Jorge Pedro Sousa Ricardo Jorge Pinto (Organizadores) I Jornadas...  Jorge Pedro Sousa Ricardo Jorge

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1

Jorge Pedro Sousa Ricardo Jorge Pinto

(Organizadores)

ISBN 972-8830-48-3

Depsito-Legal: 238369/06

Universidade Fernando Pessoa Porto, Portugal

23 de Fevereiro de 2006

2

COMUNICAES

Jornadas Internacionais de Jornalismo Horizontes do Jornalismo

3

ndice Comunicaes plenrias Concentrao e divergncia no convvio com a autonomia e a convergncia dos meios de comunicao Rui de Melo

Pgina 11

Horizontes das empresas xornalsticas: Galiza ante a Televisin Dixital Terrestre Xos Ramn Pousa

Pgina 25

Xornalismo de calidade para os medios en papel que queiran sobrevir no novo escenario da Sociedade da Informacin Xos Lpez

Pgina 33

Reflexes sobre um horizonte possvel para o jornalismo impresso generalista de qualidade Jorge Pedro Sousa

Pgina 48

4

Nuevos horizontes del periodismo radiofnico Xose Soengas Perez

Pgina 61

Xornalismo visual: o documentario como exemplo Margarida Ledo Andin

Pgina 74

Versins dixitales dos diarios impresos vs. cibermedios Xos Pereira Faria, Moiss Limia Fernndez, Antonio Isasi Varela e Xos

Lpez Garca

Pgina 87

Del editorial de prensa al debate en televisin Fermn Galindo Arranz

Pgina 107

Horizontes da Pesquisa sobre Jornalismo (no Brasil) Gislene Silva

Pgina 116

Horizontes da Pesquisa sobre Jornalismo Miguel Tez

Pgina 126

5

Comunicaes apresentadas nas sesses para comunicaes de tema livre

A representao dos telecentros na mdia jornalstica: um olhar a partir da perspectiva tridica da comunicao Juciano de Sousa Lacerda

Pgina 137

Jornalismo digital e a comunicao: Estudo de caso de LA VANGUARDIA.es Manel Lpez Lpez, Raquel Gomes de Oliveira e Manuela Callou

Pgina 156

Do texto ao contexto: O tringulo sistema, esfera pblica e mundo da vida Joo Carlos Correia

Pgina 173

Do espao pblico esfera social Carla Martins

Pgina 193

6

La mujer y el hombre deportista: un estudio de su imagen en las noticias publicadas en La Vanguardia durante las Olimpadas 2004 Manuela Rau de Almeida Callou, Joana Gallego Ayala e Raquel Gomes de

Oliveira

Pgina 210

O ensino e a valorizao profissional do jornalismo de 1941 at 1970 Fernando Correia e Carla Baptista

Pgina 231

Akademia, apresentao dum modelo de webjornal Joo Simo

Pgina 252 Imortalidade simblica, ansiedade perante a morte e terrorismo Paula Isabel Santos

Pgina 262

O Jornalismo Interpretativo nas Eleies Presidenciais de 2006 Susana Salgado

Pgina 272

7

O adolescente e o jornalismo digital: uma pesquisa em Curitiba-PR (Brasil) Toms Eon Barreiros e Mrcio Roberto Lustosa do Valle

Pgina 294

Os novos signos lingusticos na Web: um estudo dos aspectos cognitivos e mediticos sobre as cores utilizadas pelo rdio na Internet Nair Prata

Pgina 309

As autoridades reguladoras do audiovisual e a defensa do dereito informacin e o pluralismo Marcos Sebastin Prez Pena

Pgina 329 A crise do governo Lula nas pginas do lHumanit: das denncias de corrupo traio dos ideais socialistas Fbio Henrique Pereira

Pgina 361

Comunicando Comunidades A cobertura jornalstica da Cimeira de Copenhaga no Pblico e no Frankfurter Allgemeine Zeitung Ana Isabel Martins

Pgina 378

8

A inspirao histrica no trabalho jornalstico de Ryszard Kapuscinski Wlodzimierz Jozef Szymaniak

Pgina 397

Midia das Fontes: o difusor do Jornalismo Corporativo Francisco SantAnna

Pgina 406

A Morte da Notcia Rui Estrada

Pgina 432

Jornais mdicos de informao geral: valor acrescentado para os mdicos ou para a indstria farmacutica? Ins Mendes Moreira Aroso

Pgina 439

9

10

COMUNICAES PLENRIAS

11

Concentrao e divergncia no convvio com a autonomia e a convergncia dos meios de comunicao Rui de Melo, Doutor, Universidade Fernando Pessoa (rmelo@ufp.pt)

Resumo A vida das empresas de comunicao tem conhecido uma trajectria de

avanos progressivos, cortados, de vez em quando, por alguma

descontinuidade. Olhando para o que a histria nos ensina, podemos projectar

que o cenrio que se desenha no horizonte vai manter os meios tradicionais

imprensa, rdio e televiso e os novos meios da Internet, uns que j

conhecemos e outros que nem sondamos que vo existir.

