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  • Africanidades: alguns aspectos da Histria Africana dos Negros no Brasil

    PROF. GUILHERME PAIVARELAES TNICO-RACIAIS NO BRASIL

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    Dispora, travessia dos escravizados e o constrangimento de seres humanos

    condio de objetos

  • A escravido no Brasil:

    Brasil: ltimo pas das Amricas a ter abolido a escravido(SCHWARCS, 2013, p.38).

    No perodo entre o sculo XIV e a metade do sculo XIX,especificamente no ano de 1850, quando o trfico de escravosfoi abolido, as estimativas apontam que chegaram ao Brasilcerca de 3,6 milhes de pessoas da frica.

    Entre as consequncias da escravido no Brasil, Schwarcs (2013)menciona a legitimao de uma hierarquia social queimpossibilitou discusses sobre cidadania, alm dadisseminao da violncia e das desigualdades.

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  • Histria da frica Continente Africano na atualidade

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    Regio Setentrional

    Arglia

    Egito

    Lbia

    Marrocos

    Saara Ocidental

    Tunsia

    Regio Ocidental

    Benin

    Burquina Faso

    Cabo Verde

    Costa do Marfim

    Gmbia

    Gana

    Guin Bissau

    Libria

    Mali

    Mauritnia

    Nger

    Nigria

    Senegal

    Serra Leoa

    Togo

    Regio Central ou Equatorial

    Camares

    Chade

    Congo

    Gabo

    Guin Equatorial

    Repblica Centro-Africana

    Repblica Democrtica do Congo

    So Tom e Prncipe

    Regio Oriental

    Burundi

    Djibuti

    Eritria

    Etipia

    Qunia

    Ruanda

    Somlia

    Sudo

    Tanznia

    Uganda

    Regio Meridional

    frica do Sul

    Angola

    Botsuana

    Lesoto

    Madagascar

    Malau

    Moambique

    Nambia

    Suazilndia

    Zmbia

    Zimbabue

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  • Ocupao da frica em 1830

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  • Exploraes europeias no

    interior do Continente

    Africano entre os sculos XVIII e XIX

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  • Conferncia de Berlim, em 1884 e 1885:

    Estabeleceu a partilha do Continente Africanoentre Frana, Inglaterra, Blgica, Itlia, Alemanha,Espanha e Portugal, com exceo da Etipia e daLibria.

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    Continente africano

    partilhado em 1902

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    Rota do comrcio de escravos (1500-1880)

    Direes do trfico negreiro (1500-1880) Fonte: CHESNAIS, Jean Clauide apud MAGNOLI, Demtrio; ARAUJO, Regina. Geografia: a construo do mundo.

    So Paulo, Moderna, 2005.

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    Diviso poltica da frica a partir da presena dos colonizadores

    Diviso poltica da frica a partir da presena dos colonizadores Fonte:http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=evolucao_do_capitalismo_ao_inicio_do_seculo_xx

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    ltural:

    frica: Grupos tnicos. Fonte: Atlas du continent africain. Apud LUCCI, Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lazaro. Geografia: homem e

    espao as relaes internacionais e a organizao do espao mundial. So Paulo: Saraiva, 2002.

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    Grupos escravizados no Brasil: Sudaneses (regies do Golfoda Guin) em Salvador e Minas Gerais; Bantos (Angola, Congoe Moambique) em Recife, So Lus e Rio de Janeiro.

    Rota transatlntica do comrcio de escravos para o Brasil, deacordo com Munanga e Gomes (2006, p.20):

    frica Ocidental: Senegal, Mali, Nger, Nigria, Gana, Togo,Benin, Costa do Marfim, Guin Bissau, So Tom ePrncipe, Cabo Verde, Guin, Camares.

    frica Centro-Ocidental: Gabo, Angola, Repblica doCongo, Repblica Democrtica do Congo, RepblicaCentro-Africana.

    frica Austral: Moambique, frica do Sul e Nambia.

