Exposi§£o Sumria

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"Exposição Sumária", de Emanuel Swedenborg, na qual ele expõe de forma sintética a Doutrina da Nova Igreja.

Text of Exposi§£o Sumria

EXPOSIO SUMRIA DA DOUTRINA DA NOVA JERUSALM

Entendida no Apocalipse pela NOVA JERUSALM

Por Emanuel Swedenborg

Depois de ter publicado, no espao de alguns anos, vrias obras e livrinhos sobre a NOVA JERUSALM, pela qual se entende A NOVA IGREJA que vai ser instaurada pelo Senhor, e depois que o Apocalipse foi revelado, decidi trazer luz a Doutrina dessa Igreja em sua plenitude, e assim a doutrina inteira. Como, porm, um trabalho de alguns anos, resolvi apresentar um esquema desta obra, para que primeiro se conceba uma idia geral dessa igreja e de sua doutrina. Pois ento as idias gerais precedem, e depois todas e cada uma das coisas, em sua extenso, aparecem na luz, pois entram nas idias gerais como coisas homogneas em seus receptculos. Contudo, este Resumo no submetido aos pareceres, para ser discutido, mas somente apresentado como um anncio da doutrina, visto que seu contedo ser plenamente demonstrado na obra mesma (*). Como, porm, no que se segue, se tratar das discordncias entre os dogmas da igreja de hoje e os da Nova Igreja, primeiramente sero apresentadas as doutrinas de hoje a respeito da justificao. (*) Swedenborg publicou este Resumo em 1769. A obra que se fala aqui, a saber A VERDADEIRA RELIGIO CRISTA, contendo a Teologia Universal da Nova Igreja, foi posta no prelo cerca de dois anos depois. Uma traduo portuguesa desta obra foi publicada em 1964. Doutrina dos Catlicos Romanos sobre a Justificao, segundo o Conclio de Trento 2. Na Bula dada por Pio IV, pontfice romano, em 1564, nos Idos de Novembro, lem-se estas palavras: "Abrao e recebo todas e cada uma das coisas que foram decididas e declaradas a respeito do PECADO ORIGINAL e da JUSTIFICAO, no S.S. Conclio de Trento". 3. Decises do Conclio de Trento sobre o Pecado Original: (a) Ado, pela ofensa de sua prevaricao, ficou inteiramente deteriorado quanto ao corpo e alma;, a prevaricao de Ado prejudicou no s a Ado, como tambm sua posteridade; ,e essa prevaricao transmitiu a todo o gnero humano no s a

morte e as penas do corpo, como tambm o pecado, que a morte da alma. (Sesso V, 1, 2); (b) Esse pecado de Ado, que um por origem, e que transmitido por propagao e no por imitao, em cada ,homem o seu prprio e no pode ser arrebatado por nenhum outro meio, exceto pelo Mrito do nico Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus em seu sangue, tendo-se tornado para ns a JUSTIA, a SANTIFICAO o a REDENO. (Sesso V, 3); (c) Todos os homens, na prevaricao de Ado, perderam a inocncia e se tornaram impuros, e por natureza filhos da ira. (Sesso VI, Captulo 1). 4. Sobre a Justificao: (a) 0 Pai Celeste, Pai das misericrdias, enviou aos homens o Cristo Jesus, Seu Filho, quando chegou bendita plenitude do tempo, no somente para redimir os Judeus, que estavam sob a lei, mas tambm para que os gentios, que no seguiam a justia, a aprendessem, e para que todos recebessem a adoo de filhos. Da Deus 0 ofereceu para ser um Propiciador dos pecados pela f em Seu sangue, e isto no s pelos nossos pecados, como pelos pecados de todo o mundo. (Sesso VI, Captulo 2); (b) Entretanto, no so todos os que recebem o benefcio de Sua morte, mas somente aqueles aos quais o Mrito de Sua paixo comunicado; assim, se no se renascer em Cristo, no possvel ser justificado. (Sesso VI, Captulo 3). (c) 0 princpio da Justificao deve ser tirado da graa de, Deus, vindo alm disso por Jesus Cristo, isto , de sua vocao. (Sesso VI, Captulo 5); (d) Os homens esto dispostos justia quando, estimulados pela graa Divina e recebendo a f pelo ouvido, eles so livremente movidos em Deus, crendo verdadeiro tudo o que foi Divinamente revelado e prometido, e principalmente este ponto, que Deus justifica o mpio por Sua graa, pela Redeno que est em Cristo Jesus; quando compreendendo que so pecadores pelo temor da justia Divina, temor com que so utilmente alcanados, eles so elevados esperana, tendo a confiana em que Deus lhes ser propcio por causa do Cristo. (Sesso VI, Captulo 6);

