Manual - Arcanum

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Manual do usurio

Archie Comic Publications, Inc. 2001 Viacom Productions, Inc. Software 2001 Simon & Schuster, the publishing operation of Viacom, Inc. y Vivendi os direitos reservados. Sierra, o logotipo "S", Sierra Studios, e Arcanum so marcas 2001 Sierra On-Line, Inc. TodosUniversal Interactive Publishing International, y/o sus filiales. Based upon the characters in Archie Comics. All On-Line, Inc. Knowledge Adventure and the registrada Adventure logo are registered trademarks registradas da Sierrarights reserved.O logotipo Troika uma marcaKnowledgede Troika Games, L.L.C. Windows uma of Knowledge Adventure, Inc. Corporation nos EEUU a division pases. Pentium uma marca Publishing International. marca registrada da MicrosoftKnowledge Adventure ise/o outros of Vivendi Universal Interactive registrada da Intel Corp. All designareserved.registradas nos Estados Unidos, que podem serCorporation, em outros pases. As demais marcas reights marcas Windows is a registered trademark of Microsoft registradas Inc. Power Macintosh is a registered trademark of Apple Computer, Inc. Made with so propriedade dos seus respectivos donos. Macromedia is a registered trademark of Macromedia, Inc.

TM

Prlogot esta data, nenhum outro livro compilou os seis mil anos da histria de Arcanum. Na verdade, muitos argumentariam que impossvel tratar de um tema to descomunal como esse em apenas um livro. Quando era mais jovem, minha grande ambio era escrever a histria definitiva de todo Arcanum, porm, nunca imaginei que pudesse escrev-la de forma to simples e rpida. Mesmo assim, trabalhei durante dcadas, percorri at o ltimo recanto para realizar minhas pesquisas e escrevi vinte e trs minuciosos volumes, que decidi chamar "A histria Completa". Ah, essa exaltada arrogncia da juventude! Hoje, acredito que compilar toda a histria de Arcanum, nos mnimos detalhes, uma tarefa que est fora do alcance de qualquer ser humano; alm disso, uma tarefa que fica mais complicada a cada ano. Em minhas viagens, j tive a oportunidade de pesquisar muitas das bibliotecas e escritrios existentes, sempre em busca de livros, pergaminhos e tabuletas mais antigas e ainda legveis. A histria de Arcanum revelou-se lentamente para mim, primeiro um aspecto, depois outro, e levei semanas, meses, at anos, para realizar a transcrio e a traduo. Mas, para cada valioso documento registrado numa slida tabuleta de argila, numa lmina de ouro ou num rolo de delicado pergaminho, havia centenas de papiros to secos e frgeis como velhas folhas, e muitos outros despedaados em fragmentos ilegveis. Os milnios de sabedoria contidos nestes documentos corriam risco de desaparecer para sempre e, em alguns casos, j haviam sumido antes de minha chegada. Tanto a raa de elfos como a de anes possuem valiosas histrias transmitidas oralmente, que descrevem acontecimentos mais longnquos e misteriosos do que os registrados por seus escribas. difcil, porm, que essas tradies boca a boca alcancem os ouvidos daqueles que no possuem a raa e a cultura adequadas; eu tive acesso a elas em poucas oportunidades. Talvez, isso seja o melhor, pois a linha existente entre a realidade e o mito dissipa-se medida que avanamos na pesquisa, e a transcrio das histrias orais uma tarefa que cabe mais a um folclorista do que a um historiador. Sempre que possvel, te a credulidade prejudicial. Com o passar dos anos, descobri que mais fcil acreditar numa histria extraordinria e bem contada do que numa histria real!

Arcanum Players Guide 1

Recentemente, surgiram novas teorias cientficas sobre os povos civilizados de Arcanum. Ao contrrio do que possvel supor, aps a leitura das razes do senhor John Beddoes, foram os elfos e os anes os primeiros a atingir o que poderamos chamar de "civilidade", h milhares de anos; e so as tradies dessas antigas raas que podemos reconstituir. A cultura dos gnomos parece ser um pouco mais recente do que as outras, embora a falta de registros histricos disponveis aos pesquisadores humanos possa ser atribuda natureza reservada de sua sociedade. Em termos comparativos, parece que o desenvolvimento dos humanos tem sido muito mais lento, j que s nos ltimos dois mil anos tem produzido arte e literatura relevantes. claro que existem excees para essas regras, mas, at alguns poucos milhares de anos atrs, parece que a maioria da humanidade consistia em nada mais do que tribos nmades analfabetas, tribos de errantes brbaros e caadores que habitavam cavernas. impossvel falar da histria recente de Arcanum sem tratar da recente dicotomia entre a magia e o que sabemos da tecnologia. Em minhas pesquisas, descobri uma relao direta entre o uso generalizado dessas duas foras e os nveis superiores de desenvolvimento social. No so os elfos os verdadeiros descobridores da magia, ou, como sugere Beddoes, os filhos mais velhos da Idade Mgica? No foram os anes os pais da tradio tecnolgica, sculos antes da apario do senhor Bates e seus motores a vapor? Ao que parece, os humanos herdaram o legado cientfico dos anes; ser que agora esto preparados para o que se poderia chamar a idade de ouro do desenvolvimento e da hegemonia cultural? Este simples volume, que descreve uma ntida imagem do passado, tambm poderia lanar alguma luz sobre o que poder ocorrer nos anos vindouros. Certa vez, um sbio afirmou que aqueles que no estudam a histria esto condenados a repeti-la, e eu gostaria de acrescentar que o "futuro" do presente simplesmente a "histria" do amanh, que aguarda o momento de seu nascimento. Acredito tambm que, se quisermos ter uma idia clara sobre nosso rumo atual, devemos saber de onde viemos e que aconteceu antes de nossa chegada. por isso que resumi tudo que sei sobre Arcanum em um s volume e espero que seja bem recebido por leitores de todas as formas de vida.

