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1 A Revolução Francesa Prof. Dr. Vidal Mota Jr.. 2 Revolução Francesa Revolução Francesa Revolução Francesa é o nome dado ao conjunto de acontecimentos

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  • 1 A Revoluo Francesa Prof. Dr. Vidal Mota Jr.
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  • 2 Revoluo Francesa Revoluo Francesa Revoluo Francesa o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro poltico e social da Frana. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Rgime) e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independncia Americana (1776). Revoluo Francesa o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro poltico e social da Frana. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Rgime) e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independncia Americana (1776). 5 de Maio17899 de Novembro1799FranaAntigo RegimecleronobrezaIluminismoIndependncia Americana1776 5 de Maio17899 de Novembro1799FranaAntigo RegimecleronobrezaIluminismoIndependncia Americana1776
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  • 3 A Revoluo considerada como o acontecimento que deu incio Idade Contempornea. Aboliu a servido e os direitos feudais na Frana e proclamou os princpios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Libert, Egalit, Fraternit), frase de autoria de Jean Nicolas Pache. A Revoluo considerada como o acontecimento que deu incio Idade Contempornea. Aboliu a servido e os direitos feudais na Frana e proclamou os princpios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Libert, Egalit, Fraternit), frase de autoria de Jean Nicolas Pache. Idade Contemporneaservidofeudaisprincpios universaisLiberdadeIgualdade FraternidadeJean Nicolas Pache Idade Contemporneaservidofeudaisprincpios universaisLiberdadeIgualdade FraternidadeJean Nicolas Pache Terminaram os privilgios da nobreza e do clero, um primeiro passo no sentido do igualitarismo. importante lembrar que a Revoluo Francesa semeou novas ideologias na Europa, conduziu a guerras, mas foi at certo ponto derrotada pela tentativa de retornar aos padres polticos, sociais e institucionais do Antigo Regime atravs de um movimento denominado de Restaurao ou Contra-Revoluo. Nesse perodo, o rei francs Lus XVIII outorgou a seus sditos uma Carta Constitucional. Terminaram os privilgios da nobreza e do clero, um primeiro passo no sentido do igualitarismo. importante lembrar que a Revoluo Francesa semeou novas ideologias na Europa, conduziu a guerras, mas foi at certo ponto derrotada pela tentativa de retornar aos padres polticos, sociais e institucionais do Antigo Regime atravs de um movimento denominado de Restaurao ou Contra-Revoluo. Nesse perodo, o rei francs Lus XVIII outorgou a seus sditos uma Carta Constitucional.igualitarismoideologiasEuropaguerras polticosinstitucionaisRestauraoContra-RevoluoreiLus XVIIIsditosCarta ConstitucionaligualitarismoideologiasEuropaguerras polticosinstitucionaisRestauraoContra-RevoluoreiLus XVIIIsditosCarta Constitucional
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  • 4 A Revoluo Francesa pode ser subdividida em quatro grandes perodos: a Assemblia Constituinte, a Assemblia Legislativa, a Conveno e o Directrio. A Revoluo Francesa pode ser subdividida em quatro grandes perodos: a Assemblia Constituinte, a Assemblia Legislativa, a Conveno e o Directrio.perodosAssemblia ConstituinteAssemblia Legislativa ConvenoDirectrioperodosAssemblia ConstituinteAssemblia Legislativa ConvenoDirectrio As causas da revoluo so remotas e imediatas. Entre as do primeiro grupo, h que considerar que a Frana passava por um perodo de crise econmica aps anos de prosperidade. A participao francesa na guerra da independncia norte-americana, os elevados custos da Corte de Lus XVI e a crise na agricultura, tinham deixado as finanas do pas em mau estado. As causas da revoluo so remotas e imediatas. Entre as do primeiro grupo, h que considerar que a Frana passava por um perodo de crise econmica aps anos de prosperidade. A participao francesa na guerra da independncia norte-americana, os elevados custos da Corte de Lus XVI e a crise na agricultura, tinham deixado as finanas do pas em mau estado.Frana Lus XVIFrana Lus XVI
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  • 5 Sociais: Sociais: A sociedade francesa da segunda metade do sculo XVIII possua dois grupos muito privilegiados: A sociedade francesa da segunda metade do sculo XVIII possua dois grupos muito privilegiados:sculo XVIIIsculo XVIII o Clero ou Primeiro Estado, composto por Alto Clero, que representava 0,5% da populao francesa e identificado com a nobreza alm de negar reformas, e pelo Baixo Clero, identificado com o povo, e que as reclamava; o Clero ou Primeiro Estado, composto por Alto Clero, que representava 0,5% da populao francesa e identificado com a nobreza alm de negar reformas, e pelo Baixo Clero, identificado com o povo, e que as reclamava;CleroPrimeiro EstadoCleroPrimeiro Estado a Nobreza, ou Segundo Estado, composta por uma camada palaciana ou cortes, que sobrevivia custa do Estado, por uma camada provincial, que se mantinha com as rendas dos feudos, e uma camada chamada Nobreza Togada, onde alguns juzes e altos funcionrios burgueses adquiriram os seus ttulos e cargos, transmissveis aos seus herdeiros. Aproximava-se de 1,5% dos habitantes. a Nobreza, ou Segundo Estado, composta por uma camada palaciana ou cortes, que sobrevivia custa do Estado, por uma camada provincial, que se mantinha com as rendas dos feudos, e uma camada chamada Nobreza Togada, onde alguns juzes e altos funcionrios burgueses adquiriram os seus ttulos e cargos, transmissveis aos seus herdeiros. Aproximava-se de 1,5% dos habitantes.NobrezaSegundo EstadofeudosNobrezaSegundo Estadofeudos
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  • 6 Esses dois grupos (ou Estados) oprimiam e exploravam o Terceiro Estado, grupo constitudo por burgueses, camponeses sem terra e os "sans-culottes", uma camada heterognea composta por artesos, aprendizes e proletrios, que tinham este nome graas s calas simples que usavam, diferentes dos tecidos caros utilizados pelos nobres. Os impostos e contribuies para o Rei, o Clero e a Nobreza, incidiam sobre o Terceiro Estado, uma vez que o Clero e a Nobreza, no s tinham iseno tributria como ainda usufruam do Tesouro Real atravs de penses e cargos pblicos. Esses dois grupos (ou Estados) oprimiam e exploravam o Terceiro Estado, grupo constitudo por burgueses, camponeses sem terra e os "sans-culottes", uma camada heterognea composta por artesos, aprendizes e proletrios, que tinham este nome graas s calas simples que usavam, diferentes dos tecidos caros utilizados pelos nobres. Os impostos e contribuies para o Rei, o Clero e a Nobreza, incidiam sobre o Terceiro Estado, uma vez que o Clero e a Nobreza, no s tinham iseno tributria como ainda usufruam do Tesouro Real atravs de penses e cargos pblicos. Terceiro Estadosans-culottes Terceiro Estadosans-culottes
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  • 7 A Frana ainda tinha grandes caractersticas feudais: 80% de sua economia era agrcola. Quando uma grande escassez de alimentos ocorreu devido a uma onda de frio causada naquela regio, a populao foi obrigada a mudar- se para as cidades e l nas fbricas eram constantemente exploradas, e a cada ano que passava, tornava-se mais miservel. Viviam a base de po preto e em casas de pssimas condies, sem saneamento bsico e vulnerveis a muitas doenas. A Frana ainda tinha grandes caractersticas feudais: 80% de sua economia era agrcola. Quando uma grande escassez de alimentos ocorreu devido a uma onda de frio causada naquela regio, a populao foi obrigada a mudar- se para as cidades e l nas fbricas eram constantemente exploradas, e a cada ano que passava, tornava-se mais miservel. Viviam a base de po preto e em casas de pssimas condies, sem saneamento bsico e vulnerveis a muitas doenas.
