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2ª Fase | 13 de Janeiro de 2008 Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa | Ciências Biológicas Nome do candidato Nº de inscrição ATENÇÃO: Os rascunhos não serão considerados. Provas a lápis não serão corrigidas. Instruções para a realização da prova • Nesta prova você deverá responder a doze questões de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e a doze questões de Ciências Biológicas. • Cada questão vale 4 pontos. Logo, a prova de cada uma das disciplinas vale 48 pontos no total. Será eliminado do concurso o candidato com zero em qualquer uma das provas da 2ª fase. • Você receberá um caderno de respostas. Responda às questões de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa nos espaços com os números de 1 a 12. Nos espaços de 13 a 24, as questões de Ciências Biológicas. Consulte o fiscal de sua sala caso você escreva a resposta de uma questão no espaço errado. Atenção: não se esqueça de entregar o caderno de respostas! • A prova deve ser feita a caneta, azul ou preta. Atenção: não basta escrever apenas o resultado final. É necessário mostrar os cálculos ou o raciocínio utilizado para responder às questões. • A duração total da prova é de quatro horas. Você poderá levar este caderno de questões após as 17h30.

Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa | Ciências

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  • 2 Fase | 13 de Janeiro de 2008

    Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa | Cincias BiolgicasNome do candidato N de inscrio

    ATENO:Os rascunhos no sero considerados.

    Provas a lpis no sero corrigidas.

    Instrues para a realizao da prova Nesta prova voc dever responder a doze questes de Lngua Portuguesa e Literaturas de

    Lngua Portuguesa e a doze questes de Cincias Biolgicas.

    Cada questo vale 4 pontos. Logo, a prova de cada uma das disciplinas vale 48 pontos no total. Ser eliminado do concurso o candidato com zero em qualquer uma das provas da 2 fase.

    Voc receber um caderno de respostas. Responda s questes de Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa nos espaos com os nmeros de 1 a 12. Nos espaos de 13 a 24, as questes de Cincias Biolgicas. Consulte o fi scal de sua sala caso voc escreva a resposta de uma questo no espao errado.

    Ateno: no se esquea de entregar o caderno de respostas!

    A prova deve ser feita a caneta, azul ou preta.

    Ateno: no basta escrever apenas o resultado fi nal. necessrio mostrar os clculos ou o raciocnio utilizado para responder s questes.

    A durao total da prova de quatro horas.Voc poder levar este caderno de questes aps as 17h30.

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    Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa

    1.

    (Gonsales, Fernando, Nquel Nusea. Folha de So Paulo on line em www.uol.com.br/niquel)

    a) No primeiro quadrinho, a meno a palavres constri uma expectativa que quebrada no segundo quadrinho. Mostre como ela produzida, apontando uma expresso relacionada a palavres, presente no primeiro quadrinho, que ajuda na construo dessa expectativa.

    b) No segundo quadrinho, o cmico se constri justamente pela quebra da expectativa produzida no quadrinho anterior. Entretanto, embora a relao pressuposta no primeiro quadrinho se mantenha, ela passa a ser entendida num outro sentido, o que produz o riso. Explique o que se mantm e o que alterado no segundo quadrinho em termos de pressupostos e relaes entre as palavras.

    2. A carta abaixo reproduzida foi publicada em outubro de 2007, aps declarao sobre a legalizao do aborto feita por Srgio Cabral, governador do Estado do Rio de Janeiro.

    Sobre a declarao do governador fl uminense, Srgio Cabral, de que as mes faveladas so uma fbrica de produzir marginais, cabe indagar: essas mes produzem marginais apenas quando do luz ou tambm quando votam? (Juarez R. Venitez, Sacramento-MG, seo Painel do Leitor, Folha de So Paulo, 29/10/2007.)

    a) H uma forte ironia produzida no texto da carta. Destaque a parte do texto em que se expressa essa ironia. Justifi que.

    b) Nessa ironia, marca-se uma crtica declarao do governador do Rio de Janeiro. Entretanto, em funo da presena de uma construo sinttica, a crtica no incorre em uma oposio. Indique a construo sinttica que relativiza essa crtica. Justifi que.

    meu papagaio s me faz passar vergonha

    com seus palavres! CRR

    BUMBUM!COC! XIXI!

    BOC!

