of 52 /52
PPC PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ Página 1 de 52 PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA Dezembro/2015 Curso Autorizado pela Resolução Nº 16, de 11/07/2008, Conselho Diretor do CEFET Química/RJ, atual IFRJ. Ministério da Educação MEC Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica SETEC Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro IFRJ campus Volta Redonda

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA de... · Licenciado em Matemática Mestre em Economia Aplicada PROF.ª GIOVANA DA SILVA CARDOSO Licenciada em Matemática

Embed Size (px)

Text of PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA de... · Licenciado em Matemática...

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 1 de 52

    PROJETO PEDAGGICO DO CURSO DE

    LICENCIATURA EM MATEMTICA

    Dezembro/2015

    Curso Autorizado pela Resoluo

    N 16, de 11/07/2008, Conselho

    Diretor do CEFET Qumica/RJ,

    atual IFRJ.

    Ministrio da Educao MEC Secretaria de Educao Profissional e Tecnolgica SETEC Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia do Rio de Janeiro IFRJ

    campus Volta Redonda

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 2 de 52

    1. IDENTIFICAO DA INSTITUIO

    IFRJ - Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia do Rio de Janeiro

    Reitor Paulo Roberto de Assis Passos

    Pr-Reitor de Administrao, Planejamento

    Miguel Roberto Muniz Terra

    Pr-Reitor de Ensino Tcnico Marcelo Nunes Sayo

    Pr-Reitor de Ensino de Graduao

    Hudson Santos da Silva

    Pr-Reitora de Ps-Graduao, Pesquisa e Inovao Mira Wengert

    Pr-Reitora de Extenso Ana Carla dos Santos Beja

    Diretor de Desenvolvimento Institucional e Expanso

    Marcos Jos Clivatti Freitag

    Diretor do Campus Arraial do Cabo Joo Gilberto da Silva Carvalho

    Diretora do Campus Duque de Caxias Teresa Martins de Jesus Moura Martins

    Diretor do Campus Engenheiro Paulo de Frontin

    Rodney Cezar de Albuquerque

    Diretora do Campus Mesquita Grazielle Rodrigues Pereira

    Diretor do Campus Nilo Peanha/Pinheiral

    Reginaldo Ribeiro Soares

    Diretor do Campus Nilpolis Wallace Vallory Nunes

    Diretora do Campus Paracambi Cristiane Henriques de Oliveira

    Diretora do Campus Realengo

    Sandra da Silva Viana

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 3 de 52

    Diretor do Campus Rio de Janeiro (Maracan) Florinda do Nascimento Cerssimo

    Diretor do Campus So Gonalo

    Tiago Giannerini da Costa

    Diretor do Campus Volta Redonda Silvrio Afonso Albino Balieiro

    Diretor de Implantao do Campus Avanado Resende

    Aline Moraes da Costa

    Diretor de Implantao do Campus Belford Roxo Fbio Soares da Silva

    Diretor de Implantao do Campus So Joo de Meriti

    No designado

    Diretor de Implantao do Campus Niteri Renato Saldanha Bastos

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 4 de 52

    1.1. DADOS GERAIS DO IFRJ

    CNPJ: 10.952.708/0009-53

    Razo Social: Instituto Federal de Educao Cincia e Tecnologia do Rio de Janeiro

    Nome de Fantasia: IFRJ Esfera Administrativa: Federal Administrao Indireta

    Endereo: Rua Pereira de Almeida, n 88, Praa da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ, CEP:20260-100

    Telefone: (21) 2273-7640

    Site Institucional: http://www.ifrj.edu.br

    http://www.ifrj.edu.br/

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 5 de 52

    2. COMISSO DE IMPLANTAO DO CURSO DE GRADUAO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA

    Alexandre Mendes

    Ana Paula Damato Bemfeito

    Eduardo Dessupoio Moreira Dias

    Elizabeth Augustinho

    Isaque de Souza Rodrigues

    Jos Arthur Duarte Camacho

    Jos Ricardo Ferreira de Almeida

    Katia Correia da Silva

    Magno Luiz Ferreira

    Marcia Amira Freitas do Amaral

    Marcos Jos Clivatti Freitag

    Marta Ferreira Abdala Mendes

    Mnica Romitelli de Queiroz

    Patrcia Chiganer Lilenbaum

    Renata Arruda Barros

    Slvia Cristina de Souza Trajano

    Solange Nascimento da Silva

    Tiago Soares dos Reis

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 6 de 52

    3. NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

    PROF. ANDR SEIXAS DE NOVAIS Licenciado em Matemtica

    Especialista em Educao Matemtica Mestre em Ensino de Matemtica.

    PROF. EDUARDO DESSUPOIO MOREIRA DIAS

    Licenciado em Matemtica Mestre em Economia Aplicada

    PROF. GIOVANA DA SILVA CARDOSO

    Licenciada em Matemtica Licenciada em Pedagogia

    Especialista em EAD, Educao Especial e Psicopedagogia Institucional

    PROF. ISAQUE DE SOUZA RODRIGUES Licenciado em Matemtica

    Mestre em Engenharia Nuclear

    PROF. JOS RICARDO FERREIRA DE ALMEIDA Licenciado em Matemtica

    Especialista em Matemtica Avanada Computacional Mestre em Matemtica

    PROF. LUIZ FABIANO COSTA DE S

    Tecnlogo em Processamentos de Dados Licenciado em Computao

    Especialista em Ensino Superior e Profissional Especialista em Anlise Projetos e Gerencia de Sistemas

    Mestre em Materiais

    PROF. MAGNO LUIZ FERREIRA Licenciado em Matemtica

    Mestre em Ensino de Matemtica

    PROF MRCIA AMIRA FREITAS DO AMARAL

    Licenciada em Pedagogia Especialista em Psicopedagogia: Diferenas na Aprendizagem

    Mestre em Educao Doutora em Educao

    PROF PATRCIA CHIGANER LILENBAUM

    Licenciada em Lngua Portuguesa Mestre em Literatura Brasileira Doutora em Estudos Literrios

    PROF. RAFAEL VASSALLO NETO

    Licenciado em Matemtica Especialista e Matemtica Superior

    Especialista em Metodologia do Ensino Superior Mestre em Educao Matemtica.

    PROF RENATA ARRUDA BARROS

    Licenciada em Matemtica Bacharel em Engenharia Eltrica

    Mestre em Matemtica Doutora em Cincias

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 7 de 52

    NDICE

    1. IDENTIFICAO DA INSTITUIO .......................................................................................................................... 2

    1.1. DADOS GERAIS DO IFRJ ............................................................................................................................................ 4

    2. COMISSO DE IMPLANTAO DO CURSO DE GRADUAO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA ..................... 5

    3. NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE ...................................................................................................................... 6

    4. PERFIL DO CURSO .......................................................................................................................................... 9

    4.1. DADOS GERAIS ......................................................................................................................................................... 9

    4.2. GESTO E RECURSOS HUMANOS............................................................................................................................. 9

    4.2.1. COORDENAO DO CURSO .................................................................................................................................. 9

    4.2.2. NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE .................................................................................................................... 11

    4.2.3. CORPO DOCENTE ................................................................................................................................................ 12

    5. JUSTIFICATIVA DE IMPLANTAO ....................................................................................................................... 14

    5.1. HISTRICO DA INSTITUIO .................................................................................................................................. 14

    5.2. HISTRICO DO CAMPUS ........................................................................................................................................ 18

    5.2.1. INSERO REGIONAL .......................................................................................................................................... 19

    5.2.2. ESTRUTURA FSICA .............................................................................................................................................. 19

    5.3. CONTEXTO EDUCACIONAL ..................................................................................................................................... 20

    5.4. JUSTIFICATIVA DE OFERTA ..................................................................................................................................... 21

    6. PRINCPIOS NORTEADORES DO CURRCULO ....................................................................................................... 22

    7. OBJETIVOS ........................................................................................................................................ 24

    7.1. OJETIVO GERAL ...................................................................................................................................................... 24

    7.2. OBJETIVOS ESPECFICOS ........................................................................................................................................ 24

    8. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO .................................................................................................................... 24

    9. ORGANIZAO E ESTRUTURA CURRICULAR ....................................................................................................... 25

    9.1. ORGANIZAO CURRICULAR ................................................................................................................................. 25

    9.2. ESTRUTURA CURRICULAR ...................................................................................................................................... 28

    9.2.1. DISCIPLINAS OBRIGATRIAS E OPTATIVAS ......................................................................................................... 33

    9.2.2. ESTGIO SUPERVISIONADO ................................................................................................................................ 35

    9.2.3. TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO (TCC) ..................................................................................................... 35

    9.2.4. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ........................................................................................................................ 36

    9.3. FLUXOGRAMA DO CURSO ...................................................................................................................................... 38

    9.4. FLEXIBILIDADE CURRICULAR .................................................................................................................................. 39

    9.5. ESTRATGIAS METODOLGICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM ........................................................................... 40

    9.5.1. TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS ............................................................................................................................ 41

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 8 de 52

    9.6. ACOMPANHAMENTO PEDAGGICO E ATENDIMENTO DISCENTE......................................................................... 42

    9.6.1. APOIO PARTICIPAO EM EVENTOS ............................................................................................................... 42

    9.6.2. DIVULGAO DA PRODUO DISCENTE............................................................................................................. 42

    9.6.3. MECANISMOS DE NIVELAMENTO DE CONTEDOS BSICOS ............................................................................. 42

    9.6.4. ACOMPANHAMENTO PEDAGGICO E ATENDIMENTO DISCENTE ...................................................................... 43

    9.6.5. PARTICIPAO DOS ALUNOS EM INICIAO CIENTFICA ................................................................................... 44

    9.6.6. PARTICIPAO EM ATIVIDADES DE EXTENSO .................................................................................................. 45

    9.6.7. MONITORIA ................................................................................................................................................ 45

    10. AVALIAO ................................................................................................................................................ 46

    10.1. AVALIAO DO PROJETO PEDAGGICO DO CURSO ........................................................................................... 46

    10.2. AUTOAVALIAO ................................................................................................................................................ 46

    10.3. AVALIAO DO ENSINO E APRENDIZAGEM ........................................................................................................ 47

    11. SERVIOS E RECURSOS MATERIAIS ..................................................................................................................... 48

    11.1. AMBIENTES EDUCACIONAIS .................................................................................................................................. 48

    12. CERTIFICAO ...................................................................................................................................... 51

    13. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ........................................................................................................................... 52

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 9 de 52

    4. PERFIL DO CURSO

    4.1. DADOS GERAIS

    Nome do curso: Licenciatura Plena em Matemtica

    rea do Conhecimento: Ensino de Cincias e Matemtica

    rea do Plano: Educao Matemtica

    E-mail de contato: [email protected]

    Forma de oferta: Presencial

    Regime de Matrcula: Por Crditos

    Periodicidade letiva: Semestral

    Oferta anual de vagas: 60 vagas: 30 por semestre letivo

    Turno de Funcionamento: Vespertino/Noturno

    Forma de Acesso: A forma de acesso ao curso ocorrer em fase nica exclusivamente com

    base no resultado do Exame Nacional de Ensino Mdio (ENEM). O nmero de vagas

    oferecidas por semestre ser igual a 40. Desse total, haver uma reserva de 20% das vagas

    para professores da Educao Bsica sem a formao em Licenciatura que atuem nas redes

    municipais ou estaduais ministrando a disciplina de Matemtica. H tambm a possibilidade de

    aproveitamento por transferncia externa ou reingresso, regulamentados por edital.

