Click here to load reader

MULTICARE - SEGUROS DE SAÚDE, S.A. · Relatório e Contas Multicare 2015 Órgãos Sociais 3 ÓRGÃOS SOCIAIS MULTICARE - SEGUROS DE SAÚDE, S.A. Mesa da Assembleia Geral ... e recuperação,

  • View
    221

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of MULTICARE - SEGUROS DE SAÚDE, S.A. · Relatório e Contas Multicare 2015 Órgãos Sociais 3...

  • 1

    MULTICARE - SEGUROS DESADE, S.A.

    RELATRIOE CONTAS2015

  • 2Relatrio e Contas Multicare 2015 ndice

    rgos Sociais

    Relatrio do Conselho de Administrao

    Demonstraes Financeiras

    Anexo s Demonstraes Financeiras

    Relatrio de Governo Societrio

    Certificao Legal de Contas

    Relatrio e Parecer do Conselho Fiscal

    NDICE

    03

    04-24

    25-31

    32-121

    122-152

    153-155

    156-158

  • 3Relatrio e Contas Multicare 2015 rgos Sociais

    RGOS SOCIAISMULTICARE - SEGUROS DE SADE, S.A.

    Mesa da Assembleia GeralPresidente Maria Isabel Toucedo LageSecretrio Carla Cristina Curto Coelho

    Conselho de AdministraoPresidente Guangchang GUOVice-Presidente Joo Nuno de Oliveira Jorge PalmaVice-Presidente Jorge Manuel Baptista Magalhes CorreiaVogais Qunbin WANG Nuno Maria Pinto de Magalhes Fernandes Thomaz Michael LEE Francisco Xavier da Conceio Cordeiro Carlos Vaz de Macedo da Cunha Coutinho Maria Joo Caroo Honrio Paulino de Sales Lus Wai Lam William MAK Jos Pedro Cabral dos Santos Lan KANG Xiaoyong WU Lingjiang XU

    Comisso ExecutivaPresidente Jorge Manuel Baptista Magalhes CorreiaVice-Presidente Francisco Xavier da Conceio CordeiroVogais Carlos Vaz de Macedo da Cunha Coutinho Maria Joo Caroo Honrio Paulino de Sales Lus

    Conselho FiscalPresidente Vasco Jorge Valdez Ferreira Matias Vogais Joo Filipe Gonalves Pinto Lus Augusto Mximo dos SantosSuplente Joo Manuel Gonalves Correia das Neves Martins

    Sociedade de RevisoresOficiais de Contas Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A., representada por Ana Rosa Ribeiro Salcedas Montes Pinto, ROC

  • 4

    01RELATRIODO CONSELHO DEADMINISTRAO

  • 5Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Em cumprimento das exigncias legais e estatutrias de prestao de informao, vem o Conselho de Administrao da

    Multicare apresentar o Relatrio e Contas relativo ao exerccio de 2015.

    A satisfao dessas exigncias constitui tambm uma oportunidade para, precedendo a anlise da evoluo

    dos vrios segmentos do negcio e a apresentao das demonstraes financeiras, expr, em traos gerais,

    os aspetos de maior relevncia para a caraterizao da empresa, bem como as principais linhas de orientao

    no desenvolvimento da sua atividade.

    1. Enquadramento da Atividade

    1.1. Enquadramento Macroeconmico

    A economia portuguesa continuou a evidenciar, em 2015, a tendncia de recuperao iniciada no ano anterior,

    refletindo a evoluo quer da procura interna, em particular do consumo de bens duradouros e investimento,

    quer da procura externa, traduzida no dinamismo das exportaes.

    Esta evoluo favorvel teve como principal impulsionador o aumento do rendimento disponvel nas economias

    desenvolvidas, refletindo o contexto de baixas taxas de juro, a diminuio acentuada dos preos dos produtos

    energticos, a melhoria do mercado de trabalho e o aumento dos nveis de confiana por parte dos particulares.

    Adicionalmente, as exportaes beneficiaram ainda da desvalorizao do Euro face s principais moedas

    internacionais.

    Assim, e em consequncia da evoluo descrita acima, e apesar de alguns desequilbrios estruturais que a

    economia nacional continua a evidenciar, a atividade econmica ter aumentado 1,6% em 2015, ligeiramente

    acima da estimativa para a rea do Euro, permitindo retomar o processo de convergncia real da economia

    portuguesa para a mdia europeia.

    De referir ainda que a capacidade de financiamento da economia portuguesa, medida pelo saldo conjunto

    da balana corrente e da balana de capital manteve-se em cerca de 2%, situao que se verifica desde 2012

    devido ao reequilbrio da balana corrente.

    Por seu lado, a inflao registou, em 2015, um aumento de 0,5%, claramente abaixo do valor de referncia

    para a rea do Euro, devido descida do preo das matrias-primas, em particular do petrleo.

    Relativamente ao mercado de trabalho, continuou a verificar-se a tendncia de reduo da taxa de desemprego,

    que registou um valor mdio anual prximo de 12%, refletindo quer o maior nvel de emprego associado

    melhoria da atividade econmica, quer a reduo da populao ativa, com especial incidncia nos segmentos

    mais jovens onde a emigrao se tem feito sentir de forma mais vincada.

  • 6Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    A poltica oramental manteve-se moderadamente restritiva em 2015, continuando a evidenciar um elevado

    nvel da carga fiscal e um crescimento moderado da despesa pblica, possibilitando alcanar no final do ano

    um dfice ligeiramente abaixo de 3% e o consequente encerramento do procedimento dos dfices excessivos.

    As projees mais recentes apontam para uma recuperao continuada da economia portuguesa, traduzida

    num crescimento anual prximo de 2%, que, embora reduzido, representa uma acelerao face recuperao

    recente e consolida a sada do ciclo recessivo anterior.

    Esta evoluo continuar a ter como principais dinamizadores o consumo privado, investimento e exportaes,

    pelo que suscetvel de ser impactada por fatores que afetem a procura externa dirigida economia portuguesa,

    bem como por alteraes das atuais condies de financiamento.

    1.2. Enquadramento do Mercado Segurador

    Em 2015 o montante de prmios de seguro direto contabilizados no mercado portugus atingiu 12,7 mil milhes

    de euros (equivalente a 7,2% do PIB), o que representou um decrscimo de 11,4% face ao ano anterior, tendo

    sido prejudicado pela evoluo desfavorvel dos ramos Vida.

    Com efeito, a atividade Vida evidenciou um decrscimo de 17% no montante de prmios, para 8,7 mil milhes de

    euros, refletindo quer alteraes nas polticas de captao de recursos por parte de alguns grupos financeiros

    nacionais, quer o atual contexto de reduzidas taxas de juro, com impacto significativo na taxa de poupana

    dos particulares.

    Por outro lado, a atividade No Vida apresentou um acrscimo de 3,7%, invertendo a tendncia de decrscimo

    que se vinha verificando nos anos mais recentes, tendo o montante de prmios atingido 4,0 mil milhes de

    euros (cerca de 2,3% do PIB).

    Apesar desta evoluo favorvel ter subjacente um aumento na generalidade dos ramos (com exceo de

    Transportes), h a destacar o crescimento de 7,1% evidenciado pelos ramos Acidentes e Doena, em particular

    pelos seguros de sade, que beneficiaram do maior rendimento disponvel e da necessidade crescente de

    complementar a oferta por parte do Servio Nacional de Sade, e pelo seguros de Acidentes de Trabalho,

    que refletiram uma ligeira recuperao do nvel de emprego e o ajuste tarifrio necessrio para o equilbrio

    tcnico deste produto.

    Por seu lado, os ramos Automvel e Incndio e Outros Danos apresentaram um crescimento prximo da atividade

    econmica, tendo ambos beneficiado de uma estabilizao do prmio mdio e de um ligeiro aumento do

    nmero de aplices.

  • 7Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    De referir ainda que, de uma forma geral, o mercado segurador apresenta uma diminuio dos nveis de

    concentrao, traduzido por um aumento de quota das seguradoras de menor dimenso nos ramos Vida e

    No Vida.

    2. Atividade da Companhia

    2.1. Aspetos Gerais

    No ano 2015 a Multicare manteve a sua orientao estratgica de grande proximidade aos clientes e prestadores,

    de procura da melhoria do seu portflio de produtos, no sentido de darem resposta s necessidades crescentes

    e cada vez mais exigentes dos seus Clientes, e ainda expanso internacional, tendo sempre como referencial

    o equilbrio tcnico e a eficincia organizacional.

    O lanamento do produto oncolgico marcou o ano que termina, dando resposta ao aumento da incidncia

    desta doena e respetivos custos de tratamento. Com este lanamento a Multicare vem reforar a sua

    estratgia de inovao na rea da sade, procurando desenvolver continuamente solues que permitam

    responder s principais necessidades da populao, em termos de preveno e tratamento da sua sade e

    contribuindo, deste modo, para a promoo da qualidade de vida das pessoas.

    Apesar das doenas oncolgicas afetarem um nmero crescente de pessoas todos os anos, o diagnstico

    atempado e o desenvolvimento da medicina tm permitido o aumento de casos tratados com sucesso e a

    melhoria da qualidade de vida de quem tem diagnosticada uma doena deste foro.

    O produto lanado disponibiliza uma cobertura especfica para a doena oncolgica, com 1 M de capital

    disponvel por anuidade. Esta cobertura garante todas as despesas necessrias a um melhor acompanhamento

    e recuperao, sem franquias nem co-pagamentos, nomeadamente, internamento, transplantes de clulas

    estaminais e de medula, medicina fsica e de reabilitao, consultas e exames, cuidados paliativos, entre

    outras. Utiliza uma rede de prestadores de sade privados de referncia na rea da Oncologia, como a

    Fundao Champalimaud, CUF, o Hospital da Luz e a Lusadas Sade, que oferecem o acesso a mdicos de

    excelncia e equipamento e tecnologia de topo para um adequado diagnstico e acompanhamento em todo

    o tratamento oncolgico.

    Com o objetivo de melhorar as condies de acesso aos cuidados de sade, a Multicare continuou a desenvolver

    as redes preferenciais, onde se destaca a implementao da rede de medicina fsica e reabilitao.

    A criao desta nova rede, bem como, o desenvolvimento das redes de oftalmologia e pticas, implementadas

    no ano anterior, pretendem a melhoria do resultado global, bem como o aumento dos benefcios para os clientes.

    A rede de medicina fsica e reabilitao acompanha a distribuio geogrfica da maioria das pessoas seguras.

  • 8

    Ainda no intuito de melhorar o acesso e o controlo de custos, foi expandida a rede de ticas atravs da

    incluso de mais um grupo tico, que permitiu aumentar a rede Multicare em mais de 200 pontos de acesso,

    com uma resposta geogrfica abrangente.

