formacao sementes

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    FURBDEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTALDISCIPLINA: SILVICULTURA I

    FORMAO DA SEMENTE

    Angiospermae

    A maioria das espcies nativas e algumas introduzidas, como as dogneroEucalyptus, so Angiospermas, apresentando a semente protegida pelofruto. A sua flor dita completa com clice, corola (conjunto de ptalas),androceu (conjunto de rgos reprodutivos masculinos) e gineceu (rgoreprodutivo feminino).

    Os rgos reprodutores feminino e masculino podem ocorrersimultaneamente na mesma flor, como o caso dos Eucalyptus, sendo entodenominadas flores hermafroditas, em flores separadas na mesma rvore(espcies monicas) ou em flores e rvores separadas (espcies diicas).

    1.1 Gineceu

    O rgo reprodutivo feminino formado pelo estigma, estilete e ovrio. neste ltimo que se forma a semente.

    O ovrio das Angiospermas prende-se flor atravs do funculo, queaps a maturao da semente se desprende e d origem ao hilo, regio

    bastante visvel nas sementes de leguminosas. No interior do ovrio, protegidopelo tecido denominado nucela, encontra-se o vulo.O gemetfito ou vulo, constitudo por 6 clulas: as 3 antpodas, as 2

    sinrgidas, a cosfera, e por 2 ncleos polares. As sinrgidas e as antpodas sedegeneram rapidamente, no tendo ainda suas funes totalmente conhecidas.

    1.2 Androceu

    No aparelho reprodutor masculino encontra-se os rgos de plen,protegidos nos sacos polnicos. A antera e o filete so as partes do androceu

    visveis na flor. na antera que se localizam os sacos polnicos, que se abremna poca adequada, para a disperso do gro de plen.O gametfito masculino (plen) possui uma camada externa denominada

    Exima que permite, devido suas caractersticas prprias, a identificao daespcie.

    A exima pode apresentar expanses alares, bolsas de ar, que facilitam asua disperso pelo vento (anemfila). Tambm comum a presena de plos,

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    substncias mucilaginosas que aderem superfcie do agente polinizador, emespecial, nos insetos, que so os dispersores mais freqentes nas florestastropicais (disperso entomfila).

    O gro de plen formado por duas clulas, uma vegetativa e outrareprodutiva, com funes especficas na fertilizao.

    1.3 Fertilizao

    Aps a disperso do gro de plen ocorre a polinizao, ou seja, achegada do plen ao rgo reprodutor feminino.

    Aderindo superfcie do estigma, este inicia a emisso do tubo polnicoatravs do estilete, passando pela micrspila at atingir o vulo. Tendo j severificado um processo de diviso celular, onde a clula reprodutiva se divideem duas com igual nmero de cromossomas (n), uma das clulas une-se aosdois ncleos polares, iniciando-se a multiplicao celular, que dar origem aoendosperma ou albume, triplide com 3n cromossomas, sendo um da clulareprodutiva e um de cada um dos ncleos polares.

    A outra clula reprodutiva une-se cosfera, dando origem ao ovo, queser o futuro embrio da semente.

    A dupla fertilizao uma caracterstica tpica das Angiospermae.

    1.4 Estrutura da semente

    A. ENDOSPERMA

    Completada a fertilizao, ocorre uma rpida multiplicao dos tecidosat o total desenvolvimento da semente.O endosperma ou albume um tecido de reserva que tem como funo

    nutrir o embrio durante o seu crescimento. Muitas espcies florestais nopossuem mais endosperma quando a semente amadurece, como os eucalyptus,as leguminosas, como por exemplo, a Caesalpinia echinata, Pau Brasil;Caesalpinia ferrea, Pau ferro; Dalbergia nigra, Jacarand Cavina; Mimosa

    scrabella, Bracatinga; Leucaena leucocephalla, Leucena; Cassia fistula,Cassia; Cordia trichotoma, Louro e outras. Nestas espcies, o endosperma foitotalmente consumido pelo embrio, restando em alguns casos apenas

    resqucios do tecido de reserva.

    B. EMBRIOO embrio a planta rudimentar. formado por dois cotildones ou

    paracotildones, com funo de reserva, de produo de alimentos para ocrescimento da plntula e absoro de alimento de outros tecidos de reserva.

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    Abaixo dos cotildones, na zona de transio at a radcula, a regiodenominada hipoctilo, que dar origem ao caulculo da plntula.

    A radcula na realidade um conjunto de clulas meristemticas e seencontram voltada para a micrpila. a raiz rudimentar do embrio.

    C. TEGUMENTO

    Constitudo de duas partes, uma externa a testa e o tegme interno. Suaprincipal funo protetora, regulando a penetrao de gua e gases.

    Algumas espcies apresentam tegumento impermevel gua,necessitando o uso de tratamentos qumicos ou mecnicos que visem facilitara sua penetrao nos tecidos.

    O tegumento tambm importante na estrutura da semente no que serefere a sua atuao na disperso. Espcies como Ip (Tabebuia sp.) e oMogno (Swietenia macrophylla) e o Pinus (Pinus sp.), possuem expansesalares no tegumento que permitem a sua disperso pelo vento.

