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Erich Fromm

Erich Fromm Apresentação

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Erich Fromm

Sumrio Histria da civilizao ocidental Fromm e Freud Necessidades Psicolgicas Mecanismos de Fuga Desenvolvimento da Personalidade na infncia Neurose Personalidade: temperamento e carcter Estudo de Fromm e Maccoby Observaes e Crticas

Histria da civilizao ocidental Ao ter perdido a maior parte do equipamento instintivo o Homem desenvolvera outras capacidades: capacidade de pensar Imaginar auto-percepo

Base para transformar a natureza e a si prprio

A produo tornou-se um fim ao qual a vida estava subordinada. O objectivo tornou-se em ser um sucesso, vender-se o mais lucrativamente no mercado. Os valores j no se situam nas suas qualidades humanas. A felicidade tornou-se sinnima de consumo de mercadorias, bens materiais. Existncia da ideia da iniciativa individual

Contudo devido burocratizao e generalizao do capitalismo que a iniciativa individual est a desaparecer. Cada um uma mera engrenagem da mquina e tem de funcionar perfeitamente. Segundo a filosofia do Supercapitalismo, o egosmo a fora motriz, que faz da espcie humana o que ela (Guardo, 1965)

Fromm, critica o sistema referido dado que este uma forma aperfeioada de capitalismo, que fomenta o esprito de competio e de egosmo em todo o mundo, comprometendo assim toda uma nao. O Socialismo, criticou o capitalismo do sculo XIX, pelo seu abandono do bemestar dos trabalhadores.

Contudo, segundo o autor, as ideias socialistas oferecem alguns pontos negativos: Embora Marx e Engels tivessem descoberto a correlao entre desenvolvimento da economia e da cultura, eles subestimaram a complexidade das paixes humanas e ignoraram o facto de que se a estrutura econmica molda o indivduo, este, por sua vez molda-a tambm a ela. H uma idealizao da classe operria que resultado de uma atitude puramente terica e no da observao real da dita classe. No reconhecem as foras irracionais que actuam no ser humano e que lhe fazem ter medo da liberdade e geram nsias de poder e destrutividade. Esquecem-se do factor moral do homem.

Fromm props uma sociedade ideal em que o amor, a fraternidade e solidariedade caracterizariam todas as relaes humanas Socialismo Comunitrio Humanista Assim: devia desaparecer o uso do homem pelo homem; a economia deve tornar-se um meio para o desenvolvimento do homem; O capital deve servir ao trabalho, as coisas devem servir a vida. Todos os arranjos sociais devero visar a orientao produtiva.

A adaptao Segundo Fromm, podemos distinguir: Adaptao esttica Adaptao dinmica

O Homem o animal que tem o comportamento menos predestinado e cuja adaptao se deve maioritariamente aprendizagem e preparao cultural.

Freud e Fromm: Semelhanas A famlia funcionava como representante da sociedade para a criana. por meio das interaces familiares que ela adquire carcter e formas adequadas de se ajustar sociedade. Fromm admite as ideias freudianas de: determinismo psquico importncia de associao livre o significado da neurose como produto de conflitos dinmicos entre foras que jogam no interior do sujeito existncia de mecanismos tais como a represso, a proteco, a transferncia e a racionalizao.

Freud e Fromm: DiferenasFreud A personalidade determinada aos 5 anos. O Homem por natureza antisocial e a sociedade deve transformar os seus impulsos e domestic-los a sublimao. O Homem buscaria a satisfao das necessidades biolgicas. Fromm A personalidade formada mais tarde. O problema bsico da psicologia: relao do ser com o mundo. Admite que os impulsos que contribuem para as diferentes caractersticas entre os Homens so resultado do processo social. A sociedade no se limita a cumprir uma funo repressora, exerce tambm uma funo criadora muito mais importante.

