Click here to load reader

Acao e-reacao

  • View
    556

  • Download
    3

Embed Size (px)

DESCRIPTION

 

Text of Acao e-reacao

  • 1. Ao e Reao Andr Luiz AO E REAO Francisco Cndido Xavier Ditado pelo esprito Andr LuizFEDERAO ESPRITA BRASILEIRADEPARTAMENTO EDITORIALRua Souza Valente, 1720941-040 - Rio-RJ - BrasilISBN 85-7328-002-620 edioDo 266 ao 276 milheiroCapa de CECCONIB.N. 10.83144-AA; 000.5-0; 512000Copyright 1956 61FEDERAO ESPRITA BRASILEIRA(Casa Mater do Espiritismo)As. L-2 Norte -Q. 603-Conjunto F70830-030 - Braslia, DF - BrasilComposio, fotolito, e impresso ofsete dasOficinas do Departamento Grfico da FEBRua Souza Valente, 1720941-040-Rio de Janeiro, RJ-BrasilCNPJ =33.644.857/0002-b1INTERNEThttp://www.febrasil.org.brI.E. = 51.600.50.1Pedidos de livros FEB - DepartamentoEditorial, via Correio ou, em grandesencomendas, via rodovirio- por carta, telefone(021) 589-6028, ou FAX (021) 589-6838,CIP-BRASIL. CATALOGAO-NA-FONTESINDICATO NACIONAL197920.ed.98-0733.DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.Luiz, Andr (Esprito)Ao e reao ditado pelo esprito Andr Luiz[psicografado por] Francisco Cndido Xavier.-20.ed.Rio de Janeiro:
  • 2. Ao e Reao Andr LuizFederao EspritaBrasileira, 2000ISBN 85-7328-002-61. Espiritismo. 2. Obras psicografadas. Xavier, FranciscoCndido, 1910-. II. Ttulo.070598 140598CDD 133.93CDD 133.7005212
  • 3. Ao e Reao Andr Luiz NDICEAnte o Centenrio 91 - Luz nas sombras 132 - Comentrios do Instrutor 233 - A interveno na memria 334 - Alguns recm-desencarnados 475 - Almas enfermias 586 - No crculo de orao 737 - Conversao preciosa 858 - Preparativos para o retorno 999 - A histria de Silas 11510 - Entendimento 13111 - O Templo e o Parlatrio 15112 - Dvida agravada 16413 - Dbito estacionrio 17514 - Resgate interrompido 18715 - Anotaes oportunas 20116 - Dbito aliviado 21317 - Dvida expirante 22918 - Resgates coletivos 24119 - Sanes e auxlios 25320 - Comovente surpresa 263
  • 4. Ao e Reao Andr Luiz ANTE O CENTENRIO A 18 de abril de 1957, a Codificao Kardequiana, sob a gide do Cristo deDeus, celebrar o seu primeiro centenrio de valiosos servios Humanidade terrestre. Um sculo de trabalho, de renovao e de luz. Para contribuir nas homenagens ao memorvel acontecimento, grafou AndrLuiz as pginas deste livro. Escrevendo-o, nosso amigo desvelou uma nesga das regies inferiores a que seprojeta a conscincia culpada, alm do corpo fsico, para definir a importncia daexistncia carnal, como sendo verdadeiro favor da Divina Misericrdia, a fim de quenos adaptemos ao mecanismo da Justia Indefectvel. por isso que entretece os fios de suas consideraes com a narrativa dasrelaes entre a esfera dos Espritos encarnados e os crculos de purgao, onde sedemoram os companheiros desenfaixados da carne, que se acumpliciaram nadelinqncia, criando, pelos desvarios da prpria conduta, o inferno exterior, que nadamais que os reflexo de ns mesmos, quando, pelo relaxamento e pela crueldade, nosentregamos prtica de aes deprimentes, que nos constrangem a temporriasegregao nos resultados deplorveis de nossos prprios erros. Von Liszt, eminente criminalista dos tempos modernos, observa que o Estado,em sua expresso de organismo superior, e excetuando-se, como claro, os gruposcriminosos que por vezes transitoriamente o arrastam a funestos abusos do poder, noprescinde da pena, a fim de sustentar a ordem jurdica. A necessidade da conservao doprprio Estado justifica a pena. Com essa concluso, apagam-se, quase que totalmente, as antigas controvrsiasentre as teorias de Direito Penal, de vez que, nesse ou naquele clima de arregimentaopoltica, a tendncia a punir congenial ao homem comum, em face da necessidade demanter, tanto quanto possvel, a intangibilidade da ordem no plano coletivo. Andr Luiz, contudo, faz-nos sentir que o Espiritismo revela uma concepo dejustia ainda mais ampla. A criatura no se encontra simplesmente subordinada ao critrio dos penlogosdo mundo, categorizados coma de cirurgies eficientes no tratamento ou na extirpaoda gangrena social. Quanto mais esclarecida a criatura, tanto mais responsvel, entreguenaturalmente aos arestos da prpria conscincia, na Terra ou fora dela, toda vez