história da arte linha do tempo completa

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    15-Jul-2015

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<p>Ensino MdioProf. Fernando</p> <p>MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Maneirismo. Disponvel em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 30 dezembro 2005</p> <p>Curso de Histria da Arte1 2 3 4 5 6 7 8</p> <p>Introduo a Arte Pr-Histria Idade Antiga Idade Mdia Idade Moderna Idade Contempornea Arte Brasileira Anlise Esttica</p> <p>1 Introduo a Arte</p> <p>2</p> <p>Arte na Pr-Histria</p> <p>Pr-HistriaAntes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magnficas estatuetas, como as famosas Vnus. Existem vrias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas so: Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porm, s foi reconhecida em 1902. Caverna de LASCAUX, Frana, suas pinturas foram achadas em 1942, tm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contm carvo modo e dixido de mangans. Caverna de CHAUVET, Frana, h ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994. Gruta de RODSIA, frica, com mais de 40.000 anos.</p> <p>3</p> <p>Arte AntigaEgito Grcia Roma</p> <p>Arte Antiga - EgpciaUma das principais civilizaes da Antigidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilizao j bastante complexa em sua organizao social e riqussima em suas realizaes culturais. A religio invadiu toda a vida egpcia, interpretando o universo, justificando sua organizao social e poltica, determinando o papel de cada classe social e, conseqentemente, orientando toda a produo artstica desse povo. Alm de crer em deuses que poderiam interferir na histria humana, os egpcios acreditavam tambm numa vida aps a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideolgico da arte egpcia a glorificao dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerrios e tmulos grandiosos.</p> <p>Arte Antiga - GregaEnquanto a arte egpcia uma arte ligada ao esprito, a arte grega ligase inteligncia, pois os seus reis no eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, atravs da arte, exprimir suas manifestaes. Na sua constante busca da perfeio, o artista grego cria uma arte de elaborao intelectual em que predominam o ritmo, o equilbrio, a harmonia ideal. Eles tem como caractersticas: o racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequena criatura que a medida de todas as coisas; e a democracia.</p> <p>Arte Antiga - RomanaA arte romana sofreu duas fortes influncias: a da arte etrusca popular e voltada para a expresso da realidade vivida, e a da greco-helenstica, orientada para a expresso de um ideal de beleza. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abbada nas construes.</p> <p>Arte Antiga PaleoCristEnquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo por toda a Europa e parte da sia, os cristos (aqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristo) comearam a criar uma arte simples e simblica executada por pessoas que no eram grandes artistas.Surge a arte crist primitiva. Esta perseguio marcou a primeira fase da arte paleocrist: a fase catacumbria, que recebe este nome devido s catacumbas, cemitrios subterrneos em Roma, onde os primeiros cristos secretamente celebravam seus cultos.Nesses locais, a pintura simblica. Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um crculo ou por um peixe, pois a palavra peixe, em grego ichtus, forma as iniciais da frase: "Jesus Cristo de Deus Filho Salvador". Passagens da Bblia tambm eram ali simbolizadas, por exemplo: Arca de No; Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos lees.</p> <p>Arte Antiga Bizantina</p> <p>O cristianismo no foi a nica preocupao para o Imprio Romano nos primeiros sculos de nossa era. Por volta do sculo IV, comeou a invaso dos povos brbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Imprio para Bizncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla. A mudana da capital foi um golpe de misericrdia para a j enfraquecida Roma; facilitou a formao dos Reinos Brbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte crist - Arte Bizantina.</p> <p>Arte Antiga IslmicaAparentemente sensual, a arte islmica foi na realidade, desde seu incio, conceitual e religiosa. No mbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geomtrico e abstrato, mais simblico do que transcendental. A representao figurativa era considerada uma m imitao de uma realidade fugaz e fictcia. Da o emprego de formas como os arabescos, resultado da combinao de traos ornamentais com caligrafia, que desempenham duas funes: lembrar o verbo divino e alegrar a vista. As letras lavradas na parede lembram o nefito, que contempla uma obra feita para Deus. Na complexidade de sua anlise, a arte islmica se mostra, no incio, como exclusividade das classes altas e dos prncipes mecenas, que eram os nicos economicamente capazes de construir mesquitas, mausolus e mosteiros. No entanto, na funo de governantes e guardies do povo e conscientes da importncia da religio como base para a organizao poltica e social, eles realizavam suas obras para a comunidade de acordo com os preceitos muulmanos: orao, esmola, jejum e peregrinao.</p> <p>4</p> <p>Arte Idade Mdia</p> <p>Em 476, com a tomada de Roma pelos povos brbaros, tem incio o perodo histrico conhecido por Idade Mdia. Na Idade Mdia a arte tem suas razes na poca conhecida como Paleocrist, trazendo modificaes no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorizao do esprito. Os valores da religio crist vo impregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepo de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.</p> <p>5</p> <p>Arte Idade Moderna</p> <p>Arte RenascentistaO termo Renascimento comumente aplicado civilizao europia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Alm de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse perodo muitos progressos e incontveis realizaes no campo das artes, da literatura e das cincias, que superaram a herana clssica. O ideal do humanismo foi sem duvida o mvel desse progresso e tornou-se o prprio esprito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreio consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspirao e modelo de civilizao. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorizao do homem (Humanismo) e da natureza, em oposio ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Mdia.</p> <p>Arte ManeiristaParalelamente ao renascimento clssico, desenvolve-se em Roma, do ano de 1520 at por volta de 1610, um movimento artstico afastado conscientemente do modelo da antiguidade clssica: o maneirismo (maniera, em italiano, significa maneira). Uma evidente tendncia para a estilizao exagerada e um capricho nos detalhes comea a ser sua marca, extrapolando assim as rgidas linhas dos cnones clssicos.