PROTOCOLO CLNICO E DIRETRIZES TERAPUTICAS PARA FRATURA ... APRESENTAO A presente proposta de Protocolo Clnico e Diretrizes Teraputicas para Fratura de Colo De Fmur em Idosos pretende

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  • PROTOCOLO CLNICO E DIRETRIZES TERAPUTICAS PARA FRATURA DE COLO

    DE FMUR EM IDOSOS

    Junho/2017

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    2017 Ministrio da Sade.

    permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no

    seja para venda ou qualquer fim comercial.

    A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra da CONITEC.

    Informaes:

    MINISTRIO DA SADE

    Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos Estratgicos

    Esplanada dos Ministrios, Bloco G, Edifcio Sede, 8 andar

    CEP: 70058-900, Braslia DF

    E-mail: conitec@saude.gov.br

    http://conitec.gov.br

  • 3

    CONTEXTO

    Em 28 de abril de 2011, foi publicada a Lei n 12.401, que altera diretamente a Lei

    n 8.080 de 1990 dispondo sobre a assistncia teraputica e a incorporao de

    tecnologias em sade no mbito do SUS. Essa lei define que o Ministrio da Sade tem

    assessorado pela Comisso Nacional de Incorporao de Tecnologias no SUS CONITEC,

    como atribuies a incorporao, excluso ou alterao de novos medicamentos,

    produtos e procedimentos, bem como a constituio ou alterao de Protocolos Clnicos

    e Diretrizes Teraputicas.

    Protocolos Clnicos e Diretrizes Teraputicas (PCDT) so documentos que visam a

    garantir o melhor cuidado de sade possvel diante do contexto brasileiro e dos recursos

    disponveis no Sistema nico de Sade. Podem ser utilizados como material educativo

    dirigido a profissionais de sade, como auxlio administrativo aos gestores, como

    parmetro de boas prticas assistenciais e como documento de garantia de direitos aos

    usurios do SUS.

    Os PCDT so os documentos oficiais do SUS para estabelecer os critrios para o

    diagnstico de uma doena ou agravo sade; o tratamento preconizado incluindo

    medicamentos e demais tecnologias apropriadas; as posologias recomendadas; os

    cuidados com a segurana dos doentes; os mecanismos de controle clnico; e o

    acompanhamento e a verificao dos resultados teraputicos a serem buscados pelos

    profissionais de sade e gestores do SUS.

    Os medicamentos e demais tecnologias recomendadas no PCDT se relacionam s

    diferentes fases evolutivas da doena ou do agravo sade a que se aplicam, bem como

    incluem as tecnologias indicadas quando houver perda de eficcia, contra-indicao,

    surgimento de intolerncia ou reao adversa relevante, provocadas pelo medicamento,

    produto ou procedimento de primeira escolha. A nova legislao estabeleceu que a

    elaborao e atualizao dos PCDT ser baseada em evidncias cientficas, o que quer

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    dizer que levar em considerao os critrios de eficcia, segurana, efetividade e custo-

    efetividade das intervenes em sade recomendadas.

    Para a constituio ou alterao dos PCDT, a Portaria GM n 2.009 de 2012

    instituiu na CONITEC uma Subcomisso Tcnica de Avaliao de PCDT, com as seguintes

    competncias: definir os temas para novos PCDT, acompanhar sua elaborao, avaliar as

    recomendaes propostas e as evidncias cientficas apresentadas, alm de revisar

    periodicamente, a cada dois anos, os PCDT vigentes.

    Aps concludas todas as etapas de elaborao de um PCDT, a aprovao do texto

    submetida apreciao do Plenrio da CONITEC, com posterior disponibilizao do

    documento em consulta pblica para contribuio de toda sociedade, antes de sua

    deliberao final e publicao.