    Tempo de Durao: Um tempo mnimo de oito e mximo de quinze perodos semestrais

    letivos em fluxo normal, exceto, caso exista a oferta do Curso em mais de um turno, ou o

    aluno curse algumas disciplinas em outro campus, ter a possibilidade de agilizar sua

    concluso.

    Pr-Requisito: Ensino Mdio Completo

    4.2. GESTO E RECURSOS HUMANOS

    4.2.1. COORDENAO DO CURSO

    A coordenao do curso busca atuar de forma transparente no exerccio de suas funes

    de gesto do curso de Licenciatura em Matemtica. O coordenador promove a divulgao

    das informaes referentes ao curso e instituio, aos docentes e discentes do curso.

    Possui insero institucional, conhecimento e comprometimento com o PPC e com os

    regulamentos do curso, buscando atender aos docentes e discentes no que lhe

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 10 de 52

    solicitado. A coordenao do Curso de Licenciatura Plena em Matemtica eleita a cada

    dois anos.

    So funes do coordenador de curso as seguintes atividades, que devem ocorrer de

    forma harmnica e fundamentada no modelo da anlise sistmica em que se procura

    estabelecer uma viso global das aes a serem realizadas, observando-se os diferentes

    nveis de tarefas:

    Realizao de Reunies com os docentes, discentes, funcionrios, direo e

    parceiros;

    Superviso da frequncia de docentes e discentes;

    Acompanhamento das prticas pedaggicas dos docentes;

    Realizao de avaliaes sistemticas de desempenho de docentes;

    Promoo da contnua reviso do Projeto Pedaggico do Curso e das avaliaes

    dos contedos ministrados em cada perodo do curso.

    Reavaliao sistemtica dos procedimentos acadmicos e administrativos do

    curso;

    Funes polticas: Liderana, entusiasmo, representao, divulgao do curso, e

    articulao com outras instituies que possuam cursos de licenciatura em

    matemtica;

    Funes Acadmicas: Promover a elaborao e reviso do PPC, o

    desenvolvimento atrativo das atividades acadmicas, a qualidade e regularidade da

    avaliao, o desenvolvimento de atividades complementares, as atividades de

    monitoria, o engajamento em extenso universitria, o acompanhamento do estgio

    supervisionado e no-supervisionado, o estmulo iniciao cientfica e pesquisa;

    Presidir reunies do colegiado de curso;

    Cumprir e fazer cumprir decises do NDE de Curso, Conselhos e Administrao

    Superior;

    Orientar, apoiar e acompanhar o docente no processo de elaborao e execuo

    do programa de ensino, numa perspectiva interdisciplinar;

    Entrosar-se harmonicamente com as demais coordenaes de curso,

    principalmente as coordenaes de licenciatura que possuam disciplinas comuns

    na matriz curricular do curso.

    O atual coordenador do curso, Prof. Jos Ricardo Ferreira de Almeida, trabalha 40h

    semanais em regime de dedicao exclusiva, dedicando 20h semanais s atividades de

    coordenao. Possui graduao em Licenciatura em Matemtica pela FERP/Volta

    Redonda (2000), Especialista em Matemtica Avanada Computacional pela USS (2002) e

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 11 de 52

    Mestre em Matemtica pela UNICAMP (2010). Tem experincia de 14 anos no ensino

    mdio e fundamental, nas redes pblicas e privadas do estado do Rio de Janeiro.

    Atualmente Professor do Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia do Rio de

    Janeiro, atuando diretamente nas disciplinas do curso de Licenciatura em Matemtica.

    Suas reas de pesquisa so Matemtica Aplicada, Cincia da Computao, com nfase

    em Clculo Diferencial e Integral, Anlise Numrica, Desenvolvimento Orientado a Objetos

    de aplicaes Desktop e WEB, Sistemas Operacionais Linux, atuando principalmente nos

    seguintes temas: modelagem matemtica, simulao, desenvolvimento de software,

    software livre.

    Atualmente o coordenador insticucional do projeto PIBID/IFRJ. Participa de eventos da

    rea de Matemtica e Ensino de Cincias Nacionais

    (Currculo lattes: http://lattes.cnpq.br/5574824834060116).

    4.2.2. NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

    A partir da regulamentao do NDE pela Resoluo CONAES N 01, de 17 de junho de 2010,

    Parecer CONAES N 04/2010 e Ofcio Circular MEC/INE/DAES/CONAES N 074, de 31 de agosto

    de 2010, houve a oficializao do ncleo docente, conforme a composio, regime de trabalho e

    titulao exigidas, mesmo considerando que as atribuies conferidas a este ncleo especializado

    j vinham sendo contempladas no mbito do curso.

    O NDE do Curso de Licenciatura em Matemtica, campus Volta Redonda, foi alterado pela

    Portaria N 124, de 25 de junho de 2015 do Gabinete da Reitoria sendo composto pelos docentes

    constantes na Tabela 1.

    TABELA 1- NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

    Professor Titulao Descrio dos Ttulos Experincia

    (anos) Regime de Trabalho

    Andr Seixas de Novais

    Mestre Lic. em Matemtica; Especialista em Educao Matemtica; Mestre em Ensino de Matemtica.

    11 40h

    Eduardo Dessupoio Moreira Dias

    Mestre Lic. em Matemtica, Mestre em Economia Aplicada

    9 40h DE

    Giovana da Silva Cardoso

    Especialista Lic. em Matemtica, Lic. Em Pedagogia, Especialista em EAD, Educao Especial e Psicopedagogia Institucional.

    24 40h DE

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 12 de 52

    Isaque Rodrigues de Souza

    Mestre Lic. em Matemtica, Mestre em Engenharia Nuclear.

    17 40h DE

    Jos Ricardo Ferreira de Almeida

    Mestre Lic. Em Matemtica, Especialista em Matemtica Avanada Computacional, Mestre em Matemtica.

    14 40h DE

    Luiz Fabiano Costa de S

    Mestre

    Tecnlogo em Processamentos de Dados, Lic. em Computao, Especialista em Ensino Superior e Profissional, Especialista em Anlise Projetos e Gerencia de Sistemas e Mestre em Materiais.

    17 40h

    Magno Luiz Ferreira Mestre Lic. Em Matemtica, Mestre em Ensino de Matemtica

    8 40h DE

    Mrcia Amira Freitas do Amaral

    Doutor

    Lic. Em Pedagogia, Especialista em Psicopedagogia: Diferenas na Aprendizagem, Mestre em Educao, Doutora em Educao

    27 40h DE

    Patrcia Chiganer Lilenbaum

    Doutor Lic. em Portugus-Ingls, Mestre em Literatura Brasileira, Doutora em Estudos Literrios.

    14 40h DE

    Rafael Vassallo Neto Mestre

    Lic. em Matemtica, Especialista e Matemtica Superior, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Mestre em Educao Matemtica.

    23 40h DE

    Renata Arruda Barros Doutor Lic. em Matemtica, Mestre em Matemtica, Doutora em Cincias.

    10 40h DE

    4.2.3. CORPO DOCENTE

    O curso de Licenciatura em Matemtica, do campus Volta Redonda, do Instituto Federal de

    Educao, Cincia e Tecnologia - IFRJ conta com uma equipe de 21 docentes, todos efetivos;

    sendo:

    - 23,8% de Doutores,

    - 71,4% de Mestres, e

    - 4,8% de Especialistas.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 13 de 52

    Do conjunto de professores do curso, a maioria est buscando melhorar a sua qualificao

    acadmica, atravs de cursos de Mestrado e Doutorado.

    TABELA 2 - DOCENTES ATUANTES NO CURSO

    Professor Ttulo Regime de Trabalho

    Disciplina

    Andr Seixas de Novais Mestre 40 h 2P: Clculo I

    Andrey Dione Ferreia Mestre 40 h DE 1P: Pr-clculo

    8P: Geometria Espacial

    Eduardo Dessupoio Moreira Dias

    Mestre 40 h DE 1P: Pr-clculo

    2P: Fundamentos da Matemtica

    Giovana da Silva Cardoso Especialista 40 h DE

    1P: CSPE

    2P: HPL da Educao

    6P: Estgio Supervisionado II

    7P: Estgio Supervisionado III

    Glauco Antoni Diniz Monteiro Mestre 40 h DE 1P: Geometria Analtica

    2P: lgebra Linear I

    Isabella Moreira de Paiva Correa

    Mestre 40 h DE

    4P: Metodologia do Ensino de Matemtica

    5P: Matemtica em Sala de Aula I

    6P: Matemtica em Sala de Aula II

    Isaque Rodrigues de Souza Mestre 40 h DE 6P: Geometria Plana

    Jaime Souza de Oliveira Mestre 40 h DE 3P: Libras

    Jos Ricardo Ferreira de Almeida

    Mestre 40 h DE

    3P: lgebra Linear II

    3P: Clculo II

    5P: Clculo Numrico

    Lgia Rodrigues Bernab Naves

    Mestre 40 h DE 8P: Probabilidade e Estatstica

    Luiz Fabiano Costa de S Mestre 40 h 4P: Introduo Programao

    Magno Luiz Ferreira Mestre 40 h DE 6P: Histria da Matemtica

    7P: Matemtica em Sala de Aula III

    Mrcia Amira Freitas do Amaral

    Doutor 40 h DE

    1P: S. C. e Educao

    3P: Didtica

    5P: Estgio Supervisionado I

    Marco Andr de Almeida Pacheco

    Mestre 40 h DE 3P: Fsica Geral I

    4P: Fsica Geral III

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 14 de 52

    Patrcia Chiganer Lilenbaum Doutor 40 h DE 2P: Produo de Textos Acadmicos

    Rafael Vassallo Neto Mestre 40 h DE

    6P: Pesquisa no Ensino de Matemtica

    7P: Informtica no Ensino de Matemtica

    7P: TCC I

    8P: Matemtica em Sala de Aula IV

    8P: TCC II

    Raquel Giffoni Pinto Mestre 40 h DE 5P: Histria, Filosofia da Cincia

    Renata Arruda Barros Doutor 40 h DE 4P: lgebra I

    6P: Anlise Real I

    Roberta Fosenca dos Prazeres

    Mestre 40 h DE

    4P: Clculo III

    5P: lgebra II

    5P: Nmeros Complexos

    Solange Nascimento da Silva Doutor 40 h DE 1P: Comunicao e Informao

    Tiago Soares dos Reis Doutor 40 h DE

    7P: Anlise Real II

    7P: Construes Geomtricas

    8P: Matemtica Financeira

    5. JUSTIFICATIVA DE IMPLANTAO

    5.1. HISTRICO DA INSTITUIO

    Com o Decreto-Lei n. 4.127 de fevereiro de 1942 houve a criao da Escola Tcnica de

