TRIBUNA DO VALE EDIÇÃO Nº 2069

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24 DE JANEIRO DE 2012

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    TRIBUNA DO VALE24 DE JANEIRO DE 2012 DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI ANO XVI - N0 2069 - R$ 1,00

    www.tribunadovale.com.br

    Cavalgada de So Sebastiorene 200 cavaleiros

    PG. A8

    Aluno do Sesi/Senai vence concurso de seguranano trabalho

    S.A. PLATINA RIB. PINHAL

    OUTRA VEZ

    REGIOCARLPOLIS

    Trio de assaltantes leva R$ 30 milda agncia do Sicredi de Guapirama

    ALL confirma revitalizao de estaes mas no d prazo para incio das obras

    Mandado de segurana garante posse de vereadores

    Tera-feira320 200

    Antnio de Picolli

    Antnio de Picolli

    Tiemi Abe

    B2

    A polcia procura o trio de assaltantes que roubou R$ 30 mil da agncia do Sicredi de Guapirama no incio da tarde de ontem. Armados com pistolas, eles quebraram um vidro ao lado da porta giratria, do-minaram os dois seguranas e, em menos de trs minutos, fugiram com um malote que estava no cofre. Um dos assaltantes se atrapalhou com a arma e deu um tiro no prprio p. Para a fuga, eles roubaram um Fiat Plio de uma cliente da agncia. O carro foi abandonado a 5 quilmetros do centro da cidade, prximo a ponte do Rio Cinzas. Este o segundo assalto em me-nos de trs meses na agncia. A populao cobra mais policiamento. Confira as fotos dos assaltantes. PG. A6

    A Amrica Latina Logstica (ALL), concessionria da ferro-via que corta a regio e respons-vel pela conservao dos trilhos e dos imveis ao longo do ramal, con rmou que h um projeto que visa a revitalizao de seis estaes ferrovirias do Norte Pioneiro. Porm, o projeto at

    hoje no saiu do papel e a em-presa no garante quando que as obras vo nalmente comear. Segundo a ALL, uma reunio hoje entre membros da empresa e do Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional (Iphan) deve de nir a data de incio das obras. PG. B1

    Os vereadores Idenlson Bernadino da Silva, o Batata (PTB) e Paulo de Oliveira Correia (PSDB) foram em-possados ontem s 15 hora na Cmara de Vereadores de Carlpolis, por de-ciso da juza Marina Martins Bardou Zunino, da 56 Zona Eleitoral do mu-nicpio, que acatou um mandado de segurana impetrado pelo advogado

    da coalizo formada pelos partidos PTB, PP e PR, Paulo de Oliveira, que pedia a posse imediata dos vereado-res suplentes. Batata se diz satisfeito com a deciso, mas j avisou que vai cobrar os salrios que julga ter direito desde a sada dos ento vereadores Carlinhos Polcia e Hulk em dezem-bro de 2011. PG. A5

    PG. B1

  • O HOMEM QUE FAZ SOMENTE AQUILO PARA O QUAL PAGO,

    NO MERECE O QUE GANHA. No importa o que esteja fazendo,

    faa de maneira espe-cial, porque sua marca deixada nos detalhes

    Sempre que estou dando uma palestra sobre moti-vao, me lembro de citar o exemplo de Abra ham L incoln , p ara mim, um dos maiores lderes de toda a humanidade. Como os Estados Unidos elegeu o primeiro presidente negro de sua histria, me lembrei da biograf ia de Lincoln. Resumindo uma pequena histria dele, quando to-mou posse como presidente dos Estados Unidos, toda a classe dominante ame-ricana sofreu um choque. Im a g i n e , u m l e n h a d or, filho de sapateiro, assumir

    a presidncia do maior pas das Amricas.

