Zea mays L.), Trigo Triticum aestivum Glycine Max L ... conhecimentos, destacando-se os Engenheiros

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    CENTRO DE CINCIAS AGRRIAS

    CURSO DE GRADUAO EM AGRONOMIA

    Assistncia Tcnica na Produo de Milho (Zea mays L.), Trigo (Triticum aestivum L.) e Soja (Glycine Max L. (Merril)) em Nueva

    Esperanza/Paraguai

    Clarison Guilherme Custdio

    Florianpolis-SC

    2014

  • Clarison Guilherme Custdio

    Assistncia Tcnica na Produo de Milho (Zea mays L.), Trigo (Triticum aestivum L.) e Soja (Glycine Max L. (Merril)) em Nueva

    Esperanza/Paraguai

    Relatrio de estgio apresentado ao curso de Graduao em Agronomia, do Centro de Cincias Agrrias, da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a obteno do ttulo de Engenheiro Agrnomo. Orientador: Profa. Cristina Magalhes Ribas dos Santos Supervisor: Darlan Colet Empresa: Agrotec

    Florianpolis SC

    2014

  • AGRADECIMENTOS

    Gostaria de agradecer primeiramente aos meus pais Claris e Angelina

    Custdio por me apoiarem em toda vida e me darem incentivo e confiana.

    minha irm Laira Custdio pela parceria, apoio moral e por estar

    sempre presente quando preciso.

    minha namorada Carolina Corazza, que por mais longe que fosse

    meu estgio apoiou-me a alcanar meus objetos.

    minha orientadora Cristina Magalhes Ribas dos Santos, por ser

    atenciosa e uma excelente professora a qual eu admiro.

    toda equipe da Agrotec que me ensinaram grande parte dos seus

    conhecimentos, destacando-se os Engenheiros Agrnomos Eleandro Valrio,

    Leonardo Ferreira, Emerson Stern, Maico Hollmann, Rogrio Maldaner e o

    Tcnico Agrcola Adilson da Costa.

    Ao Jos Antnio Phelippi e Darlan Colet por tornarem o presente

    estgio uma realidade.

    famlia Kerber pelo companheirismo, almoos e jantares nos finais de

    semana, em especial ao Andr e Eloy Kerber, que me contriburam com

    conhecimento e confiana respectivamente.

    Aos professores do curso de Agronomia da Universidade Federal de

    Santa Catarina por oferecer um ensino de qualidade.

    Por fim, agradeo a todas as amizades conquistadas na vida

    acadmica, principalmente aos meus eternos amigos Andr Nicoluzzi, Jonas

    Pizzatto, Smyllei Crcio, Douglas Loch, Leandro Giordani, Marcus Dias e

    Cristiano de Souza.

  • RESUMO

    O Paraguai um dos maiores produtores de gros da Amrica do Sul,

    possuindo a agricultura como um dos fatores basilares da economia do pas.

    Destacam-se a soja, o milho e o trigo, cujas culturas foram acompanhadas

    durante a realizao de estgio de concluso de curso, feito na empresa

    Agrotec regio de Canindey, unidade de Nueva Esperanza. A empresa

    trabalha com a venda de defensivos agrcolas e presta assistncia tcnica em

    todas as etapas da produo de forma a otimizar os recursos e insumos

    utilizados. Com relao cultura do milho safrinha na fazenda que foi

    acompanhada, constatou-se que a produtividade mdia ficou abaixo da mdia

    nacional, haja vista o trabalho realizado fora da poca somado ao fato de que

    os operadores dos maquinrios no respeitavam a velocidade ideal de colheita

    e, ainda, no foi realizada a adubao em cobertura. No que tange ao trigo,

    foram colhidas as cultivares Cootedec 150 e Marfim, ambas usadas como

    melhoradoras, uma para qualidade industrial e outra para farinha

    branqueadora. Em relao cultura de soja, principal produto exportado pelo

    pas, verificou-se que o plantio da transgenia se sobrepe ao plantio de soja

    convencional. Foram acompanhadas diversas semeaduras durante o estgio,

    destacando o fato de que os fertilizantes so recomendados a partir da

    necessidade nutritiva da planta, sem a utilizao do laudo de anlise do solo. O

    controle de plantas daninhas realizado de forma qumica preventiva, cultural,

    pela rotao de cultura ou mecnico. No caso da cultura da soja, verificou-se a

    eficincia do produto comercial Heat, demonstrando ndice prximo a 100%

    (cem por cento). Quanto as pragas na soja, o controle realizado pela

    proporo do dano econmico, podendo-se optar pela aplicao preventiva de

    produtos qumicos. Na aplicao dos produtos de controle das lagartas, foram

    misturados herbicidas, diminuindo, tambm, as plantas invasoras. Com relao

    aos percevejos, no foi atingido o nvel de dano econmico capaz de

    recomendar aplicao de produto qumico. O manejo de molstias na soja foi

    realizado de modo preventivo pelos agricultores.