    Destaca-se igualmente, em 2015, a realizao de encontros com assistentes da rede Multicare, em Lisboa e

    no Porto, que contaram aproximadamente com 400 presenas, e que tiveram como principal objetivo uma

    maior proximidade com a rede de prestadores. Estiveram presente assistentes quer de grandes unidades

    hospitalares, como tambm de pequenos consultrios, clnicas e laboratrios, e foram abordados temas

    variados relativos a faturao, site, parcerias e outros relacionados com dificuldades do quotidiano.

    Os postos itinerantes foram outra das iniciativas mantidas em 2015 com o objetivo de estreitar as relaes

    entre a Multicare e os seus Clientes e Prestadores. A Multicare esteve presente em alguns laboratrios de

    anlises clnicas na zona da Grande Lisboa, o que permitiu troca de experincias e partilha de conhecimento

    com estes prestadores, bem como, a divulgao da imagem Multicare a potenciais Clientes.

    Estas aes proporcionam ainda aos atuais Clientes a interao com a Seguradora, melhorando os nveis de

    satisfao e confiana relativamente aos servios e produtos.

    Assim, a Multicare apresenta-se no mercado com uma abordagem de qualidade e de melhoria contnua, uma

    atitude de inovao permanente e de responsabilidade social, orientada para a satisfao do cliente.

    A evidncia desta preocupao e posicionamento tem-se traduzido na manuteno da liderana de mercado

    e no reconhecimento da qualidade do servio por parte dos clientes, tendo-se verificado um incremento do

    ndice de satisfao global, resultado do inqurito de satisfao realizado a clientes, que apresentou o valor

    de 8,33 (face a 8,18 de 2014, numa escala de 0 a 10).

    Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Distribuio da rede de medicina fsica e reabilitao

  • 9Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Este valor realou-se ainda na identificao de pontos fortes e na anlise favorvel renovao do Certificado

    de Qualidade concedido pela Bureau Veritas ao Sistema de Gesto da Qualidade.

    O ano 2015 caraterizou-se igualmente pelo crescimento do negcio sade em Angola, quer no segmento de

    particulares, quer no segmento de empresas, atravs da participao do grupo Fidelidade na seguradora

    Universal Seguros. Foi ainda durante o ltimo trimestre, que se deram os primeiros passos na implementao

    da operativa Sade em Cabo Verde e Moambique.

    O processo de internacionalizao do Grupo Fidelidade visa, em particular, os mercados com os quais Portugal

    tem afinidades econmicas, culturais e lingusticas.

    Com novos horizontes de crescimento, diversificao e valorizao do seu projeto, o Grupo Fidelidade considera

    a expanso internacional uma prioridade e uma oportunidade para expandir a sua oferta e o servio a novos

    clientes.

    2.2. Principais Indicadores de Atividade

    Quota de mercado

    AXA (3%)

    Allianz (8%)

    Lusitania (2%)

    Restantes (6%)

    Ocidental (26%)

    Tranquilidade (6%)

    Grupo Fidelidade (33%)

    Grupo NB (4%)

    Generali (4%)

    Victoria (5%)

    Aoreana (3%)

  • 10

    O Grupo Fidelidade reforou a liderana, tendo a sua quota de mercado subido para 33%, mais 7 p.p. do que

    o segundo operador do mercado.

    Este reforo ficou a dever-se a um crescimento superior em 4 p.p. ao crescimento mdio do mercado.

    Atos mdicos por cobertura

    A frequncia de utilizao tem-se mantido estvel, no apresentando oscilao significativa face ao ano

    anterior. Ainda assim, verifica-se um ligeiro crescimento do nmero de atos motivado pelo crescimento do

    nmero de pessoas seguras. Destacam-se as tipologias nas quais ocorreram maior nmero de atos:

    Reclamaes

    O nmero de reclamaes apresenta uma reduo de aproximadamente 9% quando comparado com o

    ano anterior. A reduo dos casos de insatisfao por parte dos clientes tem particular significado quando

    comparado com o aumento de 4,5% do nmero de pessoas seguras.

    Relativamente razoabilidade do reclamante, destaca-se que em 54% dos casos, a Multicare teve razo na

    sua posio inicial.

    Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    N. Reclamaes 452 412 -8,8%

    N. Reclamaes/mil pessoas seguras 0,6 0,5 -12,8%

    Tempo mdio de resposta (dias) 5,4 5,5 0,1

    2014 2015

    Internamentos 23 731 25 327 6,7%

    Consultas 729 181 797 724 9,4%

    Meios auxiliares de Diagnstico

    Imagiologia/radiologia 218 078 234 294 7,4%

    Patologia clnica 161 959 172 269 6,4%

    Outros exames 231 058 240 882 4,3%

    2014 2015

    (Valores em Euros)

  • 11Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Tambm se destaca a reduo da taxa de reabertura que se situou nos 7,1% face taxa de 8,0% obtida em

    2014, que denota a preocupao de contacto prvio ao envio da carta de resposta, garantindo, desta forma,

    que o cliente fica devidamente esclarecido.

    Chamadas Recebidas

    Com cerca de 4% de crescimento do nmero de pessoas seguras, o rcio de chamadas recebidas por pessoa

    segura reduziu aproximadamente 3 p.p..

    O reduzido crescimento das chamadas, inferior ao crescimento da carteira, traduz o esforo contnuo

    de melhoria dos processos e a aposta no site multicare. Desenvolveram-se trabalhos nestas reas que

    permitiram melhorar a comunicao com o Cliente, tornando-o mais confiante e conhecedor, reduzindo a

    sua necessidade de contacto.

    Sem Razo (38%)Com Razo (54%)

    Razo Parcial (8%)

    N. de chamadas recebidas 713 628 731 630 2,5%

    Rcio de chamadas per capita 96,7% 93,9% -2,8%.

    Taxa de chamadas atendidas (%) 96,5% 92,7% -3,7%.

    TMC - Tempo mdio p/chamada () 339 345 1,6%

    2014 2015

  • 12

    Nveis de Servio

    Tendo sido um ano de crescimento significativo da carteira gerida, 2015 traduziu um esforo de manuteno

    dos nveis de servio, sempre pautados pela qualidade do servio prestado.

    Neste sentido destaca-se o crescimento do volume de processos de reembolso tratados, bem como a taxa de

    reteno de carteira que duplicou face ao ano anterior.

    O suporte s estruturas comerciais manifestou tambm uma evoluo positiva, j que foi possvel aumentar

    quer o nmero de visitas de acompanhamento quer o nmero de formaes ministradas.

    O rcio de produtividade, tendo em conta o crescimento do volume de prmios gerido, manifestou uma

    melhoria o que denota maior eficincia.

    tambm relevante o resultado do inqurito de satisfao levado a cabo junto dos Clientes no mbito dos

    Planos de Sade e de Cartes Activecare, do qual resultou um ndice de satisfao global de 8,33.

    Tambm o ndice de recomendao manifestou melhoria face a 2014, tendo em 2015 sido alcanado o nvel

    de 8,28, face a 8,18 do ano anterior.

    2.2. Recursos Humanos

    O quadro de colaboradores manteve-se estvel apesar do crescimento da carteira de seguros gerida, tendo a

    Multicare encerrado o ano com 200 colaboradores ao seu servio.

    Decorrente da alterao do vnculo contratual dos colaboradores cedidos por outras empresas do Grupo, o

    nmero de colaboradores com contrato sem termo cresceu significativamente.

    Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    2014 2015

    A Termo

    Cedncias

    Sem termo

    62

    192

    60

    2

    141

  • 13

    O quadro de pessoal da Companhia constitudo maioritariamente por colaboradores do sexo feminino,

    representando 64%.

    O escalo etrio onde se verifica maior concentrao de colaboradores com vnculo empresa o 35-39, que

    representa cerca de 33% do total.

    O nvel de habilitaes literrias com maior predominncia o superior, que abrange aproximadamente 50%

    dos colaboradores.

    Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Feminino (64%)

    Masculino (36%)

  • 14Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    No mbito da promoo do conhecimento, continua a ser preocupao da Multicare a formao dos seus

    quadros, quer atravs de aes internas quer externas.

    Foi dada continuidade ao plano anual de sesses temticas, tendo sido realizadas 7 sesses. Os temas

    abrangidos foram bastante vastos, desde a responsabilidade social e motivao no trabalho, at temas mais

    especficos da atividade como sendo o Servio de Apoio Oncolgico, as Redes Preferenciais e as alteraes

    fiscais ao nvel do IRS.

    Foram realizadas diversas aes de motivao interna, visando o desenvolvimento do esprito de equipa e

    promovendo a vida saudvel e a solidariedade social.

    Distribuio de Colaboradores por Escalo Etrio

    >= 65

    60-64

    55-59

    50-54

    45-49

    40-44

    35-39

    30-34

    25-29

    20-24

    0 7060403020 5010

    Bsico

    Secundrio

    Superior

    Mulheres

    Homens

    Habilitaes Literrias

    1

    10

    17

    26

    37

    65

    29

    12

    3

    72

    128

    200

  • 15Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Manteve-se o relacionamento com Universidades, atravs do apoio a doutoramentos, com vista ao

    desenvolvimento cientfico da rea de produtos no mbito da inovao, e continuaram a atribuir-se estgios

    profissionais, fonte de novas ideias e solues e que promovem, assim, a atualizao e modernizao de

    procedimentos.

    Por fim, salienta-se, a criao de um Programa de Acolhimento para Trainees e Novos Colaboradores. Este

    programa marcou pela diferena, pelo efeito surpresa e pelo facto de ter includo Pessoas de todas as equipas

    do Grupo. Foi ainda criada a Bolsa de Mentores e desenvolveu-se um programa de Mentoring com formao

    e acompanhamento de Mentores e Mentees, bem como levadas a cabo diversas aes de formao e visitas

    s Empresas do Grupo.

    2.3. Evoluo da Carteira

    Resseguro Aceite

    Os Prmios registados em Resseguro Aceite cresceram mais de 1% face ao perodo homlogo e totalizaram

    198.216 m.

    O valor registado inclui o custo relativo participao de resultados atribuda s Seguradoras Cedentes,

    que ascende a 4.094 m, e que passou a incluir a rubrica de Prmios Brutos Emitidos pela alterao do

    critrio contabilistico. Verifica-se ainda uma alterao ao tratado de resseguro com a Seguradora Universal

    do qual decorre uma sada de carteira, sem impacto em resultados, mas com impacto no total de Prmios

    Brutos Emitidos. Sem os impactos contabilstico e do tratado de resseguro com a Seguradora Universal, o

    crescimento de Prmios face ao ano anterior seria de 2,0%.

