Edi§£o n 1029

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Povo da Beira - O seu semanário regional gratuito, disponivel em toda a Beira Baixa.

Text of Edi§£o n 1029

  • Edio 1029 26 de novembro de 2013 Povo da Beira 1

    Edio 1029 Ano XX 26 de novembro de 2013 Semanrio Gratuito Sai 3 feira Diretor: Joo Tavares Conceio Siga-nos no

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    Rastreio de sade GRATUITO

    SBADO DIA 30 DE NOVEMBRO

    9h00 / 13h00

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    Pgina 2

    Simulacro testa Segurana Social

    ACT fiscaliza apanha

    da azeitona

    Ponsulativo quer apostar em barco eltrico

    CASTELO BRANCO

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    Pgina 6

    Castelo BrancoMisericrdia

    mostra Cortejos de Oferendas

    Pgina 12 e 13

    Comitiva da regio visita

    Bruxelas

    RegioMunicipios cedem edificos para que

    servios no desapaream

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    Pgina 19

    FutebolBenfica bate

    Nogueirense por 4-1

    Pgina 4

    Paul celebra St Bebiana

    no prximo fim de semana

    Pgina 3

  • 2 Povo da Beira 26 de novembro de 2013 Edio 1029Destaque Simulacro

    Segurana Social testa seguranaPOR CRISTINA VALENTE

    Uma funcionria do Centro Distrital de Seguran-a Social de Castelo Branco, decidiu testar os meios de socorro e no decorrer de um simulacro, realizado na pas-sada quinta-feira, decidiu fingir um desmaio, levando todos, inclusive os opera-cionais que organizavam o exerccio, a pensar tratar-se de uma situao real.

    Para Rui Esteves, Co-mandante Distrital do CDOS, este facto mostra o vontade desta colabo-radora com estas questes de segurana, pelo trabalho que foi feito antes. Se o exer-ccio tivesse sido a primeira abordagem ao assunto, es-tou certo que a reao no seria esta.

    Rui Esteves classifica a formao, como essen-cial.

    importantssimo, que quem aqui trabalha, Se-gurana Social, saiba o que deve e no deve fazer, se um dia o alarme tocar e for pre-ciso evacuar o edifcio, ou parte do edifcio.

    Para o comandante dis-trital importante identifi-car e caracterizar o risco, e por outro lado importante, saber que h dirigentes que esto preocupados com a segurana das pessoas que trabalham nas suas institui-es.

    Rui Esteves lembra que por vezes pequenos ajustes podem fazer toda a diferen-a, uma planta que tapa um extintor, mais bonito ver a planta, mas mais im-portante que todos saibam onde est o extintor, uma se-cretria, num corredor, que

    no serve para nada, mas que em situao de emer-gncia pode ser um entrave sada de pessoas exempli-ficou Rui Esteves.

    Melo Bernardo, diretor Distrital da Segurana So-cial, considera este tipo de exerccio muito importante para fazer correes, algu-mas pequenas correes que contribuem para a seguran-

    a das cerca de 200 pessoas que diariamente passam pelo edifcio da Segurana Social.

    A ao aconteceu no mbito da Semana do Cola-borador, num dia dedicado ao tema Segurana e Sa-de no trabalho e Ambiente.

    Este exerccio serve para vermos as nossas fra-quezas, o que temos que

    melhorar, o que est bem e o que que temos que alterar afirmou Melo Bernardo.

    A preparao do exer-ccio envolveu muitos co-laboradores da Segurana Social e durante a mesma pequenos pormenores fo-ram alterados seguindo as indicaes dos tcnicos da Autoridade Nacional de Proteo Civil.

    Para Rui Esteves o estacionamento central em frente ao edifcio da Segurana Social um constrangimento.

    um constrangi-mento que tem que ser pensado, preparado e ajustado e se concluir-mos que h necessidade de ser ajustado, natural-

    mente que poder ser.O exerccio foi reali-

    zado no lado do edifcio mais perto da entrada para o estacionamento, que apesar de lotado no foi impedimento para que a plataforma mec-nica pudesse trabalhar.

    O Comandante Dis-trital admite no entanto

    que numa situao real na outra ponta do edi-fcio, o estacionamento central do parque pode-ria ser um constrangi-mento, apesar de acre-ditar, que numa situao real, muitos dos carros ali estacionados seriam retirados pelos seus pro-prietrios.

    Estacionamento central constrangimento

    Funcionrios e utentes tiveram que abandonar o edificio

    Recolha de alimentos no prximo fim de semana

    Bens recolhidos na regio ficam na regio O Banco Alimentar

    Contra a Fome levar a cabo mais uma Campanha de Recolha de Alimentos em supermercados nos pr-ximos dias 30 de Novem-bro e 1 de Dezembro.

    Durante esse fim de se-mana, centenas de volunt-rios iro de novo dar corpo a esta campanha um pouco por todo o pas e tambm na regio de Castelo Bran-co.

    Os Bancos Alimenta-res so Instituies Parti-

    culares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdcio de produtos ali-mentares, encaminhando--os para distribuio gratui-ta s pessoas carenciadas.

    So organizaes de pessoas de boa vontade que, juntando os seus esfor-os de uma forma volun-tria, pretendem minorar o problema da fome numa determinada regio.

    O objetivo principal do Banco Alimentar a luta contra o desperdcio.

