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Informe tecnico - INDUSTRIA PARAENSE · PDF file Informe tecnico - INDUSTRIA PARAENSE set2015.indd Created Date: 11/13/2015 4:01:57 PM

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  • SETEMBRO2015

  • 5

    Informe TécnIco dA IndÚsTrIA PArAense

    seTembro 2015 Fundação Amazônia de Amparo

    a Estudos e Pesquisas do Pará

    Fapespa

    D e acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE sistematizados pela FAPESPA, o Pará registrou crescimento de 6,2% em sua atividade industrial no acumulado de janeiro a setembro de 2015, na comparação com igual período do ano anterior (série sem ajuste sazonal). Esse é o segundo melhor resultado nos últimos

    cinco anos para a série. Tal desempenho foi proveniente da elevação produtiva de 8,6% da Indústria Extrativa, mesmo com a Indústria de Transformação recuando 2,1%.

    Contrário ao comportamento da maioria das unidades federativas, o Pará encerrou setembro de 2015 sendo o segundo estado de maior expansão na atividade industrial, precedido somente de Espirito Santo (11,3%) e à frente de Mato Grosso (3,2%), sendo esses os únicos estados com variação positiva. A retração industrial nos demais entes federativos conduziu a um declínio da Indústria Geral brasileira de -7,4% no acumulado de 2015.

    Gráfico 1 – Variação (%) da produção física Industrial Geral no acumulado de 2015 – Brasil e estados

    Fonte: PIM/IBGE, 2015. / Elaboração: FAPESPA, 2015

    PRODUÇÃO FÍSICA INDUSTRIAL PARAENSE EM SETEMBRO DE 2015

    -14,5

    -11,1

    -10,2

    -9,5

    -7,8

    -7,4

    -7,4

    -7,2

    -6,1

    -5,7

    -3,3

    -1

    3,2

    6,2

    11,3

    -20 -10 0 10 20

    Amazonas

    Rio Grande do Sul

    São Paulo

    Ceará

    Paraná

    Brasil

    Santa Catarina

    Minas Gerais

    Bahia

    Rio de Janeiro

    Pernambuco

    Goiás

    Mato Grosso

    Pará

    Espírito Santo

    (%)

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    Informe TécnIco dA IndÚsTrIA PArAense

    seTembro 2015 Fundação Amazônia de Amparo

    a Estudos e Pesquisas do Pará

    Fapespa

    A produção mineral paraense tem registrado crescimento, sobretudo a de minério de ferro, mesmo com o preço da tonelada estando entre as mais baixas cotações nos últimos doze meses. Um dado relevante foi a expansão da produção de 9,7% somente da mina de Carajás até setembro deste ano. Outro fator de destaque diz respeito à quantidade exportada de minério de ferro, que, no acumulado de 2015, foi 12,59% superior na comparação com o mesmo período de 2014, sinalizando, assim, aumento da demanda pelo mercado internacional.

    Em que pese o indicador negativo apontado para a média na Indústria de Transformação, o segmento fabricação de produtos alimentícios registrou incremento de 1,3% em sua produção. Ressalta-se também o crescimento de 115,4% da fabricação de celulose, papel e produtos de papel. Por outro lado, a metalurgia decresceu 1,8%, contribuindo para o resultado negativo do setor, uma vez que exerce grande participação na Indústria de Transformação do estado. A fabricação de produtos de minerais não metálicos também apresentou baixa na atividade industrial e encerrou o período variando -7,6% (Tabela 1).