    Qumica, cujo funcionamento s se efetivou em 6 de dezembro de 1945, com a instituio do

    curso Tcnico de Qumica Industrial (CTQI) pelo Decreto-Lei n. 8.300. De 1945 a 1946 o

    CTQI funcionou nas dependncias da Escola Nacional de Qumica da Universidade do Brasil,

    que hoje denominada de Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1946 houve a

    transferncia dessa Escola para as dependncias da Escola Tcnica Nacional (ETN), onde

    atualmente funciona o Centro Federal de Educao Tecnolgica Celso Suckow da Fonseca

    (CEFET-RJ).

    Em 16 de fevereiro de 1956, foi promulgada a Lei n. 3.552, segunda Lei Orgnica do Ensino

    Industrial, o CTQI adquiriu, ento, condio de autarquia e passou a se chamar Escola

    Tcnica de Qumica (ETQ), posteriormente, Escola Tcnica Federal de Qumica (ETFQ).

    Quando, em 1985, ETFQ saiu do CEFET-RJ, passou a se chamar Escola Tcnica Federal de

    Qumica do Rio de Janeiro (ETFQ-RJ). Cabe ressaltar que durante quatro dcadas a

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 15 de 52

    Instituio permaneceu funcionando nas dependncias da ETN/ETF/CEFET-RJ, utilizando-se

    de trs salas de aula e um laboratrio. Apesar da Instituio possuir instalaes inadequadas,

    o seu quadro de servidores de alta qualidade e comprometido com os desafios de um ensino

    de excelncia conseguiu formar, em seu Curso Tcnico de Qumica, profissionais que

    conquistaram cada vez mais espao no mercado de trabalho.

    Em 1981,a ETFQ, confirmando sua vocao de vanguarda e de acompanhamento

    permanente do processo de desenvolvimento industrial e tecnolgico da nao, lanou-se na

    atualizao e expanso de seus cursos, criando o Curso Tcnico de Alimentos. O ano de 1985

    foi marcado pela conquista da sede prpria, na Rua Senador Furtado 121/125, no Maracan.

    Em 1988, o esprito vanguardista da Instituio novamente se revelou na criao do curso

    Tcnico em Biotecnologia, visando ao oferecimento de tcnicos qualificados para o novo e

    crescente mercado nessa rea.

    Na dcada de 1990, a ETFQ-RJ foi novamente ampliada com a criao da Unidade de Ensino

    Descentralizada de Nilpolis (UNED), passando a oferecer os cursos Tcnicos de Qumica e o

    de Saneamento. Quando da criao do Sistema Nacional de Educao Tecnolgica (Lei

    8.948, de 8 de dezembro de 1994), previa-se que todas as escolas tcnicas federais seriam

    aladas categoria de CEFET.

    A referida lei disps a transformao em CEFET das 19 escolas tcnicas federais existentes e,

    ainda, aps a avaliao de desempenho a ser desenvolvido e coordenado pelo MEC, das

    demais 37 escolas agrotcnicas federais distribudas por todo o Pas. A ETFQ-RJ teve as suas

    finalidades ampliadas em 1999, com a transformao em Centro Federal de Educao

    Tecnolgica de Qumica de Nilpolis - RJ, mudando sua sede para o municpio de Nilpolis.

    Com a aprovao da Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional, Lei n 9394 de 1996

    (Brasil, 1996), e as edies do Decreto n 2208 de 1997 (Brasil, 1997) e da Portaria MEC

    646/97, as Instituies Federais de Educao Tecnolgica, ficaram autorizadas a manter

    ensino mdio desde que suas matrculas fossem independentes da Educao Profissional.

    Era o fim do Ensino Integrado. A partir de 2001, foram criados os curso Tcnicos de Meio

    Ambiente e de Laboratrio de Farmcia na Unidade Maracan, e o curso Tcnico de

    Metrologia na Unidade Nilpolis. Alm disso, houve a criao dos cursos superiores de

    Tecnologia e os cursos de Licenciatura.

    Em 2002, criado na Unidade de Nilpolis o Centro de Cincia e Cultura do CEFET

    Qumica/RJ, um espao destinado formao e treinamento de professores, divulgao e

    popularizao da cincia e suas interaes com as mais diversas atividades humanas. Em

    2003, o CEFET de Qumica de Nilpolis/RJ passa a oferecer sua comunidade mais 3 cursos

    de nvel superior: Licenciatura em Qumica, Licenciatura em Fsica e Curso de Tecnologia em

    Qumica de Produtos Naturais, todos na Unidade Nilpolis. Em 2004 o CEFET de Qumica de

    Nilpolis/RJ apresenta a seguinte configurao para o Ensino Superior: CTS em Produo

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 16 de 52

    Cultural (UNil), CTS em Processos Industriais (URJ), CTS em Produtos Naturais (UNil),

    Licenciatura em Qumica (UNil), Licenciatura em Fsica (UNil).

    Em outubro de 2004, a publicao dos Decretos n 5.225 e n 5.224, que organizaram os

    CEFET definindo-os como Instituies Federais de Ensino Superior, autorizando-os a oferecer

    cursos superiores de tecnologia (CST) e licenciaturas e estimula-os a participar mais

    ativamente no cenrio da pesquisa e da ps-graduao do pas. Vrios projetos de pesquisa,

    que antes aconteciam na informalidade, passaram a ser consagrados pela Instituio, o que

    propiciou a formao de alguns grupos de pesquisa, o cadastramento no CNPq e a busca de

    financiamentos em rgos de fomento.

    Neste mesmo ano, se deu o incio do primeiro curso de ps-graduao Lato Sensu da

    Instituio, na Unidade Maracan, chamado de Especializao em Segurana Alimentar e

    Qualidade Nutricional. Ainda nesse ano, houve a aprovao de um projeto Finep que

    possibilitou a criao e implantao do curso de Especializao em Ensino de Cincias em

    agosto de 2005.

    Com a publicao do Decreto n. 5773 de 9 de maio de 2006, que organizou as instituies de

    educao superior e cursos superiores de graduao no sistema federal de ensino, houve a

    consagrao dos CEFET como Instituies Federais de Ensino Superior, com oferta de

    Educao Profissional em todos os nveis.

    Em 2005, o CEFET de Qumica de Nilpolis/RJ voltou a oferecer o Ensino Mdio integrado ao

    Tcnico, respaldado pelo Decreto n. 5.154 de 2004 (BRASIL, 2004). Neste mesmo ano, com

    o Decreto 5.478, de 24 de junho de 2005, o Ministrio da Educao criou o Programa de

    Integrao da Educao Profissional ao Ensino Mdio na Modalidade de Educao de Jovens

    e Adultos (PROEJA) que induziu a criao de cursos profissionalizantes de nvel tcnico para

    qualificar e elevar a escolaridade de jovens e adultos. Em 2006, com a publicao do Decreto

    5.840, de 13 de julho, a instituio criou o curso Tcnico de Instalao Manuteno de

    Computadores na modalidade de EJA que teve incio em agosto do mesmo ano, e tem,

    atualmente, durao de 03 (trs) anos.

    No segundo semestre de 2005, houve a criao do Ncleo Avanado de Arraial do Cabo com

    o curso Tcnico de Logstica Ambiental, com oferta de curso concomitante ou subseqente.

    Trata-se de um projeto apoiado pela prefeitura de Arraial do Cabo, e esto previstos cursos de

    educao profissional nas reas de Meio Ambiente, Turismo e Pesca. Em 2006, houve a

    criao do Ncleo Avanado de Duque de Caxias, (transformado em Unidade de Ensino pelo

    plano de Expanso II) na regio de um dos maiores plos petroqumicos do pas, com o curso

    Tcnico de Operao de Processos Industriais em Polmeros. Esto previstos cursos de

    educao profissional voltados para as reas de Petrleo e Gs e Tecnologia de Polmeros.

    Em 2007, houve a implantao da Unidade Paracambi com os cursos Tcnicos de

    Eletrotcnica e de Gases e Combustveis, oferecidos de forma integrada ao ensino mdio.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 17 de 52

    No 2 semestre de 2008, houve a implantao das Unidades Volta Redonda e So Gonalo,

    que tambm fazem parte do plano nacional de expanso da Rede Federal de Educao

    Profissional e Tecnolgica. A Unidade de Ensino So Gonalo situada no municpio do mesmo

    nome, voltada para reas de Logstica de Portos e Estaleiros, Metalurgia, Meio Ambiente, e

    tem hoje o curso Tcnico em Segurana do Trabalho. No caso da Unidade de Ensino Volta

    Redonda, os cursos de educao profissional so voltados para as reas de Metalurgia,

    Siderurgia, Metal-mecnica, Automao e Formao de Professores das reas de Cincias,

    com os cursos Tcnicos em Metrologia e Automao Industrial e com os cursos de

    Licenciatura em Matemtica e Fsica.

    Em 29 de dezembro de 2008, o CEFET Qumica foi transformado em Instituto Federal de

    Educao, Cincia e Tecnologia do Rio de Janeiro conforme a Lei n 11.892. Esta

    transformao permitiu que todas as Unidades passassem a Campi, conforme a Portaria n

    04, de 6 de janeiro de 2009, bem como incorporou a antigo Colgio Agrcola Nilo Peanha,

    que pertencia a Universidade Federal Fluminense, que passou a ser o Campus Nilo Peanha

    Pinheiral.