    H H H! H

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    3. O seguinte enunciado est presente em uma campanha publicitria de provedor de Internet:

    Finalmente um lder mundial de Internet que sabe a diferena entre acabar em pizza e acabar em pizza. Terra. A Internet do Brasil e do mundo.

    a) A propaganda joga com um duplo sentido da expresso acabar em pizza. Qual o duplo sentido?

    b) A propaganda trabalha com esse duplo sentido para construir a imagem de um provedor que se insere em mbitos internacional e nacional. De que modo a expresso acabar em pizza ajuda na construo dessa imagem?

    QUESTES 4 e 5

    Os versos seguintes fazem parte do poema Um chamado Joo de Carlos Drummond de Andrade em homenagem pstuma a Joo Guimares Rosa. Trabalhe as questes 4 e 5 a partir da leitura do poema.

    Um chamado Joo

    Joo era fabulista?fabuloso?fbula?Serto mstico disparandono exlio da linguagem comum?

    Projetava na gravatinhaa quinta face das coisasinenarrvel narrada?Um estranho chamado Joopara disfarar, para fararo que no ousamos compreender?

    (...)

    Mgico sem apetrechos,civilmente mgico, apeladorde precpites prodgios acudindoa chamado geral?

    (...)

    Ficamos sem saber o que era Jooe se Joo existiudeve pegar.

    (Carlos Drummond de Andrade, em Correio da Manh, 22/11/1967, publicado em Rosa, J. G. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.)

    4.a) No ttulo, chamado sintetiza dois sentidos com que a palavra aparece no poema. Explique esses dois sentidos,

    indicando como esto presentes nas passagens em que chamado se encontra.

    b) Na primeira estrofe do poema, fbula derivada em fabulista e fabuloso. Mostre de que modo a formao morfolgica e a funo sinttica das trs palavras contribuem para a formao da imagem de Guimares Rosa.

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    5. Na segunda estrofe, h dois processos muito interessantes de associao de palavras. Em inenarrvel/narrada encontramos claramente um processo de derivao. Em disfarar/farar, temos a sugesto de um processo semelhante, embora farar no conste dos dicionrios modernos.

    a) Relacione o signifi cado de inenarrvel com o processo de sua formao; e o de farar, na relao sugerida no poema, com disfarar.

    b) Explique como esses processos contribuem na construo dos sentidos dessa estrofe.

    6. O texto abaixo extrado de artigo jornalstico no qual se comparam duas notcias que chamaram a ateno da imprensa brasileira no ms de outubro de 2007: de um lado, o caso entre o senador Renan Calheiros e a jornalista Mnica Veloso; de outro, o artigo em que o apresentador de TV Luciano Huck expressa sua indignao contra o roubo de seu relgio Rolex.

    Aparentemente, o que aproxima todos esses personagens a disputa por um objeto de desejo. No caso dos assaltantes de Huck, por estar no pulso de um bacana, mais que um relgio, o objeto em questo aparece como um equivalente geral que pode dar acesso a outros objetos (...). Presente de sua mulher, a igualmente famosa apresentadora global Anglica, um relgio desse calibre sinal de prestgio, indicando um lugar social que, no Brasil, costuma abrir portas raras vezes franqueadas maior parte da populao. (...) Mais afi nado com as tradies patriarcais de seu estado natal, Renan aparece nos noticirios, bem de acordo com a chamada preferncia nacional dos anncios de cerveja. Da que no seja possvel, em ambos os episdios, associar os casos em questo quele obscuro objeto de desejo que d ttulo a um dos mais instigantes fi lmes de Lus Buuel. Tratava-se, para o cineasta, de mostrar como um desejo singular, nico, podia engendrar um objeto de grande opacidade. Em direo oposta, tanto na parceria Calheiros/Veloso, quanto no confronto Huck/assaltantes, h uma espcie de exibio ostensiva dos objetos em jogo, como que marcando a coincidncia de desejos que perderam sua singularidade para cair na vala comum das banalidades.

    (Adaptado de Eliane Robert Moraes, Folha de So Paulo, 14/10/2007, grifos nossos.)

    a) Um dos usos de aspas o de destacar elementos no texto. Explique a fi nalidade desse destaque nas seguintes expresses presentes no texto: bacana, abrir portas e preferncia nacional.

    b) No caso de obscuro objeto de desejo, as aspas marcam o ttulo de um fi lme de Buuel. Explique como a referncia a esse ttulo estabelece uma oposio fundamental para a argumentao do texto.