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    Grupos tnicos lingusticos culturais (Prandi, 2000):

    Sudaneses orientais: nbios, nilticos e bris.

    Grupo sudans central: povos de lngua e cultura ioruba (queincluam os oy, ijex, ketu, ijebu, egb, if, oxogb), os fon-jejes (daomeanos e mahi), os hausss, os grncis, tapas,mandingos, fntis e achntis.

    A palavra banto, criada por Willelm Bleek em 1862, referia-se a grupos lingusticos de povos que falam entre 700 e duas mil lnguas e

    dialetos aparentados [...] (Prandi, 2000, p.54). Bleek era um fillogo alemo que desenvolveu estudos sobre as lnguas sul-africanas.

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    Navio utilizado no comrcio de

    escravos:

    Fonte: Munanga; Gomes. O negro no Brasil de hoje. 2006. pg. 28..

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    Africanidades: alguns aspectos da Histria Africana dos Negros no Brasil; Dispora

    Referncias bibliogrficas:

    MUNANGA, Kabenguele; GOMES, Nilma Lino. O negro noBrasil de hoje. So Paulo: Global, 2006.

    PRANDI, Reginaldo. De africano a afro-brasileiro: etnia,identidade, religio. In: Revista USP, So Paulo, n. 46, p. 52-65,junho/agosto, 2000.

    SCHWARCZ, Llia Moritz. Racismo no Brasil. 2 ed. So Paulo:Publifolha, 2013.

  • Resistncia negra e o movimento abolicionista: acontecimentos antes e depois da Lei urea

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  • Resistncia escravido: a formao dos Quilombos.

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    Resistncia negra e o movimento abolicionista: acontecimentos antes e depois da Lei urea

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    Comunidades remanescentes de quilombos. Fonte: TERRA, Lygia; COELHO, Marcos de Amorim. Geografia Geral e do Brasil. So Paulo: Moderna, 2003.

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    Concepo sobre o escravo:

    O/a escravo/a era considerado/a propriedade de umsenhor, recebendo a denominao de pea ou coisa.

    Entendido como propriedade, uma pea ou coisa, oescravo perdia sua origem e sua personalidade, sendo vistoainda como um sujeito sem corpo, sem antepassados,nomes ou bens prprios (SCHWARCS, 2013, p.39).

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    Concepo sobre o escravo:

    Um proprietrio que tivesse escravos/as poderia realizardiversos tipos de negociaes. Era permitido leiloar,alugar, penhorar ou hipotecar um/a escravo/a.

    Na classificao atribuda em inventrios, o/a escravo/aaparece como um bem semovente.

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    A formao do Imprio em 1822:

    No alterou a condio do indivduo escravizado no Brasil.

    No Rio de Janeiro, capital da corte brasileira, haviaaproximadamente 37 mil escravos/as, em 1838,sendo que a populao total da capital era de 97mil habitantes.

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    A formao do Imprio em 1822:

    [...] em mdia 75% dos escravos eram africanos, dado que sinaliza a importncia da populao de cor na cidade do Rio de Janeiro (SCHWARCS, 2013, p.41).

    A Corte tinha em 1851, [...] a maior concentraourbana de escravos existente no mundo ocidentaldesde o fim do Imprio Romano: 110 mil, de um totalde 266 mil pessoas (SCHWARCS, 2013, p.41).

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    Consideraes finais:

    A escravido teve como reflexo a diviso espaciale social na capital da Monarquia, separandoafricanos/as e mestios/as, na regio conhecidacomo Pequena frica, da elite que residia emoutras reas, buscando espelhar-se nos costumeseuropeus.

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    Questes para debate:

    Qual a importncia do conceito de raa para justificar a escravido?

    Como caracterizar as Comunidades Remanescentes de Quilombos no Brasil?

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    Referncia bibliogrfica:

    SCHWARCZ, Llia Moritz. Racismo no Brasil. 2 ed. So Paulo:Publifolha, 2013.