    Ainda 2009, foi inaugurado o Campus Realengo, que faz parte do Plano Nacional de

    Expanso da Rede Federal de Educao Profissional e Tecnolgica, iniciada no Governo do

    Presidente Luiz Incio Lula da Silva. Situado na zona oeste do municpio do Rio de Janeiro,

    onde se concentram os menores IDHs do municpio, o Campus Realengo est voltado,

    prioritariamente, para rea da Sade.

    J em 2010 foi criado o Campus Avanado Paulo de Frontin e o Campus Avanado Mesquita

    (que encontra-se em obras), dando continuidade ao plano de expanso da rede federal.

    As mudanas polticas e econmicas do pas refletiram-se nas transformaes ocorridas no

    CEFET de Qumica de Nilpolis/RJ, especialmente nos ltimos 12 anos, aps a promulgao

    da LDB. importante ressaltar que a instituio mantm diversos convnios com empresas e

    rgos pblicos para realizao de estgios supervisionados, consultorias e vem

    desenvolvendo uma srie de mecanismos para integrar a pesquisa e a extenso aos diversos

    nveis de ensino oferecidos pela Instituio e pelos Sistemas municipais e estaduais em suas

    reas de atuao, colocando-se como um agente disseminador da cultura e das cincias em

    nosso Estado. No que se refere aos Cursos de Licenciatura, destacam-se os Programas PIBID

    e PRODOCNCIA, implementados nos municpios de Nilpolis, Volta Redonda e Duque de

    Caxias.

    Os Cursos que atualmente so oferecidos pelo Instituto Federal de Educao, Cincia e

    Tecnologia/RJ so:

    a) Nvel tcnico:

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 18 de 52

    Integrados ao Ensino Mdio: Agroindstria; Alimentos; Automao Industrial;

    Biotecnologia; Controle Ambiental; Eletrotcnica; Farmcia; Informtica; Manuteno e

    Suporte em Informtica; Mecnica; Meio Ambiente; Petrleo e Gs; Polmeros e Qumica.

    Concomitante/Subsequente ao Ensino Mdio: Agropecuria; Informtica; Informtica

    para Internet; Meio Ambiente; Metrologia; Petrleo e Gs; Polmeros; Qumica;

    Secretariado e Segurana do Trabalho.

    Educao a Distncia: Agente Comunitrio de Sade; Lazer e Servios Pblicos.

    b) Graduao:

    Bacharelados: em Cincias Biolgicas, em Farmcia; Fisioterapia; Terapia Ocupacional;

    e, em Qumica.

    Licenciaturas: em Matemtica; em Fsica; e, em Qumica.

    Curso Superior de Tecnologia: em Gesto Ambiental; em Gesto de Produo Industrial;

    em Processos Qumicos; em Produo Cultural; e, em Qumica de Produtos Naturais.

    c) Ps-Graduao Stricto Sensu e Lato Sensu:

    Cursos de Ps-Graduao Stricto Sensu: Mestrado Profissional em Ensino de Cincias

    e Mestrado Profissional em Cincia e Tecnologia de Alimentos.

    Cursos de Ps-Graduao Lato Sensu: Especializao em Segurana Alimentar e

    Qualidade Nutricional; Especializao em Ensino de Cincias com nfase em Biologia e

    Qumica; Especializao em Produo Cultural com nfase em Literatura Infanto-Juvenil;

    Especializao em Gesto Ambiental; Especializao em Ensino de Histrias e Culturas

    Africanas e Afro-Brasileira; e, Especializao em Ensino de Cincias e Matemtica.

    5.2. HISTRICO DO CAMPUS

    No segundo semestre de 2007, por conta do plano de Expanso II, o MEC selecionou o

    municpio de Volta Redonda para implementar um campus do IFRJ. No final de 2007, o ento

    Prefeito de Volta Redonda, Sr. Gottardo Neto, apresentou as dependncias do que seria o

    futuro campus: a Escola Municipal Prof. Delce Horta, uma escola de educao bsica, com

    20 salas de aulas e 40 anos de existncia. D-se incio s obras de reforma no prdio em

    maio de 2008 e, no dia 27 de agosto de 2008, inicia-se a primeira aula no Curso Tcnico de

    Metrologia.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 19 de 52

    5.2.1. INSERO REGIONAL

    O municpio de Volta Redonda est situado na microrregio do Vale Paraba Fluminense, distante

    101,1 quilmetros da capital. Em seu territrio de cerca de 182 Km2, apresenta uma populao

    estimada em 259.811 habitantes (IBGE, 2008). Sua populao apresentava uma mdia de 7,4

    anos de estudo e uma Renda per capita mdia de 348,2 reais em 2000 (PNUD, 2003) .

    Com um ndice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,815, segundo a classificao do

    PNUD, o municpio est entre as regies consideradas de alto desenvolvimento humano (IDH

    acima de 0,8) e, em relao aos outros municpios do Estado, Volta Redonda ocupa a 3 melhor

    posio.

    A cidade possui a terceira maior receita fiscal do Estado, apresenta crescimento do setor tercirio

    em funo de uma das maiores rendas nominais do Estado do Rio de Janeiro.

    O municpio de Volta Redonda, o mais desenvolvido da regio do Vale Paraba Sul Fluminense,

    oferece boa infra-estrutura hospitalar, educacional e de hospedagem para realizao de eventos;

    caracteriza-se por ser um importante centro regional cultural onde se encontram teatros, escolas

    de msicas, galerias de arte e centros de convenes.

    Tem como destaque em sua economia a indstria, principalmente a siderrgica, pela presena da

    Companhia Siderrgica Nacional CSN, maior companhia siderrgica da Amrica Latina e outras

    empresas perifricas; a metal-mecnica e a cimenteira. So tambm reas de importncia

    econmica a prestao de servios, o comrcio e o turismo de negcios.

    5.2.2. ESTRUTURA FSICA

    O Campus Volta Redonda funciona com uma estrutura que engloba 20 salas de aula, dois

    laboratrios de informtica, laboratrios de Qumica/Biologia, Metrologia, Automao Industrial e

    Fsica, alm de uma biblioteca que conta com acervo de 5000 volumes.

    Cursos oferecidos

    Atualmente com aproximadamente 550 alunos, o Campus Volta Redonda funciona nos turnos

    matutino, vespertino e noturno e oferece comunidade cursos tcnicos de nvel mdio e

    superiores:

    Cursos Tcnicos de Nvel Mdio:

    Curso Tcnico em Automao Industrial (concomitante)

    Curso Tcnico em Metrologia(subseqente)

    Cursos Superiores de Graduao:

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 20 de 52

    Licenciatura em Matemtica

    Licenciatura em Fsica

    5.3. CONTEXTO EDUCACIONAL

    A carncia de docentes para lecionar Matemtica, Fsica, Qumica e Biologia no Ensino Mdio

    imps ao Ministrio da Educao a necessidade de buscar alternativas, com o objetivo de

    minimizar os prejuzos causados pela ausncia dos mesmos na formao dos alunos das

    redes municipais e estaduais de ensino. O Ministrio da Educao, em apoio aos Estados

    quanto ao enfrentamento da carncia de professores nas escolas do Ensino Mdio, props

    algumas aes que tm o intuito de atender s diferentes necessidades regionais. Entre

    essas, est a oferta pelos Institutos Federais de cursos de Licenciatura nas reas de maior

    demanda de professores.

    Em funo da transformao do CEFET Qumica em IFRJ pela lei 1892 de 29 de Dezembro

    de 2008, houve uma interseco entre o PDI1 2005-2009 com o vigente, que engloba o

    perodo 2009-2013, no qual foram estabelecidas metas bem definidas no mbito das polticas

    de acesso, permanncia e xito acadmico. Destacamos:

    Articular polticas pblicas que oportunizem o acesso educao profissional,

    estabelecendo mecanismos de incluso.

    Criar mecanismos de acompanhamento da formao acadmica, na busca por

    solues criativas e planejamento de aes para a permanncia e xito dos

    estudantes.

    Criar uma "cultura da avaliao" institucional.

    Implementar aes que estimulem o desenvolvimento da "cultura de paz".

    Consolidar e ampliar, progressivamente, a oferta de bolsas para estudantes.

    Valorizar a diversidade humana, em todas as suas dimenses, objetivando a

    eliminao das barreiras incluso educacional de todos os estudantes.

    Criar ou aprimorar espaos destinados ao convvio da comunidade acadmica nos

    campus.

    Criar condies para a permanncia de alunos provenientes de cidades distantes.

    No curso de Licenciatura em Matemtica do IFRJ-VR, a implementao destas polticas est

    se dando atravs do desenvolvimento de um novo formato de avaliao. Podemos citar

    tambm o oferecimento de bolsas de Iniciao Docncia PIBID. Esse projeto conta com a

    participao de 34 alunos da Licenciatura em Matemtica e 9 professores de escolas pblicas

    1 PDI Projeto de Desenvolvimento Institucional

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 21 de 52

    estaduais e municipais de trs municpios da regio sul fluminense, todos contemplados com

    bolsas de auxlio. Alm disso, a instituio oferece bolsas de Iniciao Cientfica PIBIC. Em

    consonncia com as estratgias anteriores, esto sendo desenvolvidas atividades

    relacionadas com o PRODOCNCIA, projeto da CAPES de capacitao inicial dos

    licenciandos. Dentre as principais atividades podemos destacar a monitoria voluntria

    realizada pelos alunos.

    5.4. JUSTIFICATIVA DE OFERTA

    A carncia de docentes para lecionar Matemtica, Fsica, Qumica e Biologia no Ensino Mdio,

    imps ao Ministrio da Educao a necessidade de buscar alternativas, com o objetivo de

    minimizar os prejuzos causados pela ausncia dos mesmos na formao dos alunos das redes

    municipais e estaduais de ensino. O Ministrio da Educao, em apoio aos Estados quanto ao

    enfrentamento da carncia de professores nas escolas do Ensino Mdio, props algumas aes

    que tm o intuito de atender s diferentes necessidades regionais. Entre essas, est a oferta

    pelos Institutos Federais de Cursos de Licenciatura nas reas de maior demanda de professores.

    A implementao do plano emergencial est fundamentada nos documentos que normatizam

    o sistema educacional, entre os quais se destacam: a Constituio Federal de 1988 (Cap. III),

    a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) n 9394/96, a Lei 10172/01-Plano Nacional de Educao

    (Cap. IV) e a Resoluo n 03/97 da CEB/CNE. De acordo com a Constituio Federal, um

    tero das vagas nas Universidades Pblicas deve ser oferecido para o perodo noturno, com o

    intuito de atender aos alunos de baixa renda que precisam trabalhar.