Necessidades Psicolgicas A representao do mundo e o objecto de devoo Relaes Vnculos Identidade Unidade Transcendncia Efectividade Excitaes e as estimulaes

Mecanismos de Fuga So decorrentes da insegurana do indivduo isolado: Autoritarismo (sado-masoquismo) procura de vnculos secundrios tendncia submisso e dominao formas ntidas deste mecanismo so: Masoquismo e Sadismo

Masoquismo Os indivduos apresentam inconscientemente uma fora em seu intimo que os leva a sentiremse inferiores ou insignificantes Fromm (1986). incapazes de experimentar o sentimento de eu sou e eu quero. chegam a castigar-se e a infligir-se.

Sadismo varia de intensidade; mais ou menos consciente, mas nunca esto ausentes. Trs tendncias fundamentais: tornar os outros dependentes da pessoa; explorar os outros para incorporar algo assimilvel deles; e desejo de fazer os outros sofrer ou v-los sofrer (tanto fsica como mentalmente), onde o objectivo humilhar.

Sadismo & Masoquismo As tendncias sdicas so mais racionalizadas que as masoquistas. A essncia alcanar prazer atravs do domnio sobre outras pessoas.

Dependncia Evidente no masoquismo Existente tambm no sadismo

Origem Comum Ambas resultam de uma necessidade bsica comum; da incapacidade de suportar a fraqueza e solido do prprio eu; Relao de simbiose a unio de um eu individual com outro eu de maneira a que cada um perca a integridade do prprio eu.

Sadomasoquismo Quando os impulsos masoquistas e sdicos so dominantes no indivduo: o amor significa dependncia simbitica, e no uma unio baseada na igualdade. sacrifcio significa a subordinao absoluta do eu individual a algo, e no a reclamao do eu mental de todos os sujeitos. a diferena significa diferena de poder, e no a concretizao da individualidade baseada na igualdade.

Fromm, (1986), prefere utilizar o termo carcter autoritrio em vez de sadomasoquista; O carcter autoritrio admira a autoridade e deseja submeter-se a esta, mas ao mesmo tempo, deseja ser ele mesmo uma autoridade e fazer com que os outros se submetam. A vida determinada por foras extrnsecas ao ego e aos desejos.

Destrutivismo Tende eliminao do objecto; Os impulsos destrutivos, tm como causa, a evaso da solido e da importncia. O destrutivo trata de superar os seus sentimentos de debilidade suprimindo a competncia, coisas e pessoas. No um impulso consciente, sim racionalizado de diversas maneiras.

Surge sob duas formas: Espontnea Enrazada na estrutura do carcter.

Conformismo Autmato O indivduo cessa de ser ele mesmo; adopta inteiramente o tipo de personalidade que oferecido pelos padres culturais e, por conseguinte, torna-se exactamente como todos os demais so e como estes esperam que ele seja. A discrepncia entre o eu e o mundo desaparece, e com ela o temor solido e impotncia (Fromm, 1974).

A pessoa desiste do seu prprio ego, perde a sua individualidade. Perda do eu original por substituio por um pseudo-eu, que representa o papel que se espera que a pessoa represente, mas que o faz sob o nome do eu.

O Desenvolvimento da Personalidade na Infncia medida que as crianas crescem elas vo obtendo uma liberdade e independncia cada vez maior de seus pais. Padres de comportamento semelhante aos mecanismos: Relao simbitica mecanismo da infncia para reaver a segurana na qual as crianas continuam intimas e dependentes dos pais. Afastamento-destrutividade. mecanismo da infncia para reaver a segurana na qual as crianas se distanciam dos pais. Amor Para Fromm uma forma de interaco entre pais e filhos na qual os pais mostram respeito e oferecem equilbrio entre segurana e responsabilidade.

Neurose As neuroses so um tipo de adaptao dinmica; um sintoma de um fracasso moral. resultado de esforos inconscientes que tendem a anular o desenvolvimento da pessoa.

