Grafismo Infantil - Marita Redin

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  • O DESENHO INFANTIL

    marita martins redinmaritar@brturbo.com.br

  • O DESENHO INFANTIL

    Por em movimento palavras e imagens.. todos os usos da palavra a todos.. no exatamente porque todos sejam artistas, mas porque ningum escravo. RODARI,1973

  • Expressar-se atravs do trao, da cor, do movimento, do sorriso, do choro.. Descobrir a possibilidade de deixar marcas no mundo. Poder ser criana, enquanto no houver o compromisso de ser adulto...Exercer o direito alegria e ter a possibilidade de sonhar e fazer acontecer um mundo prprio e pleno de sentidos e significados.

  • DESENHAR ATIVIDADE LDICA, REUNINDO, COMO EM TODO JOGO, O ASPECTO OPERACIONAL E O IMAGINRIO. TODO O ATO DE BRINCAR RENE ESSES DOIS ASPECTOS QUE SADIAMENTE SE CORRESPONDEM. A OPERACIONALIDADE ENVOLVE O FUNCIONAMENTO FSICO, TEMPORAL, ESPACIAL, MATERIAL, AS REGRAS; O IMAGINRIO ENVOLVE O PROJETAR, O PENSAR, O IDEALIZAR, O IMAGINAR SITUAES. Edit DerdykDesenhar

  • A CRIANA PEQUENA EXPLORA DIVERSOS TIPOS DE RISCOS, ENTRE ELES O PONTO, A LINHA RETA , A LIHA CURVA, LINHAS SOBREPOSTAS, LAADAS, ZIGUEZAGUES OU ONDULADOS

  • Os rabiscos ou garatujasPrimeiras tentativas explorao do espao, dos movimentosprazer cinticofalta de focalizao do papel Movimentos controladosrepetiovariao da intensidade, direo, repetioprazer de registrarprazer motor aliado ao prazer visual

  • O caminho das formas se faz experimentando. Depois de fechado o crculo traos repetidos em direes diferentes, ou ordenados, ajudam a identificar algumas formas.

  • A formaAs crianas percebem, repetem e lembram rabiscos que sugerem formasDo todo, indiferenciado, nasce o mundo das formasA forma pode ser associada ou no uma figuraAs formas se relacionam, se justapem, se sobrepem, se repetem.Bolinhas enfileiradas, uma bola grande cheia de bolinhas, pontinhos que se agrupam, cruzinhas que se sobrepem...

  • O grafismo surgido mgico: quando a mo para, as linhas no acontecem. Aparecem, desaparecem

    A percepo se torna aguada

    Dos rabiscos surgem as formas bsicas:Com uma s linha: crculos, ovais, retngulos, tringulos..Com repeties: vrios crculos, cruzes, xis

  • Repete as formas at sentir-se segura da descoberta

  • A criana elabora seus desenhos:Do rabisco descontrolado ao rabisco controlado.

    Do rabisco nomeado ao rabisco em formato.

    Da forma com um trao at juno das formas descobertas

  • Conhecidas? Nem sempre. O imaginrio faz a ponte!

  • As formas se relacionam, se justapem, se completam..Bolinhas enfileiradas, crculos maiores, crculos menores; cruzes, traados em forma de xis....

  • Figuras de bolinhas etc... Scaner da transparncia

  • O crculo:O gesto circular inerente ao homem: pertence ao coletivo, um gesto arquetpicoO aparecimento do crculo o aparecimento da forma fechada

  • Diferenciao entre o mundo interior e exterior, dentro- fora, aberto- fechado, eu- outro

  • Figura de crculoAparecem os crculos concntricos, os crculos cruzados, as mandalas( crculo mgico):Juno de crculos com outros elementos

    Aparece o asterisco: sol, primeira simbolizao da criana

  • Adaptao da mandala para desenvolver a figura humana: Relao entre pensamento, realidade e formas

  • Os raios formam braos e pernas, com base no crculo Os braos saem da cabea, evoluo do crculo cruzado No incio, o crculo o homem, no a cabea dele. Tudo o mais enfeite A criana no representa a figura humana com realismo, e sim simboliza algumas coisas que sabe dela.