    Convocado pela classe politica, um senador dian-te das galerias lotadas fez uma pergunta irnica: O senhor pretende admi-nistrar os Estados Unidos como se fosse uma grande sapataria.porque o pai de V.S. era um sapateiro, e no tem como negar, pois e s tou us ando um s ap a-to feito por ele! Lincoln t ranqui lamente resp on-deu: bom o sr trazer a lembrana de meu pai neste momento, pois ele gostaria de estar aqui neste momento. Meu pai no era um simples sapateiro, era o melhor sapateiro dos EUA, e quem me comprova isso o senhor, pois depois de tanto tempo que ele morreu o senhor ainda est usando um sapato feito por ele, e complementou mas no

    apenas meu pai foi sapatei-ro, eu fui lenhador, e depois de um dia exaust ivo de trabalho, ainda ia estudar direito por correspondn-cia, para poder ter o direito de ser presidente de vossa

    senhoria. E c on c lu iu , o l h a n d o

    para a plateia que o assistia: Orem por mim, para que eu seja to bom presidente,

    quanto o meu pai foi to bom sapateiro!. O recado hoje , nunca deixe que algum humilhe voc. Te-nha uma postura adquirida atravs de exemplos, para que toda vez que algum tentar te enlamear, voc continue limpo, e sutilmen-te faa o outro perceber que so as suas prprias mos que esto sujas!

    *Luiz Antonio Silva Dire-tor e palestrante da PHA-ROL. Credenciado pelo Sescoop.Consultor de RH e facilitador do Sebrae-SC por dez anos. Formador de equipes e executivo do Ban-co Ita S/A por 18 anos. Ca-pacitador em Inteligncia Emocional e Coaching em Liderana. Fundador da 1 Cooperativa de Qualidade de Vida/SC. Estudou medi-cina ayurvdica. Formado em BioPsicologia- www.visaofuturo.org.br -supervi-so dr Susan Andrews

    Impresso e Fotolito:Editora Jornal Tribuna do Vale

    Fone/Fax : 43 3534 . 4114

    Editora Jornal Tribuna do Vale LTDACNPJ 01.037.108/0001-11

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    Figueira|Guapirama | Ibaiti | Itambarac | Jaboti | Jacarezinho Jaguariava | Japira | Joaquim Tvora | Jundia do Sul | Pinhalo | Quatigu | Ribeiro Claro | Ribeiro do Pinhal | Santo do Itarar |Santana do Itarar

    |Santo Antnio da Platina | So Jos da Boa Vista | Sengs | Siqueira Campos |Tomazina | Wenceslau Brz

    * Os artigos assinados no representam necessariamente a opinio do

    jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.

    O Dirio da nossa regio - Fundado em agosto de 1995

    TRIBUNA DO VALEA-2 Opinio

    E D I TO R I A L E E D I TO R I A L

    bom o sr trazer a lembrana de meu pai neste momento, pois ele gostaria de estar aqui neste momento.

    Luiz Antonio Silva Ao invs de faz-las memorizar a extenso do Rio Nilo, seria mais ti l ensinar-lhes como e por que deveriam evitar a poluio de um outro rio: o rio da sua comunidade.Polan Lacki

    C HARGE chargeonline.com.brHORRIO DE FECHAMENTO

    SANTO ANTNIO DA PLATINA

    22:10

    NESTA EDIO TEM

    PREVISO PARA HOJE

    22 PGINASCADERNO PRINCIPAL A 01 - 08- OPINIO A 02- POLTICA A 03- GERAL A 04- CIDADES A 05- COTIDIANO A 06- ESPORTES A 07- AGRONEGCIO A 08

    2 CADERNO B 01 - 08- AGRONEGCIO B 01 - ATAS & EDITAIS B 02 - 07- SOCIAL B 08

    3 CADERNO C 01 - 06- ATAS & EDITAIS C 01 - 06

    TRIBUNA DO VALE Representao:MERCONET Representao de Veculos de Comunicao LTDARua Dep. Atlio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR

    Fone: 41-3079-4666 | Fax: 41-3079-3633Diretor Responsvel

    Benedito Francisquini - MTB 262/PRtribunadovale@tribunadovale.com.br

    tribunadovale@uol.com.br

    Vendas AssinaturaAnual R$ 200,00

    Semestral R$ 100,00

    Filiado a Associaodos Jornais Diriodo Interior do Paran

    No importa o que esteja fazendo, faa de maneira especial, porque sua marca deixada nos detalhes

    A RTIGO

    Luiz Antonio Silva*

    A RTIGO

    *Polan LackiBriguinhas paroquiais

    No deixe que humilhem voc

    Jardins Suspensos da Babilnia ou hortas caseiras?