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    7. O poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, pertence ao livro A rosa do povo (1945), que rene composies escritas na poca da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo no Brasil:

    Passagem da Noite

    noite. Sinto que noite no porque a sombra descesse (bem me importa a face negra) mas porque dentro de mim, no fundo de mim, o grito se calou, fez-se desnimo. Sinto que ns somos noite, que palpitamos no escuro e em noite nos dissolvemos. Sinto que noite no vento, noite nas guas, na pedra. E que adianta uma lmpada? E que adianta uma voz? noite no meu amigo. noite no submarino. noite na roa grande. noite, no morte, noite de sono espesso e sem praia. No dor, nem paz, noite, perfeitamente a noite.

    Mas salve, olhar de alegria! E salve, dia que surge! Os corpos saltam do sono, o mundo se recompe. Que gozo na bicicleta! Existir: seja como for. A fraterna entrega do po. Amar: mesmo nas canes. De novo andar: as distncias, as cores, posse das ruas. Tudo que noite perdemos se nos confi a outra vez. Obrigado, coisas fi is! Saber que ainda h fl orestas, sinos, palavras; que a terra prossegue seu giro, e o tempo no murchou; no nos dilumos! Chupar o gosto do dia! Clara manh, obrigado, o essencial viver!

    a) Explique o sentido metafrico da noite e o uso do verbo sentir, na 1 estrofe.

    b) Explique o sentido metafrico do dia e o sentimento a ele associado, na 2 estrofe.

    8. Na seguinte passagem do captulo LXXX (Venhamos ao captulo), de Dom Casmurro, o narrador trata da promessa feita por D. Glria.

    Um dos aforismos de Franklin que, para quem tem de pagar na pscoa, a quaresma curta. A nossa quaresma no foi mais longa que as outras, e minha me, posto me mandasse ensinar latim e doutrina, comeou a adiar a minha entrada no seminrio. o que se chama, comercialmente falando, reformar uma letra. O credor era arquimilionrio, no dependia daquela quantia para comer, e consentiu nas transferncias de pagamento, sem querer agravar a taxa do juro. Um dia, porm, um dos familiares que serviam de endossantes da letra, falou da necessidade de entregar o preo ajustado; est num dos captulos primeiros. Minha me concordou e recolhi-me a S.Jos.

    a) Quem lembrou D. Glria da promessa e qual seu vnculo com a famlia dela?

    b) Explique o uso da linguagem comercial no trecho citado acima e no romance.

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    9. O poema abaixo pertence a O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro:

    Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo....Por isso a minha aldeia to grande como outra terra qualquerPorque eu sou do tamanho do que vejoE no do tamanho da minha altura...

    Nas cidades a vida mais pequenaQue aqui na minha casa no cimo deste outeiro.Na cidade as grandes casas fecham a vista chave,Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o cu,Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,E tornam-nos pobres porque a nossa nica riqueza ver.

    (Fernando Pessoa, Obra Potica. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1983, p.142.)

    a) Explique a oposio estabelecida entre a aldeia e a cidade.

    b) De que maneira o uso do verso livre refora essa oposio?

    10. O trecho abaixo pertence ao captulo VIII de A cidade e as serras, em que se narra a viagem de Jacinto a Tormes.

    Trepvamos ento alguma ruazinha de aldeia, dez ou doze casebres, sumidos entre fi gueiras, onde se esgaava, fugindo do lar pela telha-v o fumo branco e cheiroso das pinhas. Nos cerros remotos, por cima da negrura pensativa dos pinheirais, branquejavam ermidas. O ar fi no e puro entrava na alma, e na alma espalhava alegria e fora. Um esparso tilintar de chocalhos de guizos morria pelas quebradas...

    Jacinto adiante, na sua gua rua, murmurava:

    - Que beleza !

    E eu atrs, no burro de Sancho, murmurava:

    - Que beleza !

    Frescos ramos roavam os nossos ombros com familiaridade e carinho.

    (Ea de Queiroz, Obra Completa. Beatriz Berrini (org.). Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997, Vol.II, pp. 561, grifos nossos.)

    a) O que o trecho revela da viso de Jacinto sobre a aldeia e que afi nidade existe entre essa viso e a de Alberto Caeiro no poema da questo anterior.

    b) Explique a relao entre o protagonista e a paisagem nas duas frases sublinhadas.