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  • 8 A reavaliao das bases jurdicas do Antigo Regime foi montada luz do pensamento Iluminista, representada por Voltaire, Diderot, Montesquieu, John Locke etc. Eles forneceram pensamentos para criticar as estruturas polticas e sociais absolutistas, e sugeriram a idia de uma maneira de conduzir liberal burguesa. A reavaliao das bases jurdicas do Antigo Regime foi montada luz do pensamento Iluminista, representada por Voltaire, Diderot, Montesquieu, John Locke etc. Eles forneceram pensamentos para criticar as estruturas polticas e sociais absolutistas, e sugeriram a idia de uma maneira de conduzir liberal burguesa.Antigo RegimeVoltaire DiderotMontesquieuJohn LockepolticasAntigo RegimeVoltaire DiderotMontesquieuJohn Lockepolticas
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  • 9 Econmicas Econmicas O rei francs Lus XVI. O rei francs Lus XVI. Lus XVI Lus XVI Os historiadores colocam o ano de 1789 como o incio da Revoluo Francesa. Mas esta, por uma das "ironias" da histria, comeou dois anos antes, com uma reao dos notveis franceses - clrigos e nobres - contra o absolutismo, que pretendia reformar-se e para isso buscava limitar seus privilgios. Lus XVI convocou a nobreza e o clero para contriburem no pagamento de impostos, na altamente aristocrtica Assemblia dos Notveis (1787). Os historiadores colocam o ano de 1789 como o incio da Revoluo Francesa. Mas esta, por uma das "ironias" da histria, comeou dois anos antes, com uma reao dos notveis franceses - clrigos e nobres - contra o absolutismo, que pretendia reformar-se e para isso buscava limitar seus privilgios. Lus XVI convocou a nobreza e o clero para contriburem no pagamento de impostos, na altamente aristocrtica Assemblia dos Notveis (1787).histria
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  • 10 No meio do caos economico e do descontentamento geral, Lus XVI da Frana no conseguiu promover reformas tributrias, impedido pela nobreza e pelo clero, que no "queriam dar os anis para salvar os dedos". No percebendo que seus privilgios dependiam do absolutismo, os notveis pediram ajuda burguesia para lutar contra o poder real - era a Revolta da Aristocracia ou dos Notveis (1787-1789). Eles iniciaram a revolta ao exigir a convocao dos Estados Gerais para votar o projeto de reformas. No meio do caos economico e do descontentamento geral, Lus XVI da Frana no conseguiu promover reformas tributrias, impedido pela nobreza e pelo clero, que no "queriam dar os anis para salvar os dedos". No percebendo que seus privilgios dependiam do absolutismo, os notveis pediram ajuda burguesia para lutar contra o poder real - era a Revolta da Aristocracia ou dos Notveis (1787-1789). Eles iniciaram a revolta ao exigir a convocao dos Estados Gerais para votar o projeto de reformas. Lus XVI da Frana17871789 Lus XVI da Frana17871789
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  • 11 Jacques Necker. Jacques Necker. Jacques Necker Jacques Necker Por sugesto do Ministro Jacques Necker, convocou a Assemblia dos Estados Gerais, instituio que no era reunida desde 1614. Os Estados Gerais se reuniram em Maio de 1789 no Palcio de Versalhes, com o objetivo no declarado de conseguir que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o Clero e a Nobreza se recusavam a pagar. Por sugesto do Ministro Jacques Necker, convocou a Assemblia dos Estados Gerais, instituio que no era reunida desde 1614. Os Estados Gerais se reuniram em Maio de 1789 no Palcio de Versalhes, com o objetivo no declarado de conseguir que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o Clero e a Nobreza se recusavam a pagar.Jacques NeckerAssemblia dos Estados Gerais1614 1789Jacques NeckerAssemblia dos Estados Gerais1614 1789
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  • 12 As causas econmicas tambm eram estruturais. As riquezas eram mal distribudas; a crise produtiva manufatureira estava ligada ao sistema corporativo, que fixava quantidade e condies de produtividade. Isso descontentou a burguesia. As causas econmicas tambm eram estruturais. As riquezas eram mal distribudas; a crise produtiva manufatureira estava ligada ao sistema corporativo, que fixava quantidade e condies de produtividade. Isso descontentou a burguesia. Outro fator econmico foi a crise agrcola, que ocorreu graas ao aumento populacional. Entre 1715 e 1789, a populao francesa cresceu consideravelmente, entre 8 e 9 milhes de habitantes. Como a quantidade de alimentos produzida era insuficiente e as geadas abatiam a produo alimentcia, o fantasma da fome pairou sobre os franceses. Outro fator econmico foi a crise agrcola, que ocorreu graas ao aumento populacional. Entre 1715 e 1789, a populao francesa cresceu consideravelmente, entre 8 e 9 milhes de habitantes. Como a quantidade de alimentos produzida era insuficiente e as geadas abatiam a produo alimentcia, o fantasma da fome pairou sobre os franceses.17151789fome17151789fome
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  • 13 Poltica Poltica Os prprios servidores do Parlamento contestavam o regime e organizaes absolutistas, onde o poder era Real. O monarca estabelecia leis que podiam ser analisadas, julgadas e, se preciso, vetadas pelo Parlamento. O ministrio props ento a reforma que faria com que o clero e a nobreza pagassem impostos e se igualassem ao Terceiro Estado, mas que foi vetada pelo Parlamento. Para justificar esta deciso, afirmaram que s a Assemblia Constituinte poderia decidir sobre a criao de novos impostos. Os prprios servidores do Parlamento contestavam o regime e organizaes absolutistas, onde o poder era Real. O monarca estabelecia leis que podiam ser analisadas, julgadas e, se preciso, vetadas pelo Parlamento. O ministrio props ento a reforma que faria com que o clero e a nobreza pagassem impostos e se igualassem ao Terceiro Estado, mas que foi vetada pelo Parlamento. Para justificar esta deciso, afirmaram que s a Assemblia Constituinte poderia decidir sobre a criao de novos impostos.Parlamento
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  • 14 O processo eleitoral compreendia duas fases, onde na primeira os eleitores votavam nos que, numa segunda fase, escolheriam os deputados. Numa sesso especial, Lus XVI reafirmou seu poder absoluto, obrigando o complexo cerimonial a se rebaixar. Ento o Parlamento se exilou. Como o rei no poderia mais efetuar a reforma sem os magistrados, pediu ento um emprstimo, que foi tambm negado e considerado ilegal. Em 1788, o rei reduziu o nmero de parlamentares; a poro rebelde deles obteve a duplicao dos representantes do Terceiro Estado, apesar de ser insuficiente. O processo eleitoral compreendia duas fases, onde na primeira os eleitores votavam nos que, numa segunda fase, escolheriam os deputados. Numa sesso especial, Lus XVI reafirmou seu poder absoluto, obrigando o complexo cerimonial a se rebaixar. Ento o Parlamento se exilou. Como o rei no poderia mais efetuar a reforma sem os magistrados, pediu ento um emprstimo, que foi tambm negado e considerado ilegal. Em 1788, o rei reduziu o nmero de parlamentares; a poro rebelde deles obteve a duplicao dos representantes do Terceiro Estado, apesar de ser insuficiente. Lus XVI1788 Lus XVI1788
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  • 15 A Assembleia Constituinte A Assembleia Constituinte Os deputados dos trs estados eram unnimes em um ponto: desejavam limitar o poder real, semelhana do que se passava na vizinha Inglaterra e que igualmente tinha sido assegurado pelos norte-americanos nas suas constituies. No dia 5 de maio, o rei mandou abrir a sesso inaugural dos Estados Gerais e, no seu discurso, advertiu que no se deveria tratar de poltica, isto , da limitao do poder real, mas apenas da reorganizao financeira do reino e do sistema tributrio. Os deputados dos trs estados eram unnimes em um ponto: desejavam limitar o poder real, semelhana do que se passava na vizinha Inglaterra e que igualmente tinha sido assegurado pelos norte-americanos nas suas constituies. No dia 5 de maio, o rei mandou abrir a sesso inaugural dos Estados Gerais e, no seu discurso, advertiu que no se deveria tratar de poltica, isto , da limitao do poder real, mas apenas da reorganizao financeira do reino e do sistema tributrio.deputados5 de maiofinanceiradeputados5 de maiofinanceira
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  • 16 O Juramento da Pla. O Juramento da Pla. O Clero e a Nobreza tentaram diversas manobras para conter o mpeto reformista do Terceiro Estado, cujos representantes comparecem Assemblia apresentando as reclamaes do povo (materializadas nos "Cahiers de Dolances"). O Clero e a Nobreza tentaram diversas manobras para conter o mpeto reformista do Terceiro Estado, cujos representantes comparecem Assemblia apresentando as reclamaes do povo (materializadas nos "Cahiers de Dolances").Terceiro EstadoCahiers de DolancesTerceiro EstadoCahiers de Dolances
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  • 17 Os deputados da nobreza e do clero queriam que as eleies fossem por estado (clero, um voto; nobreza, um voto; e povo, um voto), pois assim, j que clero e nobreza comungavam os mesmos interesses, garantiriam seus privilgios. O terceiro estado queria que a votao fosse individual, por deputado, porque, contando com votos do baixo clero e da nobreza liberal, conseguiria reformar o sistema tributrio do reino. Os deputados da nobreza e do clero queriam que as eleies fossem por estado (clero, um voto; nobreza, um voto; e povo, um voto), pois assim, j que clero e nobreza comungavam os mesmos interesses, garantiriam seus privilgios. O terceiro estado queria que a votao fosse individual, por deputado, porque, contando com votos do baixo clero e da nobreza liberal, conseguiria reformar o sistema tributrio do reino.
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  • 18 Diante da impossibilidade de conciliar tais interesses, Lus XVI tentou dissolver os Estados Gerais, impedindo a entrada dos deputados na sala das sesses. Os representantes do Terceiro Estado rebelaram-se e invadiram a sala do jogo da pla (espcie de tnis em quadra coberta), em 15 de Junho de 1789, e transformaram-se na Assemblia Nacional, jurando s se separar aps a votao de uma constituio para a Frana (Juramento da Sala do Jogo da Pla). Em 9 de Julho de 1789, juntamente com muitos deputados do baixo clero, os Estados Gerais autoproclamaram-se Assemblia Nacional Constituinte. Diante da impossibilidade de conciliar tais interesses, Lus XVI tentou dissolver os Estados Gerais, impedindo a entrada dos deputados na sala das sesses. Os representantes do Terceiro Estado rebelaram-se e invadiram a sala do jogo da pla (espcie de tnis em quadra coberta), em 15 de Junho de 1789, e transformaram-se na Assemblia Nacional, jurando s se separar aps a votao de uma constituio para a Frana (Juramento da Sala do Jogo da Pla). Em 9 de Julho de 1789, juntamente com muitos deputados do baixo clero, os Estados Gerais autoproclamaram-se Assemblia Nacional Constituinte.pla15 de Junho17899 de Julho 1789pla15 de Junho17899 de Julho 1789
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  • 19 Esta deciso incitou o rei a tomar medidas mais drsticas, entre as quais a demisso do ministro Jacques Necker, conhecido por suas posies reformistas. Ao descobrirem o ato, as massas parisienses mobilizaram-se e tomaram as ruas da cidade. Os nimos exaltaram-se e aumentaram as propostas de tomar as armas. Esta deciso incitou o rei a tomar medidas mais drsticas, entre as quais a demisso do ministro Jacques Necker, conhecido por suas posies reformistas. Ao descobrirem o ato, as massas parisienses mobilizaram-se e tomaram as ruas da cidade. Os nimos exaltaram-se e aumentaram as propostas de tomar as armas.Jacques NeckerarmasJacques Neckerarmas