    320 200

    Tera-feira, 24 de janeiro de 2012

    Entramos num ano elei-toral e o j possvel perce-ber que a velha prtica das brigas paroquiais comea a aflorar em vrias cidades da regio. O problema que essas guerrinhas ridculas causam um mal enorme para as comunidades, que por conta da ao de lderes inconseqentes, causa a di-viso entre moradores e at mesmo famlias.

    Um exemplo acabado deste tipo de prtica poltica nefasta ocorre em Ribeiro Claro e acaba envolvendo deputados de cada lado e causa constrangimentos at mesmo no governador Beto Richa. Quem conhece o ex-prefeito Mario Augus-to Pereira sabe que ele o tipo de poltico que no costuma incorporar em seu comportamento aes como perdo e misericrdia. Ele

    daquele velho estilo em que adversrio bom adversrio morto.

    O poltico no tem cle-mncia nem com aqueles adversrios que agonizam no leito de morte. Quem no se lembra do t r is te episdio envolvendo uma disputa judicial entre ele e o arquiinimigo Joaquim Nia. Nem mesmo o adversrio sendo consumido por um cncer o fez recuar em sua idia fixa de venc-lo na Justia. Nia morreu e M-rio manteve a ao contra a famlia do lder falecido. Perdeu a caus a , p erdeu votos e a eleio, mas con-tinuou irredutvel em sua poltica do dio.

    A bola da vez agora o atual prefeito Geraldo Mau-rcio Arajo, que imps a Mrio Pereira uma derrota fragorosa nas eleies passa-

    das. Mario, que sempre este-ve do lado de Requio, bastou que o controle do governo passasse para o PSDB, para mudar de lado, garantindo o emprego no Detran-PR, graas ao apoio do poderoso Hermas Brando.

    A briguinha mais recente tem como epicentro a cons-truo de casas populares na cidade. H poucos dias a confuso girava em torno de uma verba federal obtida por Requio, que recebeu pedido neste sentido do prefeito, mas que Pereira teima em contrariar dizen-do ter sido ele junto com o deputado Joo Arruda, que pediram o dinheiro.

    um jogo pequeno, tpi-co dos polticos medocres, coisinha de currais eleitorais de cidades distantes, onde o que vale a palavra de que tem o mando poltico.

    Lideranas proeminen-tes da sociedade ribeiro-clarense tm medo do futu-ro. Se fora do poder, Mrio Pereira capaz de destilar esse dio incontrolvel , imagine de volta cadeira principal do poder execu-tivo do Municpio?

    Quem acompanha de lon-ge a disputa em Ribeiro Claro pode estar pensando que estamos exagerando. Mas quem conhece de perto os absurdos praticados nesta lindssima cidade do Norte Pioneiro, sabe que estamos sendo at discretos no relato. Ai de quem cair em desgraa com Mrio Pereira! Ter pela frente um inimigo impiedo-so, que no tem limites e no mede as consequencias para atingir o desafeto.

    Os fatos esto a e ser-vem de alerta. O povo em quem escolhe seu destino.

    Nos pases da Amrica Latina, as escolas fundamentais rurais (do primeiro ao oitavo ou nono ano) continuam ensinando aos seus alunos a histria dos faras e das pirmides do Egito, a altura do Everest, os imprios Romano e Bizantino, o Renascimento, a histria de Luis XIV, XV e XVI e de Napoleo Bonaparte, o sistema nervoso dos anfbios, a reproduo das brifitas e pteridfitas e, algumas delas, at o esquema de funcionamento dos ps ambulacrrios dos equinodermos.