(e) Essa disposio e essa, preparao so seguidas da prpria Justificao, que no somente a remisso dos pecados,, mas tambm a santificao e a renovao do homem interior pela recepo da graa e dos dons, por cuja conseqncia o homem, de injusto, se torna justo, e de inimigo, amigo, para ser, segundo a sua esperana, herdeiro da vida eterna. (Sesso VI, Captulo 7); (f) A Causa Final da Justificao a glria de Deus e do Cristo, assim como a vida eterna. A Causa eficiente Deus, que purifica e santifica gratuitamente. A Causa meritria o Bem Amado Filho nico de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, quando ramos inimigos, na excessiva Caridade com que nos amou, mereceu por ns a Justificao e satisfaz a Deus Pai por ns, por Sua Santssima paixo sobre a madeira da cruz. A Causa Instrumental o Sacramento do batismo, que o sacramento da f, sem a qual ningum pode alcanar a justificao. A Causa Formal a justia de Deus, no a justia pela qual Ele prprio justo, mas a justia pela qual Ele nos faz justos, isto , a justia com que Ele nos gratifica e pela qual somos renovados pelo esprito de nossa mente, e no s somos reputados justos, como temos verdadeiramente o nome e realmente o somos, cada um segundo medida que o Esprito Santo repartiu como Ele o quer. (Sesso VI, Captulo 7, 2); (g) A justificao a translao desse estado, em que o homem nasce do filho do primeiro Ado, no estado de graa e na adorao dos filhos de Deus pelo segundo Ado, nosso Salvador Jesus Cristo. (Sesso VI, Captulo 4). 5. Sobre a F a Caridade, as Boas Obras e os Mritos: (a) Quando o Apstolo diz que o homem justificado pela f gratuitamente, estas palavras devem ser entendidas no sentido de que o comeo perptuo da Igreja Catlica manteve e exprimiu, a saber, que ns devemos ser justificados pela f ,porque a F o comeo da salvao humana, fundamento e raiz de toda justificao, sem a qual impossvel agradar a Deus e chegar sociedade de seus filhos; mas ns dizemos justificados gratuitamente, porque coisa alguma do que precede a justificao, seja a f, sejam as obras, no merece a graa mesma da justificao. Pois, se uma graa, ela no provm das obras e a graa no seria uma graa. (Sesso VI, Captulo 8);

(b) Ainda que ningum possa ser justo, seno aquele a quem os Mritos da paixo de nosso Senhor Jesus Cristo so comunicados, entretanto isso feito na justificao, quando, pelo Mrito dessa santssima paixo, a caridade de Deus, derramada pelo Esprito Santo nos coraes dos que so justificados - ali inerente. A, na prpria justificao, com a remisso dos pecados o homem recebe todas as coisas ao mesmo tempo infusas por Jesus Cristo, ao qual Ele inserido pela f, pela esperana e pela caridade; pois a f, se a caridade no se aproximar dela, no une perfeitamente com o Cristo, e no faz o homem membro vivo de Seu corpo. (Sesso VI, Captulo 7, 3); (c) 0 Cristo no s o Redentor no qual se deve confiar, mas tambm o Legislador ao qual se deve obedecer. (Sesso VI, Captulo 16, Cap. 21); (d) A F sem as obras morta e intil, porque em Jesus Cristo no a, circunciso nem o prepcio que tm valor, mas a f que opera pela caridade, pois a f, sem a esperana e ti caridade, no pode dar a vida eterna; da logo se ouve esta Palavra do Cristo: "Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos." Aqueles, que so renascidos neste instante, recebendo a justia verdadeira e Crist, so mandados conserv-Ia branca e imaculada,como uma primeira vestimenta que lhes foi dada por Jesus Cristo, em lugar da que Ado, por sua desobedincia, perdeu para ele e para ns, para que eles a apresentem perante o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que tenham a vida eterna. (Sesso VI, Captulo 7 4); (e) Jesus Cristo como a Cabea nos membros, e como a cepa nos sarmentos, influi continuamente por uma virtude nos que foram justificados; essa virtude precede sempre as suas boas obras, as acompanha e as segue, e sem ela no poderiam ser de modo algum agradveis a Deus nem meritrios; por isso que se deve crer que no falta mais nada nos que foram justificados, tanto menos que por essas mesmas obras que foram em Deus eles so tidos como havendo merecido a vida eterna, que eles devem conseguir em seu tempo. (Sesso VI, Captulo 16); (f) Nossa prpria justia no estabelecida como sendo prpria por ns; pois a que se diz nossa justia de Deus, porque Deus a infunde em ns pelo mrito de Cristo; o homem: portanto, como um Cristo deve abster-se de se glorificar ou confiar em si

prprio, mas sim no Senhor, cuja bondade para, conosco, os homens, to grande que e Ele quer que as coisas que so dons, d'Ele sejam mritos para ns, (Sesso VI, Captulo 16); (g) Por ns prprios nada podemos como vindo de ns mesmos, mas com Ele, que nos conforta cooperando, tudo podemos; assim o homem nada tem de que possa se glorificar, mas toda nossa glria est no Cristo, no qual vivemos, no qual merecemos, no qual nos satisfazemos, fazendo frutos, dignos de penitncia, que por Ele tm fora, por Ele so oferecidos ao: Pai, e atravs d'Ele so aceitos pelo Pai. (Sesso XIV, Captulo 8); (h) Se algum disser que o homem pode ser justificado diante de Deus por suas obras, que so feitas, ou pelas foras d natureza humana, ou pela doutrina da Lei, sem. a graa Divina por Jesus Cristo, que ele seja condenado. (Sesso VI, Cap. 1); (i) Se algum disser que, sem que haja antes uma inspirao e. um auxlio do Esprito Santo, o homem pode crer, esperar e amar (isto , ter a f, a esperana e a caridade) como necessrio, para que a graa da justificao lhe seja conferida, que seja condenado. (Sesso VI, Cap. 2); (j) Se algum disser que o homem pode ser justificado sem a justia do Cristo, pela qual Ele mereceu para ns, que seja condenado. (Sesso VI, Cap. 10). E alm disso, h muitos outros artigos, principalmente sobre a conjuno da f caridade ou s boas obras, sobre a condenao de sua separao. 6. Sobre o Livre Arbtrio: (a) 0 Livre Arbtrio no foi de modo algum destrudo pelo pecado de Ado, ainda que ele tenha sido atenuado e diminudo em foras. (Sesso VI, Captulo 1); (b) Se algum disser que o