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  • 20 O rei decidiu reagir fechando a Assembleia, mas foi impedido por uma sublevao popular em Paris, reproduzida a seguir em outras cidades e no campo. O rei decidiu reagir fechando a Assembleia, mas foi impedido por uma sublevao popular em Paris, reproduzida a seguir em outras cidades e no campo. O Conde de Artois (futuro Carlos X) e outros lderes reacionrios, diante das ameaas, fugiram do pas, transformando-se no grupo migrs. A burguesia parisiense, temendo que a populao da cidade aproveitasse a queda do antigo sistema de governo para recorrer ao direta, apressou-se a estabelecer um governo provisrio local. O Conde de Artois (futuro Carlos X) e outros lderes reacionrios, diante das ameaas, fugiram do pas, transformando-se no grupo migrs. A burguesia parisiense, temendo que a populao da cidade aproveitasse a queda do antigo sistema de governo para recorrer ao direta, apressou-se a estabelecer um governo provisrio local.Conde de ArtoisCarlos XConde de ArtoisCarlos X
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  • 21 Em 13 de Julho, organizou-se a Guarda Nacional, uma milcia burguesa para resistir ao rei e liderar a populao civil, cujo comando coube ao deputado da Assemblia e heri da independncia dos Estados Unidos Marie Joseph Motier, o Marqus de La Fayette. A bandeira dos Bourbons foi substituda por uma tricolor (azul, branco e vermelho), que passou a ser a bandeira nacional. E, em toda a Frana, foram constitudas unidades da milcia e governos provisrios. Em 13 de Julho, organizou-se a Guarda Nacional, uma milcia burguesa para resistir ao rei e liderar a populao civil, cujo comando coube ao deputado da Assemblia e heri da independncia dos Estados Unidos Marie Joseph Motier, o Marqus de La Fayette. A bandeira dos Bourbons foi substituda por uma tricolor (azul, branco e vermelho), que passou a ser a bandeira nacional. E, em toda a Frana, foram constitudas unidades da milcia e governos provisrios.13 de JulhoGuarda Nacionalindependncia dos Estados UnidosMarqus de La Fayetteazulbrancovermelhobandeira nacional13 de JulhoGuarda Nacionalindependncia dos Estados UnidosMarqus de La Fayetteazulbrancovermelhobandeira nacional A Queda da Bastilha, smbolo mais radical e abrangente das revolues burguesas. A Queda da Bastilha, smbolo mais radical e abrangente das revolues burguesas. Imagem: A Tomada da Bastilha, por Jean-Pierre Louis Laurent Houel. Imagem: A Tomada da Bastilha, por Jean-Pierre Louis Laurent Houel.Bastilha Jean-Pierre Louis Laurent HouelBastilha Jean-Pierre Louis Laurent Houel
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  • 22 Enquanto isso, os acontecimentos precipitaram-se e a agitao tomou conta das ruas: a 13 de Julho constituram-se as Milcias de Paris, organizaes militares- populares. No dia 14 de Julho, populares armados invadiram o Arsenal dos Invlidos, procura de munies e, em seguida, invadiram a Bastilha, uma fortaleza que tinha sido transformada em priso poltica, mas que j no era a terrvel priso de outros tempos. Os rebeldes tomaram a Bastilha por causa da plvora que l estava armazenada. Caiu assim um dos smbolos do absolutismo. A Queda da Bastilha causou profunda emoo nas provncias e acelerou a queda dos intendentes. Novas municipalidades e guardas nacionais foram organizadas. Enquanto isso, os acontecimentos precipitaram-se e a agitao tomou conta das ruas: a 13 de Julho constituram-se as Milcias de Paris, organizaes militares- populares. No dia 14 de Julho, populares armados invadiram o Arsenal dos Invlidos, procura de munies e, em seguida, invadiram a Bastilha, uma fortaleza que tinha sido transformada em priso poltica, mas que j no era a terrvel priso de outros tempos. Os rebeldes tomaram a Bastilha por causa da plvora que l estava armazenada. Caiu assim um dos smbolos do absolutismo. A Queda da Bastilha causou profunda emoo nas provncias e acelerou a queda dos intendentes. Novas municipalidades e guardas nacionais foram organizadas. 13 de JulhoMilcias de Paris14 de JulhoArsenal dos InvlidosmuniesBastilhaprisoplvora 13 de JulhoMilcias de Paris14 de JulhoArsenal dos InvlidosmuniesBastilhaprisoplvora
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  • 23 A partir de ento, a Revoluo estendeu-se ao campo, com maior violncia: os camponeses saquearam as propriedades feudais e invadiram e queimaram os castelos e cartrios, para destruir os ttulos de propriedade das terras (fase do Grande Medo). Temendo o radicalismo, a noite de 4 de agosto, a Assemblia Nacional Constituinte aprovou a abolio dos direitos feudais, gradual e mediante amortizao, alm das terras da Igreja terem sido confiscadas. Da por diante, a igualdade jurdica seria regra. A partir de ento, a Revoluo estendeu-se ao campo, com maior violncia: os camponeses saquearam as propriedades feudais e invadiram e queimaram os castelos e cartrios, para destruir os ttulos de propriedade das terras (fase do Grande Medo). Temendo o radicalismo, a noite de 4 de agosto, a Assemblia Nacional Constituinte aprovou a abolio dos direitos feudais, gradual e mediante amortizao, alm das terras da Igreja terem sido confiscadas. Da por diante, a igualdade jurdica seria regra. 4 de agosto 4 de agosto
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  • 24 A Elaborao de uma Constituio A Elaborao de uma Constituio Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. A Assemblia Nacional Constituinte aprovou a legislao, pela qual era abolido o regime feudal e senhorial e suprimido o dzimo. Outras leis proibiram a venda de cargos pblicos e a iseno tributria das camadas privilegiadas. E, para dar continuidade ao trabalho, decidiu pela elaborao de uma Constituio. Na introduo, que seria denominada Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado (Dclaration des Droits de l'Homme et du Citoyen), os delegados formularam os ideais da Revoluo, sintetizados em trs princpios: "Libert, Egalit, Fraternit" (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). Inspirada na Declarao de Independncia dos Estados Unidos e divulgada em 26 de agosto, a primeira Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado (a que no ter sido estranha a aco do ento embaixador dos EUA em Paris, Thomas Jefferson) foi sntese do pensamento iluminista liberal e burgus. A Assemblia Nacional Constituinte aprovou a legislao, pela qual era abolido o regime feudal e senhorial e suprimido o dzimo. Outras leis proibiram a venda de cargos pblicos e a iseno tributria das camadas privilegiadas. E, para dar continuidade ao trabalho, decidiu pela elaborao de uma Constituio. Na introduo, que seria denominada Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado (Dclaration des Droits de l'Homme et du Citoyen), os delegados formularam os ideais da Revoluo, sintetizados em trs princpios: "Libert, Egalit, Fraternit" (Liberdade, Igualdade, Fraternidade). Inspirada na Declarao de Independncia dos Estados Unidos e divulgada em 26 de agosto, a primeira Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado (a que no ter sido estranha a aco do ento embaixador dos EUA em Paris, Thomas Jefferson) foi sntese do pensamento iluminista liberal e burgus.regime feudaldzimoleisConstituioDeclarao dos Direitos do Homem e do CidadoDeclarao de Independncia dos Estados Unidos26 de agostoThomas Jeffersoniluministaregime feudaldzimoleisConstituioDeclarao dos Direitos do Homem e do CidadoDeclarao de Independncia dos Estados Unidos26 de agostoThomas Jeffersoniluminista
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  • 25 Nesse documento, onde se pode ver claramente a influncia da Revoluo Americana, era defendido o direito de todos liberdade, propriedade, igualdade - igualdade jurdica, e no social nem econmica - e de resistncia opresso. A desigualdade social e de riqueza continuava existindo. O nascimento, a tradio e o sangue no eram mais critrios para diferenciar socialmente os homens; foram substitudos pelo dinheiro e pela propriedade, que a partir da passam a garantir a seus possuidores o prestgio social, embora, perante a lei, todos, desde o miservel ao milionrio, fossem teoricamente iguais. Nesse documento, onde se pode ver claramente a influncia da Revoluo Americana, era defendido o direito de todos liberdade, propriedade, igualdade - igualdade jurdica, e no social nem econmica - e de resistncia opresso. A desigualdade social e de riqueza continuava existindo. O nascimento, a tradio e o sangue no eram mais critrios para diferenciar socialmente os homens; foram substitudos pelo dinheiro e pela propriedade, que a partir da passam a garantir a seus possuidores o prestgio social, embora, perante a lei, todos, desde o miservel ao milionrio, fossem teoricamente iguais.Revoluo AmericanapropriedadeigualdadedinheiroRevoluo Americanapropriedadeigualdadedinheiro
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  • 26 Palcio das Tulherias. Palcio das Tulherias. Pressionado pela opinio pblica, Lus XVI deixou Versalhes, estabelecendo-se no Palcio das Tulherias, em Paris (outubro de 1789). Ali era mais facilmente admoestado pelas massas parisienses. Pressionado pela opinio pblica, Lus XVI deixou Versalhes, estabelecendo-se no Palcio das Tulherias, em Paris (outubro de 1789). Ali era mais facilmente admoestado pelas massas parisienses. VersalhesPalcio das TulheriasParis1789 VersalhesPalcio das TulheriasParis1789 Fervilhavam os clubes: a imprensa tinha um papel cada vez maior nos acontecimentos polticos. Jean-Paul Marat e Hbert escreviam artigos incendirios. Fervilhavam os clubes: a imprensa tinha um papel cada vez maior nos acontecimentos polticos. Jean-Paul Marat e Hbert escreviam artigos incendirios. Jean-Paul MaratHbert Jean-Paul MaratHbert
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  • 27 A nobreza conservadora e o alto clero abandonaram a Frana, refugiando-se nos pases absolutistas, de onde conspiraram contra a revoluo. Numa reao contra os privilgios do clero e buscando recursos para sanar o dficit pblico, o governo desapropriou os bens da Igreja, colocando-as venda e, com o seu produto, emitiu bnus do tesouro, os assignats, valendo como papel-moeda, logo depreciado. As propriedades da Igreja logo passaram para as mos da burguesia. Para os camponeses pobres, restaram as propriedades menores, que puderam ser adquiridas mediante facilitaes. A nobreza conservadora e o alto clero abandonaram a Frana, refugiando-se nos pases absolutistas, de onde conspiraram contra a revoluo. Numa reao contra os privilgios do clero e buscando recursos para sanar o dficit pblico, o governo desapropriou os bens da Igreja, colocando-as venda e, com o seu produto, emitiu bnus do tesouro, os assignats, valendo como papel-moeda, logo depreciado. As propriedades da Igreja logo passaram para as mos da burguesia. Para os camponeses pobres, restaram as propriedades menores, que puderam ser adquiridas mediante facilitaes. dficitassignats dficitassignats