    Fidelidade Seguros 185 854 199 412 7,3%

    Via Directa 334 373 11,5%

    Real Vida 1 0 -100,0%

    Universal Seguros 9 688 -1 569 -116,2%

    Total 195 876 198 216 1,2%

    2014 2015 Variao (%)Seguradora

    (U = m)

    Prmios RA

  • 16Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Em 2015 registou-se um crescimento de mais de 4%, no que respeita a pessoas seguras.

    Este crescimento foi motivado pelo aumento considervel do nmero de pessoas em planos de sade.

    O total de pessoas seguras, no final do ano, ascendeu aproximadamente a 789.000.

    A taxa de sinistralidade de resseguro aceite no valor de 77,6%, est influenciada negativamente pela alterao

    do critrio de contabilizao da participao de resultados e positivamente pelos acertos contabilsticos com

    a Fidelidade, que reduziram os custos com sinistros no valor de 2.283 m. Esta taxa de sinistralidade assim

    inferior em 1,2p.p. taxa que se registou no ano anterior.

    Seguro Direto

    O Seguro Direto registou um volume de prmios de 3.511 m, que traduz um crescimento de 5,1%, face ao

    ano anterior. Este crescimento resultou essencialmente da venda de negcio individual pela internet.

    A taxa de sinistralidade deste segmento da carteira, foi de 78,1%, que representa uma reduo de 3,3 p.p..

    800 000

    780 000

    760 000

    740 000

    720 000

    700 000

    680 000

    660 000

    640 000Jan Fev Mar Abr Mai Jun

    2015

    2014

    Jul Ago Set Out Nov Dez

    Evoluo Pessoas Seguras

  • 17Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    3. Resultados

    Da anlise s Demonstraes Financeiras destacam-se os seguintes aspetos:

    Resultado tcnico

    O resultado tcnico global da Multicare foi positivo em 23.968 m.

    Decorreu essencialmente do negcio de Resseguro Aceite, que apresentou um resultado tcnico positivo

    de 24.640 m. Este resultado est afetado pela correo contabilstica ao custo com sinistros referida

    anteriormente, sem a qual cresceria 15%, face ao ano anterior.

    Os prmios adquiridos de Resseguro Aceite, expurgados do custo da Participao de Resultados, ascenderam

    a 204.800 m. As indemnizaes, atingiram 155.830 m. Destas variveis, resultou uma taxa de sinistralidade

    conjunta de Resseguro Aceite de 76,1%, inferior registada em 2014.

    A aplicao do tratado de resseguro taxa de sinistralidade registada pelas Cedentes traduziu um custo de

    4.094 m, correspondente partilha do lucro com as Companhias.

    O custo com comisses de resseguro aceite ascendeu a 21.900 m. O acrscimo face ao ano anterior

    justificado pelo crescimento dos prmios brutos emitidos nas cedentes.

    Prmios 194 151 202 310 4,2%

    Var. PPNA 893 2 490 179,0%

    Prmios Adquiridos 195 044 204 800 5,0%

    Participao nos Resultados -3 098 -4 094 32,1%

    Variao Prov. Riscos em Curso -52 51 198,8%

    Comisses -19 996 -21 900 9,5%

    Custos de Aquisio Diferidos 105 67 -36,6%

    Indemnizaes -153 734 -155 830 1,4%

    Rendimentos Provises Retidas 1 130 1 546 36,7%

    Resultado Tcnico Resseguro Aceite 19 399 24 640 27,0%

    Taxa de Sinistralidade 78,8% 76,1% -2,7 p.p

    2014 2015 Var. (%)Rubricas

    (U = m)

  • 18Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    O resultado tcnico de Resseguro Aceite ainda composto pelos rendimentos das provises retidas pelas

    cedentes Proviso Para Prmios No Adquiridos e Proviso Para Sinistros e dos restantes investimentos,

    que ascenderam a 1.546 m.

    O resultado tcnico de Seguro Direto foi positivo no valor de 641 m e resultou do aumento dos prmios

    adquiridos superior ao do volume de indemnizaes, bem como da reduo dos custos de aquisio e

    comisses.

    O resultado tcnico da Retrocesso e Resseguro Cedido traduziu um custo de 1.313 m respeitante aos

    tratados de resseguro estabelecido com as seguradoras Fidelidade Assistance, Munich Re e Genworth.

    Custos por natureza a imputar

    Os Custos por Natureza da Multicare atingiram 13.531 m, traduzindo um ligeiro aumento de 2,5%, face ao

    ano anterior.

    Os custos distriburam-se do seguinte modo:

    O acrscimo verificado em Custos com Pessoal, de 3,1%, decorreu da suspenso da aplicao da Lei do

    Oramento de Estado em maio de 2014.

    Os Fornecimentos e Servios Externos registaram um crescimento de 4,0%, decorrente do aumento dos

    custos com comunicaes, despesas informticas e deslocaes diversas, essencialmente, motivadas pela

    internacionalizao do negcio.

    Despesas com Pessoal 8 370 8 628 3,1%

    FSE 4 711 4 901 4,0%

    Impostos e Taxas 23 10 -56,5%

    Depreciaes e amortizaes 200 210 5,0%

    Outras provises -116 -234 100,8%

    Juros suportados 0 0 0,0%

    Comisses 15 16 8,7%

    Total 13 203 13 531 2,5%

    % do total de Prmios SD+RA (*) 6,7% 6,6% -0,1 p.p.

    2014 2015 Var. (%)Rubricas

    (U = m)

    (*) no inclui participao de resultados

  • 19Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    O investimento efetuado ao longo do ano, nomeadamente na soluo de faturao electrnica, justifica o

    crescimento de 5,0% das amortizaes.

    A rubrica Outras Provises reduziu significativamente, decorrente da anulao de provises constitudas em

    anos anteriores.

    Provises tcnicas

    A proviso para prmios no adquiridos representa 19.497 m e a proviso para sinistros 47.400 m. Assim, as

    provises tcnicas de Seguro Direto e de Resseguro Aceite ascendem a 66.897 m.

    Os ativos afetos representao das provises tcnicas ascenderam a 100.888 m permitindo assim um

    rcio de cobertura de 150,8%.

    A Companhia tem, assim, inteiramente cobertas as suas responsabilidades para com segurados e terceiros

    e cumpre os limites estabelecidos em relao a aplicaes financeiras, bem como os nveis de Margem de

    Solvncia e do Fundo de Garantia.

    Aes e Outros Ttulos de Rend. Var. 504 546

    Obrigaes e Outros Ttulos de Rend. Fixo 25 151 20 932

    Depsitos e Caixa 5 864 8 846

    Emprstimos e contas a receber

    Depsitos junto de Empresas Cedentes 71 355 70 564

    Total de Ativos 102 874 100 888

    Provises Tcnicas 71 151 66 897

    Total Responsabilidades 71 151 66 897

    Rcio de Cobertura S/ Provises Tcnicas 144,6% 150,8%

    2014 2015Ativos de Representao das Prov. Tcnicas

    (U = m)

    Cobertura das Responsabilidades Assumidas pela Multicare

  • 20Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Resultado lquido

    Os Resultados Tcnico e Financeiro, conduziram a um resultado lquido positivo de 8.370 m, que representa

    um crescimento de 74,5% face ao ano anterior.

    Capital prprio

    O Capital Prprio ascendeu a 57.244 m traduzindo um crescimento de 13,8% face ao ano anterior. Esta variao

    decorre da incorporao em reservas do resultado lquido do exerccio anterior, no valor de 4.797 m, e ainda

    do resultado lquido de 2015.

    Resultado Tcnico 19 585 23 968

    Custos por Natureza -13 202 -13 531

    Resultado de Explorao 6 383 10 437

    Proveitos no Afetos 0 0

    Outros Encargos (*) 7 843

    Resultados Antes de Impostos 6 390 11 280

    Imposto s/ Rendimento -1 593 -2 909

    Resultado Lquido 4 797 8 370

    2014 2015Resultados

    (*) Os outros encargos incluem diferenas de cmbio, perdas de imparidade e ganhos pela valorizao de ativos

    (U = m)

    Capital 27 000 27 000

    Reservas 18 505 21 874

    Resultados Transitados 0 0

    Resultado do Exerccio 4 797 8 370

    Total 50 302 57 244

    2014 2015Capital Prprio

    (U = m)

  • 21Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    4. Proposta de Aplicao de Resultados

    O Resultado Lquido positivo e ascende a 8.370.408,06 (oito milhes, trezentos e setenta mil, quatrocentos

    e oito euros e seis cntimos).

    De acordo com os Estatutos da Sociedade, o Conselho de Administrao vem propor Assembleia Geral a

    seguinte aplicao:

    5. Perspetivas de Evoluo

    A Multicare manter, em 2016, as suas principais linhas de ao orientadas para o crescimento sustentado da

    atividade, para a resposta s necessidades dos clientes, quer em termos de melhoria da qualidade do servio,

    quer em inovao de produtos e ainda para a expanso da atividade internacional.

    Melhoria da rentabilidade

    Pretende-se melhorar a rentabilidade, aliando o crescimento esperado para o mercado de seguros de sade

    prossecuo da poltica de aumento da eficincia operacional e de controlo de custos.

    Neste sentido, a Companhia pretende apostar na melhoria da rentabilidade tcnica da carteira Grupo e no

    aumento da venda de produtos da carteira Individual e PMEs, por forma a reforar o seu posicionamento

    competitivo e o crescimento da rentabilidade da sua carteira de clientes.

    Produtos inovadores e adaptados s necessidades dos Clientes

    Considerando o aumento da esperana mdia de vida da populao, que tem originado crescimento das

    doenas crnicas, a prioridade da Multicare manter-se- no desenvolvimento de solues tcnicas e produtos

    que respondam s principais necessidades e preocupaes da populao, em termos de preveno e

    tratamento de sade, contribuindo, assim, para a proteo de qualidade de vida das pessoas.

    Reserva Legal (10%) 837 040,81

    Remanescente disposio da Assembleia Geral 7 533 367,25

    Total 8 370 408,06

  • 22Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Constitui, igualmente, prioridade da Multicare a simplificao da sua oferta de sade com o objetivo da

    transparncia e da melhoria do grau de satisfao dos seus clientes.

    Deste modo, a Companhia continuar com o seu enfoque no Cliente e na sua fidelizao.

    Aumento continuado da qualidade do servio prestado

    Mantendo-se no mercado como uma Companhia eficiente com valor para os seus Clientes, a Multicare mantm

    a preocupao da prestao de um servio de excelncia, constituindo-se, desta forma, como um referencial

    de mercado.