    Visando a uma melhoria global do nvel da Educao no Brasil, a atual LDB veio preconizar

    um maior investimento na Educao Bsica. No entanto, para que haja um efetivo

    desenvolvimento tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Mdio, torna-se necessria a

    presena de um profissional de ensino qualificado e competente, notoriamente habilitado na

    rea de Cincias da Natureza, Matemtica e suas Tecnologias. Um professor, devidamente

    habilitado, deve concluir o Curso de Licenciatura com uma formao profissional nos mbitos

    tico, social e crtico, que possa conduz-lo a atividades intelectuais que produzam um

    conjunto de conhecimentos a serem efetivamente utilizados pelos alunos, ou seja, que

    possam levar os estudantes a uma posio crtica, inquiridora e reflexiva de sua realidade

    social, poltica, filosfica e educacional.

    O campus Volta Redonda est localizado no municpio que o centro econmico da regio

    Sul Fluminense e, por conta disso, as populaes de diversas localidades de cidades vizinhas

    utilizam os servios, comrcio e aparelhos pblicos e privados do municpio em seu entorno.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 22 de 52

    Alm disso, a regio sul fluminense, por conta das diversas indstrias presentes, possui uma

    alta demanda de mo de obra tcnica e qualificada. O campus Volta Redonda, tanto

    diretamente com os cursos tcnicos, quanto indiretamente com as licenciaturas, assume como

    compromisso a formao desses profissionais, primando sempre pelo comprometimento

    poltico, tico, moral e cientfico com a educao no pas.

    A Matemtica uma cincia bsica, de importncia vital para o embasamento de vastas reas

    do conhecimento humano. Tal fato reflete-se na composio curricular de todas as escolas

    pblicas e privadas do Ensino Fundamental e Mdio no pas, destacando-lhe uma ampla

    carga horria em todas as suas sries.

    Entretanto, existem poucas vagas anuais para cursos de licenciatura, na modalidade

    presencial, em faculdades pblicas na regio Sul Fluminense. Alm das 60 vagas anuais em

    licenciatura em matemtica e fsica do campus Volta Redonda, apenas a Universidade Federal

    Fluminense (UFF) oferece cursos de licenciatura, sendo 64 vagas anuais para licenciatura em

    qumica.

    Portanto, o curso de licenciatura em matemtica do IFRJ o primeiro curso pblico presencial

    de formao de professores de matemtica na regio sul do estado, o que, conjuntamente

    com o exposto anteriormente, uma justificativa considervel para a implantao do curso.

    6. PRINCPIOS NORTEADORES DO CURRCULO

    O Projeto Pedaggico do Curso foi construdo de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais,

    com o Projeto Pedaggico Institucional e demais documentos norteadores da profisso,

    procurando atender, por meio de princpios metodolgicos e filosficos, s necessidades de

    formao do estudante.

    O currculo no pressupe uma relao de conhecimentos a transmitir e a serem absorvidos de

    forma passiva. Para MOREIRA e SILVA (1995, p. 28), o currculo "um terreno de produo e de

    poltica cultural, no qual os materiais existentes funcionam como matria-prima de criao,

    recriao e, sobretudo, de contestao e transgresso".

    Segundo FORQUIN (1996, p. 187), currculo "programa" de estudos, "programa" de formao,

    ou ainda, o que verdadeiramente ensinado nas salas de aula, mesmo que, muitas vezes,

    distanciado do que "oficialmente escrito". O currculo, ento, compreende "todas as aes

    previamente organizadas pela escola".

    Em sentido amplo, o currculo deve compreender tambm os contedos da socializao escolar,

    no expressos, mas latentes, visto que ele um conjunto constitudo de saberes, contedos,

    competncias, smbolos, valores. Por suas mltiplas e complexas faces, o currculo vai revelando

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 23 de 52

    o perfil do cidado / profissional que se pretende formar, o tipo de ideologia que se pretende

    inculcar ou atingir, bem como a filosofia educacional que vai sedimentando todo o processo de

    ensino e de aprendizagem.

    O processo formativo do curso de Licenciatura em Matemtica est baseado na integrao e na

    articulao entre cincia, tecnologia, cultura e conhecimentos especficos e no desenvolvimento

    da capacidade de investigao cientfica. Essas so dimenses essenciais manuteno da

    autonomia e dos saberes necessrios ao permanente exerccio das prticas do mundo do

    trabalho, que se traduzem nas aes de ensino, pesquisa e extenso.

    necessrio que se pense em mudanas dentro do contexto educacional, objetivando alcanar

    novas metodologias voltadas prtica de ensino. Pois, o ensino da matemtica deve desmistificar

    suas dificuldades de aprendizado, tornando-a um instrumento de compreenso do cotidiano

    humano e, principalmente, formando cidados conscientes e criativos, abandonando a

    memorizao, alienao e excluso.

    No demais afirmar que o ensino, a pesquisa e a extenso devem se constituir como uma trade

    integrada e indissocivel na formao de tcnicos, tecnlogos, graduados e profissionais ps-

    graduados, voltados para o desenvolvimento cientfico, tecnolgico e cultural do pas e para a

    transformao da sociedade.

    Assim, mister o envolvimento dos alunos em projetos de pesquisa e extenso, que enriquecem

    sua formao, dando-lhes vida e sentido. Nessa perspectiva, a articulao do Instituto com

    empresas, sindicatos, movimentos sociais, organizaes no governamentais, outras instituies

    de ensino e pesquisa, representa a busca de otimizar esforos, espaos e tempos na promoo

    de objetivos comuns.

    Por outro lado, podemos destacar que a pesquisa um processo de construo do conhecimento

    que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar algum

    conhecimento pr-existente. basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivduo que

    a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve. A pesquisa como atividade regular

    tambm pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de

    um conhecimento. No IFRJ, a pesquisa desenvolvida com base nos projetos discentes

    realizados anualmente. Esses projetos so desenvolvidos, quase sempre, por um grupo de

    alunos, orientados por um ou mais professores.

    A relao do conhecimento com o mundo do trabalho representa condio indispensvel para um

    ensino de qualidade, no qual os contedos trabalhados sejam contextualizados e tratados de

    forma inter e transdisciplinar, levando a uma constante reflexo e interveno na realidade atual.

    Essa relao oportuniza o rompimento da dicotomia entre o saber e o saber fazer, objetivando

    uma formao mais significativa.

    Dessa forma, a prtica educativa deve promover o desenvolvimento do senso crtico do estudante

    em relao ao mundo e ao pleno exerccio de sua cidadania, capacitando-o para as inovaes

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 24 de 52

    tecnolgicas. Essas premissas devem estar pautadas nos princpios da igualdade, da

    solidariedade e da equidade, que esto em consonncia com os objetivos de melhorar as

    condies de vida da populao, de criar mecanismos para uma melhor redistribuio da renda e

    de, consequentemente, primar por uma maior justia social.

    A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extenso deve promover a articulao das diferentes

    reas de conhecimento e a inovao cientfica, tecnolgica, artstica e cultural.

    7. OBJETIVOS

    7.1. OJETIVO GERAL

    Formar professores com amplo domnio da Matemtica e da prxis pedaggica, criando

    profissionais reflexivos, competentes e crticos, capazes de promover o conhecimento

    cientfico e a disseminao do saber matemtico.

    7.2. OBJETIVOS ESPECFICOS

    Propiciar ao licenciando uma formao slida dos conhecimentos especficos e pedaggicos,

    beneficiando-o dos recursos cientficos e tecnolgicos disponveis na Instituio.

    Estimular nos licenciandos a prtica reflexiva, a fim de que vivenciem experincias educativas

    que contribuam para a sua prtica profissional.

    Oportunizar espaos de reflexo e de criao coletivas, proporcionando a formao

    continuada de docentes na interao com seus pares e estimulando a utilizao de

    metodologias pedaggicas voltadas para o desenvolvimento de projetos.

    Contribuir para a melhoria da Educao Bsica, atravs do desenvolvimento de competncias

    prprias atividade docente, que ultrapassem o conhecimento cientfico e avancem para a

    formao de competncias profissionais de carter poltico-pedaggico, referentes ao

    conhecimento de processos de investigao e reflexo sobre a prtica cotidiana.

    8. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 25 de 52

    O professor, assim esperado, deve ter um embasamento terico, prtico e pedaggico de tal

    monta que o habilite a lecionar como uma pessoa de conhecimento, com a maior profundidade e

    diversidade possvel, em sua rea especfica, bem como uma capacidade de lidar com problemas

    e dificuldades que possam surgir no seu mbito de trabalho, seja na rea propedutica

    profissional, seja na de relacionamentos dela emanantes.

    O Egresso ser um professor com slido embasamento terico e, ao mesmo tempo, capaz de

    transformar esse conhecimento em uma prtica consciente e autoreflexiva, de maneira que sua

    formao conduza a uma viso clara de seu papel social de educador, apto a se inserir em

    diversas realidades com sensibilidade para interpretar as aes dos educandos.

    No que se refere s competncias e habilidades prprias do educador matemtico, o licenciado

    em Matemtica dever ter as capacidades de:

    1. perceber a prtica docente de Matemtica como um processo dinmico, carregado de

    incertezas e conflitos, um espao de criao e reflexo, onde novos conhecimentos so

    gerados e modificados continuamente;

    2. elaborar propostas de ensino-aprendizagem de Matemtica para a educao bsica;

    3. analisar, selecionar e produzir materiais didticos;

    4. analisar criticamente propostas curriculares de Matemtica para a educao bsica;

    5. desenvolver estratgias de ensino que favoream a criatividade, a autonomia e a

    flexibilidade do pensamento matemtico dos educandos, buscando trabalhar com mais

    nfase nos conceitos do que nas tcnicas, frmulas e algoritmos;

    6. contribuir para a construo de projetos coletivos dentro da escola bsica.

    9. ORGANIZAO E ESTRUTURA CURRICULAR

    9.1. ORGANIZAO CURRICULAR

    O modelo de formao pretendido pelo IFRJ baseia-se no princpio de que a formao do

    professor deve se dar com a articulao entre os conhecimentos pedaggicos e os cientficos

    desde o incio do curso, de modo a, efetivamente, formar professores de Matemtica e no

    apenas Matemticos.

