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Anne e Daniel Meurois-Givaudan - O Caminho dos Ess nios ...api.ning.com/.../OCaminhodosEsse  · PDF file1 Introdução Essênios... palavra que hoje reaparece com freqüência ante

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    Introduo

    Essnios... palavra que hoje reaparece com freqncia ante os olhos de

    quem interroga. Desde a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, ele deu volta ao

    mundo, suscitando, entretanto, mais interrogaes do que respostas.

    Quem eram os essnios? No obstante os recentes trabalhos dos

    arquelogos e dos pesquisadores, a histria oficial bem parca de informaes.

    Fala-se de uma seita mstica qual s vezes alguns associam o nome de

    Jesus... Quem ele exatamente? A isto nos propomos, atravs deste livro, fornecer

    uma resposta... ou um comeo de resposta, pois este domnio imenso!

    No um trabalho de historiador o que apresentamos nos captulos que

    se seguem, mas uma narrativa, um testemunho vivido. Com efeito, nenhum

    documento, qualquer que fosse, ajudou na sua redao.

    A razo se recusa, claro, a admitir que se possa vasculhar o passado

    fora dos mtodos de investigao tradicionais.

    E no entanto... razovel estabelecer limites aos horizontes que hoje se

    oferecem ao homem? As fronteiras do "impossvel" no recuam sem cessar?

    No foi, porm, uma tcnica de trabalho revolucionria que nos permitiu

    levar a termo esta obra, mas um mtodo cuja origem se perde na noite dos tempos.

    Este livro foi elaborado a partir de uma tcnica herdada dos antigos

    egpcios e dos msticos do Himalaia; ele fruto de uma longa leitura dos Anais de

    Akasha? Poderamos dizer que eles so a Memria do Universo, mas isso ainda

    continuaria bem vago.

    Debrucemo-nos, ento, sobre a palavra Akasha, de origem snscrita. Este

    termo designa um dos elementos constituintes da natureza, da mesma forma que a

    terra, a gua, o fogo e o ar. As antigas tradies nos ensinam que se trata de uma

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    substncia infinitamente sutil, de uma forma de energia na qual se banha o Universo

    e que tem a propriedade de guardar a memria visual e auditiva de tudo o que vive.

    Akasha seria, ento, a "placa sensvel" do Universo ou ainda, para usar um termo

    bem atual, um gigantesco "filme magnetoscpico" arranjado pela prpria Natureza e

    capaz de revelar-nos, em determinadas condies, a "memria do passado".

    "E conveniente assinalar que a consulta a esses Anais aconteceu fora de

    nosso mundo fsico e no decorrer de uma srie de "viagens astrais" ou "viagens fora

    do corpo".

    Este tipo de leitura nada tem a ver com o que se pode chamar de

    "Fenmenos espontneos de viso". Ele exige a longa aprendizagem de um mtodo

    preciso apoiado por um trabalho pessoal de ordem espiritual. De fato, e fazemos

    questo de insistir muito particularmente neste ponto, uma tcnica est longe de ser

    suficiente. Ela apenas uma ajuda para uma longa preparao, para uma limpeza

    dos diversos corpos que nenhum outro uso poder substituir porque ela baseada

    no amor.

    A leitura dos Anais de Akasha supe, por outro lado, uma autorizao da

    parte dos seres espirituais que tm a sua guarda. Estes se asseguram da pureza de

    intenes dos "viajantes" e de sua capacidade de assimilao. Finalmente, as

    pesquisas em questo jamais devem ser conduzidas com um objetivo pessoal.

    A narrativa que se seguir nos leva Palestina h uns dois mil anos, no

    prprio seio da sociedade essnia. No nada fcil reviver o passado, tambm

    nunca achamos agradvel falar de ns. Nossas pessoas, alis, tm apenas uma

    importncia relativa neste testemunho.

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    Atravs desta existncia no corao da Fraternidade essnica e de seus

    ensinamentos, ela trar muitas vezes da personalidade e do pensamento de Jesus,

    bem como de detalhes relativos sua vida, ao seu ambiente.

    No ignoramos que alguns desses aspectos podero surpreender, at

    mesmo chocar, e estamos conscientes da responsabilidade que sua difuso implica.

    Entretanto, chegado o tempo de levantar certos vus.

    No temos a pretenso de trazer exclusivamente coisas inditas, mas

    uma pedra a mais a um edifcio que se constri.

    Tambm no pretendemos narrar a totalidade dos fatos at aqui ocultos

    neste domnio, no tendo ainda chegado o momento da sua revelao.