    Enquanto entediam as crianas rurais com esses conhecimentos, absolutamente irrelevantes para as suas necessidades de vida e de trabalho no campo, perdem uma extraordinria e irrecupervel oportunidade: a oportunidade de ampliar e aprofundar o ensino de con-tedos muito mais teis e de aplicao mais imediata na correo das ineficincias causadoras do subdesenvolvimento rural, como por exemplo: o que as famlias rurais poderiam fazer para obter uma produo agropecuria mais abundante, mais diversificada, mais eficiente e mais rentvel; quais medidas de higiene, profilaxia e alimentao elas deveriam adotar para evitar as enfermidades que ocorrem com maior freqncia no meio rural; o que deveriam fazer para prevenir as intoxicaes com pesticidas e os acidentes rurais e como aplicar os primeiros socorros, quando eles no puderem ser evitados; como produzir e utilizar hortalias, frutas e plantas medicinais; como organizar a comunidade para solucionar, em conjunto, aqueles problemas que no podem ou no devem ser resolvidos individualmente, como, por exemplo, a comercializao e os investimentos de alto custo e baixa freqncia de uso, etc.

    Educar para o acmulo de conhecimentos ou para a auto-realizao?

    Tambm perdem a oportunidade de outorgar-lhes uma melhor formao valrica, pois deveriam ensinar-lhes os princpios, as atitu-des e os comportamentos necessrios para melhorar o seu desempenho na vida familiar e comunitria, como, por exemplo: form-los para que tenham mais iniciativa e esprito empreendedor a fim de tornarem-se menos dependentes de ajudas paternalistas; educ-los para que prati-quem a honestidade, a solidariedade, a responsabilidade e a disciplina; para que tenham conscincia dos seus direitos, mas especialmente dos seus deveres; para que possuam uma ambio sadia e um forte desejo de superao, porm conscientes de que devero concretizar estas aspiraes atravs da perseverana e da eficincia na execuo do trabalho. Essas escolas no esto cumprindo a sua funo de desenvol-ver as potencialidades latentes das crianas rurais, de abrir-lhes novas oportunidades de auto-realizao nem de formar cidados que, graas sua prpria vontade e competncia, sejam capazes de protagonizar o autodesenvolvimento pessoal, familiar e comunitrio.

    Rio Nilo ou o rio da comunidade rural? As escolas fundamentais rurais seriam muito mais teis se, antes

    de ensinarem a histria da Europa ou a geografia da sia, ensinassem aos seus alunos a histria e a geografia das suas comunidades. Se, em vez de distrair as atenes dos educandos com as girafas e elefantes da frica, lhes ensinassem como criar, com maior eficincia, os animais existentes nas suas propriedades, com a finalidade de melhorar o auto-abastecimento e a renda familiar; tais escolas seriam mais teis se lhes ensinassem como evitar as pragas da agricultura e da pecuria, como identificar e eliminar as plantas que intoxicam os seus animais e os in-setos que transmitem as enfermidades. Ao invs de faz-las memorizar a extenso do Rio Nilo, seria mais til ensinar-lhes como e por que deveriam evitar a poluio de um outro rio: o rio da sua comunidade.

    Jardins Suspensos da Babilnia ou hortas caseiras? Antes de abordar os Jardins Suspensos da Babilnia, seria convenien-

    te ensinar-lhes como e por que deveriam implantar hortas e pomares diversificados nas suas propriedades e como adotar medidas de conser-vao do solo para que continue produzindo com altos rendimentos. Em vez de ensinar sobre os heris das guerras dos outros continentes, deveriam ensinar-lhes sobre os heris das suas prprias comunidades; sobre aqueles heris que outorgaram uma educao exemplar aos seus filhos, que tiveram uma destacada participao na soluo dos problemas da comunidade e que progrediram graas sua dedicao ao trabalho bem executado e eficincia no uso adequado dos escassos recursos disponveis. Essas escolas deveriam mostrar aos seus alunos os bons exemplos daqueles heris da comunidade ou do municpio que no roubaram, que no enganaram os seus vizinhos, que no possuem vcios, que no praticam violncias, que no so egostas, etc.

    Se a escola rural dever agriculturalizar-se e ruralizar-se Em outras palavras, necessrio agriculturalizar, ruralizar e

    tornar mais realistas, mais instrumentais e mais pragmticos os con-tedos educativos dessas escolas; tambm necessrio eliminar dos seus sobrecarregados currculos os contedos excessivamente tericos, abstratos e com baixa probabilidade de serem utilizados na vida e no trabalho rural. Em seu lugar, deveriam ser inclu...