    Por esta proposta, a prtica pedaggica se constituir em espao didtico-pedaggico de

    responsabilidade de todos os docentes. O que se pretende que o licenciando no somente

    venha a aprender, por exemplo, Geometria Espacial, mas que, de forma paralela ao

    conhecimento cientfico, vivencie prticas para o ensino da Geometria Espacial, a partir de

    novas metodologias, estratgias e materiais de apoio. Assim, a cada experincia de

    magistrio, vivida desde o incio do curso, o licenciando ir construindo a sua prxis, num

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 26 de 52

    processo sinrgico e dialtico do espao escolar, com colegas e professores. Orientado por

    este princpio, o Currculo construdo tem a prtica pedaggica presente desde os mdulos

    iniciais, concretizada nas vivncias como alunos e no envolvimento com esta e com outras

    escolas de Educao Bsica.

    A proposta curricular tambm deu ateno construo do conhecimento interdisciplinar, tanto

    no que diz respeito ampliao e ao aprofundamento dos conhecimentos na rea de

    formao, quanto no que diz respeito s relaes com outros campos do saber, de modo a

    possibilitar que sejam assimiladas as contribuies de outras reas, que sero agregadas

    prtica profissional futura. Na Matriz Curricular apresentada, podem ser observados os

    espaos destinados apreenso de conhecimentos em reas afins da formao e para conferir

    maior flexibilizao curricular, o aluno dever escolher, dentre diferentes disciplinas optativas,

    aquelas que julgar pertinentes ao seu processo de aprendizagem, que podero ser buscados,

    inclusive, nas Matrizes Curriculares dos outros cursos superiores ofertados no IFRJ.

    Na proposta apresentada enfatiza-se, ainda, a formao de competncias voltadas para a

    investigao cientfica e a reflexo na ao. Pretende-se o aprofundamento dos conhecimentos

    da prtica, fundamentados na anlise das situaes cotidianas, na busca da compreenso dos

    processos de aprendizagem e no desenvolvimento da autonomia na interpretao dos fatos

    imprevistos, presentes na realidade e que, muitas vezes, requerem soluo e controle

    imediatos. Prope-se que as metodologias empregadas no desenvolvimento do Currculo

    estejam voltadas para a formao de um profissional prtico-reflexivo: apto a agir na urgncia e

    a decidir na incerteza.

    Por fim, tratando-se da formao de um professor de Matemtica, esta proposta curricular

    pretende desenvolver a capacidade de investigao cientfica. Acredita-se que as

    competncias envolvidas no s so adequadas slida formao cientfica como so as

    bases para a criao de prticas pedaggicas inovadoras e necessrias aplicao de

    metodologias de ensino apoiadas no desenvolvimento de projetos.

    Os contedos curriculares so compostos por 3172,5 horas distribudas da seguinte maneira:

    1857 horas de disciplinas tericas, 451 horas de Atividades Prticas de Ensino e 95 horas de

    prticas de laboratrio, 162 horas de disciplinas optativas, 202,5 horas de Atividades

    Acadmicas Complementares e 405 horas de Estgio Supervisionado.

    Os contedos das disciplinas Pr-Clculo, Clculo Diferencial e Integral I, II e III, abordam

    tpicos referentes aos fundamentos matemticos, indispensveis ao acompanhamento de

    diversas disciplinas do curso. A disciplina Pr-clculo, inclusive, tem a finalidade de minimizar

    possveis deficincias dos alunos ingressantes em relao aos contedos da educao

    bsica.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 27 de 52

    As disciplinas da rea de Fsica (Fsica Geral I e Fsica Geral III) propiciam ao aluno o

    embasamento fsico necessrio para compreenso de diversos fenmenos da Mecnica

    Newtoniana, Eletricidade e do Magnetismo e verific-los experimentalmente. Estes conceitos

    bsicos so tratados em vrias disciplinas.

    O Elenco de disciplinas da rea pedaggica (Histria, Polticas e Legislao da Educao,

    Sociedade, Cultura e Educao, Contemporaneidade, Subjetividade e Prticas Escolares e

    Didtica) tem por finalidade capacitar os egressos para a formao docente.

    As disciplinas que aliam as questes especficas s pedaggicas e que fornecem ferramentas

    bsicas importantes na atuao profissional do professor de Matemtica foram reunidas nesse

    grupo: Metodologia do Ensino de Matemtica, Matemtica em Sala de Aula I, II, III e IV.

    No intuito de familiarizar o discente com as Tecnologias da Informao e Comunicao, so

    desenvolvidas as disciplinas de Introduo Programao, Clculo Numrico e Informtica no

    Ensino da Matemtica. Estas permitem o entendimento da estrutura geral de uma linguagem

    de programao alm de aplic-los na execuo de diversos clculos matemticos e difundir

    as ferramentas computacionais disponveis para o ensino de diversos contedos da

    Matemtica.

    A construo da linguagem e dos mtodos bsicos matemticos essencial na formao do

    docente de Matemtica. Esse, alm de saber a Lgica Proposicional e a Teoria dos Conjuntos,

    deve, a partir da Teoria dos Nmeros, compreender os conceitos de anis, grupos e

    homomorfismos. Estes conhecimentos so abordados nas disciplinas de Fundamentos de

    Matemtica, lgebra I e II.

    As disciplinas Geometria Plana, Construes Geomtricas, Geometria Espacial tm como

    objetivos construir habilidades geomtricas e possibilitar a compreenso dos diversos

    aspectos da geometria essenciais prtica docente. Essa compreenso se d atravs do

    aprendizado e da aplicao dos modelos geomtricos bidimensionais (figuras planas) e

    tridimensionais (figuras espaciais) em estudos posicionais e mtricos.

    Outros problemas geomtricos e fsicos so resolvidos a partir dos conhecimentos adquiridos

    nas disciplinas de Geometria Analtica, lgebra Linear I e II, que introduzem o conceito de

    vetores e suas operaes, coordenadas e equaes no plano e no espao, espaos vetoriais,

    transformaes lineares, autovalores, autovetores e produto interno.

    A disciplina Nmeros Complexos busca aprimorar o conceito de nmeros complexos bem

    como suas operaes e aplicaes.

    As disciplinas de Anlise Real I e II procuram estabelecer uma base slida em teoria moderna

    do Clculo (Anlise), o que servir para ilustrar o nvel de rigor exigido atualmente na rea,

    bem como preparar para estudos posteriores. Alm disso, essas disciplinas embasam

    conceitos fundamentais para a atuao do egresso na Educao Bsica.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 28 de 52

    O estudo do tratamento de dados, de probabilidade e de linguagem e mtodos da Matemtica

    Financeira, essenciais para compreenso de informaes estatsticas, econmicas e

    financeiras do cotidiano, desenvolvido nas disciplinas de Probabilidade e Estatstica e

    Matemtica Financeira.

    A disciplina Histria e Filosofia da Cincia contextualiza a evoluo histrica do conhecimento

    cientfico e a disciplina Histria da Matemtica relaciona o processo de construo das idias

    matemticas ao contexto histrico, filosfico e cultural de onde surgiram.

    As disciplinas Comunicao e Informao, Produo de Textos Acadmicos e Pesquisa em

    Ensino de Matemtica propiciam aos alunos uma maior conscientizao da importncia da

    linguagem na atuao do magistrio e na produo dos projetos cientficos, possibilitando que

    eles desenvolvam sua capacidade comunicativa. O professor, como comunicador, deve ter

    suas habilidades de leitura e escrita desenvolvidas, de maneira que possa crescer

    intelectualmente e estimular seus futuros alunos na busca pela informao e pela melhor

    forma de express-la, na interpretao e na produo de textos cientfico-tecnolgicos; enfim:

    na produo de conhecimento, que passa sempre pelo uso da linguagem.

    O ensino de Lngua Brasileira dos Sinais passou a compor o currculo do curso de Licenciatura

    em Matemtica, tal como preceituado pelo Decreto n5.626 de 22 de Dezembro de 2005,

    sendo includa no terceiro perodo da matriz curricular do curso, sem pr-requisitos.

    9.2. ESTRUTURA CURRICULAR

    A estrutura curricular do Curso est composta por componentes curriculares que visam

    contemplar cada um dos quatro eixos do perfil pretendido para o futuro professor, conforme

    apresenta a Tabela 3.

    TABELA 3 - E IXOS CURRICLARES NORTEADORES

    Eixos Curriculares Componentes Curriculares

    Domnio do contedo especfico de Matemtica

    Componentes curriculares tericos de Matemtica, Fsica e afins.

    Domnio da teoria e prxis pedaggica

    Componentes curriculares de teoria pedaggica

    Componentes curriculares de prtica de ensino

    Estgio Curricular supervisionado

    Capacidade interdisciplinar e contextualizadora

    Componentes curriculares de outras reas tecno-cientficas

    Componentes curriculares filosficos, histricos, etc

    Capacidade de atualizao, de produo de conhecimento em sua rea de trabalho e difuso desta produo

    Componentes curriculares de linguagem e expresso

    Componentes curriculares de metodologia de pesquisa

    Trabalho de Concluso de Curso

    Estgio Curricular supervisionado

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 29 de 52

    Desta forma, para atender ao perfil do licenciado, os componentes curriculares selecionados

    assim o foram pelas caractersticas formativas, informativas e reflexivas, complementando-se

    de forma mtua e progressiva. A matriz curricular do curso de Licenciatura em Matemtica

    apresentada na Tabela 4.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 30 de 52

    TABELA 4 - MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA

    Matriz Curricular do Curso Superior de Licenciatura em Matemtica

    Detalhamento da carga horria de disciplinas Tericas(T), Prticas de Ensino (PE) e Prticas de Laboratrio (PL)

    Perodo Disciplina

    Carga Horria (h) Pr-requisitos

    T PE PL Total

    1

    Pr-Clculo 81 81 ----

    Geometria Analtica 81 81 ----

    Contemporaneidade, Subjetividade e Prticas Escolares 40 14 54 ----

    Sociedade, Cultura e Educao 40 14 54 ----

    Comunicao e Informao 27 27 ----

    2

    Clculo I 81 81 Pr-Clculo

    Fundamentos de Matemtica 40 14 54 Pr-Clculo

    lgebra Linear I 54 54 Geometria Analtica

    Histria, Polticas e Legislao da Educao 40 14 54 ----

    Produo de Textos Acadmicos 27 27 Comunicao e Informao

    3

    Clculo II 81 81

    Clculo I

    Geometria Analtica

    lgebra Linear II 54 54 lgebra Linear I

    Fsica Geral I 67 14 81

    Clculo I

    Geometria Analtica

    LIBRAS 27 27 54 -----

    Didtica 27 27 54 ----

    4

    Clculo III 81 81 Clculo II

    lgebra I 54 54 Fundamentos de Matemtica

    Introduo Programao 14 40 54 Fundamentos de Matemtica

    Fsica Geral III 67 14 81

    Fsica Geral I

    Clculo II

    Metodologia do Ensino de Matemtica 40 14 54 Pr-Clculo

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 31 de 52

    5

    Nmeros Complexos 54 54 Geometria Analtica

    lgebra II 81 81 lgebra I

    Clculo Numrico 27 27 54

    Clculo I

    lgebra Linear I

    Introduo Programao

    Histria e Filosofia da Cincia I 40 14 54 ----

    Matemtica em Sala de Aula I 27 27 54

    Didtica

    Metodologia do Ensino de Matemtica

    6

    Anlise Real I 54 54

    Clculo I

    lgebra I

    Geometria Plana 67 14 81 Fundamentos de Matemtica

    Histria da Matemtica 40 14 54 Histria e Fil das Cincias I

    Matemtica em Sala de Aula II 27 27 54

    Didtica

    Metodologia do Ensino de Matemtica

    Pesquisa em Ensino de Matemtica 54 54 Produo de Textos Acadmicos

    7

    Anlise Real II 81 81 Anlise Real I

    Construes Geomtricas 40 41 81 Geometria Plana

    Trabalho de Concluso de Curso I 27 27 De acordo com o item 9.2.3 deste documento.

