno (sem a aplicao das curvas de nvel e/ou terraceamento), excesso de animais sobre o solo e excesso de peso sobre o mesmo. 11. O Brasil um pas de grande diversidade regional e fundiria. A histria do muitos sertanejos retrata aspectos significativos da realidade do campo brasileiro e suas contradies tais como: 12. A concentrao da propriedade da terra um dos traos marcantes da estrutura fundiria brasileira, cujas origens remontam ao modelo de colonizao implantado no pas. Muita terra nas mos dos grandes proprietrios e pouca terra nas mos dos pequenos produtores, determinando uma forma desigual de distribuio e acesso terra. 13. *- No Nordeste, em especial na Zona da Mata, a herana colonial de dominao levou a apropriao da terra pelos senhores de engenho, em cujas propriedades a principal atividade econmica sempre foi o cultivo da cana e a produo de acar. *- A "modernizao conservadora" levou valorizao da terra, acentuou a concentrao fundiria e liberou a mo-de- obra rural. 14. *Dispensa em massa de trabalhadores rurais e utilizao da mo-de-obra temporria, como tambm o uso do trabalho infantil *- Descapitalizao do homem do campo, forado a sair busca de trabalho, o que vai configurar o fluxo migratrio temporrio em diferentes escalas *Reduzidos incentivos governamentais pequena produo familiar, obrigando esses pequenos produtores a abandonar suas atividades 15. A luta pela terra no Brasil marcada por diversos aspectos que chamam a ateno. Entre os aspectos positivos, destaca-se a perseverana dos movimentos do campesinato e, entre os aspectos negativos, a violncia que manchou de sangue essa histria. Os movimentos pela reforma agrria articularam-se por todo o territrio nacional, principalmente entre 1985 e 1996, e conseguiram de maneira expressiva a insero desse tema nas discusses pelo acesso terra. O mapa seguinte apresenta a distribuio dos conflitos agrrios em todas as regies do Brasil nesse perodo, e o nmero de mortes ocorridas nessas lutas. 16. Tomando como base nas informaes do mapa acerca dos conflitos pela posse de terra no Brasil, pode se perceber que a regio do Bico do Papagaio apresenta os nmeros mais expressivos seguindo para o Par e Maranho. 17. BRASIL ENERGIA 18. Com 87% da sua matriz energtica provenientes de hidroeltricas, o Brasil est beira de um colapso, devido ao baixo nvel dos reservatrios nas usinas do Sudeste, pois esse tipo de fonte de energia depende das chuvas. O resto da energia produzido pelas centrais termoeltricas (10%) e pelos reatores das centrais nucleares de Angra dos Reis (2%). Mas a situao catica, explicam analistas, se deve principalmente falta de investimentos no setor. 19. A recente expanso hidreltrica da Regio Norte se deve ao avano das fronteiras econmicas sobretudo do agronegcio , ao crescimento da populao total e, em particular, da populao urbana, alm de investimentos pblicos e privados. O seu grande potencial hidrulico, o maior do pas, no momento, est relacionado no s s suas atividades tradicionais, mas tambm como fora motriz para a soluo dos grandes problemas regionais e visando suprir as deficincias energticas do pas, evitando futuros apages. 20. No Nordeste brasileiro, que podem ser aproveitadas para gerao de energia alternativa e limpa; pois h Alto ndice de insolao anual, sobretudo no Agreste e no Serto (energia solar); excelente regime de ventos, principalmente no litoral, em particular na faixa setentrional (energia elica). 21. Como exemplos do aproveitamento da Bacia Amaznica, podem ser citados projetos como Belo Monte, no rio Xingu, no Par; Jirau e Santo Antnio, no rio Madeira, em Rondnia; Teles Pires e o Complexo do Tapajs, no Par, alm do potencial de outros afluentes do Amazonas. 22. A energia elica tem aumentado sua participao entre as alternativas no- poluentes de gerao energtica. Uma das zonas preferenciais para o aproveitamento da energia elica so as reas costeiras. O elevado potencial de energia elica na interface oceano- continente se deve aos ventos regulares e constantes resultantes das diferenas trmicas e baromtricas entre terra e mar. . 23. A estrutura geolgica do Brasil privilegiada em comparao com outros pases. O potencial hidreltrico brasileiro elevado, as possibilidades de obteno de energia usando a biomassa como parte primria so enormes e a produo do petrleo e gs natural vem aumentando gradualmente. O que falta para atingir a auto- suficincia energtica a poltica energtica com planejamento e execuo bem intencionados. No setor petrolfero o Brasil j auto-suficiente. 24. Petrleo Em 1938, foi perfurado o primeiro poo de petrleo em territrio nacional. Foi no municpio de Lobato, na bacia do Recncavo Baiano, que a cidade de Salvador. Com a criao do CNP (Conselho de Petrleo) o governo passou a planejar, organizar e finalizar o setor petrolfero. 