    Parece-nos tambm importante insistir sobre um ponto: nada foi

    romanceado ou deformado com um propsito qualquer. O leitor talvez fique surpreso

    ao encontrar uma poro de detalhes relativos tambm a paisagens, quadros e

    discursos... A memria astral dotada de uma grande fidelidade, os olhos da alma

    percebem mais intensamente que os da carne.

    Assim, nada do que foi escrito o foi aproximadamente. Nossos esforos

    tenderam sempre para a maior fidelidade com relao ao vivido, ao nome prximo,

    uma vez que se trata de palavras reproduzidas.

    Finalmente, fazemos questo de precisar de que maneira a leitura dos

    Anais se efetua.

    As cenas so revividas com nitidez absoluta, as palavras so percebidas

    na lngua da poca mas compreendidas instantaneamente, como se a

    dominssemos. No que diz respeito, a sensao de vivido foi tal que nos fez

    reencontrar emoes, percepes estranhas nossa personalidade atual.

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    Talvez alguns vejam neste livro um romance e outros sejam tentados a

    qualific-lo como delrio mstico. Pouco importa! Ns o escrevemos com o corao,

    tal como os episdios impregnaram-se em ns no dia-a-dia durante quase dois anos.

    Ns o confiamos, pois, aos seres de corao!

    Alguns j sabem o que e o tempo decidir... Se houver tempo!

    http://groups.google.com/group/digitalsource

    Nota Embora cada um dos autores tenha redigido uma parte desta

    obra, a grande maioria das cenas descritas foi revivida em comum.

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    SUMRIO Introduo ...................................................................................................................1 LIVRO I .......................................................................................................................6

    CAPTULO I: ZRAH...............................................................................................6 CAPITULO II: OPURIM..........................................................................................18 CAPTULO III: PARTIDA .......................................................................................28 CAPITULO IV: O KRMEL ......................................................................................43 CAPTULO V: A PALAVRA DE ONTEM E DE AMANH ......................................54 CAPITULO VI: LEITURA DOS SERES (A AURA).................................................70 CAPITULO VII: A LINGUAGEM DO LEITE ...........................................................95 CAPITULO VIII: EM TORNO DO VELHO JAC .................................................105 CAPTULO IX: O LABIRINTO..............................................................................119 CAPITULO X: JERUSALM................................................................................141 CAPTULO XI: PEDRAS LEVANTADAS .............................................................155 CAPITULO XII: ENTRE OS ZELOTAS................................................................177 CAPITULO XIII: A NUVEM DE PAZ ....................................................................187 CAPITULO XIV: NO PAS DA TERRA VERMELHA............................................196 CAPITULO XV: AOS PS DO VIGILANTE SILENCIOSO ..................................211

    LIVRO II...................................................................................................................222 CAPTULO I: BATISMOS ....................................................................................222 CAPITULO II: OS DEZESSETE ANOS ...............................................................235 CAPITULO III: ONDE ESTO VOSSAS VERDADEIRAS ARMAS? ...................247 CAPITULO IV: ALIMENTOS E TABERNCULOS ..............................................263 CAPITULO V: A RVORE DE SETE RAZES.....................................................274 CAPITULO VI: NO CAMINHO DE JERICO .........................................................284 CAPITULO VII: OS CENTO E VINTE..................................................................300 CAPTULO VIII: SOB O SOL DE MAGDALA.......................................................312 CAPITULO IX: O CAMINHO DA TRANSMUTAO...........................................325 CAPITULO X: CONSTRUAM-LHE UM TRONO DE PEDRA..............................337 CAPTULO XI: A NOITE DE GETSMANE.........................................................347 CAPITULO XIII: GLGOTA.................................................................................379 CAPITULO XIV: O MISTRIO.............................................................................398 CAPITULO XV: REENCONTRO..........................................................................408

    LIVRO III..................................................................................................................420 CAPTULO I: OS VINTE E DOIS .........................................................................420 CAPITULO II: RUMO AO OURO DO TEMPO, MRIAM... ...................................429 CAPITULO III: OS JARDINS DE IESSE..............................................................442 INTERPRETAO DAS CORES DA AURA .......................................................452

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    LIVRO I

    CAPTULO I: ZRAH

    Eu acabava de fazer quatro anos. Meus pais e eu morvamos numa

    pequena aldeia da Galilia a dois dias de marcha ao nordeste de Jappa. Jappa era a

    cidade grande, uma aventura total. De p sobre o murinho do jardim que rodeava

    nossa casa modesta, eu muitas vezes contemplava a longa fila das caravanas de

    camel