MINISTRIO DA SADE - bvsms.saude.gov. Utiliza-se a profilaxia antimicrobiana dependendo de: • eficcia da droga na preveno da infeco;

  • View
    214

  • Download
    1

Embed Size (px)

Text of MINISTRIO DA SADE - bvsms.saude.gov. Utiliza-se a profilaxia antimicrobiana dependendo de:...

  • MINISTRIO DA SADE AGNCIA NACIONAL DE VIGILNCIA SANITRIA

    GERNCIA-GERAL DE TECNOLOGIA EM SERVIOS DE SADE UNIDADE DE CONTROLE DE INFECO EM SERVIOS DE SADE

    Consenso Sobre o Uso Racional de Antimicrobianos

    BRASLIA2001

  • 1998 Ministrio da Sade permitida a reproduo parcial ou total desde que citada a fonte.

    Tiragem: 10 000 exemplares

    Edio, distribuio e informaes: Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria Unidade de Divulgao SEPN 515 Bloco B Edifcio Omega - 1 subsolo 70770-502 Braslia DF Brasil Telefones: (61) 448-1047 e 448-1042 E-mail: divulga@anvisa.gov.brSite: vvww.anvisa.gov.br

    Impresso no Brasil Printed in Brazil

    Reviso de Texto: BARBARA PELLEGRINI ASCOMEditorao Eletrnica: UPV CN DST/AIDS Capa: Gerncia de Comunicao Multimdia / ANVISA

    Reimpresso Grfica Brasil

    Ficha Catalogrfica

    Consenso sobre o uso racional de antimicrobianos/ Ministrio daSade, Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. Brasilia: 2001 36p.

    ISBN: 85-334-0141-8

    1. Antibiticos. 2. Infeco Hospitalar. I. Ministrio da SadeAgncia Nacional de Vigilncia Sanitria. (Brasil). II. Coordenao deControle de Infeco Hospitalar.

  • SUMRIO

    APRESENTAO........................................................... 5

    1 - O QUE SO ANTIMICROBIANOS? ............................ 7

    2 - O QUE INFECO HOSPITALAR?......................... 7

    3 - COMO DIAGNOSTICAR UM CASO DE INFECO?.. 8

    4 - O QUE ANTIBIOTICOTERAPIA? ............................ 9

    5 - H NECESSIDADE DE SE ISOLAR O AGENTE ETIOLGICO? ............................................................... 10

    6 - UMA INFECO NECESSITA DE TRATAMENTO ANTIBITICO?............................................................... 11

    7 - COMO ESCOLHER O ANTIMICROBIANO?................ 12

    8 - ANTES DE PRESCREVER UM ANTIMICROBIANO, O QUE SE DEVE CONHECER? ......................................... 13

    9 - E NO CASO DO TRATAMENTO EMPRICO............... 16

    10 - COMO PROCEDER QUANDO HOUVER MAIS DE UM ANTIMICROBIANO ADEQUADO? ...................................... 17

  • 11 -A ASSOCIAO DE ANTIMICROBIANOS INDICADA EM QUE CASOS? .............................................................. 18

    12 - COMO AVALIAR A ANTIBIOTICOTERAPIA? .............. 19

    13-ANTIMICROBIANOS PREVINEM INFECES? ........... 20

    14 - A PROFILAXIA ANTIMICROBIANA DE INFECES NO CIRRGICAS INDICADA:....................................... 21

    15-A PROFILAXIA ANTIMICROBIANA FEITA EM CIRURGIA? ........................................................................ 27

    16 - PADRONIZAO E CONTROLE DE ANTIMICROBIANOS .......................................................... 31

    17 - COMO PADRONIZAR OS ANTIMICROBIANOS? ........ 32

    18 - COMO CONTROLAR O USO DOS ANTIMICROBIANOS? ........................................................ 33

    19 - MEDIDAS COMPLEMENTARES QUE CONTRIBUEM PARA O USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS ........... 35

    EQUIPE TCNICA RESPONSVEL................................... 36

  • 55

    APRESENTAO

    Desde a descoberta da penicilina, os antimicrobianos tm contribudo para a cura e o combate de doenas infecciosas que at ento levavam milhares morte ou a graves seqelas.

    A popularizao destes medicamentos, contudo, exige cuidados especiais para evitar os efeitos adversos que o uso inadequado pode provocar.

    fundamental racionalizar a utilizao dos antimicrobianos, especialmente nos hospitais. Desse modo, a educao continuada da equipe mdica para seu uso correto, o monitoramento regular do perfil de resistncia/sensibilidade dos germes a esses produtos e sua padronizao e controle so atividades prioritrias.

    Com esta publicao, elaborada em parceria com entidades representativas do universo biomdico, o Ministrio da Sade pretende fortalecer o conhecimento das equipes mdicas sobre a antibioticoterapia e a antibioticoprofilaxia para garantir alta qualidade na assistncia sade prestada no pas e para consolidar a descentralizao do Sistema nico de Sade.

    Jos Serra Ministro da Sade

  • 7

    7

    1 - O QUE SO ANTIMICROBIANOS? So produtos capazes de destruir microrganismos ou de suprimir sua multiplicao ou crescimento. A tendncia atual de denominar-se antimicrobianos dois tipos de produtos:

    antibiticos - antimicrobianos produzidos por microrganismos (bactrias, fungos, actinomicetes);

    ex: penicilinas quimioterpicos - antimicrobianos sintetizados

    em laboratrio;ex: sulfas, quinolonas

    2 - O QUE INFECO HOSPITALAR? qualquer infeco adquirida aps a admisso do paciente no hospital e que se manifesta durante a internao ou apsa alta, quando puder ser relacionada com a internao ou com os procedimentos hospitalares.

