10. Classe Pisces

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Text of 10. Classe Pisces

  • Filo Chordata

    Subfilo

    Vertebrata

    Superclasse Pisces

    Profa Maria Clia

    Portella

  • IMPORTNCIA Origem dos peixes: Perodo Cambriano (ou talvez no Pr-

    Cambriano). Siluriano (444-416m.a.) peixes mandibulados;

    Devoniano (416-359 m.a.) irradiao dos peixes sseos

    Maior grupo de vertebrados: ~24.000 espcies viventes;

    ocupam praticamente todos os ambientes aquticos;

    Desenvolvimento de inmeras adaptaes morfo-fisiolgicas;

    Termo Pisces (peixes) como unidade taxonmica discutvel

    no formam um grupo monofiltico (ancestral dos peixes

    tambm ancestral dos vertebrados terrestres, que so excludos

    desse termo PISCES;

  • Os peixes descendem de

    um ancestral

    desconhecido

    protocordado livre-

    natante;

    Hickman et al. (2004)

  • rvore

    Evolutiva

    Primeiros peixes

    pertenciam a dois

    ramos: sem

    mandbulas

    (agnatas) ou

    mandibulados

    (gnatostomas).

    Todos os

    vertebrados

    descendem de um

    desses ramos

    ancestrais;

    Hickman et al. (2004)

  • Placodermi

  • Cladograma Sistemtica

    Filogentica

    Hickman et al. (2004)

  • Tiktaalik roseae

    Wilford (2006)

    credit Kalliopi Monoyios

    credit Ted Daeschler

  • Classe

    Cephalaspidomorphi (lamprias)_

    AGNATAS

    Hickman et al. (2004)

  • Classe Myxini (feiticeiras)

    AGNATAS

    Hickman et al. (2004)

  • Caractersticas da Classe Chondrichthyes (peixes cartilagensos)

    Subclasse Elasmobranchii (brnquias lamelares) = tubares, caes e raias

    Subclasse Holocephali (aparncia ntegra da cabea) = quimeras

  • Classe Osteichthyes Peixes sseos. Representam 98 % dos todos os peixes

    existentes. Esto distribudos em 35 Ordens com 408 Famlias e cerca de 23.600 espcies viventes

  • Classificao da Classe Osteichthyes

    Classe Osteichthyes

    Superordem Chondrostei (Chondro = cartilagem +

    ostei = osso) bichir, esturjo e peixe-esptula

    (paddlefish).

    Superordem Neopterygii (Neo = novo e pteryx =

    nadadeira) todos os peixes sseos modernos.

    Duas Ordens mais primitivas (Lepisosteiformes e

    Amiiformes) e os modernos Teleostei

    Subclasse Sarcopterygii (peixes de nadadeira lobada).

    Dez Ordens extintas e Ordens viventes celacanto e

    peixes pulmonados.

    Subclasse Actinopterygii (peixes de nadadeiras raiadas)

  • Subclasse Actinopterygii

    Superordem Chondrostei

    Esturjo

    Bichir Peixe-esptula

    paddlefish

    Peixes sseos mais primitivos Hickman et al. (2004)

  • Subclasse Actinopterygii

    Superordem Neopterigii (no telesteos)

    Amia

    (Amiiformes)

    Gar

    (Lepisosteiformes) Hickman et al. (2004)

  • Subclasse Actinopterygii

    Superordem Neopterigii (modernos Teleostei)

  • Subclasse Sarcopterygii

    Celacanto (Latimeria)

    Peixes pulmonados

    (inclui a pirambia)

    Nadadeiras lobadas

    Hickman et al. (2004)

  • Osteichthyes

    So os chamados peixes sseos. So os mais derivados de todos os outros peixes. No Devoniano (416-359 m.a.) mdio eram dulccolas e s vieram invadir os mares no final do Paleozico (251 m.a). Hoje ocupam os dois habitats.

    Os peixes mais antigos apresentavam dupla respirao (branquial e pulmonar). Seus hbitos alimentares eram variveis: tanto podiam ser herbvoros como comedores de lama. Sua resistncia devido a sua estrutura era a maior entre todos os peixes.

    Dividem-se em duas subclasses: Actinopterigii (peixes dominantes) e Sarcopterygii (pulmonados e celacanto).