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    11. Leia o seguinte trecho do captulo Contas, de Vidas Secas.

    Tinha a obrigao de trabalhar para os outros, naturalmente, conhecia do seu lugar. Bem. Nascera com esse destino, ningum tinha culpa de ele haver nascido com um destino ruim. Que fazer? Podia mudar a sorte? Se lhe dissessem que era possvel melhorar de situao, espantar-se-ia. (...) Era a sina. O pai vivera assim, o av tambm. E para trs no existia famlia. Cortar mandacaru, ensebar ltegos aquilo estava no sangue. Conformava-se, no pretendia mais nada. Se lhe dessem o que era dele, estava certo. No davam. Era um desgraado, era como um cachorro, s recebia ossos. Por que seria que os homens ricos ainda lhe tomavam uma parte dos ossos? Fazia at nojo pessoas importantes se ocuparem com semelhantes porcarias.

    (Graciliano Ramos, Vidas Secas. 103. ed., Rio de Janeiro: Editora Record, 2007, p.97.)

    a) Que viso Fabiano tem de sua prpria condio? Justifi que.

    b) Explique a referncia que ele faz aos homens ricos com base no enredo do livro.

    12. O trecho abaixo pertence ao captulo XXII (Empenhos), de Memrias de um Sargento de Milcias.

    Isto tudo vem para dizermos que Maria-Regalada tinha um verdadeiro amor ao Major Vidigal; o Major pagava-lho na mesma moeda. Ora, D. Maria era uma das camaradas mais do corao de Maria-Regalada. Eis a porque falando dela D. Maria e a comadre se mostraram to esperanadas a respeito da sorte do Leonardo.

    J naquele tempo (e dizem que defeito do nosso) o empenho, o compadresco, era uma mola real de todo o movimento social.

    (Manuel Antonio de Almeida, Memrias de um Sargento de Milcias. Mamede Mustaf Jarouche (org.). Cotia: Ateli Editorial, 2000, p.319.)

    a) Explique o defeito a que o narrador se refere.

    b) Relacione o defeito com esse episdio, que envolveu o Major Vidigal e as trs mulheres.

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    Cincias Biolgicas

    13. Muito se tem comentado sobre o aquecimento global, e um dos assuntos mais debatidos o aumento do aquecimento provocado por emisses de CO2 e sua relao com o efeito estufa. Um dos mtodos mais discutidos para neutralizar o CO2 consiste na realizao de clculos especfi cos para saber quanto CO2 lanado na atmosfera por determinada atividade, e quantas rvores devem ser plantadas para absorver esse CO2. Por outro lado, sabe-se que se, por absurdo, todo o CO2 fosse retirado da atmosfera, as plantas desapareceriam do planeta.

    a) Explique como as plantas retiram CO2 da atmosfera e por que elas desapareceriam se todo o CO2 fosse retirado da atmosfera.

    b) Considerando o ciclo do carbono esquematizado na fi gura abaixo, identifi que e explique os processos biolgicos responsveis pelo retorno do CO2 para a atmosfera.

    CO2 atmosfrico

  • 10

    14. Na tabela abaixo so apresentados os resultados das anlises realizadas para identifi car as substncias excretadas por girinos, sapos e pombos.

    Substncias excretadas

    AmostrasQuantidade de gua Amnia Uria Acido rico

    1 grande + - -

    2 pequena - - +

    3 grande - + -

    a) Identifi que, na tabela, qual amostra corresponde s substncias excretadas por pombos. Explique a vantagem

    desse tipo de excreo para as aves.

    b) Identifi que, na tabela, qual amostra corresponde s substncias excretadas por girinos e qual corresponde s dos

    sapos. Explique a relao entre o tipo de substncia excretada por esses animais e o ambiente em que vivem.

    15. A sndrome de Down, tambm chamada trissomia do cromossomo 21, afeta cerca de 0,2 % dos recm-nascidos. A sndrome causada pela presena de um cromossomo 21 a mais nas clulas dos afetados, isto , em vez de dois cromossomos 21, a pessoa tem trs. A trissomia do cromossomo 21 originada durante as anfases I ou II da meiose.

    a) Quando ocorre a meiose? Cite um evento que s ocorre na meiose.

    b) Explique os processos que ocorrem na anfase I e na anfase II que levam formao de clulas com trs cromossomos 21.

