L. L. G. - Prazeres Proibidos

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    PPrraazzeerreess

    PP

    rrooiibbiiddoossLLaauurraaLLeeeeGGuuhhrrkkee

    Traduo e Reviso: Mriam Pimenta

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    Sinopse

    Para a recatada e tmida Daphne Wade, seu prazer proibido mais doce observar as escondidas seu patro, Anthony Courtland, duque de Tremore,enquanto ele trabalha na escavao arqueolgica de suas propriedades naInglaterra. Anthony contratou Daphne para que restaurasse os preciosos tesourosque ele ia desenterrando. No entanto era duro para uma mulher se concentrar notrabalho quando tinha em sua frente um homem como Anthony, cuja beleza eraesmagadora. Ele nem sequer tinha reparado nela como mulher, mas quem

    poderia culp-la de ter se apaixonado perdidamente?

    Escondida atrs de uns culos enormes, Daphne era a restauradora melhorpreparada para realizar este trabalho e Anthony sabia disso. Quando uma nova eencantadora Daphne sai de sua concha, as regras do jogo mudam. Anthonyconseguir convenc-la de que a mulher de seus sonhos?

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    O amor destrudo, quando volta a nascer, cresce mais

    bonito que o primeiro, mais forte, maior.WILLIAM SHAKESPEARE

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    Captulo 1

    Hampshire, 1830

    Ningum que olhava Daphne Wade imaginaria que ela pudesse ter algumprazer proibido, secreto. Seu aspecto era normal, os culos no ajudavam muito,tinha o cabelo castanho claro e o usava preso na cabea. Todos os seus vestidoseram de diferentes tons de bege, marrom ou cinza. Sua altura era normal e suafigura ficava escondida debaixo dos grandes e cmodos aventais que utilizava

    para trabalhar. Tinha uma voz suave e agradvel de escutar, sem sons estridentesque chamassem a ateno.

    Ningum que a julgasse s pela sua aparncia poderia imaginar que asenhorita Daphne Wade tinha o escandaloso costume de observar o torso nu deseu patro sempre que tinha a oportunidade, embora a maioria das mulheresestivesse de acordo que Anthony Courtland, duque de Tremore, tinha um torsoque valia a pena observar.

    Daphne apoiou os cotovelos no peitoral da janela e levantou a luneta debronze. Utilizar esse aparelho com lentes era difcil, assim que o deixou na

    prateleira. Voltou a colocar os culos e a distncia, olhou toda a escavao,procurando Anthony entre os trabalhadores.Sempre que pensava nele pensava usando seu nome. Quando falava com

    ele, o chamava de senhor, como todo mundo, mas em sua cabea e em seucorao, ele sempre era Anthony.

    Ele estava falando com o senhor Bennington, o arquiteto da escavao ecom sir Edward Fitzhugh, o vizinho mais prximo do duque e antiqurio amadorcomo ele. Os trs homens estavam no meio de uns campos da escavao,rodeados de muros, colunas quebradas e restos do que havia sido uma vila

    romana. Nesse momento, discutiam sobre o mosaico que estava debaixo dosseus ps e que havia sido descobertos pelos trabalhadores nessa mesma manh.Quando Daphne localizou a forte figura de Anthony, sentiu uma familiar

    chateao em seu corao, uma mescla viciante de prazer e incmodo. Era umacombinao que quando estava em sua presena a calava e lhe fazia querer semisturar com seu ambiente, passar despercebida; em troca quando ocontemplava como agora, desejava se transformar no centro de toda sua ateno.O amor pensava, deveria ser algo agradvel, clido, doce, no algo que

    prejudicasse o corao com sua intensidade.Daphne sentia essa intensidade agora, enquanto o observava. Quando

    estava em Tremore Hall, ele passava sempre dois ou trs horas ao dia

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    trabalhando junto com o senhor Bennington e o resto dos homens na escavao.Algumas vezes ela no estava nas runas e s tardes de agosto eramexcepcionalmente quentes, e Anthony sempre tirava a camisa. O dia era muitocaloroso.

    Para Daphne, ele quase formava parte da escavao romana que o rodeava.Era como uma escultura. Com sua pouco freqente altura de mais de um metro eoitenta e seus grandes ombros e desenvolvidos msculos, apesar de seu cabeloescuro e sua pele bronzeada parecia um deus romano esculpido em mrmore.Ela o observava enquanto os trs homens continuavam discutindo sobre omosaico e teve a estranha sensao que experimentava cada vez que o via e quefazia lhe custar a respirar e que seu corao se acelerava como se estivesseestado correndo.

    Sir Edward tratou de mover uma urna que cobria parte do mosaico, masAnthony o impediu e ele mesmo a levantou. Daphne se encantava com essecavalheirismo, que s reafirmava a boa opinio que j tinha dele. Talvez fosseduque, mas no permitia que um homem como sir Edward, muito mais velhoque ele pudesse se machucar.