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  • 28 Em agosto de 1790, foi votada a Constituio Civil do Clero, separando Igreja e Estado e transformando os clrigos em assalariados do governo, a quem deviam obedincia. Ela determinava tambm que os bispos e padres de parquia seriam eleitos por todos os eleitores, independente de sua filiao religiosa. O papa ops-se a isso. Os clrigos deveriam jurar a nova Constituio. Os que fizeram isso ficaram conhecidos como juramentados; os que se recusaram passaram a ser chamados de refratrios e engrossaram o campo da Contra-Revoluo. Em agosto de 1790, foi votada a Constituio Civil do Clero, separando Igreja e Estado e transformando os clrigos em assalariados do governo, a quem deviam obedincia. Ela determinava tambm que os bispos e padres de parquia seriam eleitos por todos os eleitores, independente de sua filiao religiosa. O papa ops-se a isso. Os clrigos deveriam jurar a nova Constituio. Os que fizeram isso ficaram conhecidos como juramentados; os que se recusaram passaram a ser chamados de refratrios e engrossaram o campo da Contra-Revoluo.1790Constituio Civil do CleroIgrejaEstadobispos padresparquiapapa1790Constituio Civil do CleroIgrejaEstadobispos padresparquiapapa
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  • 29 Procurando frear o movimento popular, a Assembleia Nacional Constituinte, pela Lei de Le Chapelier, proibiu associaes e coalizes profissionais. Procurando frear o movimento popular, a Assembleia Nacional Constituinte, pela Lei de Le Chapelier, proibiu associaes e coalizes profissionais.Lei de Le ChapelierLei de Le Chapelier O retorno de Lus XVI a Paris aps sua desastrada fuga. O retorno de Lus XVI a Paris aps sua desastrada fuga. No palcio real, conspirava-se abertamente. O rei, a rainha, os seus conselheiros, os embaixadores da ustria e da Prssia eram cabeas da conspirao. A ustria e a Prssia, pases absolutistas invadiram a Frana, que foi derrotada porque oficiais ligados nobreza permitiram o fracasso do exrcito francs. Denunciou-se a traio na Assemblia. Em junho de 1791 a famlia real tentou fugir para a ustria. No palcio real, conspirava-se abertamente. O rei, a rainha, os seus conselheiros, os embaixadores da ustria e da Prssia eram cabeas da conspirao. A ustria e a Prssia, pases absolutistas invadiram a Frana, que foi derrotada porque oficiais ligados nobreza permitiram o fracasso do exrcito francs. Denunciou-se a traio na Assemblia. Em junho de 1791 a famlia real tentou fugir para a ustria.ustriaPrssia1791ustria Prssia1791ustria O rei foi descoberto na fronteira, em Varennes, e obrigado a voltar. A assemblia absolveu Lus XVI, mantendo a monarquia. Para justificar essa deciso, alegou que o rei fora sequestrado. A Guarda Nacional, comandada por La Fayette, reprimiu violentamente a multido que queria a deposio do rei. O rei foi descoberto na fronteira, em Varennes, e obrigado a voltar. A assemblia absolveu Lus XVI, mantendo a monarquia. Para justificar essa deciso, alegou que o rei fora sequestrado. A Guarda Nacional, comandada por La Fayette, reprimiu violentamente a multido que queria a deposio do rei.VarennesmonarquiaLa FayetteVarennesmonarquiaLa Fayette
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  • 30 A Constituio de 1791 A Constituio de 1791 Em setembro de 1791, foi promulgada a primeira Constituio da Frana que resumia as realizaes da Revoluo. Em setembro de 1791, foi promulgada a primeira Constituio da Frana que resumia as realizaes da Revoluo.1791 Influenciada pelo exemplo dos Estados Unidos, a Frana implantou uma monarquia constitucional, isto , o rei perdia os seus poderes absolutos. A carta estabelecia uma clara separao entre os poderes Legislativo, Executivo e Judicirio e concedia direitos civis completos aos cidados. Influenciada pelo exemplo dos Estados Unidos, a Frana implantou uma monarquia constitucional, isto , o rei perdia os seus poderes absolutos. A carta estabelecia uma clara separao entre os poderes Legislativo, Executivo e Judicirio e concedia direitos civis completos aos cidados.monarquia constitucionalmonarquia constitucional A populao foi dividida em cidados ativos e passivos. Somente os cidados ativos, que pagavam impostos e possuam dinheiro ou propriedades, participavam da vida poltica. Era o voto censitrio. Os passivos eram os no-votantes, como mulheres, trabalhadores, desempregados e outros. A populao foi dividida em cidados ativos e passivos. Somente os cidados ativos, que pagavam impostos e possuam dinheiro ou propriedades, participavam da vida poltica. Era o voto censitrio. Os passivos eram os no-votantes, como mulheres, trabalhadores, desempregados e outros.
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  • 31 Apesar de ter limitado os poderes do rei, este tinha ainda o direito de designar seus ministros. Apesar de ter limitado os poderes do rei, este tinha ainda o direito de designar seus ministros. ministros De mais, a constituio abolia o feudalismo, nacionalizava os bens eclesisticos e reconhecia a igualdade civil e jurdica. De mais, a constituio abolia o feudalismo, nacionalizava os bens eclesisticos e reconhecia a igualdade civil e jurdica.feudalismo nacionalizavafeudalismo nacionalizava
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  • 32 Em sntese, a Constituio de 1791 visava a criar, na Frana, uma sociedade burguesa e capitalista, em lugar da anterior, feudal e aristocrtica. Em sntese, a Constituio de 1791 visava a criar, na Frana, uma sociedade burguesa e capitalista, em lugar da anterior, feudal e aristocrtica.1791capitalista1791capitalista Apesar disso, este projeto no teve muita sustentao. Alguns setores urbanos queriam continuar com o processo revolucionrio, enquanto nobres fugiam e se refugiavam no exterior, planejando distncia organizar violentamente uma revanche armada. Os emigrados tinham apoio de Estados Absolutistas como ustria e Prssia, que viam a Constituio como perigosa. Apesar disso, este projeto no teve muita sustentao. Alguns setores urbanos queriam continuar com o processo revolucionrio, enquanto nobres fugiam e se refugiavam no exterior, planejando distncia organizar violentamente uma revanche armada. Os emigrados tinham apoio de Estados Absolutistas como ustria e Prssia, que viam a Constituio como perigosa. nobresustriaPrssia nobresustriaPrssia Em agosto de 1791, aps a tentativa frustrada de fuga da famlia real para a ustria, os pases que at ento apoiavam a Frana lanaram a Declarao de Pillnitz, que afirmava (e apoiava) a restaurao da monarquia francesa como um projeto de interesse comum a todos os Estados europeus. A populao francesa ficou enfurecida, pois enxergava esta ao como uma intromisso direta aos assuntos do pas. Em agosto de 1791, aps a tentativa frustrada de fuga da famlia real para a ustria, os pases que at ento apoiavam a Frana lanaram a Declarao de Pillnitz, que afirmava (e apoiava) a restaurao da monarquia francesa como um projeto de interesse comum a todos os Estados europeus. A populao francesa ficou enfurecida, pois enxergava esta ao como uma intromisso direta aos assuntos do pas.agosto
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  • 33 A Assemblia Legislativa (1791-1792) A Assemblia Legislativa (1791-1792) Em 1791 iniciou-se a fase denominada Monarquia Constitucional. Nas eleies de outubro de 1791, as cadeiras da Assemblia Legislativa foram ocupadas predominantemente por elementos da burguesia. A Assemblia Legislativa, que iniciou suas sesses em 1 de outubro, era formada por 750 membros, sem experincia poltica. Em 1791 iniciou-se a fase denominada Monarquia Constitucional. Nas eleies de outubro de 1791, as cadeiras da Assemblia Legislativa foram ocupadas predominantemente por elementos da burguesia. A Assemblia Legislativa, que iniciou suas sesses em 1 de outubro, era formada por 750 membros, sem experincia poltica.1 de outubro1 de outubro Embora a burguesia tivesse de enfrentar, dentro da Assemblia, a oposio da aristocracia, cujos deputados ocupavam o lado direito de quem entrava no recinto de reunies, e tambm dos democratas, que ocupavam o lado esquerdo, as maiores dificuldades estavam fora da Assemblia. Embora a burguesia tivesse de enfrentar, dentro da Assemblia, a oposio da aristocracia, cujos deputados ocupavam o lado direito de quem entrava no recinto de reunies, e tambm dos democratas, que ocupavam o lado esquerdo, as maiores dificuldades estavam fora da Assemblia.
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  • 34 extrema direita, o rei e a aristocracia se recusavam a aceitar qualquer compromisso. extrema esquerda, a pequena e mdia burguesia sentiam-se lesadas e enganadas. extrema direita, o rei e a aristocracia se recusavam a aceitar qualquer compromisso. extrema esquerda, a pequena e mdia burguesia sentiam-se lesadas e enganadas. Os camponeses, desesperados, porque tinham de pagar pela extino dos direitos feudais, retomaram a violncia. Os camponeses, desesperados, porque tinham de pagar pela extino dos direitos feudais, retomaram a violncia. O confisco dos bens da Igreja e a Constituio do Clero, que faziam com que os religiosos rompessem com o papado, levaram a maior parte do clero para o campo da Contra-Revoluo. O confisco dos bens da Igreja e a Constituio do Clero, que faziam com que os religiosos rompessem com o papado, levaram a maior parte do clero para o campo da Contra-Revoluo. Apesar de todas as dificuldades, a alta burguesia se mantinha no poder. Apesar de todas as dificuldades, a alta burguesia se mantinha no poder.
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  • 35 A Queda da Monarquia A Queda da Monarquia Os emigrados buscavam apoio externo para restaurar o Estado absoluto. As vizinhas potncias absolutistas apoiavam esses movimentos, pois temiam a irradiao das idias revolucionrias francesas para seus pases. Os emigrados e as monarquias absolutistas formaram uma aliana destinada a restaurar, na Frana, os poderes absolutos de Lus XVI. Alegando a necessidade de se restaurar a dignidade real da Frana, na Declarao de Pillnitz (1791) esses pases ameaaram a Frana de uma interveno. Os emigrados buscavam apoio externo para restaurar o Estado absoluto. As vizinhas potncias absolutistas apoiavam esses movimentos, pois temiam a irradiao das idias revolucionrias francesas para seus pases. Os emigrados e as monarquias absolutistas formaram uma aliana destinada a restaurar, na Frana, os poderes absolutos de Lus XVI. Alegando a necessidade de se restaurar a dignidade real da Frana, na Declarao de Pillnitz (1791) esses pases ameaaram a Frana de uma interveno. Declarao de Pillnitz1791 Declarao de Pillnitz1791
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  • 36 Em 1792, a Assemblia Legislativa aprovou uma declarao de guerra contra a ustria. interessante salientar que a burguesia e a aristocracia queriam a guerra por motivos diferentes. Enquanto para a burguesia a guerra seria breve e vitoriosa, para o rei e a aristocracia seria a esperana de retorno ao velho regime. Palavras de Lus XVI: "Em lugar de uma guerra civil, esta ser uma guerra poltica" e da rainha Maria Antonieta: "Os imbecis [referia-se a burguesia]! No vem que nos servem". Portanto, o rei e a aristocracia no vacilaram em trair a Frana revolucionria. Em 1792, a Assemblia Legislativa aprovou uma declarao de guerra contra a ustria. interessante salientar que a burguesia e a aristocracia queriam a guerra por motivos diferentes. Enquanto para a burguesia a guerra seria breve e vitoriosa, para o rei e a aristocracia seria a esperana de retorno ao velho regime. Palavras de Lus XVI: "Em lugar de uma guerra civil, esta ser uma guerra poltica" e da rainha Maria Antonieta: "Os imbecis [referia-se a burguesia]! No vem que nos servem". Portanto, o rei e a aristocracia no vacilaram em trair a Frana revolucionria.1792 Diante da aproximao dos exrcitos coligados estrangeiros, formaram-se por toda a Frana batalhes de voluntrios. Diante da aproximao dos exrcitos coligados estrangeiros, formaram-se por toda a Frana batalhes de voluntrios. Lus XVI e Maria Antonieta foram presos, acusados de traio ao pas por colaborarem com os invasores. Lus XVI e Maria Antonieta foram presos, acusados de traio ao pas por colaborarem com os invasores.