    16. Para desvendar crimes, a polcia cientfi ca costuma coletar e analisar diversos resduos encontrados no local do crime. Na investigao de um assassinato, quatro amostras de resduos foram analisadas e apresentaram os componentes relacionados na tabela abaixo. Com base nos componentes identifi cados em cada amostra, os investigadores cientfi cos relacionaram uma das amostras, a cabelo, e as demais, a artrpode, planta e saliva.

    Amostras Componentes1 clorofi la, ribose e protenas2 ptialina e sais3 quitina 4 queratina e outras protenas

    a) A qual amostra corresponde o cabelo? E a saliva? Indique qual contedo de cada uma das amostras permitiu a identifi cao do material analisado.

    b) Sangue do tipo AB Rh- tambm foi coletado no local. Sabendo-se que o pai da vtima tem o tipo sangneo O Rh- e a me tem o tipo AB Rh+, h possibilidade de o sangue ser da vtima? Justifi que sua resposta.

  • 11

    17. Ao ingerirmos alimentos, o trato digestrio secreta enzimas digestivas e outras secrees de acordo com a caracterstica qumica desses alimentos. Foram analisadas as diferentes secrees encontradas ao longo do trato digestrio de 3 grupos de indivduos. Cada grupo foi submetido separadamente a dietas ricas em gorduras, ou em carboidratos, ou em protenas. Os resultados esto mostrados na tabela abaixo.

    Secrees

    Grupos

    Enzima salivar

    Enzima gstrica

    Enzimas pancreticasSecreo hepticaEnzima

    IEnzimas

    II e IIIEnzima

    IV

    1 + - + - - -

    2 - + - + - -

    3 - - - - + +

    a) Indique o tipo de alimento ingerido pelo grupo 1 e o tipo ingerido pelo grupo 2. Explique por que na digesto

    do alimento do grupo 1 no foram secretadas as mesmas enzimas secretadas pelos indivduos do grupo 2.

    b) Qual a relao entre a secreo heptica e a secreo pancretica na digesto do alimento ingerido pelo

    grupo 3?

    18. A FIFA, entidade que dirige o futebol mundial, h alguns meses, proibiu inicialmente jogos de futebol em altitudes acima de 2500 m e, posteriormente, acima de 3000 m. Essa medida foi tomada em funo de tontura, cansao, enjo e difi culdades respiratrias sentidas pelos jogadores provindos de locais de baixas altitudes, o que provoca menor rendimento esportivo dos atletas.

    0 2000 4000 6000 8000 10000

    20

    40

    60

    80

    100

    120

    40

    50

    60

    70

    80

    90

    100

    Altitude (m)

    PO2

    (mm

    Hg)

    --

    Saturao daH

    emoglobina por O

    2 (%)

    --

    a) Observe o grfi co e explique o baixo rendimento dos jogadores de futebol em altitudes elevadas.

    b) No perodo de aclimatao dos jogadores visitantes s altas altitudes, ocorre aumento da freqncia respiratria. Que estmulo, recebido pelo centro respiratrio do sistema nervoso central, acarreta tal fenmeno e como ele foi gerado?

  • 12

    19. Cientistas buscam remdios no mar o ttulo de uma reportagem (O Estado de S. Paulo, 02/05/2005, p. A 16) sobre pesquisas que identifi caram molculas com atividade farmacolgica presentes em animais marinhos, como esponjas e ascdias, contra agentes patognicos causadores de tuberculose, leishmaniose e candidase. Os agentes patognicos causadores das doenas citadas na reportagem so, respectivamente, bactrias, protozorios e fungos.

    a) D duas caractersticas que permitam diferenciar as bactrias dos protozorios.

    b) Os fungos apresentam componentes polissacardeos estruturais e de reserva, tambm encontrados em animais. Justifi que a afi rmao.

    20. Notcias sobre animais marinhos esto sempre em destaque na imprensa, como exemplifi cam a reportagem citada na questo acima e as notcias listadas abaixo.

    I - Uma lula gigante foi capturada em Maca (RJ) e levada para Niteri. A lula pesa 130 quilos e mede aproximadamente 4 metros. (em www.estadao.com.br/vidae/not_vid71173,0.htm, 26/10/2007.)

    II - A presena de uma medusa mortal levou interrupo das fi lmagens de um longa-metragem na Austrlia. (em www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u69858.shtml, 30/03/2007.)