    Palavras-chave: Assistncia tcnica, Milho, Trigo, Soja.

  • SUMRIO

    1. INTRODUO ........................................................................................ 6

    2. DESCRIO DA REGIO E DA EMPRESA .......................................... 7

    3. OBJETIVOS .......................................................................................... 11

    3.1 OBJETIVO GERAL ..................................................................................... 11

    3.2 OBJETIVOS ESPECFICOS .......................................................................... 11

    4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ......................................................... 12

    4.1 CRONOGRAMA E ATIVIDADES ..................................................................... 12

    4.2 CULTURA DO MILHO ................................................................................. 12

    4.2.1 Colheita do Milho ................................................................................... 14

    4.3 CULTURA DO TRIGO .................................................................................. 16

    4.3.1 Colheita do Trigo ................................................................................... 18

    4.4 CULTURA DA SOJA ................................................................................... 19

    4.4.1 Semeadura da soja ................................................................................ 21

    4.4.2 Manejo de plantas daninhas .................................................................. 25

    4.4.3 Manejo de pragas .................................................................................. 29

    4.4.4 Manejo de molstias .............................................................................. 33

    5. CONSIDERAES FINAIS .................................................................. 36

    REFERNCIAS ................................................................................................ 37

  • 6

    1. INTRODUO

    O presente relatrio refere-se s prticas realizadas para a produo de

    trigo, milho e soja durante o Estgio Curricular Supervisionado do Curso de

    Graduao em Agronomia do Centro de Cincias Agrrias da Universidade

    Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolvido durante o perodo de 04 de

    agosto a 29 de novembro de 2014, totalizando 680 horas.

    As atividades foram realizadas na empresa Agrotec, na cidade de Nueva

    Esperanza, estado de Canindey no Paraguai, sendo supervisionadas pelo

    Engenheiro Agrnomo Darlan Colet. O relatrio de estgio foi orientado pela

    Professora Cristina Magalhes Ribas dos Santos, do Departamento de

    Fitotecnia, rea de Plantas de Lavoura da UFSC.

    A vivncia prtica das atividades desenvolvidas durante o estgio de

    concluso de curso permite o contato direto com a realidade quotidiana dos

    profissionais da rea de agronomia, levando ao aperfeioamento acadmico e

    profissional, alm de permitir o estabelecimento de relaes sociais que so

    relevantes em uma futura carreira na rea pretendida. Alm da prtica, foi

    desenvolvida pesquisa bibliogrfica de modo a embasar os conhecimentos

    adquiridos durante o estgio, assim como aperfeioar os aprendizados das

    atividades desenvolvidas.

    Por isso, para melhor compreenso, este relatrio foi estruturado em

    tpicos por culturas (milho, trigo e soja), sendo abordados aspectos botnicos,

    morfolgicos, econmicos e de manejo das mesmas.

  • 7

    2. DESCRIO DA REGIO E DA EMPRESA

    O Paraguai, historicamente falando, era uma colnia espanhola que, por

    falta de ouro e prata, servia de lugar de produo agropecuria para

    abastecimento de outras misses. Portanto, desde os tempos remotos, a

    agricultura mostra-se como importante fator na infraestrutura socioeconmica

    do pas, sendo o principal setor de integrao, aps a insero do Paraguai no

    Mercosul (FIGUEREDO et al., 2005).

    Aps um processo migratrio dos paraguaios para leste e norte do pas

    e, coincidentemente, quando o Brasil expandia a produo agropecuria para o

    oeste do estado do Paran, houve deslocamento de diversos agricultores

    brasileiros para a fronteira do Paraguai (ZAAR, 2001). A insero dos

    brasileiros em territrio paraguaio foi altamente estimulada pelo governo

    Stroessner j que favorecia a integrao econmica do pas com os pases

    vizinhos, assim como aumentaria suas reas de lavouras destinadas

    exportao (FIGUEREDO et al, 2005).

    A construo da ideia de migrar para o Paraguai em busca de terras e

    proporcionar uma vida melhor para suas famlias foi opo feita por muitos

    brasileiros que no viam em seu territrio perspectivas para mudanas em

    suas vidas. Muitos almejavam poder produzir em sua prpria terra, o que em

    sua maioria no foi possvel alcanar. (BATISTA GONALVES, 2010)

    Como forma de incentivo, o governo de Stroessner lanou o Programa

    Nacional do Trigo, para a produo do cereal visando o autoabastecimento do

    pas, fornecendo emprstimos internacionais para obras de infraestrutura e