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  • 37 A Batalha de Valmy. A Batalha de Valmy. Verdun, ltima defesa de Paris, foi sitiada pelos prussianos. O povo, chamado a defender a revoluo, saiu s ruas e massacrou muitos partidrios do Antigo Regime. Sob o comando de Danton, Robespierre e Marat, foram distribudas armas ao povo e foi organizada a Comuna Insurrecional de Paris. As palavras de Danton ressoaram de forma marcante nos coraes dos revolucionrios. Disse ele: "Para vencer os inimigos, necessitamos de audcia, cada vez mais audcia, e ento a Frana estar salva". Aconteceu aquilo que parecia impossvel: as tropas revolucionrias, famintas, mal vestidas, mas alimentadas pelo ardor revolucionrio, derrotaram, ao som da Marselhesa (o hino da revoluo), a coalizo anti-francesa na Batalha de Valmy. Verdun, ltima defesa de Paris, foi sitiada pelos prussianos. O povo, chamado a defender a revoluo, saiu s ruas e massacrou muitos partidrios do Antigo Regime. Sob o comando de Danton, Robespierre e Marat, foram distribudas armas ao povo e foi organizada a Comuna Insurrecional de Paris. As palavras de Danton ressoaram de forma marcante nos coraes dos revolucionrios. Disse ele: "Para vencer os inimigos, necessitamos de audcia, cada vez mais audcia, e ento a Frana estar salva". Aconteceu aquilo que parecia impossvel: as tropas revolucionrias, famintas, mal vestidas, mas alimentadas pelo ardor revolucionrio, derrotaram, ao som da Marselhesa (o hino da revoluo), a coalizo anti-francesa na Batalha de Valmy. VerdunDantonRobespierreMaratComuna Insurrecional de ParisMarselhesaBatalha de Valmy VerdunDantonRobespierreMaratComuna Insurrecional de ParisMarselhesaBatalha de Valmy
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  • 38 Em 10 de agosto de 1792, a Assemblia foi dissolvida e a monarquia extinta. Criou-se uma nova Assemblia Nacional Constituinte (a Conveno Nacional), entrando numa fase radical. As primeiras medidas tomadas pela Conveno foram a Proclamao da Repblica e a promulgao de uma nova Constituio (21 de setembro de 1792). Eleita sem a diviso dos eleitores em passivos e ativos, a alta burguesia monarquista foi derrotada. A Conveno contava com o predomnio dos representantes da burguesia. Em 10 de agosto de 1792, a Assemblia foi dissolvida e a monarquia extinta. Criou-se uma nova Assemblia Nacional Constituinte (a Conveno Nacional), entrando numa fase radical. As primeiras medidas tomadas pela Conveno foram a Proclamao da Repblica e a promulgao de uma nova Constituio (21 de setembro de 1792). Eleita sem a diviso dos eleitores em passivos e ativos, a alta burguesia monarquista foi derrotada. A Conveno contava com o predomnio dos representantes da burguesia.10 de agosto179221 de setembro179210 de agosto179221 de setembro1792
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  • 39 Entre os revolucionrios de 1789, houve uma diviso. A grande burguesia no queria aprofundar e radicalizar a revoluo, temendo o radicalismo popular. Aliada aos setores da nobreza liberal e do baixo clero, formou o Clube dos Girondinos. O nome "girondino" (do francs girondin) deve-se ao fato de Brissot, principal lder dessa faco, representar o departamento da Gironda e de seus principais lderes serem provenientes de l. Eles ocupavam os bancos inferiores no salo das sesses. Entre os revolucionrios de 1789, houve uma diviso. A grande burguesia no queria aprofundar e radicalizar a revoluo, temendo o radicalismo popular. Aliada aos setores da nobreza liberal e do baixo clero, formou o Clube dos Girondinos. O nome "girondino" (do francs girondin) deve-se ao fato de Brissot, principal lder dessa faco, representar o departamento da Gironda e de seus principais lderes serem provenientes de l. Eles ocupavam os bancos inferiores no salo das sesses.1789Clube dos GirondinosfrancsBrissotdepartamento da Gironda1789Clube dos GirondinosfrancsBrissotdepartamento da Gironda
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  • 40 Os jacobinos (do francs jacobin) assim chamados porque se reuniam no convento de Saint Jacques queriam aprofundar a revoluo, aumentando os direitos do povo; eram liderados pela pequena burguesia e apoiados pelos sans-culottes, as massas populares de Paris. Ocupavam os assentos superiores no salo das sesses, recebendo o nome de montanha. Seus principais lderes foram Danton, Marat e Robespierre. Sua faco mais radical era representada pelos raivosos, liderados por Hebert, que queriam o povo no poder. Havia ainda um grupo de deputados sem opinies muito firmes, que votavam na proposta que tinha mais chances de vencer. Eram chamados de plancie ou pntano. Havia ainda os cordeliers (camadas mais baixas) e os feuillants (a burguesia financeira). Os jacobinos (do francs jacobin) assim chamados porque se reuniam no convento de Saint Jacques queriam aprofundar a revoluo, aumentando os direitos do povo; eram liderados pela pequena burguesia e apoiados pelos sans-culottes, as massas populares de Paris. Ocupavam os assentos superiores no salo das sesses, recebendo o nome de montanha. Seus principais lderes foram Danton, Marat e Robespierre. Sua faco mais radical era representada pelos raivosos, liderados por Hebert, que queriam o povo no poder. Havia ainda um grupo de deputados sem opinies muito firmes, que votavam na proposta que tinha mais chances de vencer. Eram chamados de plancie ou pntano. Havia ainda os cordeliers (camadas mais baixas) e os feuillants (a burguesia financeira).jacobinosDantonMaratRobespierre cordeliersfeuillantsjacobinosDantonMaratRobespierre cordeliersfeuillants
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  • 41 As modernas designaes polticas de direita, centro e esquerda surgem neste momento: com relao Mesa da Presidncia identificavam-se direita os girondinos, que desejavam consolidar as conquistas burguesas, estancar a revoluo e evitar a radicalizao; ao centro, a Plancie ou Pntano, grupo de burgueses sem posio poltica definida; e esquerda, a Montanha, composta pela pequena burguesia jacobina que liderava os sans-culottes, e que defendia o aprofundamento da revoluo. As modernas designaes polticas de direita, centro e esquerda surgem neste momento: com relao Mesa da Presidncia identificavam-se direita os girondinos, que desejavam consolidar as conquistas burguesas, estancar a revoluo e evitar a radicalizao; ao centro, a Plancie ou Pntano, grupo de burgueses sem posio poltica definida; e esquerda, a Montanha, composta pela pequena burguesia jacobina que liderava os sans-culottes, e que defendia o aprofundamento da revoluo.direita centroesquerdadireita centroesquerda
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  • 42 Dirigida inicialmente pelos girondinos, a conveno realizava uma poltica contraditria: era revolucionra na poltica externa ao combater os pases absolutistas mas conservadora na interna ao procurar se acomodar com a nobreza, tentar salvar a vida do rei e combater os revolucionrios mais radicais. Nesse primeiro perodo, foram descobertos documentos secretos de Lus XVI, no palcio das Tulherias, que provaram seu comprometimento com o rei da ustria. O fato acelerou as presses para que o rei fosse julgado como traidor. Na Conveno, a Gironda dividiu-se: alguns optaram por um indulto, outros pela pena de morte. Os jacobinos reforados pelas manifestaes populares, exigiam a execuo do rei, indicando o fim da supremacia girondina na Revoluo. Dirigida inicialmente pelos girondinos, a conveno realizava uma poltica contraditria: era revolucionra na poltica externa ao combater os pases absolutistas mas conservadora na interna ao procurar se acomodar com a nobreza, tentar salvar a vida do rei e combater os revolucionrios mais radicais. Nesse primeiro perodo, foram descobertos documentos secretos de Lus XVI, no palcio das Tulherias, que provaram seu comprometimento com o rei da ustria. O fato acelerou as presses para que o rei fosse julgado como traidor. Na Conveno, a Gironda dividiu-se: alguns optaram por um indulto, outros pela pena de morte. Os jacobinos reforados pelas manifestaes populares, exigiam a execuo do rei, indicando o fim da supremacia girondina na Revoluo.
