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Grupo Espírita Aprendizes do Evangelho de Limeira Grupo Espírita Aprendizes do Evangelho de Limeira Escola de Aprendizes do Evangelho — 8ª turma 78ª aula: A medicina psicossomática

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  • Grupo Espírita Aprendizes do Evangelho de Limeira Escola de Aprendizes do Evangelho — 8ª turma

    78ª aula: A medicina psicossomática Textos complementares

    GEAEL

    Aula 78 — Entre muitas, a lição que fica: Embora louvemos a resolução sadia de Allan Kardec em escoimar o espiritismo das práticas supersticiosas e dos ritualismos inúteis e dispensáveis, o bom espírita deve respeitar o ensejo mediúnico dos terreiros de umbanda, em cujo ambiente fraterno os espíritos ainda afeitos às formas do mundo terreno, também encontram o ambiente espiritual eletivo para exercerem o Bem sob a Inspiração do Cristo!

    Mediunidade de Cura — Ramatís / Hercílio Maes

    PERGUNTA: — Que dizeis sobre as receitas mediúnicas formuladas pelos espíritos de índios, caboclos ou “pretos velhos”, os quais, embora sejam leigos em medicina, pres- crevem ervas, remédios caseiros ou homeopatia, que às vezes produzem curas extraordinárias?

    RAMATÍS: — São espíritos que estiveram reencarnados nesses ambientes de costumes um tanto primitivos; portanto, é natural que ainda se mantenham seus hábitos e convicções anteriores. Então, receitam infusões de ervas curativas, xaro- pes, fortificantes, homeopatia ou demais tipos de remédios para debelar os males do corpo físico. Aliás, esses espíritos mais caritativos e serviçais, depois de desencarnados, mobili-

    zam no Além todos os seus recursos, no sentido de aliviar o sofrimento dos terrí- colas, praticando um curandeirismo tão pitoresco quanto o a que já se haviam habituado na Terra.

    Muitos desses espíritos bondosos, mas ainda incapacitados para atenderem aos empreendimentos espirituais supe- riores, sublimam sua ansiedade cari- tativa na realização de tarefas a favor dos “vivos”. Então, os guias espirituais aproveitam sua boa intenção e índole fraterna, embora ainda se trate de almas inexperientes e de graduação primária. Merecem-lhes todo o carinho e tolerân- cia, uma vez que se devotam aos enfer- mos do corpo e espírito, quer ministran- do-lhes o bom conselho, o medicamento e até protegendo-os contra o assédio das falanges trevosas.

    Nas residências mais afastadas dos centros populosos, a homeopatia ainda é o socorro de urgência substituindo o

    médico ausente e atendendo desde o netinho endefluxado e o vovô reumático, até a titia vítima de pertinaz enxaqueca.

    Embora reconheçamos sinceramente os benefícios salu- tares prestados pela medicina alopática, a verdade é que as crianças tratadas exclusivamente pela homeopatia livram-se das injeções dolorosas e das reações alérgicas e dos efeitos tóxicos causados pelos medicamentos corrosivos. A farma- cologia alopática, malgrado o seu êxito, também, em certos casos, produz conseqüências agressivas e indesejáveis nos organismos mais sensíveis. Às vezes intoxica o fígado e pro- voca a inapetência, ou “falta de apetite”; doutra feita, conges-

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    tiona os rins, anormaliza o estômago, afeta o intestino, contrai o duodeno, mancha a pele, produz urticárias ou cefaléias características das opressões sanguíneas.

    Assim, a pobreza do vosso país prefere essa medicina pitoresca exercida pelos espíritos de índios, caboclos ou “pretos velhos”, que ministram ervas, remédios caseiros ou homeopatia, no desejo louvável e cristão de servir o próximo sem interesse ou vaidade pessoal. Ansiosos em proporcionar o maior bem possível, eles servem-se tanto dos médiuns de “mesa” como de terreiro, pois só lhes importa exercer um serviço benéfico. Embora a medicina acadêmica censure esses espíritos, que realmente ignoram os recursos avançados da terapêutica moderna, o certo é que eles seguem humildemen- te o Mestre Jesus, quando recomendava: “Ama o próximo como a ti mesmo” e “faze aos outros o que queres que te façam”.

    PERGUNTA: — Por que, embora se trate de espíritos bon- dosos e caritativos, nem sempre os “pretos velhos” ou caboclos conseguem o êxito desejado nas suas prescrições medicamen- tosas? Porventura não gozam da faculdade de premonição durante a sua assistência espiritual junto aos enfermos da Terra?

    RAMATÍS: — São almas que servem o próximo de modo incondicional, deixando a Deus o cuidado de promover o merecimento de cada criatura, pois o seu princípio fraterno é sempre o de “ajude e passe”.1 Aliás, sabeis que os próprios espíritos angélicos não podem sustar as provas cármicas dos encarnados, quando o sofrimento humano tem por funda- mento principal a redenção espiritual do enfermo.

