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CADERNO DE ENCARGOS – CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS Projecto de Execução Designação da empreitada CONSERVAÇÃO E REABILITAÇÃO DA E.M. 242-1 E ESTRADA ATLÂNTICA Junho de 2015

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  • CADERNO DE ENCARGOS CONDIES

    TCNICAS ESPECIAIS

    Projecto de Execuo

    Designao da empreitada

    CONSERVAO E REABILITAO DA E.M. 242-1 E ESTRADA ATLNTICA

    Junho de 2015

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    NDICE

    CADERNO DE ENCARGOS

    1. TERRAPLENAGENS............................................................................................................3

    1.1 - PRESCRIES COMUNS A TODOS OS MATERIAIS ...............................................3

    1.2- MATERIAIS PARA ATERROS HABITUAIS...................................................................3

    1.3 - MATERIAIS PARA LEITOS DE PAVIMENTO E COROAMENTO DE ATERROS

    ........................................................................................................................................................3

    1.4. - EXECUO DOS TRABALHOS....................................................................................4

    1.4. 1. Limpeza e desmatao ..................................................................................................4

    1.4. 2. Decapagem de terra vegetal .........................................................................................4

    1.4. 3. Modelao do terreno ...................................................................................................4

    1.4. 4. Proteco da vegetao existente..................................................................................4

    1.4.5. Aterros ...............................................................................................................................4

    1.4.6. - Escavaes........................................................................................................................5

    1.4.7. Regularidade de terraplanagens ...................................................................................5

    1.4.8. Emprstimos, depsitos e zona do(s) estaleiro(s) ........................................................5

    2. PAVIMENTAO..................................................................................................................6

    A - CARACTERSTICAS DOS MATERIAIS..........................................................................6

    A.1 - Materiais constituintes das misturas no ligadas e misturas betuminosas...................6

    A.2 - Materiais para camadas no ligadas.................................................................................9

    A.3 - Materiais para camadas de misturas betuminosas a quente........................................11

    A.3.1 - Camada de base.............................................................................................................12

    A.3.2 Camada de regularizao.............................................................................................14

    A.3.3 - Camada de desgaste.......................................................................................................16

    A.4 - Trabalhos especiais de pavimentao.............................................................................19

    A.4.1 - Pavimentao de passeios, separadores ou ilhas direccionais, incluindo fundao.19

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  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    A.4.1.1 - Em lajetas ou blocos de beto.......................................................................................19

    A.4.1.2 - Em calada.....................................................................................................................19

    A.4.2 - Enchimento e regularizao de bermas em solos seleccionados................................19

    A.5 - Prescries comuns a todos os materiais .......................................................................19

    B - MTODOS CONSTRUTIVOS..........................................................................................21

    B.1 - Camadas no ligadas........................................................................................................21

    B.1.1 - Camadas em solos..........................................................................................................21

    B.1.1.1 - Preparao da superfcie subjacente.............................................................................21

    B.1.1.2 - Disposies gerais para o estudo, fabrico, transporte, espalhamento e compactao. .21

    B.1.2 - Camadas em materiais granulares britados (naturais) .............................................22

    B.1.2.1 - Preparao da superfcie subjacente.............................................................................22

    B.1.2.2 - Disposies gerais para o estudo, fabrico, transporte, espalhamento e compactao. .23

    B.1.2.3 - Especificaes para unidades terminadas.....................................................................25

    B.2 - Camadas de misturas betuminosas a quente..................................................................25

    B.2.1 - Preparao da superfcie subjacente............................................................................25

    B.2.2 - Disposies gerais para o estudo, produo, transporte, espalhamento e

    compactao...............................................................................................................................25

    B.2.3 - Camada de base..............................................................................................................35

    B.2.4 - Camada de regularizao..............................................................................................36

    B.2.5 - Camada de desgaste.......................................................................................................36

    B.2.6 - Especificaes para unidades terminadas...................................................................37

    B.3 - Regas betuminosas de impregnao e colagem .............................................................38

    B.3.1 - Rega de Impregnao Betuminosa...............................................................................38

    B.3.2 - Regas de colagem...........................................................................................................39

    B.4 - Trabalhos no especificados.............................................................................................39

    C - CONTROLO DE QUALIDADE........................................................................................41

    C.1 - Generalidades....................................................................................................................41

    Cmara Municipal da Marinha Grande 3

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    C.1.1 - Disposies aplicveis aos produtos de construo.....................................................41

    C.1.1.1 - Obrigatoriedade da marcao CE, certificao ou homologao de produtos de

    construo...................................................................................................................................41

    C.1.1.2 - Legislao sobre produtos.............................................................................................41

    C.1.1.3 - Requisitos para aceitao dos materiais........................................................................42

    C.1.2 - Requisitos exigveis a todos os materiais.....................................................................43

    C.1.3 - Referncias normativas.................................................................................................44

    C.1.4 - Controlo de qualidade dos materiais, do produto executado e do processo de

    execuo dos trabalhos..............................................................................................................44

    C.2 - Equipamento laboratorial para realizao de ensaios..................................................45

    C.3 - Propriedades a avaliar, mtodos e frequncias de ensaio..............................................45

    C.3.1 - Camadas no ligadas.....................................................................................................46

    C.3.1.1 - Solos..............................................................................................................................46

    C.3.1.2. - Materiais Granulares....................................................................................................46

    C.3.2 - Camadas em misturas betuminosas.............................................................................47

    C.3.2.1 - Fleres para misturas betuminosas a quente.................................................................47

    C.3.2.2 - Ligantes betuminosos....................................................................................................47

    C.3.2.3 - Misturas betuminosas a quente.....................................................................................47

    C.4 - Listagem de Normas Europeias.......................................................................................49

    3. SINALIZAO DE CARCTER TEMPORRIO.........................................................57

    4. OUTRAS ESPECIFICAES............................................................................................57

    4.1 Trabalhos no Especificados...............................................................................................57

    4.2 Resduos...............................................................................................................................57

    5. CRITRIOS DE MEDIO...............................................................................................59

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  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    1. TERRAPLENAGENS

    1.1 - PRESCRIES COMUNS A TODOS OS MATERIAIS

    1.1.1 - Todos os materiais a empregar devem ser de fabrico nacional, e da melhor qualidade, s se aceitando o emprego de materiais estrangeiros quando tal no seja possvel.

    Devem ser acompanhados de certificados de origem e obedecer ainda a:

    - Sendo nacionais, s normas portuguesas, documentos de homologao de laboratrios oficiais, regulamentos em vigor e especificaes deste Caderno de Encargos.

    - Sendo estrangeiros, s normas e regulamentos em vigor nos pais de origem, caso no haja normas nacionais aplicveis.

    1.1.2 - Nenhum material pode ser aplicado na obra sem prvia autorizao da Fiscalizao

    1.1.3 - O empreiteiro, quando autorizado pela Fiscalizao, pode aplicar materiais diferentes dos previstos, se a estabilidade, aspecto, durao e conservao da obra no forem prejudicados e se no houver alterao para mais dos preos; esta autorizao no isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre o seu comportamento.

    1.1.4 - O facto de a Fiscalizao permitir o emprego de qualquer material no isenta o Empreiteiro da responsabilidade sobre o seu comportamento.

    1.1.5 - A Fiscalizao, poder, sempre que assim o entender, mandar proceder a ensaios de controlo de qualidade dos materiais, desde que sobre ela haja dvidas.

    Os encargos com esses ensaios sero da conta do Adjudicatrio.

    1.2- MATERIAIS PARA ATERROS HABITUAIS

    1 - Os materiais a utilizar nos aterros sero solos ou outros materiais que se obtero das

    escavaes realizadas na obra (ou provenientes dos emprstimos que se definam no projecto de

    execuo, ou dos escolhidos pelo adjudicatrio, com prvia aprovao da Fiscalizao), e

    devem obedecer ao seguinte:

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  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Os solos ou materiais a utilizar devero estar isentos de ramos, folhas, troncos, razes, ervas,

    lixo ou quaisquer detritos orgnicos.

    A dimenso mxima dos elementos dos solos a aplicar ser, em regra, inferior a 2/3 da

    espessura da camada, uma vez compactada.

    Os solos de emprstimo sero sujeitos aprovao da Fiscalizao antes da sua aplicao, que

    poder exigir a apresentao dos ensaios necessrios perfeita caracterizao dos mesmos, no

    mbito do controlo laboratorial regulamentado pelo artigo 13.25 deste Caderno de Encargos.

    O teor de humidade dos solos a aplicar nos aterros deve ser tal que permita atingir o grau de

    compactao exigida, no podendo, no entanto, exceder em mais de 15% o teor ptimo em

    humidade referido ao ensaio de compactao pesada.

    2 - Para aplicao de materiais que no satisfaam estas condies, ser necessria a aprovao

    prvia da Fiscalizao

    1.3 - MATERIAIS PARA LEITOS DE PAVIMENTO E COROAMENTO DE ATERROS

    Os materiais a empregar nestas camadas, que servem de fundao directa do pavimento,

    devero ser constitudos por solos de boa qualidade, isentos de detritos, matria orgnica ou

    quaisquer outras substncias nocivas, obedecendo s seguintes caractersticas mnimas:

    . Limite de liquidez mximo ................................ 25

    . ndice de plasticidade mximo ............................ 6

    . Equivalente de areia mnimo ............................ 25%

    . Percentagem mxima passada no Pen. ASTM n. 200 ........... 12

    . CBR mnimo ( a 95 % do ensaio Proctor modificado )....... 20%

    1.4. - EXECUO DOS TRABALHOS

    Cmara Municipal da Marinha Grande 6

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    1.4. 1. Limpeza e desmatao

    As superfcies de terrenos a escavar ou a aterrar devem ser previamente limpas de pedra grossa,

    detritos e vegetao lenhosa (arbustos e rvores) conservando todavia, a vegetao subarbustiva

    e herbcea, a remover com a decapagem.

    A limpeza ou desmatao deve ser feita exclusivamente nas reas sujeitas a terraplanagens.

    1.4. 2. Decapagem de terra vegetal

    As reas de terrenos a escavar ou aterrar devem ser previamente decapadas da terra arvel,

    geralmente numa camada no ultrapassando 20 cm de espessura, e de terra vegetal com elevado

    teor de matria orgnica, que sero aplicadas imediatamente, ou armazenadas em locais

    aprovados pela Fiscalizao para aplicao ulterior.

    1.4. 3. Modelao do terreno

    O adjudicatrio deve proceder modelao do terreno, que compreende a eliminao das

    arestas, salincias e reentrncias que resultam da interseco de diversos planos definidos pelas

    novas cotas de trabalho. Realizase no sentido de estabelecer a sua concordncia mediante

    superfcies regradas e harmnicas, em perfeita ligao com o terreno natural. A modelao ter

    em conta o sistema de drenagem superficial dos terrenos marginais plataforma da estrada.