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  • 43 Repblica Jacobina Repblica Jacobina A grande guilhotina desce sobre a cabea de Lus XVI, que exibida ao povo, como se costumava fazer com todos os executados. A grande guilhotina desce sobre a cabea de Lus XVI, que exibida ao povo, como se costumava fazer com todos os executados. Os jacobinos, com apoio dos sans-culottes e da Comuna de Paris (designao que foi dada ao novo governo local da cidade), assumiram o poder no momento crtico da Revoluo. Os jacobinos, com apoio dos sans-culottes e da Comuna de Paris (designao que foi dada ao novo governo local da cidade), assumiram o poder no momento crtico da Revoluo.Comuna de ParisComuna de Paris Em 21 de janeiro de 1793, Lus XVI foi guilhotinado na praa da Revoluo. Vrios pases europeus, como a ustria, Prssia, Holanda, Espanha e Inglaterra, indignados e temendo que o exemplo francs se refletisse em seus territrios, formaram a Primeira Coligao contra a Frana. Encabeando a Coligao, a Inglaterra financiava os grandes exrcitos continentais para conter a ascenso burguesa da Frana, seu potencial concorrente nos negcios europeus. Em 21 de janeiro de 1793, Lus XVI foi guilhotinado na praa da Revoluo. Vrios pases europeus, como a ustria, Prssia, Holanda, Espanha e Inglaterra, indignados e temendo que o exemplo francs se refletisse em seus territrios, formaram a Primeira Coligao contra a Frana. Encabeando a Coligao, a Inglaterra financiava os grandes exrcitos continentais para conter a ascenso burguesa da Frana, seu potencial concorrente nos negcios europeus.21 de janeiro1793praa da RevoluoHolanda EspanhaInglaterra21 de janeiro1793praa da RevoluoHolanda EspanhaInglaterra
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  • 44 Louis Antoine Lon de Saint-Just. Louis Antoine Lon de Saint-Just. No departamento de Vendia, no oeste da Frana, camponeses contra- revolucionrios, instigados pela Igreja, pela nobreza e pelos ingleses, tomaram o poder. Os girondinos tentaram frear a proposta de mobilizao geral do povo francs, temendo a perda do poder e a radicalizao da revoluo, que ameaaria suas propriedades e bens. No departamento de Vendia, no oeste da Frana, camponeses contra- revolucionrios, instigados pela Igreja, pela nobreza e pelos ingleses, tomaram o poder. Os girondinos tentaram frear a proposta de mobilizao geral do povo francs, temendo a perda do poder e a radicalizao da revoluo, que ameaaria suas propriedades e bens.Vendia Em resposta, em 2 de Junho de 1793, a populao de Paris, agitada pelos partidrios de Hebert, cercou o prdio da conveno, pedindo a priso dos deputados girondinos. Os membros da Gironda foram expulsos da conveno deixando uma triste herana: inflao, carestia e avano da contra-revoluo, tudo isso agravado pela guerra no plano externo. Marat, Hbert, Danton, Saint-Just e Robespierre assumiram o poder, dando incio ao perodo da Conveno Montanhesa. Em resposta, em 2 de Junho de 1793, a populao de Paris, agitada pelos partidrios de Hebert, cercou o prdio da conveno, pedindo a priso dos deputados girondinos. Os membros da Gironda foram expulsos da conveno deixando uma triste herana: inflao, carestia e avano da contra-revoluo, tudo isso agravado pela guerra no plano externo. Marat, Hbert, Danton, Saint-Just e Robespierre assumiram o poder, dando incio ao perodo da Conveno Montanhesa.2 de Junho1793inflaoMaratHbertDantonSaint-JustRobespierre2 de Junho1793inflaoMaratHbertDantonSaint-JustRobespierre
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  • 45 A Contra-Revoluo Camponesa da Vendia e a ameaa externa colocavam a revoluo beira do abismo. Para combater essa situao, os jacobinos organizaram os comits, cujos objetivos eram controlar o governo, combater os contra-revolucionrios e mobilizar a Frana para uma guerra total em defesa da revoluo. A Contra-Revoluo Camponesa da Vendia e a ameaa externa colocavam a revoluo beira do abismo. Para combater essa situao, os jacobinos organizaram os comits, cujos objetivos eram controlar o governo, combater os contra-revolucionrios e mobilizar a Frana para uma guerra total em defesa da revoluo. Devido ao predomnio da atuao popular, esse perodo caracterizou- se por ser o mais radical de toda a Revoluo. O governo jacobino dirigia o pas por meio do Comit de Salvao Pblica, responsvel pela administrao e defesa externa do pas, de incio comandado por Danton, seu criador. Abaixo, vinha o Comit de Salvao Nacional ou de Segurana Geral, que cuidava da segurana interna, e a seguir o Tribunal Revolucionrio, que julgava os opositores da revoluo em julgamentos sumrios. Devido ao predomnio da atuao popular, esse perodo caracterizou- se por ser o mais radical de toda a Revoluo. O governo jacobino dirigia o pas por meio do Comit de Salvao Pblica, responsvel pela administrao e defesa externa do pas, de incio comandado por Danton, seu criador. Abaixo, vinha o Comit de Salvao Nacional ou de Segurana Geral, que cuidava da segurana interna, e a seguir o Tribunal Revolucionrio, que julgava os opositores da revoluo em julgamentos sumrios.Comit de Salvao PblicaComit de Salvao NacionalTribunal RevolucionrioComit de Salvao PblicaComit de Salvao NacionalTribunal Revolucionrio
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  • 46 Decretada a mobilizao geral, criou-se uma economia de guerra, com o racionamento das mercadorias e o combate aos especuladores, que, aproveitando-se da situao, escondiam os produtos para aumentar os preos. Decretada a mobilizao geral, criou-se uma economia de guerra, com o racionamento das mercadorias e o combate aos especuladores, que, aproveitando-se da situao, escondiam os produtos para aumentar os preos. Morte pela guilhotina: entre 35.000 e 40.000 pessoas foram executadas durante o perodo do "Terror". Morte pela guilhotina: entre 35.000 e 40.000 pessoas foram executadas durante o perodo do "Terror".guilhotinaTerrorguilhotinaTerror Os jornais populares utilizavam-se de linguagem grosseira para caracterizar os aristocratas e inimigos da revoluo. Ao mesmo tempo em que pediam que fossem punidos, pregavam as virtudes revolucionrias, o patriotismo e a defesa intransigente da revoluo. O mais importante desses jornais era O amigo do povo (L'Ami du Peuple), dirigido pelo jacobino Marat. Os jornais populares utilizavam-se de linguagem grosseira para caracterizar os aristocratas e inimigos da revoluo. Ao mesmo tempo em que pediam que fossem punidos, pregavam as virtudes revolucionrias, o patriotismo e a defesa intransigente da revoluo. O mais importante desses jornais era O amigo do povo (L'Ami du Peuple), dirigido pelo jacobino Marat.
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  • 47 Quando, em julho, Marat foi assassinado pela jovem Charlotte Corday, os nimos se exaltaram. Considerado excessivamente moderado, Danton foi substitudo por Robespierre e expulso do partido. O Comit de Salvao Pblica, liderado por Robespierre, assumiu plenos poderes. Tinha incio o Grande Terror, Terror Jacobino ou, simplesmente, Terror. Quando, em julho, Marat foi assassinado pela jovem Charlotte Corday, os nimos se exaltaram. Considerado excessivamente moderado, Danton foi substitudo por Robespierre e expulso do partido. O Comit de Salvao Pblica, liderado por Robespierre, assumiu plenos poderes. Tinha incio o Grande Terror, Terror Jacobino ou, simplesmente, Terror.Charlotte CordayGrande Terror JacobinoTerrorCharlotte CordayGrande Terror JacobinoTerror
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  • 48 Milhares de pessoas a ex-rainha Maria Antonieta, aristocratas, clrigos, girondinos, especuladores, inimigos reais ou presumidos da revoluo foram detidas sumariamente e guilhotinadas. Milhares de pessoas a ex-rainha Maria Antonieta, aristocratas, clrigos, girondinos, especuladores, inimigos reais ou presumidos da revoluo foram detidas sumariamente e guilhotinadas. Os direitos individuais foram suspensos e, diariamente, realizavam-se, sob aplausos populares, execues pblicas e em massa. O lder jacobino Robespierre, sancionando as execues sumrias, anunciara que a Frana no necessitava de juzes, mas de mais guilhotinas. O resultado foi condenao morte de 35 mil a 40 mil pessoas. A Insurreio camponesa da Vendia foi esmagada. O exrcito francs comeou a ganhar terreno nos campos de batalha em 1794 e a coalizo antifrancesa foi derrotada. Os direitos individuais foram suspensos e, diariamente, realizavam-se, sob aplausos populares, execues pblicas e em massa. O lder jacobino Robespierre, sancionando as execues sumrias, anunciara que a Frana no necessitava de juzes, mas de mais guilhotinas. O resultado foi condenao morte de 35 mil a 40 mil pessoas. A Insurreio camponesa da Vendia foi esmagada. O exrcito francs comeou a ganhar terreno nos campos de batalha em 1794 e a coalizo antifrancesa foi derrotada.1794
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  • 49 Embora utilizassem o terror para combater a contra-revoluo, os jacobinos no foram os sanguinrios que muitos conservadores pintam. Eles cometeram muitos erros, provavelmente muitas injustias em seus julgamentos sumrios, mas defendiam a revoluo, aprofundaram a democracia e realizaram muitas reformas sociais para obter o apoio das camadas populares. As principais realizaes desse perodo foram: Embora utilizassem o terror para combater a contra-revoluo, os jacobinos no foram os sanguinrios que muitos conservadores pintam. Eles cometeram muitos erros, provavelmente muitas injustias em seus julgamentos sumrios, mas defendiam a revoluo, aprofundaram a democracia e realizaram muitas reformas sociais para obter o apoio das camadas populares. As principais realizaes desse perodo foram: Abolio da escravido nas colnias francesas, talvez o maior feito social dos jacobinos. Os girondinos, embora falassem em igualdade de todos perante a lei, haviam mantido os escravos nas colnias da Frana, pois muitos deles eram proprietrios de engenhos escravistas nas colnias. Os jacobinos, por no terem interesses nesses engenhos, realizaram plenamente os ideais iluministas de dignidade humana e de igualdade de todos perante a lei, ao abolir a escravido; Abolio da escravido nas colnias francesas, talvez o maior feito social dos jacobinos. Os girondinos, embora falassem em igualdade de todos perante a lei, haviam mantido os escravos nas colnias da Frana, pois muitos deles eram proprietrios de engenhos escravistas nas colnias. Os jacobinos, por no terem interesses nesses engenhos, realizaram plenamente os ideais iluministas de dignidade humana e de igualdade de todos perante a lei, ao abolir a escravido;escravos
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  • 50 Reforma Agrria: confisco das terras da nobreza emigrada e da Igreja, que foram divididas em lotes menores e vendidas a baixo preo aos camponeses pobres. Os pagamentos foram divididos em 10 anos; Reforma Agrria: confisco das terras da nobreza emigrada e da Igreja, que foram divididas em lotes menores e vendidas a baixo preo aos camponeses pobres. Os pagamentos foram divididos em 10 anos; Reforma Agrriapreo Reforma Agrriapreo Lei do Mximo ou Lei do Preo Mximo, estabelecendo um teto mximo para preos e salrios; Lei do Mximo ou Lei do Preo Mximo, estabelecendo um teto mximo para preos e salrios; Venda de bens pblicos e dos emigrados para recompor as finanas pblicas; Venda de bens pblicos e dos emigrados para recompor as finanas pblicas;
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  • 51 Entrega de penses anuais e assistncia mdica gratuita a crianas, velhos, enfermos, mes e vivas; Entrega de penses anuais e assistncia mdica gratuita a crianas, velhos, enfermos, mes e vivas; Auxlio aos indigentes, que participaram da distribuio dos bens dos condenados; Auxlio aos indigentes, que participaram da distribuio dos bens dos condenados; Desenvolvimento de um culto revolucionrio fundado na razo e na liberdade. A Catedral de Notre Dame (Paris), por exemplo, foi transformada no "templo da razo"; Desenvolvimento de um culto revolucionrio fundado na razo e na liberdade. A Catedral de Notre Dame (Paris), por exemplo, foi transformada no "templo da razo";razoCatedral de Notre DamerazoCatedral de Notre Dame Proclamao da Primeira Repblica Francesa (setembro de 1792); Proclamao da Primeira Repblica Francesa (setembro de 1792);Primeira Repblica FrancesaPrimeira Repblica Francesa