25. Em 1953, Getulio Vargas criou a Petrobrs e instituiu o monoplio estatal na extrao, transporte e refino de petrleo no Brasil; monoplio exercido em 1995. Com a crise do petrleo, em 1973, houve a necessidade de se aumentar a produo interna para diminuir o petrleo importado, mas a Petrobrs no tinha capacidade de investimento. 26. O governo brasileiro, diante dessa realidade, autorizou a extrao por parte de grupos privados, atravs da lei dos contratos de risco. Se uma empresa encontrasse petrleo, os investimentos feitos seriam reembolsados e ela se tornaria scia da Petrobrs naquela rea. Caso a procura resultasse em nada, a empresa arcaria sozinha com os prejuzos da prospeco, por isso o nome contratado de risco. 27. Mais da metade do petrleo consumido no Brasil gasto no setor de transporte, cujo modelo de desenvolvimento o rodoviarismo. Essa opo a que mais consome energia no transporte de mercadorias e pessoas pelo territrio. Por isso h uma necessidade de o pas investir nos transportes ferrovirios e hidrovirios para diminuir custos e o consumo de uma fonte no-renovvel de energia. 28. Energia eltrica O maior potencial hidreltrico instalado no Brasil encontra-se na bacia do rio Paran. Essa bacia drena a regio onde se iniciou efetivamente o processo de industrializao brasileiro e que por isso conseguiu receber mais recursos investidos em infra-estrutura. Mas, o maior potencial disponvel do pas est nos afluente do rio Amazonas, na regio norte, onde a bsico adensamento de ocupao humana e econmica no atraiu investimentos. 29. Durante a dcada de 70 e inicio da dcada de 80, foi do grande impulso ao setor. A partir dos dois choques do petrleo de 1973 e 1979, a produo de energia eltrica passou a receber grandes investimentos, por se tratar de fonte alternativa ao petrleo. Apoltica governamental estabeleceu como prioridade a construo de grandes usinas. 30. Quando analisamos seus aspectos tcnicos essas obras so polemicas e questionveis. Usinas com grande potencial exigem a construo de uma enorme represa, que causa srios danos ambientais, alm de exigir a instalao de uma extensa, sofisticada e carssima rede de transmisso de energia, que chega a estender-se por um raio de mais de 2 mil quilmetros. 31. O lcool O lcool uma fonte renovvel de energia e sua queima em motores a exploso menos poluentes, se comparada com a queima dos derivados do petrleo. Em 1975, o Brasil criou o Programa Nacional do lcool (Prolcool), com a inteno de substituir o petrleo por outras fontes de energia. Tratou-se de um programa bem custoso aos cofres pblicos, que s se estruturou e continua existindo a custa de enormes subsdios. A partir de 1989, quando o governo diminuiu os subsdios para a produo e consumo do lcool, o setor entrou em crise e o pas passou a importar o combustvel da Europa. 32. Em funo do Prolcool, as alteraes ocorridas no campo para que alguns cidados circulassem com carros a lcool foram desastrosas. Por no estabelecer preo mnimo para a tonelada cana-de- acar at 1989, o governo praticamente abandonou os pequenos e mdios produtores as mos da ganncia dos grandes usineiros. O governo no compra cana apenas lcool produzido nas usinas. Os donos das usinas costumavam pagar um preo muito baixo pela cana-de-acar, levando milhares de pequenos e mdios proprietrios a falncia, obrigando-os a vender suas terras. 33. Os combustveis fsseis como o petrleo, o carvo mineral e o gs natural representam ainda 80% das fontes energticas do planeta, sendo justamente eles as fontes responsveis pela maior parcela da poluio ambiental e do efeito estufa, em particular. 34. Os combustveis fsseis so encontrados em bacias sedimentares e formados pela decomposio de matria orgnica. Esse processo leva milhes de anos e uma vez esgotadas essas formaes, no haver tempo suficiente para que elas sejam respostas na escala da vida humana. por isso que podemos dizer que a matriz energtica atual no sustentvel. 35. Energia Nuclear As crises internacionais do petrleo, na dcada de 1970, e a crise energtica subsequente levaram busca de fontes alternativas de gerao de eletricidade. Nesse contexto, a energia nuclear passou a ser vista como a alternativa mais promissora, recebendo a ateno de muitos analistas e empreendedores, assim como vultosos investimentos. Em pouco mais de duas dcadas, passou de uma participao desprezvel (0,1%) para 17% da produo mundial de energia eltrica, ocupando assim o terceiro lugar entre as fontes de gerao. 36. Contudo, o futuro da energia nuclear no parece favorvel, em razo dos problemas de segurana (risco de um vazamento nuclear) e dos altos custos de disposio dos rejeitos nucleares (lixo atmico). Com exceo de poucos pases, dentre os quais a Frana e o Japo, a opinio pblica internacional tem sido sistematicamente contrria gerao termonuclear de energia eltrica. 