    1.4. 4. Proteco da vegetao existente

    Toda a vegetao arbustiva e arbrea da zona da estrada nas reas no atingidas por

    movimentos de terras, ser protegida, de modo a no ser afectada com a localizao de

    estaleiros, depsitos de materiais, instalaes de pessoal e outras ou com o movimento de

    mquinas e viaturas. E compete ao adjudicatrio tomar as disposies adequadas para o efeito,

    designadamente instalando vedaes e resguardos onde for conveniente ou necessrio. Da

    vegetao existente nas reas a escavar ou aterrar, a que for recupervel ser transplantada em

    oportunidade, e para locais a indicar no projecto ou pela Fiscalizao.

    1.4.5. Aterros

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  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    No permitido o incio da construo dos aterros, sem que previamente a Fiscalizao tenha

    inspeccionado e aprovado a rea respectiva.

    Se houver que construir aterros com menos de 0,30 m de espessura sobre terreno natural ou

    terraplenagem j existentes, a respectiva plataforma deve ser escarificada, regularizada e

    recompactada at baridade relativa especificada.

    Na construo de aterros sobre terrenos que no suportem o peso do equipamento, a camada

    inferior deve ser construda com materiais granulares, com uma espessura apenas suficiente

    para suportar o equipamento, ou com recurso a geotexteis com a necessria resistncia

    traco. A construo do aterro, a partir desta cota, farse por camadas, devidamente

    compactadas conforme o especificado.

    Na preparao da base em que assentem os aterros, dever terse em ateno que, sempre que

    existam declives superiores a 1:5, dever escarificarse a superfcie ou displa em degraus de

    forma a assegurar a ligao ao material de aterro, especialmente quando este apresente taludes

    V/H = 2/3.

    A compactao relativa de solos nos aterros, referida ao ensaio AASHTO Modificado, deve ser,

    em solos com equivalente de areia inferior a 30, pelo menos, de 90% e 95%, respectivamente

    nas camadas inferiores e superiores.

    No caso de terrenos incoerentes, os valores anteriores devem ser aumentados para 95% e 100%,

    respectivamente.

    Na colocao dos solos de aterro deve terse em ateno que na parte inferior devem ficar os de

    pior qualidade, melhorando sucessivamente at que, na parte superior, se empreguem aqueles

    que tenham melhores caractersticas.

    Designadamente, os solos a utilizar na camada de coroamento dos aterros, devero obedecer s

    caractersticas previstas no n. 1.3.

    Devero ainda ser feitos todos os trabalhos de terraplanagens nas zonas de transio de

    escavao para aterro de forma a ser garantida uniformidade na capacidade de suporte.

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  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    O teor em gua dos solos, deve ser to prximo do teor ptimo do ensaio de compactao

    pesada, no podendo diferir dele mais de 3% .

    Os aterros tm sempre de ser constitudos por forma a darem perfeito escoamento s guas, no

    devendo o declive transversal exceder, no entanto, um valor superior a 6% .

    No fim de cada dia de trabalho, no devem ficar solos por compactar.

    1.4.6. - Escavaes

    Os elementos de projecto relativos natureza dos terrenos atravessados, constituem simples

    orientao, pelo que as escavaes sero pagas de acordo com os volumes da proposta relativos

    a "Escavao de terreno de qualquer natureza".

    A escavao no deve ser levada abaixo das cotas indicadas nos desenhos, salvo em

    circunstncias especiais surgidas durante a construo, tais como a presena de rocha. O

    material removido abaixo da cota de projecto deve ser substitudo por materiais com

    caractersticas de base de granulometria extensa ou sub base granular britada.

    A compactao relativa da cama da subjacente ao leito do pavimento, referida ao ensaio

    AASHTO Modificado, deve ser, pelo menos, de 95%, at uma profundidade de 0,50 m. No

    caso de no serem atingidos estes valores, dever o solo ser escarificado, ou mesmo substitudo,

    procedendose depois sua compactao de acordo com a parte aplicvel do artigo referente a

    aterros.

    A escavao deve sempre desenvolverse de forma que seja assegurado um perfeito escoamento

    superficial das guas.

    Se, no decorrer das escavaes, for encontrada gua nascente ou de infiltrao, tal facto deve

    ser imediatamente considerado, no caso do projecto no prever a respectiva drenagem. A

    escavao deve ser, entretanto, mantida livre de gua por intermdio de bombagem ou outro

    meio.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 9

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    A qualidade dos materiais de escavao da obra a aplicar em aterro, deve ser verificada de

    maneira contnua durante o trabalho. Se a qualidade diferir do especificado, essa circunstncia

    deve ser considerada, nomeadamente no dimensionamento do pavimento.

    As valas indicadas nas cristas dos taludes devem ser abertas antes de iniciadas as escavaes.

    As valetas tm de ser abertas de acordo com a inclinao e forma dos perfis transversais. O

    adjudicatrio obrigado a manter livre de folhas, paus ou outros detritos, as valas por ele

    abertas, at aprovao final da Fiscalizao.

    Devem ser feitos ajustes nos taludes a fim de evitar prejuzo na arborizao ou na estabilidade

    da rocha alterada, ou ainda para harmonizar a estrada com a paisagem.

    A transio entre taludes de escavao e de aterro deve ser disfarada gradualmente.

    As interseces das superfcies dos taludes com o terreno natural tm de ser arredondadas,

    conforme se indica nos desenhos. Este trabalho deve ser executado cuidadosamente para evitar

    danos na vegetao exterior rea escavada.

    1.4.7. Regularidade de terraplanagens

    As camadas de terraplanagens devem ser desenvolvidas de forma regular.

    A superfcie da camada superior das terraplanagens deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas,

    ondulaes ou material solto, no podendo em qualquer ponto, apresentar diferenas superiores

    a 2 cm em relao aos perfis longitudinal e transversal estabelecidos. No ser permitida a

    construo da base ou subbase sobre a camada cujo teor em humidade seja superior em mais de

    15% ao teor ptimo em humidade, referido ao ensaio de AASHTO Modificado.

    No ser ainda permitida a colocao de materiais para a camada de base ou subbase, nem

    poder ser iniciada a sua construo, sem que estejam efectuados todos os trabalhos de

    drenagem previstos no projecto e que interessem ao troo em causa.

    1.4.8. Emprstimos, depsitos e zona do(s) estaleiro(s)

    Cmara Municipal da Marinha Grande 10

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    As terras de emprstimo sero extradas dos locais aprovados pela Fiscalizao e de modo a que

    no fiquem cavidades onde as guas se represem.

    As terras levadas a depsito disporseo de modo que no prejudiquem a cultura das terras

    adjacentes e que no possam cair sobre a estrada, embaraando o escoamento das guas.

    As zonas de depsito ficaro, sempre que possvel situadas em locais no visveis da estrada.

    Concludo o depsito de terras, todas as reas afectadas devero ser modeladas e integradas no

    relevo da zona, para o que se faro as necessrias realizaes sendo os encargos da resultantes

    suportados pelo adjudicatrio. Se as no fizer no prazo fixado, sero estas executadas pela

    Fiscalizao, por conta daquele.

    Na zona do estaleiro, aps a concluso da obra, o adjudicatrio obrigado a remover do local,

    no prazo de 30 dias a contar do auto de recepo provisria, os restos dos materiais, entulhos,

    equipamentos, bem como ao desmantelamento do(s) estaleiro(s) e obras auxiliares e limpeza e

    regularizao da zona, a fim de se proceder ao seu recobrimento vegetal. Os respectivos

    encargos so da responsabilidade do adjudicatrio.

    2. PAVIMENTAO

    A - CARACTERSTICAS DOS MATERIAIS

    A.1 - Materiais constituintes das misturas no ligadas e misturas betuminosas

    Cmara Municipal da Marinha Grande 11

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Nas rubricas que abrangem requisitos relativos aos diferentes materiais so especificadas as

    propriedades requeridas, os valores limite associados, os respectivos mtodos de ensaio

    descritos nas diferentes normas e documentos aplicveis.

    1. Solos

    Os solos aqui referidos so materiais a utilizar em camadas no ligadas.

    Os solos a utilizar devero estar isentos de matria orgnica, de materiais expansivos e de

    quaisquer outros produtos prejudiciais que possam afectar a ligao com o ligante e influenciar

    os tempos de presa e o desenvolvimento da resistncia da mistura.

    Os requisitos exigidos aos solos para as diferentes aplicaes so indicados no Quadro A.5.

    2. Agregados

    De acordo com as definies constantes das Normas Europeias, agregado o material granular

    utilizado na construo e pode ser natural, artificial ou reciclado. Um agregado natural um

    agregado de origem mineral que foi sujeito apenas a processamento mecnico. O agregado

    artificial um agregado de origem mineral resultante de um processamento industrial

    compreendendo modificaes trmicas ou outras. Um agregado reciclado um agregado

    resultante do processamento de materiais inorgnicos anteriormente utilizados na construo.

    2.1. Agregados naturais

    Os agregados naturais a aplicar nos diversos tipos de misturas, devem apresentar-se

    homogneos e no devem conter matria orgnica ou quaisquer substncias estranhas, tais

    como madeira, vidro e plstico que afectem as misturas. Devem ser pouco susceptveis

    meteorizao e apresentarem-se sos ou pouco alterados (de acordo com os critrios propostos

    pela Sociedade Internacional de Mecnica das Rochas - ISRM).

    Para todas as aplicaes deve ser efectuado um exame petrogrfico dos agregados para

    classificao geral, de acordo com a NP EN 932-3 Descrio petrogrfica simplificada.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 12

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    As Normas Europeias que definem os requisitos aplicveis aos agregados so:

    NP EN 13043 Agregados para misturas betuminosas e tratamentos superficiais para

    estradas, aeroportos e outras reas de circulao;

    NP EN 13242 Agregados para materiais no ligados ou tratados com ligantes

    hidrulicos utilizados em trabalhos de engenharia civil e na construo rodoviria;

    NP EN 13285 Misturas no ligadas. Especificaes.

    Os requisitos exigidos aos agregados para as diferentes aplicaes so indicados nos Quadros

    A.6, A.10, A.13, A.16.

    2.2. Fler

    A designao fler atribuda a todo o agregado cuja maior parte passa no peneiro de 0,063 mm

    e que pode ser adicionado aos materiais de construo para lhes conferir certas propriedades.