  • 8

    3 COMO DIAGNOSTICAR UM CASO DE INFECO? O diagnstico de um estado infeccioso fundamenta-se em resultados clnicos, epidemiolgicos e laboratoriais. Os resultados laboratoriais garantem a correo do

    diagnstico e justificam o tratamento. A anamnese detalhada, que valoriza dados

    epidemiolgicos, contatos e viagens - pode sugerir causas no infecciosas como:

    colagenoses,neoplasias,hipersensibilidade,atelectasia,embolia,edema pulmonar, diarrias crnicas no infecciosas como clon irritvel, doena de Crhon, ou causas infecciosas no bacterianas, como infeces virais, que no requerem antibioticoterapia.

    O paciente com quadro infeccioso apresenta queda do estado geral, febre e sinais de localizao. febre no sinal de infeco, principalmente em

    pacientes idosos, recm-nascidos, imuno-deprimidos e na presena de taquicardia e de apnia.

    A interpretao dos resultados deve ser feita junto com a avaliao do quadro clnico (infeco X colonizao). Na dvida, a clnica soberana.

  • 9

    9

    4 - O QUE ANTIBIOTICOTERAPIA? o tratamento de pacientes com sinais e sintomas clnicos de infeco pela administrao de antimicrobianos. A antibioticoterapia tem a finalidade de curar uma doena infecciosa (cura clnica) ou de combater um agente infeccioso situado em um determinado foco de infeco (cura microbiolgica).Pode ser utilizada de forma teraputica - que implica na utilizao de antimicrobianos a partir de um diagnstico preciso, ou presuntivo da etiologia do processo infeccioso, fundamentado na anamnese, nos exames clnicos e laboratoriais.

  • 10

    5 - H NECESSIDADE DE SE ISOLAR O AGENTE ETIOLGICO?As possibilidades etiolgicas so mltiplas e os perfis de sensibilidade aos antimicrobianos so variveis. 5.1 - recomendvel o isolamento de rotina:

    em todas as infeces hospitalares; nas infeces comunitrias graves,

    5.2 - O isolamento pode ser dispensado, como rotina, para os agentes com susceptibilidade previsvel:

    sfilis,granuloma venreo, cistite comunitria, erisipela,pneumonia comunitria sem sepse; furunculose de repetio em pacientes de baixo risco para estafilococos resistentes oxacilina (sem histria de uso de drogas endovenosas, hospitalizao ou regime de paciente-dia at um ano antes, e uso prolongado de antimicrobianos).

    A interpretao dos resultados deve se dar junto com aavaliao do quadro clnico e laboratorial, considerandoinfeco ou apenas colonizao;

  • 11

    111

    6 - UMA INFECO NECESSITA DE TRATAMENTO ANTIBITICO?Nem toda infeco necessita de teraputica antibitica. No tratar:

    abcessos de parede (drenar); lceras cutneas crnicas; bacteriria assintomtica, com exceo de

    grvidas e antes de imunodepresso aguda tais como pulsoterapia e quimioterapia antileucmica;

    febre relacionada a cateter venoso profundo de curta permanncia, sem sepse, que, em geral, se resolve com a retirada do cateter;

    diarrias infecciosas, autolimitadas em sua maioria;

    flebites no purulentas.

  • 12

    12

    7 - COMO ESCOLHER O ANTIMICROBIANO? O princpio bsico da terapia antiinfecciosa a determinao do agente causal da infeco e de sua susceptibilidade aos antimicrobianos. Como regra, o dignstico de infeco deve ser embasado em resultados clnicos, epidemiolgicos e laboratoriais. Em muitas doenas infecciosas o quadro clnico e os dados epidemiolgicos permitem a presuno da etiologia com grande margem de certeza. Por exemplo, sarampo, caxumba, erizipela, pneumonia pneumoccica. Em outras circustncias importante a identificao do agente etiolgico e de sua sensibilidade aos antimicrobianos por meio de exames laboratoriais. Por exemplo, pielonefrite, peritonite, sepsi.

    Em caso de urgncia, inicia-se o tratamento o mais rpido possvel porque seu sucesso depende daprecocidade com que o antimicrobiano adequado indicado.

  • 13

    13

    8 - ANTES DE PRESCREVER UM ANTIMICROBIANO, O QUE SE DEVE CONHECER? A escolha dos antimicrobianos deve ser orientada por informaes relativas ao stio de infeco, ao agente causal, gravidade, aos dados epidemiolgicos, ao hospedeiro e ao produto a ser utilizado. 8.1 - stio da infeco - importante definir (ou presumir, no caso emprico) se a infeco comunitria ou hospitalar, neste caso verificando o perfil de sensibilidade dos microrganismos isolados das infeces no hospital; 8.2 - agente causal e gravidade - as informaes epidemiolgicas - possvel causa e susceptibilidades so baseadas nos dados clnicos pregressos do hospital ou da regio;

  • 14

    14

    8.3 - hospedeiro e dados epidemiolgicos - para o direcionamento teraputico importante conhecer:

    idade; histria pregressa de hipersensibilidade a

    antimicrobianos; funes heptica e renal; possvel gravidez; estado imunolgico; coagulopatias; histria de alergias. uso recente de antibiticos; se est hospitalizado h muito tempo ou se foi

    hospitalizado recentemente; perfil de sensibilidade dos microrganismos aos

    antimicrobianos; freqncia dos microrganismos nos diferentes tipos

    de infeco

Related documents