Amora Seixal Setúbal Ano X Boletim Mensal Nº 103 ...· Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal

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Text of Amora Seixal Setúbal Ano X Boletim Mensal Nº 103 ...· Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal

Capa: 1 A Voz do Poeta: 2 / Ecos Poticos: 3 / Bocage: 4,11,12,13 / Rota Potica: 5 Cantinho dos Poetas 6 / Luz Potica: 7 / Fasca de Versos: 8 Tribuna do Vate: 9 / Contos e Poemas: 10 / Poetas da Nossa Terra: 14 / Rdio: 15 / Ponto Final: 16

SUMRIO

EDITORIAL

JANELA ABERTA AO MUNDO LUSFONO/UNIVERSAL

Amora - Seixal - Setbal - Portugal | Ano X | Boletim Mensal N 103 | Novembro 2018

www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com

Este o seu espao cultural dedicado poesia

Deixamos ao critrio dos autores a adeso ou no ao Novo Acordo ortogrfico

FICHA TCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Reviso: Conceio Tom A Direo: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Albertino Galvo | Albino Moura | Alfredo Mendes | Anabela Dias | Armnio Correia | Artur Gomes | Carlos Alberto Varela | Carlos Bondoso |

Celeste Vieira | Chico Bento | CMO | Conceio Tom | Damsia Pestana | David Lopes | Felismina Costa | Filipe Papana | Filomena Camacho | Francisco Jordo |

Helena Moleiro | Hermilo Grave | Joo C. dos Santos | Joo da Palma | Joaquim Sustelo | Jorge Humberto | Jos Branquinho | Jos Carlos Primaz | Jos Jacinto | Jos Maria Caldeira Gonalves | Jos Silva | Lus Eusbio | Lus Fernandes | Luiz Poeta | Magui | Manuel Nobre | Maria Petronilho | Maria Procpio | Mrio Po-Mole |

Mrio J. Pinheiro | Miraldino de Carvalho | Maria V. Afonso | Nelson Fontes | Nogueira Pardal / Paulo Taful / Pinhal Dias / Quim DAbreu | Rita Celorico | Roslia

Martins / Santos Zoio | Silvais | Teresa Primo | Tito Olvio | Vitalino Pinhal

CONFRADES DA POESIA

Para ns no existe concorrncia. Existem parceiros de actividade!

Nesta edio colaboraram 48 poetas

Tribuna do Vate . pgina 9

Rdio Confrades da Poesia

O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbncia de instituir um Ncleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusfonos) o ensejo dum convvio fraternal e potico. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusfono e outros pases ; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que pratica-mos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos prprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusfona, no acrscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim.

Promovemos Paz A Direco

http://www.radioconfradesdapoesia.comunidades.net/

2

A Voz do Poeta

Confrades da Poesia - Boletim Nr 103 - Novembro 2018

Sopro

Por vezes um frio sopro,

Sai das trevas e se levanta,

Querendo apagar

A luz do meu caminho.

Mas, eu, sempre silente,

De repente,

Solto um grito estridente,

E, de novo, se acende

Uma luz fluorescente,

A iluminar-me de mansinho!

Conceio Tom (So Tom)

Corroios

SONHOS VENDA

So muitos os sonhos, que vou pr venda,

A loja est cheia, j chega ao telhado,

Compus no panfleto que aceito encomenda

E fao desconto, pagando a contado.

Mas no so os sonhos, que minha alma cria

E a mente devora, pra que eu viva bem,

So eles a base da minha alegria;

Portanto no vendo, nem dou a ningum.

S vendo os que tenho nas noites compridas,

Que so pesadelos, angstias sentidas,

Contendo momentos terrveis, medonhos.

Eu vendo. Porm, se ningum os quiser,

Vou d-los, noite dum dia qualquer,

E esqueo das horas to ms desses sonhos.

Tito Olvio - Faro

Cara a cara

A cara que te ds no te pertence,

Se a alma que te traz outra alma.

aquela da auto-estima, a que te acalma,

Aquela, onde teu riso tudo vence.

O espelho que te v de forma avara,

Te mostra um outro rosto, no o teu;

Se queres ver teu rosto, olha o meu,

Que sou quem te admira e te repara.

Enxerga-te na grandiosidade

Que tens e que te d felicidade

Porque, quem no te v como devia

No ama qualquer cara que tu tenhas,

Por isso, eu quero, amigo que tu venhas

Com a cara mais feliz da poesia.

Luiz Poeta RJ/BR

SUMOS BREJEIROS

Subordinado ao mote:

De sumo importe, ora bem

De sumo importe, ora bem O que vou eu inventar?

O mote, vejo que tem

Algum sumo a importar!

De sumo importe, ora bem Ser sumo de tomate?

De pssego, bem me convm!

E alguns de pra abacate!