    2. Gimnospermae

    Pertencem ao grupo das Gimnospermae espcies florestais nativas eexticas de elevado valor comercial.

    Dentre as nativas destacam-se a Araucria angustifolia, o PinheiroBrasileiro e o Podocarpus lambertii, Pinheiro-bravo e dentre as exticas osPinheiros, Pinus caribaea, Pinus oocarpa, P. elliottii, P. patula, P. taeda e a

    Araucria excelsa.O processo de formao das sementes distinto das Angiospermae, a

    comear pelo fato do vulo desenvolver-se diretamente na flor, sem a proteodo ovrio.Formao das sementes no Gnero Pinus:As flores femininas das Pinaceae so denominadas de cone. Apresentam

    um eixo central de onde partem as escamas. Na base de cada escama, junto aoeixo, encontram-se dois vulos, visveis a olho n, com expanses alares.

    Antes da fertilizao, o cone ou condio, possui colorao verde,passando a adquirir cor marrom e aspecto lenhoso entre a fertilizao e amaturao da semente, aumentando consideravelmente de tamanho neste

    perodo.

    O estrbilo, flor masculina, de menor tamanho que o cone, comcolorao amarela por ocasio da disperso do plen. Constituindo-se por umeixo central de onde partem numerosas escamas onde se encontramlocalizados os sacos polnicos contendo o gro de plen.

    2.1 O vulo

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    O vulo ou gametfito feminino formado por um tecido, a nucela protegida por uma camada de clulas denominada de integumento, queapresenta uma pequena abertura, a micrpila, por onde penetra o gro de plen

    por ocasio da polinizao.O vulo preso escama pela regio oposta micrpila (Chalaza) por

    onde transportada a seiva para sua nutrio.A cosfera, origem da futura planta, encontra-se protegida no gnero

    Pinus, nos arquegnios, tpico saco embrionrio das Gimnospermae. Osarquegnios, geralmente em nmero de dois formam-se perto da micrpila,abertura existente no integumento do vulo e, contm a cosfera, um ncleo eum pescoo rudimentar. comum entre as Pinaceae a fertilizao de maisde um arquegnio, ocorrendo ento a poliembrionia.

    2.2 Plen

    O principal agente dispersor de plen das Pinaceae o vento (anemfila),e a sua estrutura apresenta a exima com expanses alares, formando bolsas dear que facilitam o seu transporte pelo vento.

    Originalmente formado por 4 clulas, sendo que duas delas se degeneram(clulas do protalo), o gro de plen maduro formado por uma clulareprodutiva e uma vegetativa que ir dar origem ao tubo polnico.

    Nos estrbicos so formadas grandes quantidades de gros de plen quepor ocasio da disperso formam nuvens amareladas nas reas de plantio.

    2.3 FertilizaoO plen disperso pelo vento atinge a parte superior da(s) escama(s) do

    cone, sugado por mecanismos fsico-qumicos para o seu interior atravsda micrpila. Encontrando as condies propcias, inicia o desenvolvimentodo tubo polnico.

    Enquanto nas Angiospermae a germinao do tubo polnico inicia-serapidamente aps a polinizao, nas Gimnospermaes o processo lento

    podendo estender-se de meses a ano.Isto se deve ao fato de que tanto o vulo quanto o gro de plen ainda se

    apresentam em estgios mais atrasados de desenvolvimento na poca depolinizao.Ao atingir o gamatfito feminino, o tubo polnico penetra atravs da

    micrpila, ocorrendo a diviso da clula reprodutiva, onde cada ncleomantm o mesmo nmero de cromossomas (n). A fertilizao ocorre com aunio de um ncleo reprodutivo com a cosfera situada no arquegnio,originando ento a clula-ovo (2n).

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    2.4 Estrutura da semente

    A. TECIDO DE RESERVAImediatamente aps a fertilizao ocorre uma rpida multiplicao

    celular quando o gametfito feminino absorve a nucela durante seudesenvolvimento, at ser reduzida a uma fina camada denominada de

    perisperma. Os tecidos do gamatfito feminino nas Gimnospermae tm funosemelhante ao endosperma das Angiospermae, constituindo-se de material dereserva para o desenvolvimento do zigoto ou embrio. Ao contrrio dasAngiospermae, sua formao anterior fecundao, sendo um tecidohaplide (n cromossomas), alm de originar os arquegnios. denominado

    por vrios outros autores como endosperma primrio.B. EMBRIO

    Nas Pinaceae o embrio apresenta um nmero varivel de cotildones ou paracotildones, de 5 at 10, de acordo com a espcie. Como nasAngiospermae, distingue-se o eixo hipoctilo que dar origem ao caulculo, ea radcula, ponto de onde se desenvolver a radcula da plntula.

    C. TEGUMENTOSua funo protetora, servindo tambm como regulador das trocas de

    gases e gua entre a semente e o meio ambiente.Apresenta duas capas, a externa denominada de Testa ou Episperma e o

    Tegme, interno.O tegumento pode apresentar expanses alares como a de Pinus que

    facilitam a disperso das sementes. Sua cor, formato e textura socaractersticos de cada espcie permitindo a sua identificao botnica, emalguns casos.

    FURBDEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTALDISCIPLINA: SILVICULTURA I

    MATURAO e DISPERSO