Professor Ms.: Jos© G³es - instit .Professor Ms.: Jos© G³es Pgina 2 01. Introdu§£o Freq¼entemente,

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    Estudo e tratamento fisioterpicos da articulao similar a do Ombro

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    01. Introduo

    Freqentemente, q articulao do quadril confundida com a do

    ombro, por tambm ser triaxial e ser o elo de ligao proximal com o seu

    membro, o inferior. Algumas diferenas, no entanto, tornam essas

    articulaes bem diferentes em alguns aspectos. Podemos citar como

    exemplo o fato de o ombro ser uma articulao que prima a mobilidade.

    J o quadril promove sustentao de nosso peso.

    Como podemos ver na figura abaixo, percebemos que o quadril

    formado por trs ossos, o ilaco, o squio e o pbis, cada um possuindo

    funes, estruturas e msculos prprios, o que torna essa articulao

    bastante complexa e fundamental para a regulao de nossa postura. Tais

    ossos articulam-se a nvel da sfise pbica.

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    O dimorfismo sexual ntido quando relaciona-se a pelve masculina

    com a feminina, como podemos ver na figura abaixo.

    Pelve masculina Pelve feminina

    02. Msculos da Articulao do

    Quadril

    A articulao do quadril envolvida por msculos poderosos e

    bem equilibrados que no somente movimentam os membros, como

    tambm ajudam a manter a posio do tronco. Os vinte e dois msculos

    que atuam sobre a articulao do quadril podem ser classificados como

    se segue:

    MSCULOS

    3 flexores Psoas, ilaco, reto femoral 1 flexor-adutor Pectneo 4 adutores Grcil, adutor longo, adutor breve e adutor magno 3 extensores Bceps femoral (poro longa), semimembranceo,

    semitendneo. Eles tem o dobro da ao dos flexores. 1 extensor rotador externo Glteo mximo 1 abdutor Glteo mdio 1 flexor-abdutor-rotador externo

    Sartrio

    2 rotadores internos Tensor da fscia lata, glteo mnimo 6 rotadores externos Piriforme, obturador externo, obturador interno, gmeo

    superior, gmeo inferior, quadrado da coxa.

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    03. Movimentos Globais do Quadril

    Em primeiro lugar, tais movimentos sero observados supondo-se o

    ilaco fixo e que o fmur que se desloca em relao a ele.

    1. O movimento que aproxima as faces anteriores da coxa do tronco

    se chama FLEXO.

    2. A flexo passiva um pouco mais ampla do que a ativa, j que os

    msculos flexores se deixam relaxar e comprimir.

    3. A amplitude da flexo maior quanto mais fletido estiver o

    joelho e mais limitada quanto mais estendido estiver o joelho, por causa

    da tenso dos msculos isquiotibiais.

    4. A flexo do quadril ocasiona, freqentemente, uma retroverso

    da pelve.

    5. Movimento que aproxima as faces posteriores da coxa e do

    tronco se chama EXTENSO.

    6. Em geral, a extenso muito limitada, muitas vezes confundida

    e/ou aumentada por uma lordose lombar.

    7. Na "grande arabesque" e acrescentada extenso uma rotao

    externa do quadril, uma anteverso e uma rotao da pelve sobre a

    coxofemoral oposta para dar impresso de uma extenso.

    8. A amplitude da extenso maior quanto mais estendido estiver o

    joelho e mais limitada quanto mais fletido estiver o joelho. Por causa da

    tenso do msculo reto-femoral.

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    9. Movimento no qual a coxa se desloca medialmente se chama

    ADUO.

    10. A aduo supe um deslocamento prvio do outro membro

    inferior, para poder realizar-se em um plano puramente frontal, podendo

    ser efetuada com uma leve flexo e tambm podendo realizar-se com

    uma extenso.

    11. Movimento que aproxima as faces laterais da coxa e do tronco

    se chama ABDUAO.

    12. A abduo com posio de rotao neutra ou interna no

    ultrapassa os 40, j que a parte superior do colo se choca contra o teto

    do acetbulo.

    13. Com uma rotao externa, v-se que a parte anterior ou

    inferior do colo que se encontra face ao acetbulo; a abduo pode,

    ento, ser muito mais ampla.

    14. Observam-se tambm movimentos de rotao do quadril, que

    fazem girar o fmur sobre seu eixo, como um parafuso: no se deve

    confundir com as rotaes do joelho.

