2008 Formacao geral

  • View
    217

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of 2008 Formacao geral

  • Instituto Nacional de Estudos ePesquisas Educacionais Ansio

    Teixeira - INEP

    01 - Voc est recebendo o seguinte material:a) este caderno com as questes de mltipla escolha e discursivas, assim distribudas:

    Ministrioda Educao

    b) 1 Caderno de Respostas em cuja capa existe, na parte inferior, um carto destinado s respostas das questes de mltipla

    escolha. As respostas s questes discursivas devero ser escritas a caneta esferogrfica de tinta preta nos espaos

    especificados no Caderno de Respostas.

    02 - Verifique se este material est completo e se o seu nome no Carto-Resposta est correto. Caso contrrio, notifique

    imediatamente a um dos Responsveis pela sala. Aps a conferncia do seu nome no Carto-Resposta, voc dever

    assin-lo no espao prprio, utilizando caneta esferogrfica de tinta preta.

    03 - Observe no Carto-Resposta as instrues sobre a marcao das respostas s questes de mltipla escolha

    (apenas uma resposta por questo).

    04 - Tenha muito cuidado com o Carto-Resposta, para no o dobrar, amassar ou manchar. Este Carto somente poder

    ser substitudo caso esteja danificado em suas margens - superior e/ou inferior - onde se encontra a barra de reconhecimento

    para leitura tica.

    05 - Esta prova individual. So vedados o uso de calculadora e qualquer comunicao e troca de material entre os presentes,

    consultas a material bibliogrfico, cadernos ou anotaes de qualquer espcie.

    06 - Quando terminar, entregue a um dos Responsveis pela sala o Carto-Resposta grampeado ao Caderno de Respostas

    e assine a Lista de Presena. Cabe esclarecer que voc s poder sair levando este Caderno de Questes, decorridos

    90 (noventa) minutos do incio do Exame.

    07 - Voc ter 04 (quatro) horas para responder s questes de mltipla escolha e discursivas.

    LEIA COM ATENO AS INSTRUES ABAIXO.

    Novembro 2008

    2008

    Nmeros dasQuestes

    Peso decada partePartes

    Formao Geral/Mltipla Escolha

    Formao Geral/Discursivas

    1 a 8

    9 e 10

    60%

    40%

    31

  • FORMAO GERAL2

    2008

    FORMAO GERAL

    QUESTO 1O escritor Machado de Assis (1839-1908), cujo centenrio de morte est sendo celebrado no presente ano, retratou na suaobra de fico as grandes transformaes polticas que aconteceram no Brasil nas ltimas dcadas do sculo XIX.O fragmento do romance Esa e Jac, a seguir transcrito, reflete o clima poltico-social vivido naquela poca.

    Os personagens a seguir esto presentes no imaginrio brasileiro, como smbolos da Ptria.

    IV

    Das imagens acima, as figuras referidas no fragmento do romance Esa e Jac so(A) I e III (B) I e V (C) II e III (D) II e IV (E) II e V

    Podia ter sido mais turbulento. Conspirao houve, decerto, mas uma barricada no faria mal. Seja como for, venceu-se a campanha. (...)Deodoro uma bela figura. (...)

    Enquanto a cabea de Paulo ia formulando essas idias, a de Pedro ia pensando o contrrio; chamava o movimento um crime. Um crime e um disparate, alm de ingratido; o imperador devia ter pegado os principais cabeas e mand-los executar.

    ASSIS, Machado de. Esa e Jac. In:_. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979. v. 1, cap. LXVII (Fragmento).

    LAGO, Pedro Corra do; BANDEIRA, Julio. Debret eo Brasil: Obra Completa 1816-1831. Rio de Janeiro:Capivara, 2007. p. 93.

    LAGO, Pedro Corra do; BANDEIRA, Jlio. Debret e o Brasil:Obra Completa 1816-1831. Rio de Janeiro: Capivara, 2007. p. 78.

    I

    ERMAKOFF, George. Rio de Janei-ro, 1840-1900: Uma crnica fotogrfi-ca. Rio de Janeiro: G. Ermakoff CasaEditorial, 2006. p.38.

    ERMAKOFF, George. Rio de Janeiro, 1840-1900: Uma crnica fotogrfica. Rio de Janei-ro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006. p.189.

    Disponvel em:http://www.morcegolivre.vet.br/tiradentes_lj.html

    V

    I I III

  • 3FORMAO GERAL

    2008

    QUESTO 2

    Quando o homem no trata bem a natureza, anatureza no trata bem o homem.

    Essa afirmativa reitera a necessria interao das diferentesespcies, representadas na imagem a seguir.

    Depreende-se dessa imagem a(A) atuao do homem na clonagem de animais pr-histricos.(B) excluso do homem na ameaa efetiva sobrevivncia

    do planeta.(C) ingerncia do homem na reproduo de espcies em

    cativeiro.(D) mutao das espcies pela ao predatria do homem.(E) responsabilidade do homem na manuteno da

    biodiversidade.

    QUESTO 3A exposio aos raios ultravioleta tipo B (UVB) causa quei-maduras na pele, que podem ocasionar leses graves ao lon-go do tempo. Por essa razo, recomenda-se a utilizao defiltros solares, que deixam passar apenas uma certa fra-o desses raios, indicada pelo Fator de Proteo Solar (FPS).Por exemplo, um protetor com FPS igual a 10 deixa passarapenas 1/10 (ou seja, retm 90%) dos raios UVB. Um prote-tor que retenha 95% dos raios UVB possui um FPS igual a(A) 95(B) 90(C) 50(D) 20(E) 5

    QUESTO 4

    CIDADS DE SEGUNDA CLASSE?

