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Revisão mensal de geografia 2º bimestre 2º ano

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  • 1. REVISO MENSAL DE GEOGRAFIA 2 BIMESTRE 2 ANO

2. A Europa est localizada totalmente no hemisfrio NORTE da Terra, por ela passa o Meridiano de Greenwich que divide a Terra em dois hemisfrio, o Oriental e o Ocidental. Assim o continente europeu possui terras nas duas pores do continente, sendo que a maior parte de terras se encontra no hemisfrio Oriental ou Leste 3. O continente europeu constitudo por paisagens extremamente humanizadas, dessa forma os recursos naturais e paisagens j foram intensamente modificadas, resultado do expressivo desenvolvimento econmico e industrial. As transformaes ocorridas na Europa tiveram incio na Revoluo Industrial 4. O espao europeu possui uma complexa rede de transportes interligando todos os espaos dentro do continente com grande eficincia. A rede de transportes corresponde a toda infra-estrutura para dinamizar o fluxo de mercadorias e pessoas, a rede, para um bom funcionamento, precisa ter rodovias em boas condies, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias. 5. A indstria na Europa desenvolvida A condio atual de alto desenvolvimento industrial no continente europeu, especialmente no lado ocidental, decorrente de um processo histrico, pois a Revoluo Industrial teve incio na Europa, mais precisamente na Inglaterra no final do sculo XVIII incio de sculo XIX. O nvel econmico e industrial no homogneo no continente, pois se difere entre a Europa Ocidental (desenvolvida) e Europa Oriental (subdesenvolvida), a segunda composta por pases da ex-URSS (Unio Repblicas Socialistas Soviticas). 6. A Europa desenvolvida possui um setor industrial diversificado que vai da indstria de base at tecnologia de ponta, alm de um setor secundrio bastante variado. O nvel de industrializao e tecnologia proporcionou o surgimento de dezenas de empresas multinacionais, pois grandes incorporaes empresariais tm origem europeia. Porm, na Europa Oriental os pases no acompanharam essas evolues e tiveram uma industrializao tardia, ou seja, o processo de industrializao aconteceu cerca de cem anos aps o incio da Primeira Revoluo. 7. A indstria est ligada diretamente com os recursos energticos e tambm minerais, pois so esses que suprem de matria-prima e fonte de energia para process-las. Na Primeira Revoluo Industrial o principal recurso energtico foi o carvo que era utilizado para abastecer as mquinas a vapor nas indstrias txteis. 8. As indstrias se instalaram prximas s reas de extrao de minrios. Mais tarde, no final de sculo XIX, houve o descobrimento do petrleo e suas utilizaes no processo produtivo e de transportes e investimentos em usinas hidreltricas e nucleares que acelerou todo desenvolvimento econmico e industrial. 9. Mas o consumo de recursos minerais energticos ou no, recursos renovveis e no-renovais provoca uma srie de impactos ambientais que comprometem as paisagens naturais, o ar, a atmosfera, as guas, o solo e etc., isso sem falar nos resduos industriais. As alteraes ocorridas na Europa Ocidental fez emergir uma conscincia ecolgica em favor da preservao da natureza com uma forte aprovao da sociedade em geral. 10. A Europa um continente extremamente urbano e industrializado, isso quer dizer que a grande maioria das pessoas vive em cidades, at por que so nelas que se encontram as oportunidades de trabalho (setor secundrio e tercirio), essa urbanizao massificada foi devido mecanizao do campo a partir da dcada de 50 que desencadeou o fenmeno do xodo rural. No sculo XIX, houve um grande fluxo de migrao de Europeus para todos os continentes em busca de uma nova vida, pois na Europa as condies de trabalho nas indstrias estavam precrias. 11. Por ser um continente urbano, esse se configura como uma densa e complexa rede urbana composta por um grande nmero de cidades em espao articulado com importncia comercial e industrial. Nessas cidades europias esto presentes algumas das sedes de organismos internacionais. 12. O espao agrrio na Europa desenvolvida O espao agrrio na Europa desenvolvida possui um elevado nvel tecnolgico no campo, esse nvel produziu uma reduo de trabalhadores rurais que compe o PEA (Populao Economicamente Ativa) como, por exemplo, Reino Unido 1,8%, Blgica 2,3%, Alemanha 1,4%, Frana 2,9%. Em suma, o espao agrrio europeu caracterizado por um elevado ndice de produtividade. 