    Os fleres utilizados no fabrico de misturas betuminosas a quente para camadas de desgaste

    devero cumprir os requisitos especficos deste caderno de encargos e que so apresentados no

    Quadro A.1 e no Quadro A.2 e de igual modo estar em conformidade com os requisitos gerais

    das normas NP EN 13043 - Agregados para misturas betuminosas e tratamentos superficiais

    para estradas, aeroportos e outras reas de circulao. Nas restantes aplicaes em que seja

    necessria a utilizao de fler devero tambm ser cumpridas as especificaes apresentadas

    neste item, em tudo o que for aplicvel.

    O fler pode resultar do processo de fabrico da mistura betuminosa, por recuperao dos finos

    por meio de sistemas adequados fler recuperado ou ser produzido em separado numa

    instalao industrial segundo um processo controlado fler comercial.Os dois tipos de fleres

    devero ser de origem mineral.

    O fler recuperado pode ser de qualquer natureza petrogrfica, pois depender da natureza

    petrogrfica do agregado utilizado para o fabrico da mistura betuminosa. O fler comercial

    dever ser de natureza calcria, cimento do tipo Portland, cal hidrulica ou cinzas volantes.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 13

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    O fornecimento do fler comercial ou do fler recuperado que entre no circuito comercial dever

    ser acompanhado da ficha tcnica do produto, com a respectiva marcao CE.

    Nos Quadros A.1 e A.2 apresentam-se as propriedades que as fichas tcnicas referentes aos

    fleres a incluir em misturas betuminosas devero apresentar, definidas de acordo com a normas

    de produto NP EN 13043.

    Para todas as misturas betuminosas sempre que o fler recuperado no satisfaa os requisitos do

    Quadro A.2, nomeadamente os vazios do fler seco compactado (Rigden) dever ser adicionada

    a quantidade de fler comercial necessria para que a composio fler recuperado/fler

    comercial satisfaa os requisitos pretendidos.

    Dada a importncia das caractersticas do fler, aps a sua aprovao, no poder o

    Adjudicatrio proceder sua alterao sem prvio acordo da Fiscalizao. Caso haja acordo da

    Fiscalizao, a alterao implica necessariamente novos estudos de composio das misturas

    afectadas pela eventual mudana que devero ser de novo submetidas a aprovao.

    Quadro A.1 - Requisitos granulomtricos para o fler

    Dimenso dos peneiros

    (mm)

    Norma de Ensaio

    Percentagem acumulada do material passadoLimites inferiores e superiores

    para resultados individuaisAmplitude mxima da granulometria

    declarada pelo produtor (a)

    2

    EN 933-11

    100 -0,125 85 - 100 10

    0,063 70 - 100 10

    (a) Ver norma NP EN 13043, seco 5.2.1

    Quadro A.2 - Requisitos qumicos e fsicos para o fler

    Requisitos/Propriedades Norma de EnsaioUnidad

    e

    UtilizaesFleres para misturas betuminosas e tratamentos superficiais com ligantes betuminosos NP EN

    13043

    Especialidades da UtilizaoPoder ser fler recuperado ou fler comercial sendo

    que este ltimo dever ser constitudo por p de calcrio ou cimento Portland

    GeneralidadesDeve apresentar-se seco e isento de torres

    provenientes de agregao de partculas e de substncias prejudiciais

    Massa volmica das partculas NP EN 1097-7 Mg/m3 Valor declarado

    Teor em gua EN 1097-5 1

    Cmara Municipal da Marinha Grande 14

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Vazios do fler seco compactado (Rigden) EN 1097-4 % v28/38

    Perda ao fogo das cinzas volantes

    EN 1744-1 seco 17

    % em massa Amplitude valores declarados pelo produtor 6

    Massa volmica das partculas do fler comercial

    NP EN 1097-7 Mg/m

    3 Amplitude valores declarados pelo produtor 0,2

    Massa volmica aparente em querosene

    NP EN 1097-3 anexo B

    Mg/m3 Amplitude valores declarados pelo produtor entre 0,5 e 0,9

    Ensaio Blaine EN 196-6 m2/kg Amplitude valores declarados pelo produtor 140

    Qualidade dos finos - valor de azul metileno

    NP EN 933-9 g/kg MBF10

    3. Ligantes betuminosos

    No mbito do presente volume relativo pavimentao, Ligante Betuminoso um material

    adesivo contendo betume que pode estar sob a forma de no modificado, modificado ou

    emulsionado.

    Betume um material praticamente no voltil, adesivo e impermevel gua, derivado do

    petrleo bruto, ou presente no asfalto, que completamente ou quase todo solvel em tolueno e

    muito viscoso e quase slido temperatura ambiente.

    Os ligantes betuminosos abrangem os seguintes tipos:

    Betumes de pavimentao

    Emulses betuminosas

    O fornecimento do ligante dever ser acompanhado da ficha tcnica do produto, relativa ao lote

    de fabrico. As propriedades que devem constar na referida ficha tcnica so indicadas nos

    Quadros A.3, A.4, definidos de acordo com as normas aplicveis.

    Qualquer proposta de alterao pelo Adjudicatrio ao tipo de betume definido em Projecto de

    Execuo, deve ser devidamente justificada e submetida aprovao da Fiscalizao.

    3.1. Betumes de pavimentao

    Cmara Municipal da Marinha Grande 15

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Os betumes de pavimentao, obtidos por processos de refinao do petrleo bruto, devem

    cumprir os requisitos da Norma Europeia EN 12591 Bitumen and bituminous binders

    Specifications for paving grade bitumens, a qual especifica as propriedades e os respectivos

    mtodos de ensaio adequados para a caracterizao deste tipo de betumes.

    O Projecto de Execuo Volume relativo Pavimentao deve definir o tipo de betume em

    funo da mistura betuminosa a utilizar no pavimento, enquadrados na EN 12591.

    No presente caso so considerados os betumes de pavimentao 35/50 e 50/70 aplicveis a

    todas as misturas betuminosas.

    O Quadro A.3 especifica os requisitos dos betumes de pavimentao.

    Quadro A.3 - Requisitos/Propriedades dos betumes de pavimentao

    Requisitos Propriedades Referncia normativa

    Unidade 35/50 50/70

    Aplicvel a todas as misturas betuminosas

    Aplicvel a todas as misturas betuminosas

    Consistncia a temperatura de servio intermdia

    Penetrao a 25 EN 1426 0,1 mm 35 - 50 50 - 70

    Consistncia a temperatura de servio elevada

    Temperatura de amolecimento

    EN 1427 C 50 - 58 46 - 54

    Durabilidade, Resistncia ao envelhecimento,

    Variao de massa mxima

    EN 12607-1 % 0,5

    Cmara Municipal da Marinha Grande 16

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    (RTFOT) a 163 C (RTFOT):

    ou Penetrao retida, 25 C

    EN 12607-1 Anexo A % 53

    ou aumento da Temp. de

    amolecimentoEN 12607-1 C 8 9

    Outros Requisitos

    Ponto de inflamao

    EN ISO 2592 C 240 230

    Ponto de fragilidade de

    FraassEN 12593 C -5 -8

    Viscosidade Cinemtica (135) EN 12595 mm

    2/s 370 295

    Teor em parafinas EN 12591 % (mm) 2,2

    Solubilidade EN 12592 % 99,0

    3.2. Emulses betuminosas catinicas

    As emulses devero estar de acordo com Norma Europeia EN 13808 Bitumen and bituminous

    binders, Framework for specifying cationic bituminous emulsions, que especifica os requisitos

    tcnicos e classes de desempenho.

    A designao das emulses traduz-se numa expresso alfanumrica, que indica as

    caractersticas mais importantes das emulses betuminosas catinicas nomeadamente, a carga

    das partculas de betume, o teor nominal de betume residual, o tipo de ligante e o valor de

    rotura. Refira-se como exemplo uma emulso do tipo C 40 B 3, que corresponde a uma

    emulso catinica clssica com teor nominal de betume residual 40, da classe de rotura 3.

    Existem dois tipos de emulses: as clssicas e as modificadas. No presente caso s se

    consideram as emulses clssicas.

    3.2.1. Emulses betuminosas clssicas (Quadro A.4)

    Para regas de impregnao em bases granulares;

    Para regas de colagem;

    Quadro A.4 - Requisitos/Propriedades das emulses betuminosas clssicas

    Requisitos/Propriedades Referncia normativa

    Unid. Regas de impregnao em bases granulares

    (Rotura lenta)

    Regas de colagem e (Rotura rpida)

    C 40 B 4 C 57 B 3

    Cmara Municipal da Marinha Grande 17

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    (ECI) (ECR - 1)

    Resduo de peneirao EN 1429 % Classe 2 ( 0,1)

    Viscosidade 2 mm 40 EN 12846 sClasse 3

    (15s - 45s)Classe 4

    (35s - 80s)

    ndice de rotura EN 13075 - 1 - Classe 4 Classe 3

    Tempo de miscibilidade EN 13075 - 2 s ( b ) ( c ) ( b )

    Rotura com cimento EN 12848 g Classe 3

    ( a ) - A viscosidade no se enquadra na classe de requisitos da EN 13808.( b ) - A rotura da emulso ocorre a um tempo inferior ao da adio da totalidade de filer (75 s)( c ) - O tempo de miscibilidade no se enquadra em nenhuma das classes de requisitos da EN 13808.

    A.2 - Materiais para camadas no ligadas

    Os materiais para camadas no ligadas incluem solos seleccionados, agregados britados naturais

    de granulometria extensa ABGE, agregado fino e material drenante com agregado britado. No

    caso dos ABGE, para alm dos requisitos definidos na NP EN 13242 Agregados para materiais

    ligados ou tratados com ligantes hidrulicos em trabalhos de engenharia civil e na construo

    rodoviria, devem ser considerados os requisitos definidos na EN 13285 Unbound mixtures

    Specification.

    As misturas no ligadas abrangem as seguintes Camadas:

    Camada de sub-base - Solos seleccionados ou Agregado britado de granulometria

    extensa

    Camada de base - Agregado britado de granulometria extensa

    Camada de regularizao - Areia ou outro agregado fino para assentamento de calada

    ou blocos de beto

    Camada de regularizao, no enchimento de bermas - Solos seleccionados ou

    Agregado britado de granulometria extensa

    O Quadro A.5 especifica os requisitos dos solos seleccionados para camadas granulares com

    caractersticas de sub-base, regularizao no enchimento de bermas. O Quadro A.6 especifica

    os requisitos dos agregados, para camadas granulares com caractersticas de sub-base, base,

    regularizao, regularizao no enchimento de bermas. O Quadro A.7 especifica os requisitos

    Cmara Municipal da Marinha Grande 18

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    granulomtricos dos agregados e das misturas no ligadas a aplicar nas camadas de sub-base,

    base, regularizao, regularizao no enchimento de bermas.

