Televisao Formas Audiovisuais

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formas Audiovisuais

Text of Televisao Formas Audiovisuais

  • Dilma Beatriz Rocha JulianoGilberto Alexandre SobrinhoMiriam de Souza Rossini[ORGANIZADORES]

  • Dilma Beatriz Rocha JulianoGilberto Alexandre Sobrinho

    Miriam de Souza Rossini[organizadores]

  • Sebastio Salsio HerdtReitor

    Mauri Luiz HeerdtVice-Reitor e Pr-Reitor de Ensino, Pesquisa e de Extenso

    Mirian Maria de MedeirosSecretria-Geral da Reitoria

    Willian MximoChefe de Gabinete

    Valter Alves Schmitz NetoPr-Reitor de Operaes e Servios Acadmicos

    Luciano Rodrigues MarcelinoPr-Reitor de Desenvolvimento Institucional

    Heitor Wensing JniorDiretor do Campus Universitrio de Tubaro

    Hrcules Nunes de ArajoDiretor do Campus Universitrio da Grande Florianpolis

    Fabiano CerettaDiretor do Campus Universitrio UnisulVirtual

    Ildo Silva da SilvaAssessor de Promoo e Inteligncia Competitiva

    Lester Marcantonio CamargoAssessor Jurdico

    Laudelino J. SardDiretorAlessandra TurnesAssistente Administrativa e financeiraVivian Mara Silva GarciaAssistente EditorialSuzane NienkotterAssistente de Logstica e de VendasEly Simes e Robson Galvani MedeirosAssistentes de MarketingOfficio (officiocom.com.br)EditoraoDilma Beatriz Rocha Juliano e Fbio Jos RauenReviso ortogrfica, gramatical e metodolgica

    T28 Televiso : formas audiovisuais de fico e documentrio / Dilma Beatriz Rocha Juliano, Gilberto Alexandre Sobrinho, Miriam de Souza Rossini (Organizadores). - Palhoa : Ed. Unisul, 2013. 205 p. : il. ; 21 cm. (Coleo Linguagens ; 3) Bibliografia: p. 200-201. ISBN 978-85-8019-060-1 1. Televiso. 2. Comunicao de massa Aspectos sociais. I. Juliano, Dilma Beatriz Rocha, 1960-. II. Alexandre Sobrinho, Gilberto, 1973-. III. Rossini, Miriam de Souza, 1965-. IV. Ttulo.

    CDD (21. ed.) 302.2345Ficha catalogrfica elaborada pela Biblioteca Universitria da Unisul

  • Programa de Ps-graduao em Cincias da Linguagem

    Universidade do Sul de Santa CatarinaAv. Jos Accio Moreira, 787 Dehon

    88.704-900 Tubaro SClinguagem.unisul.br/paginas/ensino/

    pos/linguagem/base.htm

    Instituto de Artes Universidade Estadual de Campinas

    Cidade Universitria Zeferino VazRua Elis Regina, 50, Baro Geraldo

    13083-970 Campinas SCwww.iar.unicamp.br

    Programa de Ps-Graduao em Comunicao e Informao

    Faculdade de Biblioteconomia e ComunicaoUniversidade Federal do Rio Grande do Sul

    Rua Ramiro Barcelos, 2705 90.035-007 Porto Alegre RS

    www.ufrgs.br/ppgcom

    Diretoria Socine (2012 2013)Presidente: Maria Dora Genis Mouro, ECA-USP

    Vice-presidente: Anelise Corseuil, UFSCTesoureiro: Maurcio Reinaldo Gonalves, UNISOSecretria: Alessandra Soares Brando, UNISUL

  • Sumrio APRESENTAO 8CINEMA E TELEVISO: PONTE DE MO DUPLA

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    Joo Batista de Andrade, o cinema de interveno e a voz poltica: corpos, dramatizao e encenao do realGilberto Alexandre Sobrinho

    12

    O Noir nas sries Fora de Controle e EpitafiosLuiza Lusvarghi

    27

    O Louco dos Viadutos um estudo sobre a encenao Nanci Rodrigues Barbosa

    44

    Mercado audiovisual gacho: cinema e televiso na perspectiva dos profissionaisMiriam de Souza Rossini Fatimarlei Lunardelli

    60

  • TELEDRAMATURGIA: ENTRE LINGUAGENS ESTTICAS E TRADUES

    74

    Que Rei Sou Eu?: a exposio das fraturas da modernidade brasileiraDilma Beatriz Rocha Juliano

    75

    A articulao dramtico-narrativa da cano no seriado As cariocas (2010)Andre Checchia Antonietti Claudiney Rodrigues Carrasco

    92

    The game never ends Uma anlise de Endgame, de Beckett e McPhersonGabriela Borges

    110

    Autorreflexividade na sitcom contemporneaMarcel Vieira Barreto Silva

    123

    Grande Serto: Veredas e Capitu Rupturas de paradigmas na fico televisiva brasileiraRenato Luiz Pucci Jr.