    Numa economia de merca-do que gera excedentes ali-mentares em perfeitas con-dies de consumo, mas que por razes diversas no so comercializveis, a pos-tura de gratuidade dos Ban-cos Alimentares chega a ser provocatria.

    Relativamente ao tra-balho desenvolvido em Castelo Branco, importa lembrar que o Banco Ali-mentar Contra a Fome recolhe alimentos nos con-celhos de Castelo Branco,

    Idanha-a-Nova, Proena--a-Nova, Vila Velha de R-do e Penamacor.

    Apesar de todas as dificuldades financeiras, as pessoas, conscientes da atual situao, tm res-pondido positivamente e com generosidade, quer nas ddivas efetuadas quer na participao em termos de voluntariado necessrio para esta operao.

    Todos os alimentos recolhidos nesta zona se-ro distribudos s fam-

    lias mais carenciadas desta regio do pas que esto devidamente identificadas pelas diferentes instituies

    de solidariedade social que connosco colaboram nesta nobre misso de luta contra a fome.

  • Edio 1029 26 de novembro de 2013 Povo da Beira 3Destaque

    EDITORIAL

    DIRETOR JOO TAVARES CONCEIO

    O Apelo Indesejado

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    Forasteiros rumam ao Paul para celebrar Santa Bebiana

    A vila do Paul, conce-lho da Covilh, nos dias 29 e 30 de Novembro e 1 Dezembro de 2013, aco-lhe a 9 edio da Santa Bebiana.

    Outrora comemora-da pelos pastores a Santa Bebiana na atualidade uma referncia cultural que h muito ultrapassou as fronteiras geogrficas da vila e assume-se como uma iniciativa que de al-gum modo impulsiona a economia local, recorde--se a propsito que entre tasquinhas e artesos a edio deste ano conta com sete dezenas de par-ticipantes.

    Na verdade, esta fes-ta est desde tempos re-motos ligada aos festejos dos pastores e agricul-tores, durante o ms de Dezembro. Sabe-se que os pastores andavam com o gado nos vales do Paul e arredores, colocavam os chocalhos na cintura e juntos com os ganhes festejavam junto das pipas de vinho, esta profecia. Aps a ronda por todos os pipos, faziam uma grande ceia, onde o mais atrevido pregava o sermo para os irmos e rezava-se o Pai Nosso dos Bbedos.

    Entretanto esta fes-tividade conheceu um longo interregno, at que a Casa do Povo do Paul, apostou fortemente no reatar desta tradio e de h nove anos a esta parte

    tem gradualmente ganho o estatuto de grande festa de Inverno com a famosa Jeropiga assumir o estre-lato das noites bebianas, at porque, anunciado que a vila do Paul nestes dias a capital da Jeropi-ga, emergindo no entanto a preocupao da parte da organizao/dinami-zao em alertar os mais jovens para os malefcios do consumo excessivo do lcool.

    Quanto ao programa que tem como palco as ruas centrais a oferta pas-sa pelas bailias e folias, mercadores, artesos, tea-tro de rua, oficinas arts-ticas, tocadores de gaitas de -foles e pfaros acom-panhados pela percusso, entre outros instrumentos e protagonistas destacan-do-se a participao espe-cial da companhia Vivart no programa da Santa Be-biana 2013.

    Para alm de toda esta animao a procisso chocalheira e o sermo Santa no Largo da Praa com Pregador so outros motivos de atrao, bem como, uma rica oferta gastronmica, este ano enriquecida com jantar bebiano moda antiga no sbado 30 de Novembro. Artesanato e animao de rua so outras ofertas dis-ponveis, mas a procisso e o sermo so quadros mpares.

    A procisso choca-

    lheira que tem lugar no sbado 30 de Novembro pelas 21 horas, comea com o estandarte quase sempre transportado por um bebiano bem bebi-do, logo seguido pelos confrades todos de archo-te em punho. O surreal ganha forma e emerge no cortejo que tem ainda na sua composio outros elementos a fazer soltar as gargalhadas dos popu-lares. Uma das figuras de proa o burro atrelado carroa transportando um pipo de vinho com o ob-jetivo de saciar a sede dos populares e dos crentes devidamente trajados com a opa de serapilhei-ra e sempre atentos pregao do orador que se acoita num majesto-so palium feito tambm de serapilheira.

    J quanto ao ser-mo muito intenso e de grande fervor, com mo-mentos verdadeiramente hilariantes.

    A msica tradicional, a cargo de muitos grupos convidados para o efeito que invade as ruas, as tas-quinhas, onde a boa co-mida e a bebida no falta complementam esse even-to que j uma aposta ganha no calendrio cul-tural da regio que no ano passado atraiu milhares de visitantes estimando--se que mais de vinte mil pessoas associaram-se aos festejos bebianos.

    Dois factos mar-caram profunda-mente a semana. Ambos no mesmo dia, contra os mesmos, mas en-quanto um foi uma mani-festao tout court, o outro foi uma manifestao dis-cursiva. Ainda cedo para aquilatar a que foi mais in-cisiva, mas a manifestao das foras policiais, ainda sem militares, versus as palavras cruas e diretas dos intervenientes no encontro da Aula Magna auguram--nos um prximo futuro com alguns sobressaltos.

    As foras policiais, tal como a grande maioria dos funcionrios pblicos, est a pagar os gastos faus-tosos de uma classe polti-c