Arnold schwarzenegger arnold schwarzenegger

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  1. 1. DADOS DE COPYRIGHT Sobre a obra: A presente obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros, com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudos acadmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. expressamente proibida e totalmente repudavel a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente contedo Sobre ns: O Le Livros e seus parceiros disponibilizam contedo de dominio publico e propriedade intelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que o conhecimento e a educao devem ser acessveis e livres a toda e qualquer pessoa. Voc pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros.Net ou em qualquer um dos sites parceiros apresentados neste link. Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando por dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo nvel.
  2. 2. Ttulo original: Total Recall Copyright 2012 por Fitness Publications, Inc. Copyright da traduo 2012 por GMT Editores Ltda. Publicado mediante acordo com a editora original, Simon & Schuster, Inc. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes sem autorizao por escrito dos editores. TRADUO: Fernanda Abreu PREPARO DE ORIGINAIS: Cristiane Pacanowski e Tas Monteiro REVISO: Caroline Mori e Luis Amrico Costa PROJETO E DIAGRAMAO: Marcia Raed CAPA: Jason Heuer FOTO DE CAPA: Greg Gorman FOTOS DE MIOLO: Arnold atravessando a rua: Albert Busek; Arnold de bicicleta: Art Streiber / August ADAPTAO DE CAPA: Ana Paula Daudt Brando CIP-BRASIL. CATALOGAO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. S428a Schwarzenegger, Arnold Arnold Schwarzenegger [recurso eletrnico] / Arnold Schwarzenegger e Peter Petre [traduo de Fernanda Abreu]; Rio de Janeiro: Sextante, 2012. recurso digital; il. Traduo de: Total recall Formato: epub Requisitos do sistema: Multiplataforma Modo de acesso: World Wide Web ISBN 978-85-7542-872-6 (recurso eletrnico) 1. Schwarzenegger, Arnold. 2. Governadores - Califrnia - Biografia. 3. Atores - Estados Unidos - Biografia 4. Livros eletrnicos. I. Petre, Peter. II. Ttulo. 12-7852 CDD: 923.2794 CDU: 929:32(739.462.5) Todos os direitos reservados, no Brasil, por GMT Editores Ltda. Rua Voluntrios da Ptria, 45 Gr. 1.404 Botafogo 22270-000 Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 2538-4100 Fax: (21) 2286-9244 E-mail: atendimento@esextante.com.br www.sextante.com.br
  3. 3. Para minha famlia
  4. 4. Sumrio 1 Origens austracas 2 A construo de um corpo 3 Confisses de um condutor de tanque 4 Mister Universo 5 Saudaes de Los Angeles 6 Preguiosos caras de pau 7 Especialistas em mrmore e pedra 8 Aprendendo ingls 9 O maior show de msculos de todos os tempos 10 O guarda-costas 11 O homem dos msculos de ao 12 Um sonho de mulher 13 Maria e eu 14 O que no nos mata nos fortalece 15 Virando americano 16 O exterminador do futuro 17 Casamento e filmes 18 Em ritmo de comdia 19 A verdadeira vida de um exterminador 20 O ltimo grande heri 21 Questes do corao 22 Um cara famlia 23 Proposta poltica 24 A eleio revogatria 25 Governator 26 A volta por cima 27 Quem precisa de Washington? 28 A verdadeira vida de um Governator 29 O segredo 30 A cartilha de Arnold Agradecimentos e fontes
  5. 5. Os Estados Unidos eram tudo o que eu sempre sonhara quando criana, na zona rural da ustria. Por isso, nem precisei fingir estar feliz ou animado ao interpretar Hrcules em visita Times Square no meu primeiro filme, Hrcules em Nova York, de 1969. (Cortesia Lionsgate)
  6. 6. CAPTULO 1 Origens austracas O ANO EM QUE NASCI FOI marcado pela fome: era 1947, e a ustria estava ocupada pelos Exrcitos Aliados que haviam derrotado o Terceiro Reich de Hitler. Em maio, dois meses antes de eu nascer, a falta de comida provocou motins em Viena. Na Estria, regio do sudeste austraco em que minha famlia morava, a situao tambm era dramtica. Anos depois, sempre que minha me queria me lembrar de quanto ela e meu pai tinham se sacrificado para me criar, ela me contava como costumava percorrer nossa zona rural, indo de fazenda em fazenda para conseguir um pouco de manteiga, um punhado de acar, alguns cereais. s vezes chegava a passar trs dias fora de casa. Hamstern era o termo usado para designar essa prtica como um hamster coletando nozes. Tentar achar comida assim era muito comum. Vivamos em Thal, um povoado agrcola bem tpico onde moravam poucas centenas de famlias cujas casas e fazendas se aglomeravam em pequenos ncleos interligados por trilhas e ruas. A rua principal, sem calamento, estendia-se por uns 2 ou 3 quilmetros, subindo e descendo morros alpinos cobertos por campinas e florestas de pinheiros. Quase nunca vamos as foras de ocupao britnicas um caminho com soldados passava de vez em quando, mas era s. Mais a leste, porm, eram os russos que dominavam o territrio, e deles ns tnhamos plena conscincia. A Guerra Fria j havia comeado e vivamos com medo de os tanques