    Anthony levou a urna para o carro que estava prximo e a colocou junto auma serie de nforas de vinhos quebradas, esttuas de bronze, fragmentos deafrescos e outras descobertas. No final do dia moveriam as peas a um edifcio

    prximo, onde se armazenavam todos os objetos e esperando que Daphnepudesse restaurar-los, desenh-los e catalog-los para a coleo de Anthony.

    O rudo de passos se aproximando da biblioteca a distraiu de suas

    clandestinas observaes. Dobrou o telescpio e saindo da janela o guardou nobolsinho de seu avental. Quando Ella uma de muitas moas que trabalham emTremore entrou na sala, Daphne estava sentada em seu escritrio, com um livrode cermica romano-inglesa, fingindo que trabalhava.

    Eu pensei que poderia querer um pouco de ch, senhorita Wade disseElla enquanto deixava uma xcara e o bule na grande mesa de Daphne, ao ladodas montanhas de livros de antigidade romanas e latinas.

    Obrigada, Ellareplicou, tratando de fingir muita concentrao.A moa se virou para ir embora.

    Pensava que no podia enxergar sem seus culos, senhorita dissesobre seu ombro. No acredito que sejam de muita utilidade ali na prateleirada janela.

    A moa desapareceu no corredor e Daphne escondeu seu rosto vermelhoentre as pginas do livro. Eu me tornei uma pilhagem.

    Ainda assim, quem poderia culpar uma moa tmida, discreta e simples quepassava a maior parte de seu tempo enterrada entre madeiras velha e livros delatim, por estar apaixonada por seu patro quando ele to atraente?

    Daphne se espreguiou em sua cadeira com um suspiro e continuou, com a

    mo apoiada embaixo do queixo, contemplava o vazio; sonhava com coisas quesabia que nunca se tornariam realidade.

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    Ele era um duque, pensava Daphne e ela trabalhava para ele. H tinhacontratado fazia cinco meses e lhe pagava o generoso salrio de quarenta e oitolibras ao ano por ela restaurar afrescos, mosaicos y antiguidades e porconfeccionar um catlogo para o museu que ele estava construindo em Londres.

    Era um trabalho exigente, com um patro exigente, mas estava feliz. Fazia todoo que lhe pedia, no s porque era seu trabalho, mas tambm porque estavaapaixonada por ele e am-lo era para ela um prazer secreto e oculto.

    Anthony se inclinou na banheira de cobre com um suspiro de satisfao.Por Deus, estava cansado, mas o trabalho havia valido a pena. O piso da sala queele e os trabalhadores haviam descoberto essa manh era extraordinrio.

    Tambm haviam encontrado uma parede inteira cheia de afrescos,danificados e meio descoloridos, mas que pareciam bem erticos. Ele devia selembrar para contar a Marguerite, especialmente o que mostrava o amo de umacasa como se fosse o deus Prapo com o pnis em um dos pratos de uma balanae barras de ouro no outro. No tinha necessidade de dizer a Marguerite qual lado

    parecia o mais pesado. As amantes sempre entendiam esse tipo de piadas.Senhor?Abriu os olhos e se deparou com Richardson de p ao lado da banheira com

    um pedao de sabo e um novo balde de gua quente. Anthony se mexeu umpouco para que seu mordomo pudesse lhe lavar o cabelo e desfrutou o aroma dosabo de limo e a sensao de toda a sujeira e p de um dia de trabalho.

    Quando Richardson tinha acabado, Anthony se levantou e saiu da banheira.Pegou a toalha quente que o mordomo oferecia e comeou a se secar enquantoeste abandonava a habitao.

    Pensar em Marguerite fez que Anthony pensasse e se desse conta de quefazia meses que no via a beleza de olhos e cabelos negros. Fazia um ano queera sua amante, mas apenas a tinha visitado em media meia dzia de vezes. Aescavao de Tremore havia captado toda sua ateno e o havia mantido longeda casa que ele tinha comprado nos arredores de Londres.

    Anthony tirou a toalha e penteou o cabelo ainda molhado com as mos.

    Depois se dirigiu ao seu dormitrio onde Richardson lhe esperava com umacamisa de linho e um roupo de seda de jacquard negro e dourado. Levantou os

    braos para que lhe passasse pela cabea a camisa e ento a porta se abriu eentrou um empregado.

    Lady Hammond est aqui, senhor disse o rapaz fazendo umareverencia.

    Viola?Anthony no esperava sua irm e olhou surpreendido por cimado ombro do empregado enquanto seu mordomo lhe abotoava a camisa.

    Quando chegou?

    Faz quinze minutos, senhor.Anthony proferiu um insulto. Se Hammond havia envergonhado outra vez

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    Viola com um escndalo iria pegar a cabea desse canalha.Diga a viscondessa que estarei logo com ela, traga logo o Porto e o

    Madeira.Muito bem, senhor. Lady Hammond disse que lhe esperaria em sua sala

    de estar.O servo se foi e Anthony colocou os braos das mangas do roupo.Minutos mais tarde saiu de sua habitao e foi procura de sua irm que estava

    justo na outra extremidade da passagem. Um servial abriu a porta para queentrasse. A sala era uma fantasia