    Crescimento da atividade Internacional

    Este crescimento passar pela consolidao da atividade em Angola, pelo lanamento das operativas Cabo

    Verde e Moambique, e ainda pelo apoio expanso a outros mercados, que permitir o aumento do valor

    das vendas no canal internacional, que constitui um dos pilares estratgicos essenciais do Grupo e uma

    oportunidade para expandir a sua oferta de produtos e servios a novos clientes.

  • 23Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    6. Consideraes Finais

    Conforme disposto no artigo 21 do D.L. n. 411/91, de 17 de outubro, informa-se que no existem dvidas em

    mora perante a Segurana Social.

    Ao concluir o presente Relatrio, o Conselho de Administrao expressa o seu agradecimento a todos aqueles

    que contriburam para a atividade da Companhia, salientando particularmente:

    O Conselho Fiscal, pelo interesse e empenho colocados no acompanhamento e controlo da atividade da

    Companhia;

    Os Acionistas, pelo apoio prestado ao desenvolvimento da atividade da Companhia;

    Os Colaboradores, pelo empenho e competncia demonstrado ao longo do exerccio;

    Os Clientes, pela preferncia com que distinguiram a Multicare e pelo estmulo permanente melhoria das

    suas realizaes.

    Lisboa, 20 de fevereiro de 2016

    O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Guangchang GUO - Presidente

    Joo Nuno de Oliveira Jorge Palma - Vice Presidente

    Jorge Manuel Baptista Magalhes Correia - Vice Presidente

    Qunbin WANG

    Nuno Maria Pinto de Magalhes Fernandes Thomaz

    Michael LEE

    Francisco Xavier da Conceio Cordeiro

    Carlos Vaz de Macedo da Cunha Coutinho

    Maria Joo Caroo Honrio Paulino de Sales Lus

    Wai Lam William MAK

    Jos Pedro Cabral dos Santos

    Lan KANG

    Xiaoyong WU

    Lingjiang XU

  • 24Relatrio e Contas Multicare 2015 Relatrio do Conselho de Administrao

    Anexo ao Relatrio de Gesto a que se Refere o Artigo 448, do Cdigo das Sociedades Comerciais

    data do encerramento do exerccio de 2015, encontrava-se na situao prevista no artigo 448, do Cdigo

    das Sociedades Comerciais a LONGRUN PORTUGAL SGPS, S.A., titular de 4.320.000 de aes representativas

    de 80% do capital social e dos direitos de voto da Multicare Seguros de Sade, S.A. e CAIXA GERAL DE

    DEPSITOS, S.A., titular de 1.080.000 de aes representativas dos restantes 20%.

    O Conselho de Administrao

  • 25

    02DEMONSTRAESFINANCEIRAS

  • 26Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    ATIVO

    Caixa e seus equivalentes e depsitos ordem 3 e 7 29 179 373 - 29 179 373 23 517 364

    Investimentos em subsidirias, associadas e empreend. conjuntos 4 e 7 89 662 - 89 662 89 662

    Ativos disponveis para venda 5 e 7 21 477 775 - 21 477 775 25 655 085

    Emprstimos e contas a receber 7 70 563 854 - 70 563 854 71 354 783

    Depsitos junto de empresas cedentes 6 70 563 854 - 70 563 854 71 354 783

    Outros ativos tangveis 7 e 8 1 092 726 (1 039 784) 52 942 120 984

    Inventrios 23 910 - 23 910 53 231

    Outros ativos intangveis 9 1 764 497 (1 327 872) 436 625 465 040

    Provises tcnicas de resseguro cedido 544 461 - 544 461 536 820

    Proviso para prmios no adquiridos 10 364 977 - 364 977 391 313

    Proviso para sinistros 10 179 484 - 179 484 145 507

    Outros devedores por operaes de seguros e outras operaes 7 662 248 (12 281) 7 649 967 5 339 859

    Contas a receber por operaes de seguro direto 11 2 635 635 - 2 635 635 950 957

    Contas a receber por outras operaes de resseguro 11 4 401 562 - 4 401 562 3 828 471

    Contas a receber por outras operaes 11 e 28 625 051 (12 281) 612 770 560 431

    Ativos por impostos 569 184 - 569 184 203 356

    Ativos por impostos diferidos 12 569 184 - 569 184 203 356

    Acrscimos e diferimentos 13 69 031 - 69 031 95 036

    TOTAL ATIVO 133 036 721 (2 379 937) 130 656 784 127 431 220

    2015

    Imparidade, depreciaes / amortizaes ou Balano Notas Valor bruto ajustamentos Valor Lquido 2014

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    Demonstrao da Posio Financeira em 31 de dezembro de 2015 e 2014

  • 27Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    PASSIVO E CAPITAL PRPRIO

    PASSIVO

    Provises tcnicas 66 896 706 71 150 642

    Proviso para prmios no adquiridos 14 19 496 556 22 029 894

    Proviso para sinistros 14 47 400 150 49 069 128

    De outros ramos 14 47 400 150 49 069 128

    Proviso para riscos em curso 14 - 51 620

    Passivos por benefcios ps-emprego e outros benefcios de longo prazo 23 6 446 46 402

    Outros credores por operaes de seguros e outras operaes 1 517 566 1 717 374

    Contas a pagar por operaes de seguro direto 15 750 951 1 240 709

    Contas a pagar por outras operaes de resseguro 15 128 159 241 629

    Contas a pagar por outras operaes 15 638 456 235 036

    Passivos por impostos 1 728 965 792 797

    Passivos por impostos correntes 12 1 644 357 614 921

    Passivos por impostos diferidos 12 84 608 177 876

    Acrscimos e diferimentos 16 2 146 560 2 009 482

    Outras Provises 17 1 116 496 1 413 136

    TOTAL PASSIVO 73 412 739 77 129 833

    CAPITAL PRPRIO

    Capital 18 27 000 000 27 000 000

    Reservas de reavaliao (1 205 072) 707 157

    Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros 19 (1 205 072) 707 157

    Reserva por impostos diferidos 19 310 044 (174 435)

    Outras reservas 19 22 768 665 17 972 140

    Resultado do exerccio 19 8 370 408 4 796 525

    TOTAL CAPITAL PRPRIO 57 244 045 50 301 387

    TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRPRIO 130 656 784 127 431 220

    Balano Notas 2015 2014

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    Demonstrao da Posio Financeira em 31 de dezembro de 2015 e 2014

  • 28Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    Demonstrao de Resultados para os Exerccios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014

    2015 2014

    Conta de Ganhos e Perdas Notas Tcnica No Vida No Tcnica Total Total

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    Prmios adquiridos lquidos de resseguro 201 770 184 - 201 770 184 197 624 581

    Prmios brutos emitidos 20 201 726 200 - 201 726 200 199 216 080

    Prmios de resseguro cedido 20 (2 396 217) - (2 396 217) (2 433 332)

    Proviso para prmios no adquiridos (variao) 14 e 20 2 466 538 - 2 466 538 866 174

    Proviso para prmios no adquiridos, parte resseguradores (variao) 10 e 20 (26 337) - (26 337) (24 341)

    Custos com sinistros, lquidos de resseguro (163 212 008) - (163 212 008) (159 828 278)

    Montantes pagos (162 186 127) - (162 186 127) (153 747 544)

    Montantes brutos 21 e 22 (162 816 459) - (162 816 459) (155 515 488)

    Parte dos resseguradores 10 e 21 630 332 - 630 332 1 767 944

    Proviso para sinistros (variao) (1 025 881) - (1 025 881) (6 080 734)

    Montante bruto 21 (1 059 858) - (1 059 858) (6 120 686)

    Parte dos resseguradores 21 33 977 - 33 977 39 952

    Outras provises tcnicas, lquidas de resseguro 14 51 620 - 51 620 (51 588)

    Custos e gastos de explorao lquidos (29 717 692) - (29 717 692) (32 481 027)

    Custos de aquisio 22 (25 714 300) - (25 714 300) (28 445 309)

    Custos de aquisio diferidos (variao) 14 66 800 - 66 800 105 292

    Gastos administrativos 22 (4 515 304) - (4 515 304) (4 501 151)

    Comisses e participao nos resultados de resseguro 445 112 - 445 112 360 141

    Rendimentos 1 576 921 - 1 576 921 1 152 787

    De juros de ativos financeiros no valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas 24 1 576 921 - 1 576 921 1 152 787

    Gastos financeiros (32 505) - (32 505) (33 810)

    Outros 22 e 25 (32 505) - (32 505) (33 810)

    Ganhos lquidos de ativos e passivos financeiros no valorizados

    ao justo valor atravs de ganhos e perdas 83 178 - 83 178 224 383

    De ativos disponveis para venda 26 83 178 - 83 178 224 383

    Diferenas de cmbio 27 302 - 302 (2 384)

    Perdas de imparidade (lquidas de reverso) - 65 711 65 711 (3 567)

    De outros 28 - 65 711 65 711 (3 567)

    Outros rendimentos/gastos tcnicos, lquidos de resseguro 29 749 580 - 749 580 -

    Outros rendimentos/gastos 30 - (55 507) (55 507) (211 536)

    RESULTADO LQUIDO ANTES DE IMPOSTOS 11 269 580 10 204 11 279 784 6 389 561

    Imposto sobre o rendimento do exerccio - Impostos correntes 12 - (2 883 992) (2 883 992) (1 569 036)

    Imposto sobre o rendimento do exerccio - Impostos diferidos 12 - (25 384) (25 384) (24 000)

    RESULTADO LQUIDO DO EXERCCIO 11 269 580 (2 899 172) 8 370 408 4 796 525

  • 29Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    Demonstrao de Variaes no Capital Prprio findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    Saldos em 31 de dezembro de 2013 27 000 000 608 559 ( 161 773 ) 1 082 655

    Aplicao do resultado - - - 368 655

    Distribuio de dividendos - - - -

    Ganhos lquidos por ajustamento no justo valor

    de ativos financeiros disponveis para venda - 98 598 ( 12 662 ) -

    Resultado lquido do exerccio - - - -

    Saldos em 31 de dezembro de 2014 27 000 000 707 157 ( 174 435 ) 1 451 310

    Aplicao do resultado - - - 480 000

    Ganhos lquidos por ajustamento no justo valor

    de ativos financeiros disponveis para venda - ( 1 912 229 ) 484 479 -

    Resultado lquido do exerccio - - - -

    Saldos em 31 de dezembro de 2015 27 000 000 ( 1 205 072 ) 310 044 1 931 310

    Reservas por Reservas impostos Reserva Capital Social de reavaliao diferidos legal