    Quadro A.5 - Camadas no ligadas - Requisitos/Propriedades dos solos seleccionados

    Requisitos/Propriedades Referncia normativaUnidad

    eCamada de

    sub-baseCamada de regularizao,

    enchimento de bermas

    Generalidades - - Solos de boa qualidade, isentos de detritos, matria orgnica ou quaisquer outras substncias nocivas

    Dimenso mxima LNEC E 196 mm 75 50 e 2/3 espessura camada

    Percentagem do material que passa no peneiro n200

    ASTM, mximaLNEC E 196 % 15 10 a 20

    Limite de liquidez, mximo NP 143 % 25 35

    Limite plasticidade, mximo NP 143 % 6 6 a 10Valor de equivalente de areia,

    mnimo LNEC E 199 % 30

    NR

    Valor de azul de metileno (material dimenso inferior a

    75 m), mximoAFNOR 18-592 - 1,5

    CBR 95 % compactao relativa

    (Proctor Modificado), mnimoLNEC E198 % 20

    Expansibilidade (ensaio CBR), mxima NF P94-078 % 1,5

    NR No Requerido.

    Quadro A.6 - Camadas no ligadas - Requisitos/Propriedades dos agregados naturais

    (NP EN 13242)

    Requisitos / Propriedades Ref. normativa Unid.

    Camada de sub-base

    Camada de base

    Camada de regularizao

    Camada de regularizao, enchimento de

    bermas

    ABGE ABGE

    Agregado fino,

    assentamento calada

    ABGE

    Forma do agregado grosso - ndice de achatamento

    NP EN933-3 % FI35 FI30 NA 30

    (a)

    Percentagem de partculas esmagadas ou partidas e de

    partculas totalmente roladas nos agregados grossos

    NP EN933-5 % C90/3 NA C90/3

    Cmara Municipal da Marinha Grande 19

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Qualidade dos finos - Valor de equivalente de areia, mnimo e Valor do ensaio de azul de

    metileno, mximo

    NP EN933-8,NP EN933-9

    %g/kg (a) (b) (a) (a)

    Resistncia fragmentao do agregado grosso, coeficiente

    Los Angeles

    NP EN1097-2 % LA45 LA40

    NA

    LA40

    Resistncia ao desgaste por atrito do agregado grosso, coeficiente micro-Deval

    NP EN1097-1 % MDE35 MDE25 MDE25

    Massa volmica das partculas

    NP EN1097-6 Mg/m

    3

    A declararAbsoro de gua NP EN1097-6 %

    "Sonnenbrand" do basalto

    NP EN1367-3 eNP EN1097-2

    %

    Em caso de dvida, onde existam indcios

    de "Sonnenbrand", perda de massa aps a ebulio 1 e SBLA

    8

    NA

    Em caso de dvida, onde

    existam indcios de

    "Sonnenbrand", perda de massa aps a ebulio 1 e SBLA 8

    Resistncia ao gelo e ao degelo, valor de absoro de gua como ensaio de triagem

    e valor do sulfato de magnsio

    NP EN1097-6

    eNP EN1367-2

    %

    Se a absoro de gua for superior a WA242,

    ento o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em MS35

    Se a absoro de gua for superior a WA240,5,

    ento o valor do sulfato de

    magnsio deve estar

    enquadrado em MS35

    Se a absoro de gua for

    superior a WA242, ento o valor do sulfato

    de magnsio deve estar

    enquadrado em MS35

    NA - No Aplicvel(a) Se a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm for inferior a 3 % os finos podem ser considerados no prejudiciais. Se o teor total de finos for superior a 3 %, ento SE 40. Caso SE

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    caladaDesignao

    agregado/mistura

    NP EN 13242EN 13285 - Mistura 0/31,5

    Agregado fino 0/4 Mistura 0/31,5

    Teor de finos NP EN 13242, NP EN 933-1

    %

    NA f10 NA

    Contedo de finos, mximo NP EN 13285,

    NP EN 933-1

    UF7 NA UF7

    Contedo de finos, mnimo LF2 NA LF2

    Sobretamanhos OC80 NA OC80Curva

    granulomtricaNP EN 13242

    (GF)

    EN 13285 (GB)

    -

    GB GF85 GBDimenso dos

    peneiros de referncia

    Fuso granulomtrico - Percentagem acumulada de material passado

    40

    NP EN 13242

    EN 13285,

    NP EN 933-2

    mm

    100 - 10031,5 D 80-99 - D 80-9922,4 - - -16 A 63-77 - A 63-778 B 43-60 2D 100 B 43-60

    6,3 - - -5,6 - 1,4D 98-100 -4 C 30-52 85-99 C 30-522 E 23-40 Ra 70-98 E 23-401 F 14-35 Ra 46-75 F 14-35

    0,5 G 10-30 Ra 20-50 G 10-300,25 - Ra 9-27 -0,125 - Ra 4-13 -0,063 2-7 1-10 2-7

    D - Abertura do peneiro superior que pode reter material, em milmetrosA, B, C, E, F G - Peneiros para a granulometria, de acordo com EN 13285, seco 4.4.1Ra - Requisito adicional

    A.3 - Materiais para camadas de misturas betuminosas a quente

    1. Materiais

    Os Quadros A.9, A.12 e A.15 especificam os requisitos granulomtricos dos agregados das

    misturas betuminosas a quente. Tais requisitos so definidos de acordo com:

    As disposies constantes da NP EN 13043, caso se tratem de agregados a utilizar nas

    camadas de misturas betuminosas a quente. Nestes casos, os agregados so definidos em

    termos das suas dimenses, usando as designaes d/D. especificada uma categoria

    para a granulometria e so cumpridos os requisitos gerais indicados na NP EN 13242

    para os peneiros 2D, 1,4D, D, d e d/2, quando aplicvel. Com vista ao melhor

    Cmara Municipal da Marinha Grande 21

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    enquadramento do produto na respectiva utilizao prevista, so igualmente

    especificados requisitos adicionais para a percentagem de passados nos peneiros

    indicados;

    As disposies constantes da EN 13108-1 Bituminous mixtures- Material specifications-

    Part 1: Asphalt concrete, aplicvel a misturas do grupo beto betuminoso. Os fusos

    granulomtricos tm em considerao os peneiros da Srie Base mais a Srie 2

    indicados na NP EN 13043 e so os que melhor se adaptam s misturas produzidas em

    Portugal. Todos os fusos tm em considerao os seguintes peneiros: 1,4D, D, peneiro

    caracterstico intermdio, peneiro extra opcional, 2 mm, peneiro caracterstico

    intermdio, peneiro extra opcional e 0,063 mm;

    Os Quadros A.10, A.13 e A.16 especificam os requisitos dos agregados para camadas de

    misturas betuminosas a quente com caractersticas de base, regularizao, e desgaste,

    respectivamente. Tais requisitos so definidos de acordo com as disposies constantes na

    Norma Portuguesa NP EN 13043, aplicvel aos agregados obtidos a partir do processamento de

    materiais naturais para utilizao em misturas betuminosas. Para alm das exigncias da NP EN

    13043, a composio granulomtrica das misturas betuminosas tem que ser obtida, no mnimo,

    a partir de trs fraces granulomtricas distintas.

    O fler deve cumprir os requisitos especificados no item A.1-2.

    O ligante deve cumprir os requisitos especificados no item A.1-3.

    2. Misturas betuminosas

    O actual acervo normativo Europeu inclui um conjunto de Normas Europeias que definem

    requisitos para as misturas betuminosas fabricadas a quente - 8 partes da srie 13108, cujas

    propriedades so caracterizadas pelos respectivos mtodos de ensaio descritos na srie 12697

    (43 partes).

    As Normas Portuguesas NP EN 13108-20 Misturas betuminosas Especificaes dos materiais

    - Parte 20:Ensaios de Tipo e NP EN 13108-21 Misturas betuminosas Especificaes dos

    materiais - Parte 21: Controlo da Produo em Fbrica so parte integrante do sistema de

    avaliao da conformidade das misturas betuminosas.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 22

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    O presente Caderno de Encargos abrange as misturas betuminosas fabricadas a quente

    especificadas na Norma da srie 13108: EN 13108-1 Bituminous mixtures- Material

    specifications- Part 1: Asphalt concrete.

    2.1 - Misturas betuminosas do grupo do beto betuminoso

    A Norma Europeia EN 13108-1 especifica os requisitos para as misturas betuminosas do grupo

    do beto betuminoso, produzidas a quente, e deve ser utilizada em conjunto com as NP EN

    13108-20 e NP EN 13108-21.

    Esto abrangidas pelo presente Caderno de Encargos um conjunto de misturas betuminosas

    includas no grupo do beto betuminoso, cujos requisitos se baseiam na abordagem emprica

    definida na EN 13108-1, em termos de receitas de composio e de requisitos para os materiais

    constituintes em associao com requisitos adicionais baseados em ensaios relacionados com o

    desempenho.

    O conjunto de misturas betuminosas acima referido est descriminado no Quadro A.8, o qual

    inclui a nova designao para as misturas betuminosas de acordo com a EN 13108-1 e uma

    comparao com a designao adoptada no Caderno de Encargos de 1998.

    A nova designao europeia para as misturas betuminosas pode conduzir mesma designao

    para misturas betuminosas distintas, pelo que foram adicionadas siglas correspondentes ao tipo

    de mistura em causa.

    Inclui-se o seguinte exemplo para a designao do macadame betuminoso, fuso A, a aplicar em

    camada de base, produzida com um betume de gama de penetrao 35/50 (EN 12591) e com

    um agregado cuja abertura do peneiro superior igual a 20 mm: AC20 base 35/50 (MB),

    sendo que as siglas MB so as iniciais da designao da mistura em Portugus (Macadame

    Betuminoso).

    Quadro A.8 - Designao das misturas betuminosas

    Camada

    Base Regularizao Desgaste

    Cmara Municipal da Marinha Grande 23

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Designao anterior

    Macadame Betuminoso Fuso A

    Macadame Betuminoso Fuso A

    Mistura Betuminosa Densa Beto Betuminoso

    Designao actual AC 20 Base ligante (MB)AC20 reg ligante

    (MB)AC 20 reg ligante

    (MBD)AC 14 surf ligante

    (BB)AC designao do produto, cujo termo em ingls Asphalt Concrete;ligante classe a definir ;base referente camada de base, cujo termo em ingls similar base course;reg referente camada de regularizao, cujo termo em ingls regulating course, de espessura varivel;surf referente camada de desgaste, cujo termo em ingls surface course.