    O artificialismo das drogas, às vezes não passa de um entrave à própria limpeza espiritual. A dor e o sofrimento, embora sejam condições indesejáveis por todos os seres humanos, constituem um processo eficaz para drenar as nódoas, crostas e emanações fluídicas que afetam o metabo- lismo delicadíssimo do perispírito. Eis por que Jesus, o incon- fundível guia da humanidade, tanto exaltou o sofrimento na sua função redentora e o louvou de modo incondicional no sublime “Sermão da Montanha”, destacando-o na sua memo- rável exortação: “Bem-aventurados os que sofrem, porque deles é o reino dos céus”!

    Nesse conceito esperançoso o Mestre exaltou a dor como função purificadora do espírito enfermo, tendo esclarecido, depois, que o “reino dos céus” é semelhante a um “banquete divino”, no qual só podem comungar aqueles que já vestiram a “túnica nupcial”!2 Indubitavelmente, só o perispírito diafa- nizado pelo expurgo das toxinas vertidas pela alma doente pode significar a “túnica nupcial” porquanto é ele, realmente, 1 Nota do Médium: Conceito de André Luiz na obra Agenda Cristã. 2 Vide capítulo XVIII, “Parábola do Festim de Bodas”, obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, edição da Editora do ConhECimEnto.

    o envoltório do espírito eterno. Contudo, apesar dos louvores enunciados por Jesus, quando exaltou a ação redentora do sofrimento, Ele não aconselhou a indiferença diante da des- ventura alheia. A necessidade do amparo mútuo em nossos sofrimentos foi exemplificado pelo Mestre Divino ao aceitar a ajuda de Simão Cireneu para carregar-lhe a cruz na subida do Calvário. O socorro à criatura humana durante o seu pade- cimento é sempre oportunidade benfeitora, em que o homem pode exercitar os seus bons sentimentos e despertar a sua natureza angélica.

    A atitude mais certa perante Deus ainda é a de “Amar o próximo como a si mesmo”, quer mereça ou não. Em qualquer circunstância da vida terrena a indiferença diante da dor e do sofrimento alheio é sinal de crueldade, mesmo quando temos convicção de que o próximo se submete ao processo cármico de sua própria redenção espiritual. A caridade não é resultado de um programa aprovado em discussões onde primeiramente se julga do merecimento do necessitado ou do melhor aproveitamento espiritual dos seus próprios idealizadores. Na verdade, é fruto de sentimento tão espontâneo quanto o da flor oferecendo o seu perfume sem qualquer interesse oculto. Quando Jesus afirmou que “Só pelo amor será salvo o homem”, ele extinguiu definitivamente qualquer dúvida quanto à nossa verdadeira atitude diante do sofrimento alheio.

    A sua recomendação dispensa comentários e elimina inde- cisões, pois revela o segredo de o homem alcançar mais breve a sua própria felicidade. O Mestre não fez exceções nem desta- cou privilégios, mas recomendou-nos um amor incondicional, desinteressado e puro! Eis por que os espíritos desencarnados, que realmente confiam nos ensinamentos do Cristo, curvam-se humildes e devotam-se ao bem alheio sem quaisquer julga- mentos prematuros ou pretensões egoístas.

    É o que acontece aos “pretos velhos”, caboclos e silví- colas benfeitores, que trabalham incondicionalmente a favor dos sofredores encarnados, pois, embora ainda não sejam diplomados pelas academias do mundo, eles se consagraram na escola do amor do Cristo!3 Assim, eles receitam o xarope, a erva, a mezinha caseira ou a homeopatia, despreocupados da crítica dos médicos ou cientistas terrenos, mas certos de que Deus saberá decidir quanto ao merecimento dos enfermos que forem socorridos.

    E graças à condição de espíritos desencarnados, eles ainda podem servir melhor os enfermos encarnados, porque os examinam diretamente no perispírito e assim identificam- lhes a enfermidade, por vezes considerada incurável, quando sob os cuidados da vossa medicina.

    3 Nota do Médium: Vide esse conceito e suas considerações mais amplas nos capítulos 33 e 34, “Definindo Rumos” e “Em Aditamento”, que fazem parte da obra Lázaro Redivivo, ditada pelo espírito de Humberto de Campos a Chico Xavier, edição da Livraria da Federação Espírita Brasileira.

    “Não basta curar o corpo físico, que é a vestimenta provisória do espírito na matéria. É pre- ciso também, acabar com a doença da mente: a avareza, o ciúme, o orgulho, a vaidade, o ódio, a inveja, a crueldade e a maledicência.

    Hercílio Maes

  • Escola de Aprendizes do Evangelho - Aliança Espírita Evangélica (8ª turma/GEAEL) 3

    PERGUNTA: — Não seria mais conveniente que todos os médicos desencarnados tam- bém só receitassem ervas e remédios casei- ros, evitando a medica- ção alopática que pode ser perigosa, quando receitada por médiuns muito anímicos?

    RAMATÍS: — Em primeiro lugar, esclare- cemos que os espíritos desencarnados só recei- tam de acordo com o seu próprio conhe- cimento adquirido na Terra;

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