    (Valores em Euros)(Continuao)

    Saldos em 31 de dezembro de 2013 13 194 000 4 453 947 3 686 538 49 863 926

    Aplicao do resultado - - ( 368 655 ) -

    Distribuio de dividendos - ( 1 127 117 ) ( 3 317 883 ) ( 4 445 000 )

    Ganhos lquidos por ajustamento no justo valor

    de ativos financeiros disponveis para venda - - - 85 936

    Resultado lquido do exerccio - - 4 796 525 4 796 525

    Saldos em 31 de dezembro de 2014 13 194 000 3 326 830 4 796 525 50 301 387

    Aplicao do resultado - 4 316 525 ( 4 796 525 ) -

    Ganhos lquidos por ajustamento no justo valor

    de ativos financeiros disponveis para venda - - - ( 1 427 750 )

    Resultado lquido do exerccio - - 8 370 408 8 370 408

    Saldos em 31 de dezembro de 2015 13 194 000 7 643 355 8 370 408 57 244 045

    Outras Reservas Prmios de Outras Resultado emisso reservas do exerccio Total

  • 30Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    RESULTADO LQUIDO DO EXERCCIO 8 370 408 4 796 525

    Itens que podero ser reclassificados posteriormente para ganhos e perdas

    Variao em valias potenciais de ativos financeiros disponveis para venda:

    Valor bruto ( 1 912 229 ) 98 598

    Imposto diferido 484 479 ( 12 662 )

    RENDIMENTO / (GASTO) RECONHECIDO DIRETAMENTE NO CAPITAL PRPRIO ( 1 427 750 ) 85 936

    TOTAL DOS RENDIMENTOS E GASTOS RECONHECIDOS NO EXERCCIO 6 942 658 4 882 461

    2015 2014

    Demonstraes do Rendimento Integral para os Perodos findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014

  • 31Relatrio e Contas Multicare 2015 Demonstraes Financeiras

    Demonstraes dos Fluxos de Caixa para os Exerccios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014

    (Valores em Euros)N de Identificao Fiscal: 507 516 362

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:

    Fluxos operacionais antes das variaes nos ativos e passivos:

    Prmios recebidos, lquidos de resseguro 199 329 983 196 782 748

    Sinistros pagos, lquidos de resseguro (159 591 905) (150 027 370)

    Comisses de contratos de seguro, de investimento e de prestao de servios, lquidas (22 054 049) (20 158 790)

    Recebimentos de participaes nos resultados, lquidas de resseguro 445 112 (4 462 656)

    Resultados cambiais 301 (2 384)

    Pagamentos a empregados e fornecedores (13 405 821) (12 497 566)

    Outros 667 509 (250 112)

    5 391 130 9 383 870

    (Aumentos) / diminuies nos ativos operacionais

    Devedores por operaes de seguro direto e resseguro (2 257 769) 1 978 305

    Devedores por outras operaes (49 365) 20 247

    (2 307 134) 1 998 552

    Aumentos / (diminuies) nos passivos operacionais

    Credores por operaes de seguro direto e resseguro (603 228) 204 057

    Credores por outras operaes 403 420 (640 598)

    Outros passivos (146 019) 681 280

    (345 827) 244 739

    Caixa lquida das Atividades operacionais antes de impostos 2 738 169 11 627 161

    Pagamentos de impostos sobre o rendimento (1 708 538) (1 295 550)

    Caixa lquida das Atividades operacionais 1 029 631 10 331 611

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO:

    Recebimentos resultantes da venda ou reembolso de:

    Ativos financeiros disponveis para venda 7 551 172 15 157 538

    Emprstimos e contas a receber 790 929 -

    Rendimentos de ativos financeiros 1 936 854 1 512 336

    Outros recebimentos 29 321 -

    10 308 276 16 669 874

    Pagamentos resultantes da aquisio ou originao de:

    Ativos financeiros disponveis para venda (5 562 846) (12 489 785)

    Emprstimos e contas a receber - (4 977 520)

    Ativos tangveis e intangveis (113 052) (32 749)

    Outros - (25 697)

    (5 675 898) (17 525 751)

    Caixa lquida das Atividades de investimento 4 632 378 (855 877)

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO:

    Distribuio de Dividendos - (4 445 000)

    Caixa lquida das Atividades de financiamento - (4 445 000)

    Aumento (diminuio) lquido de caixa e seus equivalentes 5 662 009 5 030 734

    Caixa e seus equivalentes no incio do exerccio 23 517 364 18 486 630

    Caixa e seus equivalentes no fim do exerccio 29 179 373 23 517 364

    2015 2014

  • 32

    03ANEXO S DEMONSTRAESFINANCEIRAS

  • 33Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras

    1. Nota Introdutria

    A Multicare Seguros de Sade, S.A. (Multicare ou Companhia) uma sociedade annima constituda em

    Portugal em 13 de maro de 2007, com sede social na Rua Alexandre Herculano, 53, 1269-152 Lisboa. A Companhia

    tem por objeto social o exerccio da atividade seguradora e resseguradora, em todos os ramos de seguros no

    vida legalmente autorizados, podendo exercer ainda atividades conexas com as de seguros e de resseguros.

    Companhia vocacionada para a gesto de seguros de sade, para o que possui uma rede convencionada de

    prestadores de cuidados de sade. Durante o ano de 2007 foram celebrados tratados de resseguro aceite

    com a Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, S.A. e com a Imprio Bonana - Companhia de Seguros, S.A.,

    atravs dos quais a Companhia passou a assegurar a gesto das carteiras destas entidades com efeitos a

    partir de 1 de outubro de 2007. Na sequncia da fuso por incorporao da Imprio Bonana - Companhia

    de Seguros, S.A., na Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, S.A. em 2012, os referidos tratados foram

    substitudos por novos tratados celebrados com a nova entidade, a Fidelidade Companhia de Seguros, S.A..

    Adicionalmente, em 2013 foi celebrado um tratado de resseguro aceite com a Via Directa - Companhia de

    Seguros, S.A., mediante o qual a Companhia passou a assegurar tambm a gesto da carteira de seguros de

    sade comercializados por esta entidade. Em 2013 foi ainda celebrado um tratado de resseguro aceite com a

    Universal Seguros, S.A. atravs do qual a Companhia passou a aceitar uma percentagem do negcio do ramo

    Sade subscrito pela cedente em Angola. Em 2015 a cedncia do risco do negcio subscrito pela Universal

    passou a suportar-se atravs de Tratados de Stop-Loss.

    Em 2014, decorreu o processo de privatizao do capital social da Multicare, nos termos do Decreto

    -Lei n. 80/2013, de 12 de junho, no mbito do qual a Longrun Portugal, SGPS, S.A. (doravante Longrun),

    adquiriu Caixa Seguros e Sade, SGPS, S.A. (doravante CSS), 1.200.000 aes representativas de 80% do

    capital social e direitos de voto da Multicare, em resultado da operao de venda direta a um investidor que

    se tornou o acionista de referncia da Multicare (venda direta de referncia ou VDR).

    As demonstraes financeiras da Multicare em 31 de dezembro de 2015 foram aprovadas pelo Conselho de

    Administrao em 23 de fevereiro de 2016, data em que foram entregues ao Conselho Fiscal e Sociedade

    de Revisores Oficiais de Contas, com vista emisso da Certificao Legal de Contas e do Relatrio e Parecer

    do Conselho Fiscal, de modo a que os documentos de prestao de contas possam, assim, ser submetidos a

    aprovao na Assembleia Geral Anual da Sociedade.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 34

    2. Polticas Contabilsticas

    2.1. Bases de Apresentao

    As demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2015 foram preparadas de acordo com os princpios

    estabelecidos no Plano de Contas para as Empresas de Seguros (PCES), aprovado pela Norma n 4/2007-R,

    de 27 de abril, com as alteraes introduzidas pelas Normas n 20/2007-R, de 31 de dezembro e n 22/2010-R, de

    16 de dezembro, da Autoridade de Superviso de Seguros e Fundos de Penses (ASF) e as restantes normas

    regulamentares emitidas por este organismo.

    O normativo consagrado no PCES corresponde em geral s Normas Internacionais de Relato Financeiro

    (IAS/IFRS), conforme adotadas pela Unio Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) n 1606/2002 do

    Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei

    n 35/2005, de 17 de fevereiro, exceto no que se refere aplicao da IFRS 4 Contratos de seguros,

    relativamente qual apenas foram adotados os princpios de classificao do tipo de contrato de seguro.

    Em 2015 a Companhia adotou as IFRS e interpretaes de aplicao obrigatria para os exerccios que

    se iniciaram a 1 de janeiro de 2015. Essas normas apresentam-se discriminadas na nota 2.14. De acordo

    com as disposies transitrias dessas normas e interpretaes, so apresentados valores comparativos

    relativamente s novas divulgaes exigidas.

    Na preparao das demonstraes financeiras foram utilizados os pressupostos do regime do acrscimo, da

    consistncia de apresentao, da materialidade e agregao e da continuidade, tendo sido preparadas com

    base nos livros e registos contabilsticos da Companhia.

    As polticas contabilsticas utilizadas pela Companhia na preparao das suas demonstraes financeiras

    referentes a 31 de dezembro de 2015, so consistentes com as utilizadas na preparao das demonstraes

    financeiras dos exerccios agora apresentadas. Os valores das demonstraes financeiras esto expressos

    em euros. Estas foram preparadas segundo o princpio do custo histrico, com exceo dos ativos e

    passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados, ativos e passivos

    financeiros ao justo valor atravs de resultados, ativos financeiros disponveis para venda e imveis, tanto

    de servio prprio como de rendimento. Os restantes ativos, nomeadamente os investimentos a deter at

    maturidade e passivos financeiros, bem como ativos e passivos no financeiros, so registados ao custo

    amortizado ou custo histrico.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 35

    A preparao de demonstraes financeiras requer que a Companhia efetue julgamentos e estimativas e

    utilize pressupostos que afetam a aplicao das polticas contabilsticas e os montantes de proveitos,

    custos, ativos e passivos. Alteraes em tais pressupostos, ou diferenas destes face realidade, podero

    ter impactos sobre as atuais estimativas e julgamentos. As reas que envolvem um maior nvel de julgamento

    ou complexidade, ou onde so utilizadas estimativas e pressupostos significativos na preparao das

    demonstraes financeiras, encontram-se analisadas ao longo deste documento.

    2.2. Investimentos em subsidirias, associadas e empreendimentos conjuntos

    So classificadas como subsidirias as empresas sobre as quais o Grupo exerce controlo. O controlo

    normalmente presumido quando a sociedade detm o poder de exercer a maioria dos direitos de voto.