    A camada de regularizao pode ser de espessura varivel ou constante e no caso de a espessura

    ser constante pode designar-se por camada de ligao (AC 20 bin ligante (MB)) ou (AC 20 bin

    ligante (MBD)), de acordo com o novo acervo normativo.

    3. Tipos de aplicao

    As misturas betuminosas indicadas em 2.1, so aplicveis em camadas do pavimento com

    caractersticas de base, regularizao e desgaste, consoante o tipo de mistura. Estas camadas

    abrangem as seguintes rubricas:

    A.3.1 - Camada de base

    A.3.2 - Camada de regularizao

    A.3.3 - Camada de desgasteA.3.1 - Camada de base

    As misturas betuminosas, a quente, a aplicar em camadas com caractersticas de base tm a

    designao, AC 20 base ligante (MB).

    O Quadro A.9 especifica os requisitos dos fusos granulomtricos para as misturas betuminosas

    a aplicar em camadas com caractersticas de base.

    Quadro A.9 - Camada de base - Requisitos dos fusos granulomtricos

    Camada de Base

    Tipo de Mistura AC20 base (MB)

    Peneiros Srie Base + Srie 2 Unidade Percentagem acumulada de material passado

    40 mm - -31,5 1,4D 100

    Cmara Municipal da Marinha Grande 24

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    20 D 90-100

    16 - -

    14 - -

    12,5 (c1) 57-86

    10 - -

    6,3 - -

    4 (o1) 34-49

    2 2 26-41

    1 - -

    0,5 (c2) 12-26

    0,125 (c2) 4-14

    0,063 0,063 2-7

    Referncia normativa EN 13108-1 e NP EN 13043D - abertura do peneiro superior que pode reter material, em milmetros(c1) peneiro caracterstico intermdio, entre D e 2 milmetros(o1) peneiro extra opcional entre D e 2 milmetros(c2) peneiro caracterstico intermdio, entre 2 e 0,063 milmetros(o2) peneiro extra opcional entre 2 e 0,063 milmetros

    O Quadro A.10 especifica os requisitos dos agregados para camadas betuminosas com

    caractersticas de base.

    Quadro A.10 - Camada de base -Requisitos/Propriedades dos agregados (NP EN 13043)

    Camada de base

    Cdigo do Ensaio Requisitos/Propriedades Referncia normativa Unid.

    Tipo de misturaAC 20 base (MB)

    MB, MBFQualidad

    e dos finos

    3%-10% (a)

    NP EN 933-9 g/kg

    MBF10

    >10% (b)Satisfazer os requisitos

    aplicveis aos fleres, de acordo com o especificado no Quadro

    A.2.

    FI Forma do agregado grosso - ndice de achatamento NP EN 933-3 - FI30

    CPercentagens de superfcies esmagadas e partidas nos agregados grossos

    NP EN 933-5 % C100/0

    LAResistncia fragmentao do agregado grosso, coeficiente Los Angeles

    NP EN 1097-2 (seco 5) % LA40

    MDE Resistncia ao desgaste por atrito do agregado grosso, coeficiente micro-Deval

    NP EN 1097-1 % MDE25

    Cmara Municipal da Marinha Grande 25

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    ssd, WA24Massa volmica das partculas NP EN 1097-6 Mg/m

    3 A declarar

    ssd, WA24 Absoro de gua NP EN 1097-6 % 2

    b Baridade NP EN 1097-3 Mg/m3 A declarar

    Resistncia ao gelo e ao degelo [valor de absoro de gua (wa) como ensaio de triagem e valor do sulfato de magnsio (MS)] ( c)

    NP EN 1097-6 NP EN 1367-2 %

    Se WA >2, o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em MS35

    Resistncia ao choque trmico

    NP EN 1367-5 NP EN 1097-2 (seco 5) % A declarar

    AabAfinidade dos agregados grossos aos ligantes betuminosos

    EN 12697-11 - A declarar (d)

    SLA "Sonnenbrand" do basalto ( e) NP EN 1367-3 NP EN 1097-2 (seco 5) %Perda de massa aps a ebulio

    1 e SBLA 8(a) - Quando a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm no agregado fino, estiver compreendido entre 3% e 10%, em massa, deve ser avaliada a nocividade dos finos da fraco 0/0,125 mm e o valor do ensaio de azul de metileno deve estar enquadrado na categoria MBF10.(b) - Se a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm for superior a 10 % (em massa), os finos devem cumprir os requisitos aplicveis aos fleres, de acordo com o especificado no Quadro A.2.(c) - Para agregados susceptveis de degradao pela aco do gelo-degelo, expostos a ambientes sujeitos ao gelo e ao degelo, a situaes de humidade elevada ou gua do mar, o ensaio de absoro de gua deve ser utilizado como ensaio de triagem. Se a absoro de gua no for superior ao valor especificado na categoria WA242 o agregado deve ser considerado como resistente ao gelo-degelo. Se a absoro de gua for superior a WA242, ento o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em MS35.(d) - A utilizao de seixo britado condicionada ao emprego de um aditivo no betume, de modo a garantir a adequada adesividade ao ligante betuminoso.(e) - Em caso de dvida, onde existam indcios de "Sonnenbrand".O Quadro A.11 especifica os requisitos da mistura betuminosa para camadas betuminosas com

    caractersticas de base.

    Quadro A.11- Camada de base - Requisitos/Propriedades

    Camada de base

    Cdigo do ensaio Requisitos/Propriedades

    Ref.normativa Condies especficas de ensaio Unid.

    Tipo de mistura

    AC 20 base (MB)

    MCaractersticasMarshall

    Estabilid.,m.

    EN 12697-34

    Moldagem dos provetes: EN 12697-30 75 pancadas

    KN Smax15 (a)

    Estabilid.,mn. KN Smim7,5Deform., mx. mm F4Deform., mn. mm F2Quoc. Marshall, mn.

    KN/mm Qmin2

    VMA Vazios na mistura de agregados (VMA), mn.

    EN 12697-8

    EN 12697-8 Calculada com base na baridade mxima terica (b) -

    determinada segundo a EN 12697-5, procedimento A, em gua e na

    baridade (c) determinada segundo a EN 12697-6, procedimento B,

    % VMAmin14

    Cmara Municipal da Marinha Grande 26

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    provete saturado com a superfcie seca

    Vm Porosidade, Vm EN 12697-8

    EN 12697-8 Calculada com base na baridade mxima terica (b) -

    determinada segundo a EN 12697-5, procedimento A, em gua e na

    baridade (c) determinada segundo a EN 12697-6, procedimento B,

    provete saturado com a superfcie seca

    % Vmin3,0- Vmax6

    Relao ponderal de filer /ligante - Estudo de formulao (item B.2.2) % Item A.1-2

    IRCndice de Resistncia Conservada (IRC) em ensaios de compresso Marshall, mn.

    MIL-STD-620A

    Moldagem dos provetes: EN 12697-30 75 pancadas % 80

    B % de ligante, mn. - - % Bmin3,5 (d)

    ITSR Sensibilidade gua, ITSR EN 12697-12

    Moldagem dos provetes: EN 12697-30 75 pancadas,

    temperatura do ensaio: 15.C% Categoria a declarar

    (a) Para granitides e agregados provenientes de rochas com predominncia de slica na sua composio a estabilidade mxima dever ser 21 kN.(b) - Calculada para a percentagem ptima de ligante da mistura em estudo.(c) - Para a moldagem dos provetes utilizado o compactador de impacto com 75 pancadas, de acordo com a norma EN 12697-30, temperatura de compactao para a qual, a viscosidade do ligante a empregar na mistura, se situe entre 28030 Cst.(d) - Este valor corresponde menor percentagem de betume a utilizar no fabrico da mistura betuminosa - a considerar para ponto de partida do ensaio Marshall - a partir da qual sero fabricadas mais 4 misturas betuminosas, com cinco percentagens de betume.

    A.3.2 Camada de regularizao

    O Quadro A.12 especifica os requisitos dos fusos granulomtricos para as misturas betuminosas

    a aplicar em camadas com caractersticas de regularizao:

    AC 20 reg ligante (MB)

    C 20 reg ligante (MBD).

    Quadro A.12 - Camada de regularizao - Requisitos dos fusos granulomtricos

    Camada de regularizao

    Tipo de mistura AC 20 reg (MB) AC 20 reg (MBD)

    Peneiros Srie Base + Srie 2 Unidade Percentagem acumulada do material passado

    31,5 mm 1,4D 100 1,4D 100

    Cmara Municipal da Marinha Grande 27

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    20 D 90 - 100 D 90 - 100

    16 - -

    14 - -

    12,5 (c1) 57 - 86 -

    10 - (c1) 67 - 80

    8 - -

    6,3 - -

    5,6 - -

    4 (o1) 34 - 49 (o1) 42 - 57

    2 2 26 - 41 2 32 - 46

    1 - -

    0,5 (c2) 12-26 (c2) 18 - 29

    0,25 - -

    0,125 (o2) 4-14 (o2) 7 - 14

    0,063 0,063 2-7 0,063 5 - 9Referncia normativa EN 13108-1 e NP EN 13043

    D - abertura do peneiro superior que pode reter material, em milmetros.(c1) peneiro caracterstico intermdio, entre D e 2 milmetros.(o1) peneiro extra opcional entre D e 2 milmetros.(c2) peneiro caracterstico intermdio, entre 2 e 0,063 milmetros.(o2) peneiro extra opcional entre 2 e 0,063 milmetros.

    O Quadro A.13 especifica os requisitos dos agregados para camadas betuminosas com

    caractersticas de regularizao.

    Quadro A.13 - Camada de regularizao - Requisitos/Propriedades dos agregados

    (NP EN 13043)

    Camada de regularizao

    Cdigo do

    EnsaioRequisitos/Propriedades Ref.normativa Unid.

