PROTOCOLOS CLNICOS E DIRETRIZES TERAPUTICAS .protocolos clnicos e diretrizes teraputicas

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  • PROTOCOLOS CLNICOS E DIRETRIZES TERAPUTICAS PARA

    ATENO BSICA

    PORTO MURTINHO MS

    2017

  • PROTOCOLOS CLNICOS E DIRETRIZES TERAPUTICAS EM UNIDADES

    BSICAS E EQUIPES DE ESTRATGIA DE SADE DA FAMLIA APLICADO

    ENFERMAGEM

    SECRETRIA MUNICIPAL DE SADE/DEPARTAMENTO DE ATENO BSICA

    Destinam a orientar a enfermagem no tratamento de determinadas patologias e criar

    mecanismos para a garantia da prescrio segura e eficaz, bem como sistematizar as aes e

    seguir padronizao de conduta na ateno bsica.

    EQUPE GESTORA

    Prefeito Municipal Derlei Delevati

    Secretrio Municipal de Sade Marco Andrei Guimares

    COORDENAO

    Ateno Bsica Ana Paula Bittencourt

    RESPONSVEL PELA ELABORAO

    Danilo Roberto da Silva Farmacutico

    EQUIPE TCNICA RESPONSVEL PELA COLABORAO

    Dirleine Guimares Enfermeira

    Estela da Silva Neves Elias Enfermeira

    Lisleine Lima Florenciano Enfermeira

    Camila Martins de Arajo Enfermeira

    Fabiane Mora Cceres Enfermeira

    Patrcia Franco Enfermeira

    Daniela Enfermeira

    Cristiano Enfermeiro

    Gisleine Telles da Silva Enfermeira

    Fernando Csar Sostoa dos Santos Farmacutico

    Mateus Estevo da Silva Farmacutico

    1 Edio

    2017

  • SUMRIO

    DEFINIO 05

    OBJETIVO 05

    PROTOCOLO 01 INTRODUO 06

    PRESCRIO DE MEDICAMENTOS E EXAMES COMPLEMENTARES

    PELO ENFERMEIRO 06

    ORIENTAES GERAIS QUANTO PRESCRIO 07

    CAPITULO I PRESCRIO DE MEDICAMENTOS 09

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO - SADE DA CRIANA 10

    DOENAS PREVALENTES NA INFNCIA 10 Escabiose 10 Pediculose 10 Parasitoses (Diagnstico clnico e/ou laboratorial) 10 Doena respiratria Tosse e/ou dificuldade para respirar 11 Diarria 11 Febre 12 Alimentao e nutrio 13 Candidase oral (monilase) 13

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO - SADE DA MULHER 14 GESTANTES 14

    Anemia 14 Preveno de m formao do tubo neural 14 Queixas mais frequentes em gestantes 15

    PURPERAS 15 Problemas relacionados amamentao 16 Candidase (monilase) 16

    PLANEJAMENTO FAMILIAR 16

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO- DENGUE 19

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO HIPERTENSO ARTERIAL 20 PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO- DIABETES MELLITUS 25

    Tratamento Insulnico 26 P diabtico 28 Infeco Fngica (Tinea pedis) 29 Classificao das lceras 29

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO- INFECES SEXUALMENTE TRANSMISSVEIS IST 31

    Corrimento vaginal (recomendaes inclusive para gestantes) 31

  • PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO MURTINHO

    SECRETARIA MUNICIPAL DE SADE

    DEPARTAMENTO DE ATENO BSICA

    Sfilis na gestao 31

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO TUBERCULOSE 33

    CAPITULO II PRESCRIO DE EXAMES COMPLEMENTARES 36

    EXAMES COMPLEMENTARES LABORATORIAIS 37

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO SADE DA CRIANA (at 12 anos) 38

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO SADE DA MULHER 40

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO SADE DO HOMEM 41

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO DIABETES E HIPERTENSO (HIPERDIA) E OUTRAS DOENAS CRNICAS (OBESIDADE, TABAGISMO, ETC) 42

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO IST-AIDS E HEPATITES VIRAIS 43

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO VIGILNCIA EM SADE (DENGUE, HANSENASE e TUBERCULOSE) 44

    PROTOCOLO PARA CUIDADOS E TRATAMENTO VIGILNCIA EM SADE ZOONOSES 44

    TABELA DE EXAMES COMPLEMENTARES 45

    TABELA DE CRITRIOS PARA EXAMES COMPLEMENTARES 46

    ANEXO 48 Anexo I sugesto de modelo para prescrio de exames Complementares 48

    REFERNCIAS 49

  • 5

    DEFINIO

    Protocolos clnicos e diretrizes teraputicas o consenso sobre a conduo da

    teraputica para determinada patologia.

    OBJETIVO

    Estabelecer critrios de diagnstico e tratamento preconizado com os medicamentos

    disponveis nas respectivas doses corretas, os mecanismos de controle, o acompanhamento

    e a verificao de resultados, a racionalizao da prescrio e do fornecimento dos

    medicamentos.