    As melhores leis a favor das mulheres de cada pas-membroda Unio Europia esto sendo reunidas por especialistas.O objetivo compor uma legislao continental capaz decontemplar temas que vo da contracepo eqidadesalarial, da prostituio aposentadoria. Contudo, umalegislao que assegure a incluso social das cidadsdeve contemplar outros temas, alm dos citados.

    So dois os temas mais especficos para essa legislao:(A) aborto e violncia domstica.(B) cotas raciais e assdio moral.(C) educao moral e trabalho.(D) estupro e imigrao clandestina.(E) liberdade de expresso e divrcio.

    QUESTO 5A foto a seguir, da americana Margaret Bourke-White (1904-71),apresenta desempregados na fila de alimentos durante aGrande Depresso, que se iniciou em 1929.

    Alm da preocupao com a perfeita composio, aartista, nessa foto, revela(A) a capacidade de organizao do operariado.(B) a esperana de um futuro melhor para negros.(C) a possibilidade de ascenso social universal.(D) as contradies da sociedade capitalista.(E) o consumismo de determinadas classes sociais.

    STRICKLAND, Carol; BOSWELL, John. Arte Comentada: dapr-histria ao ps-moderno. Rio de Janeiro: Ediouro [s.d.].

    Disponvel em: http://curiosidades.spaceblog.com.brAcesso em: 10 out. 2008.

  • FORMAO GERAL4

    2008

    Apesar do progresso verificado nos ltimos anos, o Brasil con-tinua sendo um pas em que h uma grande desigualdadede renda entre os cidados. Uma forma de se constatareste fato por meio da Curva de Lorenz, que fornece, paracada valor de x entre 0 e 100, o percentual da renda total doPas auferido pelos x% de brasileiros de menor renda. Porexemplo, na Curva de Lorenz para 2004, apresentada ao lado,constata-se que a renda total dos 60% de menor renda repre-sentou apenas 20% da renda total.De acordo com o mesmo grfico, o percentual da renda totalcorrespondente aos 20% de maior renda foi, aproxima-damente, igual a(A) 20%(B) 40%(C) 50%(D) 60%(E) 80%

    Disponvel em: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/desigualdaderendanobrasil/cap_04_avaliandoasignificancia.pdf

    LE MONDE Diplomatique Brasil. Atlas do Meio Ambiente, 2008. p. 82.

    QUESTO 6CENTROS URBANOS MEMBROS DO GRUPO ENERGIA-CIDADES

    No mapa, registra-se uma prtica exemplar para que as cidades se tornem sustentveis de fato, favorecendo as trocashorizontais, ou seja, associando e conectando territrios entre si, evitando desperdcios no uso de energia.Essa prtica exemplar apia-se, fundamentalmente, na(A) centralizao de decises polticas.(B) atuao estratgica em rede.(C) fragmentao de iniciativas institucionais.(D) hierarquizao de autonomias locais.(E) unificao regional de impostos.

    QUESTO 7

  • 5FORMAO GERAL

    2008

    QUESTO 8O filsofo alemo Friedrich Nietzsche(1844-1900), talvez o pensador moderno mais incmodo e provocativo, influenciouvrias geraes e movimentos artsticos. O Expressionismo, que teve forte influncia desse filsofo, contribuiu para o pensa-mento contrrio ao racionalismo moderno e ao trabalho mecnico, atravs do embate entre a razo e a fantasia.As obras desse movimento deixam de priorizar o padro de beleza tradicional para enfocar a instabilidade da vida, marcadapor angstia, dor, inadequao do artista diante da realidade.Das obras a seguir, a que reflete esse enfoque artstico

    (A) (B) (C)

    Menino mordido por um lagartoMichelangelo Merisi (Caravaggio) - NationalGallery, LondresDisponvel em: http://vr.theatre.ntu.edu.tw/artsfile/artists/images/Caravaggio/Caravaggio024/File1.jpg

    Figura e borboletaMilton DacostaDisponvel em: http://www.unesp.br/ouvidoria/publicacoes/ed_0805.php

    O grito - Edvard Munch - Museu Munch, OsloDisponvel em: http://members.cox.net/claregerber2/The%20Scream2.jpg

    Homem idoso na poltronaRembrandt van Rijn - Louvre, ParisDisponvel em: http://www.allposters.com/gallery.asp?startat=/getposter.aspolAPNum=1350898

    Abaporu - Tarsila do AmaralDisponvel em: http://tarsiladoamaral.com.br/index_frame.htm

    (D) (E)

  • FORMAO GERAL6

    2008

    O carter universalizante dos direitos dohomem (...) no da ordem do saber terico,mas do operatrio ou prtico: eles so invoca-dos para agir, desde o princpio, em qualquersituao dada.

    Franois JULIEN, filsofo e socilogo.

    Neste ano, em que so comemorados os 60 anos da Decla-rao Universal dos Direitos Humanos, novas perspectivas econcepes incorporam-se agenda pblica brasileira. Umadas novas perspectivas em foco a viso mais integrada dosdireitos econmicos, sociais, civis, polticos e, mais recente-mente, ambientais, ou seja, trata-se da integralidade ouindivisibilidade dos direitos humanos. Dentre as novasconcepes de direitos, destacam-se:

    a habitao como moradia digna e no apenas comonecessidade de abrigo e proteo;

    a segurana como bem-estar e no apenas como ne-cessidade de vigilncia e punio;

    o trabalho como ao para a vida e no apenas