Click here to load reader

CAPITULO 3 - tecnologia audiovisuais tv e video na escola

  • View
    3.955

  • Download
    7

Embed Size (px)

Text of CAPITULO 3 - tecnologia audiovisuais tv e video na escola

  • 1. 3. TECNOLOGIAS AUDIOVISUAIS:TV E VDEO NA ESCOLA

2. Estamos deslumbrados com o computador e a Internet na escola e vamos deixando de lado a televiso e ovdeo, como se j estivessem ultrapassados, no fossem mais to importantes ou como se j dominssemos suaslinguagens e sua utilizao na educao. A informao e a forma de ver o mundo predominantes no Brasil provm fundamentalmente da televiso. Elaalimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e tico que crianas e jovens e grande parte dos adultos - levampara a sala de aula. Como a TV o faz de forma mais despretensiosa e sedutora, muito mais difcil para o educadorcontrapor uma viso mais crtica, um universo mais abstrato, complexo e na contramo da maioria como a escolase prope a fazer. Estes dois pargrafos do texto Desafios da televiso e do vdeo escola, do professor Moran,so retomados pelos vrios autores, de uma perspectiva mais terica ou conceitual ou mais prtica, mostrandocaminhos para utilizar melhor a televiso e o vdeo na escola.O texto As tecnologias invadem nosso cotidiano, de Vani Kenski, discute a presena das tecnologias emnossas atividades cotidianas mais comuns e como integrar a televiso criticamente na sala de aula. Na mesma direo vai Vnia Carneiro em Televiso e educao: aproximaes, ressaltando que o profes-sor pode ser mediador entre os alunos e a televiso, tornando-a objeto de estudo, conhecendo a linguagem, aprogramao, as condies de produo e de recepo e incorporando-a pedagogicamente s atividades esco-lares.Luclia Helena Garcez, em A leitura da imagem, destaca que h muitos procedimentos que so comuns anlise do texto e da imagem e prope que a escola elabore, nas diversas reas de conhecimento, estratgiasconcretas para que os jovens desenvolvam a competncia de analisar, compreender e interpretar de forma crticaa avalanche de imagens qual esto expostos.O texto possvel educar para e com a TV? de Sylvia Magaldi, aborda, de forma resumida, alguns passosessenciais para que os professores desenvolvam uma relao saudvel e produtiva entre educao e televiso. Carmen de Castro Neves foca dois temas complementares. No primeiro, Prxima atrao: a TV que vem a,destaca que a televiso digital interativa est chegando e vai afetar a escola e a vida de todos. mais um dessesavanos tecnolgicos que surgem, independentemente das vontades individuais. A TV digital interativa umaintegrao do sistema clssico da TV com o mundo das telecomunicaes, da informtica, permitindo o acesso internet e informao, facilitando a interatividade. No segundo, Uma nova dinmica na gesto educacional,mostra que a tecnologia traz desafios no s para os professores, mas tambm aos gestores da educao nasdimenses administrativa, pedaggica e social (de envolvimento da comunidade). Maristela Tanaka, em Experimentao: planejando, produzindo, analisando, discute que a produo deum audiovisual se d num processo anterior atividade de produzir. O querer e o saber produzir do professor seiniciam quando este reflete sobre o uso da tecnologia e percebe que esta no se configura como um bem ou ummal, mas se preocupa com a apropriao desigual ou o uso destrutivo e prejudicial que se fizer dela, desenvol-vendo as competncias nas escolas do sentir, do fazer e do pensar. Lgia Girao, no texto Processos de produo de vdeos educativos, discute o fato de que a realizao de umapea audiovisual com objetivos educativos, seja um vdeo ou uma instalao fotogrfica com efeitos sonoros, no to complicada como parece. Ao contrrio, saudvel e desejvel estender a alunos e professores os processosde produo dos vrios meios de comunicao, notadamente o vdeo. Divide o processo de produo em cincoetapas: a) criao e planejamento; b) roteiro; c) pr-produo; d) direo e gravao; e) edio e finalizao. 3. 3.1. Prxima atrao: a TVque vem a 4. Carmen Moreira de Castro Neves1 Prepare-se, caro educador. A televiso digital interativa est chegando e vai afetar sua escola e sua vida. mais um desses avanos tecnolgicos que surgem, independentemente das vontades individuais. A TV digitalinterativa uma integrao do sistema clssico da TV com o mundo das telecomunicaes, da informtica,permitindo o acesso Internet e informao, facilitando a interatividade.Na TV digital, alm de melhor qualidade de som e imagem, transmitem-se dados na forma de vdeo, udio,grfico, imagem e texto. Assim, pela televiso, ser possvel uma srie de vantagens e servios, como ter acessoa bancos, lojas, supermercados, revistas, sinopses e grades de programas, discursos de seu poltico favorito eoutros. Mais do que isso, o telespectador deixa de ser um observador passivo e passa a ter o controle de comoquer assistir TV, em que horrio quer acompanhar determinada novela e ainda interage com os programastransmitidos. As emissoras podero regionalizar sua programao, enviando, por exemplo, um mesmo programacom trilha sonora diferente para cada regio do pas. Ser mais fcil realizar