    III - Cientistas do Museu Victoria, na Austrlia, divulgaram hoje imagens da menor estrela-do-mar do mundo, que mede menos de 5 mm. (em noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0OI2039629-EI8145,00.html, 01/11/2007.)

    a) Agrupe os fi los aos quais pertencem os animais citados (esponjas, ascdias, lulas, medusas e estrelas-do-mar), de acordo com a presena de tecidos verdadeiros e o nmero de folhetos germinativos. Caracterize cada grupo formado segundo o critrio indicado.

    b) A diferenciao dos folhetos germinativos no desenvolvimento embrionrio permite a formao de uma cavidade do corpo, o celoma. Que folheto germinativo est diretamente relacionado com a formao do celoma? D uma vantagem que a formao do celoma trouxe para os animais.

    21. Um botnico estudou intensivamente a vegetao nativa do nordeste brasileiro e descobriu duas espcies novas (W e Z). A espcie W uma rvore pereniflia, com pouco mais de 25 m de altura, tronco com casca lisa e folhas com pice longo e agudo. A espcie Z tem caule achatado e verde (clorofi lado), folhas reduzidas a espinhos e altura mxima de 3 m.

    a) Com base nessas informaes, indique em que tipo de formao vegetal o botnico encontrou cada uma das espcies novas.

    b) Indique uma caracterstica ambiental especfi ca de cada uma das formaes vegetais onde ocorrem as espcies W e Z.

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    22. A polinizao das angiospermas feita por agentes abiticos (vento e gua) ou por vrios tipos de animais. Nesse processo se observa relao entre as caractersticas fl orais e os respectivos agentes polinizadores.

    a) Considerando as informaes sobre as fl ores das quatro espcies apresentadas na tabela abaixo, escolha, para cada uma delas, o possvel agente polinizador dentre os seguintes: vento, morcego, beija-fl or e abelha.

    b) Explique o papel do gro de plen no processo de formao de sementes.

    Caractersticas Florais

    Espcies

    Perodo deabertura da

    fl orCorola (ptalas) Perfume Nctar

    1 diurno vermelha ausente abundante

    2 diurno ausente ou branco-esverdeada ausente ausente

    3 noturno branca desagradvel abundante

    4 diurno amarela agradvel presente ou ausente

    23. Um grupo de camundongos recebeu para inalao uma mistura de ar e cdmio (Cd), metal pesado normalmente encontrado na fumaa do cigarro. Um outro grupo recebeu apenas ar, sem Cd. A tabela abaixo mostra o resultado da anlise das mitocndrias das clulas presentes nos testculos desses animais.

    Tabela - Porcentagem (%) de mitocndrias com membrana interna e cristas danifi cadas

    TempoGrupos

    1 semana 2 semana 3 semana 4 semana

    Animais que inalaram ar com Cd 4 25 35 50

    Animais controle (ar sem Cd) 1 1 2 2

    a) Qual a conseqncia no consumo de O2 nas mitocndrias de animais do grupo que inalou cdmio? Por que isso ocorre?

    b) O que se pode esperar sobre a mobilidade dos espermatozides dos animais expostos a Cd em relao ao grupo controle? Por qu?

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    24. A evoluo biolgica tema amplamente debatido e as teorias evolucionistas mais conhecidas so as de Lamarck e Darwin, a que remete a tira do Calvin abaixo. (Adaptado de http://rocko.blogia.com/2005/050602-comic-06.05.05-calvin-hobbes-lamarck-y-la-evolucion.php-, acessado em 08/12/07.)

    Traduo:

    Quadro 1: Uma das criaturas mais peculiares da natureza, a girafa, est singularmente adaptada ao seu ambiente.

    Quadro 2: Sua tremenda altura lhe permite mastigar os suculentos petiscos mais difceis de alcanar.

    Quadro 3: Biscoitos.

    a) Como a altura da girafa, lembrada pela tira do Calvin, foi utilizada para explicar a teoria de Lamarck?

    b) Como a teoria de Darwin poderia explicar a situao relacionada com a altura da girafa?

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    As listas de convocados e espera estaro disposio dos interessados no saguo do Ciclo Bsico II, no campus de Campinas e na pgina www.comvest.unicamp.br

    LISTAS DE CONVOCADOS

    Haver 10 (dez) chamadas para matrculas, conforme o calendrio divulgado no manual do candidato.

