Sintaxe da Linguagem Visual - parte II

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  1. 1. Sintaxe da Linguagem Visual Profa. Dra. Cntia Dal Bello www.cintiadalbello.blogspot.com Ideogramas dos 64 hexagramas do I Ching
  2. 2. Sintaxe da Linguagem Visual
  3. 3. Elementos Estruturais (Arte e Teoria do Design) Ponto Linha Forma Direo Tom Cor Textura Dimenso Escala Movimento Elementos da Linguagem Visual ALFABETISMO VISUAL
  4. 4. PONTO Sinal grfico mnimo. Poder de atrao. Esttico. LINHA Formada por uma cadeia de pontos. Direciona o olhar, apresenta uma intecionalidade, um propsito. Movimento. FORMA Trs formas bsicas: crculo, quadrado e tringulo, com caractersticas especficas, s quais so atribudas ideias e valores. Cada forma sugere uma direo. Recapitulando... DIREO A direo circular (curva) tem um significado mais abrangente e repetitivo. A direo horizontal vertical transmite uma ideia de bem-estar, maleabilidade, estabilidade. A direo diagonal possui uma fora direcional mais instvel e mais provocadora, possuindo uma composio mais irregular e, consequentemente, mais perturbadora.
  5. 5. TOM O mundo em que vivemos dimensional, e o tom um dos melhores instrumentos de que dispe o visualizador para indicar e expressar essa dimenso (p.62). [...] a sensibilidade tonal bsica para nossa sobrevivncia. S superada pela referncia vertical- horizontal enquanto pista visual do relacionamento que mantemos com o meio ambiente. Graas a ela vemos o movimento sbito, a profundidade, a distncia e outras referncias do ambiente. O valor tonal outra maneira de descrever a luz. Graas a ele, e exclusivamente a ele, que enxergamos (p.64). Justaposio de tons intensidade da obscuridade ou claridade de qualquer coisa vista. Vemos graas presena ou ausncia de luz que no se irradia com uniformidade no meio ambiente (sol, lua, fonte artificial). Vemos o escuro porque est prximo ou sobrepe-se ao claro e vice-versa.
  6. 6. Quantas gradaes (tons) entre o preto e o branco? O mundo em que vivemos dimensional e o tom que expressa essa dimenso atravs da perspectiva para simular a distncia, a massa, o ponto de fuga, a linha do horizonte, o nvel do olho etc. O acrscimo de um fundo tonal refora a aparncia de realidade atravs da sensao de luz refletiva e sombras projetadas. A sensibilidade tonal bsica para nossa sobrevivncia e s superada pela referncia vertical-horizontal. graas ao valor tonal que descrevemos a luz e enxergamos.
  7. 7. COR Enquanto o tom est associado a questes de sobrevivncia, sendo portanto essencial para o organismo humano, a cor tem maiores afinidades com as emoes. [...] A cor est, de fato, impregnada de informao, e uma das mais penetrantes experincias visuais que temos todos em comum. Constitui, portanto, uma fonte de valor inestimvel para os comunicadores visuais. [...] Assim, a cor oferece um vocabulrio enorme e de grande utilidade para o alfabetismo visual(p. 64). A cor tem trs dimenses que podem ser definidas e medidas: matiz, saturao e brilho.
  8. 8. Crculo cromtico Atravs da mistura podemos obter mltiplas variaes de matizes.
  9. 9. TEXTURA A textura se relaciona com a composio de uma substncia atravs de variaes mnimas na superfcie do material (p.70 e 71). A textura o elemento visual que serve de substituto para outro sentido, o tato. Na verdade podemos apreciar a textura tanto atravs do tato como da viso ou da combinao de ambos. O aspecto da lixa e a sensao que ela provoca tem o mesmo significado intelectual, mas no o mesmo valor. O julgamento do olho costuma ser confirmado pelo tato. A textura se relaciona com a composio de uma substncia atravs de variaes mnimas na superfcie do material. Ex.: Convites de casamento, papel reciclado.
  10. 10. ESCALA Todos os elementos visuais so capazes de se modificar e se definir uns aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos escala (p.72). O brilho se contrape ao escuro, o grande faz o pequeno, e assim por diante. Aprender a relacionar o tamanho com o objetivo e o significado essencial na estruturao da mensagem visual (p.75). Todos os elementos visuais so capazes de se modificar e se definir uns aos outros. Esse processo constitui a escala. Por exemplo, o grande no pode existir sem o pequeno. A escala no est relacionada apenas ao tamanho relativo, mas tambm atravs das relaes com o campo ou com o meio ambiente. Quanto aos resultados visuais, eles so fludos e nunca absolutos, pois podem sofrer modificaes. As escalas so muito usadas nos projetos e mapas para representar uma medida.
  11. 11. DIMENSO A dimenso existe no mundo real. No s podemos senti-la, mas tambm v-la, com o auxlio de nossa viso estereptica e binocular. Mas em nenhuma das representaes bidimensionais da realidade, como o desenho, a pintura, a fotografia, o cinema e a televiso, existe uma dimenso real; ela apenas implcita. A iluso pode ser reforada de muitas maneiras, mas o principal artifcio para simul-la a conveno tcnica da perspectiva (p.75). A representao da dimenso nos formatos visuais bidimensionais (fotografia, desenho, pintura, cinema, televiso) depende da iluso que dada atravs da perspectiva, que existe na realidade, mas que nesses formatos aparece de modo implcito.
  12. 12. Como dois planos de um cubo aparecem aos nossos olhos? Estabelece-se o nvel do olho, s h um ponto de fuga, no qual o cubo superior visto de baixo para cima e o inferior visto de cima para baixo.
  13. 13. Dois pontos de fuga para expressar a perspectiva de dois cubos com trs faces.
  14. 14. MOVIMENTO [...] o movimento talvez seja uma das foras visuais mais dominantes da experincia humana (p.80). Presente naturalmente na televiso e no cinema, o movimento pode ser sugerido nas artes visuais estticas. Percepo e comunicao visual: Na criao de mensagens visuais, o significado no se encontra apenas nos efeitos cumulativos da disposio dos elementos bsicos, mas tambm no mecanismo perceptivo universalmente compartilhado pelo organismo humano (p.30). Assim como a dimenso o elemento visual do movimento aparece frequentemente de forma implcita. Porm, o movimento uma das foras visuais mais dominantes da experincia humana (enquanto movimento, aparece na televiso e no cinema).
  15. 15. Algumas das propriedades da persistncia da viso podem constituir de forma errnea o uso da palavra movimento, um quadro, uma foto ou a estampa de um tecido podem ser estticos, porm descrevem tenses e ritmos. A leitura segue uma sequncia organizada, portanto fica claro a existncia de ao no apenas no que se v, mas tambm no processo da viso. O movimento como componente visual dinmico e a compreenso desses elementos visuais e seu funcionamento constitui a base de uma linguagem que no conhece barreiras nem fronteiras.
  16. 16. Sintaxe da Linguagem Visual Profa. Dra. Cntia Dal Bello www.cintiadalbello.blogspot.com Ideogramas dos 64 hexagramas do I Ching