    Informtica no Ensino da Matemtica 27 27 54 Introduo Programao

    Matemtica em Sala de Aula III 27 27 54

    Didtica

    Metodologia do Ensino de Matemtica

    8

    Probabilidade e Estatstica 67 14 81 Clculo I

    Geometria Espacial 54 27 81 Geometria Plana

    Matemtica Financeira 40 14 54 Pr-Clculo

    Trabalho de Concluso de Curso II 27 27 De acordo com o item 9.2.3 deste documento.

    Matemtica em Sala de Aula IV 27 27 54

    Didtica

    Metodologia do Ensino de Matemtica

    Total 1857 451 95 2403

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 32 de 52

    A prtica de Profissional, em conformidade com a estrutura organizacional do Curso e em

    consonncia com a Resoluo CNE/CP no 1, de 18/02/2002, estar presente ao longo de

    todos os perodos letivos, conforme discriminado na Tabela 5. O resumo da carga horria total

    do curso est apresentado na Tabela 6.

    TABELA 5 - PRTICA PROFISSIONAL DURANTE O CURSO

    TABELA 6 - TOTAL DE CARGA HORRIA DO CURSO

    Disciplinas Obrigatrias

    Terica 1857

    2403 h PE 451

    PL 95

    Disciplinas Optativas 162 h

    Estgio Supervisionado (mnimo) 405 h

    Atividades Complementares: 202,5 h

    TOTAL 3172,5 h

    DISCIPLINA Horas Tericas Horas prticas profissionais

    Histria, Polticas e Legislao da Educao 40 14

    Sociedade, Cultura e Educao 40 14

    Fundamentos de Matemtica 40 14

    Contemporaneidade, Subjetividade e Prticas Escolares

    40 14

    Metodologia do Ensino de Matemtica 40 14

    Didtica 27 27

    Matemtica em Sala de Aula I - 54

    Histria e Filosofia da Cincia I 40 14

    Matemtica em Sala de Aula II - 54

    Geometria Plana 67 14

    Informtica no Ensino da Matemtica 27 27

    Histria da Matemtica 40 14

    Matemtica em Sala de Aula III - 54

    Construes Geomtricas 40 41

    Matemtica em Sala de Aula IV 40 14

    Probabilidade e Estatstica 67 14

    Geometria Espacial 54 27

    Matemtica Financeira 40 14

    LIBRAS 27 27

    Carga horria total 669 465

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 33 de 52

    9.2.1. DISCIPLINAS OBRIGATRIAS E OPTATIVAS

    As disciplinas obrigatrias foram apresentadas na Tabela 4. A

    Tabela 7 apresenta as disciplinas optativas do curso.

    Tabela 7 - Disciplinas Optativas

    DISCIPLINAS OPTATIVAS Pr-requisito (s)

    Ofe

    rtad

    as p

    elo

    pr

    pri

    o c

    urs

    o

    lgebra III lgebra II lgebra Linear II

    Anlise Complexa Nmeros Complexos Anlise Real II

    Anlise no Rn Analise Real II

    lgebra Linear II

    Geometria Diferencial Analise Real II lgebra Linear II

    Histria da Matemtica no Brasil Histria da Matemtica

    Mtodos Numricos para EDO Clculo Numrico

    Cultura, Filosofia e Matemtica

    Educao Inclusiva

    Introduo ao MatLab

    Literatura e Cincia: intertextualidades, dilogos e propostas de interao didtica

    Nmeros Transreais

    Tpicos em Matemtica

    Tpicos em Transmatemtica: Clculo Transreal

    Transmatemtica

    Tpicos em Transmatemtica: Clculo Transreal

    Sele

    cio

    na

    das d

    e o

    utr

    os c

    urs

    os

    Introduo Fsica

    Fsica Geral II

    Educao de Jovens e Adultos

    Educao Inclusiva

    Histria e Filosofia da Cincia II Histria e Filosofia da Cincia I

    Introduo a Astronomia e Gravitao Fsica I

    Metrologia Pr Calculo

    Tpicos Complementares de Matemtica Clculo III

    Tpicos Especiais em Educao

    Metodologia do Ensino de Cincias

    Aproveitamento de Estudos

    Cincias Ambientais

    Eletrnica para professors de Fsica

    Liv

    re

    Esco

    lha Ingls I

    Ingls II Ingls I

    Ingls III Ingls II

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 34 de 52

    Ingls IV Ingls III

    Espanhol I

    Espanhol II Espanhol I

    Espanhol III Espanhol II

    Espanhol IV Espanhol III

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 35 de 52

    9.2.2. ESTGIO SUPERVISIONADO

    O Estgio Curricular Supervisionado de Ensino uma atividade obrigatria, desenvolvida a

    partir do quinto semestre do curso. Por meio deste, busca-se a articulao entre o currculo

    do curso e a prtica pedaggica, atendendo ao parecer n 21/2001 do CNE, que define o

    estgio curricular como um tempo de aprendizagem em que algum se demora em algum

    lugar ou ofcio para aprender a prtica do mesmo e, assim, poder exercer uma profisso

    ou ofcio. Assim, o estgio o momento de efetivar um processo de ensino-aprendizagem

    que ir se tornar concreto e autnomo quando da profissionalizao deste estagirio.

    A carga horria de, no mnimo, 405 (quatrocentas) horas, ser distribuda da seguinte

    forma: 81 (oitenta e uma) horas para Encontros Semanais de Superviso de Estgio; e 324

    (trezentas e vinte e quatro) horas para Atividades de Estgio, baseados no seguinte

    direcionamento metodolgico: I Conhecimento do contexto escolar; II Reflexo sobre a

    realidade da escola; III Identificao das situaes que possam tornar-se objeto do plano

    de estgio a ser desenvolvido; IV Elaborao do plano de estgio; V Aplicao do

    plano de estgio; VI Avaliao;

    O Estgio Curricular Supervisionado de Ensino do Curso de Licenciatura em Matemtica

    desenvolvido tendo como princpio norteador o Regulamento do Estgio Curricular

    Supervisionado dos cursos de Licenciatura.

    Os alunos matriculados nas disciplinas Estgio I, II e III sero acompanhados pelo

    professor-orientador destas disciplinas durante o desenvolvimento de suas prticas

    pedaggicas.

    A avaliao do Estgio Supervisionado assumir carter formativo durante a sua

    realizao, servindo, ao seu final, para a qualificao do desempenho do aluno-estagirio.

    O IFRJ possui diversos convnios firmados em escolas da rede pblica e particular, onde

    sero desenvolvidas as atividades de estgio curricular, sendo responsvel pela

    formalizao do estgio.

    9.2.3. TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO (TCC)

    Para a concluso do Curso, o licenciando, a partir das suas vivncias e experincias com a

    prtica pedaggica, dever estruturar e apresentar um trabalho monogrfico sobre tema

    pertinente aos contedos da sua formao especfica. Este trabalho poder basear-se na

    observao da prtica docente, em estudos de casos ou outros, de modo que venha a ser

    uma oportunidade de reflexo que envolva a trade formao-pesquisa-ao, sempre sob a

    superviso e orientao de um professor do Curso. Como Trabalho de Concluso de

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 36 de 52

    Curso, o licenciando poder ainda elaborar projetos de investigao de temas especficos

    do Curso com aplicaes no ensino da Matemtica.

    So objetivos do TCC:

    I. Promover o aprofundamento e a consolidao dos conhecimentos tericos e prticos

    adquiridos durante o Curso de Graduao, de forma tica, crtica e reflexiva.

    II. Estimular a produo e a disseminao do conhecimento, atravs da iniciao

    pesquisa cientfica e produo de bens e produtos;

    III. Desenvolver a capacidade de criao, inovao e empreendedorismo.

    No Curso de Matemtica, o aluno, tendo concludo a disciplina Pesquisa em Ensino de

    matemtica e 75 (setenta e cinco) % dos crditos referentes aos componentes curriculares

    previstos na matriz curricular sugerida at o 6 perodo, inclusive, dever inscrever-se em

    Trabalho de Concluso de Curso I e, ao longo dessa disciplina, elaborar seu Projeto de

    TCC sob orientao docente. Ao trmino do 7 perodo, o projeto dever ser entregue

    Coordenao do Curso. No 8 perodo, na disciplina Trabalho de Concluso de Curso II,

    ocorrero as atividades de orientao e apresentao pblica. O TCC ser avaliado

    considerando-se a qualidade do trabalho escrito e da apresentao oral.

    As informaes referentes a elaborao, orientao, autorizao, execuo, apresentao

    e avaliao do TCC esto disponveis no Regulamento dos Trabalhos de Concluso dos

    Cursos de Graduao.