russos chegarem e sermos engolidos pelo imprio sovitico. Na igreja, os padres assustavam os fiis com histrias de terror sobre russos que matavam bebs a tiros no colo das mes. Nossa casa ficava no alto de uma colina junto estrada e, quando eu era pequeno, era raro ver passar por ali mais de um ou dois carros por dia. Bem na frente, a 100 metros da porta de casa, ficavam as runas de um castelo feudal. No alto da colina seguinte ficavam a prefeitura, a igreja catlica onde minha me obrigava todos ns a assistir missa de domingo, a Gasthaus ou hospedaria da regio que era o centro de convivncia do povoado e a pr-escola na qual estudvamos eu e meu irmo, Meinhard, um ano mais velho. As primeiras lembranas que tenho so de minha me lavando roupa e meu pai recolhendo carvo com uma p. Eu no devia ter mais de 3 anos, mas a imagem que guardo dele especialmente vvida na minha memria. Era um sujeito grande, atltico, e fazia muitas coisas sozinho. Todos os anos, no outono, recebamos nosso estoque de carvo para o inverno, um carregamento trazido de caminho e despejado em uma pilha em frente casa, e nesse dia especfico do qual me lembro meu pai deixou que Meinhard e eu ajudssemos a levar o carvo para o poro de casa. Ns sempre ficvamos muito orgulhosos de ser seus assistentes. Tanto meu pai quanto minha me vinham de famlias da classe trabalhadora mais ao norte do pas, em sua maioria operrios de fbricas da indstria siderrgica. No caos que sucedeu a Segunda Guerra Mundial, os dois haviam se conhecido na cidade de Mrzzuschlag, onde
  7. 7. Aurelia Jadrny, minha me, trabalhava no escritrio de um centro de distribuio de alimentos da prefeitura. Aos 20 e poucos anos, a guerra a tornara viva perdera o marido apenas oito meses depois do casamento. Certo dia de manh, quando estava em sua mesa trabalhando, ela reparou no meu pai passando na rua um homem mais velho, de quase 40 anos, mas alto, bonito e com o uniforme da Gendarmerie, a polcia rural. Minha me tinha loucura por homens de uniforme e depois desse dia passou a ficar de olho nele. Descobriu o horrio do turno de meu pai para ter certeza de que ela estaria em sua mesa trabalhando. Os dois conversavam pela janela aberta e ela lhe dava um pouco da comida que estivesse disponvel no dia. Meu pai chamava-se Gustav Schwarzenegger. Os dois se casaram em 1945, ele com 38 anos, ela com 23. Ele foi transferido para Thal e encarregado de liderar um grupo de quatro agentes responsveis pelo povoado e seus arredores. O salrio mal dava para viver, mas o emprego lhe oferecia uma casa para morar: o antigo refgio do guarda florestal, ou Forsthaus. O guarda florestal, Forstmeister, morava no trreo, enquanto o Inspektor e sua famlia ocupavam o primeiro andar. A casa em que passei minha infncia era uma construo muito simples e simtrica, feita de pedra e tijolo, com paredes grossas e janelas pequeninas para proteger o interior do rigor dos invernos alpinos. Tnhamos dois quartos de dormir, cada qual com um braseiro para aquecer o ambiente, e uma cozinha, que era onde comamos, fazamos os deveres de casa, tomvamos banho e brincvamos. A fonte de calefao da cozinha era o fogo de minha me. No havia gua encanada, nem chuveiro ou privada com descarga, apenas uma espcie de penico. O poo mais prximo ficava a quase 500 metros de distncia, e, mesmo quando chovia forte ou nevava, um de ns tinha que ir at l. Por causa disso, usvamos a menor quantidade de gua possvel. Ns a esquentvamos para encher a tina onde nos lavvamos com uma esponja ou luva de banho minha me tomava banho primeiro, com a gua limpa, em seguida meu pai, e por ltimo Meinhard e eu. No tinha importncia que a gua ficasse um pouco mais escura, contanto que pudssemos evitar uma ida ao poo. Nossos mveis eram de madeira, muito simples, e tnhamos poucas lmpadas eltricas. Apesar de meu pai gostar de quadros e antiguidades, no tinha dinheiro para esse tipo de luxo quando ramos pequenos. Eram a msica e os gatos de estimao que animavam nossa casa. Minha me tocava ctara e entoava canes e cantigas de ninar, mas o verdadeiro msico era meu pai. Ele sabia tocar qualquer instrumento de sopro: trompete, corneta, saxofone, clarineta. Tambm compunha melodias e era maestro da banda da Gendarmerie da regio sempre que um agente de polcia morria no nosso estado, a banda dele ia tocar no enterro. Durante o vero, aos domingos, muitas vezes amos assistir a concertos no parque, e meu pai regia e tocava de vez em quando. A maioria de nossos parentes do lado paterno tinha aptido para a msica, mas nem eu nem Meinhard herdamos esse talento. No sei muito bem por que tnhamos gatos em vez de cachorros. Talvez porque minha me os adorasse, e tambm pelo fato de esses animais no darem despesa alguma, j que caavam a prpria comida. Seja como for, sempre tivemos muitos gatos. Eles viviam entrando e saindo, enroscando-se para dormir em algum canto ou trazendo camundongos agonizantes do sto para mostrar como eram bons caadores. Cada um de ns tinha