    Haver apenas uma lista de espera, a ser divulgada junto com a 8 chamada no dia 24/03/2008, para composio das chamadas seguintes (9 e ltima), que ocorrero ambas no dia 27/03/2008.

    responsabilidade de cada candidato informar-se sobre as listas de chamada e a lista de espera divulgadas pela Comvest. Aps a publicao das listas de chamadas, todos os candidatos convocados devero comparecer nos campi indicados para efetuar a matrcula nos respectivos cursos nas datas e horrios determinados (veja relao abaixo).Os candidatos matriculados nas 1, 2 e 3 chamadas devero obrigatoriamente fazer a confi rmao de matrcula nos respectivos campi, no dia 25/02/2008.O no comparecimento do candidato a qualquer matrcula para a qual for convocado levar sua automtica e defi nitiva excluso do Vestibular. Quem deve declarar interesse por vagaOs candidatos que fi zeram a 2 fase, no foram eliminados por nota zero e no tenham sido convocados para alguma de suas opes, at e inclusive a 3 chamada, devero declarar interesse pela(s) vagas(s), no perodo de 25 a 28/02/2008, por via eletrnica, em formulrio especfi co que estar disponvel na pgina da Comvest (www.comvest.unicamp.br). Os candidatos devero declarar interesse em cada uma de suas opes. possvel tambm deixar de declarar interesse pelas opes mais baixas, o que acarretar na desistncia do candidato em relao quela(s) opo(es). Os candidatos j matriculados e que aguardam remanejamento no precisam fazer a declarao eletrnica de interesse por vaga.

    Os candidatos da lista de espera da 8 chamada (a ser publicada dia 24/03/2008) devero comparecer entre as 9 e as 12 horas do dia 27/03/2008 na DAC para confi rmao presencial de interesse por vagas eventualmente abertas nas chamadas seguintes.

    IMPORTANTE: somente participaro da 9 e da ltima chamadas os candidatos que tiverem comparecido DAC na manh do dia 27/03/2008.

    CONVOCADOS PARA MATRCULA

    Ainda que seja convocado para uma opo de curso no preferencial, o candidato dever comparecer para efetuar a matrcula, caso contrrio, estar eliminado do Vestibular

    1 chamada07/02/2008 (a partir das 16:00 horas) Divulgao da lista de convocados em 1 chamada.

    Matrcula da 1 chamada12/02/2008 Matrcula dos convocados em 1 chamada no campus de Piracicaba para o curso de Odontologia, no campus de Limeira para os cursos Superiores de Tecnologia e no campus de Campinas para os demais cursos, das 9:00 s 12:00 horas. As matrculas dos convocados para os cursos da Famerp podero ser realizadas em Campinas ou no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    2 chamada 12/02/2008 at as 24:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 2 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 2 chamada15/02/2008 Matrcula dos convocados em 2 chamada no campus de Piracicaba para o curso de Odontologia, no campus de Limeira para os cursos Superiores de Tecnologia e no campus de Campinas para os demais cursos, das 9:00 s 12:00 horas. As matrculas dos convocados para os cursos da Famerp podero ser realizadas em Campinas ou no Setor de Vida Escolar, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    3 chamada15/02/2008 at as 24:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 3 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 3 chamada20/02/2008 Matrcula dos convocados em 3 chamada no campus de Piracicaba para o curso de Odontologia, no campus de Limeira para os cursos Superiores de Tecnologia e no campus de Campinas para os demais cursos, das 9:00 s 12:00 horas. As matrculas dos convocados para os cursos da Famerp podero ser realizadas em Campinas ou no Setor de Vida Escolar, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    Confi rmao de matrcula25/02/2008 Confi rmao de matrcula para os matriculados nas 1, 2 e 3 chamadas, inclusive para os que aguardam remanejamento, das 9:00 s 16:00 horas, no campus de Piracicaba para o curso de Odontologia, no campus de Limeira para os cursos Superiores de Tecnologia e no campus de Campinas para os demais cursos. Os ingressantes aos cursos da Famerp devero confi rmar a matrcula no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    Alunos ingressantes aos cursos ministrados em perodo noturno podero confi rmar a matrcula das 18:00 s 21:00 horas.

    A no confi rmao da matrcula leva automtica e defi nitiva perda da vaga.