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  • 52 Organizao de um exrcito revolucionrio e popular que liquidou com a ameaa externa; Organizao de um exrcito revolucionrio e popular que liquidou com a ameaa externa; Organizao dos seguintes comits: o Comit de Salvao Pblica, formado por nove membros e encarregado do poder executivo, e o Comit de Salvao Nacional ou de Segurana Geral, encarregado de descobrir os suspeitos de traio; Organizao dos seguintes comits: o Comit de Salvao Pblica, formado por nove membros e encarregado do poder executivo, e o Comit de Salvao Nacional ou de Segurana Geral, encarregado de descobrir os suspeitos de traio;Comit de Salvao PblicaComit de Salvao NacionalComit de Salvao PblicaComit de Salvao Nacional Criao do Tribunal Revolucionrio, que julgava os opositores da Revoluo; Criao do Tribunal Revolucionrio, que julgava os opositores da Revoluo;Tribunal RevolucionrioTribunal Revolucionrio Elaborao da Constituio do Ano I (1793), que pregava uma ampla liberdade poltica e o sufrgio universal masculino. Essa Carta, inspirada nas idias de Rousseau, era uma das mais democrticas da histria; Elaborao da Constituio do Ano I (1793), que pregava uma ampla liberdade poltica e o sufrgio universal masculino. Essa Carta, inspirada nas idias de Rousseau, era uma das mais democrticas da histria;1793Rousseaudemocrticas1793Rousseaudemocrticas
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  • 53 Elaborao de uma outra Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, escrita por Robespierre, em que se afirmava que a finalidade da sociedade era o bem comum e que os governos s existem para garantir ao homem seus direitos naturais: a liberdade, a igualdade, a segurana e a propriedade; Elaborao de uma outra Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, escrita por Robespierre, em que se afirmava que a finalidade da sociedade era o bem comum e que os governos s existem para garantir ao homem seus direitos naturais: a liberdade, a igualdade, a segurana e a propriedade;Declarao dos Direitos do Homem e do CidadoDeclarao dos Direitos do Homem e do Cidado Criao do ensino pblico gratuito; Criao do ensino pblico gratuito; Fundao do Museu do Louvre, da Escola Politcnica e do Instituto da Frana; Fundao do Museu do Louvre, da Escola Politcnica e do Instituto da Frana;Museu do LouvreEscola PolitcnicaInstituto da FranaMuseu do LouvreEscola PolitcnicaInstituto da Frana
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  • 54 Instituio de um novo calendrio, para romper com o passado e simbolizar o incio de uma nova era na histria da humanidade. Este calendrio tinha caractersticas marcadamente anticlericais e passou a basear-se nos fenmenos da natureza. Cada ms recebeu uma denominao baseada nas caractersticas da natureza, e o primeiro dia dessa nova era 22 de Setembro de 1792 foi data da proclamao da repblica. O primeiro ms chamava-se vindrio (em referncia a Vndima ou colheita de uvas), seguiam-se o brumrio (relativo bruma ou nevoeiro), o frimrio (Ms das geadas ou frimas em francs), o nivoso (referente neve), o pluvioso (chuvoso), o ventoso, o germinal (relativo germinao das sementes), o floreal (ms das flores), o pradial (em referncia a prados), o messiador (nome originrio de messis, palavra latina que significa colheita), o termidor (referente ao calor) e o frutidor (relativo aos frutos). Como cada ms tinha trinta dias, sobravam cinco dias no final do ano (de 17 a 21 de setembro): eram os dias dos sans-culottes, considerados feriados nacionais. Instituio de um novo calendrio, para romper com o passado e simbolizar o incio de uma nova era na histria da humanidade. Este calendrio tinha caractersticas marcadamente anticlericais e passou a basear-se nos fenmenos da natureza. Cada ms recebeu uma denominao baseada nas caractersticas da natureza, e o primeiro dia dessa nova era 22 de Setembro de 1792 foi data da proclamao da repblica. O primeiro ms chamava-se vindrio (em referncia a Vndima ou colheita de uvas), seguiam-se o brumrio (relativo bruma ou nevoeiro), o frimrio (Ms das geadas ou frimas em francs), o nivoso (referente neve), o pluvioso (chuvoso), o ventoso, o germinal (relativo germinao das sementes), o floreal (ms das flores), o pradial (em referncia a prados), o messiador (nome originrio de messis, palavra latina que significa colheita), o termidor (referente ao calor) e o frutidor (relativo aos frutos). Como cada ms tinha trinta dias, sobravam cinco dias no final do ano (de 17 a 21 de setembro): eram os dias dos sans-culottes, considerados feriados nacionais.novo calendrioms22 de Setembro1792uvasnevoeirogeadasnevegerminaosementesflorespradoscalorfrutosdias1721 feriadosnovo calendrioms22 de Setembro1792uvasnevoeirogeadasnevegerminaosementesflorespradoscalorfrutosdias1721 feriados
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  • 55 Cansada do terror, execues, congelamento de preos e dos excessos revolucionrios, a burguesia queria paz para seus negcios. Essa posio era defendida pelos jacobinos liderados por Danton. Os sans- culottes que eram a plebe urbana pretendiam radicalizar mais a revoluo, posio defendida pelos raivosos. Cansada do terror, execues, congelamento de preos e dos excessos revolucionrios, a burguesia queria paz para seus negcios. Essa posio era defendida pelos jacobinos liderados por Danton. Os sans- culottes que eram a plebe urbana pretendiam radicalizar mais a revoluo, posio defendida pelos raivosos. A falta de habilidade poltica de Robespierre ficou evidente quando, declarando a "ptria em perigo", tomou uma srie de medidas impopulares para evitar as radicalizaes os partidrios e polticos mais radicais, como a ala esquerda, dos partidrios de Herbert, e da ala direita, que tinha como lder Danton, foram executados. A falta de habilidade poltica de Robespierre ficou evidente quando, declarando a "ptria em perigo", tomou uma srie de medidas impopulares para evitar as radicalizaes os partidrios e polticos mais radicais, como a ala esquerda, dos partidrios de Herbert, e da ala direita, que tinha como lder Danton, foram executados.Herbert A faco de centro, liderada por Robespierre e Saint-Just, triunfou, porm ficou isolada. Esse o mal de quase todas as revolues ocorridas at hoje: comeam executando os inimigos e acabam executando os revolucionrios, sina da quais os incorruptveis e bem- intencionados jacobinos no conseguiram escapar. A faco de centro, liderada por Robespierre e Saint-Just, triunfou, porm ficou isolada. Esse o mal de quase todas as revolues ocorridas at hoje: comeam executando os inimigos e acabam executando os revolucionrios, sina da quais os incorruptveis e bem- intencionados jacobinos no conseguiram escapar.Saint-Just
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  • 56 Reao Termidoriana Reao Termidoriana Os eventos da noite de 9 Termidor. Os eventos da noite de 9 Termidor. Muitos girondinos que haviam sobrevivido ao terror, aliados aos deputados da plancie, articularam um golpe. Em 27 de Julho (9 Termidor, de acordo com o calendrio revolucionrio francs) a Conveno, numa rpida manobra, derrubou Robespierre e seus partidrios. Robespierre apelou para que as massas populares sassem em sua defesa. Mas os que podiam mobiliz-las como os raivosos estavam mortos, e os sans-culottes no atenderam ao chamado. Robespierre e os lderes jacobinos foram guilhotinados sumariamente. A Comuna de Paris e o partido jacobino deixaram de existir. Era o golpe de 9 Termidor, que marcou a queda da pequena burguesia jacobina e a volta da grande burguesia girondina ao poder. O movimento popular entrou em franca decadncia. Muitos girondinos que haviam sobrevivido ao terror, aliados aos deputados da plancie, articularam um golpe. Em 27 de Julho (9 Termidor, de acordo com o calendrio revolucionrio francs) a Conveno, numa rpida manobra, derrubou Robespierre e seus partidrios. Robespierre apelou para que as massas populares sassem em sua defesa. Mas os que podiam mobiliz-las como os raivosos estavam mortos, e os sans-culottes no atenderam ao chamado. Robespierre e os lderes jacobinos foram guilhotinados sumariamente. A Comuna de Paris e o partido jacobino deixaram de existir. Era o golpe de 9 Termidor, que marcou a queda da pequena burguesia jacobina e a volta da grande burguesia girondina ao poder. O movimento popular entrou em franca decadncia.27 de Julhocalendrio revolucionrio francs27 de Julhocalendrio revolucionrio francs
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  • 57 A Conveno Termidoriana (1794-1795) foi curta, mas permitiram a reativao do projeto poltico burgus, com a anulao de vrias decises montanhesas, como a Lei do Preo Mximo (congelamento da economia) e o encerramento da supremacia do Comit de Salvao Pblica. Foram extinguidas as prises arbitrrias e os julgamentos sumrios. Todos os clubes polticos foram dissolvidos e os jacobinos passaram a ser perseguidos. A Conveno Termidoriana (1794-1795) foi curta, mas permitiram a reativao do projeto poltico burgus, com a anulao de vrias decises montanhesas, como a Lei do Preo Mximo (congelamento da economia) e o encerramento da supremacia do Comit de Salvao Pblica. Foram extinguidas as prises arbitrrias e os julgamentos sumrios. Todos os clubes polticos foram dissolvidos e os jacobinos passaram a ser perseguidos.1794179517941795 Em 1795, a Conveno elaborou uma nova constituio - a Constituio do Ano III -, suprimindo o sufrgio universal e resgatando o voto censitrio para as eleies legislativas, marginalizando, assim, grande parcela da populao. A carta reservava o poder burguesia. No final de 1795, de acordo com a nova Constituio, a Conveno cedeu lugar ao Diretrio, formado por cinco membros eleitos pelos deputados. Iniciou-se, assim, a Repblica do Diretrio. Em 1795, a Conveno elaborou uma nova constituio - a Constituio do Ano III -, suprimindo o sufrgio universal e resgatando o voto censitrio para as eleies legislativas, marginalizando, assim, grande parcela da populao. A carta reservava o poder burguesia. No final de 1795, de acordo com a nova Constituio, a Conveno cedeu lugar ao Diretrio, formado por cinco membros eleitos pelos deputados. Iniciou-se, assim, a Repblica do Diretrio.1795
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  • 58 O Directrio (1795-1799) O Directrio (1795-1799) O Diretrio (1794 a 1799) foi uma fase conservadora, marcada pelo retorno da Alta Burguesia ao poder e pelo aumento do prestgio do Exrcito apoiado nas vitrias obtidas nas Campanhas externas. O Diretrio (1794 a 1799) foi uma fase conservadora, marcada pelo retorno da Alta Burguesia ao poder e pelo aumento do prestgio do Exrcito apoiado nas vitrias obtidas nas Campanhas externas.Diretrio17941799Diretrio17941799 Uma nova constituio entregou o Poder Executivo ao Diretrio, uma comisso constituda de cinco diretores eleitos por cinco anos. Esta carta prev o direito de voto masculino aos alfabetizados. O poder legislativo era exercido por duas cmaras, o Conselho dos Ancios e o Conselho dos Quinhentos. Uma nova constituio entregou o Poder Executivo ao Diretrio, uma comisso constituda de cinco diretores eleitos por cinco anos. Esta carta prev o direito de voto masculino aos alfabetizados. O poder legislativo era exercido por duas cmaras, o Conselho dos Ancios e o Conselho dos Quinhentos.Poder Executivopoder legislativoConselho dos Ancios Conselho dos QuinhentosPoder Executivopoder legislativoConselho dos Ancios Conselho dos Quinhentos Era a repblica dos proprietrios, que tiveram de enfrentar uma grave crise financeira. Registra-se uma oposio interna ao governo, devido crise econmica e anulao das conquistas sociais jacobinas. O governo teve de enfrentar tentativas de golpes direita (monarquistas ou realistas) e esquerda (jacobinos). Era a repblica dos proprietrios, que tiveram de enfrentar uma grave crise financeira. Registra-se uma oposio interna ao governo, devido crise econmica e anulao das conquistas sociais jacobinas. O governo teve de enfrentar tentativas de golpes direita (monarquistas ou realistas) e esquerda (jacobinos).
