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Sistema nervoso victor c speirs

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  • 1. 1"fo Sistema NervosoCOMPONENTESDO SISTEMA voluntrio, e seus impulsos so transmitidos atravsNERVOSO dos neurnios craniais ou dos neurnios mais distaisda medula espinhal. Para iniciar o movimento volun- Em termos gerais, o sistema nervoso dividido to- trio, o NMS,que localizado no crebro, estimula opograficamente nos componentes central e perifrico NMI distribudo no tronco enceflico e no corno ven-com superimposio do sistema nervoso autnomo. tral da medula espinhal, cuia resposta ento trans-Funcionalmente, o sistema nervoso dividido em re- mitida para o musculoesqueltico da cabea e restogies sensorial, central e motora. A regio sensorial do corpo nos nervos craniais e perifricos respectiva-contm os componentes aferentes, que, atravs de um mente, via axnios terminais. Cada unidade motoraespectro de diferentes receptores e nervos sensoriais e consiste no NMI e no msculo que ele inerva. Paraarcos reflexos, so responsveis pela sensao do am- facilitar a avaliao, o sistema nervoso central tam-o bienteexternoe internoe transmissodessesdadosatbm dividido em sees:a regio central para integrao na medula espinhal ecrebro.Asrespostasaos dados que chegam so executa-das pelo sistema motor ou eferente que consistenos ner- . . Crebro Segmentos cervicais superiores da medula espinhal,vosmotores, nas placas terminais e nos rgos efetores. O sistema motor subdividido em sistemas moto- . C1-C5 Segmentos da tumefao braquial da medulares autonmico e somtico. O sistema autonmicoconsiste em um sistema de subdivises em oposio, . espinhal, C6-T2 Segmentos torcicos e lombares da medulasimptica e parassimptica, distribudo pelo sistemanervoso e responsvel pelo controle involuntrio da. espinhal, T3-L3 Segmentos da tumefao plvica da medulafuno das vsceras. Essa regio do sistema nervosono muito envolvida no exame neurolgico geral. A. espinhal, L4-S2 Segmentos da medula espinhal que inervam o reto,poro somtica tambm conhecida como sistemamotor voluntrio (em contraste com o sistema invo-luntrio, mencionado h pouco) que, desde um pon- . nus e bexiga, 53-55 Segmentos da medula espinhal que inervam a cauda, C01-C05to de vista funcional, considerado como sendoconstitudo de um neurnio motor superior (NMS) eum neurnio motor inferior (NMI). Na realidade, MANIFESTAES DE DOENAambos os "neurnios" consistem em mais de um com- DO SISTEMA NERVOSOponente. O NMI consiste em neurnio motor, em seuaxnio e em suas conexes terminais no msculo. O Embora a doena do sistema nervoso possa resul-NMIpode ser uma clula do corno ventral da medula tar em elevao da temperatura corporal, bacteremia,espinhal ou a clula nervosa motora de um nervo cra-septicemia, dor e envolvimento de rgos adjacentes,niallocalizada centralmente. O NMS a clula nervo- o papel dominante desse sistema no controle da fun-sa motora no crtex responsvel pelo movimentoo de vrios rgos faz com que os principais sinais