Gnesis das neuroses: O factor gentico das neuroses o temor da solido.

as neuroses produzem-se porque o indivduo no se pode adaptar constructivamente a um sistema de vida; as neuroses devem ser entendidas, pois, como um tipo especial, pernicioso, de adaptao dinmica.

temperamento e carcter Personalidade

Personalidade: Personalidade

Totalidade de qualidades psquicas herdadas e adquiridas que caracterizam o indivduo e o tornam original

Temperamento Inato; Imutvel; Constitudo pelas qualidades herdadas;

Carcter Formado por experincias pessoais; Modificvel (insights, novas experincias); Forma especfica imposta natureza humana pela adaptao dinmica das necessidades dos Homens, ao modo de existncia particular de determinada sociedade. O carcter a forma relativamente permanente em que a energia humana canalizada nos processos de assimilao e socializao. (Fromm, 1948)

Funes do carcter O carcter determina o pensamento, a aco e a vida emocional; Fromm atribui ao carcter duas funes: Subjectiva leva o sujeito a actuar em conformidade com o que

necessrio de um ponto de vista prtico;

humana em tarefas requeridas pela sociedade;

Social internalizao das necessidades externas e enfoque da energia

Adaptao:assimilao e socializao Carcter deve ser relacionado com os processos de adaptao (assimilao e socializao); Modo de vida pr-determinado pela sociedade correspondente, pelas particularidades do sistema social econmico. Formas de adaptao socializao Autoritarismo Destrutividade Conformao automtica Amor

assimilaoreceptividade explorao acumulativa marketing produtiva

Carcter social Conjunto de estruturas comuns maior parte dos indivduos de determinado grupo; Intermedirio entre a estrutura socio-econmica e os ideais que prevalecem numa sociedade (humanismo social); A educao tem funo de moldar o carcter, para que este se aproximo do carcter social;

Carcter individual Constitudo pelas caractersticas do grupo e, pelas particularidades que diferenciam um sujeito de outro; Determinado pelo impacto de experincias (individuais e oriundas da cultura) sobre o seu temperamento;

Orientaes de carcter: No produtivas eu vivo a experincia como sujeito da minha actividade; a minha actividade uma manifestao dos meus poderes; Eu, a minha actividade e seus resultados somos um; Ex: um hipnotizado desenvolve aco mas no actua. Quem actua o hipnotizador

Produtiva eu no vivo a experincia como sujeito da minha actividade, experimento o resultado desta;

Carcter receptivo A fonte de todo o bem encontra-se no exterior, recebendo ento o esperado de tal fonte. Pessoas que necessitam ser amadas e no amar; Extremamente sensveis;

Carcter explorador Utilizam e exploram qualquer coisa ou pessoa de que possam tirar proveito; Subestimam as suas posses e invejam o que os outros possuem No esperam receber as coisas como ddivas, mas tom-las por meio da fora;

Carcter acumulativo Pouca f no que pode vir a obter do exterior; Segurana baseada na acumulao (gasto tido como ameaa); Avareza referente a objectos, sentimentos e pensamentos; Possessivas no amor; intimidade tida como ameaa;

Personalidade e conhecimento tornam-se numa mercadoria; Ausncia de qualquer qualidade especfica que no seja susceptvel de modificao; Sujeitos sem objectivos, a no ser agir;

Carcter de marketing

Eles tm os seus grandes egos sempre a mudar, mas nenhum tem um self, um centro, um sentido de unidade (Fromm 2002)

Orientaes em sociedades rientaes Orientao receptiva sociedades onde est consagrado o direito de explorar os outros; Orientao exploradora mercado livre do sculo XVIII e XIX criou esse tipo de pessoas; Orientao acumulativa aconteceu simultaneamente com a anterior; Orientao mercantil era moderna

Fromm e Freudteoria de carcterSemelhanas Traos de carcter servem de base ao comportamento e dele devem ser inferidos; Identidade fundamental do carcter no o trao de carcter isolado, mas sim a organizao total deste;

Oposies: A base fundamental do carcter no vista nos vrios tipos de organizao da lbido, porm em tipos especficos de relacionamento da pessoa com o mundo; Formas de relacionamento do homem com o mundo so abertas, e no condicionadas pelos instintos; Orientaes atravs das quais o indivduo se relaciona com o mundo, constituem o seu carcter;

Orientao produtiva Carcter produtivo A produtividade a realizao, pelo homem, das potencialidades que o caracterizam, o uso de seus poderes (Fromm, 1983). Assim, quando se fala de orientao produtiva da personalidade refere-se mais a uma atitude. um modo de relacionamento em todos os sectores da experincia humana.