    O controlo pode ainda existir quando o Grupo detm, direta ou indiretamente, o poder de gerir a poltica

    financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefcios das suas atividades, mesmo

    que a percentagem que detm sobre os seus capitais prprios seja inferior a 50%.

    Consideram-se entidades associadas aquelas em que o Grupo detm o poder de exercer influncia significativa

    sobre as suas polticas financeiras e operacionais, embora no detenha o seu controlo. Assume-se a existncia de

    influncia significativa sempre que a participao do Grupo numa participada se situe, direta ou indiretamente,

    entre 20% e 50% do capital ou dos direitos de voto. A Sociedade pode ainda exercer influncia significativa

    numa participada atravs da participao na gesto da associada ou na composio dos Conselhos de

    Administrao com poderes executivos.

    Existem igualmente situaes em que a Sociedade exerce, em conjunto com outras entidades, controlo

    conjunto sobre a atividade da sociedade na qual detm a participao (os designados empreendimentos

    conjuntos), onde exerce, nos termos da IFRS 11, um controlo partilhado de direitos de voto e deciso

    equiparveis.

    Estes ativos so registados ao custo de aquisio, sujeito a testes de imparidade. Os dividendos so registados

    como proveitos no exerccio em que decidida a sua distribuio.

    O valor recupervel dos investimentos em subsidirias e associadas avaliado anualmente, independentemente

    da existncia de indicadores de imparidade. As perdas de imparidade so apuradas tendo por base

    a diferena entre o valor recupervel dos investimentos em subsidirias ou associadas e o seu valor

    contabilstico. As perdas por imparidade identificadas so registadas por contrapartida de resultados, sendo

    subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma reduo do montante da perda estimada,

    num perodo posterior. O valor recupervel determinado com base no maior valor, entre o valor em uso

    dos ativos e o justo valor deduzido dos custos de venda, sendo calculado com recurso a metodologias de

    avaliao, suportadas em tcnicas de fluxos de caixa descontados, considerando as condies de mercado,

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 36

    o valor temporal e os riscos de negcio. Sempre que o valor dos passivos de uma subsidiria ultrapassar

    os seus ativos, alm da constituio de imparidade para anular o investimento, a Companhia constitui uma

    proviso quando existe responsabilidade sobre os passivos dessa subsidiria.

    2.3. Converso de saldos e transaes em moeda estrangeira

    As transaes em moeda estrangeira so registadas com base nas taxas de cmbio indicativas na data em

    que foram realizadas.

    Em cada data de balano, os ativos e passivos monetrios denominados em moeda estrangeira so convertidos

    para a moeda funcional com base na taxa de cmbio em vigor. Os ativos no monetrios que sejam valorizados

    ao justo valor so convertidos com base na taxa de cmbio em vigor na data da ltima valorizao. Os ativos

    no monetrios registados ao custo histrico, incluindo ativos tangveis e intangveis, permanecem registados

    ao cmbio original.

    As diferenas de cmbio apuradas na converso cambial so refletidas em resultados do exerccio, com

    exceo das originadas por instrumentos financeiros no monetrios registados ao justo valor, tal como aes

    classificadas como ativos financeiros disponveis para venda, que so registadas numa rubrica especfica de

    capital prprio at sua alienao.

    2.4. Instrumentos financeiros

    a) Ativos financeiros

    Os ativos financeiros so registados na data de contratao pelo respetivo justo valor. No caso de ativos

    financeiros registados ao justo valor atravs de resultados, os custos diretamente atribuveis transao

    so registados nas rubricas Gastos de investimentos diretos e em Comisses por operaes de ttulos

    e investimentos. Nas restantes situaes, estes custos so acrescidos ao valor do ativo. Quando do

    reconhecimento inicial estes ativos so classificados numa das seguintes categorias definidas na IAS 39:

    i) Ativos financeiros ao justo valor atravs de resultados

    Esta categoria inclui:

    Ativos financeiros detidos para negociao (Held-for-trading), que correspondem essencialmente a ttulos

    adquiridos com o objetivo de realizao de ganhos como resultado de flutuaes de curto prazo nos preos

    de mercado. Incluem-se tambm nesta categoria os instrumentos financeiros derivados, excluindo aqueles

    que cumpram os requisitos de contabilidade de cobertura;

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 37

    Ativos financeiros classificados no momento do seu reconhecimento inicial como ao justo valor atravs de

    resultados (Fair Value Option). Esta designao encontra-se limitada a situaes em que a sua adoo

    resulte na produo de informao financeira mais relevante, nomeadamente:

    - Caso a sua aplicao elimine ou reduza de forma significativa uma inconsistncia no reconhecimento ou

    mensurao (accounting mismatch) que, caso contrrio, ocorreria em resultado de mensurar ativos e passivos

    relacionados ou reconhecer ganhos e perdas nos mesmos de forma inconsistente;

    - Grupos de ativos financeiros, passivos financeiros ou ambos que sejam geridos e o seu desempenho avaliado

    com base no justo valor, de acordo com estratgias de gesto de risco e de investimento formalmente

    documentadas, e a informao sobre os mesmos seja distribuda internamente aos rgos de gesto.

    Adicionalmente, possvel classificar nesta categoria instrumentos financeiros que contenham um ou mais

    derivados embutidos, a menos que:

    Os derivados embutidos no modifiquem significativamente os fluxos de caixa que de outra forma seriam

    produzidos pelo contrato;

    Fique claro, com pouca ou nenhuma anlise, que a separao dos derivados implcitos no deve ser efetuada.

    Os ativos financeiros classificados nesta categoria so registados ao justo valor, sendo os ganhos e perdas

    gerados pela valorizao subsequente refletidos em resultados do exerccio, na rubrica Ganhos lquidos de

    ativos e passivos financeiros valorizados ao justo valor atravs de ganhos e perdas.

    ii) Investimentos a deter at maturidade

    Nesta categoria so classificados ttulos com pagamentos fixos ou determinveis e com data de vencimento

    definida, que a Companhia tem inteno e capacidade de deter at ao seu vencimento.

    Estes ativos financeiros encontram-se registados pelo custo amortizado, deduzido de perdas por imparidade.

    De acordo com este mtodo, o valor do instrumento financeiro em cada data de balano corresponde ao

    seu custo inicial, deduzido de reembolsos de capital efetuados e de perdas por imparidade e ajustado pela

    amortizao, com base no mtodo da taxa efetiva, de qualquer diferena entre o custo inicial e o valor de

    reembolso.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 38

    Os juros so reconhecidos com base no mtodo da taxa efetiva, que permite calcular o custo amortizado

    e repartir os juros ao longo do perodo das operaes. A taxa efetiva aquela que, sendo utilizada para

    descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu

    valor atual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.

    iii) Emprstimos e contas a receber

    So ativos financeiros com pagamentos fixos ou determinveis, no cotados num mercado ativo. Esta

    categoria inclui depsitos junto de empresas cedentes, emprstimos concedidos, depsitos em instituies

    de crdito e ainda valores a receber pela prestao de servios ou alienao de bens, registados em Outros

    devedores por operaes de seguros e outras operaes.

    No reconhecimento inicial estes ativos so registados pelo seu justo valor, deduzido de eventuais comisses

    includas na taxa efetiva, e acrescido de todos os custos incrementais diretamente atribuveis transao.

    Subsequentemente, estes ativos so reconhecidos em balano ao custo amortizado, deduzido de perdas por

    imparidade. Os juros so reconhecidos com base no mtodo da taxa efetiva.

    iv) Ativos financeiros disponveis para venda

    Ativos financeiros disponveis para venda, que inclui:

    Os ativos financeiros no derivados em que existe inteno de manter por tempo indeterminado;

    Os ativos financeiros que so designados como disponveis para venda no momento do seu reconhecimento

    inicial;

    Os ativos financeiros que no se enquadrem nas categorias restantes.

    Os instrumentos financeiros, a seguir indicados, so classificados como ativos financeiros disponveis para

    venda no reconhecimento inicial ou que no se enquadrem nas categorias anteriormente referidas:

    Ttulos de rendimento varivel no classificados como ativos financeiros ao justo valor atravs de resultados,

    incluindo instrumentos de capital detidos com carter de estabilidade;

    Obrigaes e outros instrumentos de dvida aqui classificados no reconhecimento inicial;

    Unidades de participao em fundos de investimento.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 39

    Os ativos financeiros disponveis para venda so mensurados ao justo valor, com exceo de instrumentos

    de capital no cotados num mercado ativo e cujo justo valor no possa ser mensurado com fiabilidade,

    os quais permanecem registados ao custo. Os ganhos ou perdas resultantes da reavaliao so registados

    diretamente em capitais prprios, na Reservas de reavaliao por ajustamentos no justo valor de ativos

    financeiros. No momento da venda, ou caso seja determinada imparidade, as variaes acumuladas no

    justo valor so transferidas para proveitos ou custos do exerccio, sendo registadas nas rubricas de Ganhos

    lquidos de ativos e passivos financeiros no valorizados ao justo valor atravs de ganhos e perdas ou Perdas

    de imparidade (lquidas de reverso), respetivamente.

    Os juros relativos a instrumentos de dvida classificados nesta categoria so determinados com base no

    mtodo da taxa efetiva, sendo reconhecidos em Rendimentos, da demonstrao de ganhos e perdas.

    Os dividendos de instrumentos de capital classificados nesta categoria so registados como proveitos na

    rubrica Rendimentos, quando estabelecido o direito da Companhia ao seu recebimento.

    Justo valor

    Conforme acima referido, os ativos financeiros registados nas categorias de Ativos financeiros ao justo valor

    atravs de ganhos e perdas e Ativos financeiros disponveis para venda so valorizados pelo justo valor.

    O justo valor de um instrumento financeiro corresponde ao preo que seria recebido pela venda de um ativo

    ou pago para transferir um passivo numa transao ordenada entre participantes no mercado data da

    mensurao.