    LISTAS DE CONVOCADOS E MATRCULAS

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    Declarao de interesse por vagas25 a 28/02/2008 (das 9:00 horas do dia 25 at as 17:00 horas do dia 28/02 - horrio de Braslia) somente via Internet, em formulrio prprio na pgina da Comvest (www.comvest.unicamp.br), para candidatos que fi zeram a 2 fase, no foram eliminados por nota zero e que no foram convocados para alguma de suas opes, at e inclusive a 3 chamada. A no declarao acarretar em eliminao do processo de convocao para as demais chamadas.

    As 4, 5, 6, 7, 8, 9 e ltima chamadas sero constitudas por candidatos que declararam interesse pela vaga na pgina da Comvest na internet (www.comvest.unicamp.br).

    4 chamada03/03/2008 Divulgao da lista de convocados em 4 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 4 chamada06/03/2008 Matrcula dos convocados em 4 chamada, das 9:00 s 12:00 horas. Para os ingressantes em cursos da Unicamp, no campus de Campinas. Para os ingressantes em cursos da Farmerp, no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    5 chamada06/03/2008 at as 24:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 5 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 5 chamada11/03/2008 Matrcula dos convocados em 5 chamada, das 9:00 s 12:00 horas. Para os ingressantes em cursos da Unicamp, no campus de Campinas. Para os ingressantes em cursos da Farmerp, no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    6 chamada11/03/2008 at as 24:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 6 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 6 chamada14/03/2008 Matrcula dos convocados em 6 chamada, das 9:00 s 12:00 horas. Para os ingressantes em cursos da Unicamp, no campus de Campinas. Para os ingressantes em cursos da Farmerp, no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    7 chamada14/03/2008 at s 24:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 7 chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da 7 chamada19/03/2008 das 9:00 s 12:00 horas Matrcula dos convocados em 7 chamada, das 9:00 s 12:00 horas. Para os ingressantes em cursos da Unicamp, no campus de Campinas. Para os ingressantes em cursos da Farmerp, no Setor de Vida Escolar, Pavilho da Secretaria Geral, na sede da Famerp em So Jos do Rio Preto.

    8 chamada e lista de espera24/03/2008 Divulgao da lista de convocados em 8 chamada e da lista de espera. Matrcula da 8 chamada27/03/2008 das 9:00 s 12:00 horas Matrcula dos convocados em 8 chamada no campus de Campinas para todos os candidatos (na Diretoria Acadmica DAC), inclusive para os convocados para cursos da Famerp.

    Confi rmao presencial de interesse (somente candidatos da lista de espera)27/03/2008 das 9:00 s 12:00 horas Confi rmao presencial de interesse por vagas para candidatos que constam da lista de espera da 8 chamada, na Diretoria Acadmica - DAC, inclusive para os convocados para cursos da Famerp.

    A 9 e a ltima chamadas sero constitudas por candidatos que compareceram na DAC, no dia 27/03/2008, para confi rmar presencialmente o interesse por vagas.

    9 chamada27/03/2008 16:00 horas. Divulgao da lista de convocados em 9 chamada e lista de candidatos remanejados. Matrcula da 9 chamada27/03/2008 das 16:00 s 17:00 horas Matrcula dos convocados em 9 chamada no campus de Campinas para todos os candidatos (na Diretoria Acadmica DAC), inclusive para os convocados para cursos da Famerp.

    ltima chamada27/03/2008 18:00 horas. Divulgao da lista de convocados em ltima chamada e lista de candidatos remanejados.

    Matrcula da ltima chamada27/03/2008 das 18:00 s 18:30 horas Matrcula dos convocados em ltima chamada no campus de Campinas para todos os candidatos (na Diretoria Acadmica DAC), inclusive para os convocados para cursos da Famerp.

    A NO CONFIRMAO DA MATRCULA LEVA AUTOMTICA E DEFINITIVA PERDA DA VAGA.

    DOCUMENTAO PARA A MATRCULA

    A matrcula s efetivada aps a apresentao de todos os documentos exigidos. Veja a documentao necessria (pgina 25 do Manual do Candidato/2008 ou na pgina www.comvest.unicamp.br) e providencie-a com antecedncia, pois a matrcula feita logo depois da publicao das listas

    ATENO!

    25/02/2008 Confi rmao de matrcula*27/02/2008 Incio das aulas nos respectivos campi

    * As matrculas no confi rmadas estaro automtica e defi nitivamente canceladas.