RECOMENDA‡•ES TERAPUTICAS PARA .2 NOTA PR‰VIA A Comiss£o Redactorial das RECOMENDA‡•ES TERAPUTICAS

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    RECOMENDAES TERAPUTICAS PARA CEFALEIAS I PARTE. CEFALEIAS IDIOPTICAS

    Edio

    Sociedade Portuguesa de Neurologia Sociedade Portuguesa de Cefaleias

    Porto, 2003

    Autores

    Prof. Doutor Jos Maria Pereira Monteiro Prof. Doutor Carlos Alberto Fontes Ribeiro

    Dra. Isabel Maria dos Santos Luzeiro Dra. Maria Gabriela de Arajo Sousa Fernandes Machado

    Dra. Paula Maria Ferreira Lopes Esperana

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    NOTA PRVIA A Comisso Redactorial das RECOMENDAES TERAPUTICAS PARA CEFALEIAS da Sociedade Portuguesa de Neurologia e da Sociedade Portuguesa de Cefaleias considera que, dado o volume e diversidade de situaes clnicas que esta patologia envolve, as recomendaes devero ser elaboradas por fases sucessivas e prope a seguinte distribuio: 1 Cefaleias idiopticas (grupos 1 a 4 da classificao de cefaleias da International Headache Society - IHS 1988) e; 2 Cefaleias sintomticas (grupos 5 a 12 da IHS) . Considera ainda que no mbito das recomendaes teraputicas devero ser includos dados epidemiolgicos, critrios de diagnstico, mtodos de avaliao clnica e regras teraputicas gerais e especficas para cada grupo nosolgico. A Comisso Redactorial Prof. Doutor Jos Maria Pereira Monteiro (Coordenador) Prof. Doutor Carlos Alberto Fontes Ribeiro Dra. Isabel Maria dos Santos Luzeiro Dra. Maria Gabriela de Arajo Sousa Fernandes Machado Dra. Paula Maria Ferreira Lopes Esperana

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    INDICE GERAL u Nota prvia 2 u ndice Geral 3 u Chave de Siglas 4 u ndice de Quadros 5 u Resumo 6 u Introduo 7 u Epidemiologia 8 u Descrio, classificao e critrios de diagnstico 10

    Enxaqueca 10 Cefaleias tipo Tenso 15 Cefaleia em Salvas, Hemicrnia Paroxstica Crnica e semelhantes 17 Outras cefaleias no associadas a leses estruturais 19

    u Teraputica 21

    I. Objectivos 21 II. Medidas gerais 21 III. Medidas especficas 21 1. No farmacolgicas 21

    Enxaqueca 21 Cefaleias tipo Tenso 21 Cefaleia em Salvas 22 Outras cefaleias no associadas a leses estruturais 22

    2. Farmacolgicas 23 Enxaqueca 23 Cefaleias tipo Tenso 27 Cefaleia em Salvas 28 Hemicrnia Paroxstica Crnica 29 Outras cefaleias no associadas a leses estruturais 30 u Precaues, contra-indicaes, reaces adversas, interaces 31 u Bibliografia fundamental 32 u Fluxogramas de diagnstico e tratamento 43

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    CHAVE DE SIGLAS I Evidncia cientfica de nvel I II Evidncia cientifica de nvel II III Evidncia cientifica de nvel III IV Evidncia cientifica de nvel IV V Evidncia cientifica de nvel V A Evidncia cientifica categoria A B Evidncia cientifica categoria B C Evidncia cientifica categoria C AINE Antiinflamatrio no esteride EEG Electroencefalograma F Sexo feminino IHS International Headache Society M Sexo masculino NNT Nmero necessrio tratar RMN Ressonncia Magntica Nuclear TAC Tomografia axial computorizada