    O justo valor de ativos financeiros determinado, com base na cotao de fecho na data de balano, no caso

    de instrumentos transacionados em mercados ativos;

    Relativamente a instrumentos de dvida no transacionados em mercados ativos (incluindo ttulos no

    cotados ou com reduzida liquidez) so utilizados mtodos e tcnicas de valorizao, que incluem:

    Preos (bid prices) difundidos por meios de difuso de informao financeira, nomeadamente a Bloomberg

    e a Reuters, incluindo preos de mercado disponveis para transaes recentes;

    Cotaes indicativas (bid prices) obtidas junto de instituies financeiras que funcionem como market-makers;

    Modelos internos de valorizao, os quais tm em conta os dados de mercado que seriam utilizados na

    definio de um preo para o instrumento financeiro, refletindo as taxas de juro de mercado e a volatilidade,

    bem como a liquidez e o risco de crdito associado ao instrumento.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 40

    Os restantes instrumentos de capital no cotados e cujo justo valor no possa ser mensurado com fiabilidade

    (por exemplo, pela inexistncia de transaes recentes) so mantidos ao custo, deduzido de eventuais perdas

    por imparidade.

    v) Desreconhecimento

    Estes ativos so desreconhecidos quando expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos

    seus fluxos de caixa ou a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefcios associados

    sua deteno.

    vi) Transferncias entre categorias de ativos financeiros

    A Companhia segue as regras da IAS 39 e IFRS 7 para a reclassificao de instrumentos financeiros que

    permitem que uma entidade transfira ativos financeiros ao justo valor atravs de resultados negociao para

    carteiras de ativos financeiros detidos at maturidade disponveis para a venda, Emprstimos e contas a

    receber ou para ativos financeiros detidos at maturidade, desde que esses ativos financeiros obedeam s

    caractersticas de cada categoria, como segue: (i) se um ativo financeiro, na data da reclassificao apresentar

    caractersticas de um instrumento de dvida para o qual no exista mercados ativos; ou (ii) quando se verificar

    algum evento que incomum e altamente improvvel que volte a ocorrer no curto prazo, isto , esse evento

    puder ser considerado uma rara circunstncia.

    As transferncias de ativos financeiros disponveis para venda para as categorias de emprstimos e contas a

    receber e ativos financeiros detidos at maturidade so tambm permitidas, em determinadas circunstncias.

    b) Passivos financeiros

    Um instrumento classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigao contratual da sua

    liquidao ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente

    da sua forma legal. Os passivos financeiros no derivados incluem, emprstimos, credores por operaes

    de seguro direto e resseguro e outros passivos. Estes passivos financeiros so registados inicialmente pelo

    seu justo valor deduzido dos custos de transao incorridos, e subsequentemente ao custo amortizado, com

    base no mtodo da taxa efetiva. A Companhia procede ao desreconhecimento de passivos financeiros quando

    estes so cancelados ou extintos.

    Os passivos financeiros so registados na data de contratao pelo respetivo justo valor, deduzido de custos

    diretamente atribuveis transao. Os passivos financeiros so classificados nas seguintes categorias:

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 41

    i) Passivos financeiros ao justo valor atravs de resultados

    Os passivos financeiros ao justo valor atravs de resultados incluem instrumentos financeiros derivados com

    reavaliao negativa. Estes passivos encontram-se registados pelo justo valor, sendo os ganhos ou perdas

    resultantes da sua valorizao subsequente registados nas rubricas de Ganhos lquidos de ativos e passivos

    financeiros valorizados ao justo valor atravs de ganhos e perdas.

    ii) Outros passivos financeiros

    Esta categoria inclui passivos subordinados, depsitos recebidos de resseguradores e ainda passivos incorridos

    para pagamento de prestaes de servios ou compra de ativos, registados em Outros credores por operaes

    de seguros e outras operaes.

    Estes passivos financeiros so valorizados pelo custo amortizado sendo os juros, quando aplicvel, reconhecidos

    de acordo com o mtodo da taxa efetiva.

    c) Imparidade de ativos financeiros

    A Companhia efetua periodicamente anlises de imparidade dos seus ativos financeiros, incluindo ativos

    registados ao custo amortizado e ativos financeiros disponveis para venda.

    De acordo com a IAS 39, os seguintes eventos so considerados como constituindo indcios de imparidade:

    Dificuldades financeiras significativas do emissor ou do devedor;

    Incumprimentos de clusulas contratuais, tais como atrasos nos pagamentos de juros ou de capital;

    Reestruturao de operaes em resultado de dificuldades financeiras do devedor ou do emissor da dvida;

    Probabilidade de o devedor entrar em situao de falncia ou dificuldades financeiras;

    Desaparecimento de um mercado ativo para esse ativo financeiro como resultado de dificuldades financeiras

    do emissor;

    Alteraes adversas nas condies do setor.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 42

    Ativos financeiros ao custo amortizado

    A identificao de indcios de imparidade efetuada numa base individual relativamente a ativos financeiros

    em que o montante de exposio significativo, e numa base coletiva quanto a ativos homogneos cujos

    saldos devedores no sejam individualmente relevantes.

    Sempre que sejam identificados indcios de imparidade em ativos analisados individualmente, a eventual

    perda por imparidade corresponde diferena entre o valor atual dos fluxos de caixa futuros que se espera

    receber (valor recupervel), descontado com base na taxa de juro efetiva original do ativo, e o valor inscrito

    no balano no momento da anlise.

    Os ativos que no so objeto de anlise especfica so includos numa anlise coletiva de imparidade, sendo

    para este efeito classificados em grupos homogneos com caractersticas de risco similares. Os cash-flows

    futuros so estimados com base em informao histrica relativa a incumprimentos e recuperaes em

    ativos com caractersticas similares.

    Adicionalmente, os ativos avaliados individualmente e para os quais no foram identificados indcios objetivos

    de imparidade so igualmente objeto de avaliao coletiva de imparidade, nos termos descritos no pargrafo

    anterior.

    As perdas por imparidade calculadas na anlise coletiva incorporam o efeito temporal do desconto dos fluxos

    de caixa estimados a receber em cada operao para a data de balano.

    O montante de imparidade apurado reconhecido em custos, na rubrica Perdas de imparidade (lquidas de

    reverso), sendo refletido em balano como uma deduo ao valor do ativo a que respeita.

    Ativos financeiros disponveis para venda

    Conforme referido na Nota 2.4. a), os ativos financeiros disponveis para venda so registados ao justo valor,

    sendo as variaes no justo valor refletidas em capital prprio, na rubrica Reservas de reavaliao por

    ajustamentos no justo valor de ativos financeiros.

    Sempre que exista evidncia objetiva de imparidade, as menos-valias acumuladas que tenham sido reconhecidas

    em reservas so transferidas para custos do exerccio sob a forma de perdas por imparidade, sendo registadas

    na rubrica Perdas de imparidade (lquidas de reverso).

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 43

    Para alm dos indcios de imparidade acima referidos, so ainda considerados os seguintes indcios especficos

    no que se refere a instrumentos de capital:

    i) Alteraes significativas com impacto adverso na envolvente tecnolgica, de mercado, econmica ou legal

    em que o emissor opera que indiquem que o custo do investimento no venha a ser recuperado na totalidade;

    ii) Um declnio significativo ou prolongado do valor de mercado abaixo do preo de custo.

    Em cada data de referncia das demonstraes financeiras efetuada pela Companhia uma anlise da

    existncia de perdas por imparidade em ativos financeiros disponveis para venda, considerando para este

    efeito a natureza e caractersticas especficas e individuais dos ativos em avaliao.

    Para alm dos resultados desta anlise, os eventos seguidamente apresentados so considerados como

    indicativos de evidncia objetiva de imparidade em instrumentos de capital:

    Existncia de menos-valias potenciais superiores a 50%, face ao respetivo valor de aquisio;

    Situaes em que o justo valor do instrumento financeiro se mantenha abaixo do respetivo custo de aquisio

    ao longo de um perodo superior a 12 meses.

    Adicionalmente, considerado como alerta de imparidade potencial a existncia de menos-valias potenciais

    superiores a 30%. Para este critrio o reconhecimento de imparidade opcional.

    As perdas por imparidade em instrumentos de capital no podem ser revertidas, pelo que eventuais mais-valias

    potenciais originadas aps o reconhecimento de perdas por imparidade so refletidas na Reservas de

    reavaliao por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros. Caso posteriormente sejam determinadas

    menos-valias adicionais, considera-se sempre que existe imparidade, pelo que so refletidas em resultados

    do exerccio.

    Relativamente a ativos financeiros registados ao custo, nomeadamente instrumentos de capital no cotados

    e cujo justo valor no possa ser mensurado com fiabilidade, a Companhia efetua igualmente anlises

    peridicas de imparidade. Neste mbito, o valor recupervel corresponde melhor estimativa dos fluxos futuros

    a receber do ativo, descontados a uma taxa que reflita de forma adequada o risco associado sua deteno.

    O montante de perda por imparidade apurado reconhecido diretamente em resultados do exerccio. As perdas

    por imparidade nestes ativos no podem igualmente ser revertidas.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 44

    2.5. Outros ativos tangveis

    So registados ao custo de aquisio, deduzido das amortizaes e perdas por imparidade acumuladas.

    Os custos de reparao, manuteno e outras despesas associadas ao seu uso so reconhecidos como custo

    do exerccio.

    As amortizaes so calculadas numa base sistemtica ao longo da vida til estimada do bem, a qual corresponde

    ao perodo durante o qual se espera que o ativo esteja disponvel para uso, que :

    As amortizaes so registadas em gastos do exerccio. A Companhia avalia periodicamente a adequao da

    vida til estimada dos seus ativos tangveis.

    Periodicamente so realizadas anlises no sentido de identificar evidncias de imparidade em outros ativos

    tangveis. Sempre que o valor lquido contabilstico dos ativos tangveis exceda o seu valor recupervel (o maior

    de entre o valor de uso e o justo valor), reconhecida uma perda por imparidade com reflexo nos resultados

    do exerccio, na rubrica Perdas de imparidade (lquidas de reverso). As perdas por imparidade podem

    ser revertidas, tambm com impacto em resultados do exerccio, caso subsequentemente se verifique um

    aumento no valor recupervel do ativo.

    2.6. Locaes

    Locaes Operacionais

    Os pagamentos efetuados pela Companhia no mbito de contratos de locao operacional so registados em

    custos nos perodos a que dizem respeito.

    Mobilirio e material 2 - 12

    Mquinas e ferramentas 4 - 10

    Equipamento informtico 4

    Instalaes interiores 8 - 10

    Material de transporte 4

    Equipamento de segurana 4 - 10

    Anos de vida til

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 45

    Locaes Financeiras

    Consideram-se contratos de locao financeira, os contratos cujos riscos e benefcios decorrentes da utilizao

    de um ativo so transferidos para o locatrio. Estes contratos so registados na data do seu incio no ativo e

    no passivo pelo custo de aquisio do ativo locado.

    As rendas peridicas so constitudas pelo encargo financeiro que reconhecido em resultados e pela

    amortizao financeira do capital que deduzida ao passivo ao longo do perodo da locao.

    Todas as restantes so locaes operacionais, sendo as rendas pagas ao longo do contrato registadas em

    custos nos perodos a que dizem respeito.