    15. ROTAO INTERNA: o p orienta-se medialmente. necessria

    uma boa rotao interna para executar a posio "sentado entre os

    joelhos" sem forar a rotao externa do joelho.

    16. ROTAO EXTERNA: o p orienta-se lateralmente; solicitada

    pelos bailarinos clssicos para o "en dehors" necessria uma boa rotao

    externa para realizar a posio de ltus sem danificar os joelhos e os

    tornozelos a rotao externa, realizada a partir da posio de quadril

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    fletido, mais ampla, j que nesse caso o ligamento iliofemoral se

    encontra relaxado.

    17. Mais freqente que se somem vrios movimentos de quadril e

    que se realizem em direes mistas, como por exemplo: abduo +

    rotao externa, ou flexo + abduo.

    18. Se o fmur o ponto fixo e o ilaco se desloca sobre ele, pode-se

    descrever os movimentos do ilaco. Para isso, observam-se os

    deslocamentos da espinha ilaca ntero-superior. Esta pode ser levada:

    19. Para frente, ANTEROVERSO (que se prolonga na coluna lombar

    por uma tendncia lordose.

    20. Para trs, retroverso (que se prolonga na regio lombar por

    uma tendncia ao endireitamento da lordose.

    21. Lateralmente: INCLINAO LATERAL EXTERNA

    22. Medialmente: INCLINAO LATERAL INTERNA

    23. Ambos os movimentos (inclinao lateral interna e externa)

    tendem a levar a regio lombar a uma inclinao lateral.

    24. Em ROTAO INTERNA e em ROTAO EXTERNA.

    04. A Importncia da Pelve

    Como j mencionado, a pelve possui vrias funes nicas,

    principalmente relacionada a postura, vejamos agora quais so elas:

    Proteo das vsceras;

    Estabilizao do tronco;

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    A pelve com os membros inferiores ajuda na marcha;

    A pelve e o tronco mantm o centro de gravidade que

    o centro de equilbrio de todas as foras;

    Qualquer movimento feito com a pelve em rotao o

    que se movimenta primeiro o sacro (L5 S1) o movimento vai

    sempre iniciar e terminar no centro articular;

    Participa do movimento de enrolamento e

    endireitamento, juntamente com o tronco e a cabea;.

    05. Equilbrio e Controle Postural

    Durante o ciclo normal da marcha, o quadril move-se em uma

    amplitude de movimento de 40 graus (10 graus de extenso na fase

    terminal do apoio para 30 graus de flexo no meio do balano e contato

    inicial). Ocorre tambm alguma inclinao plvica lateral e rotao

    (aproximadamente 8 graus) que requerem abduo/aduo e rotao

    interna/externa do quadril. A perda de algum desses movimentos afetar

    a homogeneidade do padro da marcha.

    05.1 Controle muscular durante a marcha

    (1) Flexores do quadril controlam a extenso do quadril no final da

    fase de apoio, e ento contraem-se concentricamente para iniciar o

    balano. Com a perda da funo flexora percebe-se um desvio sbito

    posterior do tronco para iniciar o balano. As contraturas nos flexores de

    quadril impedem a extenso completa durante a segunda metade do

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    apoio; o passo encurtado. A pessoa aumenta a lordose lombar ou anda

    com o tronco curvado para frente.

    (2) Extensores do quadril controlam o momento flexor no contato

    inicial do p, ento o glteo mximo inicia a extenso do quadril. Com a

    perda da funo extensora, ocorre um desvio sbito posterior do tronco

    durante o contato do p, para transferir o centro de gravidade do tronco

    posteriormente ao quadril. Com contraturas no glteo mximo, ocorre

    certa diminuio no balano terminal medida que o fmur vai para

    frente, ou a pessoa pode compensar rodando a pelve mais para frente. O

    membro inferior pode rodar para fora devido ao componente de rotao

    externa do msculo, ou colocar uma maior tenso sobre o trato iliotibial

    atravs de sua insero, levando irritao no joelho lateralmente com

    atividades excessivas. (3) Os abdutores do quadril controlam a inclinao

    plvica lateral durante o balano da perna oposta. Com a perda de funo,

    ocorre desvio lateral do tronco sobre o lado fraco durante o apoio,

    quando a perna oposta oscila. Esse desvio lateral tambm ocorre em um

    quadril doloroso, j que ele minimiza o toque na articulao do quadril

    durante a sustentao de peso. O tensor da fscia