2. 84VICTOR C. SPEIRSde doena sejam relacionados a uma alterao ou per-da de funo. A variao na funo , portanto, umRESPOSTA A UMA LESO NOguia importante para a localizao da leso. A avalia- NEURNIO MOTOR SUPERIORo da funo requer um entendimento de como oNMSe o NMIinteragem, assim como a capacidade dereconhecer os sinais clnicos associados com a varia-. Movimento voluntrio reduzido ou ausenteo na funo de cada unidade motora. Usando essaabordagem, uma leso pode ser localizada em uma. (hiporreflexia, arreflexia) Resposta reflexa normal ou exagerada (hiper-parte especfica do sistema. Esse conceito funcionamelhor para lesessolitrias, mas freqentemente um. reflexia) Aumento do tnus muscular (hipertnico),processo distribudo pelo sistema como uma lesocontnua (difusa) ou como uma srie de leses focais(multicntrica). O NMI consiste em um componente . atrofia de desuso discreta Perda da propriocepo e da dor (hipoalgesia, analgesia)sensorial num rgo que se comunica com o neur-nio motor na medula espinhal local e da com umRESPOSTA UMALESONO NEURNIOAmsculo efetor,via axnio. Isso conhecido como arcoreflexo, atravs do qual um impulso sensorial pode . . MOTOR INFERIOR Movimento voluntrio reduzido ou ausenteinduzir uma resposta imediata, sem passar pelo cre-bro. H uma constante interao entre os sistemas de . Resposta reflexa reduzida ou ausente Tnus muscular reduzido (hipotnico) ouNMIcontrolando grupos musculares em oposio (p.ex., msculos flexores e extensores) que esto, em cir-cunstncias normais, sob influncia do NMSque, por . ausente (atnico) Perda da propriocepo e da dor, atrofia muscular gravesua vez, mantm um controle inibitrio sobre o refle-xo local. Sinais de doena do NMSso relacionados perda dessa inibio, tendendo a causar aumento daatividade no rgo terminal. Isso contrasta com a le-so do NMIque causa uma reduo na perda da fun-doena em outro rgo ou sistema e em parte parao, observada geralmente como perda no tnus.detectar a presena de doena que possa produzir si-nais neurolgicos secundrios. Hipxia, anxia, hipoe hiperglicemia, hepatopatia, uremia, hipocalcemia,EXAME FSICO GERALhiper e hipocalemia, acidose, alcalose e hipo e hiper-termia so freqentemente associadas a sinais clni-Os objetivosdo exame do sistema nervoso so ini-cos neurolgicos. O mtodo para exame do sistemacialmente estabelecer se h algum processo patolgi-nervoso dado a seguir foi delineado a partir de outrasco presente e, ento, caso exista, localiz-Io no sistema publicaes.l,znervoso. Como foi dito, necessrio um entendimen-to completo dos aspectos neuroanatmicos e funcio-Cabeanais do sistema nervoso. Embora qualquer examesistemtico seja adequado, um objetivo inicial deveserComportamentode localizar a leso em uma ou mais das seguintesregiesque aparecem listadas no sentido cranial a cau-Comportamento anormal indica mau funciona-dal, de acordo com o desenvolvimento geral do exa-mento do crtex cerebral. Conhecer o comportamentome: normal necessrio antes que se possa identificar um . . Crebrocomportamento anormal. Variaesdo comportamen-to freqentemente reconhecidas incluem pressionar a . . Troncoenceflico Cerebelocabea, andar em crculos, lamber-se, alterar a voz e oapetite e tomar-se agressivo.Aspectosdo comportamen- . Medula espinhal Nervos erifricos msculospeto normal com os quais o clnico deve estar familiari-zado incluem:A progresso cranial a caudal do exame baseia-sena progresso semelhante do controle neurolgico, do . Maneira com que cavalos reagem a pessoas e a outros cavalos. A incapacidade de manter amais alto para o mais baixo.Antes que um exame detalhado e especfico do sis-. ordenao social pode indicar doena ou fraqueza Modo pelo qual os cavalos relaxam quando notema nervoso seja feito, deve ser realizado um exameclnico geral, em parte para detectar a presena de. perturbados Quantidade de tempo dedicado a comer e dormir 3. EXAME CLNICO DE EQINOS85 . Freqnciacom que se deveesperarver um cavalo deitadoe em que posioele mais provavelmente do cavalo, ele geralmente flexiona a cabea a fim de tomar o alimento na boca (apreender) (Figura 4-1). estarO animal deveser avaliado enquanto em repouso,para . Comportamentonormal de garanhese de guas. detectarem-se tremores ou postura anormal da cabe- Garanhesfreqentementeso mais agressivosque a. Aposio da nuca em relao ao focinho deveser guase cavaloscastrados,o que no deveser cuidadosamente avaliada. confundidocom desenvolvimento comporta- de mento agressivoem um indivduoanteriormente Avaliao da Funo dos Nervos Cranianos calmo.A agressividade a disposiogeral irritadi- e a so sinaismuitasvezesrelacionadosa A localizao de uma leso no tronco enceflico desequilbrioshormonaisassociados tumores a facilitada por um exame cuidadoso dos nervos cra- ovarianosou retenotesticularnianos. Aexemplo dos outros componentes do exame, lgico proceder-se num sentido cranial a caudal.Estado Mental AVALIAO OLFATO(NERVO CRANIANOIDOAnormalidades no estado mental indicam um en-[NERVO OLFATIVO]). extremamente difcilvolvimentodo tronco enceflico e crtex cerebral me- avaliar-se o olfato em cavalos e um dficit nesse senti-nor. Oestado mental pode ser comparado ao estado dedo (anosmia) , por isso, raramente relatado. Umaconscincia de um animal e reflete a capacidade fun- avaliao simples do olfato pode ser feita anotando-secional do sistema ativador reticular ascendente, loca- como o cavalo cheira coisas como alimento, mo dolizado no tronco enceflico, bem como de certas partes clnico, fezes ou urina, esta ltima sendo um testedo crtexcerebral.Normalmente,esses sistemasres- melhor para garanhes.pondem a impulsos sensoriais (aferentes) na formade estmulos visuais, tcteis, auditivos, olfativos e gus- AVALIAODA VISO (NERVO CRANIANO 11tativos. O estado mental varia do normal, passando [NERVO PTICOD. Aviso testada pelo reflexopor uma srie de estgios menores de anormalidadede ameaa, pelo qual um gesto ameaador feito em(estupor, depresso, sonolncia, delrio, letargia e de- direo do olho induzir fechamento da plpebra e spresso), at o coma e semicoma. Coma ocorre quan- vezes recuo da cabea (Figura 4-2). Deve-seter cuida-do no h qualquer resposta aos estmulos normais, e do para que com o gesto no se provoquem desloca-semicoma define um estado no qual no ocorre res-mentos de ar que possam ser percebidos pelo cavalo eposta a estmulos normais, mas h resposta a estmu- resultar em uma resposta semelhante. O reflexo podelos excessivamente nocivos.estar ausente em cavalos deprimidos ou excitados e potros recm-nascidos. O cavalo pode tornar-se refra-Postura e Coordenaoda Cabea trio se o gesto for repetido com muita freqncia. NoOs movimentos normais suaves e coordenados dacabea esto sob controle do crebro, cerebelo e siste-ma vestibular. O movimento normal da cabea envol-ve vrias combinaes de flexo lateral, rotao eextenso da articulao atlantoccipital. Uma posioanormal pode ser devida dor de fratura ou infeco.Leses vestibulares freqentemente causam uma ro-tao caracterizada por inclinao da cabea com anuca desviada para um lado, mas com o focinho epescoo na linha mdia. Por outro lado, as leses docrebro podem fazer c

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