    2.7. Ativos intangveis

    Encontram-se registados nesta rubrica custos com a aquisio, desenvolvimento ou preparao para uso de

    software utilizado no desenvolvimento das atividades da Companhia.

    Os ativos intangveis so registados ao custo de aquisio, deduzido de amortizaes e perdas por imparidade

    acumuladas.

    As amortizaes so registadas numa base sistemtica ao longo da vida til estimada dos ativos, a qual

    corresponde normalmente a um perodo de 3 a 6 anos.

    As despesas com manuteno de software so contabilizadas como custo no exerccio em que so incorridas.

    2.8. Impostos sobre lucros

    A Companhia est sujeita a tributao em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e

    a Derrama Municipal, cuja taxa agregada nos exerccios de 2014 e 2015 respetivamente de 24,5% e 22,5%

    acrescida da respetiva Derrama Estadual, que corresponde aplicao de uma taxa adicional de 3% sobre

    a parte do lucro tributvel superior a 1.500.000 Euros e inferior a 7.500.000 Euros, de 5% sobre a parte do

    lucro superior a 7.500.000 Euros e inferior a 35.000.000 Euros e de 7% sobre a parte do lucro tributvel que

    exceda este valor.

    O total dos impostos sobre lucros registados em resultados engloba os impostos correntes e os impostos

    diferidos.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 46

    O imposto corrente calculado com base no lucro tributvel do exerccio, o qual difere do resultado contabilstico

    devido a ajustamentos matria coletvel resultantes de custos ou proveitos no relevantes para efeitos

    fiscais, ou que apenas sero considerados noutros perodos contabilsticos, bem como de ajustamentos de

    valor para efeitos de apuramento das valias tributveis.

    Os impostos diferidos correspondem ao impacto no imposto a recuperar/pagar em perodos futuros resultante

    de diferenas temporrias dedutveis ou tributveis entre o valor de balano dos ativos e passivos e a sua

    base fiscal, utilizada na determinao do lucro tributvel.

    Os passivos por impostos diferidos so normalmente registados para todas as diferenas temporrias

    tributveis, enquanto os impostos diferidos ativos s so reconhecidos at ao montante em que seja provvel

    a existncia de lucros tributveis futuros que permitam a utilizao das correspondentes diferenas tributrias

    dedutveis ou de reporte de prejuzos fiscais. Adicionalmente, no so registados impostos diferidos ativos nos

    casos em que a sua recuperabilidade possa ser questionada devido a outras situaes, incluindo questes de

    interpretao da legislao fiscal em vigor.

    As principais situaes que originam diferenas temporrias ao nvel da Companhia correspondem a i)

    imparidades, ii) provises temporariamente no aceites fiscalmente, iii) mais e menos-valias potenciais em

    ativos financeiros disponveis para venda.

    Os impostos diferidos so calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa venham a estar

    em vigor data da reverso das diferenas temporrias, as quais correspondem s taxas aprovadas ou

    substancialmente aprovadas na data de balano. Em 31 de dezembro de 2015, os ativos e passivos por

    impostos diferidos registados pela Companhia foram determinados nos termos da Lei n 82-B/2014, de

    31 de dezembro, segundo a qual a taxa de imposto agregada a aplicar aos exerccios com incio em ou aps

    1 de janeiro de 2015 passar a ser de 22,5%, acrescida da respetiva Derrama Estadual, que corresponder

    aplicao de uma taxa adicional de 3% sobre a parte do lucro tributvel superior a 1.500.000 Euros e inferior

    a 7.500.000 Euros, de 5% sobre a parte do lucro tributvel superior a 7.500.000 Euros e inferior a 35.000.000

    Euros, e de 7% sobre a parte do lucro tributvel que exceda este valor.

    Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) so refletidos nos resultados do exerccio, exceto

    nos casos em que as transaes que os originaram tenham sido refletidas noutras rubricas de capital prprio

    (por exemplo, no caso da reavaliao de ativos financeiros disponveis para venda). Nestas situaes, o

    correspondente imposto igualmente refletido por contrapartida de capital prprio, no afetando o resultado

    do exerccio.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 47

    2.9. Provises e passivos contingentes

    Procede-se constituio de provises quando existe uma obrigao presente (legal ou construtiva)

    resultante de eventos passados relativamente qual seja provvel o futuro dispndio de recursos, e este

    possa ser determinado com fiabilidade. O montante da proviso corresponde melhor estimativa do valor a

    desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balano.

    Caso no seja provvel o futuro dispndio de recursos, trata-se de um passivo contingente. Os passivos contingentes

    so objeto de divulgao, a menos que a possibilidade da sua concretizao seja remota.

    As Outras provises destinam-se a fazer face a contingncias judiciais, fiscais e outras resultantes da atividade

    da Companhia.

    2.10. Contratos de seguro

    a) Classificao de contratos

    O registo das transaes associadas aos contratos de seguro e de resseguro emitidos e aos contratos de

    resseguro detidos pela Companhia efetuado de acordo com o normativo da ASF. No mbito da transio para

    o novo PCES, foram incorporados neste normativo os princpios de classificao de contratos estabelecidos

    pela norma IFRS 4 Contratos de seguro, no mbito dos quais os contratos sem risco de seguro significativo

    so considerados contratos de investimento e contabilizados de acordo com os requisitos da IAS 39.

    Ao nvel de mensurao dos contratos associados a contratos de seguro tratado por normas especficas

    emitidas pela ASF.

    b) Reconhecimento de proveitos e custos

    Os prmios de contratos de seguro e resseguro no vida so registados quando devidos, na rubrica Prmios

    adquiridos lquidos de resseguro, da demonstrao de ganhos e perdas.

    Estes prmios, bem como os custos de aquisio associados so reconhecidos como proveito e custo ao longo

    dos correspondentes perodos de risco, atravs da movimentao da proviso para prmios no adquiridos.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 48

    c) Proviso para prmios no adquiridos e custos de aquisio diferidos

    A proviso para prmios no adquiridos corresponde ao valor dos prmios emitidos de contratos de seguro e

    de resseguro imputveis a exerccios seguintes, ou seja, a parte correspondente ao perodo desde a data de

    encerramento do balano at ao final do perodo a que o prmio se refere. calculada, para cada contrato em

    vigor, atravs da aplicao do mtodo Pr-rata temporis aos respetivos prmios brutos emitidos.

    As despesas incorridas com a aquisio de contratos de seguro, incluindo comisses e as restantes despesas

    imputadas funo de aquisio, so diferidas ao longo do perodo a que se referem, sendo reconhecidas

    como uma deduo ao valor das provises tcnicas de contratos de seguros e refletidas na rubrica de provises

    para prmios no adquiridos.

    De acordo com o previsto pelas normas da ASF, os custos de aquisio diferidos para cada ramo tcnico no

    podem ultrapassar 20% dos respetivos prmios diferidos.

    d) Proviso para sinistros

    Regista o valor estimado das indemnizaes a pagar por sinistros j ocorridos, incluindo os sinistros ocorridos

    e no participados (IBNR), e os custos administrativos a incorrer com a regularizao futura dos sinistros que

    atualmente se encontram em processo de gesto e dos sinistros IBNR. As provises para sinistros registadas

    pela Companhia no so descontadas.

    A anlise suficincia das provises avaliada/validada ao longo do ano pelo aturio responsvel, o qual

    elabora um relatrio especfico no final do exerccio.

    As anlises realizadas contemplam responsabilidades diretas com os segurados (sinistros declarados ou no),

    e ainda encargos a pagar no futuro.

    e) Proviso para riscos em curso

    calculada para todos os seguros no vida e destina-se a fazer face s situaes em que os prmios

    imputveis a exerccios seguintes relativos aos contratos em vigor data das demonstraes financeiras

    no sejam suficientes para pagar as indemnizaes e despesas imputveis aos respetivos ramos tcnicos.

    Esta proviso calculada com base nos rcios de sinistralidade, de custos de explorao, de cedncia e de

    rendimentos, em conformidade com o definido pela ASF.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 49

    f) Provises tcnicas de resseguro cedido

    So determinadas aplicando os critrios descritos acima para o seguro direto, tendo em ateno as percentagens

    de cesso, bem como as restantes disposies dos tratados em vigor.

    g) Imparidade de saldos devedores relacionados com contratos de seguro e de resseguro

    Com referncia a cada data de apresentao de demonstraes financeiras a Companhia avalia a existncia de

    indcios de imparidade ao nvel dos ativos originados por contratos de seguro e de resseguro, nomeadamente

    as contas a receber de segurados, mediadores, resseguradores e ressegurados e as provises tcnicas de

    resseguro cedido.

    Caso sejam identificadas perdas por imparidade, o valor de balano dos respetivos ativos reduzido por

    contrapartida da demonstrao de ganhos e perdas do exerccio, sendo o custo refletido na rubrica Perdas

    de imparidade (lquidas de reverso).

    2.11. Comisses

    Conforme referido na Nota 2.4., as comisses relacionadas com instrumentos financeiros, nomeadamente

    comisses cobradas ou pagas na origem das operaes, so includas no custo amortizado e reconhecidas

    na demonstrao de ganhos e perdas ao longo da operao, pelo mtodo da taxa efetiva.

    As comisses por servios prestados so normalmente reconhecidas como proveito ao longo do perodo de

    prestao do servio ou de uma s vez, se respeitarem a compensao pela execuo de atos nicos.

    2.12. Caixa e seus equivalentes

    Para efeitos da demonstrao de fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados

    no balano com maturidade inferior a trs meses a contar da data de aquisio, prontamente convertveis em

    dinheiro e com risco reduzido de alterao de valor e a caixa e disponibilidades em instituies de crdito e

    que no estejam associados a uma natureza de investimento.

    2.13. Estimativas contabilsticas crticas e aspetos julgamentais mais relevantes na aplicao das polticas contabilsticas

    Na aplicao das polticas contabilsticas acima descritas, necessria a realizao de estimativas pelo

    Conselho de Administrao da Companhia. As estimativas com maior impacto nas demonstraes financeiras

    incluem as abaixo apresentadas.

  • Relatrio e Contas Multicare 2015 Anexo s Demonstraes Financeiras 50

    Determinao de perdas por imparidade em ativos financeiros

    As perdas por imparidade em ativos financeiros so determinadas de acordo com a metodologia definida

    na Nota 2.4. c). Deste modo, a determinao da imparidade tem em conta as concluses resultantes da

    avaliao especfica efetuada pela Companhia com base no conhecimento da realidade dos emitentes dos

    instrumentos financeiros em questo.

    A Companhia considera que a imparidade determinada com base nesta metodologia permite refletir de forma

    adequada o risco associado sua carteira de ativos financeiros, tendo em conta as regras definidas