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    INDICE DE QUADROS N do quadro 1 GRADAO DA EVIDNCIA CIENTIFICA 2 CLASSIFICAO DA INTERNATIONAL HEADACHE SOCIETY (IHS) 3 ENXAQUECA 4 ENXAQUECA SEM AURA / ENXAQUECA COM AURA 5 ENXAQUECA COM AURA TPICA 6 ENXAQUECA COM AURA PROLONGADA 7 ENXAQUECA HEMIPLGICA FAMILIAR 8 ENXAQUECA BASILAR 9 AURA DE ENXAQUECA SEM CEFALEIA 10 ENXAQUECA COM AURA DE INCIO SBITO 11 ENXAQUECA OFTALMOPLGICA 12 ENXAQUECA RETINIANA 13 SNDROMAS PERIDICAS DA INFNCIA PRECURSORAS OU ASSOCIADAS

    ENXAQUECA 1. Vertigem paroxstica benigna da infncia 2. Hemiplegia alternante da infncia

    14 COMPLICAES DA ENXAQUECA 1 Estado de enxaqueca 2 Enfarte associado a enxaqueca 15 CEFALEIA TIPO ENXAQUECA NO PREENCHENDO TODOS OS CRITRIOS 16 CRITRIOS DE DIAGNSTICO DAS CEFALEIAS DE TENSO EPISDICAS 17 CRITRIOS DE DIAGNSTICO DAS CEFALEIAS DE TENSO CRNICAS 18 CEFALEIAS TIPO TENSO QUE NO SE INCLUEM NAS FORMAS

    ACIMA DESCRITAS 19 CEFALEIA EM SALVAS/HEMICRNIA PAROXSTICA CRNICA 20 CRITRIOS DE DIAGNSTICO DA CEFALEIA EM SALVAS (C. DE HORTON) 21 CRITRIOS DE DIAGNSTICO DE OUTRAS CEFALEIAS EM SALVAS 22 CRITRIOS DE DIAGNSTICO DA HEMICRNIA PAROXISTICA CRNICA 23 MEDIDAS ESPECFICAS ( NO FARMACOLGICAS) 24 TRATAMENTO SINTOMTICO DA CRISE DE ENXAQUECA 25 TRATAMENTO PROFILCTICO DA ENXAQUECA 26 TRATAMENTO FARMACOLGICO DA CEFALEIA TIPO TENSO 27 TRATAMENTO FARMACOLGICO DAS CEFALEIAS EM SALVAS 28 TRATAMENTO SINTOMTICO DA ENXAQUECA (Via de administrao, dose,

    precaues, contra-indicaes e reaces adversas) 29 TRATAMENTO PROFILCTICO DA ENXAQUECA (Dose, precaues, contra- indicaes e reaces adversas) 30 TRATAMENTO SINTOMTICO DAS CEFALEIAS DE TENSO (Dose, precaues,

    contra-indicaes e reaces adversas) 31 TRATAMENTO PROFILCTICO DAS CEFALEIAS DE TENSO (Dose, precaues,

    contra-indicaes e reaces adversas) 32 TRATAMENTO SINTOMTICO DA CEFALEIA EM SALVAS (Via de administrao,

    dose, precaues, contra-indicaes e reaces adversas) 33 TRATAMENTO PROFILCTICO DA CEFALEIA EM SALVAS (Via de administrao,

    dose, precaues, contra-indicaes e reaces adversas) 34 INTERACES FARMACOLGICAS (a nvel farmacocintico e a nvel

    farmacodinmico)

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    RESUMO As recomendaes teraputicas para as cefaleias incluem a avaliao clnica, o diagnstico, a investigao laboratorial e as medidas gerais e medidas especficas no farmacolgicas e farmacolgicas para o tratamento das cefaleias primrias ou idiopticas DIAGNSTICO Baseia-se nos critrios de diagnstico propostas pela Sociedade Internacional de Cefaleias publicados na revista Cephalalgia em 1988 1. AVALIAO Consiste, para alm da avaliao clinica geral na investigao laboratorial apropriada a cada caso, sempre que se justifique, isto , sempre que se suspeite de leso orgnica subjacente. MEDIDAS GERAIS Para as cefaleias idiopticas estas medidas consistem essencialmente em tranquilizar o doente informando-o sobre a natureza benigna da sua doena, aconselhar a reconhecer e evitar os factores desencadeantes e de agravamento da sintomatologia (variveis conforme o tipo de cefaleia em causa), aconselhar a teraputica apropriada e a evitar a auto-medicao e o abuso medicamentoso. MEDIDAS ESPECIFICAS Nas cefaleias idiopticas estas medidas variam conforme o tipo de cefaleia que o doente apresenta. Assim teremos: 1. Na enxaqueca - Tcnicas de relaxamento e tcnicas de retro-controlo biolgico (Bio-feedback) 2. Nas cefaleias tipo tenso - Fisioterapia; Acupunctura e Psicoterapia 3. Nas cefaleias em salvas - Cirurgia (termo-coagulao do Ganglio de Gasser; seco da raiz oftlmica