  • Eis que surge! Figura humana? Bicho? Sol?A CRIANA APRENDE A DESENHAR A PARTIR DE SUAS PRPRIAS PESQUISAS GRFICAS

  • As experincias ampliam as possibilidades de representao

  • Nas suas pesquisas:

    Utiliza a cor emocionalmente, pelo prazer

  • Explora combinaes possveis de trao

  • O desenho flexvel, varivel, pode ser transformado

  • Utiliza formas geomtricas para compor suas representaes

  • Procura meios inditos de representar o mundo

  • Procura o esquema corporal bsico

  • No tem preocupao com representaes reais

  • A representao do espao ainda no segue a lgica do adulto

  • Cada criana chega a um conceito de pessoa. E esquema bsico repetido.

  • O esquema prprioRepete smbolosCria um esquema prprio (conceito, sntese sobre as coisas)Enriquece e ou desvia o esquema:

  • Procura relacionar a cor com o realcaractersticas:

  • Descobre relao entre cor e objeto, repetindo, mesma cor, para o mesmo objeto.

  • Exagera ou omite coisas ou partes importantes

  • Descobre novas relaes espaciais - linha de base, cu, cho...

  • Desenho decorativo: usa intencionalmente a repetio ou alternncia para decorao

  • Utiliza combinao de linhas retas, curvas e perpendiculares para enriquecer o desenho

  • Transparncia: Desenha como se os objetos fossem transparentes

  • Rebatimento: Desenha os objetos como se fossem vistos de cima.

  • tambm chamado de desenho ponta de lpis

  • Procura diferentes maneiras de representar o espao

  • Ensaia combinaes de perspectiva, combinada com o desenho visto de cima

  • Enriquece a sua produo com experincias significativas

  • As experincias significativas possibilitam variaes de posio, incluso de movimentos, associao de outros simbolos...

  • As experincias,conhecimentos, percepes, observaes, enriquecem cada vez mais a representao

  • O desenho InfantilAlgumas caractersticas a partir de:ARNHEIM, Rudolf. Arte & percepo Visual - Uma psicologia da Viso criadora. So Paulo: Editora Pioneira,1980GLOTON, Robert; CLERO, Claude. A atividade criadora na criana. Lisboa: Editorial Estampa, 1971 DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho- desenvolvimento do grafismo infantil. So Paulo: Scipione, 1989.FERREIRA, Sueli. Imaginao e linguagem no desenho da criana. Campinas;SP: Papirus, 1998.FREINET, Celestian. O mtodo Natural II: a aprendizagem e o desenho. Lisboa: Editorial Estampa, 1977.GARDNER, Howard. As Artes e o desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Mdicas, 1997IAVELBERG, Rosa. O desenho cultivado da criana. Prtica e formao de educadores. Porto Alegre: Zouk, 2006LOWENFELD, Viktor e BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da capacidade criadora. So Paulo: Mestre Jou,1970 MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M.Terezinha Telles. Didtica do ensino de arte- A lngua do mundo: Poetizar, fruir e conhecer arte. So Paulo: FTD, 1998 OAKLANDER, Violet - Descobrindo crianas: a abordagem gestltica com crianas e adolescentes. So Paulo, Summus, 1980 PILLAR, Analice Dutra. Desenho & escrita como sistemas de representao. Porto Alegre: Artes Mdicas,1996.STANT, Margaret. A criana de 2 a 5 anos- Atividades e materiais. Rio de Janeiro: F. Alves, 1985.SILVA, Walburga Arns da. Cala boca no morreu... 2 edio. Petrpolis, Ed. Vozes, 1989.SILVA,Silvia Maria Cintra da. A constituio social do desenho da criana.Campinas: Mercado das Letras, 2002.