    Tipo de misturaAC 20 base

    (MB)AC 20 base

    (MBD)

    MB, MBF

    Qualidade dos finos

    3%-10% (a)

    NP EN 933-9 g/Kg

    MBF10

    >10% (b)Satisfazer os requisitos aplicveis aos

    fleres, de acordo com o especificado no Quadro A.2

    FI Forma do agregado grosso - ndice de achatamento NP EN 933-3 - FI25

    Cmara Municipal da Marinha Grande 28

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    CPercentagens de superfcies esmagadas e partidas nos agregados grossos

    NP EN 933-5 % C100/0

    LAResistncia fragmentao do agregado grosso, coeficiente Los Angeles

    NP EN 1097-2 seco 5 % 35

    (c)

    MDEResistncia ao desgaste por atrito do agregado grosso, coeficiente micro-Deval

    NP EN 1097-1 % MDE20

    ssd, WA24

    Massa volmica das partculas NP EN 1097-6 Mg/m3 A declarar

    ssd, WA24

    Absoro de gua NP EN 1097-6 % 2

    b Baridade NP EN 1097-3 Mg/m3 A declarar

    Resistncia ao gelo e ao degelo [valor de absoro de gua (wa) como ensaio de triagem e valor do sulfato de magnsio (MS)] (d)

    NP EN 1097-6 NP EN 1367-2 %

    Se WA> 2, o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em

    MS35

    Resistncia ao choque trmicoNP EN 1367-5, NP EN 1097-2

    seco 5- A declarar

    Aab Afinidade dos agregados grossos aos ligantes betuminosos EN 12697-11 - A declarar (e)

    SLA "Sonnenbrand" do basalto (f)NP EN 1367-3 NP EN 1097-2

    seco 5% Perda de massa aps a ebulio 1 e SBLA 8

    Notas do Quadro A.13: Camada de regularizao - Requisitos/Propriedades dos agregados

    (a) - Quando a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm no agregado fino, estiver compreendido entre 3% e 10%, em massa, deve ser avaliada a nocividade dos finos da fraco 0/0,125 mm e o valor do ensaio de azul de metileno deve estar enquadrado na categoria MBF10.

    (b) - Se a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm for superior a 10 % (em massa), os finos devem cumprir os requisitos aplicveis aos fleres, de acordo com o especificado no Quadro A.2.(c) - Como a Norma NP EN 13043 no possui a categoria LA35 indicado o valor requerido.(d) - Para agregados susceptveis de degradao pela aco do gelo-degelo, expostos a ambientes sujeitos ao gelo e ao degelo, a situaes de humidade elevada ou gua do mar, o ensaio de absoro de gua deve ser utilizado como ensaio de triagem. Se a absoro de gua no for superior ao valor especificado na categoria WA242 ou Wcm0,5 o agregado deve ser considerado como resistente ao gelo-degelo. Se a absoro de gua for superior a WA242 ou Wcm0,5, ento o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em MS.

    (e) - A utilizao de seixo britado condicionada ao emprego de um aditivo no betume, de modo a garantir a adequada adesividade ao ligante betuminoso.(f) - Em caso de dvida, onde existam indcios de "Sonnenbrand".

    O Quadro A.14 especifica os requisitos da mistura betuminosa para camadas betuminosas com

    caractersticas de regularizao.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 29

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Quadro A.14 - Camada de regularizao - Requisitos/Propriedades

    Camada de regularizao

    Cdigo do

    ensaioRequisitos/Propriedades Referncia normativa

    Condies especficasde ensaio

    Unid.Tipo de mistura

    AC 20 base (MB)

    AC 20 base (MBD)

    M CaractersticasMarshall

    Estabilidade, mx.

    EN 12697-34

    Moldagem dos provetes: EN 12697-3075 pancadas

    KN Smax15 (a)

    Estabilidade, mn. KN

    Smn7,5

    Deformao, mx. mm F4

    Deformao, mn. mm F2

    Quociente Marshall

    KN/mm Qmin2 Qmn2,5

    VMA Vazios na mistura de agregados (VMA), mn. EN 12697-8 (b) % VMAmin14

    Vm Porosidade, Vm E N 12697-8 (b) % Vmin3,0-Vmax6

    Relao ponderal de filer/ligante -

    Estudo de formulao (item B.2.2)

    % Item A.1-2

    % de ligante, mn. - - % Bmin3,5 (c) Bmin4,0 (c)

    ITSR Sensibilidade gua, ITSR EN 12697-12 (d) % Categoria a declarar

    Notas do Quadro A.14: Camada de regularizao - Requisitos/Propriedades dos agregados

    (a) - Para granitides e agregados provenientes de rochas com predominncia de slica na sua composio a estabilidade mxima dever ser 21 kN.

    (b) - Calculada com base na baridade mxima terica (calculada para a percentagem ptima de ligante da mistura em estudo), determinada segundo a EN 12697-5, procedimento A, em gua e na baridade determinada segundo a EN 12697-6, procedimento B, provete saturado com a superfcie seca, utilizando para a moldagem dos provetes o compactador de impacto com 75 pancadas, de acordo com a norma EN 12697-30, temperatura de compactao para a qual, a viscosidade do ligante a empregar na mistura, se situe entre 28030 Cst.

    (c) - Este valor corresponde menor percentagem de betume a utilizar no fabrico da mistura betuminosa - a considerar para ponto de partida do ensaio Marshall - a partir da qual sero fabricadas mais 4 misturas betuminosas, com cinco percentagens de betume, com incrementos sucessivos de 0,5 % de betume.

    (d) Para a moldagem dos provetes utilizado o compactador de impacto com 75 pancadas, de acordo com a norma EN 12697-30. A temperatura do ensaio de 15 C.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 30

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    A.3.3 - Camada de desgaste

    As misturas betuminosas, a quente, a aplicar em camadas com caractersticas de desgaste tm a

    seguinte designao:

    AC 14 surf ligante (BB)

    O Quadro A.15 especifica os requisitos dos fusos granulomtricos para as misturas betuminosas

    a aplicar em camadas com caractersticas de desgaste.

    Quadro A.15 - Camada de desgaste - Requisitos dos fusos granulomtricos

    Camada de desgaste

    Tipo de mistura AC 14 surf(BB)Abertura das malhas dos

    peneirosSrie Base+ Srie 2

    Uni Percentagem acumulada do material passado

    31,5 mm -25 -20 1,4D 10016 -14 D 90 - 100

    12,5 -10 (c1) 67 - 778 -

    6,3 -4 (o1) 40 - 522 2 25 - 40

    Cmara Municipal da Marinha Grande 31

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    1 -0,5 (c2) 11 - 190,25 -0,125 (o2) 6 - 100,063 0,063 5 - 8

    Curva granulomtrica -Referncia normativa EN 13108-1 e NP EN 13043

    D - abertura do peneiro superior que pode reter material, em milmetros(c1) peneiro caracterstico intermdio, entre D e 2 milmetros(o1) peneiro extra opcional entre D e 2 milmetros(c2) peneiro caracterstico intermdio, entre 2 e 0,063 milmetros(o2) peneiro extra opcional entre 2 e 0,063 milmetros

    O Quadro A.16 especifica os requisitos dos agregados para camadas betuminosas com

    caractersticas de desgaste de acordo com a NP EN 13043.

    Quadro A.16 - Camada de desgaste - Requisitos/Propriedades dos agregados

    Camada de desgaste

    Cdigo do ensaio Requisitos/Propriedades

    Referncia normativa Unidade

    Tipo de misturaAC 14

    surf (BB)

    MB, MBF

    Qualidade dos finos

    3%-10% (a)

    NP EN 933-9 g/Kg

    MBF10

    >10% (b)Satisfazer os requisitos aplicveis

    aos fleres, de acordo com o especificado no Quadro A.2.

    FI Forma do agregado grosso ndice deachatamento NP EN 933-3 - FI20

    C Percentagens de superfcies esmagadas e partidas nos agregados grossos NP EN 933-5 % C100/0

    LA Resistncia fragmentao do agregado grosso, coeficiente Los AngelesNP EN 1097-2

    seco 5 % LA20 ( c)

    MDEResistncia ao desgaste por atrito do agregado grosso, coeficiente micro-Deval

    NP EN 1097-1 % MDE15

    PSV Resistncia ao polimento do agregado grosso para camadas de desgaste NPEN 1097-8 % PSV50

    ssd, WA24 Massa volmica das partculas NP EN 1097-6 Mg/m3 A declarar

    Cmara Municipal da Marinha Grande 32

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    ssd, WA24 Absoro de gua NP EN 1097-6 % 1

    b Baridade NP EN1097-3 Mg/m3 A declarar

    Resistncia ao gelo e ao degelo [valor de absoro de gua (wa) como ensaio de triagem e valor do sulfatode magnsio (MS)](d)

    NP EN 1097-6NP EN 1367-2 %

    Se WA > 2, o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado

    em MS35

    Resistncia ao choque trmicoNP EN 1367-5NP EN 1097-2seco 5

    %A declarar

    Aab Afinidade dos agregados grossos aos ligantes betuminosos EN 12697-11 -

    SLA Sonnenbrand do basalto ( e)NP EN1367-3NP EN1097-2seco 5

    % Perda de massa aps a ebulio 1 e SBLA 8

    (a) - Quando a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm no agregado fino, estiver compreendido entre 3% e 10%, em massa, deve ser avaliada a nocividade dos finos da fraco 0/0,125 mm e o valor do ensaio de azul de metileno deve estar enquadrado na categoria MBF10.(b) - Se a percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm for superior a 10 % (em massa), os finos devem cumprir os requisitos aplicveis aos fleres, de acordo com o especificado no Quadro A.2.(c) - Para rochas granitides (de acordo com nomenclatura indicada na descrio petrogrfica simplificada): LA30(d) - Para agregados susceptveis de degradao pela aco do gelo-degelo, expostos a ambientes sujeitos ao gelo e ao degelo, a situaes de humidade elevada ou gua do mar, o ensaio de absoro de gua deve ser utilizado como ensaio de triagem. Se a absoro de gua no for superior ao valor especificado na categoria WA242 o agregado deve ser considerado como resistente ao gelo-degelo. Se a absoro de gua for superior a WA 242, ento o valor do sulfato de magnsio deve estar enquadrado em MS35.(e) - Em caso de dvida, onde existam indcios de Sonnenbrand.NOTA: No ser permitida a utilizao de seixo em camadas de desgaste.O Quadro A.17 especifica os requisitos da mistura betuminosa para camadas betuminosas com

    caractersticas de desgaste.

    Quadro A.17 - Camada de desgaste - Requisitos/Propriedades

    Camada de desgaste

    Cdigo do

    ensaio

    Requisitos/Propriedades

    Referncia normativa

    Condies especficas deensaio Uni

    AC 14 Surf (BB)

    M Caracterst.Marshall

    Estabilidade,mx.

    EN 12697- 34Moldagem dos provetes:

    EN 12697-3075 pancadas

    KN Smax15 (a)

    Estabilidade,mn. KN Smim7,5

    Deformao,mx. mm F4

    Deformao,mn. mm F2

    QuocienteMarshall

    KN/mm Qmin3

    VMA Vazios na mistura deagregados (VMA), mn. EN 12697-8 (b) % VMAmin14

    Cmara Municipal da Marinha Grande 33

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Vm Porosidade, Vm EN 12697- 8 (b) % Vmin3,0-Vmax5

    Relao ponderal de filer/ligante - Estudo de formulao (item B.2.2) % Item A.1-2

    % de ligante, mn. - - % Bmin4,0 (c)

    ITSR Sensibilidade gua, ITSR, mn EN 12697- 12Moldagem dos provetes: EN

    12697-30 75 pancadas, temperatura do ensaio: 15 C

    % Categoria a declarar

    (a) - Para granitides e agregados provenientes de rochas com predominncia de slica na sua composio a estabilidade mxima dever ser 21 kN.