    Setores set-15/

    ago-15

    set-15/

    set-14 Acum. 15

    Acum. em

    12 meses

    Indústria Geral 12,6 12,3 6,2 5,7

    Indústrias Extrativas - 17,0 8,6 8,0

    Indústrias de Transformação - -6,5 -2,1 -2,7

    Fabricação de produtos alimentícios - -3,6 1,3 -0,6

    Fabricação de bebidas - 2,2 -2,3 3,3

    Fabricação de produtos de madeira - -32,6 -16,5 -11,6

    Fabricação de celulose, papel e produtos de papel - 158,3 115,4 85,4

    Fabricação de produtos de minerais não metálicos - -20,0 -7,6 -8,1

    Metalurgia - 1,1 -1,8 -2,8

    Tabela 1 – Variação (%) da produção física industrial paraense

    Fonte: PIM/IBGE, 2015. / Elaboração: FAPESPA, 2015.

    O comportamento da Indústria Geral paraense mostrou-se positivo em todas as séries, sendo que as maiores variações foram identificadas na comparação de setembro deste ano com o mês imediatamente anterior (12,6%) e com igual mês de 2014 (12,3%) (Tabela 1). O crescimento industrial do estado também foi evidenciado no acumulado de doze meses, com variação positiva de 5,7%. Esses resultados foram conduzidos pela Indústria Extrativa, que teve comportamento positivo em todas as séries. Por outro lado, a Indústria de Transformação obteve resultados contrastantes ao da extrativa (tabela 1).

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    EMPREGO NO SETOR INDÚSTRIAL

    O crescimento produtivo da Indústria Extrativa indica, para o acumulado de doze meses, incremento no saldo de empregos de 229 vínculos na Extrativa Mineral. Contudo, para as outras séries, houve redução do estoque de trabalhadores formais (Tabela 2).

    Apesar do resultado desfavorável da Indústria de Transformação ter como um dos fatores o quadro de recessão econômica do país, alguns segmentos industriais no estado têm apresentado geração de novos vínculos empregatícios, como foi o caso da indústria de alimentos e bebidas, com saldo de 1.421 empregos, e da indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria, com 875 novos contratos formais no acumulado de janeiro a setembro de 2015 (Tabela 2).

    Tabela 2 - Saldo de emprego da indústria paraense no acumulado do ano e em doze meses, em setembro de 2015

    Fonte: PIM/IBGE, 2015./ Elaboração: FAPESPA, 2015

    Indústria

    Saldo

    Setembro Acumulado Em doze

    meses

    EXTRATIVA MINERAL -21 -129 229

    INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO -142 -755 -1.832

    Indústria de produtos minerais não metálicos -13 -669 -859

    Indústria metalúrgica -161 -894 -977

    Indústria mecânica -7 339 687

    Indústria do material elétrico e de comunicações 2 60 19

    Indústria do material de transporte -7 -32 -42

    Indústria da madeira e do mobiliário -160 -1.046 -1.651

    Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica -29 -243 -194

    Indústria da borracha, fumo, couros, peles,

    similares e indústrias diversas 33 -169 -173

    Indústria química de produtos farmacêuticos,

    veterinários e perfumaria 7 875 433

    Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos -29 -386 -500

    Indústria de calçados 3 -11 5

    Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool

    etílico 219 1.421 1.420

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    ICMS DO SETOR INDUSTRIAL

    A trajetória de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no setor industrial do Pará é mostrado no Gráfico 2, que traz a comparação da arrecadação do setor secundário paraense nos nove primeiros meses de 2014 e 2015.

    Na comparação dos dados, considerando-se todos os meses, verifica-se que a arrecadação do ICMS em 2015 foi superior à do ano anterior, totalizando R$ 1.730.632 no acumulado de 2015, contra R$ 1.463.026 no mesmo período de 2014, uma variação de 18,29%.

    Gráfico 2 - Arrecadação do setor secundário de janeiro a setembro (2014 e 2015)

    Fonte: PIM/IBGE, 2015. / Elaboração: FAPESPA, 2015. Valores corrigidos pelo IPCA do período.

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set

    2014 175.15 157.95 155.19 155.47 154.80 154.34 164.03 166.89 179.17

    2015 210.78 185.01 194.16 186.19 182.37 190.43 179.16 196.35 206.15

    -

    50.000

    100.000

    150.000

    200.000

    250.000

    Mil R$

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