De sumo importe, ora bem Talvez alguns sumos de uva

Que de boas castas vem,

Caa como uma luva

De sumo importe, ora bem

De pra e de laranja

No fazem mal a ningum!

Tom-los, como canja!

De sumo importe, ora bem Tambm alguns tropicais.

No quero ficar refm

De sumo; no bebo mais!

Joo da Palma - Portimo

NO SEI

Apetece-me escrever um poema

A cantar o amor, a felicidade e o futuro

Apetece-me uma flor, a mais pequena,

A mais plida e triste e mais serena

A exalar um perfume casto e puro.

Apetece-me escrever versos sem sentido

Abraado s palavras que no escrevo

Apetece-me o beijo que anda perdido

Nos sonhos de que sou acometido,

Quando em sonhos sonho o que no devo.

Apetece-me escrever sobre esse nada

Que a vida se vivida sem esprana

Apetece-me a noite enluarada,

O silncio musical da madrugada

E o raiar daurora que no cansa.

Apetece-me escrever o que no sei

Na amargura sem fim de ser poeta

Apetece-me a mulher que eu encontrei

A quem sem receios me entreguei

E me chama amor, louco e pateta.

Apetece-me escrever, ou talvez no

Porque as palavras no surgem como quero

Apetece-me abandonar a solido

E saber enfim qual a razo

De no achar o poema por que espero.

Nogueira Pardal Verdizela/Marisol

AL! AL TORONTO:

CARO JOE:

Muito grato caro FURTADO,

Permita que inda insista,

Pelo que me diz, OBRIGADO,

um fixe BENFIQUISTA

L o quescrevo com ateno,

Isso digo-lhe mais o dignifica,

V-me poeta! V-me LEO,

Assim, JOE, viva o BENFICA!

Eu ando muito. Muito distante,

Dos lagartos pouco guerreiros,

No bonito, talvez ultrajante,

Vibrar s por Lees estrangeiros!

Obrigado pelos comentrios,

Aos meus fracos poemas,

No so extraordinrios,

Masolvidam meus problemas!

Repito o velho convite,

Com todos os pormenores,

Veja se arranja apetite,

Venha ao Arroz de pato,

ou cabidela coo mesmo trato

da VATEL D. DOLORES!

Nelson Fontes Carvalho

Belverde/Amora/Portugal

3 Confrades da Poesia - Boletim Nr 103 - Novembro 2018

Ecos Poticos

Asas da Liberdade

Segui-te por todo o lado,

E, nunca me contestei.

Abandonei tudo que de bom tinha:

A inocncia e os sonhos de menina,

Tudo isso, eu por ti deixei.

Para te seguir por todos os caminhos,

E contigo conhecer novos mundos,

Larguei outros afectos e carinhos.

E demais sentimentos profundos.

Fosse com sol, chuva ou mesmo ventos,

Eu te segui por todos os cantos,

Em tempos de paz, e abundncia,

Em tempos de escassez e guerra,

Com esprito de sacrifcio e dedicao,

E tudo o mais que por ti nutria,

Pois tudo cabia dentro do meu corao.

Mas, jamais te doei as minhas asas:

Asas que quiseram voar para alm do tempo,

procura da Luz Divina e do Conhecimento.

Asas que me protegiam dos percalos da vida,

Asas da Liberdade, sem me deixarem vencida!

Conceio Tom (So Tom) - Corroios

O CACHORRO JOLI

O animal to ou mais sbio do que o homem: conhece

a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora." (Demcrito)

Os animais dividem connosco o privilgio de terem uma alma." (Pitgoras)

Se o homem pensasse como a baleia

veria a importncia do poder da solidariedade.

ESTIMADOS CONFRADES: O confrade PINHAL tem um cachorro, que adora

O que h dias ao passar ali perto da Baia

Rua que passo com prazer, talvez com mania,

Aspirar, ver a majestosa paisagem dAMORA!

O JOLI em p s nas patas de trs corria,

Pra pasmo do povo que juntava agora

A ver o animal, que andava numa nora

Mesmo vaidoso pela gracinha que fazia!

A graa do JOLI compreendeu as causas,

As palmas do povo ali foram sem pausas

Que deixou o nosso PINHAL alegre como vi

No admira o cachorro ter graa e capricho

Seu dono poeta, adora demais seu bicho,

Pois devem haver poucos JOLIS como JOLI!

Nelson F. Carvalho - Belverde/Amora/Portugal

ESTA MINHA...

OUTRA FORMA DE LUTAR

No tenho armas nem canhes... para do mal me defender,

Apenas ainda tenho esta minha simples forma de escrever,

E no sei se pr mal do mundo, conseguirei alertar...

Mas com ela, s desejo chamar de toda a gente a sua ateno,

E se resulta, s cada um sabe o que lhe vai e manda o corao,

Pois eu irei poetizando, como forma de contra o mal tambm lutar.

Di-me o corao ver ainda neste mundo as c