Abstract The life of the communication companies has known a trajectory of gradual

advances, cut, of time in when, for some discontinuity. Looking at for what the

history teaches us, we can preview that the scene that it draws in a horizon

goes to keep the traditional ways - the press, radio and television - and the new

ways of the Internet, some that already we know and others that we cant

imagine that they go to exist.

Concentrao, divergncia, autonomia e convergncia na globalizao do local

ou da localizao da globalizao. Parece um jogo de palavras na contradio

dos termos, no entanto, num ambiente assim que as empresas jornalsticas

se movimentam.

A situao actual da concentrao e convergncia dos media pe problemas

que surpreendem o legislador europeu, ao longo de dezenas de anos fugindo

submisso lgica liberal. Ultimamente, pedem-lhe exactamente o contrrio.

12

A vida das empresas de comunicao tem conhecido uma trajectria de

avanos progressivos, cortados, de vez em quando, por alguma

descontinuidade. Olhando para o que a histria nos ensina, podemos projectar

que o cenrio que se desenha no horizonte vai manter os meios tradicionais

imprensa, rdio e televiso e os novos meios da Internet, uns que j

conhecemos e outros que nem sondamos que vo existir. Quando me

documento sobre o que se passa em qualquer das grandes empresas em que

trabalhei (RDP, Rdio Comercial, RTP ou Comrcio do Porto), facilmente

constato que todas tm vindo a redefinir o seu papel mantendo, porm, aqueles

aspectos que caracterizam o suporte. Na prtica, a RDP foi absorvida pela

RTP, a Rdio Comercial uma das componentes do grupo Media Capital (que,

por sua vez, j dominado pelos espanhis da Prisa) e o Comrcio do Porto

fechou as portas, depois de ter sido comprado por um grupo espanhol.

Uma outra mudana ocorreu no panorama meditico mundial: a partir

dos anos oitenta do sculo XX comearam a formar-se grandes grupos

multimediticos, que substituram gradualmente as empresas

monomdia. Assistiu-se, inclusivamente, convergncia dos sectores

das telecomunicaes, da informtica e dos contedos Gornalsticos e

no jornalsticos). A concentrao da propriedade, facilitada pela

desregulamentao, dificulta aos jornalistas insatisfeitos num

determinado lugar a obteno de um emprego noutro rgo de

informao (h menos empregadores). O aproveitamento de sinergias

dentro dos grupos promove a homogeneizao de contedos, ao mesmo

tempo que reduz os custos de produo. Por alguma razo, por

exemplo, o Dirio de Notcias e o Jornal de Notcias distribuem a mesma

revista dominical: pertencem ao mesmo grupo. Mas a concentrao da

propriedade poder ter uma vantagem: so dados mais recursos aos

jornalistas para se fazer um jornalismo de qualidade.

SOUSA, J.P. (2005: 25).

Enquanto a RDP j se preparou para o futuro digital (preparao interrompida

ou posta entre parntesis a partir da sua absoro pela RTP), a Rdio

Comercial (e todas as privadas) tem-se mantido fora do DAB e a RTP tem

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retardado a adeso, de facto, ao DVB. Pela Internet vo-se multiplicando novos

meios, depois de uma primeira fase em que repetiram as caractersticas da

imprensa, j vo apresentando modelos com linguagens renovadas e com

modalidades expressivas perfeitamente ajustadas s caractersticas novo

suporte.

Tudo isto fcil de constatar. Basta estar atento. Todavia, prever o futuro

bem mais difcil. Sabemos que a tecnologia no abranda o seu

desenvolvimento e influi radicalmente na evoluo dos meios de comunicao

com realidades impensveis h poucos anos. Refiro apenas a interactividade, a

transmisso de pginas por satlite com a impresso simultnea dos jornais e

revistas em vrios pontos dos pases e do mundo, a compresso digital de

sinais que permite a multiplicao de canais (neste momento j so vrias

dezenas na TV Cabo).

O estudo das especificidades da rdio na convergncia tecnolgica vai

ter incidncias tanto na formao como no aperfeioamento da prtica

profissional, num caminho exploratrio das suas possibilidades no

relacionamento mediador com ouvinte - onde tudo comea e acaba na

razo de ser da rdio. A rdio da convergncia tecnolgica apresenta-se

como uma criao da cultura europeia com uma fcil previso de grande

importncia (ainda insondvel nas suas consequncias) para a

sociedade da informao em construo.

MELO, R. (2004: 18)

O que se disse para a rdio aplica-se aos outros meios de comunicao.

Agora, veja-se o que se tem passado com a economia e, logo, com uma das

fontes bsicas de financiamento das empresas de comunicao, a publicidade.

O grfico mostra uma linha que parece uma montanha russa, tais tm sido os

factores pert