    (b) - Calculada com base na baridade mxima terica (calculada para a percentagem ptima de ligante da mistura em estudo), determinada segundo a EN 12697-5, procedimento A, em gua e na baridade determinada segundo a EN 12697-6, procedimento B, provete saturado com a superfcie seca, utilizando para a moldagem dos provetes o compactador de impacto com 75 pancadas, de acordo com a norma EN 12697-30, temperatura de compactao para a qual, a viscosidade do ligante a empregar na mistura, se situe entre 28030 Cst.

    (c) - Este valor corresponde menor percentagem de betume a utilizar no fabrico da mistura betuminosa - a considerar para ponto de partida do ensaio Marshall - a partir da qual sero fabricadas mais 4 misturas betuminosas, com cinco percentagens de betume, com incrementos sucessivos de 0,5 % de betume

    A.4 - Trabalhos especiais de pavimentao

    A.4.1 - Pavimentao de passeios, separadores ou ilhas direccionais, incluindo fundao

    A.4.1.1 - Em lajetas ou blocos de beto

    Os blocos de beto devero cumprir os requisitos constantes da Norma Europeia:

    EN 1338 Concrete paving blocks - Requirements and test methods

    As lajetas devero cumprir os requisitos constantes da Norma Europeia:

    EN 1339 Concrete paving flags - Requirements and test methods

    Os requisitos/propriedades aplicveis aos materiais constituintes do assentamento/fundao so

    especificados em A.2.

    A.4.1.2 - Em calada

    Cmara Municipal da Marinha Grande 34

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    O material fornecido dever estar de acordo com a Norma Europeia:

    EN 1342 - Slabs of natural stone for external paving Requirements and test methods

    A.4.2 - Enchimento e regularizao de bermas em solos seleccionados

    O Quadro A.5 especifica os requisitos/propriedades aplicveis aos solos com caractersticas de

    sub-base.

    A.5 - Prescries comuns a todos os materiais

    A.5.1 - Todos os materiais a empregar devem ser de fabrico nacional, e da melhor qualidade, s se aceitando o emprego de materiais estrangeiros quando tal no seja possvel.

    Devem ser acompanhados de certificados de origem e obedecer ainda a:

    - Sendo nacionais, s normas portuguesas, documentos de homologao de laboratrios oficiais, regulamentos em vigor e especificaes deste Caderno de Encargos.

    - Sendo estrangeiros, s normas e regulamentos em vigor nos pais de origem, caso no haja normas nacionais aplicveis.

    A.5.2 - Nenhum material pode ser aplicado na obra sem prvia autorizao da Fiscalizao

    A.5.3 - O empreiteiro, quando autorizado pela Fiscalizao, pode aplicar materiais diferentes dos previstos, se a estabilidade, aspecto, durao e conservao da obra no forem prejudicados e se no houver alterao para mais dos preos; esta autorizao no isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre o seu comportamento.

    A.5.4 - O facto de a Fiscalizao permitir o emprego de qualquer material no isenta o Empreiteiro da responsabilidade sobre o seu comportamento.

    A.5.5 - A Fiscalizao, poder, sempre que assim o entender, mandar proceder a ensaios de controlo de qualidade dos materiais, desde que sobre ela haja dvidas.

    Os encargos com esses ensaios sero da conta do Adjudicatrio.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 35

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    B - MTODOS CONSTRUTIVOS

    CONSIDERAES GERAIS

    Definio de lote

    Para efeitos de verificao de conformidade, a dimenso do lote a considerar deve ser a menor

    extenso que resulte da aplicao dos seguintes critrios:

    Quinhentos metros (500 m) de extenso de faixa;

    Trs mil e quinhentos metros quadrados (3500 m2) de faixa;

    A extenso construda numa semana.

    Devem ser tidas em considerao as frequncias de ensaio indicadas no anexo C.

    B.1 - Camadas no ligadas

    Este sub-captulo abrange as camadas com caractersticas de sub-base e base executadas com

    solos seleccionados ou materiais granulares britados (naturais), cujas caractersticas esto

    definidas no sub-captulo A.2 deste Caderno de Encargos.

    B.1.1 - Camadas em solos

    B.1.1.1 - Preparao da superfcie subjacente

    Antes da execuo da camada de sub-base do pavimento em solos seleccionados devem ser

    verificadas as condies em que se encontra a plataforma de apoio do pavimento - camada de

    leito do pavimento - nomeadamente o seu nivelamento e a sua capacidade de suporte. A

    superfcie da camada deve ser regular, com inclinaes transversais de 2,5% (em recta) e a

    definida no projecto (em curva). No deve apresentar irregularidades superiores a 2 cm quando

    verificadas com a rgua de 3 m.

    Para a execuo da camada de sub-base, na camada de leito do pavimento devero ser

    cumpridas as seguintes especificaes para a superfcie subjacente:

    Cmara Municipal da Marinha Grande 36

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    A compactao relativa, referida ao ensaio Proctor Modificado, no deve ser inferior a

    95%;

    A cota da camada, depois de compactada, ser a definida no projecto.

    B.1.1.2 - Disposies gerais para o estudo, fabrico, transporte, espalhamento e compactao

    1 - Estudo laboratorial

    Deve ser apresentado Fiscalizao para aprovao, pelo menos 30 dias antes do incio da

    aplicao em obra, um estudo de caracterizao laboratorial dos solos seleccionados que inclua

    a seguinte informao:

    Requisitos relativos aos solos seleccionados, conforme especificado na rubrica A.2;

    Curva granulomtrica de referncia;

    Valores da baridade seca mxima e do teor de gua ptimo de laboratrio, determinados

    pelo mtodo de ensaio de compactao Proctor, de acordo com a especificao

    LNEC E197.

    O relatrio de ensaio elaborado, incluindo a curva baridade seca/teor de gua, deve ser

    anexado ao estudo de caracterizao laboratorial a apresentar.

    2 - Explorao

    As zonas de explorao de solos de emprstimo sero submetidas previamente aprovao da

    Fiscalizao, independentemente das respectivas autorizaes passadas pelas entidades

    competentes com domnio sobre a rea em questo.

    A explorao de solos para camadas de sub-base recorrendo a solos da linha depender da

    autorizao expressa do Dono de Obra, sob proposta do Adjudicatrio. A explorao deve ser

    executada de forma a manter a homogeneidade do material extrado.

    A explorao dos solos dever ser efectuada de modo a garantir a drenagem natural das guas.

    O planeamento da explorao deve ser compatvel com as necessidades de colocao em obra,

    de modo a evitar o armazenamento intermdio de materiais. Uma vez concluda a explorao

    Cmara Municipal da Marinha Grande 37

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    do material, deve proceder-se modelao final do terreno, de acordo com o projecto de

    integrao paisagstico previamente aprovado.

    3 - Manuseamento e armazenamento

    O material deve ser armazenado de um modo controlado e os locais de armazenamento e os

    seus contedos devem estar devidamente identificados (origem e tipo de solo).

    Devem ser providenciadas as medidas necessrias para que a qualidade do material seja

    mantida durante o seu manuseamento e armazenamento, tendo em conta a eventual

    contaminao, a limpeza do equipamento e das reas de armazenamento e a correcta drenagem

    dos locais de armazenamento.

    4 - Transporte

    O transporte deve ser realizado por camies basculantes.

    5 - Espalhamento

    No espalhamento do material deve ser utilizada motoniveladora ou outro equipamento similar

    adequado, que permita uma modelao homognea da superfcie, prxima da forma definitiva

    da camada, e que a sua espessura, aps compactao, seja a prevista no projecto.

    conveniente que os materiais sejam espalhados de modo que a superfcie da camada fique

    com inclinao transversal, permitindo assim um rpido escoamento da gua em tempo de

    chuva.

    Se durante o espalhamento se formarem rodeiras ou vincos que no possam ser facilmente

    eliminados por cilindramento, deve proceder-se escarificao e homogeneizao da camada e

    posterior regularizao da sua superfcie.

    6 Compactao

    Cmara Municipal da Marinha Grande 38

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Antes da compactao deve ser verificado o teor de gua do material e, caso se justifique, deve

    proceder-se sua correco. O teor de gua deve ser to prximo quanto possvel do teor em

    gua ptimo (o) definido pelo Proctor Modificado, podendo variar entre (o-2 %) e (o+2 %).

    Se o teor de gua for excessivo a camada deve ser escarificada de modo a facilitar a sua

    secagem ou, caso contrrio, deve proceder-se a uma distribuio uniforme e rpida de gua,

    empregando-se para tal carros tanques de presso cujo jacto dever cobrir a largura total da rea

    a tratar.

    A compactao da camada deve ser efectuada por cilindro vibrador. No deve circular qualquer

    tipo de trfego sobre a camada de sub-base enquanto no estiver concluda a compactao,

    excepto em situaes excepcionais devidamente justificadas e autorizadas pela Fiscalizao.

    Nesses casos, o trfego dever operar em toda a largura da camada. A compactao relativa,

    referida ao ensaio Proctor Modificado, no deve ser inferior a 95%. O acabamento final da

    camada deve permitir obter uma superfcie lisa e uniforme, isenta de planos superficiais de

    compactao ou material solto.

    7 Regularidade da superfcie acabada

    A superfcie da camada deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas, ondulaes ou material solto,

    no podendo, em qualquer ponto, apresentar diferenas superiores a 3,0 cm, em relao aos

    perfis transversais e longitudinais estabelecidos, nem apresentar irregularidades superiores a 2

    cm quando medidas com a rgua de 3 m

    8 Espessura da camada

    A espessura da camada, depois de compactada, ser a definida no projecto. No caso de se

    obterem espessuras inferiores s fixadas, no ser permitida a construo de camadas delgadas

    a fim de se obter a espessura projectada. Proceder-se- escarificao total da camada e

    adio do material necessrio antes de ser compactado. No entanto, se a Fiscalizao assim o

    entender, poder aceitar que a compensao da espessura desta camada seja feita por aumento

    equivalente de espessura na seguinte.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 39

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    B.1.2 - Camadas em materiais granulares britados (naturais)

    B.1.2.1 - Preparao da superfcie subjacente

    Antes da execuo da camada de sub-base do pavimento em materiais granulares britados

    devem ser verificadas as condies em que se encontra a plataforma de apoio do pavimento -

    camada de leito do pavimento de acordo com o especificado em B.1.1.1.

