PLANTAS TERAPUTICAS

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    Plantas Teraputicas de A a Z Dr.Joo Novaes Lisboa - Portugal 2

    INTRODUO

    Os remdios homeopticos, fitoterpicos, a acupunctura, a auriculopunctura, e outrasterapias em geral, tentam equilibrar a energia vital prpria do ser humano, ocumprimento das leis da vida saudvel, permite a maioria das vezes conservar a

    sade e recuperar em caso de doena. Estas leis, que so regras de higienecaractersticas da nossa espcie, so poucas e fceis de seguir. Dirigem-seessencialmente alimentao, respirao, ao exerccio fsico e ao equilbrio cido-base.

    A alimentao

    A anatomia comparada e a observao clnica mostram que o homem claramenteomnvoro. A sua dentadura idntica dos macacos, que se alimentamespecialmente de frutos, larvas de insectos e de ovos de pequenos pssaros. O tubodigestivo pela sua estrutura e desenvolvimento, intermdio entre o dos carnvoros

    e o dos herbvoros. Se verdade que o homem pode viver sem consumir carne, no menos verdade que os vegetarianos podem ter uma tonicidade enfraquecida,podem fazer alcalose e acabarem por se tornar disppticos, com o estmago dilatadodevido grande quantidade de alimentos que devem ingerir, onde se conclui que ovegetarianismo estrito no deve ser aplicado, excepto em alguns casos patolgicosou por alternncia.

    A respirao

    Os fenmenos mecnicos e fsico-qumicos respiratrios tm uma grandeimportncia, no somente porque asseguram a oxigenao dos tecidos, mas tambm

    porque regularizam a actividade cardaca e estimulam os rgos de digesto; porisso, o homem deve tentar aumentar a sua capacidade torcica e respirar um ar topuro quanto possvel, isto , praticando regularmente exerccios de respiraoprofunda e evitar o ar poludo das grandes cidades.

    O exerccio fsico

    O exerccio fsico bem realizado e perfeitamente doseado um dos melhores meiosque o homem dispe para assegurar o equilbrio vital. Estimula a nutrio, purifica osangue, regulariza a funo respiratria, digestiva e excretora, assegura odesenvolvimento muscular e tonifica o sistema nervoso.

    No entanto, em caso algum, dever ser competitivo e exagerado, uma vez que essesexcessos provocam uma sobrecarga e conduzem, inevitavelmente degradao doorganismo e reduo do tempo de vida. Muitos atletas so to frgeis como osdoentes e a maior parte dos grandes desportistas morrem muito cedo.O exerccio fsico dever consistir essencialmente em jogos para as crianas e para osadultos, movimentos de ginstica e certos desportos como a marcha, o ciclismo e anatao.

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    O equilbrio cido-base do sangue

    O pH sanguneo e urinrio

    O sangue humano tem um pH igual a 7,35 e a fisiologia diz-nos que uma alteraosignificativa deste valor incompatvel com a vida. Se o pH for inferior a 7, o

    indivduo entra em coma; se ultrapassa 8 registam-se crises convulsivas. O regimealimentar base de carne tende a acidificar, e inversamente uma alimentaovegetal acarreta sais orgnicos alcalinos (malatos, tartratos ou citratos de potssioou sdio) cujo cido oxidado e eliminado sob a forma de cido carbnico pelospulmes, desde que a base fique no sangue.O cido clordrico gstrico forma-se a partir do cloreto de sdio sanguneo:imediatamente aps a refeio produz-se no estmago uma secreo cida; emcontrapartida, o sangue apresenta uma acentuada reaco alcalina. O trabalhomuscular, produz cido carbnico e tambm cido lctico que pode passar aosangue.

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    Os dez seguimentos do Naturlogo/Naturopata/Homeopata Clssico

    1. A sade o estado de normalidade funcional do corpo humano, em todas as suasfunes e nos nveis fsico, mental e psquico. A misso do Naturlogo/Naturopata ajudar a conservar e recuperar esta normalidade funcional.

    2. A sade deteriora-se e perde-se pela transgresso das leis da natureza. ONaturlogo/Naturopata conhecer, praticar e divulgar as leis.

    3. A natureza cura. O Naturlogo/Naturopata s ajuda a encontrar os caminhos quefacilitam natureza o restabelecimento da normalidade funcional do organismo.

    4. O corpo humano a mais perfeita criao de Deus. Por tal motivo merece o maiorrespeito, e o Naturlogo/Naturopata dever conhec-lo perfeitamente e fugir derealizar em toda a classe de ensaios, abusos ou mutilaes.

    5. No h doenas mas sim pessoas doentes. O Naturlogo/Naturopata no luta

    contra as doenas, mas ajuda o doente a encontrar o seu caminho para arecuperao da normalidade funcional.

    6. Que o alimento seja a tua medicina e a medicina seja o teu alimento. ONaturlogo/Naturopata deve conhecer as indicaes e propriedades de todos osalimentos que a natureza oferece e estabelecer as plantas individualizadas para cadacaso particular.

    7. A recuperao da normalidade funcional do corpo humano, requer a eliminao domesmo de todas as substncias que so txicas e repelir as que actuam produzindofebre e dor. O Naturlogo/Naturopata aplicar com prudncia e conhecimento de

    causa os diferentes procedimentos que a natureza lhe oferece.