    138

    TRANSMDIA: NARRATIVAS ENTRE MEIOS

    156

    Convergncia e a TV social: a narrativa expandida e a Sala VirtualAlexandre Schirmer Kieling

    157

    Por um design padro de televiso e cinema: Globo TV/Globo FilmesFlvia Seligman

    171

    Lost e a indeterminao de gnero visando manuteno da canonicidade ficcionalGlauco Madeira de Toledo

    184

    As articulaes da narrativa transmdia entre a TV e o CinemaVicente Gosciola

    202

    OS AUTORES 214TTULOS DA COLEO LINGUAGEM

    216

  • Dilma Beatriz rocha Juliano, GilBerto alexanDre SoBrinho e miriam De Souza roSSini

    8

    A P R E S E N T A O

    A TELEVISO PENSADA como meio cultural, informativo, de en-tretenimento marcado histrica e ideologicamente, j obteve reco-nhecimento h muito, na sociedade brasileira. Trata-se de um bem simblico e validada como fato social. No entanto, sua legitimida-de acadmica ainda recente e so tmidas as anlises que a incluem no escopo das manifestaes culturais e artsticas de reconhecimento mais antigo. Esta realidade, possvel afirmar, mais do que apenas brasileira; os estudos sobre a complexidade de produo, os inter-cmbios tcnicos e os hibridismos estticos na televiso tambm so poucos no mbito das pesquisas universitrias internacionais.

    Adorno estava correto ao prevenir que preciso olhar com descon-fiana para a televiso em seu carter educativo e emancipatrio1. A desconfiana daqueles que perguntam, que vo alm da superfcie do objeto, mantm sob debate a dinmica cultural na qual se inse-rem as produes e os arranjos televisivos. Ampliar o modo de ver, estender linhas em vrias direes, permitir o estudo das prticas televisivas em suas inegveis conexes e infinitos cruzamentos, a tarefa do crtico da cultura que percebe o meio imbricado na com-plexa rede do audiovisual contemporneo.

    sob esta demanda crtica que o Seminrio Televiso: formas audio-visuais de fico e documentrio2 traz o Volume III de sua publica-

    1 A referncia especfica ao debate contido em ADORNO. T. Educao e emancipao. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

    2 Coordenam o Seminrio os professores doutores Renato Luiz Pucci Jr, Miriam de Souza Ross-ini e Gilberto Alexandre Sobrinho, membros associados da SOCINE.

  • TELEVISO: FORMAS AUDIOVISUAIS DE FICO E D O CUMENTRIO.

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    o, onde podem ser lidas e recolocadas em debate as reflexes de pesquisadores, acadmicos e produtores participantes do Semin-rio, em 2012.

    O Seminrio vem acontecendo, desde 2010, nos Encontros Anuais da SOCINE Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovi-sual , que a par da dinmica cultural estende seus estudos sobre a fico e o documentrio exibidos em TV, reunindo pesquisadores com os mais variados interesses, instituies, regies geogrficas e abordagens tericas.

    Este volume agrega o resultado dos debates desenvolvidos em 2012, mas sem encerrar ou apaziguar as dvidas. A inteno expor traje-trias de pesquisa, marcar lugares sempre provisrios de anli-ses e contribuir para o reposicionamento da discusso sobre a com-plexa produo de fico e de documentrio para a TV.

    Os captulos deste livro esto distribudos em trs sesses que apro-ximam os textos, mas no os contm, uma vez que reconhecida a impossibilidade de fixar classificaes em se tratando dos fluidos objetos da cultura.

    A primeira sesso, Cinema e televiso: ponte de mo dupla, aborda a relao de trocas entre os dois meios audiovisuais. Nos ltimos anos, esses intercmbios tornaram-se mais visveis, sobretudo com a entra-da da Globo Filmes no processo produtivo do cinema. No entanto, preciso registrar que as articulaes polticas e institucionais que po-dem gerar continuidades da produo conjunta e dialogada entre os meios, ainda esteja longe de se firmar. Os textos desta seo partem da anlise de experincias documentais e ficcionais que foram feitos para a televiso por realizadores marcados pelas estticas cinematogrfi-cas, pois foi no cinema que constituram suas trajetrias profissionais. Tambm so tratadas produes ficcionais seriadas feitas por produ-toras independentes, que acabam tencionando os modelos narrativos

  • Dilma Beatriz rocha Juliano, GilBerto alexanDre SoBrinho e miriam De Souza roSSini

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    e estticos tradicionais da televiso. Ainda neste dilogo entre os meios, so discutidas as possibilidades e as dificuldades dessa relao, a partir do ponto de vista de profissionais gachos do audiovisual que vm encontrando na televiso um mercado importante de trabalho.

    Na segunda sesso, Teledramaturgia: entre linguagens estticas e tradues, o foco recai sobre as narrativas seriadas, sejam elas teleno-velas, minissries ou seriados. Inconformados com os gneros ficcio-nais j convencionados em outros tempos, apontam-se os deslizamen-tos estticos que so percebidos nas produes mais recentes. So analisadas narrativas que ora aproximam ora distanciam a teledrama-turgia de outras formas de contar histrias: o teatro, a literatura, a m-sica, e tambm podem indiciar a leitura de contextos histricos e pol-ticos de onde narram. Estes so alguns dos lugares da teledramaturgia. A caixa mgica que, semelhana de outras caixas como as de m-sica marcam o dentro e o fora da fico, em tnue separao.

    Na terceira sesso, Transmdia: narrativas entre meios, so anali-sados os processos de convergncia tecnolgica e de contedo entre a televiso e a internet, e entre a televiso e o cinema. A produo transmiditica prope leituras transversas entre os produtos, de tal modo que diferentes formas de seriao possam ser possveis. O que o produto final no est inscrito em um nico meio, mas nas pos-sibilidades de desdobramentos feitos pelos prprios produtores ou pelos fs no ambiente da internet. Dessa forma, abrem-se novas pos-sibilidades narrativas e estticas. Os textos desta seo analisam as formas como se do essa expanso da narrativa e as tenses de g-nero necessrias para atrair diferentes pblicos. Por fim, trata-se do modo como a televiso, no Brasil, expandiu-se para o cinema, ten-sionando as prticas de produo do nosso cinema.

    Esperamo