    B.1.2.2 - Disposies gerais para o estudo, fabrico, transporte, espalhamento e compactao

    1 - Estudo laboratorial

    Deve ser apresentado Fiscalizao para aprovao, pelo menos 30 dias antes do incio da

    aplicao em obra, um estudo laboratorial da mistura agregados britados naturais e reciclados

    que inclua a seguinte informao:

    Requisitos relativos mistura de agregados, conforme especificado na rubrica A.2;

    Designao da mistura, incluindo a sua origem;

    Contedo mximo e mnimo de finos e percentagem de material que passa no peneiro

    superior D (sobretamanhos), enquadrados nos valores especificados no Quadro A.7;

    Curva granulomtrica de referncia (frmula da mistura), compreendida no fuso

    granulomtrico definido no Quadro A.7;

    Valores da baridade seca e do teor de gua ptimo de laboratrio, determinados pelo

    mtodo de ensaio de compactao Proctor, de acordo com a EN 13286-2;

    Considerando os requisitos granulomtricos pretendidos para a mistura granular a aplicar nas

    camadas de sub-base e base, deve ser utilizado o mtodo de compactao Proctor modificado

    com o martelo de 4,5 kg (tipo B) e o molde de 150 mm (tipo B).

    Os requisitos gerais e de amostragem necessrios determinao da baridade e do teor de gua

    esto definidos na EN 13286-1.

    Deve ser considerada uma correco ao valor da baridade seca, tendo em conta as partculas

    retidas no peneiro de 31,5 mm, de acordo com as indicaes dadas na EN 13286-2, Anexo C.

    Cmara Municipal da Marinha Grande 40

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    O relatrio de ensaio elaborado de acordo com a EN 13286-2, incluindo a informao opcional,

    deve ser anexa do ao estudo de caracterizao laboratorial a apresentar.

    2 Produo

    2.1 - Identificao e controlo da produo

    Os materiais constituintes da mistura devem estar devidamente identificados e controlados.

    Devem existir procedimentos para manter e regular o equipamento de produo, inspeco ou

    de ensaio de materiais amostrados durante a produo ou para quando seja necessrio modificar

    o processo de produo em situaes que se justifique, como em caso de mau tempo, etc.

    2.2 Instalaes de britagem

    As instalaes de britagem devem estar devidamente equipadas para que sejam cumpridos os

    requisitos especificados para os materiais neste Caderno de Encargos.

    2.3 Controlo de qualidade e tolerncias na produo

    Para as camadas de sub-base e base e relativamente mistura 0/31,5, devem ser cumpridos as

    seguintes tolerncias indicadas no Quadro B.1, no que respeita granulometria dos lotes

    individuais.

    Quadro B.1 - Tolerncias para a granulometria dos lotes individuais para a mistura 0/31,5

    Cmara Municipal da Marinha Grande 41

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Peneiros Unidade Amostras individuaisTolerncia sobre a frmula da mistura

    40 1,4 D % -231,5 D % 316 A % 88 B % 84 C % 82 E % 71 F % 5

    0,5 G % 50,063 % 1

    Nota: A diferena entre as percentagens, em massa, de material passado pelos peneiros seleccionados deve estar compreendida:Diferena entre A e B (16 e 8 mm) e entre B e C (8 a 4 mm): 10-25;Diferena entre C e E (4 e 2 mm): 7-20Diferena entre E e F (1 e 0,5 mm): 4-15D - Abertura do peneiro superior que pode reter material, em milmetrosA, B, C, E, F G Peneiros para a granulometria, de acordo com EN 13285, seco 4.4.1

    3 - Manuseamento e armazenamento

    Antes do incio do processo de fabrico e durante o perodo de execuo dos trabalhos,

    obrigatrio o armazenamento dos materiais necessrios produo estimada de 15 dias.

    O material deve ser armazenado de um modo controlado e os locais de armazenamento e os

    seus contedos devem estar devidamente identificados (designao da mistura, origem e tipo de

    agregado utilizado). No devem ser armazenados no mesmo depsito de materiais de origens e

    tipos diferentes.

    Devem ser providenciadas as medidas necessrias para que a qualidade do material seja

    mantida durante o seu manuseamento e armazenamento, tendo em conta a eventual

    contaminao e segregao do material, a limpeza do equipamento e das reas de

    armazenamento e a correcta drenagem dos locais de armazenamento.

    O armazenamento deve processar-se construindo um depsito com camadas de espessura no

    superior a 3,0 m e formando degraus nos bordos das camadas, de modo a evitar a formao de

    taludes contnuos. O material deve ser espalhado com tractor de rastos e ser depositado na

    Cmara Municipal da Marinha Grande 42

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    frente da camada. O carregamento para transporte deve ser feito frontalmente e com

    equipamento adequado. O material no deve ser armazenado em pilhas.

    O armazenamento ao longo da linha poder ser efectuado em situaes excepcionais, mediante

    a aprovao da Fiscalizao. Nesses casos, deve ser feito de acordo com as necessidades de

    aplicao, de modo a evitar operaes de carga e transporte complementares. A plataforma

    subjacente deve ser previamente preparada e aprovada pela Fiscalizao.

    4 - Transporte

    O transporte deve ser realizado por camies basculantes.

    Antes do transporte deve ser verificado o teor de gua do material. Se o material se encontrar

    excessivamente seco, deve ser feita a correco do teor de gua por rega da frente de

    carregamento.

    5 Espalhamento

    No espalhamento do material devem ser utilizadas motoniveladoras ou pavimentadoras

    adequadas, que permitam uma modelao homognea da superfcie, prxima da forma

    definitiva da camada, e que a sua espessura, aps compactao, seja a prevista no projecto.

    Se durante o espalhamento se formarem rodeiras ou vincos que no possam ser facilmente

    eliminados por cilindramento, deve proceder-se escarificao e homogeneizao da camada e

    posterior regularizao da sua superfcie.

    6 - Compactao

    A compactao da camada deve ser efectuada por cilindro vibrador, seguida da compactao

    com cilindros de pneus.

    Antes da compactao deve ser verificado o teor de gua do material e, caso se justifique, deve

    proceder-se sua correco. Se o teor de gua for excessivo a camada deve ser escarificada de

    modo a facilitar a sua secagem ou, caso contrrio, deve proceder-se a uma distribuio

    Cmara Municipal da Marinha Grande 43

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    uniforme e rpida de gua, empregando-se para tal carros tanques de presso cujo jacto dever

    cobrir a largura total da rea a tratar.

    B.1.2.3 - Especificaes para unidades terminadas

    Para as camadas de sub-base e base, devem ser cumpridas as seguintes especificaes:

    Regularidade da superfcie acabada - A superfcie da camada deve ficar lisa, uniforme

    isenta de fendas, de ondulaes ou material solto, no podendo, em qualquer ponto,

    apresentar diferenas superiores a 1,5 cm em relao aos perfis longitudinal e

    transversal estabelecidos, nem apresentar irregularidades superiores a 1 cm, no sentido

    longitudinal e 1,5 cm no sentido transversal, quando medidas com a rgua de 3 m. A

    camada deve apresentar-se perfeitamente estvel e bem compactada;

    Espessura da camada - A espessura de cada camada ser a indicada no projecto. No caso

    de se obterem espessuras inferiores s fixadas no projecto, no ser permitida a

    construo de camadas delgadas, a fim de se obter a espessura projectada. Proceder-se-

    escarificao total da camada e adio do material necessrio antes de ser

    compactado. No entanto, se a Fiscalizao o julgar conveniente, poder aceitar que a

    compensao de espessura seja realizada atravs do aumento de espessura da camada

    seguinte, determinado por forma a que sejam estruturalmente equivalentes os

    pavimentos projectado e executado;

    Compactao relativa - A compactao relativa, referida ao ensaio Proctor, no deve ser

    inferior a 95% e em pelo menos 95% dos valores medidos;

    Cota da camada - A cota da camada dever ser igual cota de projecto.

    Antes da execuo das camadas do pavimento sobrejacentes s camadas de sub-base e base, a

    Fiscalizao pode solicitar a execuo de ensaios de carga expeditos, por exemplo recorrendo

    passagem de um camio carregado e observando os efeitos, que permitam detectar eventuais

    zonas instveis.

    B.2 - Camadas de misturas betuminosas a quente

    Cmara Municipal da Marinha Grande 44

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    Este item refere-se execuo de camadas de base, regularizao e desgaste com misturas

    betuminosas a quente, cujas caractersticas satisfazem ao estipulado em A.3.1, A.3.2 e A.3.3,

    deste Caderno de Encargos.

    Tendo em vista o cumprimento da legislao constante do Decreto-Lei n. 4/2007, de 8 de

    Janeiro de 2007, devem ser entregues para todos os materiais constituintes da mistura

    betuminosa e para a prpria mistura, quando aplicvel, as declaraes de conformidade CE

    emitidas pelos fabricantes, os certificados de conformidade CE emitidos pelos organismos

    notificados, acompanhados das suas fichas de produto.

    B.2.1 - Preparao da superfcie subjacente

    A execuo das camadas de misturas betuminosas s dever ser iniciada aps a verificao da

    conformidade da camada subjacente de acordo com os critrios de aceitao especificados neste

    Caderno de Encargos para os diferentes tipos de camadas. As regas de impregnao e de

    colagem devero ser realizadas nas condies expressas neste Caderno de Encargos, no item

    B.3.

    B.2.2 - Disposies gerais para o estudo, produo, transporte, espalhamento e compactao

    1 - Estudo de composio

    O Adjudicatrio dever apresentar Fiscalizao, com a antecedncia mnima de 30 dias, um

    estudo de composio laboratorial, onde conste a frmula da mistura que, depois de aprovada,

    servir para se iniciar o fabrico das misturas betuminosas.

    Este estudo incluir, obrigatoriamente, alm do acima mencionado, os boletins relativos aos

    ensaios a executar para comprovao da sua aptido para a utilizao prevista, a realizar sob sua

    responsabilidade, nos termos do Anexo A deste Caderno de Encargos. Estes ensaios abrangem o

    ligante, os agregados, fleres, e as misturas betuminosas.

    1.1 - Ligante

    No mbito do estudo de composio, dever constar:

    Cmara Municipal da Marinha Grande 45

  • DIVISO DE ORDENAMENTO DO TERRITRIO

    A ficha do produto com a apresentao da caracterizao do betume a empregar na

    mistura, incluindo a determinao do valor da viscosidade e as temperaturas para as

    quais aquele valor varia entre 170 20 cSt (gama de temperatura