13. Embora formem um s bloco continental (chamado Eursia), Europa e sia so continentes diferentes por conta de diferenas histricas e culturais. A fronteira entre eles pode, no entanto, ser estabelecida de duas formas. Uma delas leva em conta aspectos naturais e inclui no continente europeu a parte ocidental da Rssia, delimitada a leste pelos montes Urais. Outra maneira de dividir os continentes ideolgica e durou at o final da Guerra Fria: considerava europeus apenas os pases capitalistas, alinhados aos EUA. 14. Aspectos fsico-naturais Clima: predomina o temperado, com variaes continentais e ocenicas. H tambm reas de clima mediterrneo (ao sul), polar (ao norte) e alpino (nas altas montanhas). Relevo: composto, principalmente, por plancies (destaque para a do sul da Inglaterra, as do norte da Frana, da Alemanha e da Itlia e a Rssia). Dobramentos modernos aparecem ao sul da Europa e formam a cadeia Alpina, que inclui Pirineus, Alpes, Apeninos, Crpatos, Blcs e Cucaso. 15. Hidrografia: os rios mais importantes so o Volga (Rssia), o Danbio (que nasce na Alemanha, atravessa sete pases e desgua no mar Negro) e o Reno (que corta a regio mais industrializada da Europa, incluindo Alemanha e Frana, e desaguando no porto de Roterd, na Holanda). 16. Aspectos econmicos, polticos e humanos Europa ocidental: principal regio econmica da Europa, engloba Alemanha, Frana e Reino Unido - as economias mais fortes da Europa. Concentra a maior parte das indstrias europeias e tambm favorecida por um sistema de transportes moderno, rpido e multimodal, que permite intensa circulao de mercadorias e de pessoas. 17. Europa centro-oriental: envolve os pases da antiga Unio das Repblicas Socialistas Soviticas (URSS), detentores dos piores ndices socioeconmicos da Europa e marcados por alta disparidade de renda. Sua economia caracteriza-se por indstrias pesadas e de base, alm de atividades extrativistas e agrcolas. 18. Unio Europeia (UE) Comeou com o Tratado de Roma, assinado em 1957 por Benelux (antigo bloco formado por Blgica, Holanda e Luxemburgo), Frana, Alemanha e Itlia. A partir da, os pases, j integrados economicamente, estabeleceram integrao poltica e a livre circulao de mercadorias, de capitais, de servios e de pessoas. 19. Em 1992, o Tratado de Maastricht implementou o euro (moeda emitida pelo Banco Central Europeu para circular nos pases da UE), criou uma poltica externa e um plano de defesa comum aos membros do bloco. Desde 2007, a UE conta com 27 pases- membros e se depara com o desafio de diminuir a desigualdade econmica entre eles - principalmente entre Europa Ocidental e Oriental. 20. Preste ateno! A Unio Europeia um importante ator global. Durante a crise econmica americana, por exemplo, ela teve atuao preponderante para barrar a expanso da crise, com seu Banco Central fornecendo emprstimos milionrios s empresas em crise. Alm disso, seu desenvolvimento econmico a torna um gigantesco mercado consumidor dos mais variados produtos agrcolas e industrializados provenientes do mundo todo. 21. Analisando os grficos, verifica-se que, alm dos EUA, alguns pases europeus so simultaneamente grandes exportadores e grandes importadores de produtos agrcolas. 22. A agricultura uma atividade fortemente afetada tanto por fatores naturais quanto por polticas governamentais de apoio ao setor. Esses dois elementos justificam a situao, aparentemente ambgua, dos pases europeus no comrcio internacional de produtos agrcolas. Explicam a condio de exportadores desses pases: a agressiva poltica de subsdios agrcolas, que favorece a formao de excedentes exportados para outras naes; 23. a agropecuria em padro industrial, com alta tecnologia e produtividade, que resulta em grande volume de produo; a PAC (Poltica Agrcola Comunitria) da Unio Europeia, que estabelece muitas limitaes entrada de alimentos extracomunitrios. Explicam a condio de importadores desses pases: 24. um grande mercado consumidor, que faz com que a produo nacional no atenda a toda a demanda da populao; a PAC (Poltica Agrcola Comunitria) da Unio Europeia, que favorece as importaes agropecurias entre os pases do bloco; 25. a localizao na zona temperada, que limita a variedade de produtos cultivveis, levando importao de alimentos de reas tropicais; o tamanho relativamente reduzido do territrio que pode ser utilizado para a agropecuria, o que limita o espao destinado pecuria de grande porte, notadamente de bovinos para corte, resultando na necessidade de importaes, tanto de carne quanto de gneros para rao animal. 26. Vegetao Atualmente, a maior parte das formaes vegetais da Europa j foi destruda, abrindo espao para a ocupao agrcola ou para a expanso urbana. Podem identificar-se na Europa os seguintes biomas: 27. Tundra: No extremo norte-nordeste da Europa, verifica-se, a partir da estreita plancie costeira at o topo das montanhas escandinavas, adaptadas a um clima polar rigoroso, uma vegetao sazonal homognea de tundra, constituda por musgos e lquenes sobre solos congelados e de pequena espessura com substrato muito rochoso denominado como permafrost. 