    O Plenrio da CONITEC o frum responsvel pelas recomendaes sobre a

    constituio ou alterao de Protocolos Clnicos e Diretrizes Teraputicas, alm dos

    assuntos relativos incorporao, excluso ou alterao das tecnologias no mbito do

    SUS, bem como sobre a atualizao da Relao Nacional de Medicamentos Essenciais

    (RENAME). composto por treze membros, um representante de cada Secretaria do

    Ministrio da Sade sendo o indicado pela Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos

    Estratgicos (SCTIE) o presidente do Plenrio e um representante de cada uma das

    seguintes instituies: Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria - ANVISA, Agncia Nacional

    de Sade Suplementar - ANS, Conselho Nacional de Sade - CNS, Conselho Nacional de

    Secretrios de Sade - CONASS, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Sade -

    CONASEMS e Conselho Federal de Medicina - CFM. Cabe Secretaria-Executiva da

    CONITEC exercida pelo Departamento de Gesto e Incorporao de Tecnologias em

    Sade (DGITS/SCTIE) a gesto e a coordenao das atividades da Comisso.

    Conforme o Decreto n 7.646 de 2011, a publicao do PCDT de

    responsabilidade do Secretrio de Cincia, Tecnologia e Insumos Estratgicos aps

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    manifestao de anuncia do titular da Secretaria responsvel pelo programa ou ao,

    conforme a matria.

    Para a garantia da disponibilizao das tecnologias previstas no PCDT e

    incorporadas ao SUS, a lei estipula um prazo de 180 dias para a efetivao de sua oferta

    populao brasileira.

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    APRESENTAO

    A presente proposta de Protocolo Clnico e Diretrizes Teraputicas para Fratura de

    Colo De Fmur em Idosos pretende definir recomendaes baseadas em evidncias para

    o tratamento de adultos, com 65 anos ou mais que apresentem fratura do colo do fmur

    com trauma de baixo impacto ( baixa energia). A verso preliminar da diretriz foi avaliada

    pela Subcomisso Tcnica de Avaliao de PCDT da CONITEC e apresentada aos membros

    do Plenrio da CONITEC, em sua 56 Reunio Ordinria, que recomendaram

    favoravelmente ao texto. O Protocolo Clnico e Diretrizes Teraputicas para Fratura de

    Colo de Fmur em Idosos segue agora para consulta pblica a fim de que se considere a

    viso da sociedade e se possa receber as suas valiosas contribuies. Gostaramos de

    saber a sua opinio sobre a proposta como um todo, assim como se h recomendaes

    que poderiam ser diferentes ou mesmo se algum aspecto importante deixou de ser

    considerado.

    DELIBERAO INICIAL

    Os membros da CONITEC presentes na reunio do plenrio, realizada nos dias 07 e 08 de junho de

    2017, deliberaram para que o tema fosse submetido consulta pblica com recomendao

    preliminar favorvel.

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    SUMRIO

    Resumo Executivo ............................................................................................................... 11

    Introduo ........................................................................................................................... 16

    Escopo e Objetivo ............................................................................................................... 18

    Pblico Alvo ......................................................................................................................... 19

    O Escopo Clnico da diretriz ................................................................................................. 19

    Considera-se fora do escopo desta diretriz ......................................................................... 20

    MTODOS ............................................................................................................................ 21

    Capitulo 1 - Pr- Operatrio ............................................................................................. 27

    1.1 Avaliaes por Imagem ............................................................................................... 27

    1.1.2 Radiografia simples do Quadril em 3 incidncias .................................................... 27

    1.1.3- Fratura Oculta............................................................................................................ 28

    1.1.4- Ressonncia Magntica ............................................................................................ 29

    1.1.5 - Tomografia Computadorizada .................................................................................. 30

    1.1.6 - Cintilografia ssea .................................................................................................... 31

    1.1.7- Ultrassonografias (US) ............................................................................................... 31

    1.2 Tempo Recomendado para Abordagem Cirrgica .................................................... 33

    1.3 - Analgesia Pr e Ps- Operatria ................................................................................. 35

    1.4 - Anestesia ..................................................................................................................... 37

    1.4.1 - Tcnicas Anestsicas ............................................................................................... 41

    1.5 Fraturas ....................................................................................................................... 44

    1.5.1 - Fraturas de Colo de Fmur No Deslocadas ............................................................ 44

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    1.5.2 - Fraturas de Colo de Fmur Deslocadas ................................................................... 45

    1.6 - Trao Pr- Operatria no Membro Fraturado .......................................................... 47

    1.7 - Exames ......................................................................................................................... 48

    Capitulo 2 Tratamento .................................................................................................... 49

    2.1 - Prtese Bipolar versus Unipolar ................................................................................. 49

    2.2 - Hemi Artroplastia versus Artroplastia Total de Quadril ...........................