    do nervo trigmio). 4. Nas outras cefaleias no associadas a leso estrutural as medidas variam conforme o tipo e o causa

    da cefaleia. TERAPEUTICA FARMACOLGICA Tambm varia com o tipo de cefaleia em causa, consiste num tratamento sintomtico (da crise) e num tratamento preventivo (das crises) e a seguinte: 1. Na enxaqueca:

    A. Sintomtico: 1. Crises leves a moderadas: Analgsicos e AINEs; 2. Crises moderadas a severas: Triptanos ou ergotamnicos; Crises muito severas e prolongadas: corticosterides e sedativos, e em qualquer dos casos precedidos ou acompanhados de anti-emticos conforme h ou no vmitos associados.

    B. Preventivo: 1. Adrenolticos ; Flunarizina; Antidepressivos; Valproato de sdio; Antiserotonnicos (ciproheptadina); AINEs.

    2. Nas cefaleias tipo tenso:

    A. Sintomtico: Analgsicos; AINEs; Miorrelaxantes B. Preventivo: Antidepressivos triciclicos e outros

    3. Nas cefaleias em salvas - designao que engloba os seguintes quadros: Cefaleia em Salvas (Horton) e Hemicrnia Proxstica Crnica.

    Para a cefaleia em salvas de Horton prope-se o seguinte tratamento: A. Sintomtico: 1. Oxigenioterapia; 2. Sumatriptano; Ergotamina; DHE: Lidocana intra-nasal. B. Preventivo: 1. Ergotamina; 2. Verapamil; 3. Litio; 4. Prednisona.(esta s na forma episdica)

    Para a Hemicrnia Paroxstica Crnica o tratamento proposto com Indometacina que simultaneamente sintomtico e preventivo. 4. Nas outras cefaleias no associadas a leses estruturais o tratamento sintomtico e varia com a sintomatologia que o doente apresenta.

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    u INTRODUO

    A Comisso Redactorial das RECOMENDAES TERAPEUTICAS PARA CEFALEIAS considera que estas recomendaes que resultam de consensos interpares tm por objectivos 1. Contribuir para uma rpida actualizao no diagnstico e teraputica das situaes mais comuns deste grupo nosolgico; 2. Fornecer um modelo lgico e baseado na evidncia cientifica para o tratamento das diversas condies clnicas que abrange e, apenas, nos frmacos disponveis no mercado nacional data da sua elaborao. Pretende contribuir para a racionalizao da prescrio tendo como preocupao a reduo dos efeitos secundrios e das interaces medicamentosas atravs de um melhor conhecimento dos frmacos e da patologia envolvida. No pretende: 1. Ser um instrumento de coero teraputica; 2. Ser limitativo do necessrio juzo crtico e uso do senso clnico perante cada caso concreto; 3. Uniformizar toda a conduta teraputica em cefaleias, 4 Dispensar a consulta do Resumo das Caractersticas do Medicamento (RCM).

    Considera ainda esta comisso de redaco que as recomendaes propostas necessitam de ser actualizadas regularmente com uma periodicidade mxima de 2 anos mas que a comisso de redaco dever estar em permanente actividade para analisar em tempo til qualquer modificao relevante da informao cientfica disponvel sobre a fisiopatologia, farmacoterapia, farmacovigilncia e farmacoeconomia relativas a esta rea do conhecimento mdico, em rpida evoluo e prope-se fundamentar todas as suas recomendaes com base na gradao da evidncia cientifica segundo a classificao anexa (Quadro 1).

    Sero apenas apresentadas as medidas teraputic