O carcter produtivo resultado de uma orientao produtiva, que por abarcar todos os campos, permite a Fromm estabelecer uma srie de dedues: Orientao produtiva, a arte e os ofcios Orientao produtiva e a percepo do mundo O amor produtivo

Fromm mais tarde adicionou outros tipos de caracteres. Carcter Necrfilo Necrofilia pode descrever-se como o amor ao que morto (Fromm, 1979). Podem considerar-se dois tipos de necrofilia: a) necrofilia sexual: existe no homem o desejo de estabelecer contacto sexual com uma mulher morta; b) necrofilia no-sexual: desejo de aproximao e manipulao a cadveres, desmembramento e destrutividade.

A necrofilia pode ser expressa atravs dos sonhos necrfilos, (normalmente de temtica ptrida, mecanicista ou de destrutividade); atravs de aces marginais, involuntrias e insignificantes; atraco por esqueletos; convico de que todos os problemas s podem ser resolvidos com auxlio de violncia e destruio; grande interesse pela doena e pela morte (no como o encontrado nos idosos, em que a doena a nica emoo);

ausncia de vitalidade demonstrada na conversao (conversadores aborrecidos, entediantes, etc.); atitude em relao ao passado e propriedade (ter sobre o ser, passado, sobre o presente, morto sobre o vivo); relao com as cores (gosto por cores escuras, como o preto e o castanho); especial afinidade e gosto por odores malcheirosos; e finalmente a expresso facial (quase no se riem, riso falso e pedante, etc.); Quanto linguagem, o necrfilo caracteriza-se pelo uso frequente de vocabulrio associado a fezes, destruio e WCs (ex.: utilizao desproporcionada e recorrente da palavra merda).

A necrofilia estabelece relaes com o culto da tcnica e com o homem industrial contemporneo (que ama o seu carro, tira fotografias em vez de ver) considerando Fromm (1979) que o caso se torna grave quando estes actos mecnicos substituem o amor vida. Juntamente com o amor mquina, chega a tecnologia da destruio, que lhe retira o reconhecimento afectivo e lhe d uma racionalizao adulterada.

Fromm, mostra que um desenvolvimento provvel para a necrofilia seria ter origem num carcter anal normal, que se transformaria num carcter sdico e, por ltimo, necrfilo. Este desenvolvimento demarcado pelo narcisismo, falta de relacionamento e pela destrutividade.

Fromm, afirma tambm que este carcter no tem relao com as antigas categorias de Freud(tal como a anal e a oral), e confronta-a com o seu carcter marketing, contemporneo. Esta forma de necrofilia transforma em coisas tudo o que o cerca, incluindo a faculdade humana razo: o Homem faz parte das mquinas que controla e que o controlam. Os smbolos da morte passam de cadveres e cheiros desagradveis a mquinas reluzentes.

A vinculao me e sua relao com ela, conduziu Fromm hiptese de que um tipo de ligao maligna incestuosa possa ser uma das razes da necrofilia. A figura materna, em vez de denotar a vida e o amor, um fantasma, imagem do caos e da morte. No sendo possvel uma relao afectuosa com a sua me, (a solido, acentuada pelo narcisismo, insuportvel) da, o relacionamento com a me e com o mundo, tornar-se doentio.