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    1. Esqueleto (mais ou menos) ossificado; numerosas vrtebras, notocorda pode persistir em parte (em alguns grupos); nadadeira caudal homocerca (raras dificercas);

    2. Pele com escamas sobrepostas imbricadas na derme e revestidas pela epiderme que contem clulas mucosas Escamas de trs tipos: ganide, ciclide e ctenide. Muitos sem escamas. Ausncia de escamas placides;

    Hickman et al. (2004)

  • Hickman et al. (2004)

  • Esqueletos

    Musculatura

    e

    Celoma

    Hickman et al. (2004)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    3. Presena de nadadeiras pares (peitorais e plvicas) e mpares (dorsal, caudal, anal e adiposa no necessariamente todas presentes no mesmo indivduo). Presena de raios sseos ou cartilaginosos nas nadadeiras;

    Hickman et al. (2004)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    4. Boca terminal com muitos dentes (alguns desdentados); maxilas presentes [maxilar (superior) e mandbula (= maxila inferior)]; bulbos olfatrios pares que podem ou no estar ligados cavidade oral;

    Moyes & Schulte (2010)

    Hickman et al. (2004)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    5. Respirao atravs de brnquias, que so suportadas por arcos branquiais sseos e cobertas pelo oprculo (placa);

    6. Vescula gasosa (bexiga natatria) muitas vezes presentes. Pode estar ou no conectada por ducto com o esfago;

    Hickman et al. (2004)

  • Sebben (2013)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    7. Circulao fechada; corao com quatro cmaras (seio venoso, trio, ventrculo e bulbo) que bombeiam um nico fluxo de sangue no oxigenado; sistemas arterial e venoso; caracteristicamente quatro partes de arcos articos; sangue com clulas sangneas; hemceas nucleadas;

    Hickman et al. (2004)

    Moyes & Schulte (2010)

  • Sebben (2013)

  • Sebben (2013)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    7. Sistema nervoso composto por crebro com lobos olfatrios pequenos, lobos pticos grandes e cerebelo; 10 pares de nervos cranianos, trs pares de canais semi-circulares;

    Hickman et al. (2004)

  • Caractersticas da Classe Osteichthyes

    9. Sexos separados (reverso possvel em muitos); gnadas pares; fertilizao externa (em geral); maioria tem desenvolvimento indireto (formas larvais muito diferentes dos adultos; poucos com desenvolvimento direto

  • Larvas de peixes

    Oscar ou Apaiari

    Astronotus ocellatus

    Pacu

    Piaractus

    mesopotamicus

    Pintado

    Pseudoplatystoma coruscans

  • Gnadas dos Peixes

  • Escala de Maturidade Brycon hilarii piraputanga - Macho

    Estdio de Maturao

    Estdio de Repouso

    Estdio Maduro

    Estdio de Regresso

    Zaiden (2000)

  • Estdio de Maturao

    Estdio Maduro

    Estdio de Regresso

    Estdio de Regresso

    Estdio de Regresso

    Estdio de Regresso

    Escala de Maturidade Brycon hilarii Fmea

    Zaiden (2000)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Locomoo: mecanismo propulsor a musculatura do tronco e cauda constituda por msculos (mimeros) arranjados em zig-zag. As fibras musculares dos mimeros se conectam com as dos adjacentes e com a coluna vertebral, de forma que o movimento ondulatrio pode ser controlado.

    Hickman et al. (2004)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Muco, produzido por clulas mucosas auxiliam, reduzindo o atrito com a gua.

    Por outro lado, a gua suporta o peso do animal, fazendo com que ele gaste menos energia para neutralizar a fora da gravidade.

    Hickman et al. (2004)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Flutuao Neutra e Vescula Gasosa (VG): peixes so mais pesados que a gua e tenderiam a afundar. A presena de VG e seu poder para regular o volume de gs, ajuda a regular a flutuao (neutra) e localiz-lo na coluna dgua.

    Hickman et al. (2004)

  • Moyes & Schulte (2010)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Tubares e outros peixes (atum) no possuem VG e precisam nadar constantemente para permanecer na coluna dgua. As nadadeiras ajudam na manuteno da posio e direcionamento do movimento.

    Hickman et al. (2004)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Respirao: As brnquias so os rgos mais eficientes para extrair o oxignio ambiente que qualquer outra estrutura no reino animal. Na gua h menos que 1/20 do oxignio presente no ar.

    O oprculo (tampa) protege os brnquias e atua como um sistema bombeador da gua da cavidade oral para as brnquias

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Brnquias so compostas por filamentos finos cobertos por delicado tecido epidrmico que se dobra formando lamelas. As lamelas so ricamente vascularizadas, permitindo intimo contato do sangue com agua . A gua passa num fluxo contrrio ao sangue, maximizando as trocas gasosas.

    Hickman et al. (2004)

  • Moyes & Schulte (2010)

  • Ao de bombeamento nas cavidades oral e opercular cria uma presso positiva atravs das brnquias.

    Peixes pelgicos (atum, cavala, espadartes, tubares etc), so nadadores velozes e obrigatrios, nadam de boca aberta, criando uma ventilao forada pelas brnquias.

  • Moyes & Schulte (2010)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais dos Peixes

    Regulao Osmtica em peixes de gua doce: gua mais diluda que o sangue dos peixes gua tende a entrar por osmose e sais tendem a sair (brnquias). Consequentemente, peixes quase no bebem gua mas produzem muita urina diluda e possuem clulas absortivas de sais no epitlio branquial.

    Hickman et al. (2004)

  • Adaptaes Estruturais e Funcionais

    Regulao Osmtica em peixes marinhos: gua