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  • 59 As aes contra o novo governo se sucediam. Em 1795, um golpe realista foi abortado em Paris. Aproveitando o descontentamento dos sans-culottes, os remanescentes jacobinos tentaram organizar em 1796 a chamada Conjurao ou Conspirao dos Iguais, liderada por Franois Nol Babeuf (mais conhecido como Graco Babeuf). As aes contra o novo governo se sucediam. Em 1795, um golpe realista foi abortado em Paris. Aproveitando o descontentamento dos sans-culottes, os remanescentes jacobinos tentaram organizar em 1796 a chamada Conjurao ou Conspirao dos Iguais, liderada por Franois Nol Babeuf (mais conhecido como Graco Babeuf).17951796 ConjuraoConspirao dos IguaisFranois Nol Babeuf17951796 ConjuraoConspirao dos IguaisFranois Nol Babeuf Os seguidores desse movimento popular, com algumas pinceladas socialistas, desejavam no apenas igualdades de direitos (igualdade perante a lei), mas tambm igualdade nas condies de vida. Babeuf achava que a nica maneira de alcanar a igualdade era com a abolio da propriedade privada. Os seguidores desse movimento popular, com algumas pinceladas socialistas, desejavam no apenas igualdades de direitos (igualdade perante a lei), mas tambm igualdade nas condies de vida. Babeuf achava que a nica maneira de alcanar a igualdade era com a abolio da propriedade privada.socialistas A insurreio foi denunciada antes mesmo de se iniciar e seus lderes, Graco Babeuf e Buonarroti, foram condenados guilhotina. As idias de Babeuf, entretanto, serviram de base para a luta da classe operria no sculo XIX. A insurreio foi denunciada antes mesmo de se iniciar e seus lderes, Graco Babeuf e Buonarroti, foram condenados guilhotina. As idias de Babeuf, entretanto, serviram de base para a luta da classe operria no sculo XIX.Buonarrotisculo XIXBuonarrotisculo XIX Externamente, entretanto, o exrcito acumulava vitrias contra as foras absolutistas de Espanha, Holanda, Prssia e reinos da Itlia, que, em 1799, formaram a Segunda Coligao contra a Frana revolucionria. Externamente, entretanto, o exrcito acumulava vitrias contra as foras absolutistas de Espanha, Holanda, Prssia e reinos da Itlia, que, em 1799, formaram a Segunda Coligao contra a Frana revolucionria.EspanhaHolandaPrssiaItlia1799Segunda ColigaoEspanhaHolandaPrssiaItlia1799Segunda Coligao
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  • 60 Napoleo Bonaparte no Poder Napoleo Bonaparte no Poder Destacando-se no assdio de Toulon, em 1793, Napoleo Bonaparte tornou-se general. Em 1796, Bonaparte esmagou uma insurreio monarquista. Destacando-se no assdio de Toulon, em 1793, Napoleo Bonaparte tornou-se general. Em 1796, Bonaparte esmagou uma insurreio monarquista.Toulon17931796Toulon17931796 O governo no era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lcidos e influentes perceberam que com o Diretrio no teriam condio de resistir aos inimigos externos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. O governo no era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lcidos e influentes perceberam que com o Diretrio no teriam condio de resistir aos inimigos externos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros.
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  • 61 A figura que sobressai ao final do perodo a de Napoleo Bonaparte. Ele era o general francs mais popular e famoso da poca. Quando estourou a revoluo, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram ou foram demitidos do exrcito revolucionrio, fez uma carreira rpida. Aos 24 anos j era general de brigada. Aps um breve perodo de entusiasmo pelos jacobinos, chegando inclusive a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando estavam sendo depostos. Lutou na Revoluo contra os pases absolutistas que invadiram a Frana e foi responsvel pelo sufocamento do golpe de 1795. A figura que sobressai ao final do perodo a de Napoleo Bonaparte. Ele era o general francs mais popular e famoso da poca. Quando estourou a revoluo, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram ou foram demitidos do exrcito revolucionrio, fez uma carreira rpida. Aos 24 anos j era general de brigada. Aps um breve perodo de entusiasmo pelos jacobinos, chegando inclusive a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando estavam sendo depostos. Lutou na Revoluo contra os pases absolutistas que invadiram a Frana e foi responsvel pelo sufocamento do golpe de 1795.Napoleo Bonapartetenentegeneral de brigada1795Napoleo Bonapartetenentegeneral de brigada1795 Enviado ao Egito para tentar interferir nos negcios do imprio ingls, o exrcito de Napoleo foi cercado pela marinha britnica nesse pas, ento sobre tutela inglesa. Napoleo abandonou seus soldados e, com alguns generais fiis, retornou Frana, onde, com apoio de dois diretores e de toda grande burguesia, suprimiu o Diretrio e instaurou o Consulado, dando incio ao perodo napolenico em 18 de brumrio (10 de Novembro de 1799). Enviado ao Egito para tentar interferir nos negcios do imprio ingls, o exrcito de Napoleo foi cercado pela marinha britnica nesse pas, ento sobre tutela inglesa. Napoleo abandonou seus soldados e, com alguns generais fiis, retornou Frana, onde, com apoio de dois diretores e de toda grande burguesia, suprimiu o Diretrio e instaurou o Consulado, dando incio ao perodo napolenico em 18 de brumrio (10 de Novembro de 1799).Egitotutela inglesaConsulado18 de brumrio10 de Novembro1799Egitotutela inglesaConsulado18 de brumrio10 de Novembro1799 O Consulado era representado por trs elementos: Napoleo, o abade Sieys e Roger Ducos. Na realidade o poder concentrou-se nas mos de Napoleo, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da Revoluo. O Consulado era representado por trs elementos: Napoleo, o abade Sieys e Roger Ducos. Na realidade o poder concentrou-se nas mos de Napoleo, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da Revoluo.abadeSieys Roger DucosabadeSieys Roger Ducos
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  • 62 Datas e Fatos Essenciais Datas e Fatos Essenciais 1787: Revolta dos Notveis 1787: Revolta dos Notveis 1787 1789: Revolta do Terceiro Estado; 14 de julho: Tomada da Bastilha; 26 de agosto: Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. 1789: Revolta do Terceiro Estado; 14 de julho: Tomada da Bastilha; 26 de agosto: Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. 1789Terceiro Estado14 de julho26 de agosto Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado 1789Terceiro Estado14 de julho26 de agosto Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado 1790: Confisco dos bens do Clero. 1790: Confisco dos bens do Clero. 1790
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  • 63 1791: Constituio que estabeleceu a Monarquia Constitucional. 1791: Constituio que estabeleceu a Monarquia Constitucional. 1791 1791: Tentativa de fuga e priso do rei Lus XVI. 1791: Tentativa de fuga e priso do rei Lus XVI. 1791Lus XVI 1791Lus XVI 1792: Invaso da Frana pela ustria e Prssia. 1792: Invaso da Frana pela ustria e Prssia. 1792FranaustriaPrssia 1792FranaustriaPrssia 1793: Oficializao da Repblica e morte do Rei Lus XVI; 2 Constituio. 1793: Oficializao da Repblica e morte do Rei Lus XVI; 2 Constituio. 1793Lus XVI 1793Lus XVI 1793: Terror contra os inimigos da revoluo. 1793: Terror contra os inimigos da revoluo. 1793Terror 1793Terror 1794: Deposio de Robespierre. 1794: Deposio de Robespierre. 1794Robespierre 1794Robespierre 1795: Regime do Diretrio 3 Constituio. 1795: Regime do Diretrio 3 Constituio. 1795 1799: Golpe do 18 de brumrio (9 de novembro) de Napoleo. 1799: Golpe do 18 de brumrio (9 de novembro) de Napoleo. 179918 de brumrio Napoleo 179918 de brumrio Napoleo
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  • 64 Referncias HOBSBAWN, E. J. A Era das Revolues. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1996; HOBSBAWN, E. J. A Era das Revolues. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1996; WIKIPDIA. A Revoluo Francesa. Disponvel em: www.wikipedia.org. WIKIPDIA. A Revoluo Francesa. Disponvel em: www.wikipedia.org.www.wikipedia.org Pintura que se tornou clebre na representao da Revoluo Francesa - La Libertad guiando al pueblo. Eugne Delacroix (1830) Pintura que se tornou clebre na representao da Revoluo Francesa - La Libertad guiando al pueblo. Eugne Delacroix (1830)