Com tudo isto, Fromm refere que: A existncia de uma/duas caractersticas no bastante para diagnosticar o carcter necrfilo; No so precisos todos os traos necrfilos em conjunto para se estabelecer um diagnstico; Somente uma minoria extremamente pequena da populao necrfila. A necrofilia estabelece-se com a bioflia ao longo de um contnuo, onde as duas tendncias se completam. No existe, de facto, um limite bem definido entre a bioflia e a necroflia; Para demonstrar a necrofilia, recorreu-se observao do comportamento, anlise de sonhos e fantasias e aos testes projectivos. Pessoas intensamente necrfilas so muito perigosas.

Carcter Bifilo O termo bioflia foi criado por oposio ao de necrofilia, definido como o amor pela vida, por tudo o que vivo e a essncia da tica humana. Apresenta o desejo de moldar e influenciar pelo amor e pela razo e pelo exemplo, manifesta-se por uma sede de construo e de querer ser mais em vez de ter mais e tambm pela admirao da estrutura como um todo, preferindo a novidade (Fromm, 1979).

De enfatizar que, enquanto para Freud, as tendncias de morte (Thanatos) e de vida (Eros) so biologicamente determinadas, para Fromm, s a bioflia um impulso biolgico normal, a necroflia vista como um fenmeno psicopatolgico.

Carcter Ter A definio e o significado da vida de uma pessoa esto nos bens que possui, mas no so s bens materiais. Adquirir, possuir e lucrar so os direitos e inalienveis do indivduo e da sociedade industrial. No importa quais so as origens da propriedade nem a sua posse impe quaisquer obrigaes aos seus possuidores. O ego o objecto mais importante de todo o nosso sentido de propriedade. Semelhante personalidade retentora proposta por Freud

Carcter Ser As pessoas definem-se pelo o que so, a sua definio de autovalor vem de dentro e no da comparao. Compartilhar em vez de lutar para supera-los aumenta a sua alegria de viver. So participantes da vida que se concentram no presente e esto sintonizados com o self e com a sociedade. Ser requer libertar-nos do nosso egocentrismo e egosmo. (...) Para muitas pessoas abandonar a linha de orientao do ter muito difcil: qualquer tentativa nesse sentido provoca-lhes uma enorme ansiedade e sentem-se como se desistissem de toda a segurana (Fromm,

2002)

Observaes & Crticas o primeiro autor a importar-se com a formao da personalidade. Deu-nos uma interpretao singular de interaco entre pessoas e sua sociedade e confirmou que a personalidade no um produto de um nico conjunto de factores. o primeiro a abordar a importncia dos factores sociolgicos. A teoria de Fromm demonstra a funo social do carcter. Abarca o social, o econmico e o poltico e considera este conjunto como o ponto a partir do qual se geram as neuroses e a doenas do carcter;

Rejeita a ideias de Fromm ou interpreta-as de forma diferente (p.e. o complexo de dipo no visto como uma forma de amor mas como uma forma de alcanar a liberdade no respeitando a autoridade parental). Fromm props uma sociedade ideal com a denominao de socialismo comunitrio humanista, na qual o amor, a fraternidade e solidariedade caracterizariam todas as relaes humanas. Existiria a orientao produtiva (predominava).

Mtodo: Fromm escreveu pouco sobre tcnicas de avaliao, no apresentou resultados analticos ou estudos de casos especficos. Utilizava associao livre e anlise de sonhos. A teoria baseia-se em generalizaes e especulaes de interpretaes de eventos histricos, culturais, religiosos, econmicos, etc.

Lacunas: uma teoria filosfica e no cientfica. Falhou porque no acompanhava as evolues da psicanlise As necessidades e o carcter no se unem num todo coerente. A generalizao abusiva dos caracteres (a maioria partilha o mesmo carcter marketing). No afirma que existem outros caracteres numa mesma cultura. No h provas cientficas. Faltam dados empricos para afirma-la. difcil tornar os conceitos desta teoria em objecto de abordagem cientfica. Os conceitos foram definidos de forma imprecisa e em termos que geralmente so contraditrios, tornando difcil testar experimentalmente.