Prlogo de Uma breve Histria de Arcanum

Dr. Julius M. CrenshawDepartment of History Tarant University

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Captulo 1: IntroduoO texto a seguir uma passagem de Principia Technologica, reimpresso aqui com autorizao da editora Tarant University Press e do autor 1876, todos os direitos reservados.

Principia Technologicantegra das conferncias de

Sir Harris GuffingfordUma til ilustrao dos princpios da cincia

Captulo quarto: sobre o eterno conflito entre as foras naturais e sobrenaturaist esse ponto, nossas experincias serviram apenas para ilustrar os princpios da lei natural. Todavia, o objetivo dos exerccios deste captulo demonstrar o conflito fundamental entre a lei natural e sua nmesis, a lei sobrenatural. A lei natural est representada por uma variedade de simples dispositivos tecnolgicos, enquanto a lei sobrenatural aparece personificada por um dispositivo mgico igualmente simples. Como todas nossas experincias, estes exerccios foram selecionados pelo seu formato claro e sua fcil execuo, pois so adequados para estudantes de todas as idades.

Arcanum Players Guide 3

Laboratrio n. 1: O Plano Inclinadoomo vocs devem lembrar, numa lio anterior demonstramos a existncia do plano inclinado e explicamos sua utilidade. Trata-se de uma mquina simples, cujo objetivo reduzir a dificuldade que representa transportar objetos de um lugar para outro. At o agricultor mais simplrio compreende a utilidade desse dispositivo: mais fcil empurrar uma carga pesada ladeira abaixo do que empurrar esta mesma carga numa superfcie plana. Agem dois princpios da lei natural; porm, o mais importante para esta experincia o "coeficiente de atrito". Agora, vamos colocar um objeto sobre o plano inclinado e, para efeitos dessa experincia, selecionamos um bloco de pedra normal.

Plano C

There is some innate resistance to its motion down the Plane; this resistance to motion is what we call the Coefficient of Friction.

Observe que, quando o plano inclinado C estiver em ngulo agudo, o bloco A comea a deslizar automaticamente, sem necessidade de aplicar fora. Lembremos a carga do agricultor sobre a rampa, se esta for ngreme, no precisar ser empurrada, pois deslizar naturalmente. Por outro lado, o bloco A no deslizar sozinho se o plano inclinado estiver em um ngulo menor. Existe uma resistncia natural ao deslocamento pelo plano, o que denominamos coeficiente de frico. Quanto menor for esse coeficiente, menor dever ser o ngulo do plano para que o bloco possa deslizar. Deve-se iniciar a experincia com o plano inclinado em seu ngulo mais agudo, quase plano, sobre a mesa. Pegue o bloco A e coloque sobre o plano inclinado C. Observa-se que o bloco no desliza. Depois de comprovar o alto coeficiente de frico, incline lentamente o plano inclinado C, poucos graus de cada vez, at reduzir a frico e o bloco comear a deslizar. Quando

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descobrir o ngulo exato em que o bloco desliza sozinho, reduza o ngulo do plano em um ou dois graus. Agora conseguimos um equilbrio precrio, em que o coeficiente de frico bastante alto s para superar o ngulo do plano. O mencionado coeficiente no baixo o suficiente para permitir o deslizamento do bloco A. Introduza um Magickal Artifacte (Artefato mgico) no sistema e aproximeo lentamente do plano inclinado C. Observe como o bloco A comea a deslizar para baixo! O ngulo do plano no se alterou nem a natureza do bloco...mas o Artefato mgico modifica um pouco o coeficiente de frico nas proximidades. Esta mudana instvel e imprevisvel, e por isso que o bloco desliza de diversas formas. essa instabilidade e o fator imprevisvel de todos os efeitos mgicos que impossibilitam a compensao desses efeitos numa mquina. Mesmo uma pequena alterao no coeficiente de frico pode provocar rangidos na engrenagem, a ruptura das correias e o travamento das rodas dentadas, tudo isso com conseqncias catastrficas!

Laboratrio n. 2: O Pndulo Oscilanteomo podemos nos lembrar, o princpio do pndulo foi descoberto pelos primeiros tecnlogos. No princpio, estabeleceu-se que o perodo de oscilao de