    9.2.4. ATIVIDADES COMPLEMENTARES

    As atividades acadmico-cientfico-culturais constituem-se de experincias educativas que

    visam ampliao do universo cultural dos licenciandos e ao desenvolvimento da sua

    capacidade de produzir significados e interpretaes sobre as questes sociais, de modo a

    potencializar a qualidade da ao educativa. As atividades complementares propiciam ao

    licenciando uma complementao de sua postura de estudioso e pesquisador,

    integralizando o currculo Para efeito de acompanhamento e registro da carga horria a ser

    cumprida (202,5 horas, sendo 102,5 horas de atividades cientficas e 100 horas de

    atividades culturais), estas atividades esto divididas nas seguintes categorias:

    Palestras, seminrios, congressos, conferncias ou similares, que versem

    sobre temas relacionados ao Curso;

    Projetos de extenso cadastrados na Coordenao de Extenso da Unidade

    em que se realiza o Curso;

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 37 de 52

    Cursos livres e/ou de extenso certificados pela instituio promotora, com

    carga horria e contedos definidos;

    Estgios extracurriculares em instituies conveniadas com o IFRJ;

    Monitoria;

    Atividades em instituies filantrpicas ou do terceiro setor;

    Atividades culturais, esportivas e de entretenimento;

    Iniciao cientfica;

    Publicao, como autor, do todo ou de parte de texto acadmico;

    Participao em rgos colegiados do IFRJ;

    Participao em comisso organizadora de evento educacional ou cientfico.

    As atividades acadmico-cientfico-culturais, obrigatrias para a integralizao do currculo

    dos cursos de licenciatura do IFRJ, so regidas pelo Regulamento das Atividades

    Complementares dos cursos de Licenciatura (Portaria n 19, de 12 de fevereiro de 2007).

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 38 de 52

    9.3. FLUXOGRAMA DO CURSO

    Apresentamos a seguir o fluxograma do curso, que fornece uma idia global do mesmo.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 39 de 52

    9.4. FLEXIBILIDADE CURRICULAR

    A flexibilidade permite a disponibilizao de espaos para "experimentos pedaggicos e

    epistemolgicos", levando-se em conta os processos de aquisio, de produo e de

    socializao do conhecimento por metodologias que suscitem o aluno prtica desses

    processos a partir de suas potencialidades e dos conhecimentos prvios adquiridos ao longo

    de suas vivncias pessoais.

    , portanto, pela flexibilidade que tambm se d a organizao da estrutura curricular, com a

    incorporao de formas de aprendizagens significativas para o processo formativo do aluno

    dentro dos princpios e objetivos previamente traados e cujas diretrizes se encontram

    verdadeiramente voltadas para a incluso social. Nessa viso, na estrutura do currculo e em

    sua dimenso tica que se concretizam os mltiplos saberes emanados e previstos nos mais

    diferentes desenhos curriculares traados, espaos de convergncia e de convivncia de

    ideologias e de valores fundamentais formao humana.

    Se, sob diferentes perspectivas, a flexibilidade est prevista na construo dos currculos,

    tambm a contextualizao e a (inter)/(trans) disciplinaridade jamais podem estar esquecidas

    nessa construo, visto que, assim como a primeira pressupe um espao aberto para a

    apropriao do saber sob a gide da liberdade, tambm a contextualizao e a (inter)/(trans)

    disciplinaridade tornam o currculo um amplo instrumento gerador de aes, que objetiva no

    a aquisio do conhecimento pelo conhecimento, mas a aquisio do conhecimento pelas

    transformaes e pelos avanos da sociedade em geral.

    Para a integralizao do curso, indispensvel que o discente complete todos os crditos

    descritos no item 7.3. No entanto, a proposta curricular do curso prev 12 (doze) crditos

    destinados s disciplinas optativas. A flexibilidade curricular est diretamente associada

    escolha destas disciplinas por parte do discente. O rol de disciplinas optativas permite que o

    discente transite nas mais diferentes reas do conhecimento, se desejar.

    Por outro lado, o curso prev a acelerao de estudos a partir da abertura semestral de

    processo de dispensa em disciplinas. Este se destina ao aproveitamento de estudos

    realizados em cursos de graduao nas mais diferentes instituies de curso superior. Os

    pedidos de aproveitamento de estudos devem seguir as regras do Regulamento de Ensino de

    graduao.

    O IFRJ possibilita aos estudantes o aproveitamento de estudos de cursos regulares de

    graduao, na forma de Transferncia e Reingresso. Poder ser aproveitado percentual

    mximo de 50% do total de crditos do curso de licenciatura em Matemtica do IFRJ.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 40 de 52

    9.5. ESTRATGIAS METODOLGICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    A metodologia utilizada no curso de Licenciatura em Matemtica tem por princpio permitir ao

    licenciando vivenciar mltiplas possibilidades de aprendizado para alcanar os objetivos

    educacionais apresentados no Projeto Pedaggico do Curso, que pressupem uma prtica

    pedaggica que incentive a integrao de mltiplos saberes e que explore as potencialidades

    de cada indivduo, no sentido de formar um profissional preparado para ser um

    professor/educador.

    Com esta vertente, o modelo de formao pretendido pelo IFRJ baseia-se no princpio de que

    a formao inicial do professor deve se dar pela articulao dos conhecimentos pedaggicos

    com os conhecimentos cientficos, desde o incio da formao, de modo a, efetivamente,

    formar professores de Matemtica.

    Nesta perspectiva, a Prtica Profissional no dever se constituir num componente parte,

    mas em espao didtico-pedaggico de responsabilidade de todos os docentes. O que se

    pretende que o licenciando no somente venha a aprender, por exemplo, o contedo de

    Funes, mas que, de forma paralela ao conhecimento cientfico formado, vivencie boas

    prticas para o ensino de Funes, a partir da utilizao, pelo professor formador, de novas

    metodologias, estratgias e materiais de apoio. Assim, a cada experincia de magistrio,

    vivida desde o incio do curso, o licenciando ir construindo a sua prxis, num processo

    sinrgico e dialtico do espao escolar, com colegas e professores. Orientado por este

    princpio, o Currculo construdo tem a prtica profissional presente desde os mdulos iniciais,

    concretizada nas vivncias como alunos e no envolvimento com esta e com outras escolas de

    Educao Bsica.

    Esta Matriz curricular deu ateno tambm construo do conhecimento interdisciplinar,

    tanto no que diz respeito ampliao e ao aprofundamento dos conhecimentos na rea de

    formao, quanto oportunizando relaes com outros campos do saber, de modo a possibilitar

    que sejam assimiladas as contribuies de outras reas, que sero agregadas prtica

    profissional futura. Na Matriz Curricular apresentada podem ser observados os espaos

    destinados apreenso de conhecimentos em reas afins com a da formao e aqueles que

    possibilitam escolhas de acordo com o interesse do estudante, que podero ser buscados,

    inclusive, nas Matrizes Curriculares dos outros cursos superiores ofertados no IFRJ.

    Na Matriz curricular apresentada, enfatiza-se, ainda, a formao de competncias voltadas

    para a investigao cientfica e a reflexo na ao. Pretende-se o aprofundamento dos

    conhecimentos da prtica, fundamentados na anlise das situaes cotidianas, na busca da

    compreenso dos processos de aprendizagem e no desenvolvimento da autonomia na

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 41 de 52

    interpretao dos fatos imprevistos, presentes na realidade e que, muitas vezes, requerem

    soluo e controle imediatos.

    Por fim, tratando-se da formao de um professor de Matemtica, esta proposta curricular

    pretende desenvolver a capacidade investigativa no campo da Educao Matemtica.

    Acredita-se que as competncias envolvidas no s so adequadas slida formao

    cientfica, como so as bases para a criao de prticas pedaggicas inovadoras e

    necessrias aplicao de metodologias de ensino apoiadas no desenvolvimento de projetos.

    Alguns aspectos so imprescindveis para o envolvimento e o comprometimento com a

    proposta pedaggica apresentada:

    trabalhar de forma integrada, a fim de dar oportunidade aos licenciandos na vivncia

    de experincias interdisciplinares;

    utilizar estratgias didticas para resoluo de situaes-problema contextualizadas,

    cujas abordagens sejam interdisciplinares;

    participar de debates, Encontros, Seminrios, Mesas-Redondas, Congressos etc., a fim

    de propiciar aos licenciandos os mecanismos e contedos necessrios ao melhor

    desempenho de sua funo;

    promover atividades que visem interao, comunicao e cooperao entre os

    licenciandos e destes para com os docentes.

    9.5.1. TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

    A utilizao de recursos das tecnologias de informao e comunicao (TIC), por meio de

    ambientes virtuais interativos de aprendizagem, poder se constituir em uma das

    estratgias de ensino-aprendizagem complementar as aulas presenciais ou na forma de

    disciplinas semipresenciais, nos termos das Diretrizes Curriculares Nacionais e da

    legislao vigente. Dentre esta, destaca-se a Portaria MEC N 4.059/2004, que em seu

    Art.1 prev a oferta de disciplinas na modalidade semipresencial, desde que respeitado o

    limite de 20% da carga horria total do curso. Os docentes interessados devero

    comprovar habilitao para o uso dos recursos didticos disponveis no ambiente virtual e

    para a conduo das atividades programadas para a disciplina, segundo os princpios

    norteadores do Projeto Pedaggico Institucional (PPI) e as orientaes da Coordenao de

    Curso, ou demonstrar disponibilidade em participar de curso de formao a ser ofertado

    pela Coordenao Geral de Ensino Aberto e Distncia (CEAD).

    O planejamento da disciplina dever detalhar os contedos da ementa que sero

    desenvolvidos no ambiente virtual, o cronograma, os objetivos de aprendizagem, as

    estratgias de ensino/aprendizagem e de avaliao, os recursos/materiais didtico

    pedaggicos a serem empregados, dentre outras informaes relevantes.

  • PPC PROJETO POLTICO PEDAGGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMTICA CAMPUS VOLTA REDONDA - IFRJ

    Pgina 42 de 52

    As estratgias de orientao pedaggica dos docentes, de acompanhamento das

    atividades desenvolvidas no ambiente virtual e de verificao da qualidade dos materiais

    didtico-pedaggicos a serem disponibilizados para os estudantes por meio da plataforma

    levaro em considerao os procedimentos estabelecidos no Regulamento do Ensino de

    Graduao e demais orientaes emanadas pela Pr-reitoria de Ensino de Graduao e

    pela Coordenao de Educao Aberta e Distncia.

    9.6. ACOMPANHAMENTO PEDAGGICO E ATENDIMENTO DISCENTE

    A seguir so descritas as estratgias de atendimento ao discente.

    9.6.1. APOIO PARTICIPAO EM EVENTOS

    O apoio a participao dos alunos, se d atravs da divulgao de eventos cientficos e da

    promoo de eventos como o Encontro das Licenciaturas em Cincias e Matemtica, a

    Semana de Tecno