</p> <p>Arte BarrocaA arte barroca (Barroco: termo de origem espanhola Barrueco, aplicado para designar prolas de forma irregular), originou-se na Itlia (sc. XVII) mas no tardou a irradiar-se por outros pases da Europa e a chegar tambm ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhis. As obras barrocas romperam o equilbrio entre o sentimento e a razo ou entre a arte e a cincia, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoes e no o racionalismo da arte renascentista. uma poca de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar foras antagnicas: bem e mal; Deus e Diabo; cu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; esprito e matria.</p> <p>Arte RococRococ o estilo artstico que surgiu na Frana como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decorao de interiores. Desenvolveu-se na Europa do sculo XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso at o advento da reao neoclssica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte catlica da Alemanha, na Prssia e em Portugal. Os temas utilizados eram cenas erticas ou galantes da vida cortes (as ftes galantes) e da mitologia, pastorais, aluses ao teatro italiano da poca, motivos religiosos e farta estilizao naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. O termo deriva do francs rocaille, que significa "embrechado", tcnica de incrustao de conchas e fragmentos de vidro utilizadas originariamente na decorao de grutas artificiais.</p> <p>6</p> <p>Arte - Idade Contempornea</p> <p>NeoclassicismoNas duas ltimas dcadas do sculo XVIII e nas trs primeiras do sculo XIX, uma nova tendncia esttica predominou nas criaes dos artistas europeus. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores prprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direo da Sociedade europia aps a Revoluo Francesa e principalmente com o Imprio de Napoleo.</p> <p>RomantismoO sculo XIX foi agitado por fortes mudanas sociais, polticas e culturais causadas por acontecimentos do final do sculo XVIII que foram a Revoluo Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas tcnicos decorrentes do aumento de produo, provocando a diviso do trabalho e o incio da especializao da mo-de-obra, e pela Revoluo Francesa que lutava por uma sociedade mais harmnica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado. Do mesmo modo, a atividade artstica tornou-se complexa. Os artistas romnticos procuraram se libertar das convenes acadmicas em favor da livre expresso da personalidade do artista. Caractersticas gerais: * a valorizao dos sentimentos e da imaginao; * o nacionalismo; * a valorizao da natureza como princpios da criao artstica; e * os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.</p> <p>RealismoEntre 1850 e 1900 surge nas artes europias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendncia esttica chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrializao das sociedades. O homem europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento cientfico e a tcnica para interpretar e dominar a natureza, convenceuse de que precisava ser realista, inclusive em suas criaes artsticas, deixando de lado as vises subjetivas e emotivas da realidade. So caractersticas gerais: * o cientificismo * a valorizao do objeto * o sbrio e o minucioso * a expresso da realidade e dos aspectos descritivos</p> <p>ImpressionismoO Impressionismo foi um movimento artstico que revolucionou profundamente a pintura e deu incio s grandes tendncias da arte do sculo XX. Havia algumas consideraes gerais, muito mais prticas do que tericas, que os artistas seguiam em seus procedimentos tcnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.</p> <p>ExpressionismoO Expressionismo a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramtica, subjetiva, expressando sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, d forma plstica ao amor, ao cime, ao medo, solido, misria humana, prostituio. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominncia dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artstica concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.</p> <p>FovismoEm 1905, em Paris, no Salo de Outono, alguns artistas foram chamados de fauves (em portugus significa feras), em virtude da intensidade com que usavam as cores puras, sem mistur-las ou matiz-las. Quem lhes deu este nome foi o crtico Louis Vauxcelles, pois estavam expostas um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista.</p> <p>Matisse: Robe Violetas e a Dana</p> <p>CubismoHistoricamente o Cubismo originou-se na obra de Czanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Czanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relao ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos no tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparncia real das coisas. O pintor cubista tenta representar os objetos em trs dimenses, numa superfcie plana, sob formas geomtricas, com o predomnio de linhas retas. No representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ngulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.</p> <p>FuturismoOs futuristas sadam a era moderna, aderindo entusiasticamente mquina. Para Balla, " mais belo um ferro eltrico que uma escultura". Para os futuristas, os objetos no se esgotam no contorno aparente e seus aspectos se interpenetram continuamente a um s tempo, ou vrios tempos num s espao. O futurismo a concretizao desta pesquisa no espao bidimensional. Procura-se neste estilo expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espao. O artista futurista no est interessado em pintar um automvel, mas captar a forma plstica a velocidade descrita por ele no espao.</p> <p>Pintura MetafsicaA pintura deve criar um impresso de mistrio, atravs de associaes pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezes com a incluso de esttuas, manequins, frutas, legumes, numa transfigurao toda especial, em curiosas perspectivas divergentes. A pintura metafsica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plstica despojada e escultural. Tem inspirao na Metafsica, cincia que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural.</p> <p>DadasmoFormado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemes que, se tivessem permanecido em seus respectivos pases, teriam sido convocados para o servio militar, o Dada foi um movimento de negao. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de vrias nacionalidades, exilados na Sua, eram contrrios ao envolvimento dos seus prprios pases na guerra. Fundaram um movimento literrio para expressar suas decepes em relao a incapacidade da cincias, religio, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruio da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionrio alemo-francs. Dada uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido no fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta que a arte ficasse solta das amarras r...</p>