37. Brasil O Brasil no autossuficiente em energia, mas produz cerca de 90% do total que consome, importando o restante. O pas um dos poucos do mundo que apresenta possibilidade mltipla de ampliar as suas alternativas energticas, devido abundncia dos seus recursos naturais e de sua extenso territorial. Em 2004, as fontes renovveis representavam 44% da oferta de energia gerada no pas enquanto que no mundo estas fontes no ultrapassavam 14%, com destaque para a biomassa (etanol, lenha, carvo vegetal e biodiesel) e hidroeletricidade. 38. PROBLEMAS AMBIENTAIS DO BRASIL 39. Em junho de 2012, foi realizada, no Rio de Janeiro, a Conferncia das Naes Unidas sobre Desenvolvimento Sustentvel, denominada Rio+20. A ilustrao abaixo chama a ateno para os principais problemas abordados no evento e que foi abordado no filminho a histria das coisas. 40. Na ilustrao, so apresentados os padres mdios de consumo por regio do mundo em comparao aos recursos existentes no planeta. Assim, se todo o mundo consumisse nos mesmos padres norte-americanos, mais de cinco planetas Terra seriam necessrios, o que mostra que a adoo do modelo de consumo norte-americano insustentvel. Os recursos necessrios sustentao de um padro de consumo elevado como esse so explorados em todo o planeta. 41. Os pases desenvolvidos e industrializados produzem artigos com tecnologias mais avanadas e aplicam estratgias comerciais para renovao rpida desses artigos. A economia se mantm aquecida, mas as consequncias ambientais so negativas, seja pela superexplorao dos recursos naturais, pela matriz energtica adotada (baseada no petrleo), seja pela produo de lixo e pela poluio atmosfrica. 42. Os pases latino-americanos so, em geral, industrializados e em desenvolvimento, sendo, ao mesmo tempo, fornecedores de bens primrios (commodities) e consumidores dos produtos e das tecnologias dos pases industrializados desenvolvidos. Entre todas as regies apontadas na figura, os nveis de consumo dos pases da Amrica Latina seriam relativamente prximos ao que o planeta Terra poderia suportar; contudo, os nveis de consumo nesses pases so muito desiguais, havendo reas de consumo equivalente ao dos pases desenvolvidos e reas de extrema pobreza. 43. Nos jornais em todo o mundo, cotidianamente a palavra crise est presente e associada economia. Vrias reunies de lideranas mundiais so realizadas para discutir a crise econmica e, nelas, a questo ambiental geralmente tratada com menor profundidade com que se discutem os problemas econmicos. Um dos grandes desafios para diminuir o peso da crise ambiental desenvolver pesquisas de novas tecnologias para incentivar o uso de recursos naturais menos susceptveis ao esgotamento. 44. Atualmente, os principais problemas esto relacionados com as prticas agropecurias predatrias, o extrativismo vegetal (atividade madeireira) e a m gesto dos resduos urbanos. 45. Poluio do ar: A poluio atmosfrica causada pela emisso de gases poluentes no ar, como monxido de carbono (CO), dixido de carbono (CO2), dixido de enxofre (SO2), entre outros, causando problemas para a sade e para o meio ambiente. 46. Poluio das guas: A situao dos rios e crregos preocupante, pois a poluio das guas afeta diretamente a sade da populao. Uma grande quantidade de lixo e esgoto jogada nos rios, em razo da irresponsabilidade das pessoas, da falta de coleta de lixo e tratamento de esgoto. 47. Ilha de calor: o aumento da temperatura em determinadas partes de uma cidade, na qual a regio com maior concentrao predial, asfalto, vidros e concreto tem maior temperatura; enquanto que em outra parte da cidade, que tem mais reas verdes, a temperatura menor, com variaes de at 10 C no mesmo dia. 48. Inverso trmica: quando a poluio do ar impede a troca normal de temperatura do ar na superfcie, ou seja, o ar frio e pesado (por causa das partculas da poluio) fica em baixo e o ar quente e mais leve fica em cima. 49. Efeito estufa: Fenmeno causado pelo aumento da temperatura no planeta em virtude dos gases poluentes emitidos pelas cidades. A camada poluente impede que o calor da atmosfera se dissipe. chamado de estufa, pois o planeta mantm a temperatura aquecida. 50. Eroso: Causada pelo uso e pela ocupao irregular de reas de preservao ambiental nas grandes cidades, como encostas, margens de rios, excesso de peso das edificaes, compactao do solo, etc 51. Chuva cida: Causada pela poluio do ar, em que os gases poluentes reagem com a gua da umidade do ar, ocasionando chuvas com presena de componentes cidos e prejudicando plantaes, edificaes, automveis e o ser humano.