transaes comerciais e, claro,manipular mais e melhor coraes e mentes, com a TV digital. Eis o lado inquietante dessa evoluo. No lado bom, h a possibilidade de ampliar-se o alcance social das tecnologias, favorecendo a inclusodigital de camadas mais carentes da nossa sociedade que, hoje, segundo dados do IBGE, contabiliza 90% doslares com aparelho de televiso, mostrando o elevado grau de aceitao dessa mdia. Justamente nesse lado bom da evoluo da tecnologia est sua aplicao educao. Neste texto notratarei de questes de infra-estrutura tecnolgica e sim de alguns aspectos relativos a conceitos e contedosque estaro na TV digital interativa e afetaro diretamente educadores e alunos de nossas escolas. Ignorar essesnovos caminhos ser abrir mo de inmeras e riqussimas oportunidades educacionais.Como as discusses ainda so muito novas, importante que os educadores estejam sintonizados, partici-pando e influindo. Assim, levanto alguns pontos para que gestores e professores reflitam e sejam artfices dessemomento e no meramente receptores.Em um canal como a TV Escola, totalmente dedicado educao, a chegada da TV digital interativa trar trsgrandes mudanas, envolvendo os seguintes processos:1o. distribuio e disponibilizao dos programas;2o. produo de programas e de contedos pedaggicos;3o. capacitao forma de apropriao da TV digital interativa por parte de educadores e alunos.O primeiro processo a ser modificado diz respeito forma como hoje so distribudos filmes, vdeos eprogramas. Os programas ficaro armazenados no set top box, permitindo ao educador ler informaes sobre elese assistir e gravar somente o que for de seu interesse. Alm da distribuio pela grade, cada filme, vdeo ouprograma digitalizado permanecer em uma central, permitindo sua utilizao em outras ocasies.Mas a grande novidade a disponibilizao. Esse novo processo significa uma espcie de videoteca, em quecada programa ser armazenado, no s na ntegra, mas tambm em diversos segmentos (como hoje se v em umDVD), permitindo ir direto a uma determinada cena, sem necessidade de acelerar ou retroceder o DVD. Imagineuma tangerina. Voc pode com-la inteira. Mas pode querer s alguns gomos. Cada gomo um objeto. Voc podecoloc-lo em uma salada, suco, sobremesa ou guard-lo para comer mais tarde. A partir do conceito dedisponibilizao, os vdeos estaro catalogados e armazenados em mltiplos objetos, facilitando usos variadose combinados.Alm dos filmes, haver imagens, msicas, sons, textos, permitindo aos educadores e aos alunos a monta-gem de seqncias prprias. Por exemplo, podem ser misturadas imagens de arquivos da TV Escola com imagenscaptadas pela prpria escola, incluindo uma trilha sonora composta por alunos ou por artistas locais. Pense arespeito. Faa projees sobre como ser possvel fazer produtos que retratem seus estudantes, sua escola, sualocalidade... Quantas idias suas e de seus alunos podem ser postas em prtica a partir dessa realidade? Aspossibilidades pedaggicas da disponibilizao somente sero limitadas por nossa criatividade. Em conseqncia dessas transformaes, o segundo processo que se modifica o de produo de progra-mas e de contedos pedaggicos. Os vdeos produzidos pela TV Escola devem sofrer mudanas em todas as 89 5. Tecnologias audiovisuais: TV e vdeo na escola suas fases, incluindo concepo, pesquisa, roteiro, elaborao, sonorizao, edio, organizao do material "excedente", veiculao e disponibilizao. Os programas, os filmes e os vdeos devem ser desenvolvidos em linguagem multimdia, acompanhados de contedos expandidos, ou seja, textos, revistas, imagens, udios, links, objetos de aprendizagem para uso em CD Rom e Internet, entre outros. O uso desses recursos dever subsidiar alunos e educadores em produes escritas, vdeo, rdio, CD-ROM, Internet e, em breve, produtos para celulares. O terceiro processo a ser modificado a capacitao. Nunca demais ressaltar que nenhuma inovao acontece se as pessoas forem resistentes a ela. Quando a inovao se impe sem a capacitao dos sujeitos, temos o que Paulo Freire chamava de conscincia mgica, que o oposto de conscincia crtica. A TV digital valoriza a autoria e favorece o exerccio da autonomia. Este seu grande valor educacional e, portanto, humano. Concretizar esse desafio exige que a escola assuma como sua a tarefa de educar para o uso das mdias. Do ponto de vista dos gestores educacionais (nos nveis nacional, estadual, municipal e das escolas), quais as principais implicaes das mudanas nesses trs processos? Primeiramente, preciso incorporar a idia e o conceito de integrao de mdias digitais e montar, nas escolas, laboratrios que incluam equipamentos, hardware e softwares capazes de permitir a captao de som e imagens bem como o desenvolvimento de produes personalizadas. Conseqentemente, uma segunda implicao a construo de novos referenciais de financiamento para laboratrios, produes e capacitaes, uma vez que esses processos passam a ser multimdia. Pegue-se, por exemplo, o custo atual de um programa de 12 minutos para a TV. Qual o novo custo, uma vez que ele inclua todas as expanses j indicadas anteriormente? Paralelamente, deve-se i