que seenvolve nos espinheiros da culpa. Suas pginas, desse modo, guardam o objetivo de salientar que os princpioscodificados por Allan Kardec abrem uma nova era para o esprito humano, compelindo-o auscultao de si mesmo, no reajuste dos caminhos traados por Jesus ao verdadeiroprogresso da alma, e explicam que o Espiritismo, por isso mesmo, o disciplinador denossa liberdade, no apenas para que tenhamos na Terra uma vida social dignificante,mas tambm para que mantenhamos, no campo do esprito, uma vida individualharmoniosa, devidamente ajustada aos impositivos da Vida Universal Perfeita,consoante as normas de eterna Justia, elaboradas pelo supremo equilbrio das Leis deDeus. Eis por que, apresentando-as ao leitor amigo, reconhecemos nos postulados queabraamos no somente um santurio de consolaes sublimes, mas tambm um templode responsabilidades definidas, para considerar que a reencarnao um estgio sagradode recapitulao das nossas experincias e que a Doutrina Esprita, revivendo oEvangelho do Senhor, facho resplendente na estrada evolutiva, ajudando-nos aregenerar o prprio destino, para a edificao da felicidade real.
  • 5. Ao e Reao Andr Luiz Em sntese, demonstra-nos o Autor que as nossas possibilidades de hoje nosvinculam s sombras de ontem, exigindo-nos trabalho infatigvel no bem, para aconstruo do Amanh, sobre as bases redentoras do Cristo. Exaltando, assim, os mritos inestimveis da obra de Allan Kardec, saudamos-lhe, comovidamente, o abenoado centenrio. Pedro Leopoldo, 1 de Janeiro de 1957. EMMANUEL 1 - LUZ NAS SOMBRAS - Sim - afirmava-nos o Instrutor Druso, sabiamente -, o estudo da situaoespiritual da criatura humana, aps a morte do corpo, no pode ser relegado a planosecundrio. Todas as civilizaes que antecederam a glria ocidental nos temposmodernos consagraram especial ateno aos problemas de alm-tmulo. O Egito mantinha incessante intercmbio com os trespassados e ensinava queos mortos sofriam rigoroso julgamento entre Anbis, o gnio com cabea de chacal, eHrus, o gnio com cabea de gavio, diante de Mat, a deusa da justia, decidindo seas almas deveriam ascender ao esplendor solar ou se deveriam voltar aos labirintos daprovao, na prpria Terra, em corpos deformados e vis; os hindus admitiam que osdesencarnados, conforme as resolues do Juiz dos Mortos, subiriam ao Paraso oudesceriam aos precipcios do reino de Varuna, o gnio das guas, para serem insuladosem cmaras de tortura, amarrados uns aos outros por serpentes infernais; hebreus,gregos , gauleses e romanos sustentavam crenas mais ou menos semelhantes, convictosde que a elevao celeste se reservava aos Espritos retos e bons, puros e nobres,guardando-se os tormentos do inferno para quantos se rebaixavam na perversidade e nocrime, nas regies de suplcio, fora do mundo ou no prprio mundo, atravs dareencarnao em formas envilecidas pela expiao e pelo sofrimento. A conversao fascinava-nos. Hilrio e eu visitvamos a "Manso Paz", notvel escola de reajuste de queDruso era o diretor abnegado e amigo. O estabelecimento, situado nas regies inferiores, era bem uma espcie de"mosteiro So Bernardo", em zona castigada por natureza hostil, com a diferena de quea neve, quase constante em torno do clebre convento encravado nos desfiladeiros entrea Sua e a Itlia , era ali substituda pela sombra espessa, que, naquela hora, seadensava, movimentada e terrvel, ao redor da instituio, como se tocada por ventaniaincessante. O pouso acolhedor, que permanece sob a jurisdio de "Nosso Lar" (1), estfundado h mais de trs sculos, dedicando-se a receber Espritos infelizes ou enfermos,decididos a trabalhar pela prpria regenerao, criaturas essas que se elevam a colniasde aprimoramento na Vida Superior ou que retornam esfera dos homens para areencarnao retificadora.(1) Cidade espiritual na Esfera Superior. - (Nota do Autor espiritual.) Em razo disso, o casario enorme, semelhante a vasta cidadela instalada comtodos os recursos de segurana e defesa, mantm setores de assistncia e cursos deinstruo, nos quais mdicos e sacerdotes, enfermeiros e professores encontram, depoisda morte terrestre, aprendizados e quefazeres da mais elevada importncia.
  • 6. Ao e Reao Andr Luiz Pretendamo