28. Floresta de conferas (taiga): Abaixo da tundra, ainda a norte. uma faixa com vegetao boreal ou taiga, constituda por floresta de conferas (pinheiros) adaptada ao clima frio. 29. Floresta temperada (caduciflia): Parte central da Europa: adaptada sobre solos profundos e bastante areno-argilosos e, originalmente, frteis, com variaes entre o leste e o oeste, devido a ocorrncia do clima temperado ocenico a oeste e do clima temperado continental a leste. Nas reas mais secas, prximo aos mares Negro e Cspio surge vasta extenso de espcies, nas reas mais secas, e pradarias, nas reas mais midas, com uma vegetao rasteira que em alguns trechos lembra os pampas do Rio Grande do Sul 30. Vegetao mediterrnea: Na Europa Meridional, a sul dos Pirenus e dos Alpes e na vertente norte do Mar Mediterrneo, ocorre a vegetao mediterrnica constituda por arbustos (garrigues), carvalhos, oliveiras e maquis. No sul da Europa, o clima mediterrneo, com caractersticas subtropicais bastante amenizadas pelo Oceano Atlntico, favorece o desenvolvimento de florestas, que hoje, degradadas, apresentam maquis em reas de solos arenosos, ou como garrigue, em reas de terrenos calcrios. 31. Estepe: Parte oriental (Ucrnia, Bielorrssia, Rssia, Gergia): presena predominante de estepes, sobre solos muito frteis, dependentes de um rpido ciclo de crescimento e decomposio de vegetais e de um clima semi-rido (quente no vero e muito frio no inverno). Estepe semi-rida: Pequena rea na parte oriental. Vegetao de altitude: Poucos e pequenos pontos espalhados pelo continente. 32. Unificao Italiana O Congresso de Viena (1814-1815) determinou que os atuais territrios da Itlia e da Alemanha fossem divididos em diversos estados dominados por estrangeiros. Os povos desses territrios no aceitaram a diviso feita por Viena e promoveram, ento, movimentos racionalistas visando transformar suas naes em estados nacionais independentes 33. Onde hoje a Itlia foi dividida em pequenos estados por ordem de Viena, so eles: Reino Sardo-Piemonts: governado por uma dinastia italiana. Era autnomo e soberano; Reino Lombardo-Veneziano: governado pela ustria; 34. A primeira luta do movimento para unificar a Itlia s teve incio depois da deciso do Congresso de Viena que transformava a atual Itlia. As primeiras tentativas de libertao do territrio italiano foi uma organizao revolucionria chamada de Jovem Itlia liderada por Giuseppe Mazzini, republicano que junto com a jovem Itlia defendia a independncia e a transformao da Itlia numa repblica democrtica. 35. Em 1848, os seguidores de Mazzini promoveram outra manifestao contra a dominao austraca em territrios italianos, mas foram vencidos pelo poderoso exrcito austraco. Apesar da derrota, o ideal nacionalista permanecer forte e a partir dessa poca, a luta pela unificao passou a ser liderada pelo Reino Sardol-Piemonts. 36. Cavour, um dos lderes do Risorgimento (movimento que pretendia fazer a Itlia reviver seus tempos de glria), representava todos os que desejavam a unificao. Para alcanar tal objetivo, Cavour teve o apoio da burguesia e dos proprietrios rurais e colocou em prtica um plano de modernizao da economia e do exrcito do Piemonte. Aproximou-se da Frana e conseguiu ajuda militar para enfrentar a ustria. 37. Com a ajuda da Frana, o exrcito de Cavour obteve expressivas vitrias e a ustria, derrotada, foi forada a entregar o reino. Quase em mesmo tempo, o revolucionrio Giuseppe Garibaldi atacou o Reino das Duas Siclias e criou condies para sua libertao do domnio estrangeiro. Decidiram ento por intermdio de um plebiscito ser governados tambm pelo rei do Reino Sardo-Piemonts Victor Emanuel II. 38. Com a maior parte do atual territrio italiano, em 1861 Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itlia, mas, para que a unidade fosse completada era necessrio conquistar Veneza e Roma. Veneza foi incorporada no ano de 1866 e Roma em 1870 onde passou a ser capital do pas no ano seguinte. O papa Pio IX, no aceitou a perda dos domnios territoriais da Igreja e rompeu relaes com o governo italiano, considerou-se prisioneiro e fechou-se no Vaticano. Assim nasceu a Questo Romana que s foi resolvida em 1929 quando foi assinado o Tratado de Latro. Por esse acordo, foi criado o Estado do Vaticano dirigido pela Igreja Catlica. 39. Unificao Alem=A Unificao Alem foi um processo iniciado em meados do sculo XIX e finalizado em 1871, para a integrao e posterior unificao de diversos estados germnicos em apenas um: a Alemanha. O processo foi liderado pelo primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, conhecido como chanceler de ferro, e culminou com a formao do Segundo Reich (Imprio) alemo. 40. Leia as atividades e as parte principais da apostila.