    PORTO MURTINHO MS

    2017

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    6

    PROTOCOLO 01 INTRODUO

    PRESCRIO DE MEDICAMENTOS E EXAMES COMPLEMENTARES PELO ENFERMEIRO

    O enfermeiro enquanto componente da equipe multidisciplinar na ateno ao

    indivduo/famlia/comunidade, deve atuar conjuntamente com outros profissionais de sade

    com o intuito de unir conhecimentos e disciplinas com vistas promoo da qualidade de

    vida e de sade da populao.

    Com base na Lei do Exerccio Profissional de Enfermagem n 7.498 de 25 de junho de

    1986, regulamentada pelo Decreto n 94.406 de 08 de junho de 1987, pela Resoluo COFEN

    159/93 que dispe sobre a Consulta de Enfermagem e tambm pela Resoluo COFEN

    358/2009 que dispe sobre a Sistematizao da Assistncia de Enfermagem, o Enfermeiro

    exerce privativamente a Consulta de Enfermagem e como integrante da equipe de sade

    realiza prescrio de medicamentos e exames complementares previamente estabelecidos

    em programas de sade e em rotina aprovada pela instituio de sade.

    O Processo de Enfermagem ou Consulta de Enfermagem constitui-se na dinmica das

    aes sistematizadas e inter-relacionadas, seguindo metodologia orientadora do cuidado e

    do registro desta prtica profissional.

    A Consulta de Enfermagem deve estar baseada em suporte terico que oriente e

    ampare cada uma das etapas do processo, dentre eles a Coleta de dados de Enfermagem, o

    Diagnstico de Enfermagem, o Planejamento de Enfermagem, a Implementao e a

    Avaliao de Enfermagem.

    Neste contexto ressalta-se que a prescrio de medicamentos e exames

    complementares pode ser desenvolvida durante o processo, de acordo com a necessidade,

    desde que includas na assistncia integral a sade do individuo e respeitando o Art. 11,

    pargrafo II da lei 7.498/86, que determina a prescrio de medicamentos estabelecidos

    em programas de sade publica e em rotina aprovada pela instituio de sade. Alm disso,

    a Poltica Nacional de Ateno Bsica, aprovada pela portaria 2488 de 21 de outubro de

    2011, que estabelece a reviso de diretrizes e normas para a organizao da Ateno Bsica,

    para a Estratgia Sade da Famlia (ESF) e o Programa de Agentes Comunitrios de Sade

    (PACS), descreve como atribuio especfica do enfermeiro, a realizao de consulta de

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    7

    enfermagem, procedimentos, atividades em grupo e conforme protocolos ou outras

    normativas tcnicas estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito

    Federal, observadas as disposies legais da profisso, a solicitao de exames

    complementares, prescrio de medicaes e o encaminhamento, quando necessrio, dos

    usurios a outros servios.

    Nesse sentido, tal protocolo tem como propsito normatizar a Prescrio pelo

    Enfermeiro dos medicamentos estabelecidos na Relao Municipal de Medicamentos -

    REMUME e exames complementares orientando os profissionais envolvidos neste processo,

    com base em legislaes vigentes e dados bibliogrficos.

    ORIENTAES GERAIS QUANTO PRESCRIO

    O enfermeiro durante o processo da consulta de enfermagem poder prescrever

    exames complementares quando no exerccio de suas atividades profissionais para prestar

    efetiva assistncia ao paciente sem risco para o mesmo em programa de sade pblica

    conforme normas previstas neste protocolo e/ou outras normas tcnicas estabelecida em

    programas da ateno bsica definidas pelo gestor federal, estadual ou municipal,

    observadas as disposies legais da profisso.

    O enfermeiro durante o processo da consulta de enfermagem poder prescrever os

    medicamentos previamente estabelecidos neste protocolo para um perodo de at 30 dias.

    Nos casos de usurios portadores de Diabetes mellitus e hipertenso arterial

    sistmica, desde que estveis, o enfermeiro manter a prescrio iniciada pelo mdico,

    contando que:

    O paciente esteja presente consulta;

    A ltima receita apresentada pelo usurio (ou existente no pronturio) no

    esteja vencida h mais de 30 dias, ou seja, que o usurio no esteja sem o uso dos

    medicamentos no momento;

    Os critrios especficos para cada conjunto de medicamentos sejam

    observados e cumpridos;

    O paciente no apresente sintomas ou demandas que exijam avaliao

    mdica imediata;

    O enfermeiro, no momento da consulta, observe a adeso e os

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    conhecimentos do usurio sobre o uso dos medicamentos prescritos e reforce as

    orientaes de uso correto dos mesmos, incluindo orientaes sobre dose, freqncia de

    uso, interaes medicamentosas e com alimentos, e possveis efeitos adversos, caso

    necessrio, encaminhar ao farmacutico no intuito de assegurar o uso correto com eficcia

    e segurana;

    O enfermeiro, no momento da consulta ou outra atividade relacionada,

    oriente e incentive medidas no medicamentosas (exercc