    8. Existe no corpo humano uma fora vital que tende recuperao da sade. indispensvel desejar que esta fora vital possa actuar sem entraves evitando oserros que possam constrang-la ou paralis-la.

    9. Leva uma vida s e natural e no perders o dom precioso de sade. ONaturlogo/Naturopata com a sua vida e conduta dever dar o exemplo com o seuprprio corpo dos seus ideais e dos seus ensinamentos.

    10. A febre, a dor, a inadaptao e a abulia, so sintomas de que existe alguma

    irregularidade funcional. Melhor que aliviar ou combater o sintoma, oNaturlogo/Naturopata deve investigar os erros e transgresses que se cometem epropor a correco dos mesmos e o regresso vida s e natural.

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    Guia de plantas teraputicas de A a Z

    NOME COMUM: Abeto branco.NOME BOTNICO: Abies alba Miller.FAMLIA: Pinceas.GEOGRAFIA: Regies montanhosas da Europa Central e Meridional. Na Amrica

    existem espcies similares.PARTES EMPREGADAS: As gemas e a resina (terebintina).COMPOSIO QUMICA: Toda a planta contm tanino, leo essencial, terebintina eprovitamina A.PROPRIEDADES: Balsmica, anti-sptica e expectorante (indicada nas afeces dasvias respiratrias: sinusite, traquete, bronquite, pneumonia e asma), facilita aexpulso das mucosas e regenera a mucosa que reveste as vias respiratrias.Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os rgos e os tecidosinternos anti-reumtica e vulnerria (sara as feridas e as contuses). Alivia asdores reumticas, a citica, o lumbago e o torcicolo. Desinflama as articulaes quetenham sofrido um entorse, assim como as contuses e dores musculares em geral.

    Limpa as feridas infectadas e as lceras da pele.Ingerida por via oral, a terebintina do abeto, ou a sua essncia actuam de formaigualmente benfica sobre os rgos respiratrios. Alm disso diurtica, anti-sptica urinria, e usa-se como preventivo da formao de clculos e areias nas viasurinrias.MANEIRA DE PREPARAR: Uso interno: infuso de 30 a 40 g de gemas por litro degua, de que se ingerem 3 a 4 chvenas (xcaras) dirias. As gemas do abeto sopegajosas por conterem muita terebintina, especialmente durante a Primavera.Terebintina ou a sua essncia, 3 a 5 gotas, trs vezes ao dia.Uso externo: Terebintina ou a sua essncia: aplica-se em forma de banhos (degrande alvio para reumticos e asmticos), frices, banhos de vapor ou inalaes.

    ATENO: A inalao ou ingesto de terebintina em doses excessivas, ou da suaessncia, pode produzir irritao do sistema nervoso central, especialmente nascrianas.OUTROS ABETOS: Abies balsamea Miller = Abies canadensis (abeto do Canad que criado na Amrica do Norte).

    NOME COMUM: Abacate.NOME BOTNICO: Persea gratissima L.FAMLIA: Laurneas.GEOGRAFIA: Prsia e Amrica Meridional. Cultivado no Brasil. Tambm existe,aclimatado em Portugal, na ilha da madeira e em vrias regies de frica.

    COMPOSIO QUMICA: Possu vitamina A, B e C, taninos, numerosos sais eaucares.PROPRIEDADES: Diurticas, colagogas (para a vescula), estimulante heptico,antidiarreico.MANEIRA DE PREPARAR: 30 gramas por litro de gua. Infuso, depois de ligeirafervura, 30 a 60 minutos. Coar. Para tomar no intervalo das refeies e em jejum(trs vezes ao dia). Tambm usado em forma de extracto fludo e em tintura.

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    NOME COMUM: Abelmosco, Hibisco de flor vermelha.NOME BOTNICO: Hibiscus abelmoschus L.FAMLIA: Malvceas.GEOGRAFIA: Originrio da ndia, encontra-se com bastante frequncia nas regiestropicais da Amrica Central. Cultiva-se nas Antilhas e na Guiana.PARTES EMPREGADAS: As sementes.

    COMPOSIO QUMICA: As sementes contm um leo essencial.PROPRIEDADES: Efeito antiespasmdico, ou seja, capaz de relaxar os msculos dasvsceras ocas espasmadas. Emprega-se com xito para acalmar as clicas intestinais,biliares ou renais, assim como os espasmos uterinos que acompanham amenstruao dolorosa (dismenorreia). Tambm tem um efeito sedativo sobre osistema nervoso.MANEIRA DE PREPARAR: Uso interno: infuso de 50 g de sementes por litro degua. Tomar 2 ou e chvenas (xcaras) dirias.HISTRIA: As sementes so muito apreciadas pelos perfumistas hindus e rabes,que as utilizam, alm disso, como afrodisaco. Pela aco do calor ou da frico,soltam um intenso aroma a almscar a mbar. Em alguns lugares da Amrica Central,

    juntam-nas ao caf, para que este fique mais aromtico.

    NOME COMUM: Abbora.NOME BOTNICO: Curcubita pepo L.FAMLIA: Cucurbitceas.GEOGRAFIA: Amrica central.COMPOSIO QUMICA: As sementes contm mucilagem, aleurona, leo fixo, umprincpio activo, a peporresina, que se encontra na pelcula